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25 de jul de 2012

3º TRIMESTRE DE 2012 - LIÇÃO Nº 05 - 29/07/2012 - "AS AFLIÇÕES DA VIUVEZ"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 05 - DATA: 29/07/2012
TÍTULO: “AS AFLIÇÕES DA VIUVEZ”
TEXTO ÁUREO – I Tm 5.3
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Lc 2.35-38; Tg 1.27
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/


I – INTRODUÇÃO:

A viúva era classificada, juntamente com o "órfão” e o "peregrino" desde os primórdios dos tempos bíblicos, como alguém de quem se deveria sinceramente ter compaixão (Dt 14.29; 16.11; 24.19; 26.12; Sl 94.6).


II - O FUTURO DA VIÚVA:

O futuro ideal para uma viúva era casar-se de novo. Até que esta oportunidade surgisse, ela poderia ficar na casa do seu pai (Gn 38.11) ou até mesmo na casa da sua sogra (Rt 1.16).

Se a filha de um sacerdote se tornasse viúva sem filhos, ela poderia voltar para sua casa, onde ainda poderia comer da comida do seu pai (Lv 22.13).

Sob uma provisão conhecida como o "matrimônio do levirato", um irmão ou parente mais próximo de um marido falecido deveria, sob certas circunstâncias, se casar com a viúva (Dt 25.5-10; Gn 38.11). Um filho nascido por meio deste matrimônio seria considerado filho do homem falecido.

A preocupação para com o futuro da viúva parece confusa. Às vezes, a herança sobressai como fundamental nas providências apresentadas, e em outras vezes a preocupação é com a preservação de uma família intimamente unida.

A lei considerava o juramento de uma viúva como comprometedor (Nm 30.9). Em contraste, um marido poderia cancelar o voto da sua esposa. A viúva era tratada, neste exemplo, como uma pessoa legal especial, igual a um homem. Ao mesmo tempo era proibido ao sumo sacerdote casar-se com uma viúva (Lv 21.14). Esta proibição foi ampliada para ser aplicada a todos os sacerdotes (Ez 44.22).

III - AS LEIS DE MISERICÓRDIA RELATIVAS À VIÚVA:

Na prática real, a sorte da viúva parece ter sido muito difícil nos tempos bíblicos. Ela passou a ter cuidado especial do tribunal baseado na tese de que o próprio Deus é o protetor especial de viúvas (Sl 68.5).

Deus exerce justiça para com a viúva garantindo que ela seja provida de comida e roupas (Dt 10.18). Por outro lado, Deus amaldiçoou qualquer um que pervertesse a justiça devida a uma viúva (Dt 27.19).

Devem ficar disponíveis uvas, grãos e azeitonas para a viúva respigar (Dt 24.19-21)

Ela também participava do dízimo do terceiro  ano, juntamente com o órfão e o peregrino (Dt 14.29)

IV - A DESCONSIDERAÇÃO DAS LEIS SOBRE A VIUVEZ:

O fato de que foram feitas leis para proteger as viúvas de tratamentos cruéis, é uma demonstração de que tais atos eram muito comuns. Os perversos são descritos em Jó 24.21 como aqueles que "não faz o bem à viúva". Porém, o próprio Jó "fazia rejubilar-se o coração da viúva" (29.13).

Uma das acusações mais fortes ao ímpio está em termos daqueles que "Matam a viúva e o estrangeiro e aos órfãos assassinam" (Sl 94.6). Quando os profetas acusam seu povo de injustiça, uma parte da evidência da precisão da acusação é o mau trato das viúvas (Is 1.23).

No "dia do Senhor" aqueles que oprimem os trabalhadores contratados, a viúva e o órfão serão os objetos de julgamento rápido (Ml 3.5).

Parece que a viúva era facilmente identificada pelos artigos de vestuário especiais que ela usava (Gn 38.14). O perverso tentava usar este vestuário como uma garantia para um empréstimo, assim a lei tinha que intervir e fazer disso uma prática ilegal (Dt 24.17).

V - VIÚVAS NA COMUNIDADE CRISTÃ:

Desde a fase mais antiga, a comunidade cristã fez do cuidado das viúvas uma responsabilidade sua (At 6.l; 9.39ss.).

Caridade sistemática deveria ser dada às viúvas quando elas eram idosas ou não tinham nenhum parente para sustentá-las. Esta obrigação pode ter sido deduzida do quinto mandamento.

As próprias viúvas se agrupavam como uma sociedade preocupada com ações de bondade para com o pobre. Jesus elogiou a viúva que deu toda sua renda para o Templo (Lc 21.2-4).

Na época em que as epístolas pastorais foram escritas, a comunidade cristã não tinha mudado sua atitude básica para com as viúvas, mas a experiência estava levando a alguma reconsideração (I Tim 5.3-16). Havia a necessidade de se distinguir entre aquelas que poderiam ser deixadas aos cuidados de parentes. Os recursos limitados da igreja compelia a tal restrição – I Tm 5.4.

Alguns segmentos da Igreja Primitiva aparentemente desenvolveram uma ordem oficialmente reconhecida de viúvas (I Tm 5.9-15). Esta referencia é a primeira descrição clara, na literatura cristã, de uma ordem deste tipo.

A discussão em I Tm 5.1-13 sugere um descontentamento considerável com o modo pelo qual a ordem estava operando. Várias qualificações são estabelecidas. A viúva tinha de fazer sessenta anos de idade para ser associada. Ela tinha de ser a esposa de somente um marido. Uma reputação de boas obras deveria ter sido adquirida. Esta caridade prática envolvia o cuidar de crianças, ser hospitaleira, lavar os pés de cristãos e aliviar as pessoas em aflição. Havia a preocupação de que a ordem das viúvas não tivesse em seu grupo aquelas que eram fofoqueiras intrometidas e errantes.

VI - USO FIGURATIVO DO TERMO “VIÚVA”:

Há alguns usos figurativos notáveis da palavra "viúva" no AT e no NT.

Por exemplo, a "virgem filha da Babilônia" que disse "eu serei senhora para sempre" se tornará viúva num dia (Is 47.1,7).

O termo também é aplicado pelo profeta para Israel em sua desolação, visto que é recomendado com insistência: "esquecerás da vergonha da tua mocidade e não mais te lembrarás do opróbrio da tua viuvez" (Is 54.4).

É difícil para Jerusalém ignorar sua desolação, assim o escritor clama com relação à cidade, "Tornou-se como viúva" (Lm l. 1).

O vidente cristão, no Livro de Apocalipse, ouve o mensageiro angelical falar de uma Babilônia caída, que estava tão orgulhosa que ostentava que "Estou sentada como rainha. Viúva, não sou. Pranto, nunca hei de ver" (Ap 18.7).


VII – VÁRIAS PASSAGENS BÍBLICAS QUE FALAM SOBRE A VIÚVA:

Abaixo e para encerrarmos, repassamos para os leitores diversas passagens bíblicas acerca do assunto viúva:

Caráter das verdadeiras viúvas – Lc 2.37; I Tm 5.5, 10

Expostas a muitas tentações, quando jovens – I Tm 5.11-14

Exortadas a confiarem em Deus – Jr 49.11

A Igreja primitiva cuidava das viúvas, de forma especial – At 6.1; I Tm 5.9

Com muita frequencia se dedicavam inteiramente ao serviço de Deus – Lc 2.37; I Tm 5.10

DEUS...

Certamente ouve seu clamor – Ex 22.23

Julga sua causa – Dt 10.18; Sl 68.5

Alivia-as – Sl 146.9

Mantém a herança das mesmas – Pv 15.25

Testificará contra seus opressores – Ml 3.5

Maldição contra perverter o juízo das viúvas – Dt 27.19

Advertência contra seus opressores – Is 10.1-2

As bênçãos aos que aliviam as viúvas – Dt 14.29

Estão isentas de todas as obrigações para com o marido falecido, podendo casar-se novamente – Rm 7.3

Vestiam luto, em vista do falecimento do marido – Gn 38.14, 19; II Sm 14.2, 5

Repreensão ligada às viúvas – Is 54.4

O aumento do número de mulheres viúvas em virtude de punição – Ex 22.24; Jr 15.8; 18.21

AS VIÚVAS NÃO DEVEM SER...

Afligidas – Ex 22.22

Oprimidas – Jr 7.6; Zc 7.10

Tratadas com violência – Jr 22.3

Privadas de cobertas – Dt 24.17

AS VIÚVAS DEVEM SER...

Protegidas – Is 1.17

Honradas, quando verdadeiramente viúvas – I Tm 5.3

Aliviadas por seus amigos – I Tm 5.4, 16

Visitadas em suas aflições – Tg 1.27

Permitidas compartilhar de nossas bênçãos – Dt 14.29; 16.11, 14; 24.19-21

Liberais, embora pobres – Mc 12.42-43


OS SANTOS...

Dão alívio às viúvas – At 9.39

Dão alegria às viúvas – Jó 29.13

Não as desapontam – Jó 31.16

OS ÍMPIOS...

São perversos para com as viúvas – Jó 24.21

Mandam-nas embora, sem ajuda – Jó 22.9

Recebem penhores das viúvas – Jó 24.3

Rejeitam sua causa – Is 1.23

Humilham as viúvas – Ez 22.7

Tomam as viúvas como presa – Is 10.2; Mt 23.14

Matam as viúvas – Sl 94.6

LEIS CONCERNENTES À VIUVEZ:

Não podiam ser oprimidas – Ex 22.22; Dt 27.19

Suas vestes não podiam ser recebidas como penhor pelos credores – Dt 24.17

Tinham de cumprir seus votos – Nm 30.9

Não podiam casar-se com sacerdotes – Lv 21.14

Podiam respigar nos campos e vinhas – Dt 24.19

Participavam do dizimo trienal – Dt 14.28-29; 26.12-13

Participavam dos regozijos públicos – Dt 16.11, 14

Se fossem filhas de sacerdotes e sem filhos, participavam das coisas santas – Lv 22.13

Se não tinham filhos, casavam-se com o parente (solteiro) mais próximo de seu marido - Dt 25.5-6; Rt 3.10-13; 4.4-5; Mt 22.24-26


FONTES DE CONSULTA:

Bíblia Nova Vida

Enciclopedia da Bíblia Cultura Cristã – Editora Cultura Cristã – Merril C.Tenney

18 de jul de 2012

3º TRIMESTRE DE 2012 - LIÇÃO Nº 04 - 22/07/2012 - "SUPERANDO OS TRAUMAS DA VIOLÊNCIA SOCIAL"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 04 - DATA: 22/07/2012
TÍTULO: “SUPERANDO OS TRAUMAS DA VIOLÊNCIA SOCIAL”
TEXTO ÁUREO – Gn 6.11
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gn 6.5-12
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/


I – INTRODUÇÃO:

• A violência começou com a queda de satanás – Ez 28:15-16. Ela provocou a destruição da primeira civilização humana (Gn 6.11, 13), e ainda prevalece onde se encontram os pecadores (Sl 58.1-3), pois os homens amam a violência (Sl 11.5; 73.6; Pv 13.2) e só ficam satisfeitos quando a praticam (Pv 4.14-17).


II – A CORRUPÇÃO DA RAÇA ANTIDULUVIANA:

• O capítulo 6 do livro de Gênesis retrata uma sociedade decadente, completamente entregue ao pecado, cujas características mais notáveis eram a maldade, a corrupção e a violência.

• (A) – MALDADE – Gn 6.5 – Maldade significa rebelião contra Deus. Deus não apenas sentiu a situação degradante daquela geração, mas VIU o estado daquela sociedade.

• (B) – CORRUPÇÃO – Gn 6.5, 11-12 – Esta corrupção tem o sentido de degeneração. Os valores morais e espirituais sofreram danos, pois o homem os abandonou; preferiu viver dissolutamente – Fp 4.18-19.

• (B.1) - Era uma corrupção universal: - “a terra”

• (B.2) – Era uma corrupção de terríveis consequências espirituais: - “diante da face de Deus”.

• (B.3) – Era uma corrupção que Deus acompanhava passo a passo: – “E viu Deus”

• (B.4) – Era uma corrupção caótica e irrefutável: - “Toda carne havia corrompido o seu caminho”

• (C) – VIOLÊNCIA – Gn 6.13 – No original, essa palavra é muito abrangente. Ela significa que as pessoas se maltratavam mutuamente, eram injustas, cruéis e desenvolviam um clima de crescente opressão – Sl 55.9; Jr 6.7; 20.8; Ez 7.23; 45.9.

• A despeito do desenvolvimento daquela civilização, este não contribuiu para diminuir ou frear o ímpeto da violência. À medida em que melhorava o nível de vida material, aumentava também a vaidade e a ganância. Os princípios da fraternidade e da convivência humanos foram anulados pela corrupção moral e espiritual dos homens.


III – COMPARAÇÃO ENTRE A SOCIEDADE ANTIDILUVIANA E A DE NOSSOS DIAS:

• Jesus afirmou que o mundo, à época da Sua vinda, se assemelharia aos dias de Noé. Vejamos algumas semelhanças:

• (1) – Preocupação com o apetite físico – Lc 17.27

• (2) – Grandes avanços tecnológicos – Gn 4.22

• (3) – Sociedade divorcista – Lc 17.27; Mt 24.38

• (4) – Impiedade sem controle – II Pe 2.5; 3.3; Hb 11.7

• (5) – Rebelião para com a Palavra de Deus – I Pe 3.20

• (6) – Explosão populacional – Gn 6.1

• (7) – Violência generalizada – Gn 6.11-13

• (8) – desmoralização e distorção do matrimônio – Gn 6.2; 4.19

• (9) – Corrupção universal – Gn 6.12


IV - OS PROFETAS DO VELHO TESTAMENTO E AS INJUSTIÇAS SOCIAIS:

• A missão da Igreja é socorrer o homem no seu todo, para que não somente usufrua paz de espírito, mas também conserve no corpo e na mente motivos de alegria e esperança. Os profetas do Antigo Testamento assumiram esse papel com muita diligência e a Igreja deve exercer a mesma missão. Alguns exemplos de denúncia na pregação dos profetas:

• (1) - INJUSTIÇAS NOS TRIBUNAIS (Is 10:1-2) – com suborno (Mq 3:11), absolvição de culpados e condenação dos inocentes (Is 5:23). Porém, Jesus é a justiça dos pobres (Is 11:1-5).

• (2) - COMÉRCIO FRAUDULENTO (Am 8:4-7) – com balanças enganosas (Mq 6:9-11) e lucros abusivos (Os 12:7-8).

• (3) - OPRESSÃO LATIFUNDIÁRIA (Is 5:8) – a violência para o acúmulo de terras (I Rs 21).

• (4) - ROUBO, PENHORAS E JUROS ALTOS (Ez 22:12; Am 2:8; Ez 18:7-8).

• (5) - RIQUEZA E LUXÚRIA (Am 4:1; 6:4-7; Is 3:18-21).

• (6) - INJUSTIÇA NOS SALÁRIOS RETIDOS (Jr 22:13-19; Ml 3:5; Ez 22:7, 29).


V – CARACTERÍSTICAS DE UMA IGREJA VIVA:

• Lc 10:25-37 - A Parábola do Bom Samaritano tem um final feliz, porque um samaritano foi usado para nos ensinar o modo correto de praticar nossa missão social.

• (1) - ELA AGE COM MISERICÓRDIA – O samaritano parou, desceu do seu cavalo e socorreu. Não se preocupou em saber se o necessitado era judeu ou não. Apenas o viu como alguém necessitado, ou seja, seu próximo que precisava ser socorrido. Antes de procurarmos ver de quem se trata, nosso amor cristão deve nos impulsionar a ações abençoadoras. A bem da verdade, não faz nenhuma diferença para o coração genuinamente cristão quem é que está precisando de ajuda, quem é o próximo. Por definição cristã, quem está necessitado é meu próximo e deve ser alvo do meu amor. O levantamento de ofertas nas Igrejas da Macedônia, Acaia e Corinto, foi para atender os santos de Jerusalém que estavam empobrecidos (Rm 15:26; II Cor 8:1-4). O objetivo do levantamento das ofertas era claro: IGUALDADE SOCIAL. Por duas vezes o apóstolo cita a expressão PARA QUE HAJA IGUALDADE (II Cor 8:13-15)

• (2) - ELA AGE COM LIBERALIDADE – O samaritano usou seu próprio remédio, colocou o ferido em sua condução, levou-o a um hospital e pagou a despesa. Ele não tirou nenhum folheto do bolso e o pôs na mão do enfermo, deixando-o à própria sorte. Ele tirou remédio, dinheiro e o abençoou. O que estava no interior do samaritano é que o constrangeu a servir o próximo: O AMOR DE DEUS! AÇÃO SOCIAL NÃO É MÉTODO EVANGELÍSTICO, MAS REFLEXO DO AMOR DE DEUS NOS CORAÇÕES DOS CRENTES:

• Leiamos Mc 2:1-11 e analisemos:

• (2.1) - Havia uma situação de empecilho, tantos eram os presentes. Mas eles criaram a situação da bênção – O AMOR PRECISA SER CRIATIVO.

• (2.2) - Os obstáculos não os fizeram desistir, pois tinham um alvo: Abençoar aquele paralítico. Resultado: O homem saiu andando com as próprias pernas – O AMOR PERSEVERA ATÉ O FIM.

• (2.3) - Imaginemos a dificuldade de subir ao telhado com todo aquele peso! Afinal, além deles, havia o homem e sua maca! Mas foram recompensados, pois seu amigo ficou livre do peso da doença e do pecado de uma só vez! - O AMOR IMPLICA EM SACRIFÍCIO; PODE TUDO E SOFRE TUDO!

• (2.4) - Uma fé sincera não escapou aos olhos de Jesus (“Vendo-lhes a fé”). SE TEMOS FÉ, DEUS ESTÁ NOS CONTEMPLANDO NESTA HORA – O AMOR PRESUPÕE.

• (3) - ELA NÃO DEIXA DE AGIR FACE AOS RISCOS – O caminho de Jerusalém para Jericó era muito perigoso, pois havia muitos assaltantes à espreita. Era uma região violenta e não convinha parar no meio da estrada. Quem o fizesse, corria perigo de vida e de ser assaltado. Não era recomendável parar o cavalo e descer naquele lugar. O risco era grande! Mas graças a Deus que há cristãos e Igrejas que estão enfrentando esses riscos. Vão a lugares pouco amistosos, inclusive nas madrugadas, levando roupas, cobertores e remédios, entre outras coisas. Estão empenhados num grande projeto de socorrer o necessitado que vive nessas ruas perigosas. Somente quando a Igreja de Jesus neste país assimilar essa consciência de missão, é que poderemos transformar a história.


VI - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• Lc 17.26-27 – Jesus declarou profeticamente que o mundo, na ocasião da Sua volta, será semelhante aos dias da geração antediluviana. Valores morais e espirituais sofrerão danos, pois os temporais, efêmeros, dominarão a humanidade. Indiscutivelmente, vivemos estes dias de maldade, violência e corrupção. A Igreja precisa estar alerta para os acontecimentos destes dias e cumprir o seu papel profético, tal como Noé ao proclamar os juízos de Deus.


FONTES DE CONSULTA:

Lições Bíblicas – 3º Trimestre de 1986 – CPAD – Comentarista: Geziel Gomes

Lições Bíblicas – 4º Trimestre de 1995 – CPAD – Comentarista: Elienai Cabral

Cidaco, José Armando S. - Um Grito pela Vida da Igreja - CPAD

Revista Educação Cristã – Vol. IX – Os Ministérios da Igreja – SOCEP – Sociedade Cristã Evangélica de Publicações Ltda

10 de jul de 2012

3º TRIMESTRE DE 2012 - LIÇÃO Nº 03 - 15/07/2012 - "A MORTE PARA O VERDADEIRO CRISTÃO"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 03 - DATA: 15/07/2012
TÍTULO: “A MORTE PARA O VERDADEIRO CRISTÃO”
TEXTO ÁUREO – Fp 1.25
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Cor 15.51-57
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/



I – INTRODUÇÃO:

- Muitos acham que a morte física não deve ser considerada como uma conseqüência do pecado adâmico, uma vez que, no dia em que Adão e Eva pecaram, não morreram fisicamente, de imediato. Daí, sustentam a idéia de que a morte física não é conseqüência ou pena do pecado, mas, antes, o resultado natural da constituição física do homem.

- No entanto, a bíblia ignora esta exceção (Rm 5:12; 6:23). A pena foi executada efetivamente no dia em que o homem pecou, embora sua plena execução tenha sido sustada temporariamente pela graça de Deus (Gn 3:21)

- Apesar dos corpos de Adão e Eva não morrerem no dia da transgressão, para todos os efeitos, morreram. Ficaram imediatamente sujeitos à lei da mortalidade.


II - O CRENTE E A MORTE:

- A penalidade do pecado além de incluir os sofrimentos da vida, inclui também a morte física, a morte moral, a morte espiritual e a morte eterna.

- As mortes física, moral e espiritual são discutidas em conexão com a doutrina do pecado.

- A morte eterna é considerada mais particularmente na escatologia geral.

- Vejamos cada um deste item de forma separada:


II.1 – A MORTE FÍSICA:

- Num sentido amplo e mais universal possível é a cessação do processo vital em um organismo vivo.

- Na linguagem biológica molecular, a morte é a dissolução da estrutura molecular necessária para o fenômeno da vida.

- Do ponto de vista filosófico e na linguagem bíblica, a morte é a separação da alma e do corpo. Neste sentido, costuma-se distinguir dois tipos principais de morte: A CLÍNICA e a ABSOLUTA ou CERTA

- (A) - A MORTE CLÍNICA se dá quando o coração cessa de bater, a pressão sangüínea torna-se ilegível e a temperatura do corpo cai. Em geral, diz-se que o paciente está morto quando as funções vitais cessam de vez. No entanto, na morte clínica não há necessariamente a separação da alma e do corpo.

- (B) – A MORTE ABSOLUTA ou CERTA é a separação definitiva da alma e do corpo. É a total ausência de atividades das ondas celebrais. Quatro critérios são enumerados para uma pessoa ter morte celebral:

- (1ª) FALTA DE RECEPTIVIDADE DE REAÇÃO;

- (2ª) AUSÊNCIA DE MOVIMENTOS OU RESPIRAÇÃO;

- (3ª) AUSÊNCIA DE REFLEXOS; e

- (4ª) ELETROENCEFALOGRAMA RETO.

- A mais completa definição de morte física parece ser uma perda irreversível das funções vitais. Esta morte, assim, é definida como o estado no qual a ressurreição física é impossível.

- Na Santa Palavra de Deus, a morte física é apresentada de várias maneiras:

- (1) - DORMIR (Dt 31:16; Mc 5:39; Jo 11:11; At 7:60);

- (2) - DESFAZER DA CASA TERRESTRE DESTE TABERNÁCULO (II Cor 5:1)

- (3) - DEIXAR ESTE TABERNÁCULO (II Pe 1:4);

- (4) - DEUS PEDINDO A ALMA (Lc 12:20);

- (5) - SEGUIR O CAMINHO POR ONDE NÃO TORNARÁ (Jó 16:22)

- (6) - SER CONGREGADO AO SEU POVO (Gn 49:33)

- (7) - DESCER AO SILÊNCIO (Sl 115:17)

- (8) - EXPIRAR (At 5:10)

- (9) - TORNAR-SE EM PÓ (Gn 3:19)

- (10) - FUGIR COM A SOMBRA (Jó 14:2)

- (11) - PARTIR (Fp 1:23)

- Porém, em outras passagens, a morte aparece como um ser personificado (Jó 28:22; Rm 5:11, 17; 6:9; I Cor 15:26, 55; Apc 6:8) - A morte e o inferno são vistos personificados como os guardiães respectivamente dos corpos e das almas dos homens sem Deus, entre a morte e a ressurreição (Apc 20:13-14)


II.2 - MORTE MORAL:

- Este gênero de morte está restritamente ligado ao mundo moral. E dela temos notícia de vítimas em ambos os testamentos (Gn 3:9-10; 20:3; I Tm 5:5-6; Apc 3:1).


II.3 - MORTE ESPIRITUAL:

- Pode ser contraída em vida ou antes da morte física (Mc 3:29).

- Ocorre quando Deus abandona o espírito do homem. O pecado separa de Deus o homem e esse rompimento da união e da comunhão é uma calamidade tão grande que sua designação mais apropriada é morte, pois é só na comunhão com o Deus vivo que o homem pode viver de verdade (Jo 5:24; Ef 2:1; 2:5).

- Este estado de morte, apesar de ser detestável, não é, todavia, um estado de morte definitivo. Há ainda esperança mediante o arrependimento para a salvação (I Jo 3:14 cf Jo 11:25).


II.4 - A MORTE ETERNA:

- A consumação das mortes física e espiritual é a morte eterna. Este gênero de morte é teologicamente conhecido como A SEGUNDA MORTE (Apc 2:11; 20:6). É aquela que primariamente costumamos dizer ETERNA SEPARAÇÃO DE DEUS. Há angústias de consciência e sofrimentos físicos (Apc 14:11). Isto sucederá depois dos homens rejeitarem todo e qualquer esforço que Deus tenha feito para salvá-lo.

- Por estrita justiça, Deus poderia ter imposto a morte ao homem, no mais completo sentido da palavra, imediatamente após sua transgressão. Mas, por Sua graça comum, restringiu a operação do pecado e da morte, e por Sua graça especial em Jesus Cristo, venceu estas forças hostis (Rm 5:17; I Cor 15:45; II Tm 2:10; Hb 2:14; Apc 1:8; 20:14)


III - ALUSÕES FIGURATIVAS SOBRE A BREVIDADE DA VIDA:

- Leiamos Gn 47.9 e vejamos algumas alusões bíblicas sobre a brevidade da vida. Ela é....

- (A) - Como uma sombra e erva – I Cr 29:15; Jó 8:9; Sl 102:11; Ec 6:12

- (B) - Como uma lançadeira – Jó 7:6;

- (C) - Como o vento – Jó 7:7

- (D) - Como mensageiros rápidos, como navios veleiros e como águias que voam na comida – Jó 9:25-26

- (E) - De bem poucos dias, como flor e como a sombra – Jó 14:1-2, 5

- (F) - Como a relva – Sl 103:15-16

- (G) - Tem apenas a extensão de um palmo – Sl 39:4-7

- (H) - Breve – Sl 89:7

- (I) - Como um conto ligeiro – Sl 90:9-10

- (J) - Como a urdidura de um tecelão – Is 38:12

- (K) - Como um vapor passageiro – Tg 4:13-14


IV – O QUE É A MORTE PARA O CRENTE:

(1) - LUCRO (Fp 1:21, 23)

(2) - UMA COROAÇÃO (II Tm 4:7-8)

(3) - UM DESCANSO DA LABUTA (Apc 14:13)

(4) – VITÓRIA, QUANDO TUDO PARECE DERROTA (I Pe 4:12-13)

(5) - ELA COMPLETA A SANTIFICAÇÃO DAS ALMAS DOS CRENTES (Hb 12:23; Apc 21:27)

(6) – É AQUELA QUE O SEU AGUILHÃO JÁ FOI TIRADO; É A PORTA OU O PASSO PARA O CÉU (I Cor 15:53-58)

(7) - ATRAVÉS DELA DORMIMOS NO SENHOR (I Ts 4:14; Apc 14:13)

(8) - É UMA PARTIDA (II Tm 4:6) - a palavra partir quer dizer IÇAR ÂNCORA e ZARPAR.

(9) - É UMA TRANSIÇÃO (II Cor 5:1-2) – TABERNÁCULO corresponde a TENDA ou MORADA TEMPORÁRIA.

(10) - É UM ÊXODO (Lc 9:31; II Pe 1:13-16) – ÊXODO significa SAÍDA. Israel saiu do Egito para Canaã terrestre, a terra prometida. O crente sairá do “mundo” (Egito) e partirá para a Canaã celestial.

(11) - É ESTAR COM CRISTO (Lc 23:43; Fp 1:23)


V - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

- A morte realiza agora plenamente a sua obra só nas vidas dos que recusam a libertação de seu jugo, libertação oferecida em Jesus. Os que crêem em Cristo estão livres do poder da morte, foram restaurados à comunhão com Deus e foram revestidos de uma vida sem fim (Jo 3:36; 6:40; Rm 5:17-21; 8:23; I Cor 15:26, 51-57; Apc 20:14; 21:3-4).


FONTES DE CONSULTA:

O Plano Divino Através dos Séculos – CPAD – Lawrence Olson

Mil Esboços Bíblicos - Editora Evangélica Esperança - Georg Brinke

Apocalipse Versículo por Versículo – CPAD – Severino Pedro da Silva

Escatologia – Doutrina das Últimas Coisas – CPAD – Severino Pedro da Silva

3 de jul de 2012

3º TRIMESTRE DE 2012 - LIÇÃO Nº 02 - 08/07/2012 - "A ENFERMIDADE NA VIDA DO CRENTE"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 02 - DATA: 08/07/2012
TÍTULO: “A ENFERMIDADE NA VIDA DO CRENTE”
TEXTO ÁUREO – Sl 41.3
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Is 38.1-8
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/



I – INTRODUÇÃO:

- As doenças têm afligido o homem desde que Deus expulsou Adão e Eva do Jardim do Éden. Apesar de podermos saber a origem de algumas delas, sabemos que nem sempre houve uma explicação simples para isso.


II - ORIGEM DAS ENFERMIDADES:

- Is 53:4 - A palavra “ENFERMIDADE” é a mesma usada para indicar “DOENÇAS FÍSICAS” - II Cr 16:12; 21:15-19; Is 38:9.

- A palavra “DORES” indica “DORES FÍSICAS” - Jó 33:19

- Em Mt 8.17 nos é fornecida uma tradução mais literal de Is 53:4 – “enfermidades” e “doenças”.

- Enfermidades, pois, inclui toda forma de doença: do corpo e da alma.

- Dito isto, leiamos: Dt 28:15, 20-22, 27-28, 35, 58-61 e meditemos:

- As traduções que possuímos desses trechos bíblicos nos levariam a acreditar que o próprio Deus coloca enfermidades e aflições no Seu povo, pois o texto diz “O SENHOR TE FERIRÁ”.

- No entanto, segundo nos informam os estudiosos do hebraico: No original, o verbo é usado no SENTIDO PERMISSIVO mais do que no SENTIDO CAUSATIVO.

- Assim, na realidade, a correta tradução seria: - “O Senhor PERMITIRÁ que venham estas maldições sobre ti...”

- Muitos outros verbos têm sido traduzidos no sentido causativo em nossas bíblias. Por exemplo: I Sm 16:14; Is 45:7; Am 3:6 - O hebraico original desses versículos foi escrito NO TEMPO PERMISSIVO.

- Mas, visto que nossa língua não tem um tempo permissivo correspondente, os verbos foram traduzidos no TEMPO CAUSATIVO.

- Logo, Deus não é e nem pode ser a origem ou o criador das enfermidades; ELE APENAS AS PERMITE.

- Vejamos, pois, de onde as enfermidades podem se originar:

1) - O PECADO - Rm 5:12 - Não havia enfermidades no mundo, antes que houvesse pecado. Uma das trágicas consequencias do pecado foi precisamente o aparecimento de dores e enfermidades. Não existe uma cidade no mundo que não disponha de cemitérios, hospitais, médicos, farmácias. Parte da maldição ocasionada pela queda foi a sujeição do corpo humano às enfermidades e à morte física. Até o término da ordem atual, faz parte da vida humana sofrer enfermidades e doenças que estão no mundo como penalidade por causa da queda. Tal problema somente cessará definitivamente quando o pecado for erradicado completamente deste planeta.

- Entretanto, devemos evitar supor que todas as enfermidades e morte sejam consequencia direta de um pecado imediato. A enfermidade está no mundo por causa do pecado, mas Jesus reconheceu que a maldição é geral e aflige as pessoas, independentemente de retidão pessoal ou de pecado (Lc 13:1-4)

- É claro que o pecado pode estar envolvido na causa primária da doença. Podemos ver o caso do homem a quem Jesus curara no poço de Betesda (Jo 5:14). Mas, por outro lado, Jesus deixou claro que nem o homem que nascera cego, nem seus pais tinham pecado (Jo 9:1-3; Mc 2:12)

2) - SATANÁS - Sendo o autor da entrada do pecado no mundo, através de Adão, temos que responsabilizá-lo também pelo problema geral das enfermidades. A bíblia menciona inúmeros casos em que os enfermos estavam assim por causa de espíritos malignos, espíritos de enfermidade, espírito de depressão, espírito de rebelião, espírito de desobediência.

- O N.T. reconhece que os demônios podem causar enfermidades às pessoas e atormentá-las cruelmente (Mt 9:32-33; 12:22; 17:4-16; Mc 9:20-22; Lc 13:11, 16)

- Mas Jesus não tratava as enfermidades como resultado de possessão ou atividade demoníaca. OS POSSUÍDOS POR DEMÔNIOS ERAM DISTINGUIDOS NUMA CLASSE EM SEPARADO, DIFERENTE DOS QUE PADECIAM ENFERMIDADES. Vejamos os seguintes casos: Mt 4:24 cf Lc 5:12-13 - Nenhum demônio estava envolvido na lepra.

- Lc 5:24-25 - O paralítico precisava ter os seus pecados perdoados. Mesmo assim, o perdão não trouxe cura automática. O homem só foi curado quando Jesus o mandou levantar-se. (NÃO HAVIA QUALQUER INDÍCIO DE PODER DEMONÍACO ENVOLVIDO EM SUA PARALISIA).

- Muitas passagens bíblicas estabelecem uma clara distinção entre as enfermidades não causadas por demônios e aquelas causadas por eles: Mt 4:24; 8:16; 9:32-33; 10:1; Mc 1:32; 3:15; Lc 6:17-18; 9:1 - EM NENHUMA DESSAS PASSAGENS HÁ A MENOR INDICAÇÃO DE QUE QUALQUER DESSAS ENFERMIDADES FOSSE CAUSADA POR DEMÔNIOS EM PESSOAS QUE ESTAVAM EM CORRETA RELAÇÃO COM DEUS.

3) - INGRATIDÃO - Lc 17:12-19 - Dez leprosos foram curados por Cristo, mas somente um voltou para agradecê-lo. Para recompensar-lhe a gratidão, Jesus não se limitou a curar-lhe a enfermidade física; concedeu-lhe também a saúde espiritual. Os outros nove, devido a sua ingratidão, receberam apenas a cura do corpo. A ingratidão é, sem dúvida, uma maneira de se atrair não somente moléstias físicas, como também enfermidades espirituais.

4) - PERMISSÃO DIVINA - Dois notáveis exemplos são Jó (Jó 1:8-12) e Paulo (Gl 4:13 cf Gl 4:15; 6:11; Rm 16:22) - Em raras e especiais ocasiões, Deus, em Sua soberania, permite a Satanás que nos toque o corpo com doenças e enfermidades. Devemos levar em conta, também, que através do sofrimento, o Senhor capacita-nos a consolar aqueles que se acham em dificuldades (II Cor 1:3-5). Alguém que tenha enfrentado longa enfermidade ou rigoroso pesar, e passa então a desfrutar do alívio proporcionado pelo toque de Cristo, torna-se mais perseverante no orar, mais compassivo no aconselhar e mais amoroso no ajudar o próximo.

5) - PARTICIPAR INDIGNAMENTE DA CEIA DO SENHOR - I Cor 11:27-30 – Participar indignamente é quando o crente não age por amor, em favor da comunhão da Igreja e também quando é insensível para com a presença de Cristo, ingrato para com o Seu amor sacrificial e irresponsável quanto ao significado de sua redenção. Quem age indignamente durante a Ceia do Senhor, ou seja, age indignamente em relação ao Filho de Deus crucificado, mostra-se indigno de Cristo. Na verdade, peca contra Cristo e demonstra que não se apropriou dEle por fé.

- Alguns comentaristas sugerem que profanar o corpo e o sangue é uma forma de ser culpado da crucificação de Cristo. Pela conduta na Ceia, a pessoa mostra se O confessa ou se O crucifica.

6) - HEREDITARIEDADE ou HEREDITÁRIAS - Quando os genes do pai e da mãe se juntam no momento da concepção, é possível que certas disfunções ou enfermidades, sejam transmitidas ao ser que acaba de ser gerado. À semelhança das características pessoais, essas transmissões variam desde a tendência à epilepsia, passando pelas doenças respiratórias, enxaquecas, indo até a síndrome de Down.

7) - CONGÊNITO - Certas doenças são transmitidas às crianças por seus pais. Uma criança em gestação sofrerá os efeitos da má nutrição ou herdará as doenças da mãe, se esta não receber os devidos cuidados pré-natais. Pesquisas científicas indicam que o consumo de álcool e de drogas, por parte das gestantes, pode afetar a criança. Entre os mais graves riscos, encontra-se a SÍNDROME ALCOÓLICA FETAL.

8) - DESOBEDIÊNCIA ou QUEBRA DAS LEIS DA NATUREZA - a negligência nos deveres sanitários ou falta de higiene; descuido nos hábitos alimentares (dietas inadequadas ou desnutrição); sono insuficiente; abuso de medicamentos.

9) - TRABALHO EXCESSIVO - Fp 2:30 - Epafrodito havia se excedido a si mesmo no trabalho do Senhor e em seus préstimos ao apóstolo Paulo. Um exagero evidente em seu zelo pelo Reino de Deus. Em nossa movimentada sociedade, onde todos correm para lá e para cá, é necessário que tenhamos momentos de recreação e entretenimentos apropriados, que funcionem como válvula de escape, a fim de aliviarmos a pressão psicológica, com equilíbrio, pois vejamos o que diz a Palavra do Senhor em I Tm 4:8.

10) - ACIDENTES ou FERIMENTOS - Cujos danos não são detectados imediatamente, poderão, mais tarde, resultar em problemas físicos e mentais, com sérias complicações.

11) - PREOCUPAÇÃO, ANSIEDADE, MEDO ou COMPLEXO DE CULPA - Estas coisas causam, pouco a pouco, distúrbios emocionais que acabam por interferir no processo digestivo ou no próprio descanso, tão necessário ao bom funcionamento do corpo (I Jo 4:18; Fp 4:7).

12) - ENDEMIA – Enfermidade, geralmente infecciosa, habitualmente comum entre pessoas de uma região, cuja incidência se prende à ocorrência de determinados fatores locais. Caracteriza-se por não se atingir e nem se espalhar para outras comunidades.

13) - EPIDEMIA – É uma doença infecciosa que ocorre numa comunidade ou região, e pode se espalhar rapidamente entre as pessoas de outras regiões, originando um surto epidêmico. Isso poderá ocorrer por causa de um grande desequilíbrio (mutação) do agente transmissor da doença ou pelo surgimento de um novo e desconhecido agente.

- A “gripe aviária”, por exemplo, é uma doença “nova”, que se iniciou como surto epidêmico. Assim a ocorrência de um caso de uma doença transmissível (por exemplo: poliomielite) ou o primeiro caso de uma doença até então desconhecida na área (por exemplo: gripe do frango), requerem medidas de avaliação e uma investigação completa, pois representam um perigo de originarem uma epidemia.

- Com o tempo e um ambiente estável, a ocorrência de doença passa de epidêmica para endêmica e depois para esporádica.

14) - PANDEMIA – Uma epidemia de grandes proporções, que se espalha a vários países, a mais de um continente, ou por todo o mundo, causando inúmeras mortes ou destruindo cidades e regiões inteiras. Exemplo tantas vezes citado é o da chamada “gripe espanhola”.

- Resumindo:

(A) – Quando uma doença existe apenas em uma determinada região, é considerada uma endemia (ou proporções pequenas da doença que não sobrevive em outras localidades).

(B) – Quando a doença é transmitida para outras populações, infesta mais de uma cidade ou região, denominamos de epidemia.

(C) – Quando, porém, uma epidemia se alastra de forma desequilibrada, espalhando-se por outras regiões, pelos continentes ou pelo mundo, ela é considerada e denominada de pandemia.


III – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

- A bíblia chama o nosso atual corpo de corpo mortal. Enquanto o possuirmos, estaremos sujeitos a enfermidades, até que recebamos um corpo glorioso, superior e não suscetível de qualquer sofrimento. Até lá, busquemos a cura na fonte real: O Senhor Jesus, pois, seja para as enfermidades do corpo, seja para as enfermidades da alma, o Médico Divino, o Médico dos médicos terá sempre o bálsamo restaurador para nos dar o alívio.


FONTES DE CONSULTA:

1) Lições Bíblicas - Ed. CPAD - 4º trimestre de 1982 - comentarista: Geziel Gomes

2) Idem - idem - 3º trimestre de 1988 - comentarista: Raimundo de Oliveira

3) Deus ainda cura enfermos atualmente? - Chamada da Meia Noite - Wim Malgo

4) Doutrinas Bíblicas, uma perspectiva Pentecostal - Ed CPAD - William W. Menzies e Stanley M. Horton

5) Como receber a cura divina - Ed CPAD - Bernhard Johnson