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28 de jun de 2010

LIÇÃO Nº 01 - 04/07/2010 - "O MINISTÉRIO PROFÉTICO NO ANTIGO TESTAMENTO"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA IGREJA EVANGÉLICA
ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 01 - DATA:04/07/2010
TÍTULO: “O MINISTÉRIO PROFÉTICO NO ANTIGO TESTAMENTO”
TEXTO ÁUREO – Os 12:10
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Nm 11:24-29
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/


I – INTRODUÇÃO:

• Não existe escola ou curso teológico onde se ensina a função de profeta; tampouco é transmitida por hereditariedade, como no caso do sacerdote e rei! O ministério profético é uma chamada específica de Deus.


II – A IDÉIA ESCRITURÍSTICA DE PROFETA:

• OS TERMOS EMPREGADOS NAS ESCRITURAS: O V.T. emprega três palavras para designar um profeta. Observemos pela leitura dos versículos bíblicos abaixo:

• “Antigamente em Israel, indo qualquer consultar a Deus, dizia assim: Vinde, e vamos ao VIDENTE; porque ao PROFETA de hoje antigamente se chamava VIDENTE” – I Sm 9:9; e

• “Os atos, pois, do rei Davi, assim os primeiros como os últimos, eis que estão escritos nas crônicas de Samuel, o VIDENTE, e nas crônicas do PROFETA Natã, e nas crônicas de Gade, o VIDENTE” – I Cr 29:29.

• Desta forma, estudemos de forma separada:


II.1 – O TERMO “VIDENTE”:

• As palavras traduzidas por VIDENTE (RÕ’EH; HÕZEH ou CHOZEH) - enfatizam o meio pelo qual o profeta se comunicava com Deus. Significam:

“ALGUÉM QUE RECEBE REVELAÇÕES DA PARTE DE DEUS, PARTICULARMENTE NA FORMA DE VISÕES”.


II.2 – O TERMO “PROFETA”:

• A palavra traduzida por PROFETA (NÃBÎ’ ou NABHI) – Representa O PROFETA, quer verdadeiro ou falso, ou ainda aos profetas pagãos (Dt 13:1-5; I Rs 18:19).

• À vista disto, devemos estabelecer com cautela o significado desta palavra.

• Inicialmente, leiamos Ex 4:10-16 e 7:1-2 - Moisés colocou sua inabilidade de falar com clareza. Por conseguinte, ele não podia comparecer diante de Faraó como porta-voz do Senhor. Deus prometeu designar Arão para ser locutor de Moisés.

• Daí fica claro que a palavra “PROFETA” pode significar:

• (A) - AQUELE QUE FALA POR OUTRA PESSOA, PORQUE É A SUA BOCA; ou

• (B) - ALGUÉM QUE VEM COM A MENSAGEM DA PARTE DE DEUS.

• Comparemos as seguintes passagens bíblicas: Ex 7:1; Gn 20:7; Dt 18:15, 18.


II.3 – O TERMO “PROFETA” USADO NO PLURAL:

• O termo “PROFETAS” é usado para aludir àqueles que NÃO ATUAM COMO PORTA-VOZES DE DEUS.

• Samuel (que era juiz, profeta e sacerdote de Israel), presidia uma congregação de profetas para instruí-los nas coisas do Senhor e auxiliá-los no exercício do ministério profético. No tempo de Samuel havia homens que o seguiam; eles se ocupavam de louvar ao Senhor e procuravam instigar as pessoas a se voltarem para Deus (I Sm 10:5, 10; 19:18-20).

• Essa congregação de discípulos continuou no tempo de Elias e prosseguiu no tempo de Eliseu (I Rs 18:4, 13; II Rs 2:3; 6:1).

• Os seguidores de Elias e Eliseu se organizaram em grupos para ajudar e/ou aprender destes mestres. Eram chamados “filhos dos profetas” (I Rs 20:35).

• Usada, pois, no plural, a expressão “PROFETAS” significa:

•  (1) -  “COMPANHEIROS DE PROFETA”;

•  (2) - “SEGUIDORES DE PROFETA”;

• (3) - “FILHOS ou DISCÍPULOS ou APRENDIZES DE PROFETAS”.

• Desta forma, não há qualquer evidência bíblica de que grupos de homens foram alguma vez treinados para se tornarem profetas. DEUS CHAMAVA OS PROFETAS COMO INDIVÍDUOS (por ex.: Moisés, Samuel, Isaías, Jeremias, Ezequiel). O trabalho profético era uma atividade individual, em que um homem recebia uma mensagem de Deus e a transmitia ao povo.


II.4 – O TERMO PROFETA USADA NA FORMA FEMININA:

• Existe também a palavra PROFETA na forma feminina: PROFETISA (NeBÎ’ÃH’).

• Em Ex 15:20, Miriã é chamada de “PROFETISA”;

• A esposa de Isaías também é chamada de “PROFETISA” (Is 8:3).

• Da mesma forma que no plural, quando usado na forma feminina, o significado verte-se para

•  (1) - “COMPANHEIROS DE PROFETA”;

•  (2) - “SEGUIDORES DE PROFETA”;

• (3) - “FILHOS ou DISCÍPULOS ou APRENDIZES DE PROFETAS”.


II.5 - A PALAVRA PROFETA NO N.T.:

• No N.T. usa-se a palavra PROPHETES.


 • É um substantivo composto da raiz “PHÊ” = “DIZER”, “PROCLAMAR”, que sempre tem uma conotação religiosa; e

• o prefixo “PRO”, um advérbio de tempo que tem o significado de “ANTES”, “DE ANTEMÃO”.


• Assim, sugere-se o significado de:

• (1) - “AQUELE QUE PREDIZ”;

• (2) - “AQUELE QUE CONTA DE ANTEMÃO”;

• (3) - “PREDIZER”; “PROCLAMAR DE ANTEMÃO”.


• POSTO ISTO, se tomarmos em conjunto todas as formas utilizadas para a palavra PROFETA na Bíblia Sagrada, podemos deduzir que PROFETA É:


• (1) - ALGUÉM QUE VÊ COISAS, ISTO É, RECEBE REVELAÇÕES;


• (2) - AQUELE QUE ESTÁ A SERVIÇO DE DEUS, PARTICULARMENTE COMO MENSAGEIRO; e


• (3) - AQUELE QUE FALA EM NOME DE DEUS, POIS É A BOCA DO SENHOR.


III –COMO OS PROFETAS RECEBIAM AS MENSAGENS DIVINAS:

• A influência sobrenatural do Espírito de Deus sobre os verdadeiros profetas, capacitou-os a receberem, de diferentes maneiras, as mensagens dos céus.

• (1) – “Então DISSE O SENHOR a Moisés...” – Ex 7:1;

• (2) - “E chamou o Senhor a Moisés e FALOU COM ELE...” – Lv 1:1;

• (3) – “O Espírito do Senhor FALOU POR MIM, e a SUA PALAVRA esteve em minha boca... DISSE o Deus de Israel, a Rocha de Israel a MIM ME FALOU...” –II Sm 23:2-3;

• (4) – “Então veio o ESPÍRITO DO SENHOR no meio da congregação... ASSIM O SENHOR VOS DIZ...” – II Cr 20:14;

• (5) – “E o ESPÍRITO DE DEUS revestiu a Zacarias... e lhes disse: ASSIM DIZ DEUS:...” – II Cr 24:20;

• (6) - “VISÃO de Isaías... a qual ele VIU... porque FALA O SENHOR” – Is 1:1-2;

• (7) - “Assim VEIO A MIM A PALAVRA DO SENHOR, dizendo” – Jr 1:4;

• (8) – “... veio, DA PARTE DO SENHOR, ESTA PALAVRA A JEREMIAS, dizendo:...” – Jr 27:1

• (9) – “Palavra que, DA PARTE DO SENHOR, VEIO A JEREMIAS, dizendo: ASSIM FALA O SENHOR, O DEUS DE ISRAEL, dizendo...” – Jr 30:1-2;

• (10) – “... que VEIO ESTA PALAVRA DO SENHOR A JEREMIAS, dizendo: ... e escreve nele TODAS AS PALAVRAS QUE TE TENHO FALADO... e escreveu Baruque DA BOCA DE JEREMIAS TODAS AS PALAVRAS DO SENHOR... QUE ESCREVESTE DA MINHA BOCA AS PALAVRAS DO SENHOR...” – Jr 36:1-6;

• (11) – “... se abriram os céus, E EU VI VISÕES DE DEUS... VEIO EXPRESSAMENTE A PALAVRA DO SENHOR A EZEQUIEL... e ali ESTEVE SOBRE ELE A MÃO DO SENHOR” – Ez 1:1-3;

• (12) – “Caiu, pois, sobre mim O ESPÍRITO DO SENHOR E DISSE-ME: FALA: ASSIM DIZ O SENHOR...” – Ez 11:5;

• (13) – “... teve Daniel, na sua cama, UM SONHO E VISÕES...” – Dn 7:1;

• (14) – “... FOI REVELADA UMA PALAVRA A DANIEL, ..., e ele ENTENDEU ESTA PALAVRA E TEVE ENTENDIMENTO DA VISÃO” – Dn 10:1;

• (15) – “PALAVRA DO SENHOR FOI DITA A OSÉIAS, ... O PRINCÍPIO DA PALAVRA DO SENHOR POR OSÉIS; DISSE, POIS, O SENHOR A OSÉIAS...” – Os 1:1-2;

• (16) – “... PARA VER O QUE FALA COMIGO... Então, O SENHOR ME RESPONDEU E DISSE:...” – Hc 2:1-2


IV - MODOS COMO OS PROFETAS APRESENTAVAM A MENSAGEM DE DEUS:

• (A) – BREVES DECLARAÇÕES ORAIS E RÉPLICAS – Em várias ocasiões um profeta foi dirigido por Deus para confrontar um rei ou outro líder, apresentando-lhe uma mensagem curta de repreensão, encorajamento ou uma ordem específica a ser cumprida – I Sm 2:27-36; II Cr 11:1-4; 15:1-2; 19:1-3; I Rs 17:1; 21:17-24

• Quando Deus orientou o profeta Isaías para entregar uma mensagem de esperança ao rei Acaz e este demonstrou descrença desdenhosa, o Senhor deu ao profeta mais uma mensagem: de julgamento próximo – Is 7:1-25

• (B) – MENSAGENS ORAIS MAIS LONGAS – Nestas, temos as extensas declarações da Lei que Deus deu a Moisés e que este transmitiu ao povo – Ex 20:22 até o capítulo 23:33.

• (C) – BÊNÇÃO PATRIARCAL – Um exemplo de bênção patriarcal profética ocorre quando Jacó achou que seu fim estava próximo e José trouxe seus dois filhos, Manassés e Efraim, para ver seu avô. Jacó declarou que esses filhos de José teriam uma posição entre os próprios filhos de Jacó, como progenitores de tribos. Jacó, porém, cruzou as mãos deles, para colocar a mão direita no filho mais novo em lugar do mais velho. Quando José protestou, Jacó enfatizou que a tribo que descenderia do irmão mais novo seria a maior das duas – Gn 48:5, 13-20.

• Ainda em Gn 49, Jacó relata a bênção sobre seus próprios filhos. Apesar de nomear os seus filhos individualmente, Jacó tinha em mente a sua descendência.

• (D) – DESCRIÇÕES DE VISÕES – Em muitas ocasiões uma parte considerável da mensagem de um profeta consistia em descrever algo que lhe fora revelado numa visão – I Rs 11:7-23; Dn do capítulo 7 ao 12; Ez do capítulo 8 ao 11.

• (E) – AÇÕES SIMBÓLICAS – As descrições de ações proféticas com o propósito de inculcar uma mensagem importante, são mais comuns que os registros de visões. Essas “lições objetivas” deveriam ser claramente distinguidas das visões proféticas acima mencionadas – I Sm 15:27-28; I Rs 11:29-30; II Rs 13:15-19; Jr 13:1-11; 18:1-10; 19:1-13; 24:1-3; Ez 4:1-11; 5:1-4; 12:1-16.


V – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• Um livro que é inteiramente inspirado pelo Espírito Santo e que milhares de vezes repete: ASSIM DIZ O SENHOR, impõe autoridade divina e exige respeito e reverência, devendo ser obedecido (Sl 119:4 cf Sl 68:11; Is 30:8).


FONTES DE CONSULTA:

• Lições Bíblicas – CPAD – 1º Trimestres de 1995 – Comentarista: Antônio Mardônio Nogueira Vieira



• Lições Bíblicas – CPAD – 2º Trimestre de 1993 – Comentarista: Adilson Faria Soares



• Lições Bíblicas –CPAD - 4º Trimestre de 1996 – Comentarista: Antônio Gilberto



• Títulos e Dons do Ministério Cristão – CPAD – Estêvam Ângelo de Souza



• Bergstén, Eurico - A Santa Trindade – CPAD



• R. N. Chmplin e J. M. Bentes – Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia



• Tenney, Merril C. – Enciclopédia da Bíblia Cultura Cristã – Ed. Cultura Cristã



• Berkho, Louis - Teologia sistemática – Ed. Luz Para o Caminho Publicações

22 de jun de 2010

LIÇÃO Nº 13 - 27/06/2010 - "ESPERANÇA NA LAMENTAÇÃO"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 13 - DATA:27/06/2010
TÍTULO: “ESPERANÇA NA LAMENTAÇÃO”
TEXTO ÁUREO – Lm 3:22
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Lm 1:1-5, 12
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/


I – INTRODUÇÃO:

• O Livro de Lamentações tem um tema principal: O sofrimento que sobreveio a Jerusalém quando Nabucodonosor capturou a cidade, em 586, a.C..

• É um Livro belo que fala a respeito da dor da injustiça e da perda humana. Está repleto de emoções avassaladoras: ira, desespero, medo, solidão, perda total da esperança. Numa série de lamentos, o autor expressa sua inconsolável tristeza por causa da agonia e da angústia da cidade de Jerusalém. Visto que este Livro trata do sofrimento como julgamento contra o pecado, o crente afligido pode encontrar na linguagem do Livro a sua própria confissão, auto-humilhação e invocação. Logo, se você sofreu uma grande perda, Lamentações foi escrito exatamente para você.


II – AS AMARGAS LEMBRANÇAS DE UM VERDADEIRO PROFETA DE DEUS:

• Quando Jeremias viu a destruição de Jerusalém, sua mente foi invadida por várias lembranças amargas, dando origem ao Livro em questão. Vejamos algumas delas:

• (1) – EU SOU UM HOMEM QUE VIU A AFLIÇÃO – Lm 3:1;

• (2) – FUI FEITO OBJETO DE ESCÁRNIO – Lm 3:14;

• (3) – ESTOU FARTO DE AMARGURAS – Lm 3:15; e

• (4) – ESTOU SEM PAZ E SEM LEMBRANÇA DO BEM – Lm 3:17.


• Daí então, podemos observar as conseqüências das lembranças amargas na vida de Jeremias:

• (1) - ENVELHECEU – Lm 3:4;

• (2) – FICOU CERCADO DE DOR – Lm 3:5;

• (3) – SENTIU-SE NAS TREVAS – Lm 3:6;

• (4) – VIU-SE ISOLADO E CATIVO – Lm 3:7;

• (5) – TEVE SEU CORAÇÃO FERIDO – Lm 3:13; e

• (6) – VIU SUA ESPERANÇA EM DEUS DESAPARECER – Lm 3:18.

• Jeremias esteve assim. Mas ele chegou à conclusão de que precisava, desesperadamente, livrar-se das lembranças amargas que o perseguiam. Para isto acontecer, precisava substituí-las por aquilo que lhe trazia esperança – Lm 3:20-21.


III – SEIS REALIDADES ENCONTRADAS POR JEREMIAS QUE TRAZEM ESPERANÇA PARA A VIDA:

• (1) - AS MISERICÓRDIAS DE DEUS – Lm 3:22 – Em meio à tristeza, à dor, às lembranças amargas, somente as misericórdias do Senhor podem renovar todas as coisas. Pelas misericórdias de Deus somos perdoados, temos nova chance de recomeçar e aprender com os erros do passado – II Sm 24:14; II Cor 1:3

• (2) – A FIDELIDADE DE DEUS – Lm 3:23 – As misericórdias do Senhor são sustentadas pela Sua fidelidade e por Seu caráter. Deus não muda e isto é uma fonte infindável de esperança. Por mais que a situação esteja caótica, seja na família, no trabalho, na vida pessoal, podemos ter esperança, porque Deus é fiel! Ele não pode negar-se a si mesmo! – I Sm 15:29; Sl 119:89-91

• (3) – A INTERVENÇÃO DE DEUS – Lm 3:24 - Jeremias descobriu que, por mais que os anos estivessem passando e ele não estivesse vendo livramento, valia a pena esperar no Senhor - Sl 27:14; Is 64:4.

• (4) – A BONDADE DE DEUS – Lm 3:25 - Essa bondade nos faz ver que Deus, embora aos nossos olhos pareça tardio, jamais falha. Por mais que a situação estivesse difícil, Jeremias descobriu que valia a pena esperar no Senhor, porque Ele é bom! Quem espera no Senhor, não vai encontrar outra coisa senão bondade. Ele é bom para a alma que o busca – Sl 23:6; 52:1; Rm 11:22;

• (5) – A COMPAIXÃO DE DEUS – Lm 3:32 – Deus não deixa ninguém triste para sempre. O interesse dEle não é de ver-nos cabisbaixos, arrasados, encurvados, flexionados ante a vida, mas Ele vai se compadecendo de ver a situação que hoje nos enverga, nos humilha e que rompe os nossos horizontes – Lm 3:33-36; Is 63:9;

• (6) - O CONTROLE DE DEUS – Lm 3:37 – Deus está sobre tudo e todos: fios de cabelos não caem; as folhas não se deixam varrer pelo vento; pedras não rolam das montanhas; ovos aos milhares não sucumbem no interior dos mares; algas não se desprendem das pedras; moluscos não se abrem. Ou seja, não acontece absolutamente nada neste mundo sem que esteja debaixo do controle soberano de Deus.


IV - CINCO LEMBRANÇAS QUE PROMOVEM ESPERANÇA E ALENTO:

• Primeira Lembrança: O PERDÃO DE DEUS NÃO TEM FIM - O perdão de Deus está intimamente ligado com Sua misericórdia: Se esta não tem fim, também é infindável o Seu perdão! Durante toda nossa vida nesta terra, podemos contar com o perdão de Deus. Isto traz alento para a alma e esperança e ânimo para o coração sem paz. Se porventura ouvirmos um “EU NÃO TE PERDÔO”, ou, quem sabe, acharmos que fizemos algo tão ruim que não merecemos o perdão do Senhor, tragamos à lembrança esta verdade: O PERDÃO DE DEUS NÃO TEM FIM! – Is 43:25-26.

• Segunda Lembrança: DEUS NÃO DESISTE DE NÓS – Is 49:15 - A rejeição causa-nos uma sensação de abandono, solidão e desvalorização. É duro convivermos com o sentimento de que podemos ser abandonados ou esquecidos. No entanto, nunca, jamais, Deus desistirá de nós. Não importam quais sejam as circunstâncias que cercam nossa vida. Pela fé, podemos ver Deus nos olhando e afirmando: NÃO DESISTO DE VÓS! Se pensarmos nisso, constataremos que esta lembrança nos trará coragem e esperança para a vida!

• Terceira Lembrança: O DIABO É LIMITADO – I Jo 4:4 - Nos dias atuais, temos visto uma ênfase exagerada sobre o poder do diabo. Em muitas Igrejas, o conteúdo de seus cultos fala mais do diabo do que de Deus! São movimentos e novas doutrinas, sempre destacando o que o diabo está fazendo. Não podemos nos esquecer de que o diabo é limitado. O texto acima diz que temos UM QUE É MAIOR! Satanás é limitado pelo poder de Deus!

• Jó é um exemplo disto: O diabo não pode agir em sua vida sem a permissão de Deus (Jó 1:12; 2:6). Mesmo quando agiu, Deus usou tudo aquilo para beneficiar o Seu servo (Jó 42:2-5). Logo, o nosso inimigo não é todo-poderoso. O Todo-Poderoso é nosso Deus! Pertencemos a Ele! O Maior está do nosso lado! Estamos numa luta cujo final certamente é a vitória!

• Tenhamos consciência de que nosso opositor é limitado. Tenhamos ânimo e perseveremos. Permitamos que o Deus Todo-Poderoso nos dê forças para prosseguir. NÃO NOS CONCENTREMOS NO TAMANHO DO NOSSO ADVERSÁRIO; CONCENTREMO-NOS NA GANDEZA DO NOSSO DEUS! Ele é Terrível e Glorioso!

• Quarta Lembrança: AS PROMESSAS DE DEUS NÃO FALHAM – Is 41:10-13 comparar com Rm 4:21; Jr 1:2 - Foi o Senhor quem prometeu isto para nós e Ele cumpre o que promete! Ele é um Deus de palavra! Mesmo que os anos se passem, o que Ele falou, acontecerá! Em nome de Jesus, deixemos esta lembrança nos trazer a esperança e o alento!

• Quinta Lembrança: DEUS NUNCA PERDE O CONTROLE DE NADA – Jó 42:2 - Quantas vezes já perdemos o controle das coisas? Mas o coração sofredor se alegra e recebe alento, no fato de que Deus nunca perde o controle das coisas. Nada escapa de Suas mãos! Nem as folhas das árvores se movem se não for pelo Seu poder! Esperemos um pouco mais, não desistamos! Nenhum dos planos de Deus pode ser impedido ou frustrado! Ele tudo pode!

• Tenhamos ânimo, esperança e alento com estas lembranças!


V - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• Depois de lamentar e chorar pela dificuldade em que seu povo vivia e se encontrava, Jeremias trouxe à memória o que podia dar esperança: A MISERICÓRDIA DE DEUS! Isso porque...

• (1) - Ela é grande – Nm 14:18; Is 54:7;

• (2) – Ela é maravilhosa – Sl 17:7; 31:21;

• (3) – Ela é abundante – Sl 86:5-15; 103:8;

• (4) – Ela é eterna – I Cr 16:34; Sl 89:28;

• (5) – Ela se manifesta aos que temem a Deus – Ex 20:6; Sl 103:17;

• (6) – Ela se manifesta aos que se arrependem – Pv 28:13; Is 55:7;

• (7) – Ela se manifesta aos que buscam a Deus – Sl 25:6; 51:1; 119:149;

• (8) – Ela se manifesta ao povo de Deus – Dt 32:43;

• (9) – Ela nos guarda – Sl 40:11;

• (10) – Ela nos vivifica – Sl 119:88;

• (11) – Ela nos sustenta – Jr 31:3;

• (12) – Ela nos consola – Sl 119:76;

• (13) – Ela é melhor que a vida – Sl 63:3;

• (14) – Ela pertence a Deus – Sl 62:12;

• (15) - Ela é a causa de não sermos consumidos e não tem fim – Lm 3:22;

• Assim, as misericórdias do Senhor são as que fazem e sempre farão a diferença em todo transcurso da nossa vida aqui na terra.



FONTES DE CONSULTA:

1) A Bíblia de Estudo Vida


2) A Bíblia de Estudo Shedd


3) Estudo Bíblico: “A renovação vem de Deus” - Eldo Fernando Machado


4) Fábio, Caio – A Misericórdia de Deus e as Amputações Humanas – Editora Sepal


5) Gomes, Geziel – O Deus Vivo e Verdadeiro - CPAD


6) Estudo Bíblico: “Lembranças Alentadoras” – J. Jacó Vieira

15 de jun de 2010

LIÇÃO Nº 12 - 20/06/2010 - "A OPÇÃO PELO POVO DE DEUS"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 12 - DATA:20/06/2010
TÍTULO: “A OPÇÃO PELO POVO DE DEUS”
TEXTO ÁUREO – Hb 11:25-26
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Jr 40:1-6
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/


I – INTRODUÇÃO:

• A decisão de Jeremias de permanecer com o remanescente de Judá foi:

• (1º) – Ousada e patriótica (Jr 40:6); e

• (2º) – Influenciada, sem dúvida, pela sua fé em que a terra adjacente seria reocupada (Jr 32:15), como evidentemente não foi tocada pela guerra (Jr 40:12).

• Embora Jeremias soubesse que a esperança do futuro do povo do Senhor estava com os exilados na Babilônia (Jr 24:4-7), ele escolheu ser guia do mesmo povo que o havia rejeitado com tanta persistência, optando, assim, pelo povo de Deus (Jr 40:10).

• Desta forma, Jeremias demonstrou que a vida espiritual passa por fases que nos levam a um crescimento tal, que a Palavra de Deus utiliza-se da expressão de podermos chegar “à medida da estatura completa de Cristo”.

• Em qual fase espiritual nos encontramos? Estudemos a Bíblia Sagrada e vejamos cada uma delas. Ao final, tiremos nossas conclusões.


II - CRESCENDO ESPIRITUALMENTE:

• “ANTES, SEGUINDO A VERDADE EM AMOR, CRESCAMOS EM TUDO NAQUELE QUE É A CABEÇA, CRISTO" - Ef 4:15

• Crescer é um processo. A Bíblia ensina que há uma semelhança marcante entre os desenvolvimentos físico e espiritual, falando a respeito de, pelo menos, três etapas no desenvolvimento espiritual que correspondem a três etapas no desenvolvimento físico. São eles:

• (1ª) - A PRIMEIRA INFÂNCIA;

• (2ª) - A MENINICE; e

• (3ª) - A VARONILIDADE

• Vejamos cada uma delas separadamente.


II.1 - A PRIMEIRA INFÂNCIA:

• “DESEJAI AFETUOSAMENTE, COMO MENINOS NOVAMENTE NASCIDOS, O LEITE RACIONAL, NÃO FALSIFICADO, PARA QUE, POR ELE, VADES CRESCENDO" - I Pe 2:2

• A palavra “racional” ou “puro” utilizada no versículo acima significa “não diluído”.

• O leite espiritual é integral e da mais nutritiva qualidade. Seu propósito é fazer os bebês espirituais crescerem.

• Aquelas pessoas que nunca tenham visitado uma igreja antes, nunca ouviram a pregação do evangelho de Cristo, precisam da obra de continuidade, de alguém para orar com elas, conversar com elas e ajudá-las com seus problemas, porque são nenês recém-nascidos. Precisarão de discipulado.

• Façamos, então, a comparação entre o crescimento físico e espiritual na PRIMEIRA INFÂNCIA:

• As pessoas quando nascem são nenês, exigindo diversos cuidados:

• (1) – Uma das primeiras coisas que nos atrai num neném é A SUA INOCÊNCIA. Ninguém imagina que um bebê tenha um passado; e não tem mesmo!

• (2) - Os bebês nada sabem; não conseguem cuidar de si mesmos; não podem fazer muita coisa; não andam; não se vestem sozinhos. Na realidade, não fazem nada por conta própria. Fazem pouco mais do que comer e alimentam-se pouco mais do que com leite.

• (3) - O bebê é ignorante: Não imagina o perigo de se colocar na boca qualquer coisa que estiver ao seu alcance: coloca as mãos na boca; quando começa a engatinhar no chão, se achar um parafuso, colher ou bicho..., vai para a boca. Eles não entendem a respeito dessas coisas. Não sabem o que deve ou não deve ir para a boca. E nenês têm morrido como resultado dessa falta de conhecimento. Comeram alguma coisa venenosa que acabou com a vida deles.

• (4) - Os nenês deixam-se mimar facilmente e tornam-se irritáveis. É fácil demais mimá-los com uma luz acesa ao ponto de exigirem iluminação durante toda a noite. É tão fácil mimá-los no colo até exigirem cada vez mais.

• Assim, espiritualmente falando...

• (1) – Embora a inocência seja típica da etapa da primeira infância do Cristianismo, é uma característica que nunca devemos deixar para trás no nosso processo de crescimento espiritual. Devemos manter este estado de inocência e o motivo é que, caso contrário, cairemos na condenação do diabo e seremos derrotados na vida espiritual. Quando uma pessoa se converte a Cristo, ela deixa de ter um passado, tornando-se uma nova criatura - II Cor 5:17.

• (2) - O novo convertido é sincero, cheio de fé e disposto a aprender, pois até então, não sabe nada; precisará de discipulado. Se receberem o genuíno leite espiritual da Palavra, como ele crescerá.

• (3) - Precisamos tomar cuidado com aquilo que entra em nossa boca espiritual. Precisamos tomar tanto cuidado com aquilo que lemos, quanto com aquilo que comemos fisicamente. É muito comum o tipo de cristão que não sente o mínimo problema em engolir alguma doutrina peçonhenta que envenenará sua vida espiritual e arruinará seu testemunho, se a aceitar – II Rs 4:38-41.

• (4) – Há crentes que não querem sair da fase de nenês. São mimados, só querem ir para a Igreja se forem, primeiramente, visitados, se possível, pelo Pastor da Igreja; se ele não vier, nada feito. Fazem até “beicinho” e "pirraça", pois são mimados. Mas leiamos Gn 21:8; I Sm 1:19-28 cf Sl 131:2.

• Deve ser um dia festivo aquele em que os cristãos ficam suficientemente crescidos para não dependerem de mimos, de mamadeira. Precisamos crescer espiritualmente de tal modo que, ao invés de alguém precisar chegar até nós para nos visitar, para nos insuflar pressão, para nos escorar, orar conosco e nos alimentar, nós mesmos possamos estar andando lá fora, na presença de Deus, ajudando o próximo. Ao chegar a hora de sermos desmamados, devemos dar graças a Deus por isso - Hb 5:12-14.

• I Cor 14:20 - Será que estamos ou permaneceremos na INFÂNCIA ESPIRITUAL? Nesta fase, optaríamos pelo povo de Deus, como fez Jeremias, mesmo sendo rejeitado persistentemente? 


II.2 - A MENINICE:

• “PARA QUE NÃO SEJAMOS MAIS MENINOS INCONSTANTES, LEVADOS EM RODA POR TODO VENTO DE DOUTRINA, PELO ENGANO DOS HOMENS QUE, COM ASTÚCIA, ENGANAM FRAUDULOSAMENTE" - Ef 4:14.

• Aqui Paulo está falando dos meninos espirituais.

• Escreveu esta carta em Éfeso e sabemos que havia pelo menos doze homens naquela Igreja - At 19:7

• O sentido então era que aqueles homens já não seriam meninos, espiritualmente falando, mas adultos.

• Vejamos, então, as características da etapa infantil do desenvolvimento espiritual, que são semelhantes às da etapa física:

• (1) - A INSTABILIDADE – Na fase da meninice somos instáveis. Não se pode depender de um menino. Conforme o ditado tão citado, “não se pode colocar cabeça de adulto nos ombros de uma criança”. Não é possível e isso se aplica espiritualmente também.

• (2) - A CURIOSIDADE – As crianças estão cheias de curiosidade. Quando chegamos em casa carregando algum embrulho e o colocamos sobre a mesa, a criança logo quer saber o que tem lá dentro. Algumas dessas crianças, na dimensão espiritual, tão-logo captam os sussurros de alguma fofoca, querem logo saber: “Quem? Quem?” - Estão cheias de curiosidade.

• (3) - A TAGARELICE – As crianças nunca aprendem o valor do silêncio. São tagarelas. Muitas vezes na hora de dormir, os filhos ficam no quarto conversando e rindo em tom elevado até altas horas da noite. E vemos que pessoas na etapa juvenil do crescimento espiritual estão quase sempre falando muito.

• Mas leiamos Pv 10:19; Ec 5:3 – Precisamos aprender a ficar quietos. A criança não entende bem as coisas e por isso sempre está tagarelando. As pessoas que falam o tempo todo usualmente incorrem em pelo menos três pecados:

• (A) – MALEDICÊNCIA – Ou seja, comentam e debatem os defeitos e as faltas de outras pessoas que estão ausentes.

• (B) – FALAM VAIDADES – Isto é, sempre falam a respeito de si mesmos ou adotam conversas vãs, falando tolices.

• (C) – FALAM PIADAS e ANEDOTAS inconvenientes - Ef 5:3-4 - Tem crente que guarda muitas piadas e anedotas denominadas “santas”, mas não consegue guardar em sua mente um versículo bíblico sequer!

• I Cor 3:1-3 - Será que estamos ou permanecemos na fase de MENINOS ESPIRITUAIS?  Se estivermos, temos condições de fazer a opção pelo povo de Deus, como Jeremias?


II.3 – A VARONILIDADE:

• “ATÉ QUE TODOS CHEGEMOS À UNIDADE DA FÉ E AO CONHECIMENTO DO FILHO DE DEUS, A VARÃO PERFEITO, À MEDIDA DA ESTATURA COMPLETA DE CRISTO" - Ef 4:13

• “QUANDO EU ERA MENINO, FALAVA COMO MENINO, SENTIA COMO MENINO, DISCORRIA COMO MENINO, MAS, LOGO QUE CHEGUEI A SER HOMEM, ACABEI COM AS COISAS DE MENINO" - I Cor 13:11

• Existem três características do homem maduro espiritualmente. Vejamos quais:

• (1) - ESTIMA EM POUCO AS COISAS TERRENAS - Hb 11:24-26 - Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó. Pensemos naquilo que Moisés recusou: Tinha honrarias, riquezas e prestígio; possuía as coisas que a terra e o mundo podiam oferecer. Mesmo assim, considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito. Deus quer que prosperemos material, física e espiritualmente – III Jo 2; Is 1:19; Sl 1:3 – Mas, uma das características de ficarmos espiritualmente adultos é estimarmos em pouco as coisas da terra.

• (2) – É INSENSÍVEL DIANTE DA CENSURA OU DO LOUVOR - I Cor 4:3-4 - Paulo crescera na maturidade de tal maneira que procurava ser aceitável somente a Deus. Não era influenciado e nem afetado por aquilo que os outros pensavam dele. Não se deixou escravizar por ninguém.

• Não se tratava de uma independência carnal, mas de uma santa dignidade. A lei do amor dominava-o. Ele não ficava facilmente envaidecido, nem era irritável ou ressentido.

• Os crentes imaturos ficam melindrados ou envaidecidos. Se forem criticados - mesmo que seja só na imaginação – ficam inquietos, pouco à vontade e cheios de auto-compaixão.

• Por outro lado, se alguém presta atenção a eles e os aprecia, sentem-se enlevados e cheios de sua própria importância.

• O crente maduro tem consciência de Deus; sempre está consciente daquilo que a Palavra De Deus diz a respeito dele e a ele.

• (3) - É CAPAZ DE RECONHECER QUE DEUS ESTÁ OPERANDO - Gn 41:51-52 - Aí seria uma oportunidade magnífica para a maioria das pessoas que não tem maturidade espiritual e que ainda fossem bebês espirituais para realmente se ufanarem.

• Teria sido uma perfeita oportunidade para José se envaidecer e dizer: “Olhem para mim. Lembram-se dos sonhos que tive? Acabam de ser realizados!” Todavia, José era magnânimo, tinha grandeza de alma - Gn 45:5-9.

• Quando conseguimos enxergar Deus operando em todas as coisas, podemos regozijarmos em tudo quanto acontecer. E se ainda não pudermos ver a operação de Deus, o próprio inimigo enxergará isso, da mesma forma que Nebuzaradã, quando a teologia esteve na sua boca: Jr 40:3-4 comparar com Gn 26:12-33; Ex 14:24-25.

• Hb 6:1-3 - Será que estamos e permaneceremos na fase espiritual da VARONILIDADE? E nesta fase, optaríamos pelo povo de Deus, mesmo se formos rejeitados com persistência, como o foi Jeremias?


III - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• Deus nos faz começar na vida espiritual da mesma maneira que começamos na vida natural. Quando nascemos, começamos com o leite. Nesta fase, certamente não poderíamos comer carne. No entanto, não podemos permanecer bebês espirituais; precisamos crescer até chegarmos ao pleno conhecimento de Cristo, à perfeita varonilidade.

• Isto só conseguiremos quando recebermos o verdadeiro, santo e puro conhecimento, que vem por meio da alimentação da Palavra de Deus. Aí, sim, conseguiremos chegar ao estágio de “varões perfeitos”, pois passaremos a ter...

• (A) - ... Conhecimento do plano de Deus, que foi executado pelo Senhor Jesus, enviado para isso;

• (B) - ... Conhecimento daquilo que somos em Cristo e daquilo que Cristo é em nós;

• (C) - ... Conhecimento daquilo que Ele fez por nós na Sua morte, sepultamento, ressurreição, ascensão e entronização à destra do Pai;

• (D) - ... Conhecimento daquilo que Ele está fazendo por nós agora mesmo, sentado à destra do Pai, onde Ele vive para sempre fazendo intercessão por nós;

• (E) - ... Conhecimento do nosso direito de chegarmos com santa ousadia e ficarmos diante do glorioso Trono de Deus, Trono de graça e de misericórdia;

• (F) - ... Conhecimento do fato de que Cristo derrotou satanás e os demônios, e que todas as forças dos principados e potestades das trevas neste mundo tenebroso, são potências destronizadas e que não tem poder e governo sobre nós.

• Se assim o fizermos, estaremos chegando além do leite espiritual; estaremos sempre optando pelo povo de Deus, mesmo se formos rejeitados com persistência, visto que estaremos nos alimentado com “o pão dos poderosos”, vindo diretamente dos altos céus:

• “POSTO QUE TIVESSE MANDADO ÀS ALTAS NUVENS, E TIVESSE ABERTO AS PORTAS DOS CÉUS, E FIZESSE CHOVER SOBRE ELES O MANÁ PARA COMEREM, E LHES TIVESSE DADO DO TRIGO DO CÉU. CADA UM COMEU O PÃO DOS PODEROSOS; ELE LHES MANDOU COMIDA EM ABUNDÂNCIA" – Sl 78:23-25.

•  E aí? Em que fase da vida espiritual nos encontramos?


FONTES DE CONSULTA:


1)  Almeida, Abraão de - O Tabernáculo e a Igreja - CPAD

2) Estudo Bíblico: “Confrontando O Moderno Crescimento De Igreja” - Pr. José Laérton Alves Ferreira


3) Estudo Bíblico: “Crescimento sadio da Igreja” – Pr. José Elias Croce


4) Minhas anotações pessoais

7 de jun de 2010

LIÇÃO Nº 11 - 13/06/2010 - "A EXCELÊNCIA DO MINISTÉRIO"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 11 - DATA: 13/06/2010
TÍTULO: “A EXCELÊNCIA DO MINISTÉRIO”
TEXTO ÁUREO – Sl 131:1
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Jr 45:1-5
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://Pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/


I – INTRODUÇÃO:

• Pv 16:18 - O ministério eclesiástico envolve de tal forma aqueles que a ele se dedicam, que exige tempo, esforço, preparo, unção e cuidado. Se não soubermos administrar nosso comportamento, com graça e vigilância, poderemos ser vítimas da vaidade ministerial, que tem levado muitos ao desprestígio e queda diante de Deus, da Igreja e dos homens. Dessa forma, é imprescindível estarmos atentos ao que se passa em torno do ministério. O perigo pode não estar longe, mas bem perto, dentro de cada um de nós, obreiros do Senhor. Além do sexo, dinheiro e poder, que são os três elementos mais comuns usados pelo diabo para derrubar líderes, há outros, derivados desses, que minam as bases do nosso ministério, levando-nos a sermos vaidosos e retirando  de nós a única preocupação que devemos ter para a excelência do ministério: Buscarmos a glória de Deus, porque Ele é o Senhor da glória.  


II – O DESEJO DE BARUQUE:

•   A expectativa de Baruque era de vir a ocupar algum cargo elevado. Mas, para sua frustração, não passou de secretário do homem mais odiado em Judá! Deus disse a Baruque o que fala ainda hoje a cada um de nós: “SEJA O MELHOR QUE PUDER, MAS NÃO ESPERE MAIS DO QUE VOCÊ É”.

• VAIDADE significa "vão, ilusório, instável ou pouco duradouro; desejo imoderado de atrair admiração ou homenagens". Esse último significado tem muito a ver com a vaidade no ministério nos dias atuais.



III - O PERIGO DA VAIDADE EM RELAÇÃO AO SEXO:

• Pv 5:16-19 - Muitas vezes, por falta de vigilância e oração, o obreiro acerca-se de mulheres em seu trabalho ou até mesmo na Igreja, sem atentar para seu comportamento, não percebendo que armadilhas do diabo estão sendo colocadas diante de si.

• Não raro, é o Pastor que, muitas vezes afastado da esposa por causa do "ativismo frenético" que não lhe deixa tempo para a família, tem como secretária uma jovem solteira ou uma jovem senhora, carente de afeto, que se insinua e se oferece para satisfazer a carência afetiva do obreiro.

• Diante de uma bela mulher, há obreiros que ficam vaidosos, sentindo-se como se fossem galãs conquistadores. Na verdade, estão sendo conquistados pelo diabo. É o velho comportamento de Esaú, trocando as bênçãos da excelência do ministério  que possuem o brilho da glória de Deus, pelo prato de lentilhas do prazer imediato.

• Não há outro caminho para escapar da queda, a não ser: o temor de Deus, a vigilância, a oração (Mt 26.41); e o desenvolvimento de um relacionamento amoroso com a esposa, que envolva carinho, companheirismo e verdadeira afeição.

• A Bíblia adverte: "Tem cuidado de ti mesmo..." (I Tm 4.16).


IV - A VAIDADE EM RELAÇÃO AO DINHEIRO:

• I Tm 6:10 - A Bíblia não diz em nenhuma parte que o dinheiro é perigoso ou mau. Ela nos adverte quanto ao "amor do dinheiro". No entanto, uma boa "prebenda" pode levar muitos à vaidade.

• A Palavra de Deus é infalível. Aqueles que, na direção de Igrejas, principalmente de grande porte, cuja renda mensal é considerada alta, não têm cuidado de vigiar no trato com recursos financeiros, acabam afundando na cobiça, esquecendo-se da missão e tornando-se verdadeiros cambistas, negociantes e mercantilistas do tesouro da casa do Senhor. A vaidade e o poder dos quais são detentores torna-os como se fossem donos do tesouro da Igreja e passam a gastar como bem querem e entendem, sem dar satisfação sequer à Diretoria e muito menos à Igreja, que se sente desconfiada, por nunca ouvir um relatório financeiro da tesouraria.

• É lamentável, mas há obreiros que compram bens pessoais às custas do dinheiro dos dízimos e ofertas do Senhor. Certamente, a maldição os alcançará, pois estão sonegando os recursos destinados à Obra de Deus. Essa vaidade é prejudicial ao bom nome da Igreja.

• Jz 7 - Numa fase de sua vida, Gideão deixou-se levar pela direção de Deus e foi grandemente abençoado, sendo protagonista de espetacular vitória contra os midianitas, à frente de apenas 300 homens.

• Jz 8:24 - Contudo, após a grande vitória, cobiçou o ouro de seus liderados, solicitando que cada um deles lhes desse "os pendentes de ouro do despojo", no que foi atendido pelos que o admiravam.

• Jz 8:27, 32 - Tentado pela cobiça do metal precioso, Gideão deixou que subisse para a cabeça o desejo de ter sua própria "Igreja", levantando um lugar de adoração com o ouro que lhe foi presenteado, mandando confeccionar um éfode. Pela leitura, vemos os trágicos resultados.

• Tem razão a Palavra de Deus, quando adverte que "o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males...".


V - A VAIDADE DO PODER DO CARGO:

• I Cor 3:7 - Há obreiros que, enquanto dirigentes de pequenas Igrejas, são humildes, despretensiosos e dedicados à missão que lhes foi confiada. Contudo, ao verem a obra crescer, fazendo-os líderes de grandes Igrejas, passam a se comportar como verdadeiros imperadores ou ditadores eclesiásticos.

• Ef 4:12 - Aí está o objetivo do cargo ou da função Pastoral. Quando o ministro perde essa visão, acaba pensando que o cargo é fonte de poder pessoal, humano e carnal, e passa a usar a posição para a satisfação de interesses pessoais ou de grupos que se formam ao seu redor, deixando-se dominar pela vaidade ministerial.

• II Cr 26;3, 5, 15-16 - Esse episódio demonstra que a ilusão ou a vaidade do poder, oriundo da posição que o líder ocupa, é fonte de comportamentos os mais estranhos e imprevisíveis. O diabo se aproveita das fraquezas da personalidade de certas pessoas e incita-as a julgarem-se grandes demais, a ponto de extrapolarem suas ações, agindo de modo ilegítimo e contra a vontade de Deus.

• Uzias foi grandemente abençoado, até que, sentindo-se forte, ou seja, cheio de poder, entendeu que podia desempenhar as funções que eram privativas do sacerdote de sua época. Porque ele fez isso? Porque se deixou dominar pela vaidade do poder.

• É muito importante que nós, no ministério, tenhamos consciência de que o poder que nos sustenta não é o poder pessoal, nem o poder do cargo. O poder que emana do cargo ministerial é passageiro. Da mesma forma, o poder que advém do dinheiro, da posição, da fama ou de qualquer outra fonte, tem raízes nas forças do homem e não tem durabilidade. Dessa forma, é melhor não nos deixarmos dominar pela vaidade do poder, pois, um dia, quando tivermos que deixá-lo, seja por jubilação ou por outra razão, poderemos sofrer muito, sentindo falta do poder de que fomos detentores.

• Contudo, quando o homem de Deus não se deixa seduzir pela vaidade do poder e confia no poder de Deus, ele pode sair do cargo de cabeça erguida, sem sentir carência da posição. O homem de Deus só pode ser sustentado e permanecer firme se reconhecer que o poder vem de Deus (Sl 62:11; Ef 6:10).


VI - A VAIDADE NA PREGAÇÃO:

• Um obreiro, Pastor ou líder, à frente do trabalho, precisa ter mensagens para transmitir ao rebanho. A verdadeira mensagem é aquela que vem de cima, que flui do Espírito de Deus para o espírito do mensageiro e passa para a Igreja, com unção e graça, de modo que todos são tocados pelo poder de Deus, transbordando em amor, temor e alegria espiritual. Esse tipo de mensagem só pode existir se o obreiro buscar a presença de Deus, em oração e jejum.

• Certo pregador dizia que muitos lhe indagavam sobre o segredo de ter tanta unção para transmitir mensagens para o povo, ao que ele respondeu - "O segredo é que muitos oram cinco minutos para pregar uma hora; eu oro uma hora para pregar cinco minutos".

• Infelizmente, há os que, conscientes de que possuem o dom da palavra ou o dom da oratória ficam orgulhosos e passam a se comportar como se fossem meros oradores de palanques, procurando impressionar a Igreja. Há até os pregadores profissionais, que se utilizam das técnicas de comunicação para atrair os ouvintes; são portadores de mensagens "enlatadas", as quais só precisam de um "esquente" da platéia para arrancarem glórias e aleluias.

• O uso da oratória, fundamentada numa boa orientação da homilética, não faz mal a nenhum pregador. É um meio adequado que, submisso à unção do Espírito Santo, pode trazer muitos resultados abençoados para o engrandecimento do Reino de Deus.

• Um esboço de mensagem bem elaborado, com oração e jejum, com base na pesquisa da Palavra de Deus e transmitido com humildade e dependência do Senhor é um recurso que dá firmeza ao pregador na sua alocução, na transmissão do sermão. Entretanto, o obreiro, em sua prédica, não deve pensar que tais recursos são a razão do sucesso da mensagem que transmite.

• I Cor 2:4 - Paulo, extraordinário pregador, não confiou em sua formação privilegiada, aos pés de Gamaliel. Ele confiava na eloquência do poder, ao invés de se firmar no poder da eloquência. A vaidade na pregação faz com que certos evangelistas não se interessem por pregar para pequenas multidões. Seu ego só se satisfaz se lhe for assegurada a assistência de milhares de pessoas.


VII - A VAIDADE NO TRATAMENTO:

• Todo homem de Deus tem o dever de tratar bem às pessoas e o direito de ser bem tratado pelos que dele se aproxima, pois não é uma pessoa qualquer, mas um servo de Deus que está incumbido da missão mais importante da face da terra.

• Rm 13:7 – Apesar desta exortação bíblica, há aqueles que, dominados pelo sentimento vaidoso, extrapolam seus interesses e passam a exigir um tratamento exagerado em torno de sua pessoa.

• Há pregadores que, convidados para pregarem em Congresso, não se limitam a aceitar a passagem, a hospedagem e uma oferta da Igreja. De antemão, exigem: hospedagem em hotel cinco estrelas para ele e esposa, além de outras coisas; e, muitas vezes, são atendidos!

• Ou seja, o ego é satisfeito e a vaidade é alimentada, tudo às custas dos dízimos e ofertas de irmãos, em sua maioria pobres de recursos e de bens materiais. Vaidade e mercantilismos podem prejudicar muitos ministérios.

• No Brasil, há obreiros humildes, cheios da unção de Deus, mas, por serem jovens ou não serem famosos, são esquecidos e nunca aproveitados em Cruzadas e Congressos - Pv 15:33. 


VIII - A VAIDADE NO MINISTÉRIO DO LOUVOR:

• Há "cantores evangélicos famosos" exigindo cachê de quinze a vinte mil reais, com cinqüenta por cento adiantado, em depósito em sua conta; carro com ar condicionado, o melhor hotel da cidade.

• E, lamentavelmente, os irmãos se submeteram à vaidade exagerada desses homens que, se aproveitando do que Deus fez em suas vidas, passam a explorar certas Igrejas, infelizmente dirigidas por Pastores vaidosos, que só pensam em ver multidões, não importando o preço a pagar.

• Outro exemplo: Há ainda Igrejas que, desejando angariar recursos para a construção do Templo, resolvem convidar certos cantores, esperando obter algum retorno para a obra.

• Aí os cantores fazem exigências que vão muito além da capacidade financeira da Igreja convidante. Como resultado, há prejuízo e grande decepção.

• Sem dúvida, isso só acontece por causa da vaidade de tais pessoas e da ingenuidade de certos Pastores que, desejando ver "a casa cheia", convidam celebridades para atrair o povo.

• A Bíblia nos mostra que o caminho para angariar recursos para a "manutenção" da casa do Senhor é a doutrina sobre a mordomia cristã, no que concerne aos dízimos e ofertas (Ml 3.10).


IX - VAIDADE NAS MORDOMIAS:

• No passado, quando o Evangelho chegou à nossa terra, trazido por homens de Deus, que foram pioneiros no desbravamento da obra, as condições de trabalho eram duras e difíceis. Muitos deles andaram a pé distâncias enormes, que os faziam fadigados e doentes; muitos percorreram os rincões do país no lombo de cavalos, ou atravessando rios em canoas, sujeitos aos riscos de viagens sem segurança; muitos se hospedarem à margem dos igarapés, infestados de mosquitos e ameaçados por animais selvagens; tomaram água suja e chegaram a ser vitimados pela malária ou pela febre amarela. A eles, muito devemos pelo seu desprendimento, coragem e fé.

• Hoje, no entanto, em geral, vemos que Deus tem propiciado condições de trabalho muito melhores aos obreiros por esse Brasil afora. As Igrejas maiores podem conceder aos Pastores moradia condigna, transportes pessoais, seguro-saúde, salário compatível e muito mais.

• É verdade que em grande parte, há obreiros que passam necessidades, injustamente.

• Entretanto, há os que, aproveitando-se da bênção de Deus sobre as Igrejas, abusam das mordomias.

• Há casos em que o obreiro rejeita a casa Pastoral, porque ele e a esposa não gostam do estilo do prédio, e passam a exigir casa com tanto conforto e luxo nas dependências, que consomem os recursos da Igreja. É importante que o Pastor more condignamente. Mas não é preciso exibir riqueza e luxo.

• Por outro lado, há obreiros que exigem salário tão elevado, além de combustível para o carro particular, pagamento de todas as despesas da casa, carro para levar os filhos na escola, empregada, arrumadeira, vigia, etc., que chamam a atenção dos murmuradores contra a obra do Senhor.

• Com isso, não desconhecemos a necessidade de um obreiro, líder de um grande trabalho, ter um tratamento adequado ao nível de suas responsabilidades. Se a Igreja tem condições, é compreensível. Mas o exagero nesse aspecto, denota vaidade e desejo de aparecer perante a comunidade.


X - A VAIDADE NA FORMAÇÃO TEOLÓGICA:

• Há pouco mais de vinte anos, quem quisesse estudar Teologia, em muitas Igrejas, era considerado excêntrico e vaidoso. Muitos que ousaram ingressar num instituto bíblico tiveram que fazê-lo às suas expensas, sem qualquer ajuda da Igreja à qual eram filiados, e ainda assim, considerados malvistos pela liderança.

• Os tempos passaram e, por razões as mais diversas, como a exigência de melhores conhecimentos bíblicos e teológicos, ou o receio de ver grupos oriundos de certas Igrejas arrebanharem os jovens para os cursos considerados "perigosos", as lideranças resolveram investir na área do ensino teológico.

• Na última década, proliferaram, no Brasil, os mais variados tipos de escolas, cursos, seminários, institutos, faculdades, etc., voltados para o ensino teológico. Muitos desses cursos não têm a menor condição técnica, ou mesmo bíblico-teológica para ministrar o ensino, e têm formado um grande número de obreiros portadores de diploma até de bacharelado em Teologia.

• Como resultado, passou-se de uma carência de pessoas com curso teológico, para uma grande quantidade de pessoas diplomadas, mas com formação que deixa a desejar, em termos de conhecimentos bíblicos e teológicos.

• Alguns desses formados são obreiros vaidosos que, possuídos de sentimento de superioridade, passam a desprezar os não formados, considerando-os incapazes de exercer o ministério. Isso constitui uma vaidade, que leva muitos a assomarem aos púlpitos sem unção e sem graça, confiando nos conhecimentos obtidos (Pv 3:5).

• Não se deve discriminar os obreiros formados em Teologia. Eles podem ser uma grande bênção para a ministração do ensino, da pesquisa bíblica e da evangelização. Mas não se deve deixar que os conhecimentos tomem o lugar do preparo espiritual para a pregação do evangelho, que se obtém de joelhos, orando e jejuando, na presença do Senhor.


XI - A EXCELÊNCIA DO MINISTÉRIO: BUSCARMOS A GLÓRIA DE DEUS

• II Tm 2:15 - A segunda carta de Paulo a Timóteo é cheia de encorajamento e de orientação. Destacamos três e que esperamos sejam úteis na vida de cada um de nós servos do Senhor.

• (1) – BUSQUEMOS A APROVAÇÃO DE DEUS - Muitos têm desenvolvido ministérios voltados para os holofotes, para serem vistos e reconhecidos. Porém, de que vale o reconhecimento dos homens sem a aprovação de Deus? De que vale o sucesso diante dos homens sendo fracassado diante de Deus? A grande verdade é que cedo ou tarde esses ministérios são abalados porque construídos sobre a areia. Quanto mais alto tentarmos subir pelas próprias forças e para o nosso próprio benefício, mais alto de lá cairemos. Mas, se for o Senhor que nos erguer, Ele nos sustentará. Peçamos poder do Espírito Santo a Deus na mesma proporção em que Ele nos der humildade.

• (2) – TENHAMOS UMA VIDA SANTA - A grande tragédia do Cristianismo é que não há uma relação direta entre o número de crentes e o aumento da justiça, da honestidade, da santidade, da ética e da verdade. É triste ver que para muitos fora da igreja, templo é dinheiro, ministério é negócio, denominação é empreendimento. É triste ver que a palavra de um crente já não vale muito, que o título de pastor já não é símbolo de honestidade e verdade. Por isso, vivamos uma vida que não envergonhe a Igreja do Senhor, que não envergonhe o Evangelho de Cristo, que não escandalize os pequeninos (Jó 1:1, 8).

• (3) – SEJAMOS PREGADORES HÁBEIS - Nos dias confusos em que vivemos, em que o diabo tenta confundir os fiéis com pessoas que imitam os dons do Espírito Santo de Deus; nesses dias em que a maneira do povo de Deus adorar está sendo imitada, mas misturada com idolatria; nesses dias em que as diferenças estão cada vez mais tênues... a pregação da Palavra de Deus há de fazer a diferença. Todos os grandes movimentos de reforma no meio do povo de Deus aconteceram com a redescoberta da Santa Palavra de Deus. Foi assim no tempo do rei Josias, foi assim no tempo de Esdras e Neemias.

• O sentido de manejar a Palavra é o sentido de dar um corte apropriado, fazer sulcos retos na terra para ará-la, cortar uma estrada em linha reta. Para isso, duas coisas são necessárias:

• (A) – PROFUNDIDADE NA PALAVRA - Isso só se consegue com estudo e oração. É preciso ser guiado pelo Espírito Santo na compreensão da palavra. É preciso pedir ao Espírito Santo que seja o nosso guia na exploração das profundezas das minas das Escrituras, para que Ele nos mostre os veios por onde correm os tesouros preciosos, é preciso que Ele nos oriente para que na bateia só deixemos as pepitas verdadeiras e de grande valor; para que não sejamos iludidos por ouro de tolo.

• (B) – SIMPLICIDADE NA MINISTRAÇÃO DA PALAVRA - É preciso proclamar a Palavra para que seja entendida e praticada. O sumo da nossa mensagem é Cristo, e este crucificado, dizia Paulo.

• É verdade que na tentação o diabo usou a palavra tentando-a manipular; mas é verdade também que foi com a Palavra que Jesus desfez os argumentos de Satanás. A Filosofia, a Sociologia, a Antropologia, a Filologia são meros auxiliares; não substituem a Palavra de Deus.

• O povo poderá se extasiar com erudição e conhecimento, com elaborados raciocínios de lógica, mas quando a Palavra é pregada em sua simplicidade e poder o inferno treme, os demônios rugem e se enfurecem, os pecadores se arrependem e se convertem e os céus se alegram com cântico de júbilo. Isso é que faz existir e sobressair a Glória de Deus, que é a EXCELÊNCIA DO MINISTÉRIO - I Ts 2:4;


XII - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• I Pe 5:5-6 - O maior inimigo do homem é ele mesmo. Muita gente se diz convertida, mas o seu orgulho não se quebra, a sua vaidade não se queda, a sua presunção não diminui. Porém, somos apenas servos, instrumentos usados nas mãos do Senhor, pela Sua infinita misericórdia. Tenhamos coragem e destronemos o “EU”, pois a Deus, e somente a Ele, deve ser direcionada toda a honra, toda glória e todo louvor! 

• Alguns crentes desejam fama, pois desejam que as pessoas reconheçam quão grandes eles são. Outros desejam ser bem conhecidos, porque querem parecer com alguma outra pessoa. Outros sentem que a fama os torna pessoas importantes. Porém, leiamos o que diz a Palavra de Deus: Pv 27.2; I Cor 1:29, 31

• Que a nossa integridade e humildade, que faz com que todos possam ver  a GLÓRIA DE DEUS como excelência do ministério, seja deleite para o nosso Senhor e seja um assunto no céu.

• "Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo" – Gl 6:14

 


FONTES DE CONSULTA:

• Estudo Bíblico: “O Perigo da Vaidade No Ministério” - Pr. Elinaldo Renovato de Lima - Publicado na Revista OBREIRO, nº 10, de março de 2000, pela CPAD


• Estudo Bíblico: “Princípios Para Um Ministério Eficaz” – Rev. Kleber Nobre de Queiroz