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23 de fev de 2012

1º TRIMESTRE DE 2012 - LIÇÃO Nº 09 - 26/02/2012 - "DÍZIMOS E OFERTAS"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 09 - DATA: 26/02/2012
TÍTULO: “DÍZIMOS E OFERTAS”
TEXTO ÁUREO – II Cor 9.7
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Ml 3.10-11; II Cor 9.6-8
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/


I – INTRODUÇÃO:

Para tudo Deus tem um plano: Ele teve um plano para a criação, um para a construção da arca de Noé, outro para o tabernáculo, outro para a arca da aliança e, depois, para o templo. Enfim, Deus teve um plano para tudo o que realizou. Ele também tem um plano financeiro para o sustento da Sua obra. Vamos, pois, examiná-lo cuidadosamente, a fim de nos orientar na parte que nos cabe nesse plano.


II – O DÍZIMO NO ANTIGO TESTAMENTO:

(1) - A palavra "dízimo" significa simplesmente "a décima parte"; está relacionado com a fé em Deus. Eis algumas passagens que tratam do dízimo no curso da história:

(1.1) - Nos Patriarcas - Embora tenhamos indícios da prática desse ato de culto antes deles, não precisamos ir além do patriarca Abrão (Gn 14.18-20).

De onde e de quem teria Abraão aprendido a dar o dízimo? Não temos qualquer resposta na Bíblia. Todavia, parece-nos evidente que ele o fizesse instruído por Deus, assim como agiu em relação aos sacrifícios e demais atos de cultos por ele praticados.

Podemos considerar algumas características importantes vistas na prática de dizimar de Abraão.

(A) - Foi voluntário - Não foi pedido por Melquisedeque, mas oferecido espontaneamente. Não foi exigido pela lei, porque Abraão viveu 400 anos antes dela ser dada por Moisés.

(B) – Reconhecimento - O fato de Abraão reconhecer a propriedade divina sobre os seus bens, levou-o a entregar o dízimo (Gn 14.22). Enquanto o crente não se compenetrar e compreender essa verdade, terá dificuldade para ser fiel nas coisas de Deus.

(C) – Gratidão - Foi um tributo de gratidão pela vitória alcançada contra a força de outros reinos (Gn 14.20).

(D) – Adoração - Foi entregue ao sacerdote do Deus Altíssimo, aquele que representava o próprio Deus. Quando o dízimo é entregue (devolvido) em espírito de culto e adoração ao Senhor, ganha um profundo significado para a alma do adorador.

(E) – Bênçãos - Notemos ainda que Abraão foi muito abençoado por Deus, tanto material como espiritualmente. Essa é a experiência através dos séculos daqueles que têm sido fiéis a Deus no dízimo.

(1.2) - No Livro de Levítico – Lv 27.30-32 - O texto mostra-nos as condições para a adoração e está explícita a forma de fazê-la através dos dízimos e ofertas.

(1.3) - No Livro de Números - O livro mostra-nos o progresso do povo da aliança na redenção, prenunciando o Senhor Jesus Cristo. Mostra também ao povo como deveria ser cumprido seu culto a Deus através de seus dízimos e ofertas (Nm 18.20-32).

(1.4) - Em Deuteronômio – É uma repetição da história e da lei de Israel. Apresenta as características de um tratado. Como parte do segundo pronunciamento de Moisés ao povo estão claros os deveres quanto à forma de sustento da obra de Deus (Dt 12.5-14, 17-19; 14.22-29; 26.12-15).

(1.5) - No Reino de Israel - Chegamos ao período dos Reis. A reforma promovida pelo rei Ezequias, regularizou a forma de contribuição que havia sido esquecida ou negligenciada pelo povo (II Cr 31.2-12).

(1.6) - No período pós-exílio - Encontramos Neemias, governador de Judá, que além de sua devoção à reforma dos muros de Jerusalém, devotou-se também a uma reforma religiosa. Juntamente com Esdras renovou o compromisso da comunidade pós-exílica com o Senhor. Travou uma luta ferrenha contra seus patrícios que insistiam em negligenciar suas responsabilidades quanto ao sustento daqueles que exerciam o ministério no templo (Ne 10.35-39; 12.44-47; 13.4-12).


III - O SIGNIFICADO DA PALAVRA “ROUBAR” NO LIVRO DE MALAQUIAS

(Ml 3:6-12) - O termo usado para ROUBAR tem a idéia de TOMAR À FORÇA.


Assim, não era obra de um descuidado; ERA ALGO PLANEJADO, INTENCIONAL!


Logo, O PLANEJAMENTO ou A INTENÇÃO de não dar o dízimo, é vista por Deus como uma violência contra Ele.

O outro significado para a palavra ROUBARÁ é SUPLANTAR; TIRAR VANTAGEM DE.


desta forma, o versículo ficaria desta assim:


“SUPLANTARÁ O HOMEM A DEUS?”; ou


“TIRARÁ VANTAGEM O HOMEM SOBRE DEUS?”

Ml 3:10 - A promessa dada por Deus impõe uma condição: Primeiro trazer os dízimos; depois, fazer prova do Senhor, que garante derramar bênção tal, trazendo maior abastança.


Porém, é preciso que fique claro: ISTO NÃO ANULA AS AFLIÇÕES DA VIDA, ONDE APARECEM OS MOMENTOS DE SEQUIDÃO.


No entanto, Deus garante vitória aos que, com fidelidade em tudo, atravessam estas horas mais difíceis, pois a Palavra do Senhor jamais cai por terra.

FAZER PROVA - Não é chantagear o Senhor, mas saber que Ele é fiel para conosco


IV – O DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO:

Mt 5.17; Lc 19.1-10 - Muitas vezes se tem dito que o Antigo Testamento contem mais ensino sobre a mordomia que o Novo Testamento e que, para o mordomo cristão, o Antigo Testamento é um manual mais claro que o Novo.


É muito difícil sustentar tal avaliação, especialmente se observamos as parábolas de Jesus e seus ensinos.

Jesus falou sobre o dinheiro 90 vezes. Dos 107 versículos do Sermão do Monte, 22 referem-se a dinheiro, e 24 das 49 parábolas de Jesus mencionam dinheiro.

(1) - Jesus não se opôs ao dízimo (Mt 5. 17,18; 23.23) - Podemos classificar o dízimo como pertencente à lei moral, visto que partimos do princípio de que tudo que temos é de Deus. Ele é dono de todas as coisas. A lei cerimonial ficou circunscrita a Israel; referia-se a costumes, alimentação e etc. Hoje não temos nenhuma obrigação para com essa lei. Ao devolvermos o que não nos pertence, reconhecemos que somos propriedades do Deus Triúno.

(2) - O dízimo era uma prática generalizada - Dirá alguém: não há nenhum mandamento para dar o dízimo no NT.. De fato, não há, nem haveria necessidade disso. Tratava-se de uma prática generalizada. Um mandamento sobre o dízimo seria, no dizer do povo: "chover no molhado". O mesmo ocorre em relação à guarda do Domingo.


Um outro aspecto que devemos observar dentro do NT., é que o dízimo deve ser usado no sustento do ministério sagrado (1 Cor 9). Paulo fala do dever que as igrejas tem de sustentarem condignamente os seus obreiros, missionários e ministros do evangelho.


No verso 11 desse capitulo, Paulo usa várias figuras de linguagem para explicar esse tema.


No verso 14 o apóstolo conclui: "Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho".


Trata-se de uma ordem dada pelo próprio Cristo, cuja autoridade precisa ser respeitada.

(3) – A Realidade do Dízimo no Novo Testamento - Como nas outras leis do AT., o dízimo recebe na nova dispensação maior amplitude, no princípio da mordomia da vida e da propriedade. Esse princípio não exclui o dízimo, porém, vai além dele, assim como o NT (sem excluir o AT), completa-o e amplia-o.

Por isso mesmo, o que encontramos no NT., são exemplos de contribuição que vão além do dízimo:

Viúva pobre (Mc 12.41-44); Zaqueu (Lc 19.8); crentes de Jerusalém (At 2.44, 45; 4.32-37); crentes da Macedônia (2 Co 8.1-5); crentes de Corinto (1 Co 16.2).

Ainda mais: Quando lemos com a devida atenção os escritos de Paulo, não percebemos qualquer indicação quanto ao dízimo. Vemos uma omissão curiosa e desconcertante por parte de um homem que conhecia muito bem a lei.


Contudo, é possível afirmar que a contribuição do dízimo dentro do NT. é algo íntegro e digno da observação por parte do cristão do presente século.


O relativo silêncio sobre o tema pode ser entendido se considerarmos que o dízimo era algo que Jesus, Paulo e outros autores bíblicos consideravam sua prática um fato habitual e indiscutível. Tratava-se, portanto, de uma prática que não necessitava ser estabelecida (Mt 23.23; Lc 11.42; 18.12; Hb 7.1-10).

Quem se dispuser a praticar o ensino do NT. tomará o dízimo como simples ponto de partida, procurando crescer na graça da contribuição, a ponto de dizer como R. G. Le Torneau, riquíssimo e liberalíssimo industrial crente:


- "A questão não é: Quanto de meu dinheiro devo dar ao Senhor?, mas: Quanto do dinheiro do Senhor devo guardar para mim?".

V – JESUS FOI DIZIMISTA?

O Dr. Dillard, em seu precioso livro "Mordomia Bíblica", levanta esta interessante e importante pergunta. Ele responde a tal pergunta afirmativamente, e alinha entre outra, as seguintes razões:

(1) – Jesus foi educado num piedoso lar judeu, e os judeus piedosos eram dizimistas.

(2) – Jesus declarou que não veio revogar a lei e os profetas (Mt 5.17). O dízimo é ensinado pela lei e pelos profetas.

(3) – Jesus sempre elevou o nível moral. Leia, de novo, o que disse Ele no Sermão do Monte sobre o adultério, o juramento, e etc, e indague se ele ficaria satisfeito, em matéria de contribuição, com um padrão inferior ao dízimo.

(4) – Os inimigos de Jesus tentaram convencê-lo de que estava violando a lei, por exemplo, no caso da observância do Sábado. NÃO SERÁ ESTRANHO QUE ELES NUNCA O TIVESSEM ACUSADO DE VIOLAR A LEI DO DÍZIMO, CASO NÃO O PRATICASSE?

VI – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Não há uma distinção essencial entre o dízimo do Antigo e do Novo Testamento. No primeiro, era parte da aliança, para o povo que a ela pertencia e envolvia compromisso, era princípio e valor espiritual, um privilégio concedido ao povo da aliança, jamais uma imposição. No Novo Testamento, não é diferente. Cada participante da Igreja de Cristo tem um compromisso assumido através dos votos Sagrados feitos diante de Deus perante a sua igreja.


No AT., o dízimo era regido pela lei, observando o princípio de culto, e reconhecimento da soberania de Deus. No NT., é impulsionado pelo amor, pela devoção e desejo sincero da prática de culto e obediência aos princípios da aliança.

O dízimo, tanto no Antigo como no Novo Testamento é uma doutrina clara e explícita. Não se trata de uma imposição da lei e, sim, um privilégio para o crente. Não se pode admitir a ideia de que está implícito no aparente silêncio do Novo Testamento a revogação desta santa doutrina. Não é inteligente trocarmos o explícito pelo implícito, trocar o certo pelo duvidoso.

Portanto, quando se considera o caráter contínuo da aliança, não é possível que uma pessoa verdadeiramente regenerada, convertida, justificada e adotada como família da aliança, não se sinta movida à uma verdadeira adoração ao Autor, Provedor e Sustentador da Aliança:


"Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém!" (Rm 11.36).


FONTE DE CONSULTA:

Estudo bíblico: “Dízimo: imposição ou privilégio?” – Autor: David C. Costa

16 de fev de 2012

1º TRIMESTRE DE 2012 - LIÇÃO Nº 08 - 19/02/2012 - "O PERIGO DE QUERER BARGANHAR COM DEUS"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 08 - DATA: 19/02/2012
TÍTULO: “O PERIGO DE QUERER BARGANHAR COM DEUS”
TEXTO ÁUREO – Rm 9:20
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Lc 12:13-21
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/



I – INTRODUÇÃO:

• A Reforma Protestante, iniciada por Lutero, provocou mudanças na Igreja e na cultura ocidental. No entanto, os séculos passaram e os princípios daquele movimento reformista caíram no esquecimento. Novamente nos deparamos, no contexto evangélico, com a velha prática da barganha. Estamos presenciando um verdadeiro festival de “toma lá, dá cá”. Há uma rifa da fé e quem der mais, tem a promessa de conseguir muitas bênçãos. Até mesmo a Bíblia, que em anos passados foi o instrumento da Reforma, está sendo usada como moeda de troca. Aos crentes são oferecidos “sabonetes ungidos”, “toalhinhas”, “água do rio Jordão”... em troca das bênçãos de Deus. Lembremos: Lutero atacou os negociadores de indulgencias por venderem a graça de Deus por um preço determinado.

II – A FETICHIZAÇÃO DE OBJETOS:

• Simples objetos passaram agora a ter uma grande “poder mágico”:

(A) - A água não passa de uma combinação de elementos químicos em sua fórmula, mas se ela foi retirada do rio Jordão e consagrada sete sextas-feiras na campanha da prosperidade, passa a ser “muito forte” para a realização de milagres.

(B) – Uma toalha não passa de uma pequena peça de pano, mas se ela tiver enxugado o rosto do homem de Deus, fica “energizada” e pode fazer coisas inimagináveis.

(C) – O dízimo e as ofertas são reconhecidos como deveres para os cristãos, mas, se eles forem enviados para saldar as dívidas do programa de televisão que ameaça a todo instante sair do ar, então eles ganham o status de semente que foi plantada. A promessa é que, após certo tempo, se converterá em grandes bênçãos para quem os enviou.

Identifiquemos alguns falsos ensinos, falsas práticas e os “modismos” que tem se repetido nas Igrejas Evangélicas:

(1) – “UNÇÃO DE OBJETOS”: - Objetos são levados para serem ungidos pelos ministros que, aliás, muitas vezes não ungem, mas vendem e em grande quantidade, potes com azeite para que os próprios incautos procedam à unção de seus bens, suas casas, suas empresas, seus carros... para que sejam “abençoados”.

• Os defensores desta prática costumam recorrer a textos do A. T., onde se relata que objetos eram ungidos - Lv.8:10.

• Entretanto, há uma distorção do texto bíblico! A unção de objetos é relatada na Bíblia única e exclusivamente no A. T., porquanto tudo o que ali foi escrito, o foi para nosso ensino - Rm 15:4.

• O tabernáculo era figura de Cristo, sombra da realidade espiritual que seria revelada plenamente com a Sua vinda - Hb.8:5; 10:1. Desta maneira, tem um significado simbólico: Jesus, que é tipificado pelo tabernáculo, seria ungido pelo Espírito Santo para cumprir a Sua missão sobre a face da Terra - At.10:38 – Jesus cumpriu a missão; logo não há mais motivo para que se proceda à unção de objetos.

• Os objetos não são santificados ou consagrados pelo derramamento de azeite em si, mas, sim, nós, como filhos de Deus, devemos possuir a unção do Espírito Santo e utilizarmos dos nossos bens para as boas obras para que nosso Pai seja glorificado - Mt.5:16.

• Desta forma, a única unção que se verifica autorizada na Bíblia depois da vida, morte e ressurreição de Cristo é a sobre os enfermos, feita pelos presbíteros, à moda bíblica: na cabeça (testa) do doente (Tg.5:14); (II Rs 9:3, 6; Sl 133:2).

(2) – “A BÊNÇÃO DA ÁGUA”: - Procede-se a uma oração sobre um recipiente com água para que, depois de “abençoada”, seja bebida para bem-estar espiritual e físico.

• Esta prática nada mais é que uma “roupagem evangélica” para a “água benta”, umas das primeiras práticas pagãs absorvidas pelo romanismo.

• Segundo os historiadores, a “água benta” foi introduzida na Igreja Romana pelo Papa Alexandre I, por volta do ano de 113. Em 740, o cardeal Berônio escreveu um texto em que dizia:

- “…‘é lícito à Igreja adotar para uso piedosos aquelas cerimônias que os pagãos usavam impiamente em seu culto supersticioso, depois de competentemente purificadas pela consagração, porque, com isto, o demônio é muito mortificado, ao ver aplicadas ao serviço de Jesus Cristo aquelas coisas que foram instituídas para honra e glória sua”.

• Como podemos verificar, a origem deste costume de “abençoar” a água teve origem no paganismo.

• Não é pela água que se purifica alguma coisa, nem que se consegue alguma bênção, muito menos que se espantam demônios, mas por uma vida de comunhão com Cristo Jesus.

• O único momento em que usamos água com significado espiritual é o instante singular do batismo. Após, viveremos para Deus, não permitindo que o pecado nos domine - Rm.6:12-13.

(3) – A UTILIZAÇÃO DO SALMO 91 - Muitos depositam fortemente sua confiança na eficácia de certos versículos bíblicos do que no restante da Bíblia. Cite-se como exemplo o SALMO 91.

• Antes de dormir, muitos abrem a Bíblia neste Salmo, acreditando que os malfeitores e o diabo correrão. Esquecem-se, porém, que não é o SALMO 91 que as livrará do mal, e, sim, O DEUS DO SALMO 91, O DEUS que inspirou o salmista a escrever o Salmo 91.

• O salmista não escreveu: “Aquele que habita no esconderijo do SALMO 91”; ou “Direi do SALMO 91”.

• A promessa é dirigida àqueles que habitam no esconderijo do Altíssimo, e não àqueles que fazem raras visitas ao esconderijo. É Deus quem nos livrará! Somente nEle devemos depositar nossa confiança!

(4) – UTILIZAÇÃO DE “FÓRMULAS MÁGICAS” E “PALAVRAS PODEROSAS”: - Isto acontece diante do argumento de que “há poder nas suas palavras”, o que nada mais é que a reprodução dos “mantras” e dos feitiços constantes das artes mágicas, que eram especialmente utilizados nas religiões hinduísta e babilônica.

• Expressões tais como: “Eu determino”; “Eu decreto”; “Eu não aceito”; “Eu profetizo”... tem sido uma constante no meio do povo de Deus, invertendo-se os papéis de que agora Deus é servo e o homem é Senhor.

• Para os que usam tais expressões, deixamos para meditação Isaías 14.24, 27, abaixo transcritos:

- “Jurou o Senhor dos Exércitos dizendo: Como pensei, assim se sucederá, e, COMO DETERMINEI, assim se efetuará... Porque o Senhor dos Exércitos o DETERMINOU, quem, pois, o invalidará? A sua mão estendida está; quem pois a fará voltar para trás?”

- Só o Deus soberano determina, decreta, efetua! Quando Ele diz “SIM”, quem dirá “não”? Quando Ele diz “NÃO”, quem dirá “sim”? Quando Ele fecha, quem abrirá? Quando Ele abre, quem fechará?

- Deus não era e não será Senhor: ELE SEMPRE “É”!

(A) – O Senhor “É” o meu pastor...

(B) – Até do sábado Ele “É” Senhor...

(C) – Todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo “É” Senhor, para glória de Deus Pai.

(5) – ELEMENTOS PARA “PURIFICAÇÃO DE AMBIENTES” E “PARA PROTEÇÃO DO CRENTE E SUA FAMÍLIA”: - Estes elementos são os mais variados: “sal grosso”, “rosa ungida”, “óleo de Israel”, “água do rio Jordão” e tantas outras coisas que nos fazem lembrar as “relíquias” da Igreja Romana.

• Como pode um servo de Deus crer que, para estar livre dos espíritos malignos, deve ter sal grosso em casa, rosa ungida ou ter um frasco com água do rio Jordão? Qual a diferença deste proceder com aqueles que usam patuás, fitas benzidas, pés de coelho, figas ou outros conhecidos amuletos e talismãs? Evidentemente, nenhuma!

• Infelizmente, estas pessoas se deixam levar por estas investidas de verdadeiros mercenários e aproveitadores da ignorância espiritual do povo. Porém, tudo isto é resultado da falta do ensino da Palavra de Deus e do menosprezo que o ensino da Bíblia tem tido nas nossas Igrejas locais.

III – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• Ao finalizarmos o presente estudo, deixamos para meditação de todos aqueles que levam a sério e amam a Palavra de Deus a transcrição de dois versículos constantes no A.T.:

- “Pois o Senhor, vosso Deus, "É" o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e temível, que não faz acepção de pessoas, NEM ACEITA SUBORNO (PRESENTES ou RECOMPENSAS)” – Dt 10.17

- “Agora, pois, seja o temor do Senhor convosco; tomai cuidado e fazei-o, porque não há no Senhor, nosso Deus, injustiça, nem parcialidade, NEM ACEITA ELE SUBORNO (PRESENTES ou RECOMPENSAS)” – II Cr 19.7



FONTES DE CONSULTAS:

1) A Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD

2) A Bíblia de Estudo DAKE

3) A Bíblia Anotada - Editora Mundo Cristão

4) A Bíblia de Estudo Vida - Editora Vida

5) Bíblia Apologética

6) Estudos Bíblicos do Pr. Antônio Gilberto

7) Estudo Bíblico “SUPERSTIÇÕES RELIGIOSAS” - Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco.

8) A Prosperidade à Luz da Bíblia – CPAD – José Gonçalves

6 de fev de 2012

1º TRIMESTRE DE 2012 - LIÇÃO Nº 07 - 12.02.2012 - "TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 07 - DATA: 12/02/2012
TÍTULO: “TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE”
TEXTO ÁUREO – Fp 4.13
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Fp 4.10-19
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/


I – INTRODUÇÃO:

Entre as lutas e carencias humanas, podemos notar que, embora sejamos ensinados de que a graça de Deus supre tudo, ela, no entanto, não nos isenta da necessidade de amigos, da escassez de bens materiais e financeiros.


II – A SUFICIENCIA DE PAULO:

Leiamos Fp 4:10-13 - Paulo agradece pela oferta que Epafrodito lhe trouxera da Igreja de Filipos.

(A) - Fp 4:10 – “MUITO ME REGOZIJO NO SENHOR” – Isto significa que Paulo apresentou “alegres agradecimentos ao Senhor” no momento em que recebera a oferta. Não resta dúvida de que as dádivas que então chegaram às mãos de Paulo por intermedio de Epafrodito, chegaram no mais oportuno momento. Mas, ao mesmo tempo em que se regozija pela generosidade dos filipenses, sente o apóstolo que lhes deve asseverar sua completa independencia das condições materiais, pois pode depender do poder de Cristo existente nele, não sendo um homem ansioso à espera de dádivas. É a graça da liberalidade outorgada pelos filipenses que enche de regozijo o coração do apóstolo Paulo.

(B) - Fp 4:11 - A política financeira de Paulo era não viver às custas de seus convertidos. Ele achava que, à semelhança dos outros apóstolos e líderes cristãos, tinha o direito de receber sustento, mas decidiu não usufruir desse direito (l Cor 9:12; 2 Tes 3:9). 

A bagagem de Paulo era bem leve: suas posses se limitavam às roupas do corpo e talvez algumas ferramentas de seu ofício; sabia como sobreviver com o mínimo; na verdade, forçara-se a aprender em como se contentar com pouco.

- “JÁ APRENDI A CONTENTAR-ME EM TODA E QUALQUER SITUAÇÃO" - A palavra traduzida por “contentar-me” denota o ideal da pessoa totalmente autossuficiente. Paulo a emprega a fim de expressar sua independencia das circunstancias externas. Estava sempre consciente de sua total dependencia de Deus. 

O APÓSTOLO ERA MAIS “SUFICIENTE EM DEUS” do que “AUTOSSUFICIENTE” - 2 Cor 5:5.

As palavras de Paulo foram expandidas por John Bunyan no cântico do menino pastor:

“Estou contente com o que tenho,
Seja pouco ou seja muito,
E é alegria o que mais almejo, Senhor,
Porque ela indica os que salvaste.
Nesta peregrinação concede-me medida total de alegria:
Provação agora, bênção depois.
Eis a bem-aventurança das gerações”.

Esta atitude opõe-se de frente à ambição. O próprio Cristo e Seus discípulos pronunciaram solenes advertências, descrevendo a "pessoa avarenta" como "idólatra" - Lc 12.15 comparar Ef 5.5; Hb 3.15

(C) - Fp 4:12 - Paulo acumulava vasta experiencia em passar com menos do que o suficiente, em algumas ocasiões, e ter mais do que o suficiente, noutras. Isso pouca diferença lhe fazia.

“APRENDI TANTO A TER FARTURA, COMO A TER FOME, TANTO A TER ABUNDANCIA, COMO A PADECER NECESSIDADE" - Só podemos imaginar o que é que Paulo considerava “abundancia” — tudo que estivesse acima do mínimo necessario quanto à alimentação e vestuario, sem dúvida alguma. Sendo um homem educado em ambiente elevado, sua conversão significou a entrada num novo modo de vida.

Ser cidadão de Tarso significava ser uma pessoa de grandes posses materiais. Entretanto, por amor a Cristo, Paulo havia dado também por perda todas as coisas – Fp 3.8 – O apóstolo aprendeu dali em diante, a sobreviver com o que pudesse ganhar mediante seu ofício de meio-expediente, de "fazer tendas" - l Tes 2:9; 2 Tes 3:8; At 18:3; 20:34.

Alguém perguntou ao filósofo Sócrates quem era a pessoa mais rica. Sócrates replicou: 

- "Aquele que está contente com o pouco, visto que a alegria é a riqueza da natureza".

(D) - Fp 4:13 - Paulo não coloca a seu crédito o aprendizado da lição sobre estar sempre contente; é graças Àquele que o capacita que o apóstolo diz: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece”, ou seja, “nAquele que é meu Fortalecedor”, isto é, Cristo – 1 Tm 1.12.

Na verdade, quando se tornava mais consciente de sua fraqueza pessoal é que ele mais se certificava do poder de Cristo que nele residia - 2 Cor 12:9-10.


III – APESAR DA GRAÇA DE DEUS, PAULO ERA HUMANO, SUJEITO A LUTAS, SOFRIMENTOS E DIFICULDADES:

(1) - ESTEVE PRESO EM ROMA – At 28:16, 23

(2) - FOI MAL INTERPRETADO TEOLOGICAMENTE – Rm 3:8 – Colocaram nos lábios de Paulo a afirmação de que, para receber os benefícios de Deus, precisaríamos praticar males. Porém, na verdade, o que Paulo queria dizer é que, quanto mais injustos somos, mais se evidencia a graça divina. Paulo estava expondo a graça de Deus e não incentivando ao pecado.

(3) - FOI INCOMPREENDIDO NO PASTORADO: - I Cor 3:3-4 – Paulo pregava a unidade do corpo de Cristo, mostrando os diversos ministérios e valores de cada um dentro de cada comunidade. Mas nessa intenção pastoral de educar a Igreja, sobrou para ele. Alguns se revoltaram com sua pedagogia e insurgiram-se contra sua autoridade, fazendo com que ele passasse por angústias enormes.

(4) - TEVE AUSENCIA DE SUPORTE FINANCEIRO – I Cor 9:6 – A propria Igreja que Paulo fundou não tinha a visão de sustentá-lo!

(5) - SOFREU CALUNIAS – II Cor 1:17; 10:2 – A Igreja que o apóstolo Paulo fundou, o acusou de leviano; que vivia mundanamente. Por essa razão, ele resguardava-se de carregar dinheiro sozinho, fazendo-se acompanhar para não ser caluniado de desonesto - II Cor 8:20.

(6) - NÃO FOI VALORIZADO – II Cor 10:10 – Segundo historiadores, o apóstolo Paulo era baixinho, amorenado, de pernas curvas, com sobrancelhas que se encontravam no meio da testa e que, possivelmente, sofria de conjuntivite crônica. Logo, não tinha presença física. Também a palavra de Paulo não era valorizada. Ao contrario, os comentarios eram de que sua presença pessoal era fraca e a palavra desprezível Porém, Paulo tinha o coração impregnado da mensagem de Cristo, que ele anunciava com poder, resultado da unção que havia nele - At 25:22-23, 26:1-2, 24-32

(7) - TINHA UM “CURRICULUM VITAE” QUE NÃO TRAZIA BOAS RECOMENDAÇÕES – II Cor 11:23-29 – Para o apóstolo Paulo não existia a Teologia da Prosperidade, que diz que se alguma coisa de ruim acontece com o crente, é porque está em pecado.

(8) - PRECISAVA DOS AMIGOS - Paulo foi levado ao terceiro céu; teve visão de anjos; um encontro especial com Jesus; vivia cheio do Espírito Santo; debaixo da graça de Deus; transpirava poder; orava pelos enfermos e os curava; expulsava espíritos malignos; tinha poder para persuadir os que o contradiziam e que vivia como um verdadeiro cristão - II Tm 4:6-22

(8.1) - II Tm 4:9, 21 - Não obstante andar cheio do Espírito Santo, Paulo não desprezava a companhia do irmão, porquanto ele sabia que, no plano de Deus, a chegada de Timóteo seria graça para lhe suprir as carências.

(8.2) - II Tm 4:10-12, 19-20 – Paulo se fazia rodear de amigos que amava e cuja falta sentia de forma aguda e declarada. Ele sente falta de toda essa gente por uma razão muito simples: PAULO ERA HUMANO! Todos os homens de Deus precisam de amigos!

(8.3) - II Tm 4:10 – Paulo também teve profundas decepções com os amigos. Demas fazia parte da equipe de evangelização de Paulo; viajava com ele e o acompanhava em suas viagens evangelísticas (Cl 4:14; Fm 24), mas ele diz que o amigo Demas preferiu as atrações do presente século a ele, Paulo.

(8.4) - II Tm 4:14-15 – O amigo Alexandre causou-lhe muitos males, delatando atividades evangelísticas de Paulo (o que naqueles dias em Roma, era subversão). Fora um irmão que traiu Paulo.

(8.5) - II Tm 4:16 – Faltou solidariedade dos amigos. Ninguém se solidarizou com Paulo, ninguém foi a seu favor: nem a Igreja, nem os irmãos, nem os amigos!

(8.6) - II Tm 4:13, 21 – Paulo revela bem o frio que ele estava passando naquela masmorra úmida. Ele não nega que precisava de um amigo para trazer-lhe a capa, bem como os livros para que pudesse se aquecer e diminuir o tedio de se ficar recluso em uma prisão.

É maravilhoso ouvir Paulo dizer que tinha abundancia, apesar da prisão, das cadeias, da vida pobre que levava...
Diante de tal quadro, será que os falsos mestres e doutores acham ridícula a ideia de que alguém, em tais condições, pode dizer que "tem abundancia"?

Porém, o que eles não sabem e jamais podem imaginar é que Paulo vivia em "outro hemisferio" e que, com o seu bendito conhecimento sobre o que Cristo pode fazer, ele afirmou que:

- "TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE".


IV – AS PROVISÕES DE DEUS PARA AS DIFICULDADES:

II Tm 4:17-18 – Paulo mostra que, apesar de não ter sido poupado da dor, ele era fortalecido em suas fraquezas e carencias. Ele sabia muito bem que o socorro de Deus era real e presente, pois para ele não há impedimentos, lugares lúgrubes demais, abismos ou poços tão profundos nos quais a graça de Deus não possa penetrar.

II Tm 44:11a – O Senhor sempre põe ao nosso lado alguns que nos amam e que nos confortam. Há sempre um “LUCAS” presente! Às vezes é a esposa; às vezes os nossos filhos, uma Igreja, um irmão, um amigo... Enfim, todo mundo pode ir embora, mas sempre haverá um “LUCAS”! Olhemos ao nosso lado: ELE ESTÁ AÍ! - Dn 2:16-17, 48-49 cf Pv 17.17; 18.24

Apesar da sua íntima comunhão com deus e de sua vida santa, Paulo jamais perdeu a fragilidade da natureza humana, pois ele não era nenhum super-homem – II Cor 2:12-13; 7:5; 11:8; Fp 2:27


V – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

A graça de Deus não nos torna super-heróis. Mas, quando estamos solitarios, a graça de Deus vem através de Igrejas, amigos e irmãos que nos trazem ofertas, a capa, os livros e aqueles que permanecerão sempre ao nosso lado, em qualquer momento da nossa vida! Por isso, não importa quão desesperadoras as circunstancias possam ser, ou quão grande a soma delas todas. Temos que ter experiencia no segredo de enfrentar a ambas: a falta e a abundancia de recursos. 

Da parte de Paulo, ele tinha aprendido uma das maiores lições que existem: Estar contente em qualquer situação em que se encontrasse. Esse é um segredo que só descobrimos quando passamos a ter uma vida sujeita à vontade de Deus.

Sempre que alguém vive em Deus e tem no cumprimento da vontade divina o seu mais alto ideal, obtém absoluta certeza de que todas as coisas de que necessita lhe serão acrescentadas. Tudo é possível somente àqueles que obtêm sua força diária em JEOVÁ - AQUELE QUE NOS FORTALECE.


FONTES DE CONSULTA:

O Novo Comentario da Bíblia – Edições Vida Nova

Novo Comentario Bíblico Contemporaneo – Editora Vida – F. F. Bruce

Comentario Bíblico Moody – Vl. 5 – Imprensa Batista Regular

A Graça de Deus Versus o Mito do Super-Homem – VINDE Comunicações – Caio Fábio