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7 de jun de 2010

LIÇÃO Nº 11 - 13/06/2010 - "A EXCELÊNCIA DO MINISTÉRIO"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 11 - DATA: 13/06/2010
TÍTULO: “A EXCELÊNCIA DO MINISTÉRIO”
TEXTO ÁUREO – Sl 131:1
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Jr 45:1-5
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://Pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/


I – INTRODUÇÃO:

• Pv 16:18 - O ministério eclesiástico envolve de tal forma aqueles que a ele se dedicam, que exige tempo, esforço, preparo, unção e cuidado. Se não soubermos administrar nosso comportamento, com graça e vigilância, poderemos ser vítimas da vaidade ministerial, que tem levado muitos ao desprestígio e queda diante de Deus, da Igreja e dos homens. Dessa forma, é imprescindível estarmos atentos ao que se passa em torno do ministério. O perigo pode não estar longe, mas bem perto, dentro de cada um de nós, obreiros do Senhor. Além do sexo, dinheiro e poder, que são os três elementos mais comuns usados pelo diabo para derrubar líderes, há outros, derivados desses, que minam as bases do nosso ministério, levando-nos a sermos vaidosos e retirando  de nós a única preocupação que devemos ter para a excelência do ministério: Buscarmos a glória de Deus, porque Ele é o Senhor da glória.  


II – O DESEJO DE BARUQUE:

•   A expectativa de Baruque era de vir a ocupar algum cargo elevado. Mas, para sua frustração, não passou de secretário do homem mais odiado em Judá! Deus disse a Baruque o que fala ainda hoje a cada um de nós: “SEJA O MELHOR QUE PUDER, MAS NÃO ESPERE MAIS DO QUE VOCÊ É”.

• VAIDADE significa "vão, ilusório, instável ou pouco duradouro; desejo imoderado de atrair admiração ou homenagens". Esse último significado tem muito a ver com a vaidade no ministério nos dias atuais.



III - O PERIGO DA VAIDADE EM RELAÇÃO AO SEXO:

• Pv 5:16-19 - Muitas vezes, por falta de vigilância e oração, o obreiro acerca-se de mulheres em seu trabalho ou até mesmo na Igreja, sem atentar para seu comportamento, não percebendo que armadilhas do diabo estão sendo colocadas diante de si.

• Não raro, é o Pastor que, muitas vezes afastado da esposa por causa do "ativismo frenético" que não lhe deixa tempo para a família, tem como secretária uma jovem solteira ou uma jovem senhora, carente de afeto, que se insinua e se oferece para satisfazer a carência afetiva do obreiro.

• Diante de uma bela mulher, há obreiros que ficam vaidosos, sentindo-se como se fossem galãs conquistadores. Na verdade, estão sendo conquistados pelo diabo. É o velho comportamento de Esaú, trocando as bênçãos da excelência do ministério  que possuem o brilho da glória de Deus, pelo prato de lentilhas do prazer imediato.

• Não há outro caminho para escapar da queda, a não ser: o temor de Deus, a vigilância, a oração (Mt 26.41); e o desenvolvimento de um relacionamento amoroso com a esposa, que envolva carinho, companheirismo e verdadeira afeição.

• A Bíblia adverte: "Tem cuidado de ti mesmo..." (I Tm 4.16).


IV - A VAIDADE EM RELAÇÃO AO DINHEIRO:

• I Tm 6:10 - A Bíblia não diz em nenhuma parte que o dinheiro é perigoso ou mau. Ela nos adverte quanto ao "amor do dinheiro". No entanto, uma boa "prebenda" pode levar muitos à vaidade.

• A Palavra de Deus é infalível. Aqueles que, na direção de Igrejas, principalmente de grande porte, cuja renda mensal é considerada alta, não têm cuidado de vigiar no trato com recursos financeiros, acabam afundando na cobiça, esquecendo-se da missão e tornando-se verdadeiros cambistas, negociantes e mercantilistas do tesouro da casa do Senhor. A vaidade e o poder dos quais são detentores torna-os como se fossem donos do tesouro da Igreja e passam a gastar como bem querem e entendem, sem dar satisfação sequer à Diretoria e muito menos à Igreja, que se sente desconfiada, por nunca ouvir um relatório financeiro da tesouraria.

• É lamentável, mas há obreiros que compram bens pessoais às custas do dinheiro dos dízimos e ofertas do Senhor. Certamente, a maldição os alcançará, pois estão sonegando os recursos destinados à Obra de Deus. Essa vaidade é prejudicial ao bom nome da Igreja.

• Jz 7 - Numa fase de sua vida, Gideão deixou-se levar pela direção de Deus e foi grandemente abençoado, sendo protagonista de espetacular vitória contra os midianitas, à frente de apenas 300 homens.

• Jz 8:24 - Contudo, após a grande vitória, cobiçou o ouro de seus liderados, solicitando que cada um deles lhes desse "os pendentes de ouro do despojo", no que foi atendido pelos que o admiravam.

• Jz 8:27, 32 - Tentado pela cobiça do metal precioso, Gideão deixou que subisse para a cabeça o desejo de ter sua própria "Igreja", levantando um lugar de adoração com o ouro que lhe foi presenteado, mandando confeccionar um éfode. Pela leitura, vemos os trágicos resultados.

• Tem razão a Palavra de Deus, quando adverte que "o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males...".


V - A VAIDADE DO PODER DO CARGO:

• I Cor 3:7 - Há obreiros que, enquanto dirigentes de pequenas Igrejas, são humildes, despretensiosos e dedicados à missão que lhes foi confiada. Contudo, ao verem a obra crescer, fazendo-os líderes de grandes Igrejas, passam a se comportar como verdadeiros imperadores ou ditadores eclesiásticos.

• Ef 4:12 - Aí está o objetivo do cargo ou da função Pastoral. Quando o ministro perde essa visão, acaba pensando que o cargo é fonte de poder pessoal, humano e carnal, e passa a usar a posição para a satisfação de interesses pessoais ou de grupos que se formam ao seu redor, deixando-se dominar pela vaidade ministerial.

• II Cr 26;3, 5, 15-16 - Esse episódio demonstra que a ilusão ou a vaidade do poder, oriundo da posição que o líder ocupa, é fonte de comportamentos os mais estranhos e imprevisíveis. O diabo se aproveita das fraquezas da personalidade de certas pessoas e incita-as a julgarem-se grandes demais, a ponto de extrapolarem suas ações, agindo de modo ilegítimo e contra a vontade de Deus.

• Uzias foi grandemente abençoado, até que, sentindo-se forte, ou seja, cheio de poder, entendeu que podia desempenhar as funções que eram privativas do sacerdote de sua época. Porque ele fez isso? Porque se deixou dominar pela vaidade do poder.

• É muito importante que nós, no ministério, tenhamos consciência de que o poder que nos sustenta não é o poder pessoal, nem o poder do cargo. O poder que emana do cargo ministerial é passageiro. Da mesma forma, o poder que advém do dinheiro, da posição, da fama ou de qualquer outra fonte, tem raízes nas forças do homem e não tem durabilidade. Dessa forma, é melhor não nos deixarmos dominar pela vaidade do poder, pois, um dia, quando tivermos que deixá-lo, seja por jubilação ou por outra razão, poderemos sofrer muito, sentindo falta do poder de que fomos detentores.

• Contudo, quando o homem de Deus não se deixa seduzir pela vaidade do poder e confia no poder de Deus, ele pode sair do cargo de cabeça erguida, sem sentir carência da posição. O homem de Deus só pode ser sustentado e permanecer firme se reconhecer que o poder vem de Deus (Sl 62:11; Ef 6:10).


VI - A VAIDADE NA PREGAÇÃO:

• Um obreiro, Pastor ou líder, à frente do trabalho, precisa ter mensagens para transmitir ao rebanho. A verdadeira mensagem é aquela que vem de cima, que flui do Espírito de Deus para o espírito do mensageiro e passa para a Igreja, com unção e graça, de modo que todos são tocados pelo poder de Deus, transbordando em amor, temor e alegria espiritual. Esse tipo de mensagem só pode existir se o obreiro buscar a presença de Deus, em oração e jejum.

• Certo pregador dizia que muitos lhe indagavam sobre o segredo de ter tanta unção para transmitir mensagens para o povo, ao que ele respondeu - "O segredo é que muitos oram cinco minutos para pregar uma hora; eu oro uma hora para pregar cinco minutos".

• Infelizmente, há os que, conscientes de que possuem o dom da palavra ou o dom da oratória ficam orgulhosos e passam a se comportar como se fossem meros oradores de palanques, procurando impressionar a Igreja. Há até os pregadores profissionais, que se utilizam das técnicas de comunicação para atrair os ouvintes; são portadores de mensagens "enlatadas", as quais só precisam de um "esquente" da platéia para arrancarem glórias e aleluias.

• O uso da oratória, fundamentada numa boa orientação da homilética, não faz mal a nenhum pregador. É um meio adequado que, submisso à unção do Espírito Santo, pode trazer muitos resultados abençoados para o engrandecimento do Reino de Deus.

• Um esboço de mensagem bem elaborado, com oração e jejum, com base na pesquisa da Palavra de Deus e transmitido com humildade e dependência do Senhor é um recurso que dá firmeza ao pregador na sua alocução, na transmissão do sermão. Entretanto, o obreiro, em sua prédica, não deve pensar que tais recursos são a razão do sucesso da mensagem que transmite.

• I Cor 2:4 - Paulo, extraordinário pregador, não confiou em sua formação privilegiada, aos pés de Gamaliel. Ele confiava na eloquência do poder, ao invés de se firmar no poder da eloquência. A vaidade na pregação faz com que certos evangelistas não se interessem por pregar para pequenas multidões. Seu ego só se satisfaz se lhe for assegurada a assistência de milhares de pessoas.


VII - A VAIDADE NO TRATAMENTO:

• Todo homem de Deus tem o dever de tratar bem às pessoas e o direito de ser bem tratado pelos que dele se aproxima, pois não é uma pessoa qualquer, mas um servo de Deus que está incumbido da missão mais importante da face da terra.

• Rm 13:7 – Apesar desta exortação bíblica, há aqueles que, dominados pelo sentimento vaidoso, extrapolam seus interesses e passam a exigir um tratamento exagerado em torno de sua pessoa.

• Há pregadores que, convidados para pregarem em Congresso, não se limitam a aceitar a passagem, a hospedagem e uma oferta da Igreja. De antemão, exigem: hospedagem em hotel cinco estrelas para ele e esposa, além de outras coisas; e, muitas vezes, são atendidos!

• Ou seja, o ego é satisfeito e a vaidade é alimentada, tudo às custas dos dízimos e ofertas de irmãos, em sua maioria pobres de recursos e de bens materiais. Vaidade e mercantilismos podem prejudicar muitos ministérios.

• No Brasil, há obreiros humildes, cheios da unção de Deus, mas, por serem jovens ou não serem famosos, são esquecidos e nunca aproveitados em Cruzadas e Congressos - Pv 15:33. 


VIII - A VAIDADE NO MINISTÉRIO DO LOUVOR:

• Há "cantores evangélicos famosos" exigindo cachê de quinze a vinte mil reais, com cinqüenta por cento adiantado, em depósito em sua conta; carro com ar condicionado, o melhor hotel da cidade.

• E, lamentavelmente, os irmãos se submeteram à vaidade exagerada desses homens que, se aproveitando do que Deus fez em suas vidas, passam a explorar certas Igrejas, infelizmente dirigidas por Pastores vaidosos, que só pensam em ver multidões, não importando o preço a pagar.

• Outro exemplo: Há ainda Igrejas que, desejando angariar recursos para a construção do Templo, resolvem convidar certos cantores, esperando obter algum retorno para a obra.

• Aí os cantores fazem exigências que vão muito além da capacidade financeira da Igreja convidante. Como resultado, há prejuízo e grande decepção.

• Sem dúvida, isso só acontece por causa da vaidade de tais pessoas e da ingenuidade de certos Pastores que, desejando ver "a casa cheia", convidam celebridades para atrair o povo.

• A Bíblia nos mostra que o caminho para angariar recursos para a "manutenção" da casa do Senhor é a doutrina sobre a mordomia cristã, no que concerne aos dízimos e ofertas (Ml 3.10).


IX - VAIDADE NAS MORDOMIAS:

• No passado, quando o Evangelho chegou à nossa terra, trazido por homens de Deus, que foram pioneiros no desbravamento da obra, as condições de trabalho eram duras e difíceis. Muitos deles andaram a pé distâncias enormes, que os faziam fadigados e doentes; muitos percorreram os rincões do país no lombo de cavalos, ou atravessando rios em canoas, sujeitos aos riscos de viagens sem segurança; muitos se hospedarem à margem dos igarapés, infestados de mosquitos e ameaçados por animais selvagens; tomaram água suja e chegaram a ser vitimados pela malária ou pela febre amarela. A eles, muito devemos pelo seu desprendimento, coragem e fé.

• Hoje, no entanto, em geral, vemos que Deus tem propiciado condições de trabalho muito melhores aos obreiros por esse Brasil afora. As Igrejas maiores podem conceder aos Pastores moradia condigna, transportes pessoais, seguro-saúde, salário compatível e muito mais.

• É verdade que em grande parte, há obreiros que passam necessidades, injustamente.

• Entretanto, há os que, aproveitando-se da bênção de Deus sobre as Igrejas, abusam das mordomias.

• Há casos em que o obreiro rejeita a casa Pastoral, porque ele e a esposa não gostam do estilo do prédio, e passam a exigir casa com tanto conforto e luxo nas dependências, que consomem os recursos da Igreja. É importante que o Pastor more condignamente. Mas não é preciso exibir riqueza e luxo.

• Por outro lado, há obreiros que exigem salário tão elevado, além de combustível para o carro particular, pagamento de todas as despesas da casa, carro para levar os filhos na escola, empregada, arrumadeira, vigia, etc., que chamam a atenção dos murmuradores contra a obra do Senhor.

• Com isso, não desconhecemos a necessidade de um obreiro, líder de um grande trabalho, ter um tratamento adequado ao nível de suas responsabilidades. Se a Igreja tem condições, é compreensível. Mas o exagero nesse aspecto, denota vaidade e desejo de aparecer perante a comunidade.


X - A VAIDADE NA FORMAÇÃO TEOLÓGICA:

• Há pouco mais de vinte anos, quem quisesse estudar Teologia, em muitas Igrejas, era considerado excêntrico e vaidoso. Muitos que ousaram ingressar num instituto bíblico tiveram que fazê-lo às suas expensas, sem qualquer ajuda da Igreja à qual eram filiados, e ainda assim, considerados malvistos pela liderança.

• Os tempos passaram e, por razões as mais diversas, como a exigência de melhores conhecimentos bíblicos e teológicos, ou o receio de ver grupos oriundos de certas Igrejas arrebanharem os jovens para os cursos considerados "perigosos", as lideranças resolveram investir na área do ensino teológico.

• Na última década, proliferaram, no Brasil, os mais variados tipos de escolas, cursos, seminários, institutos, faculdades, etc., voltados para o ensino teológico. Muitos desses cursos não têm a menor condição técnica, ou mesmo bíblico-teológica para ministrar o ensino, e têm formado um grande número de obreiros portadores de diploma até de bacharelado em Teologia.

• Como resultado, passou-se de uma carência de pessoas com curso teológico, para uma grande quantidade de pessoas diplomadas, mas com formação que deixa a desejar, em termos de conhecimentos bíblicos e teológicos.

• Alguns desses formados são obreiros vaidosos que, possuídos de sentimento de superioridade, passam a desprezar os não formados, considerando-os incapazes de exercer o ministério. Isso constitui uma vaidade, que leva muitos a assomarem aos púlpitos sem unção e sem graça, confiando nos conhecimentos obtidos (Pv 3:5).

• Não se deve discriminar os obreiros formados em Teologia. Eles podem ser uma grande bênção para a ministração do ensino, da pesquisa bíblica e da evangelização. Mas não se deve deixar que os conhecimentos tomem o lugar do preparo espiritual para a pregação do evangelho, que se obtém de joelhos, orando e jejuando, na presença do Senhor.


XI - A EXCELÊNCIA DO MINISTÉRIO: BUSCARMOS A GLÓRIA DE DEUS

• II Tm 2:15 - A segunda carta de Paulo a Timóteo é cheia de encorajamento e de orientação. Destacamos três e que esperamos sejam úteis na vida de cada um de nós servos do Senhor.

• (1) – BUSQUEMOS A APROVAÇÃO DE DEUS - Muitos têm desenvolvido ministérios voltados para os holofotes, para serem vistos e reconhecidos. Porém, de que vale o reconhecimento dos homens sem a aprovação de Deus? De que vale o sucesso diante dos homens sendo fracassado diante de Deus? A grande verdade é que cedo ou tarde esses ministérios são abalados porque construídos sobre a areia. Quanto mais alto tentarmos subir pelas próprias forças e para o nosso próprio benefício, mais alto de lá cairemos. Mas, se for o Senhor que nos erguer, Ele nos sustentará. Peçamos poder do Espírito Santo a Deus na mesma proporção em que Ele nos der humildade.

• (2) – TENHAMOS UMA VIDA SANTA - A grande tragédia do Cristianismo é que não há uma relação direta entre o número de crentes e o aumento da justiça, da honestidade, da santidade, da ética e da verdade. É triste ver que para muitos fora da igreja, templo é dinheiro, ministério é negócio, denominação é empreendimento. É triste ver que a palavra de um crente já não vale muito, que o título de pastor já não é símbolo de honestidade e verdade. Por isso, vivamos uma vida que não envergonhe a Igreja do Senhor, que não envergonhe o Evangelho de Cristo, que não escandalize os pequeninos (Jó 1:1, 8).

• (3) – SEJAMOS PREGADORES HÁBEIS - Nos dias confusos em que vivemos, em que o diabo tenta confundir os fiéis com pessoas que imitam os dons do Espírito Santo de Deus; nesses dias em que a maneira do povo de Deus adorar está sendo imitada, mas misturada com idolatria; nesses dias em que as diferenças estão cada vez mais tênues... a pregação da Palavra de Deus há de fazer a diferença. Todos os grandes movimentos de reforma no meio do povo de Deus aconteceram com a redescoberta da Santa Palavra de Deus. Foi assim no tempo do rei Josias, foi assim no tempo de Esdras e Neemias.

• O sentido de manejar a Palavra é o sentido de dar um corte apropriado, fazer sulcos retos na terra para ará-la, cortar uma estrada em linha reta. Para isso, duas coisas são necessárias:

• (A) – PROFUNDIDADE NA PALAVRA - Isso só se consegue com estudo e oração. É preciso ser guiado pelo Espírito Santo na compreensão da palavra. É preciso pedir ao Espírito Santo que seja o nosso guia na exploração das profundezas das minas das Escrituras, para que Ele nos mostre os veios por onde correm os tesouros preciosos, é preciso que Ele nos oriente para que na bateia só deixemos as pepitas verdadeiras e de grande valor; para que não sejamos iludidos por ouro de tolo.

• (B) – SIMPLICIDADE NA MINISTRAÇÃO DA PALAVRA - É preciso proclamar a Palavra para que seja entendida e praticada. O sumo da nossa mensagem é Cristo, e este crucificado, dizia Paulo.

• É verdade que na tentação o diabo usou a palavra tentando-a manipular; mas é verdade também que foi com a Palavra que Jesus desfez os argumentos de Satanás. A Filosofia, a Sociologia, a Antropologia, a Filologia são meros auxiliares; não substituem a Palavra de Deus.

• O povo poderá se extasiar com erudição e conhecimento, com elaborados raciocínios de lógica, mas quando a Palavra é pregada em sua simplicidade e poder o inferno treme, os demônios rugem e se enfurecem, os pecadores se arrependem e se convertem e os céus se alegram com cântico de júbilo. Isso é que faz existir e sobressair a Glória de Deus, que é a EXCELÊNCIA DO MINISTÉRIO - I Ts 2:4;


XII - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• I Pe 5:5-6 - O maior inimigo do homem é ele mesmo. Muita gente se diz convertida, mas o seu orgulho não se quebra, a sua vaidade não se queda, a sua presunção não diminui. Porém, somos apenas servos, instrumentos usados nas mãos do Senhor, pela Sua infinita misericórdia. Tenhamos coragem e destronemos o “EU”, pois a Deus, e somente a Ele, deve ser direcionada toda a honra, toda glória e todo louvor! 

• Alguns crentes desejam fama, pois desejam que as pessoas reconheçam quão grandes eles são. Outros desejam ser bem conhecidos, porque querem parecer com alguma outra pessoa. Outros sentem que a fama os torna pessoas importantes. Porém, leiamos o que diz a Palavra de Deus: Pv 27.2; I Cor 1:29, 31

• Que a nossa integridade e humildade, que faz com que todos possam ver  a GLÓRIA DE DEUS como excelência do ministério, seja deleite para o nosso Senhor e seja um assunto no céu.

• "Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo" – Gl 6:14

 


FONTES DE CONSULTA:

• Estudo Bíblico: “O Perigo da Vaidade No Ministério” - Pr. Elinaldo Renovato de Lima - Publicado na Revista OBREIRO, nº 10, de março de 2000, pela CPAD


• Estudo Bíblico: “Princípios Para Um Ministério Eficaz” – Rev. Kleber Nobre de Queiroz