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21/10/2014

4º TRIMESTRE DE 2014 - LIÇÃO Nº 04 - 26.10.2014 - "A PROVIDÊNCIA DIVINA NA FIDELIDADE HUMANA"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL 
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ 
LIÇÃO Nº 04 - DATA: 26/10/2014 
TÍTULO: “A PROVIDÊNCIA DIVINA NA FIDELIDADE HUMANA"
TEXTO ÁUREO – Dn 3.17
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Dn 3.1-7, 14
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/







I - INTRODUÇÃO:




A imagem descrita no capítulo dois, "cujo esplendor era excelente, e a sua vista terrível", representa o governo dos homens; enquanto a enorme estátua de ouro no presente capítulo simboliza a religião dos homens.





II - NABUCODONOSOR  QUER   INSTITUIR   UMA  RELIGIÃO MUNDIAL:





Ler Dn 3.1-7 - A imagem era grande, de trinta metros de altura e três metros de largura. Somente a cabeça do colosso, do capítulo 2, era de ouro; mas essa imagem inteira era desse metal.




As Escrituras não nos informam se a estátua era de Bel-merodoque, padroeiro de Babilônia, ou se do deus Nebo, do qual foi derivado o nome do rei, ou se era da própria pessoa de Nabucodonosor. De qualquer forma, o ídolo era uma imagem nova e nacional.




Todas as raças, em todas as gerações, têm a constante inclinação de inaugurar novos cultos para satisfazerem o orgulho humano. Mas a exortação para nós é: "Pelejar pela fé que de uma vez para sempre foi confiada aos santos." Judas 3.




Nabucodonosor queria consolidar todas as nacionalidades do mundo em uma só nação. Para alcançar tal coisa era essencial que o governo fosse supremo em tudo, tanto no sentido religioso como no civil.




Roma pagã, séculos depois, fez o mesmo, perseguindo os crentes não somente porque faziam cultos a Cristo, mas porque não adoraram a César, o imperador, como um ser divino.




Alguns dos governos modernos estão inclinados a agir como absolutos. Se acharem que qualquer doutrina é fanática, pode ser a doutrina do batismo, a da cura divina, a da segunda vinda de Cristo, ou qualquer outra, o pastor da igreja é avisado que deve mudar a doutrina da sua igreja.




Note-se como o rei, para dar prestígio à inauguração da nova religião, ajuntou as autoridades de todas as províncias do seu vasto reino.




Vê-se, na maneira de repetir "os sátrapas, os prefeitos e presidentes, os juízes, os tesoureiros, os conselheiros, os oficiais, e todos os governadores das províncias" (Versículos 2 e 3), a pompa e a ostentação do culto.




Observe-se, também, como se repete na história (Versículos 5, 7, 10 e 15, as palavras: "o som da buzina, do pífaro, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles, e de toda a sorte de música."




Nesse culto religioso de Nabucodonosor não havia coisa alguma para a alma. Consistia apenas de coisas para agradar os olhos e os ouvidos: um formalismo da melhor música e das cerimônias mais bonitas e atraentes perante a imagem grande em tamanho, mas tudo tão somente para despertar as emoções do povo.




Tudo era muito oco e vazio.   Não havia coisa alguma do verdadeiro sacrifício de  sangue,  de  perdão  do pecado,  do Espírito Santo, nem do novo nascimento com poder de livrar o pecador de seus pecados.




Era uma religião sem sangue que exaltava o homem e se opunha a Deus, que colocava o culto das imagens em lugar do culto a Deus.





III - OS TRÊS HEBREUS SÃO DENUNCIADOS:




Ler Dan 3.8-12 - Podemos imaginar a enorme multidão espalhada na planície de Dura diante da gigantesca estátua de ouro. Ao soar a música das buzinas, dos pífaros, das harpas, das sambucas, dos saltérios, das gaitas e de toda a qualidade de instrumentos, todas as pessoas se prostram em adoração ao ídolo; todas a adoram a não ser os três hebreus, cujos vultos, em pé na planície, se salientavam contra a luz do céu.




Por certo, ao povo de Deus não faltavam inimigos; consta que "no mesmo instante... acusaram os judeus" ao rei.






IV - OS TRÊS HUMILDES HEBREUS PERMANECEM FIRMES:




Ler Dn 3.13-18 - Diz-se que o temporal bate com mais força contra os montes mais altos da cordilheira. Certamente a fúria do rei bateu com toda a força nesses três vultos erguidos, tanto no espírito como no físico, na planície de Dura.




Note-se, no versículo 15, como Nabucodonosor desafiou, não somente aos homens, mas a Deus.




A atitude dos mártires - Deus ordena: "Não farás para ti imagem de escultura.... Não te encurvarás a elas." Êxodo 20.4,5.




O rei lhes mandara: "Quando ouvirdes o som da buzina, do pífaro, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles, e de toda a sorte de  música,   vos   prostrareis,   e   adorareis   a   imagem."




Antes disso, Daniel resolvera firmemente não se contaminar com as iguarias do rei.




Os três hebreus aqui resolveram firmemente a não se contaminar com a religião do rei e responderam:  "Deus...   nos pode livrar ; ele nos livrará...  se não, fica sabendo que não serviremos a teus deuses."




Essa é a atitude do espírito dos verdadeiros mártires; se Deus não nos livrar, ainda assim não serviremos a Satanás. Melhor é  sermos queimados vivos aqui do que sermos lançados no fogo eterno, "onde o fogo não se apaga." Lucas 12.4,5; Marcos 9.48.




Policarpo, queimado em praça pública, no ano 169, é um exemplo destacado de como morrem os mártires. Quando foi levado perante o tribuno, o procônsul começou a exortá-lo dizendo:   "Tem piedade da  tua velhice; jura pelo futuro de César  (o imperador); arrepende-te e diz:  "Mata os ateus"   (querendo dizer, "os crentes").




Policarpo passando um olhar calmo sobre a multidão respondeu: "Faz 86 anos que sirvo a meu Rei, e Ele jamais  me fez mal algum, e como posso blasfemar Aquele que me salvou?"




— "Vou lançar-te para seres devorado pelas feras, se não te arrependeres"; disse o procônsul.




"Chama-as", disse o mártir.




"Vou domar o teu espírito pelo fogo"; disse o romano. 



"Estás ameaçando-me com o fogo que arde somente por um momento, porém, estás ignorando o fogo do castigo eterno"; disse-lhe Policarpo. 




Logo depois, ligado para ser queimado vivo, exclamou: "ó Pai do Teu amado e bendito Filho, Jesus Cristo! ó Deus  de  todas   as  potestades e de toda a criação! Eu Te bendigo porque me julgaste digno desse dia, e desta hora, para receber a minha porção entre os mártires, no cálice de Cristo, eu Te  louvo por  todas  estas  coisas;   bendigo-Te;   glorifico-Te;   pelo eterno Sumo-sacerdote,  Jesus   Cristo,  Teu bem-amado Filho, por Quem e com Quem, no Espírito Santo, seja dada a  glória a Ti, agora  e para sempre. Amém."




Os crentes fiéis demonstram, pela  vida, o espírito do Mestre: Ele,  ao  morrer,  deixou  a  Sua  bolsa  para Judas, Sua roupa para os soldados, Sua mãe para João, Seu perdão para o ladrão morrendo na cruz e Sua paz para os discípulos.




Pode-se acrescentar mais que a atitude de espírito do verdadeiro mártir, muitas vezes, não é a de morrer por Deus mas a de viver por Ele. Diz-se que Garibaldi, célebre patriota italiano, quando combatia a Áustria, pela unificação da Itália, clamou convidando seus patrícios para servirem no seu exército:




"Não tenho dinheiro, nem comida, nem roupa, nem provisões, nem recursos; siga-me todo o homem que está pronto a sofrer a pobreza, desprezo, fome, doença e a morte, e que ama a Itália."




É assim que Cristo nos chama para O servir - Lucas 9.57-62.





V - OS FIÉIS SERVOS DE DEUS SÃO LANÇADOS VIVOS NA FORNALHA ARDENTE:




Ler Dn 3.19-23 - Então Nabucodonosor se encheu de furor  (v. 19) - O rei irou-se a ponto de perder o juízo. É melhor que "todo  o homem  seja  pronto para   ouvir,   tardio  para falar, tardio para se irar." Tiago   1.19.




Lembremo-nos da ira  de Caim (Gên.  4.5),  de Moisés (Num. 20.10), etc. Por causa da sua ira Nabucodonosor errou: 



(1) - Em chamar os "homens mais fortes" para atar os três hebreus, homens mansos e humildes que qualquer soldado sozinho podia subjugar.  




(2) - Na sua fúria, em vez de mandar os servos prepararem um fogo lento, mandou que aquecessem o mais possível o forno, o qual diminuiria os sofrimentos das vítimas, coisa   contrária ao que o rei queria.  




(3) - Ainda mais as chamas intensas consumiram os fiéis servos do rei.





VI - SÃO CONSERVADOS MILAGROSAMENTE:




Ler Dn 3.24-27 - Vejo quatro homens. . . e o aspecto do quarto é semelhante ao filho dos deuses (v. 25): Gloriosa verdade é: todas as vezes que os homens lançam fora um filho de Deus, esse filho encontra a mais doce e íntima comunhão com o seu Senhor.




Outros exemplos: O  cego de nascença. João 9.34,35; Paulo e Silas. Atos 16.19 e 27; João em Patmos. Apocalipse 1.9,10.     




Os três hebreus não foram salvos da fornalha ardente, mas salvos nela, a qual é uma salvação ainda maior.




O fogo não tinha poder algum sobre os seus corpos (v. 27) : O fogo apenas queimou os seus grilhões. O fogo, nem qualquer perseguição, não atinge a vida que é verdadeira, somente consomem os grilhões que nos prendem em um nível baixo e nos libertam para gozar de uma vida inefável.





VI - NABUCODONOSOR GLORIFICA A DEUS:



Ler Dn 3.28-30 - Os três hebreus não escolheram a saída dos crentes que acham melhor desobedecer e assim conservarem-se vivos para continuar a obra de Deus. Se eles se tivessem aproveitado de tal desculpa teriam perdido a grande influência que tinham sobre o rei, como se vê nos versículos 28 a 30.




De qualquer forma, é como Tertuliano declarou e como a história do mundo revela: "O sangue dos mártires é a semente da Igreja." Isto é, onde cai o sangue dos mártires, aí nascem muitos filhos para Deus - Lucas 21.16, 18.




Todas as vezes que um filho de Deus é vencido na tentação de agradar aos homens, ele perde a oportunidade de glorificar ao Deus verdadeiro.




Mas todas as vezes que tem uma experiência mais íntima do poder de Deus, aumenta também a esfera de seu ministério.




Lembremo-nos, cheios de gratidão, de que a liberdade de cultos e de crença, da qual gozamos, foi ganha pela fé, heroísmo e sacrifício de alguém como os três hebreus.




Fato é, e sempre sem exceção, que o melhor culto do mundo é oco e vão, enquanto que até mesmo na fornalha de fogo ardente pode-se gozar da presença de Deus.





VII - CONSIDERAÇÕES FINAIS:




O primeiro império mundial, o de Nabucodonosor, iniciou-se com a inauguração de uma estátua (Daniel 3) para ser adorada por todos os habitantes da terra.




O último império gentílico, o do Anticristo no tempo do fim, erguerá outra imagem deslumbrante e serão mortos todos aqueles que não a adorarem - Apocalipse  13.14,15.




Devemos sujeitar-nos "a toda a ordenação humana por amor do Senhor; quer ao rei como superior, quer aos governadores." I Pedro 2.13.




Porém, tanto o exemplo dos três hebreus como várias outras Escrituras nos ensinam que devemos obedecer ao Soberano dos soberanos, antes de qualquer autoridade civil - Atos 4.18,19.




Tal fidelidade, como a dos três hebreus, é o fruto do Espírito Santo - Gálatas 5.22  (Almeida, Revisão Autorizada).


FONTE DE CONSULTA E PESQUISA:
Espada Cortante Vol 1 – CPAD – Orlando Boyer