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3 de fev de 2016

1º TRIMESTRE DE 2016 - LIÇÃO Nº 06 - 07.02.2016 - O TRIBUNAL DE CRISTO E OS GALARDÕES"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL 
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ 
LIÇÃO Nº 06 - DATA 07/02/2016
TÍTULO: “O TRIBUNAL DE CRISTO E OS GALARDÕES”
TEXTO ÁUREO – I  Cor 5.10
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Cor 3.11-15
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO





I – INTRODUÇÃO:



II Cor 5.10 - O julgamento das obras do crente (não os pecados) é o que está sendo discutido. Os seus pecados foram expiados e nunca mais serão lembrados (Hb 10.17); mas cada obra deve ser julgada (Mt 12.36; Rm 14.10). O resultado é a recompensa ou perda dela.



Duas passagens dão detalhes relativos ao juízo das obras do crente: I Cor 3.13-15 e II Cor 5.10.



Este julgamento vai acontecer após o arrebatamento da Igreja e para alguns redundará em recompensas.




II - O TRIBUNAL DE CRISTO:



Para dirimir as dúvidas existentes com relação ao Tribunal de Cristo, analisaremos a palavra TRIBUNAL no texto original, objetivando mostrar a diferença entre um TRIBUNAL DE JULGAMENTO e um TRIBUNAL DE AVALIAÇÃO DAS OBRAS. Vejamos:



(1) - Há duas palavras na língua original do Novo Testamento que esclarecem bem o sentido da palavra TRIBUNAL:



(1.1) – “CRITERION”, registrada em Tg 2:6 e I Cor 6:2, 4; e



(1.2) – “BIMÁ”, encontrada em II Cor 5:10 e Ne 8:4.



“CRITERION” significa: “INSTRUMENTO OU MEIO PARA PROVAR OU JULGAR QUALQUER COISA”; “O LUGAR ONDE SE FAZ UM JUÍZO” – Isto é, O Tribunal de um Juiz ou de Juízes.



“BIMÁ” significa: “UMA PLATAFORMA OU UM BANCO DE ASSENTO, ONDE O JUIZ JULGA”.



Na época do apóstolo Paulo, havia TRIBUNAIS MILITARES (“CRITERION”); e



O TRIBUNAL DA RECOMPENSA (“BIMÁ”) – Especialmente utilizado nos jogos gregos de Atenas. Os atletas vencedores eram julgados perante o juiz da arena e galardoados por suas vitórias.




III - ASPECTOS GERAIS DO TRIBUNAL DE CRISTO:



(1) - O TEMPO – Dar-se-á por ocasião de um tempo especial e determinado depois do arrebatamento da Igreja;



(2) - O LUGAR – Não há texto específico que declare o local, mas o contexto bíblico indica que, uma vez a Igreja arrebatada até as nuvens, nos céus, a instalação do Tribunal de Cristo, inevitavelmente, terá de ser no céu, as regiões celestiais;



(3) - OS JULGADOS – II Cor 5:1-10 – Indubitavelmente, as pessoas julgadas neste Tribunal são os santos remidos por Cristo; aqueles que lutam nesta vida para alcançarem o privilégio de serem revestidos de uma habitação espiritual no céu.



(4) - O JUIZ – II Cor 5:10 – Será O Filho de Deus. Faz parte da exaltação de Cristo depois de Sua conquista no Calvário, receber do Pai toda a autoridade e poder para julgar.



(5) - A FORMA DO EXAME – Não se trata de examinar quem será salvo ou não, visto que todo crente está livre do juízo, se permanecer fiel até o fim – Jo 5:24; Rm 8:1; I Jo 4:17.



Então, o julgamento não tratará da questão do pecado, de condenação, uma vez que o pecado já foi abolido na vida do crente e, por isso, ele estará no céu.





IV - OS MATERIAIS DA OBRA DE CADA CRENTE:



I Cor 3:12 – Os três primeiros são resistentes ao fogo do julgamento de Cristo; os três últimos são frágeis, inflamáveis e perecíveis; não resistirão ao juízo de fogo.



A OBRA DE CADA UM SERÁ PROVADA – I Cor 3:13-15 – O Tribunal de Cristo avaliará os materiais que temos utilizado na construção do edifício da nossa vida cristã.



O JUÍZO DETERMINARÁ A QUALIDADE DAS OBRAS FEITAS – II Cor 5:10 – A palavra “MAL”, na língua grega, aparece como “KAKOS” ou “PONEROS” e, ambas, significam “AQUILO QUE É ETICAMENTE MAL”.



Porém, a palavra “PONEROS” além de denotar maldade, tem o sentido de se estar praticando alguma coisa de total inutilidade.



Portanto, o que Paulo entendia como obras más era a prática de coisas sem utilidade algumas, feitas com materiais espiritualmente imprestáveis.




V - PERDA DA RECOMPENSA:



 I Cor 3:14 – O fogo do Tribunal de Cristo é figura da luz que revela as impurezas, ou seja, a purificação. Portanto, as obras feitas por impulso carnal e para a ostentação da carne, não suportarão o calor do fogo de Deus; por mais bonitas que sejam, serão reprovadas.





IV - OBTENÇÃO DA RECOMPENSA



I Cor 3:15 – O N.T. apresenta várias recompensas, mas destaca algumas relativas às atividades especiais.



O próprio Senhor Jesus, Juiz desse Tribunal, é quem fará a entrega dos prêmios, galardões e recompensas – II Cor 9:6; I Cor 4:9; Apc 22:12.





V - TIPOS DE RECOMPENSA



O N.T. usa uma linguagem especial dos tempos do primeiro século da era cristã relativa ao tipo de galardão que os vencedores das olimpíadas gregas e romanas recebiam como prêmio. Havia coroas de vários materiais representando o tipo de vitória conquistada por aqueles vencedores:



(1) – A COROA DA VITÓRIA ou INCORRUPTÍVEL – I Cor 9:25 – Para o crente que domina e conquista o “velho homem”;



(2) – A COROA DE GOZO ou ALEGRIA – I Ts 2:19; Fp 4:1 – Para o crente que ganha almas para o Reino de Deus – Pv 11:30; Dn 12:3;



(3) - A COROA DA JUSTIÇA – II Tm 4:7-8 – É o prêmio dos crentes fiéis, batalhadores da fé, combatentes do Senhor, os quais, vencendo tudo, esperam e amam a vinda de Jesus.



(4) - A COROA DA VIDA – Tg 1:12; Apc 2:10 – Não se trata da simples vida que temos aqui. Essa coroa é um prêmio especial porque implica conquista de um tipo de vida superior à vida terrena, ou à simples vida espiritual, como a tem os anjos. É modalidade de vida conquistada mediante a obra expiatória de Cristo Jesus – a vida eterna.



(5) - A COROA DE GLÓRIA – I Pe 5:2-4 – Certos eruditos na Bíblia entendem que esta coroa é o galardão dos ministros fiéis que promoveram o Reino de Deus na Terra, sem esperar recompensa material. Será um juízo de recompensa e se refere somente à Igreja arrebatada.



(6) - Não envolverá a perdição eterna.




(7) - O Senhor recompensará as obras que Seus filhos realizaram por amor a Ele (Hb 6:10; 10:32-37; I Cor 3:8)



(8) - Os julgados serão somente os filhos de Deus (II Cor 5:10)



(9) - O Senhor exigirá prestação de contas sobre:



(A) - Nosso tempo – Ef 5:15-17;



(B) - Nossos dons e capacidades (I Cor 12:11);



(C) - Nossos talentos (Mt 25:14-19);



(D) - Nossas negligências (Mt 25:44-46; Tg 4:17) - Aquilo que acertarmos aqui com Deus, lá não aparecerá mais (I Jo 1:9; Sl 32:5);



(E) - Os desígnios (intenções) do coração - I Cor 4:1-5;



(F) – Nossa dedicação no trabalho espiritual e material - Cl 3:22-24; Ef 6:5, 9 cf I Cor 15:58;



(G) – Nossos trabalhos ministeriais - I Cor 3:10-15




VI – CONSIDERAÇÕES FINAIS:



Paulo relembrou aos Coríntios que os atletas se esforçam “para alcançar uma coroa corruptível” (1 Co 9.25).



É importante que aquele que busque conquistar a coroa se esforce segundo as normas (2 Tm 2.5).



Usualmente a coroa do crente, só será recebida na vida vindoura, como diz Paulo: “a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele dia” (2 Tm 4.8). Há referências Igualmente, a “coroa da vida” (Tg 1.12); (Ap 2.10), à “imarcescível coroa da glória” (1 Pe 5.4).



As coroas podem ser perdidas, pois os crentes são exortados a segurarem o que possuem, para que não lhes seja tirado a coroa (Ap 3.11).



Deus coroou o homem “de glória e de honraria” (Hb 2.7), e Jesus foi semelhantemente coroado “para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem” (Hb 2).



FONTES DE PESQUISA E CONSULTA:

Eis o Noivo – Obra Missionária Chamada da Meia-Noite – Wim Malgo

Lições Bíblicas CPAD – 3º Trimestre de 1998 – Comentarista: Elienai Cabral