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15 de abr de 2015

2º TRIMESTRE DE 2015 - LIÇÃO 03 - 19.04.2015 - "A INFÂNCIA DE JESUS"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL 
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ 
LIÇÃO Nº 03 - DATA: 19/04/2015 
TÍTULO: “A INFÂNCIA DE JESUS"
TEXTO ÁUREO – Lc 2.52
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Lc 46-49; 3.21-22
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/







I – INTRODUÇÃO:



O N.T. relata a vida de Jesus e conta-nos os acontecimentos que marcaram Seu nascimento e Seu ministério. Com exceção de um episódio aos doze anos de idade, nada é dito sobre Sua infância ou o que aconteceu até os trinta anos.




II – O CRESCIMENTO E O DESENVOLVIMENTO NATURAIS DE JESUS:



Lc 2:40, 46, 52 – A humanidade de Jesus passou pelos diversos estágios de desenvolvimento, como qualquer outro membro da raça. Da infância à juventude e da juventude à idade adulta, houve crescimento constante, tanto em Seu vigor físico como em Suas faculdades mentais. Até que ponto Sua natureza impecável influiu em Seu crescimento, não somos capazes de afirmar.


Parece claro, entretanto, pelas Escrituras, que devemos atribuir o crescimento e o desenvolvimento de Jesus à observância das leis da natureza, à educação que Ele recebeu em um lar piedoso. Pode-se atribuir Seu desenvolvimento, também, às instruções recebidas no templo, por Seu próprio estudo pessoal das Escrituras e por Sua comunhão com o Seu Pai.



Tanto o elemento humano como o divino participaram de Sua criação e Seu desenvolvimento, que foram tão reais na experiência de Jesus como na de qualquer outro ser humano.



Mt 3:17 – Sem dúvida alguma, Jesus passou o tempo de Sua infância e juventude fazendo o que precisava fazer, com a mesma dedicação que mais tarde caracterizaria Seu ministério. Sua fidelidade foi reconhecida no momento do Seu batismo, quando se ouviu a voz de Deus-Pai. Nenhum milagre, nenhum discurso, nada havia sido feito em grande escala até então, mas sabemos que o Pai se agradava do Filho.


Seja lá o que for que Jesus tenha feito durante os anos de silêncio, foi bem feito, agradou ao Pai celestial e, embora desejemos conhecer mais, devemos contentar-nos em saber que Jesus permaneceu fiel a Seu chamado durante a juventude.




III – A PRIMEIRA INFÂNCIA DE JESUS:



(1) - JESUS EM BELÉM – (Lc 2:22-39) – Lucas relata o nascimento de Cristo, festejado pelos anjos e pastores. Nada mais informa, até a Sua apresentação no Templo, quarenta dias após o Seu nascimento, conforme a lei e o retorno de Seus pais para a Galiléia.



(2) - JESUS NO TEMPLO – Simeão e Ana tomaram a Jesus nos braços e profetizaram a respeito dEle, no momento de Sua apresentação, para o cumprimento das ordenanças divinas. Jesus era o Unigênito de Deus Pai e o primogênito de Maria. Conforme a Lei, aos quarenta dias, era levado ao templo para ser consagrado ao Senhor. Por isso, Jesus também foi apresentado a Deus (Ex 22:29 cf Lc 2:23) - (Lv 12:1-6).



A lei exigia um cordeiro e um pombinho. Os pobres, porém, poderiam oferecer duas rolinhas ou dois pombinhos em vez do cordeiro. Maria e José eram pobres. Jesus foi criado por homem e mulher pobres; passou 30 anos na casa de pobres; comia comida de pobres; vestia roupa de pobres; exercia ofício de pobres; conheceu os problemas e os sofrimento dos pobres.



(3) - O RESGATE DO PRIMOGÊNITO – Nm 18:15 – De acordo com a lei, o primogênito era consagrado a Deus. A Bíblia porém, não faz menção sobre o resgate de Jesus.



(4) - A VISITA DOS MAGOS – Os pastores adoraram o menino Jesus na estrebaria em Belém, os magos não. A visita destes aconteceu, provavelmente, alguns meses depois do nascimento de Jesus. Alguns estudiosos acham que seis meses ou mais (Mt 2:11); a fuga para o Egito aconteceu depois (Mt 2:13).




IV – A SEGUNDA INFÂNCIA DE JESUS:



(1) - O CUIDADO PATERNO E O DESENVOLVIMENTO DE JESUS – Em Sua infância Jesus dependeu dos cuidados dos pais, como qualquer outra criança.



(2) - O DESENVOLVIMENTO DISTINTO DE JESUS - Lc 2:40 – Jesus evidenciou um desenvolvimento distinto dos demais meninos. Quando outras crianças eram fracas no entendimento e inaptas para certas resoluções, Jesus se mostrou forte no espírito e tomou decisões corretas.



Pelo Espírito Santo, Seu ser revestia-se de extraordinário vigor. Enquanto outros meninos sofriam a influência da natureza pecaminosa, Ele se colocava acima de tais influências. Era o alvo do favor divino. São estes, apenas, os dados históricos que registramos da infância do nosso Salvador, antes do Seu aparecimento no Templo, aos doze anos. Vejamos o desenvolvimento que o Senhor quer ver em Seus filhos (cf I Pe 2:1; II Pe 1:5-8; 3:18; Hb 5:11-6:3).




V – A ADOLESCÊNCIA DE JESUS:



O que chamamos de adolescência de Jesus é a Sua idade de doze anos, quando foi com Seus pais a Jerusalém.



(1) - O EXEMPLO DOS PAIS E A VOCAÇÃO DE JESUS – (Lc 2:41-42) – O comparecimento ao culto de Deus faz parte dos preceitos divinos e tem relação com o bem estar espiritual dos seus filhos, desde os longos anos antes de Cristo. Os pais de Jesus subiam, anualmente, a Jerusalém, para a Páscoa. Jesus, aos doze anos, foi com eles e marcou esta etapa de Sua vida com um belo exemplo de dedicação a Deus. Nazaré distava de Jerusalém 120 km e José e Maria eram pobres. Jesus escolheu para o ambiente de Sua mocidade um lar modelo: José era justo (Mt 1:14) e Maria andava com Deus (Lc 1:48).



(2) - JESUS OBEDECEU AOS PRECEITOS JUDAICOS – Os mestres preceituavam que, a partir dos doze anos, os adolescentes começariam a jejuar de vez em quando e, a partir daí, seriam considerados filhos da sagrada aliança. Os que dessem provas de obediência e consagração, fariam parte da vida religiosa de Israel. Jesus satisfez a essas exigências, por força da vocação divina.



(3) - OS PAIS DE JESUS EM JERUSALÉM – Lc 2:44-45 - Os pais permaneceram em Jerusalém durante os dias da Páscoa. Ao voltarem, verificaram que o menino não os acompanhara. Procuraram-no durante três dias entre os companheiros de viagem e os parentes e não o encontraram. Jesus estava no templo, com os doutores da Lei. Em sentido figurado, isto nos ensina que é mais fácil encontrá-lo na Igreja do que entre amigos e parentes (Sl 26:8). Jesus permaneceu em Jerusalém, mesmo depois da festa. Toda a vida de Jesus, desde a infância, é um livro aberto que nos ensina verdades profundas e eternas (I Pe 2:21b).



(4) - A PERSISTENTE PROCURA DOS PAIS – Jesus estava no Templo, mas Seus pais não o sabiam. Preocupados com a Sua ausência, procuraram-No até encontrá-Lo em Jerusalém. Este exemplo orienta os que se separam de Cristo: O certo é voltarem ao lugar onde Jesus pode ser encontrado, onde já estiveram: NA CASA DO SENHOR!




VI – EXEMPLOS DO DESENVOLVIMENTO DE JESUS:



(1) - EXEMPLO DE DEDICAÇÃO ESPIRITUAL – Lc 2:46 – No terceiro dia, os pais de Jesus O encontraram no Templo entre os doutores. Eles discutiam as questões fundamentais das Escrituras. Isto não era somente uma instância da divina sabedoria na vida de Jesus, mas, também, revelava o Seu desejo de crescer, tanto no conhecimento como de comunicar aos Seus ouvintes a sabedoria de Deus. Desse modo, tornava-se o grande exemplo para os garotos de sua idade, que aprendem com Cristo a se deleitar na companhia dos que lhes proporcionam instrução e dignificam suas vidas no vigor dos dias.



(2) - JESUS OS OUVIA – Os que desejam aprender as coisas espirituais, devem estar prontos para ouvir, reverentes para aceitar e dóceis para obedecer.



(3) - JESUS LHES PERGUNTAVA – Conquanto já tivesse autoridade divina para ensinar, Jesus perguntava, pois desejava aprender (Lc 2:47).



(4) - A PREOCUPAÇÃO DE MARIA – Lc 2:48 - Ao vê-lo no Templo, Maria tranqüilizou-se e maravilhou-se aos ver como era admirado e respeitado pelos doutores da Lei. Os pais de Jesus o buscaram com preocupação, mas o encontraram com alegria e grande júbilo.



(5) - JESUS NA CASA DO PAI – Lc 2:49 – O desenvolvimento espiritual de Jesus concedeu-eu, aos doze anos, consciência da importância de Deus em Sua vida. Cuidar dos negócios do Pai, fazer a Sua vontade e realizar a Sua obra eram os principais objetivos da vida terrena de Jesus. Para Ele, era mais importante do que comer, beber e o aconchego do lar paterno.



(6) - JESUS, EXEMPLO DE SUBMISSÃO – Lc 2:51 - Submissão é hoje uma palavra fatídica para muita gente, especialmente para adolescentes e jovens que aspiram a liberdade que, não raro, os leva a fins trágicos. Submissão significa sujeição aos superiores. O sentido da submissão de Jesus tem relação com Sua atividade de carpinteiro, sob a orientação de José (Mt 13:55: Mc 6:3).




VII - CONSIDERAÇÕES FINAIS:



II Pe 3.18 - O alvo do crente é o crescimento. Porém, este crescimento não acontece de qualquer forma; antes ocorre nas esferas da graça e do conhecimento do Senhor.



Crescimento sem conhecimento é uma deformação, assim como o é também, o crescimento sem a graça.



O cristão deve atentar para o fato de que onde se privilegia apenas o conhecimento intelectual, sem a adição da graça, o levará a una vida árida.



Da mesma forma, esse mesmo crescimento, onde se privilegia apenas a revelação e menospreza a razão, conduzirá ao fanatismo.



O crente deve, a exemplo do seu Senhor, crescer de forma integral.







FONTES DE CONSULTA:

1.    Teologia Elementar – Imprensa Batista Regular – E. H. Bancroft
2.    101 Perguntas que as Pessoas Mais Fazem Sobre Jesus – JUERP – Don Stewart
3.       Lições Bíblicas CPAD – 2º Trimestre de 1994 – Comentarista: Estevam Ângelo de Souza