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30 de jan de 2011

1º TRIMESTRE - LIÇÃO Nº 06 - 06/02/2011 - "A IMPORTÂNCIA DA DISCIPLINA NA IGREJA"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 06 - DATA: 06/02/2011
TÍTULO: “A IMPORTÂNCIA DA DISCIPLINA NA IGREJA”
TEXTO ÁUREO – Hb 12:11
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: At 5:1-11
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/



I – INTRODUÇÃO:

• Presentemente, há nas Igrejas uma notória tendência de relaxamento na disciplina, extirpando medidas tais como a exclusão de alguém da comunhão da Igreja.

• Existe também uma tendência bem evidente de ressaltar o fato de que a Igreja é uma grande agência missionária. Porém, esquecem-se de que, acima de tudo, ela é a “ASSEMBLÉIA DOS SANTOS”, na qual não podem ser tolerados os que vivem em pecado!

• Ainda mais: Alegam que os pecadores devem ser agregados à Igreja e não excluídos dela. Mas é preciso lembrar que eles devem ser agregados à Igreja como “SANTOS” e que não terão um lugar legítimo na Igreja enquanto não confessarem seus pecados e não lutarem pela santidade em seu viver.

• Lembremos: O Senhor é um Deus de ordem! A disciplina na Igreja exprime um principio divino: Afirma que, desde o início dos tempos, Deus castiga o pecado – Gn 3:9-24; Dt 28. Assim deve haver disciplina na Igreja (Hb 12:5-1 l).


II – O ESPÍRITO SANTO PRESENTE NA DISCIPLINA:

• At 5:1-14 – Ananias e Safira sabiam que estavam enganando a Igreja: venderam a propriedade e concordaram em agir como se estivessem doando tudo, quando estavam dando apenas uma parte. Mas a história não dá a impressão de que pecavam! Afinal, estavam fazendo algo bom e generoso.

• At 5:3-6 - O coração de Ananias batia acelerado diante da vibração do público, mas Pedro não estava sorrindo. O coração descompassado de Ananias parou e ele não pode mais respirar, findando ali a sua vida.

• At 5:7-10 - Três horas se passaram, e Safira manteve a mentira que havia combinado com seu marido, sem saber o que havia acontecido. O resultado foi drástico para a esposa.

• Deus feriu com severidade a Ananias e Safira para que se manifestasse Sua aversão a todo engano, mentira e desonestidade no Seu reino. O ato daquele casal mereceu o justo juízo de Deus (Ef 1:4; Hb 13:12).

• At 5:5, 11 - Houve um grande temor em toda a Igreja – O julgamento divino contra o pecado de Ananias e Safira levou a um aumento de humildade, reverência e temor do povo para com um Deus santo.

• Sem o devido temor do Senhor Jeová e da Sua ira contra o pecado, o povo de Deus voltará, em pouco tempo, aos caminhos ímpios do mundo, cessará de experimentar o derramamento do Espírito Santo e a presença milagrosa de Deus, sendo-lhe cortado o fluxo da graça divina (Pv 11:1; 12:22; 20:10, 17).

• Leiamos mais vez At 5:12-16 e perguntemos a nós mesmos:

• (1) - A disciplina de nossa Igreja é tal que os membros temem pecar?

• (2) - O povo do mundo receia o ambiente entre nós, porque o pecado é descoberto e disciplinado pelo Espírito Santo?

• (3) - Se os apóstolos tivessem tolerado o pecado de Ananinas e Safira, permitindo o casal ficar em seu meio, os pecadores teriam entregado suas vidas ao Senhor?

• A comunidade observou que existia um povo que não suportava pecado! Anelou em viver numa Igreja onde tinha certeza de que todo engano e pecado eram corrigidos! Os que se conformam com o pecado e não querem viver uma vida santa, sempre evitam tais Igrejas!

• Depois da disciplina de Ananias e Safira, a Igreja ficou tão cheia da virtude do Espírito Santo, que os enfermos sobre os quais caísse a sombra de Pedro, eram curados!

• Desta forma, a disciplina é uma bênção e uma necessidade na Igreja (At 5:11; II Ts 3:6-14; Rm 16:17-18).


III - O DESCASO COM O PECADO NA IGREJA:

• Leiamos I Cor 5 – Nesta passagem bíblica, o transgressor prosseguiu na Igreja como se nada tivesse acontecido.

• A congregação, por sua vez, ignorou o assunto. Tratava-se de um pecado hediondo: Um membro da Igreja estava vivendo com sua madrasta, conjugalmente. A lei de Deus condenava tais práticas (Lv 18, Dt 22; 27; 30). No Sermão da Montanha, Jesus confirmou esses ensinos (Mt 5.17, 18).

• Era preciso restaurar o irmão transgressor e, ao mesmo tempo, corrigir a atitude repreensível da Igreja.

• Podemos observar do texto bíblico em comento:

• (A) - O terrível pecado de comissão daquele cristão de Corinto: "Quem abusa da mulher de seu pai". Um pecado abominável de perversão sexual.

• (B) - O escândalo público daquele pecado continuado, sem disciplina da Igreja: "Geralmente se ouve que há entre vós".

• (C) - A espiritualidade de uma Igreja não é garantia contra incursões do pecado na vida dos crentes. Operavam na Igreja de Corinto os dons espirituais, mas isso não isentou os crentes de problemas e males.

• (D) - Crentes divididos e orgulhosos como os de Corinto (I Cor 3) ficam enfraquecidos e tornam-se presa fácil do inimigo.

• (E) - Paulo estava ausente, mas é como se estivesse presente. É a unidade cristã - Ef 4.2-6 cf I Cor 5:4.

• (F) – I Cor 5:5 - "Para destruição da carne" - No original, esta expressão não tem o sentido de aniquilar, mas de arruinar. Certamente um tipo de enfermidade maligna tendo como objetivo a salvação do espírito. Um caso parecido temos em I Tm 1.20.

• (G) – I Cor 5:6-8 - O "Fermento" na massa espiritual da Igreja - Diz o adágio: "Um soldado inimigo dentro do nosso acampamento é pior do que mil do lado de fora".

• (H) – I Cor 5:9-12 - O crente não deve comungar com incrédulos. “Comer” não é apenas deglutir o alimento, mas também entrar em acordo, aprovar e comungar.

• (I) – I Cor 5:13 – Um santa congregação do Senhor Jesus Cristo...:

• (I.1) - Não deve sancionar conduta imoral de ninguém;

• (I.2) - Deve manter a pureza do Evangelho (Mt 13.47-49);

• (I.3) - O viver do crente deve ser bem diferente do viver do incrédulo; e

• (I.4) - A Igreja, como corpo local, tem o direito de disciplinar os membros faltosos.


IV – FORMAS DE DISCIPLINA A SEREM APLICADAS:

• Conforme a gravidade do caso, algumas formas de disciplinas devem aplicadas na Igreja:

• (1) - ADVERTÊNCIA E EXORTAÇÃO PESSOAL (Mt 18:15; Gl 6:1);

• (2) - VISITAÇÃO ACOMPANHADA (I Cor 4:14-21; Mt 18:15-17);

• (3) - ADVERTÊNCIA PÚBLICA (I Tm 5:20);

• (4) - COMUNICAÇÃO ESCRITA (II Cor 7:8-10);

• (5) - A SUSPENSÃO DA IGREJA- II Ts 3:14-15 - é uma forma menos rigorosa, em que o faltoso fica sujeito a uma suspensão de algum cargo que ocupa, da santa ceia, etc. Contudo, ele continua membro da Igreja ou, como diz a Bíblia, deve ser tratado como irmão. Tudo com a finalidade de ajudá-lo a despertar e consertar-se.

• (6) - A EXCLUSÃO - quando as outras medidas não surtirem efeito, então resta somente o último recurso: A EXCLUSÃO DA IGREJA. O faltoso é então separado da comunhão com a Igreja, isto é, não é mais considerado membro, mas como gentio e publicano. Nesse caso, o ato de exclusão é apenas uma expressão daquilo que o Senhor da Igreja já fez – Mt 18:17.


IV.1 - OBSERVAÇÕES:

• (1ª) - O objetivo principal da disciplina cristã não deve ser ignorar o faltoso ou tornar-se indiferente com ele, tampouco perdê-lo, mas ganhá-lo de volta para Cristo (Tg 5:19-20). Esta tarefa é para pessoas espirituais (Gl 6:1-2)

• (2ª) - Sempre que for possível, a pessoa disciplinada ou desviada deve ser visitada e procurada, visando-se a sua restauração espiritual.

• (3ª) - A disciplina, quando aplicada segundo o espírito de Cristo, não se destina a empurrar a pessoa para o inferno, e, sim, livrá-la de lá (se essa pessoa entrar pelo caminho do arrependimento, do abandono dos seus pecados e do perdão da Igreja) – II Cor 2:6-10.


V – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• As marcas da Igreja, em particular, são: A FIEL PREGAÇÃO DA PALAVRA; A CORRETA MINISTRAÇÃO DOS SACRAMENTOS e O FIEL EXERCÍCIO DA DISCIPLINA.

• O fiel exercício de disciplina é deveras essencial para a manutenção da pureza da doutrina e para salvaguardar a santidade dos sacramentos. As Igrejas que relaxarem na disciplina, mais cedo ou mais tarde, sofrerão, em sua esfera de influência, um eclipse da luz da verdade e abusos nas coisas santas. Daí, a Igreja que quiser permanecer fiel ao seu ideal, na medida em que isto é possível na terra, deverá ser diligente e conscienciosa no exercício da disciplina cristã.

• Lembremo-nos: DEUS CONTINUA SENDO SANTO! ELE NUNCA DEIXOU E NEM DEIXARÁ PASSAR IMPUNEMENTE O PECADO NA IGREJA!


FONTES DE CONSULTA:


1. A Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD

2. Disciplinas do Homem Cristão – CPAD – R. Kent Hugles

3. Lições Bíblicas – 3º Trimestre de 1997 – Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

4. Lições Bíblicas – CPAD – 4° Trimestre de 1997 – Comentarista: Antônio Gilberto

23 de jan de 2011

1º TRIMESTRE - LIÇÃO Nº 05 - 30/01/2011 - "SINAIS E MARAVILHAS NA IGREJA"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 05 - DATA: 30/01/2010
TÍTULO: “SINAIS E MARAVILHAS NA IGREJA”
TEXTO ÁUREO – Hb 2:4
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: At 3:1-11
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/



I – INTRODUÇÃO:

• Os Evangelhos registram mais de 50 casos de operação de milagres efetuados por Jesus. Multidões foram curadas e libertadas do poder maligno e muitos foram ressuscitados. Eles incluem também a natureza. Mateus é o evangelista que registra mais milagres de Jesus. Mateus é o Evangelho do Rei, e nele o Rei demonstra a Sua soberania sobre tudo, inclusive o império do mal e da morte. O Antigo Testamento já profetizava a respeito: "E o seu nome será: ... MARAVILHOSO..." (Is 9.6).


II – O QUE É MILAGRE?:

• A definição mais simples é: UMA INTERFERÊNCIA DE UMA LEI DIVINA SUPERIOR NAS LEIS NATURAIS, MEDIANTE PODER SOBRENATURAL. Um milagre divino vai além da compreensão e capacidade intelectual e científica do homem.

II.1 - TERMOS DECRITIVOS DOS MILAGRES DE JESUS:

Há quatro termos originais; os três primeiros aparecem juntos em At 2.22: - “... A Jesus Nazareno, varão aprovado por Deus entre vós com MARAVILHAS, PRODÍGIOS e SINAIS, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis”.

• O quarto termo, “OBRAS”, consta em outras passagens bíblicas conforme veremos.

• (1) – MARAVILHA = “TERAS” - Significa algo extraordinário, estranho, fora do comum. A maravilha, pois, apela à imaginação do homem, falando do poder sobrenatural de Jesus.

• (2) – PRODÍGIO = “DUNAMIS” - Significa poder real. O milagre tipo prodígio demonstra o poder de Deus, e apela à nossa admiração, pasmo, reverência. É o exercício do poder divino na esfera deste mundo humano e natural.

• (3) – SINAL = “SEMEION” - Significa marca, prova. O milagre com este nome é um meio autenticador divino e apela à nossa razão. Como sinal fala do reino espiritual superior de Deus, cujas verdades são simbolizadas por estes sinais reveladores. Portanto, este termo destaca o aspecto teológico e doutrinário do milagre divino.

• O Evangelho de João - O Evangelho do Filho de Deus -, sempre chama os milagres de Jesus de sinais, isto é, provas da Sua divindade e da obra divina que Ele veio realizar.

• (4) – OBRAS = “ERGA” - Jo 5.20; 7.3; 10.25; 15.24 - "Erga" vem de "ergon" que significa obra, trabalho, produto, operação. Este termo aplicado por Jesus aos Seus milagres, fala deles como parte da Sua obra redentora em favor do homem, testemunhando ao mesmo tempo dEle como o enviado do Pai.


III - O PODER DE JESUS SOBRE A NATUREZA:

• Mc 4:35-41 - As rajadas de vento que sobrevêm ao Lago da Galiléia são frequentemente súbitas e fortes. Quando isto aconteceu aos discípulos, eles devem ter posto em ação toda a sua perícia e começaram a tirar a água do barco com todas as vasilhas que encontraram, o mais depressa possível. Porém, ainda assim, as altas ondas e o vento os levaram às raias do desastre.

• ONDE JESUS ESTAVA? - Lá atrás, na popa do barco, dormindo, enquanto tudo aquilo acontecia!

• Mateus e Lucas amenizam o grito dos discípulos, de forma que não parece que eles estão repreendendo Jesus (Mt 8:25; Lc 8:24).

• Mas a narrativa de Marcos apresenta os discípulos se queixando. Parafraseando-os: - “Ó Senhor, nem se importa quando estamos a ponto de naufragar?”. Esse é um grito de medo, de irritação, talvez até de ira.

• O tempo usado para as palavras DORMINDO e o verbo LEVANTANDO-SE, ordinariamente, denota ação duradoura, querendo dizer que Jesus estava dormindo tão tranquilo, que eles tiveram dificuldades em despertá-Lo.

• Levantando-se, Jesus “REPREENDEU O VENTO”. Ele falou também ao mar: - “CALA-TE, AQUIETA-TE” - Mais literalmente (embora menos suave), estas palavras poderiam ser assim traduzidas: “PAREM COM ESSE BARULHO! SEJAM COMO SE ESTIVESSEM AMORDAÇADOS!”.

• As palavras REPREENDEU e AMORDAÇADOS são os mesmos verbos usados para descrever a expulsão de um demônio por Jesus (Mc 1:25).

• Ao comando de Jesus, o vento cessou e a calma se espalhou sobre o mar!

• “POR QUE SOIS ASSIM TÍMIDOS? AINDA NÃO TENDES FÉ? - Mc 4:40 - A calma de Jesus em dormir enquanto o bote estava sendo coberto pelas ondas, estabelece agudo contraste com o medo e a pouca fé dos discípulos.

• Através dos séculos, os cristãos têm aplicado legitimamente esta história aos perigos e crises da vida, obtendo dela a certeza de que Cristo pode nos livrar das tempestades da vida.

• Em seguida ao milagre, eles começaram a perguntar-se mutuamente quem era Jesus. Para eles, aquela maravilha estava abrindo as suas mentes para a verdade de que Jesus era o Cristo e, como eles finalmente iriam reconhecê-Lo: O SENHOR DE TUDO.


IV - O PODER DE JESUS SOBRE OS DEMÔNIOS:

• Mc 1:21-28 - O poder e a autoridade espiritual manifestos pela presença e pela fala do Senhor Jesus inquietaram os demônios.

• Devido o vazio espiritual do povo judeu da época, os demônios estavam muito ativos entre eles.

• Em Lucas 11, Jesus após ensinar sobre a necessidade de se estar cheio do Espírito Santo (Lc 11.13), mostrou imediatamente o perigo de se estar vazio dEle (Lc 11.24-26).

• Não basta a "casa" estar limpa, suprida e arrumada - Lc 11.25 -; é preciso que ela esteja totalmente ocupada pelo Espírito Santo.

• (1) - JESUS INQUIETA OS DEMÔNIOS - Mc 1.23-24 - Talvez ninguém pensasse que um endemoninhado estivesse ali no culto.

• Em nossos dias, há mais endemoninhados do que se pensa! É que às vezes o discernimento e o poder do Espírito não estão operando no ambiente para detectá-los. Jesus logo discerniu que se tratava de um demônio.

• "QUE TEMOS NÓS CONTIGO?" – Mc 1:24 - Por aqui, vemos que havia mais de um demônio naquele homem. Ele falava em nome dos demais que ali estavam, pois usou o pronome "nós". Que situação miserável a daquele homem! Imaginemos se Jesus não estivesse presente! Mas Ele estava e libertou o escravo.

• Hoje, Jesus quer estar entre o povo e vê-lo vivendo em santidade, para que se cumpra o que Ele mesmo declarou: "Em meu nome expulsarão demônios" (Mc 16.17).

• Jesus veio a este mundo para destruir as obras do Diabo, e uma delas é o demonismo que hoje escravisa tanta gente.

• (2) – JESUS EXPULSA O DEMÔNIO - Mc 1.25-28 - Jesus, quando entre os homens, era e é Poderoso, não somente em palavras, mas em obras – Mc 1:22; Lc 24.19.

• A DIFERENÇA - Mc 1.25 - Jesus sabia distinguir entre o homem e o demônio que nele agia. Com poder, Jesus repreendeu o demônio, não o homem. É preciso discernimento do Espírito nesse campo. Um dos dons que o Espírito quer repartir à Igreja tem a ver com isso - l Co 12.10.

• (3) - O RESULTADO DO MILAGRE - Mc 1.28 – “A fama de Jesus espalhou-se” - Num instante os fatos daquela manhã tomaram conta não só da cidade, mas de toda a Galiléia. Perdeu muito quem não foi ao culto naquele dia!


V - O PODER DE JESUS SOBRE AS DOENÇAS:

• Mc 1:29-31 – Jesus, ao sair da sinagoga naquela manhã, foi para a casa de Simão Pedro, ali mesmo em Cafarnaum (Lc 4.38). Pedro, antes, morava em Betsaida, não muito longe dali; depois da chamada para seguir a Cristo, certamente mudou-se para Cafarnaum, onde Jesus residia (Mt 4.13; 9.1).

• Presume-se que Jesus chegou à casa de Pedro por volta de meio-dia, porque após a cura da sua sogra, esta passou a servir-lhes uma refeição, que seria o almoço (Mc 1:31).

• (1) – JESUS VISITA UMA LAR NECESSITADO – Mc 1:29 - Sempre que Jesus faz uma visita é para fazer o bem. Jesus quer visitar cada lar para abençoá-lo. Muitos perdem a bênção da visita de Jesus.

• (2) – JESUS OUVE E ATENDE UM PEDIDO URGENTE – Mc 1:30-31 - O pedido era dos discípulos em favor da sogra de Pedro que estava acamada, com febre alta.

• (3) – SERVINDO A JESUS POR GRATIDÃO – Mc 1:31 - A cura da mulher foi instantânea. Jesus além de curá-la da febre, também restaurou suas forças, pois a febre sempre debilita muito o paciente. A mulher era tanto diligente no trabalho como tinha prazer em servir.


VI – O PODER DE JESUS SOBRE A MORTE:

• O homem moderno tenta desesperadamente escapar da morte. Mas, apesar de todos os tratamentos disponíveis, incluindo o rejuvenescimento e renovação celular, o homem ainda não conseguiu vencê-la. Somente um conseguiu isso: JESUS CRISTO! (Hb 2:14-15; Jo 8:51; 11:25).

• Lc 7:11-18 - A íntima compaixão de Jesus levou-O a operar um milagre sem ser rogado. Às vezes nos falta o ânimo para pedir uma intervenção divina que nos parece impossível e, contudo, Deus responde aos nossos desejos quando não ousamos pedir.

• Jesus tocou o esquife. Sua intenção foi corretamente entendida pelos carregadores, porque pararam. Segue-se então a palavra de autoridade. Jesus falava em seu próprio nome: - "MANCEBO, A TI TE DIGO: LEVANTA-TE". O Príncipe da Vida possuía autoridade para ordenar ao jovem o retorno à vida.

• O toque de Jesus simbolizava o Seu poder em impedir o triunfo da morte. A vida encontrara-se com a morte; a procissão fúnebre tinha de parar. Nem a própria morte pode resistir-Lhe. Jesus tem poder de interferir em nossas catástrofes, nas tragédias da vida e dar-nos vitória, onde tudo parecer perdido! Ele manda na morte, pois É SENHOR DOS MORTOS E DOS VIVOS! (Ex 3:6 cf Rm 14:8)


VII – A COMPAIXÃO DO SENHOR:

• (Mc 1.32-34) – Agora já era chegada a tarde daquele mesmo dia – UM DIA DE MILAGRES.

• O lar que acolhera Jesus passou a ser o local de concentração dos que buscavam a Ele. O povo estava convicto de que o poder de Jesus era eficaz.

• Aquele foi um grande dia de milagres realizados por Jesus. Esse dia ainda não passou, pois Jesus é o mesmo. Ele quer fazer milagres em nosso meio, sabendo nós que o maior deles é a conversão do perdido pecador.

• É NECESSÁRIO CRER NÃO APENAS NO MILAGRE, MAS NAQUELE QUE REALIZA MILAGRES! DEUS NÃO MUDOU, TAMPOUCO SE APOSENTOU! - Hb 13:8


VIII – O PORTADOR DOS DONS DE CURA E OPERAÇÃO DE MARAVILHAS:

• Aqueles que, pela graça de Deus, são portadores destes dons devem ter humildade e direção, porquanto não somos nós quem usamos o Espírito Santo; Ele nos usa de acordo com a Sua soberana vontade - Is 42:8; 48:11; At 3:12; 14:13-15 cf Ef 3:20; I Jo 5:14.

• Os sinais, maravilhas e milagres, resultam em:

• (A) - GLORIFICAR O NOME DE JESUS (Sl 62:11; 89:5; 150:2; Jo 2:11; 10:38; I Cor 4:20);


• (B) - EXPANDIR O REINO DE DEUS, pois...:

• (B.1) - Confirmam a palavra pregada (Mc 16:16-18; Hb 2:3-4);

• (B.2) - Expressam o amor compassivo de Cristo (At 10:38; Mc 8:2; Lc 7:13-15);

• (B.3) - Comprovam a divindade de Cristo (Jo 20:30-31);

• (B.4) - Atraem as almas para Deus (Jo 7:31; At 19:11-20); e

• (B.5) - Trazem salvação (At 4:4; 5:12-14; 9:36-43);


• (C) - FORTALECEM A FÉ DO POVO DE DEUS (Nm 13:20; Jr 32:17; Mt 19:26; Lc 1:37; Jo 14:12-14; II Cor 4:13)


IX – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• Em Seu ministério terreno, o Senhor Jesus se apresentou aos homens como o Médico por excelência: Curou toda sorte de doenças e enfermidades e foi além, fazendo o que nenhum médico seria capaz de fazer: RESSUSCITAR MORTOS!

• Jesus curou sem fazer qualquer exame prévio. Não enviou Seus clientes a qualquer laboratório. Nunca pediu prazo para operar a cura. Nunca tomou muito tempo de qualquer doente. Nunca ordenou que voltassem mais tarde. Não lhe importava a gravidade da doença ou o tempo que atacava o doente. Ele curava com um toque, com um gesto, com uma palavra. Por isso, merece sempre ser chamado de "O MÉDICO dos médicos".


FONTES DE CONSULTA:


1. Lições Bíblicas – CPAD – 4º Trimestre de 1982 – Comentarista: Geziel Gomes

2. Lições Bíblicas – CPAD – 2º Trimestre de 1985 – Comentarista: Antônio Gilberto

3. Malgo, Wim - Jesus Continua Sendo Maior – Obra Missionária Chamada da Meia-Noite

4. Boyer, Orlando S. - Espada Cortante Volume Um - CPAD

16 de jan de 2011

1º TRIMESTRE - LIÇÃO Nº 04 - 23/01/2011 - "O PODER IRRESISTÍVEL DA COMUNHÃO NA IGREJA"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 04 - DATA: 23/01/2011
TÍTULO: “O PODER IRRESISTÍVEL DA COMUNHÃO NA IGREJA”
TEXTO ÁUREO – Ef 43-4
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: At 2:40-47
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/


I – INTRODUÇÃO:

• A Igreja é “UM CORPO” - Ela não pode ser dividida ou cortada e ao mesmo tempo permanecer com vida (I Cor 1:13). Mesmo os carrascos romanos que crucificaram, Jesus respeitaram o seu corpo, não o cortando (Jo 19:31-36).

• A Igreja é “UMA UNIDADE” - Todos os membros, pela operação do Espírito Santo, são formados em UM CORPO (I Cor 12:13);

• A Igreja é “UM ORGANISMO VIVO”, o corpo místico de Cristo (Rm 12:5);

• A Igreja é “UM MESMO EDIFÍCIO” - Todos nós somos pedras vivas de (I Pe 2:4-5),

• A Igreja é “OVELHAS DO MESMO REBANHO” (Sl 79:13; I Pe 5:2-30).

• A Igreja é “A FAMÍLIA DE DEUS” (Ef 2:12-19).

• Esta união não se baseia em nacionalidade, nível social ou cultural, mas todos são UM EM CRISTO (Gl 3:28).

• A IGREJA JAMAIS PODERÁ SER DIVIDIDA!


II – A PALAVRA COMUNHÃO:

• COMUNHÃO = Sentimento de unidade que leva os cristãos a se sentirem um só corpo em Cristo Jesus. Tendo como vínculo o amor, a comunhão cristã desconhece distinções sociais, culturais e nacionais: SOMOS UM EM CRISTO. Eis por que choramos com os que choram e alegramo-nos com os que se alegram.

• Para que este ideal perdure, é mister que coloquemos sempre em prática o seguinte princípio áureo: “AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS AMEI”. Assim, não basta amar o próximo como a nós mesmos; temos de amá-lo como Jesus nos amou. (Gl 6:1-2).


III – A IGREJA DEVE DESFRUTAR DE UMA COMUNHÃO ACIMA DO COMUM:

• At 2:44-47 - O texto diz que os irmãos tinham tudo em comum e ninguém passava necessidade.

• CORRIGINDO UMA DISTORÇÃO: - At 4:32-37 – Esta ação foi voluntária. Logo, NÃO DEVEMOS DIZER QUE ISSO SEJA UMA DOUTRINA A SER SEGUIDA PELAS IGREJAS CHEIAS DO ESPÍRITO SANTO!

• Os comunistas costumam citar essas passagens bíblicas para justificarem suas teorias materialistas. Porém, é uma interpretação arbitrária e totalmente desprovida de consistência. Essas vendas de propriedades era algo voluntário (At 5:4).

• Há também os exploradores da fé do povo que usam essas passagens para extorquirem suas vítimas. Nenhum dos apóstolos pediu que os discípulos vendessem suas propriedades. O que devemos fazer é estudar e procurar imitar o cuidado pelos necessitados (Lv 25:35-38; Dt 15:7-11 cf II Cor 9:9-10).

• Muitos precisam de ajuda financeira, mas muita gente está precisando mais de um olhar, de um ombro amigo, de um abraço sincero, de uma conversa franca, de uma simples atenção.

• Jamais nos esqueçamos: Nossas diferenças podem ser grandes e marcantes, mas o que nos une é muito maior do que o que nos separa: O AMOR DE DEUS (Rm 15:30; Cl 1:18 cf I Pe 2:5.

• Assim como numa construção a argamassa une solidamente as pedras, o amor de Deus pode integrar os crentes na comunhão dos santos.


IV – QUANDO A IGREJA CRESCE, HAVERÁ MAIOR COMUNHÃO ENTRE OS CRENTES:

• At 4:32 - Quando cessa o crescimento da Igreja (conseqüência da falta de envolvimento dos crentes na obra do Senhor), passa a sobrar tempo para a murmuração, as críticas descabidas, as intrigas e a falsa santificação, que expõe os pecados alheios, mas esconde o próprio sob a capa da hipocrisia (Fp 2:14).

• Ao contrário, a Igreja que cresce não tem lugar para conflitos. A unidade daí resultante e a integração de todos em busca do mesmo objetivo, os mantêm ocupados na realização da obra, não havendo tempo “para descer”, como disse Neemias (Ne 6:3).


V – O EXERCÍCIO DA COMUNHÃO:

• No amor ao irmão mais fraco, que depende de ajuda para manter-se de pé (Rm 14:1, 13).

• No companheirismo que honra o próximo ao invés de si mesmo (Rm 12:10).

• Na solidariedade que assiste o irmão necessitado (Gl 6:10).

• Na prática da justiça que não toma para si o que é de outrem (Tg 5:4).

• No uso da misericórdia que aplaca o juízo (Tg 2:13).

• No cuidado para com os que sofrem (Rm 12:15).

• Na ausência de inveja quanto aos companheiros que galgam patamares mais altos na jornada (Tg 3:14-16).

• Na semeadura da paz que mina os facciosos e promove a unidade entre todos.


VI – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• Leiamos I Cor 12:12-30 e façamos um esboço com o seguinte tema:

"FAZEMOS A COMUNHÃO ACONTECER..."

• (1) - ... QUANDO ENTENDEMOS QUE A IGREJA É FORMADA DE PESSOAS DIFERENTES - I Cor 12:12.

• (2) - ... QUANDO ENTENDEMOS QUE A BASE DA COMUNHÃO É A FÉ - I Cor 12:13

• (3) - ... QUANDO ACEITAMOS A DIVERSIDADE DE DONS E MINISTÉRIOS NA IGREJA - I Cor 12:14-20, 28-30 - Para igreja ser o que ela é e alcançar o mundo todo, precisa ser bem eclética! Precisamos admitir que todos membros do Corpo de Cristo tem sua função e importância dentro do plano maior de Deus em salvar o mundo.

• (4) - ... QUANDO ENTENDEMOS QUE NÃO EXISTEM MEMBROS DESONRADOS NA FAMÍLIA DE DEUS - I Cor 12:22-23 cf Sl 16:3 - Todos os santos são ilustres e notáveis diante de Deus.

• (5) - ... QUANDO TEMOS CUIDADO COM A VIDA DO IRMÃO - I Cor 12:25-26 - A Igreja é lugar de encorajamento! Sejamos um encorajador do nosso irmão. A palavra encorajadora tem um poder que não imaginamos! O rendimento de pessoas encorajadas e motivadas é impressionante!

• SE CADA UM DE NÓS TOMAR ESTAS INICIATIVAS PESSOAIS EM NOSSA VIDA, ALCANÇAREMOS A COMUNHÃO CRISTÃ NA IGREJA!


FONTES DE CONSULTA:


(1) - Dicionário Teológico – CPAD – Claudionor de Andrade


(2) - Mil Esboços Bíblicos – Editora Evangélica Esperança – George Brinke


(3) - Teologia Sistemática – CPAD – Eurico Bergstén


(4) - Estudo Bíblico: “Quem sabe, faz a comunhão; não espera acontecer” – de Carlito Paes

10 de jan de 2011

1º TRIMESTRE - LIÇÃO Nº 03 - 16/01/2011 - "O DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO SANTO NO PENTECOSTES"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 03 - DATA: 16/01/2011
TÍTULO: “O DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO SANTO NO PENTECOSTES”
TEXTO ÁUREO – At 1:5
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: At 2:1-6, 12
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/



I – INTRODUÇÃO:

• O Batismo com o Espírito Santo é o cumprimento da promessa do Pai, a expressão dos méritos de Cristo e a feliz experiência de muitos salvos.


II - O FUNDAMENTO BÍBLICO E HISTÓRICO DO BATISMO COM O ESPÍRITO:

• O evento do batismo com o Espírito Santo não surpreendeu, nem trouxe confusão aos estudantes das Escrituras do Antigo Testamento. Ao contrário, era uma bênção já prometida, relacionada com o plano divino da salvação em Cristo.

• A experiência do batismo com o Espírito Santo tem-se feito numa das pedras basilares da doutrina pentecostal, por vários séculos, como uma doutrina tanto bibliocêntrica quanto prática e experimental.

1. PROFECIA DE JOEL - Joel, um dos profetas menores, tem sido chamado “profeta do Pentecoste”, por causa de suas profecias correspondentes ao derramamento do Espírito Santo. Foi à profecia de Joel que Pedro se referiu no dia de Pentecoste, para explicar às multidões o fenômeno que ocorria (At 2.16-18).

2. PROFECIA DE ISAÍAS - Houve outras profecias quanto à vinda do Espírito Santo. Vejamos o que Deus disse por intermédio do profeta Isaías - Is 44.3.

3. PROFECIA DE JOÃO BATISTA - Mt 3:11 – Mais de quinhentos anos haviam-se passado desde que a profecia do Senhor fora dada a Joel, quando, pelas campinas verdejantes da Judéia e pelas margens úmidas do Jordão, apareceu João Batista. O precursor de Jesus, disse que batizava com água para arrependimento, mas viria um maior do que ele, o qual balizaria com o Espírito Santo e com fogo.

• É demais familiar a muitos estudantes da Bíblia que a palavra grega usada por João é “baptizein”, que significa "imergir", "mergulhar". Ou seja, os crentes foram imersos, envolvidos no Espírito.

4. JESUS PREDISSE E PROMETEU – Não tardou até que Cristo, na força do Espírito, começasse o seu ministério, no desenvolver do qual, também falou sobre a obra do Espírito Santo, começando com o novo nascimento, seguindo-se o batismo com o mesmo Espírito. Ele próprio disse quando de sua estada numa festa dos judeus em Jerusalém – Jo 7:38-39.

• Após ressuscitar dos mortos, noutro lugar, antes de subir para o Pai, diante dos seus discípulos, outra vez disse Jesus: At 1.5.

• Após ter dito isto, foi Jesus elevado ao Céu, e, já à mão direita do Pai, cumpre o que prometeu, conforme registra Atos 2.1-13.

• Os anos e os séculos vão se escoando e o momento do arrebatamento da Igreja se aproximando, enquanto milhões de pentecostais, espalhados por todos os continentes, têm experimentado a realidade do cumprimento da promessa do batismo com o Espírito Santo.

• Jesus não somente predisse, mas prometeu que enviaria o Espírito Santo de modo especial - Jo 14.16,17 cf Lc 24.49; At 1:5, 8.


III – A VIGÊNCIA BÍBLICA DAS LÍNGUAS:

Iniciamos este tópico com a seguinte pergunta: AS LÍNGUAS FORAM ABOLIDAS?


• Os que dizem que "sim", baseiam-se em I Cor 13:8-12, afirmando que "a Bíblia" é “O QUE É PERFEITO”. 

• Respondemos: É claro que a Bíblia é perfeita, mas nosso modo de compreender a Bíblia é imperfeito.

• Ensinam, ainda, que as línguas cessaram. 

Respondemos com as seguintes perguntas: Mas, a ciência? Será que passou? Será que as profecias desapareceram?

• Enfim, tudo isso só terminará quando chegarmos nos céus. Lá é que não haverá necessidade de nada disso.

- Leiamos ainda I Cor 14:2

- A expressão "MISTÉRIOS" = SEGREDOS DIVINOS NO ESPÍRITO.

• Quando chegarmos ao céu, não haverá mais mistérios ou segredos, de modo que não será necessário falar em línguas. Enquanto, porém, ainda estivermos aqui (fora do céu), as línguas não cessarão.


• Desta forma, cremos que o falar em línguas estranhas é sinal invariável do batismo com o Espírito Santo, que o crente fala em línguas estranhas, quando é batizado com o Espírito Santo e que fala línguas sempre que permanece cheio do Espírito Santo!

1. O TESTEMUNHO DAS EXPERIÊNCIAS ATUAIS - É fato atestado pela experiência de milhares de servos de Deus, durante séculos, em todo o mundo, que as línguas estranhas se manifestam sempre num transbordar profundo de alegria espiritual, quando o crente está cheio do Espírito.

• Talvez tenha relação a isso a expressão de Lucas: "E os discípulos estavam cheios de alegria e do Espírito Santo"(At 13.52).

• Sem dúvida, por isso, Paulo insista: “Eu quero que todos vós faleis línguas estranhas..." (l Co 14.5).

2. AS EXPERIÊNCIAS DE PAULO QUANTO ÀS LÍNGUAS – At 9:17-18 - Em muitos pontos de vista, as experiências do apóstolo Paulo vão além das nossas atualmente; mas no que diz respeito às línguas estranhas não divergem das nossas. É a conclusão a que chegaremos pelo estudo do trecho que se segue.

- O texto bíblico não diz claramente que ele tenha falado em línguas, mas diz que ele foi cheio do Espírito Santo.

• Paulo não teria sido batizado com o Espírito Santo ou foi batizado e não falou em línguas?

- Uma vez que Paulo diz falar mais línguas que os coríntios (l Co 14.18), a opinião mais comum entre comentaristas das Escrituras é que ele tenha falado em línguas, quando foi cheio do Espírito Santo.

• Se Paulo não fosse batizado com o Espírito Santo, não saberia orientar os crentes em Éfeso, quanto à importância do batismo, e não os teria entendido, quando depois de orar por eles, "tanto falavam em línguas como profetizavam"(At 19.1-6).

3. NO DIA DE PENTECOSTE - O batismo no Espírito Santo, no dia de Pentecoste, foi uma experiência que aconteceu com indivíduos e não meramente a um grupo coletivo. É válido observar que este enchimento individual deu cumprimento à promessa de Jesus em João 7.37-38.

• Cada crente no Cenáculo ficou cheio do Espírito Santo no dia de Pentecoste. Cada um falou em outras línguas pelo poder sobrenatural do Espírito Santo (At 2.1-4).

4. NA CASA DE CORNÉLIO (DEZ ANOS APÓS O PENTECOSTE) - At 10.44-46 - Deus revelara a Pedro que isto iria acontecer e como seria possível. O apóstolo estava cheio de preconceitos contra os gentios, mas Deus usou-o para abrir a eles a porta da graça pela pregação do Evangelho. Então ocorreu uma coisa maravilhosa. Enquanto Pedro continuava seu sermão, repentinamente ouviu alguma coisa fora do comum. Os gentios da casa de Cornélio, o centurião romano, estavam falando em línguas e glorificando a Deus (At 10.46).

• Mais tarde, quando Pedro comentava esse incidente com os apóstolos e os demais irmãos em Jerusalém, definitivamente relacionou a salvação desses gentios com o derramamento inicial do Espírito Santo no dia de Pentecoste (At 11.14-16).

• Foi a ênfase dada pelo apóstolo Pedro e seus companheiros ao fato de que os gentios em Cesaréia haviam recebido o dom do Espírito Santo, da mesma forma como os quase cento e vinte no dia de Pentecoste, que apaziguou o ânimo dos apóstolos em Jerusalém, de sorte que disseram: "Na verdade até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida" (At 11.18).

5. EM SAMARIA - Os informativos de como os samaritanos receberam o batismo com o Espírito parecem omitir qualquer menção à "glossolália". Não há referência direta ao falar em línguas, mas há fortes evidências de que houve línguas estranhas naquela ocasião, como em outras anteriores (At 8.14-19). A terminologia é distinta - "porque não havia descido sobre nenhum deles". É semelhante àquela usada a respeito do que aconteceu em Cesaréia.

• Se não houvesse algum sinal exterior, se Simão não tivesse visto algo diferente acontecer, nada teria a cobiçar. O mago não iria oferecer dinheiro aos apóstolos em troca do poder de provocar aqueles fenômenos, se ele não os tivesse visto? Cremos, portanto, que houve línguas estranhas (At 8.20-21).

6. SOBRE OS DISCÍPULOS EM ÉFESO (VINTE ANOS APÓS O PENTECOSTE) - At 19.6 - Mesmo com o passar do tempo, o batismo com o Espírito Santo ainda era acompanhado com a evidência física inicial de falar línguas estranhas. Esta evidência satisfazia não só a um dos requisitos da doutrina apostólica, quanto à manifestação do Espírito, como também cumpria fielmente as palavras de Jesus – Mc 16:17.

- Para quem é a promessa? (At 2.39) 

– Vejamos a resposta de Pedro:

- a) "...a promessa vos diz respeito a vós" - aos judeus ali presentes, representando os demais contemporâneos ou à nação com quem Deus fizera aliança;

- b) "a vossos filhos" - aos que existiam então e às gerações sucessivas;

- c) "e a todos os que estão longe" - isto é, para quantos o Senhor nosso Deus chamar.

- d) Para todos em todo o tempo. Isto significa que a gloriosa experiência do batismo no Espírito Santo foi designada por Deus para todos os crentes, desde o dia de Pentecoste até o fim da presente era.

- O enchimento do Espírito Santo, testemunhado pelo falar em línguas como aconteceu no dia de Pentecoste, deve ser modelo para essa experiência, para qualquer indivíduo, através da dispensação da Igreja.

• Assim, em todos os casos em que os crentes foram balizados com o Espírito Santo, referidos em Atos, fica claramente demonstrado ou fortemente subentendido que os que receberam o batismo com Espírito Santo falaram em novas línguas ou línguas estranhas!


IV - IMPORTÂNCIA DAS LÍNGUAS ESTRANHAS:

• A importância das línguas estranhas se revela nos seguintes passos:

1) LÍNGUAS, SINAL INICIAL – (At 2:4) – As línguas são a evidência ou sinal inicial do batismo com o Espírito Santo. Logo, a primeira razão por que as pessoas devem falar em outras línguas é porque se trata da evidência sobrenatural que o Espírito Santo habita em nós – At 10:46.

2) FALAR EM LÍNGUAS É UMA CONVERSA COM DEUS – I Cor 14:2, 28 - Não é, de fato, um grande privilégio falar com Deus em línguas dada pelo Espírito Santo? Isto acontece quando falamos em línguas estranhas e sempre com grande alegria.

3) AS LÍNGUAS SÃO PARA EDIFICAÇÃO ESPIRITUAL – (I Cor 14:4) – A palavra EDIFICAR = CONSTRUIR. Numa linguagem mais simplificada = CARREGAR, EM CONEXÃO COM CARREGAR UMA BATERIA.

• Paulo ordena aos coríntios a continuarem sua prática de falar em línguas nos seus cultos e na sua vida de oração. Falar ou orar em outras línguas é um meio de edificação espiritual, de reforçar espiritualmente o crente.

• I Cor 14:2 – “FALA MISTÉRIOS” = FALA SEGREDOS DIVINOS.

• I Cor 14:14 – Notemos que Paulo disse: “O MEU ESPÍRITO ORA”.

• Quando oramos em línguas, o nosso espírito ora, pois está em contato direto com Deus (que é Espírito); está conversando com o Senhor em linguagem divina e sobrenatural. O falar em línguas não é edificação mental, mas espiritual.

• Assim, se através das línguas estranhas falamos com Deus, é muito lógico admitir que temos nelas um edificante meio divino para edificação própria.

4) AS LÍNGUAS SÃO RECURSOS DIVINOS PARA ORARMOS EFICAZMENTE – I Cor 14:15 - Não há dúvida de que isto acontece quando o crente fala em línguas "consigo mesmo, e com Deus"(l Co 14.28).

5) AS LÍNGUAS MANTÊM NOSSAS ORAÇÕES EM CONFORMIDADE COM A VONTADE DE DEUS, CAPACITANDO-NOS A ORAR POR AQUILO QUE DESCONHECEMOS – (Rm 8:26) – Normalmente oramos desta maneira: “Senhor abençoe a mim, a minha esposa, aos meus filhos, ao irmão fulano de tal e a sua família...”

• Mas, observemos: O texto não diz que não sabemos orar! Nós já sabemos! No entanto, não é porque já sabemos orar, que também sabemos que o devemos pedir em oração.

• No grego, este versículo assim nos diz: “O ESPÍRITO SANTO FAZ INTERCESSÃO POR NÓS COM GEMIDOS QUE NÃO PODEM SER EXPRESSADOS EM LINGUAGEM ARTICULADA (fala comum, compreensível)”.

• Logo, indica que o texto grego inclui não SOMENTE OS GEMIDOS NA ORAÇÃO, como também O FALAR OUTRAS LÍNGUAS (I Cor 14:14)

6) ORAR OU FALAR EM LÍNGUAS AJUDA E ESTIMULA A FÉ - Jd 20 – Justamente porque o Espírito Santo dirige de modo sobrenatural as palavra que falamos em línguas, a fé precisa ser exercida para falá-las, porque não sabemos qual virá a ser a palavra seguinte. Devemos confiar em Deus quanto a elas. Quando falamos ou oramos em línguas, somos ajudados a crer em Deus por ainda mais coisas: Isto estimula a nossa fé.

7) ORAR OU FALAR EM LÍNGUAS É UM MEIO DE NOS MANTER LIVRES DA CONTAMINAÇÃO DO MUNDO – (I Cor 14:28) – Independente de onde estivermos, poderemos fazer o que manda este versículo. Se conseguimos fazer assim na Igreja, conseguiremos fazê-lo no lugar onde nos encontramos. Não perturbaremos ninguém. Podemos falar conosco mesmos e com Deus. Assim evitaremos que fiquemos contaminados com as coisas do mundo, das conversas profanas, ímpias e grosseiras que há em nosso redor.

8) ORAR OU FALAR EM LÍNGUAS DÁ REFRIGÉRIO ESPIRITUAL – (Is 28:11-12) – Às vezes o médico nos manda tirar um período de repouso para o bem da saúde. Podemos dizer que o melhor repouso terapêutico espiritual no mundo inteiro é: FALAR OU ORAR EM LÍNGUA. Podemos aplicar esta “cura” todos os dias. Nesses dias de tumulto, de insegurança, de perplexidade, precisamos desse repouso e refrigério – e o recebemos por meio de falar ou orar em línguas.

9) AO ORAR OU FALAR EM LÍNGUAS DAMOS GRAÇAS COM PERFEIÇÃO - I Cor 14:15-17 – Paulo disse que os indoutos, em questões espirituais, não seriam edificados, se eu orasse em línguas, porque não me entenderiam. Nesse caso, seria melhor eu orar com o meu entendimento; se eu orar em línguas, deve ser interpretado para saberem o que eu estou dizendo. Notemos, porém, que Paulo disse que falar em línguas fornece o meio mais perfeito de orar e dar graças, porque “TU, DE FATO, DÁS BEM AS GRAÇAS”.

10) FALAR OU ORAR EM LÍNGUAS SUBMETE A LÍNGUA À SUJEIÇÃO DO ESPÍRITO SANTO – (Tg 3:8) – Submeter nossa língua ao Espírito Santo enquanto falamos ou oramos em línguas é um passo grande na direção de entregar plenamente todo o nosso corpo a Deus. Se conseguirmos submeter a nossa língua ao Espírito Santo, conseguiremos submeter qualquer membro do nosso corpo.


V - RELAÇÃO DO BATISMO COM O NOVO NASCIMENTO:

• Certamente já nos deparamos com alguns cristãos que crêem que foram balizados com o Espírito Santo quando nasceram de novo ou se converteram. Esses necessitam de melhor instrução neste sentido.

1) DIFERENÇA ENTRE O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO E O NOVO NASCIMENTO - É verdade que o Espírito Santo tem grande parte na operação do novo nascimento, mas o seu trabalho em tal ocasião é muito diferente do que ocorre subsequentemente ao ato da conversão (novo nascimento).

• É certo, também, que há casos em que o batismo com o Espírito Santo pode, na prática, ocorrer simultaneamente ao novo nascimento, ou seja, no momento da conversão (At 10.44-46).

• O novo nascimento é a experiência espiritual decisiva, pela qual a alma é renovada pelo Espírito Santo, mediante a comunicação da vida divina. É o poder do Espírito que transmite ao crente uma nova natureza.

2) O QUE É O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO – É um ato de Deus pelo qual o Espírito vem sobre o crente e o enche plenamente. É a vinda do Espírito Santo para encher e apoderar-se do filho de Deus como propriedade exclusiva sua.

• O Espírito outorga os seus variados ministérios de acordo com a sua vontade soberana, dando aos crentes poder para testemunhar de Cristo e por Cristo na proclamação do seu evangelho. Para isto, é dotado pelo Espírito de lábios ungidos – At 2.4; 8.5-8; 13.17.


VI - PROPÓSITOS DO BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO:

• Podemos observar em toda a Bíblia que todos os atos de Deus estão relacionados com os seus elevados propósitos.

• Já sabemos que o batismo com o Espírito Santo é doutrina bíblica e se destina a todos os crentes, independentemente do tempo e da denominação à qual estejam filiados. Mas, quais os propósitos do batismo com o Espírito Santo? Dentre estes, atentemos para os seguintes:

1) VIVER ABUNDANTEMENTE PARA DEUS - Jo 7.38,39 - Do momento do novo nascimento até à morte ou à glorificação, a vida do cristão deverá estar identificada com o progresso espiritual, marcado por uma vida de submissão e de comunhão com Deus.

2) IDENTIFICAR O CRENTE COM CRISTO - Lc 4.18,19 - Disse o Dr. A.B. Simposon, fundador da Aliança Bíblica Missionária: "Primeiro, o Senhor nasceu pelo Espírito, e posteriormente iniciou seu ministério no poder do Espírito Santo. Espero que assim como 'o que santifica, como os que são santificados, são todos um', de igual maneira nós devemos seguir seus passos e imitar sua vida. Nascidos no Espirito nós também devemos ser batizados com o Espírito Santo, e logo viver a vida de Cristo e repetir sua obra".

3) PODER OU AUTORIDADE PARA TESTEMUNHAR - At 1.8; 4.4 - A experiência da salvação do homem começa no Calvário, enquanto que o seu serviço começa no Pentecoste, ou seja, com a experiência do batismo com o Espírito Santo.

• Um dos propósitos desse batismo é melhor expresso nas seguintes palavras de Jesus: “Vós sereis minhas testemunhas”. O batismo no Espírito Santo habilita os crentes a testemunharem efetivamente de Cristo com intrepidez, inclusive nas circunstâncias mais difíceis e perigosas. Era o mesmo motivo pelo qual os apóstolos davam, com grande poder, testemunhos da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça – At 4.33.

• O crente, pois, corre um sério risco, uma vez batizado com o Espírito Santo, se não assumir uma vida de compromisso com o testemunho cristão.


VII – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

- O batismo com o Espírito Santo, como promessa, é algo não apenas para ser desejado e buscado pelo crente. Mais do que isto, como doutrina bíblica deverá ser corretamente compreendido.

- No decorrer dos anos, muitíssimos conceitos errôneos têm surgido a respeito do batismo com o Espírito Santo. Muitas "boas intenções" têm contribuído para se generalizarem tais conceitos. De um lado estão os anti-pentecostais a confundirem o batismo com o Espírito Santo com a conversão, com o novo nascimento. Do outro lado estão muitas correntes "renovacionistas" e "carismáticas" falando dum batismo com o Espírito Santo alheio à autenticidade.

- No entanto, o dia de Pentecoste foi um dia modelo para a Igreja, e continua sendo. Como resultado da experiência do Pentecoste, Pedro pregou com tal poder, que três mil almas se converteram. Com autoridade sobrenatural acusou os seus ouvintes judeus de haverem entregue à morte o Filho de Deus e exortou-os a se arrependerem de seus pecados. Isto disse como prelúdio, para logo informar-lhes que a conversão a Cristo resultaria em receber a mesma experiência que observavam, com sinais poderosamente evidentes (At 2.22-24,38).

- Falar em línguas estranhas é uma correnteza que flui e que nunca deve secar-se, pois enriquecerá espiritualmente a vida dos servos de Deus (Is 44:3-5 cf Ez 47:1-12)



FONTES DE CONSULTA:


• LIÇÕES BÍBLICAS CPAD – 3º TRIMESTRE DE 1988 – COMENTARISTA: Raimundo de Oliveira


• LIÇÕES BÍBLICAS CPAD – 4º TRIMESTRE DE 1989 – COMENTARISTA: ESTEVAM ÂNGELO DE SOUZA


• Oliveira, Raimundo F. de - A Doutrina Pentecostal Hoje – CPAD

2 de jan de 2011

1º TRIMESTRE - LIÇÃO Nº 02 - 09/01/2011 - "A ASCENSÃO DE CRISTO E A PROMESSA DA SUA VINDA"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 02 - DATA: 09/01/2011
TÍTULO: “A ASCENSÃO DE CRISTO E A PROMESSA DE SUA VINDA”
TEXTO ÁUREO – At 1:8
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: At 1:1-5
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/


I – INTRODUÇÃO:

• Cristo ressuscitou dentre os mortos para nunca mais morrer (Ap 1.18). Em certo ponto do tempo, (cerca de 40 dias após sua ressurreição), deixou de ser visto pelos homens. Fez a sua ascensão aos lugares celestiais, deixando a convivência terrena com os seus discípulos, e entrou na augusta e santíssima presença de Deus Pai, assentando-se à Sua destra, para interceder por nós (Hb 1.1-3; 7.22-25; 8.1-6).


II - A ASCENSÃO DO SENHOR:

• A ascensão de nosso Senhor, após ter passado quarenta dias com Seus discípulos depois da Sua ressurreição, foi o selo da aprovação do Pai à Sua missão na Terra. Comprovou-se que, de fato, Ele era e é o Messias, o Salvador dos homens.

• (l) – DESCRIÇÃO DA ASCENSÃO DE JESUS - Os quatro evangelistas são breves quando descrevem a ascensão de nosso Senhor Jesus Cristo à presença do Pai. O testamento dos apóstolos, entretanto é unânime em afirmar que Jesus "foi recebido em cima no céu", e "assentou-se à destra da majestade nas alturas" (Mc 16.19; Lc 24.51; At 1.9,11; Hb 1.3; Ap 3.21).

• (2) – SELO DE APROVAÇÃO AO TRABALHO DE CRISTO – Hb 1:3 - A ascensão de Cristo foi a grande evidência da aprovação final de Deus à Sua missão terrena perfeitamente consumada no Calvário. Deus, assim, confirma que aceitou o Seu sacrifício, aplicou a Sua obra e continua a aplicá-la resgatando os homens da escravidão do pecado. Por tudo isso, o Pai demonstrou o Seu apreço elevando a Jesus Cristo, àquele lugar que lhe pertence por direito, à Sua mão direita.


III - AO AUSENTAR-SE, JESUS PROMETEU ENVIAR O ESPÍRITO SANTO:

• (1) – O CONSOLADOR É PROMETIDO – Jo 16:7 - O evangelho de Lucas começa com a narrativa da encarnação de Cristo e termina com a Sua ascensão. Este último evento era condição necessária para o cumprimento da promessa da vinda do Espírito Santo, porque o Espírito de Deus não poderia vir enquanto Jesus não ascendesse para o pai. Dessa forma, Lucas deixou registrado como essa promessa teve cumprimento logo depois da ascensão de Cristo (At 2.1-4). Entretanto, o retorno de Jesus ao Pai não ocorreu enquanto não foram tomadas certas providências no sentido de dar continuação à Sua obra de redenção da humanidade. Para tanto, Ele comissionou seus apóstolos para a obra de evangelização, continuada pela Igreja por eles representada, pois, para esse mister, seriam, brevemente, batizados com O Espírito Santo, conforme lhes havia prometido (Lc 24.49; At 1.5).

• (2) - A NOTÍCIA DA ASCENSÃO HAVIA ENTRISTECIDO OS DISCÍPULOS – Jo 16:7 - Jesus falou para seus discípulos acerca de sua partida. Ele encarecia a necessidade de ir, porque sua partida traria aos seus o prometido Consolador, com a missão de convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo. Jesus então observa que a declaração da sua volta ao Pai deixa pesarosos os seus discípulos (Jo 16.16). Ele, porém, volta a afirmar que se ausentará fisicamente, até à Sua volta, porém sua presença espiritual será constante e percebia através das obras do Espírito Santo, que estará para sempre com a Igreja, fortalecendo-a e consolando-a até que Ele volte (Mt 28.20; Jo 14.1-3; 16.5-22; l Co 11.26 cf Fp 3.20, 21; l Ts 4.13-17).

• (3) - A ASCENSÃO E A BÊNÇÃO DO SENHOR JESUS - Nosso Senhor não voltaria ao Pai sem que primeiro abençoasse os seus discípulos, cumprindo assim o desejo de seus corações, conforme registrou Lucas quando descreveu a ascensão de Jesus (Lc 24.50-51). Cristo ascendeu ao céu deixando contentes os seus seguidores, pois, com inefável amor, levantou as mãos, e abençoou seus discípulos, tal como o sumo sacerdote abençoava o povo, após fazer a expiação pelos pecados do mesmo (Lv 9.22). A última vez que os discípulos viram a Jesus, Ele estava com as mãos levantadas abençoando seu povo, e até hoje, continua abençoando.


IV – A GLORIFICAÇÃO DE CRISTO:

• A ascensão e glorificação de Cristo devem ser diferenciadas uma da outra. Primeiro, por ascensão de Cristo, queremos dizer Sua volta ao céu em Seu corpo ressurreto; segundo, por exaltação ou glorificação, queremos dizer o ato do Pai pelo qual Ele concedeu ao Filho ressurreto e assunto ao céu, a posição de honra e de poder à Sua própria destra. O escritor da epístola aos Hebreus fala dessa glorificação (Hb 2.9).

• (1) – CONFIRMADA PELO PAI - Os anjos prostram-se adorando e servindo ao Filho de Deus e Ele se assenta a direita do Pai. Ele é digno de assentar-se do "lado direito" do trono porque cumpriu cabalmente a missão recebida do Pai. Portanto, esse lugar lhe pertence, e não a qualquer outra criatura. Sentado no céu, Cristo é também nosso intercessor; pois embora sua obra tenha se consumado, na terra, em seu aspecto redentivo, não se consumou, contudo, no aspecto sacerdotal. O fato de que Ele ali intercede por nós (Hb 7.21-28), é um pensamento que nos consola e nos sustém. A Bíblia diz que Ele assentou-se à "mão direita da Majestade". No original grego temos "megalosume", que significa, "grandeza", "magnificência". Tudo isso personifica a pujança majestática que há em sua glória junto do Pai.

• (2) – TESTEMUNHADA PELOS ANJOS - A aparição dos "dois varões vestidos de branco" foi súbita, e a aproximação deles nem foi notada pelos discípulos. Suas formas eram semelhantes às que foram vistas na entrada do sepulcro vazio, por Maria Madalena, quando ali esteve na manhã da ressurreição, resplandecentes e de belíssima aparência. Então eles falaram aos discípulos dizendo: "Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu há de vir assim como para o céu o vistes ir" (At 1.9-11).

SETE ESBOÇOS BÍBLICOS SOBRE A ASCENSÃO DE CRISTO:

PRIMEIRO ESBOÇO: 

"O SIGNIFICADO DA ASCENSÃO DE CRISTO"

• Algumas passagens da Escritura esclarecem o significado da ascensão. Ela foi necessária para que:

• 1. O Espírito Santo viesse a este mundo - Jo 16:5-7; At 2:33.

• 2. O Senhor oferecesse o sacrifício consumado a Deus - Hb 9:12, 24; 1:2-3 - Aqui descobrimos que o Senhor, após ter consumado a purificação dos pecados, assentou-
se à destra de Deus e agora intercede por nós - Hb 1:3; 7:25.

• 3. Levar-nos, pela fé, aonde agora está - Jo 12:26 - Pela fé fomos transportados para o reino do Filho - Cl 1:13.

• 4. Fosse exaltado como Salvador e Príncipe. Do trono concede ao Seu povo arrependimento - At 5:30-32.

• 5. Atuasse no céu como cabeça da igreja. Deus colocou-O como cabeça sobre todas as coisas. Agora formamos uma unidade com Ele. Ele é o cabeça e nós somos Seu corpo - Ef 1:19-23.

• 6. Recebesse a adoração merecida. Porque o Filho se humilhou tanto, que o Pai exaltou-O sobremaneira - Fp 2:8-11.

• 7. Sempre víssemos o Autor e Consumador da fé. Ali está a fonte do nosso poder, a saída da necessidade - Hb 12:2.


SEGUNDO ESBOÇO: 

"UM GRANDE DIA" - Lc 24:50-53.

• A ascensão de Cristo coloca-nos num campo de absoluta vitória. O dia da ascensão foi um dia de:

• 1. Bênção - Jesus ergueu Suas mãos, abençoou os Seus discípulos e lhes deu a última missão - Mc 16:15, 16.

• 2. Contemplação da Sua glória - Ela foi vista uma vez por três discípulos - Mt 17:1-8 - Aqui, porém, subiu ao céu diante de muitos olhares. Os apóstolos ficaram tão atônitos, que Deus precisou enviar anjos para consolá-los - At 1:10.

• 3. Adoração - O milagre encheu seus corações de adoração - Lc 2:20, 29, 30, 38; Mt 2:11; Lc 24:52.

• 4. Grande alegria - Geralmente, em despedidas, há lágrimas - At 20:37. Mas, os corações estavam cheios de alegria, pois sabiam que pertenciam ao Senhor e que Ele logo voltaria.

• 5. Comunhão permanente - Lc 24:53; Jo 17:21 - Eles estavam sempre juntos no templo.


 TERCEIRO ESBOÇO: 

"A ASCENSÃO DE CRISTO" - Lc 24:50-52.

• O Senhor havia vencido a morte e sepultura e após a Sua ressurreição Ele andou por 40 dias na terra e se manifestou frequentemente Muitas coisas que não entenderam antes de Sua morte, Ele ainda queria lhes esclarecer. Neste dia, acompanha-lo-iam pela última vez. Prestemos bastante atenção à conduta do Senhor.

• l. Mãos abençoadoras - Muitas vezes, os discípulos viram o Senhor levantando Suas mãos para abençoar. Nesta ocasião, abençoou-os com autoridade especial. Esta bênção foi plena. Como se dissesse;

• a) "Tudo o que é meu eu lhes dou" - Lc 15:31.

• b) "Eu lhes dou minha vida, meu sangue, meu Espírito, meu poder e também minha glória” – Ef 2:1-10

• c) Esta bênção foi a conclusão mais lógica de Sua vida na terra, pois veio ao mundo para abençoar e salvar e, desta forma, deixou o mundo.


• 2. Mãos feridas - As marcas dos pregos tornaram-nO inconfundível com outra pessoa.

• a) Aquelas mãos traspassadas mostram o alto preço que pagou por nossa redenção. Ele valorizou-nos grandemente.

• b) Aquelas mãos feridas falavam em alta voz. Somente Suas feridas foram capazes de curar-nos os profundos ferimentos que o pecado causou – Is 53:5


• 3. Mãos dirigentes - As mesmas mãos que nos tiraram do lamaçal do pecado, dirigem-nos continuamente

• a) Elas conduzem Sua igreja. Ele anda no meio dos candeeiros de ouro - Ap 2:1.

• b) Preparam-nos o lar celestial - Jo 14:2.

• c) Veremos estas mãos no arrebatamento. Então O veremos assim como Ele é - l Jo 3:2.

• d) Naquelas mãos Israel reconhecerá o Seu Senhor - Zc 12:10; Ap 1:7.


4. As consequências práticas.

• a) Profundamente tocados por este último gesto de Jesus os discípulos adoraram-no

• b) Somente uma nuvem separou-os do Seu Senhor amado.

• c) O olhar para Jesus encheu-os de grande alegria - Sl 34:5.

• d) Eles voltaram para testemunhar dEle.


QUARTO ESBOÇO: 

"UM DIA INESQUECÍVEL" - At 1:9-11.

• Observemos a ascensão sob três aspectos.

• 1. A obra visível de Cristo na terra havia terminado.

• a) Foi uma obra maravilhosa, difícil e singular para a qual Ele veio ao mundo.

• b) Está consumada, apesar dos obstáculos criados por Satanás - Jo 17:4.

• c) Foi realizada para nós e agora podemos provar seus frutos.


• 2. A obra celestial e invisível de Cristo começou:

• a) Em Sua reconciliação - 2 Co 5:18,19; 2 Jo 2

• b) Ao entrar no céu, não com mãos vazias, mas com o maior sacrifício, obtendo uma eterna redenção - Hb 9:11 ss.

• c) Em Sua intercessão - Hb 7:24 ss.; 9:24; l Jo 2:1

• d) No repartir de bênçãos - Ef 4:7 ss.

• e) No ir para nos preparar lugar - Jo 14:2,3,19,20.

• f) Em Sua obra disciplinadora: conduz ao arrependimento - At. 5:31.


• 3. A ascensão de Cristo anuncia Sua vinda.

• a) Os anjos falam a respeito deste assunto - At 1:11 - Ele também a confirmou - Jo 14:3

• b) Como cabeça de Sua igreja Ele atrai os Seus membros até si. Nessa ocasião Ele preparará aos Seus membros uma verdadeira ascensão. Ele transformará Seus corpos e os apresentará sem mácula diante do Pai - Fp 3:20,21; l Ts 4:17; Ef 5:27

Perguntemo-nos seriamente olhando para o passado:

- O que a obra de Cristo realizou em nós?

- Seu ministério celestial é nossa consolação?

- Estamos preparados para encontrá-lO com alegria?


QUINTO ESBOÇO: 

"A VOLTA DE CRISTO PARA A CASA DO PAI" - At 1:10-12

• Jesus Cristo voltou ao céu para encher todas as coisas - Ef.4:10; Hb.7:26.

• 1. A razão da ascensão de Cristo - Faz parte da Sua exaltação por Deus - Fp 2:9-11. Voltou ao céu para:

• a) Preparar-nos lugar - Jo 14:3.

• b) Cumprir Sua promessa - Jo 16:7.

• c) Preparar Seu povo para a glória celestial - Ef 5:25-27.

• d) Para exercer Seu ministério de Sumo Sacerdote - l Jo 2:l; Hb 4:14-16; 7:11 ss.

• e) Conceder arrependimento e perdão a Israel - At 5:31.


• 2. O que Sua ascensão nos ensina?

• a) Que temos um amigo e irmão, que intercede por nós - Hb 4:16.

• b) Que devemos nos preparar para a eternidade - Fp 2:12; Cl 3:1-4.


SEXTO ESBOÇO: 

"EU VOU PARA O PAI" - Jo 14:12, 28; 16:16, 17, 28.

• Jesus disse estas palavras em Suas mensagens de despedida.

• 1. O exemplo bíblico e a promessa da ascensão.

• a) Ela é pré-figurada no dia da expiação - Lv 16; Hb 9:7, 11, 12, 23-26.

• b) Foi prometida nos Salmos - Sl 68:18; 110:l.

• c) Foi prometida pelo profeta Daniel - Dn 7:13-14

• d) E pelo Senhor Jesus - Jo 14:1-4; 20:17


2. Detalhes sobre a ascensão:

• a) O tempo: 40 dias após Sua ressurreição. Permaneceu junto com Seus discípulos até lhes dar o ensino necessário para cumprirem sua missão - Jo 16:12.

• b) O lugar: o Monte das Oliveiras. Coisas importantes aconteceram nos montes:

- Pregou o sermão da montanha;

- Foi transfigurado no Monte Tabor;

- Morreu no Gólgota;

- E voltou ao céu do Monte das Oliveiras.


• c) O modo de Sua ascensão: foi visível a todos os presentes.

• d) O lugar para onde foi: junto do Pai - Jo 14:12; Ef l:20; Hb l:3; 6:20.


• 3. A grande finalidade da ascensão.

• a) Jesus voltou ao céu para proclamar a obra consumada - Jo 17:l-4; 19:28, 30.

• b) Voltou como vencedor - Hb l:3; 2:14; 2 Tm l:10.

• c) Como representante do Seu povo - Jo 20:17.

• d) Lá, Ele intercede por nós - Rm 8:34.

• e) Voltou para enviar o Espírito Santo - Jo 14:26; 16:7.

• f) Para ser o nosso advogado - l Jo 2:l.

• g) Para exercer toda autoridade - Mt 28:18.

• h) Para receber Seus santos - At 7:55-60.


SÉTIMO ESBOÇO: 

"PÉROLAS DA ASCENSÃO" – Ef 4:8-13

• Davi previu em espirito e descreveu a ascensão de Cristo nos Salmos 24 e 68. Os Evangelhos relataram sobre ela como fim de Sua vida terrestre (Mc 16:19; Lc 24:50-52). Paulo falou no texto sobre ela, apesar de não ter sido uma testemunha ocular.

• 1. O fato de Cristo ter sido assunto:

• Deve encher-nos de alegria, pois garantiu nossa ida ao céu. Hb 6:17-20


• 2. O triunfo da ascensão.

• a) Seu regresso ao céu foi a maior prova da vitória final.

• b) Ele reconquistou o mundo.

• c) Venceu sobre Satanás - Jo 12:31; 16:11; Cl 2:15

• d) Venceu sobre a morte - I Cor 15:55; Hb 2:14-15

• e) Voltou com grande despojo, levando cativo o cativeiro - Ef 4:8


• 3. O Consolador - a grande dádiva do Cristo glorificado. Foi prometido aos discípulos e serve para o aperfeiçoamento dos santos - Jo 16:7; Ef 4:13

• Concedeu uns:

• a) Para apóstolos - Mt 10.

• b) Para evangelistas, com o objetivo de chamar pecadores.

• c) Para pastores e mestres, para pastorear o rebanho.

• d) E tem dádivas até para apóstatas. Ele chama-os de volta através dos Seus - Sl 68:18



FONTES DE CONSULTA:

• Lições Bíblicas CPAD – 3º trimestre de 1989 – Comentarista: Severino Pedro da Silva

• Brinke, Georg - Mil Esboços Bíblicos de Gênesis a Apocalipse – Editora Evangélica Esperança