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Caro Leitor,

Caso queira, na parte final de cada um dos Subsídios, você tem a liberdade de fazer seu comentário. É só clicar na palavra "comentários" e digitar o seu. Não é preciso se identificar. Para isto, após o comentário, click em "anônimo" e pronto. Que Deus continue abençoando sua vida, em nome de Jesus.







2 de nov de 2014

Prezados irmãos em Cristo Jesus. A paz do Senhor. Nesta semana que vamos adentrar, não será possível postarmos o subsídio para próxima aula da E.B.D..





A razão é que estarei sendo submetido a intervenção cirúrgica para extração de um câncer localizado no intestino grosso, com estado de metástase no fígado. Mas o nosso bom Deus já está no controle de tudo. 






Conto com a ajuda da oração de cada um dos irmãos em Cristo, pois só este é o caminho da nossa vitória final.






Espero a compreensão de todos. Estaremos de volta assim que pudermos, com a permissão e santa vontade do nosso Deus. 





Caso os irmãos desejem, abaixo deixo e indico um link onde há vários subsídios das aulas da E.B.D., de vários excelentes autores:






http://www.ebdweb.com.br/






Antecipadamente, apresento a todos o meu muito obrigado, em nome de Jesus. Amém. 







PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO  

28 de out de 2014

4º TRIMESTRE DE 2014 - LIÇÃO DE Nº 05 - 02.11.2014 - "DEUS ABOMINA A SOBERBA"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 05 - DATA: 02/11/2014
TÍTULO: “DEUS ABOMINA A SOBERBA"
TEXTO ÁUREO – Dn 4.37
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Dn 4.10-18

PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/









I - INTRODUÇÃO:




Diz a Bíblia: "Caiu a coroa da nossa cabeça; ai de nós porque pecamos" (Lm 5.16). Veremos nesta lição alguns exemplos de pessoas, mencionadas nas Escrituras, que perderam a sua coroa. Começamos pelo caso do rei Nabucodonosor.





II - O EXEMPLO DO REI NABUCODONOSOR:




Dn 4 - O rei Nabucodonosor teve um sonho que muito o perturbou (v.5). Fez chegar a sua presença os magos, astrólogos, caldeus e adivinhadores, mas ninguém conseguiu interpretar a revelação (v.7). Finalmente, foi convocado Daniel, e este, ao ouvir do rei o relato, ficou perturbado, e disse: "O sonho seja contra os que te têm ódio, e a sua interpretação para os teus inimigos" (v. 19).




(1) - A interpretação de Daniel:




(a) - No sonho, o rei viu uma grande árvore cuja altura chegava até o céu, observada por todos os povos, cujas folhas eram formosas, e cujo fruto abundante. Ela representava o rei Nabucodonosor, que cresceu e se fez forte, e estendeu o seu domínio até as extremidades da Terra.




(b) - No sonho, foi visto um vigia, um santo, que descia do Céu, e dizia: "Cortai a árvore, e destruí-a, mas o tronco com as suas raízes deixai na terra, e com cadeias de ferro e de bronze, na erva do campo; e seja molhado do orvalho do céu,e a sua porção seja com os animais do campo, até que passem sobre ele sete tempos" (v.23).




(c) - Daniel aproveitou a oportunidade, para, amorosamente, aconselhar o rei a levar a sério o aviso de Deus, através do sonho. Livrasse-se também dos seus pecados, e usasse de misericórdia para com os pobres (v.27).




(2) - O cumprimento do sonho do rei - Ao fim de doze meses, no dia em que o rei passeava em seu palácio, ele disse: "Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder, e para glória da minha magnificência? (vv.29,30).




No mesmo momento, ouviu-se uma voz do céu: "A ti se diz, ó rei Nabucodonosor: passou de ti o reino. Serás tirado de entre os homens, e a tua morada será com os animais do campo; far-te-ão comer erva como os bois, e passar-se-ão sete tempos sobre ti, até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre os reinos dos homens, e os dá a quem quer" (w.31,32).




A palavra teve cumprimento imediato. Nabucodonosor morou com os animais, comeu erva como boi, e seu corpo foi molhado pelo orvalho.




(3) - O rei entendeu que tudo aconteceu, por causa de seu orgulho - Depois de restabelecido, Nabucodonosor declarou: "Agora eu, Nabucodonosor, louvo, e exalço o Altíssimo, ao rei do céu; porque todas as suas obras são verdade,e os seus caminhos juízo, e pode humilhar os que andam na soberba" (v.37).




Ele aprendeu que Deus não aceita o orgulho, uma forma de insubordinação contra o Senhor. Também é uma manifestação da natureza caída do homem. A Bíblia expressa isto em Romanos 8.7: "A inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, e nem em verdade o pode ser".




(4) - A Bíblia dá exemplo de outros reis que caíram nesta fraqueza:




(a) - O rei Herodes discursou, assentado no tribunal, e o povo, que o ouvia, exclamou: "Voz de Deus, e não de homem" (At 12.21,22). Na mesma hora, um anjo o feriu, porque não deu glória a Deus, e comido de bichos expirou (At 12.23).




(b) - O rei Uzias, soberano de Judá nos anos 757 a 697 a.C., era temente a Deus, e a bênção do Senhor fê-lo prosperar grandemente. Mas, após fortificar-se, exaltou-se o seu coração, e transgrediu contra o Todo-Poderoso. Entrou no Templo, para queimar o incenso. Foi repreendido pelo sacerdote Azarias, porque não lhe competia aquele ofício, uma vez que era atribuição exclusiva dos levitas. O monarca não aceitou a repreensão, e indignou-se contra o oficiante. Na mesma hora, a lepra lhe saiu à testa e, apressadamente, saiu do recinto sagrado. Ficou leproso até o dia da sua morte, e morou em casa separada (2 Cr 26.3-21).




(5) - Todos devemos ter cuidado, para que o orgulho não nos domine - A Bíblia relata a queda de Lúcifer, o querubim ungido (Ez 28.14), que se tornou o Diabo. Ele disse em seu coração: "Subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo" (Is 14.14). E, com esta mesma arrogância, conseguiu derrubar Eva, no jardim do Éden. Satanás lhe disse: "...sereis como Deus" (Gn 3.5). O conselho da Bíblia é válido para todos os tempos: "Andes humildemente com teu Deus" (Mq 6.8).





III - O EXEMPLO DO REI SAUL:




Saul, benjamita de família respeitada, teve um bom início. O profeta Samuel transmitiu-lhe a chamada de Deus para o cargo de rei, e ungiu-o para esta função. Foi bem recebido pelo povo (l Sm 9.26; 10.1).




Logo no início de seu governo, Deus lhe ordenou que executasse o castigo divino sobre Amaleque (l Sm 15.2,3). A ordem era destruir tudo, mas ele poupou o melhor das ovelhas e das vacas (l Sm 15.9). O Senhor considerou a desobediência de Saul como rebelião (l Sm 15.23). Ele foi repreendido pelo profeta Samuel: "Porquanto tu rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti para que não sejas rei" (l Sm 15.23).




Logo depois, o profeta recebeu de Jeová a incumbência de ungir Davi rei sobre Israel (l Sm 16.1).




Todos corremos o risco de tomar algo que Deus condenou ou rejeitou. A palavra divina diz: "Saí do meio deles, e apartai-vos diz o Senhor, e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei" (2 Co 6.17).




Recebemos, pela salvação, uma nova natureza (2 Pe 1.4), que só deseja aquilo aprovado por Deus. A Bíblia diz: "Porei as minhas leis em seus corações, e as escreverei em seus entendimentos" (Hb 10.16).




O crente vitorioso é aquele que admite em sua vida o que é aceito por Deus. E quando, por algum descuido, algo errado acontece, imediatamente sua consciência acusa a falta cometida. Ele, então pede perdão, e afasta-se do mal. Deste modo, a paz e a comunhão com Deus continuam inalteradas.




Se, porém, este pronto rompimento com o erro não ocorrer, a comunhão com o Senhor fica impedida, e a coroa corre perigo de ser perdida.





IV - O EXEMPLO DA RAINHA VASTI:




Assuero, rei persa sobre 127 províncias, convocou todos os príncipes e os maiorais do seu reino, para, por um período de cento e oitenta dias, exibir as riquezas de sua glória (Et l.3,4).




No final daquele período, deu um banquete com uma semana de duração e, no último dia, ordenou que a rainha Vasti viesse a sua na presença, para mostrar a todos a sua formosura (Et 1.10,11).




Ela, porém, recusou-se a comparecer. O motivo da rejeição não está na Bíblia.




O soberano sentiu-se muito humilhado perante seus súditos. Receoso de que o exemplo de Vasti fosse seguido em todo o vasto império, o rei, após ouvir seus conselheiros, decretou que ela não mais fosse rainha, e que, para seu lugar, fosse escolhida uma outra jovem (Et 1.13-19).




A rainha perdeu sua coroa, por ter desobedecido ao seu esposo. Se a desobediência a um rei terrestre trouxe tão sérias consequências, quanto mais, se não atendermos ao Rei dos reis e Senhor dos senhores! "É melhor obedecer do que sacrificar" (l Sm l5.22).




Aqueles que foram resgatados pelo sangue de Cristo, purificam as suas almas na submissão à verdade. A operação do Espírito nas nossas vidas está vinculada à obediência (At 5.32).




Ajude-nos o Senhor a sempre vivermos cm sujeição a Cristo (2 Co 10.5), para garantimos assim a nossa coroa.





V - "GUARDA O QUE TENS, PARA QUE NINGUÉM TOME A TUA COROA":




O mais precioso que o crente tem para guardar é a salvação. É Jesus em nós: "Cristo vive em mim" (Gl 2.20); "Cristo em nós, esperança da glória" (Cl 1.27). E, para esta comunhão com o Filho, somos chamados por Deus, que é fiel (l Co 1.9).




Quatro forças querem nos derrubar, mas podemos vencê-las por Jesus Cristo:




(a) - O pecado - "O pecado jaz à porta, para ti é o seu desejo, e tu sobre ele dominarás" (Gn 4.7). Somos participantes da vitória de Jesus sobre o pecado (Rm 6.3-5). Por isso, "não reine o pecado em vosso corpo
mortal" (Rm 6.12). Ele não terá domínio sobre nós, pois que estamos debaixo da graça (Rm 6.14).




(b) - A carne - É a nossa velha natureza da qual nos despimos no ato da nossa conversão (Ef 4.22). Pela salvação, o Espírito passa a habitar em nós (l Co 6.19). Se andarmos em Espírito, não cumpriremos as concupiscências da carne (Gl 5.16).




(c) - O mundo - Precisa ser dominado em nós (l Jo 2.15-17). Pela salvação, o mundo fica crucificado para nós, e todos para ele (Gl 6.14). Quando o vencemos, acontece o que diz a Bíblia: "Tornem-se eles para ti, mas não voltes tu para eles" (Jr 15.19).




(d) - O Diabo - Precisa ser dominado pelo crente. Jesus já venceu o Diabo (Cl 2.15). Cristo nos dá a sua vitória (l Co 15.57). Pela fé em Jesus, lhe resistimos e ele foge de nós (l Pe 5.9; Tg 4.7). O nome de Jesus faz com que os demônios se nos sujeitem (Lc 10.17).




A vitória sobre estes quatro inimigos não é mérito nosso. Somos fracos, mas em Cristo somos mais do que vencedores (Rm 8.37).





VI - CONSIDERAÇÕES FINAIS:




Jamais esqueçamos que a humildade é uma virtude imprescindível na vida do cristão. Se desejamos viver vitoriosamente, tenhamos muito cuidado, para não sermos contagiados pelo orgulho, que tem levado muitos à queda, pois Deus abate os soberbos e eleva os humildes.



FONTE DE PESQUISA E CONSULTA:

Lições Bíblicas CPAD - 3º TRIMESTRE DE 1995 - Comentarista: Eurico Bergsten

21 de out de 2014

4º TRIMESTRE DE 2014 - LIÇÃO Nº 04 - 26.10.2014 - "A PROVIDÊNCIA DIVINA NA FIDELIDADE HUMANA"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL 
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ 
LIÇÃO Nº 04 - DATA: 26/10/2014 
TÍTULO: “A PROVIDÊNCIA DIVINA NA FIDELIDADE HUMANA"
TEXTO ÁUREO – Dn 3.17
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Dn 3.1-7, 14
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/







I - INTRODUÇÃO:




A imagem descrita no capítulo dois, "cujo esplendor era excelente, e a sua vista terrível", representa o governo dos homens; enquanto a enorme estátua de ouro no presente capítulo simboliza a religião dos homens.





II - NABUCODONOSOR  QUER   INSTITUIR   UMA  RELIGIÃO MUNDIAL:





Ler Dn 3.1-7 - A imagem era grande, de trinta metros de altura e três metros de largura. Somente a cabeça do colosso, do capítulo 2, era de ouro; mas essa imagem inteira era desse metal.




As Escrituras não nos informam se a estátua era de Bel-merodoque, padroeiro de Babilônia, ou se do deus Nebo, do qual foi derivado o nome do rei, ou se era da própria pessoa de Nabucodonosor. De qualquer forma, o ídolo era uma imagem nova e nacional.




Todas as raças, em todas as gerações, têm a constante inclinação de inaugurar novos cultos para satisfazerem o orgulho humano. Mas a exortação para nós é: "Pelejar pela fé que de uma vez para sempre foi confiada aos santos." Judas 3.




Nabucodonosor queria consolidar todas as nacionalidades do mundo em uma só nação. Para alcançar tal coisa era essencial que o governo fosse supremo em tudo, tanto no sentido religioso como no civil.




Roma pagã, séculos depois, fez o mesmo, perseguindo os crentes não somente porque faziam cultos a Cristo, mas porque não adoraram a César, o imperador, como um ser divino.




Alguns dos governos modernos estão inclinados a agir como absolutos. Se acharem que qualquer doutrina é fanática, pode ser a doutrina do batismo, a da cura divina, a da segunda vinda de Cristo, ou qualquer outra, o pastor da igreja é avisado que deve mudar a doutrina da sua igreja.




Note-se como o rei, para dar prestígio à inauguração da nova religião, ajuntou as autoridades de todas as províncias do seu vasto reino.




Vê-se, na maneira de repetir "os sátrapas, os prefeitos e presidentes, os juízes, os tesoureiros, os conselheiros, os oficiais, e todos os governadores das províncias" (Versículos 2 e 3), a pompa e a ostentação do culto.




Observe-se, também, como se repete na história (Versículos 5, 7, 10 e 15, as palavras: "o som da buzina, do pífaro, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles, e de toda a sorte de música."




Nesse culto religioso de Nabucodonosor não havia coisa alguma para a alma. Consistia apenas de coisas para agradar os olhos e os ouvidos: um formalismo da melhor música e das cerimônias mais bonitas e atraentes perante a imagem grande em tamanho, mas tudo tão somente para despertar as emoções do povo.




Tudo era muito oco e vazio.   Não havia coisa alguma do verdadeiro sacrifício de  sangue,  de  perdão  do pecado,  do Espírito Santo, nem do novo nascimento com poder de livrar o pecador de seus pecados.




Era uma religião sem sangue que exaltava o homem e se opunha a Deus, que colocava o culto das imagens em lugar do culto a Deus.





III - OS TRÊS HEBREUS SÃO DENUNCIADOS:




Ler Dan 3.8-12 - Podemos imaginar a enorme multidão espalhada na planície de Dura diante da gigantesca estátua de ouro. Ao soar a música das buzinas, dos pífaros, das harpas, das sambucas, dos saltérios, das gaitas e de toda a qualidade de instrumentos, todas as pessoas se prostram em adoração ao ídolo; todas a adoram a não ser os três hebreus, cujos vultos, em pé na planície, se salientavam contra a luz do céu.




Por certo, ao povo de Deus não faltavam inimigos; consta que "no mesmo instante... acusaram os judeus" ao rei.






IV - OS TRÊS HUMILDES HEBREUS PERMANECEM FIRMES:




Ler Dn 3.13-18 - Diz-se que o temporal bate com mais força contra os montes mais altos da cordilheira. Certamente a fúria do rei bateu com toda a força nesses três vultos erguidos, tanto no espírito como no físico, na planície de Dura.




Note-se, no versículo 15, como Nabucodonosor desafiou, não somente aos homens, mas a Deus.




A atitude dos mártires - Deus ordena: "Não farás para ti imagem de escultura.... Não te encurvarás a elas." Êxodo 20.4,5.




O rei lhes mandara: "Quando ouvirdes o som da buzina, do pífaro, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles, e de toda a sorte de  música,   vos   prostrareis,   e   adorareis   a   imagem."




Antes disso, Daniel resolvera firmemente não se contaminar com as iguarias do rei.




Os três hebreus aqui resolveram firmemente a não se contaminar com a religião do rei e responderam:  "Deus...   nos pode livrar ; ele nos livrará...  se não, fica sabendo que não serviremos a teus deuses."




Essa é a atitude do espírito dos verdadeiros mártires; se Deus não nos livrar, ainda assim não serviremos a Satanás. Melhor é  sermos queimados vivos aqui do que sermos lançados no fogo eterno, "onde o fogo não se apaga." Lucas 12.4,5; Marcos 9.48.




Policarpo, queimado em praça pública, no ano 169, é um exemplo destacado de como morrem os mártires. Quando foi levado perante o tribuno, o procônsul começou a exortá-lo dizendo:   "Tem piedade da  tua velhice; jura pelo futuro de César  (o imperador); arrepende-te e diz:  "Mata os ateus"   (querendo dizer, "os crentes").




Policarpo passando um olhar calmo sobre a multidão respondeu: "Faz 86 anos que sirvo a meu Rei, e Ele jamais  me fez mal algum, e como posso blasfemar Aquele que me salvou?"




— "Vou lançar-te para seres devorado pelas feras, se não te arrependeres"; disse o procônsul.




"Chama-as", disse o mártir.




"Vou domar o teu espírito pelo fogo"; disse o romano. 



"Estás ameaçando-me com o fogo que arde somente por um momento, porém, estás ignorando o fogo do castigo eterno"; disse-lhe Policarpo. 




Logo depois, ligado para ser queimado vivo, exclamou: "ó Pai do Teu amado e bendito Filho, Jesus Cristo! ó Deus  de  todas   as  potestades e de toda a criação! Eu Te bendigo porque me julgaste digno desse dia, e desta hora, para receber a minha porção entre os mártires, no cálice de Cristo, eu Te  louvo por  todas  estas  coisas;   bendigo-Te;   glorifico-Te;   pelo eterno Sumo-sacerdote,  Jesus   Cristo,  Teu bem-amado Filho, por Quem e com Quem, no Espírito Santo, seja dada a  glória a Ti, agora  e para sempre. Amém."




Os crentes fiéis demonstram, pela  vida, o espírito do Mestre: Ele,  ao  morrer,  deixou  a  Sua  bolsa  para Judas, Sua roupa para os soldados, Sua mãe para João, Seu perdão para o ladrão morrendo na cruz e Sua paz para os discípulos.




Pode-se acrescentar mais que a atitude de espírito do verdadeiro mártir, muitas vezes, não é a de morrer por Deus mas a de viver por Ele. Diz-se que Garibaldi, célebre patriota italiano, quando combatia a Áustria, pela unificação da Itália, clamou convidando seus patrícios para servirem no seu exército:




"Não tenho dinheiro, nem comida, nem roupa, nem provisões, nem recursos; siga-me todo o homem que está pronto a sofrer a pobreza, desprezo, fome, doença e a morte, e que ama a Itália."




É assim que Cristo nos chama para O servir - Lucas 9.57-62.





V - OS FIÉIS SERVOS DE DEUS SÃO LANÇADOS VIVOS NA FORNALHA ARDENTE:




Ler Dn 3.19-23 - Então Nabucodonosor se encheu de furor  (v. 19) - O rei irou-se a ponto de perder o juízo. É melhor que "todo  o homem  seja  pronto para   ouvir,   tardio  para falar, tardio para se irar." Tiago   1.19.




Lembremo-nos da ira  de Caim (Gên.  4.5),  de Moisés (Num. 20.10), etc. Por causa da sua ira Nabucodonosor errou: 



(1) - Em chamar os "homens mais fortes" para atar os três hebreus, homens mansos e humildes que qualquer soldado sozinho podia subjugar.  




(2) - Na sua fúria, em vez de mandar os servos prepararem um fogo lento, mandou que aquecessem o mais possível o forno, o qual diminuiria os sofrimentos das vítimas, coisa   contrária ao que o rei queria.  




(3) - Ainda mais as chamas intensas consumiram os fiéis servos do rei.





VI - SÃO CONSERVADOS MILAGROSAMENTE:




Ler Dn 3.24-27 - Vejo quatro homens. . . e o aspecto do quarto é semelhante ao filho dos deuses (v. 25): Gloriosa verdade é: todas as vezes que os homens lançam fora um filho de Deus, esse filho encontra a mais doce e íntima comunhão com o seu Senhor.




Outros exemplos: O  cego de nascença. João 9.34,35; Paulo e Silas. Atos 16.19 e 27; João em Patmos. Apocalipse 1.9,10.     




Os três hebreus não foram salvos da fornalha ardente, mas salvos nela, a qual é uma salvação ainda maior.




O fogo não tinha poder algum sobre os seus corpos (v. 27) : O fogo apenas queimou os seus grilhões. O fogo, nem qualquer perseguição, não atinge a vida que é verdadeira, somente consomem os grilhões que nos prendem em um nível baixo e nos libertam para gozar de uma vida inefável.





VI - NABUCODONOSOR GLORIFICA A DEUS:



Ler Dn 3.28-30 - Os três hebreus não escolheram a saída dos crentes que acham melhor desobedecer e assim conservarem-se vivos para continuar a obra de Deus. Se eles se tivessem aproveitado de tal desculpa teriam perdido a grande influência que tinham sobre o rei, como se vê nos versículos 28 a 30.




De qualquer forma, é como Tertuliano declarou e como a história do mundo revela: "O sangue dos mártires é a semente da Igreja." Isto é, onde cai o sangue dos mártires, aí nascem muitos filhos para Deus - Lucas 21.16, 18.




Todas as vezes que um filho de Deus é vencido na tentação de agradar aos homens, ele perde a oportunidade de glorificar ao Deus verdadeiro.




Mas todas as vezes que tem uma experiência mais íntima do poder de Deus, aumenta também a esfera de seu ministério.




Lembremo-nos, cheios de gratidão, de que a liberdade de cultos e de crença, da qual gozamos, foi ganha pela fé, heroísmo e sacrifício de alguém como os três hebreus.




Fato é, e sempre sem exceção, que o melhor culto do mundo é oco e vão, enquanto que até mesmo na fornalha de fogo ardente pode-se gozar da presença de Deus.





VII - CONSIDERAÇÕES FINAIS:




O primeiro império mundial, o de Nabucodonosor, iniciou-se com a inauguração de uma estátua (Daniel 3) para ser adorada por todos os habitantes da terra.




O último império gentílico, o do Anticristo no tempo do fim, erguerá outra imagem deslumbrante e serão mortos todos aqueles que não a adorarem - Apocalipse  13.14,15.




Devemos sujeitar-nos "a toda a ordenação humana por amor do Senhor; quer ao rei como superior, quer aos governadores." I Pedro 2.13.




Porém, tanto o exemplo dos três hebreus como várias outras Escrituras nos ensinam que devemos obedecer ao Soberano dos soberanos, antes de qualquer autoridade civil - Atos 4.18,19.




Tal fidelidade, como a dos três hebreus, é o fruto do Espírito Santo - Gálatas 5.22  (Almeida, Revisão Autorizada).


FONTE DE CONSULTA E PESQUISA:
Espada Cortante Vol 1 – CPAD – Orlando Boyer