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16 de jun de 2014

2º TRIMESTRE DE 2014 - LIÇÃO Nº 12 - 22/06/2014 - "O DIACONATO"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL 
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ 
LIÇÃO Nº 12 - DATA: 22/06/2014 
TÍTULO: “O DIACONATO”
TEXTO ÁUREO – I Tm 3.13
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Tm 3.8-13
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/








I – INTRODUÇÃO:




At 6.1-6 - Diácono é um servidor; um oficial da Igreja, instituído pelos Apóstolos para:




(1º) – Socorrer aos necessitados;




(2º) – Servir as mesas; e




(3º) – Manter a boa ordem na casa de Deus.




Há, pois, que se resgatar o ministério diaconal, como no-lo mostra a Palavra de Deus, em At 6.





II – A ORIGEM DO DIÁCONO:




O sentido original da palavra “Diácono” é “servo”, “servente de mesas”, “garçom”.




O termo, contudo, tem o mesmo sentido de ministro e se relaciona também com a palavra empregada por Jesus, a seu próprio respeito, quando disse: "O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir" (Mt 20.28).




Além do sentido etimológico ora estudado, geralmente se admite que a função de Diácono teve a sua origem na escolha dos sete, em Atos 6.1-6, embora esses não sejam denominados de Diáconos.




No Novo Testamento, os Diáconos tinham a função de administrar coisas materiais e se ocupavam do suprimento dos necessitados na igreja.




Foi de fato a necessidade de atendimento às viúvas helenistas que motivou a decisão dos apóstolos quanto à separação de homens de excelentes qualidades para a função que deu origem ao diaconato. O termo Diácono, entretanto, só depois, de muitos anos, Paulo o menciona como parte do ministério da Igreja.






III – O DIÁCONO:




I Tm 3.8 – Já no início da atividade em Jerusalém, manifestou-se a necessidade de separar alguns homens cheios do Espírito Santo e de sabedoria, para servirem como Diáconos, atendendo assuntos materiais e sociais, para aliviar a sobrecarga que estava sobre os ombros dos ministros, a fim de que estes pudessem dedicar-se à oração e ao ministério da Palavra – At 6.1-4.




Os Diáconos não são os responsáveis diretos pelo lado material, nem pelo social da Igreja, mas são constituídos “sobre este importante negócio” por aqueles a que caberia fazê-lo – At 6.3. Eles, assim, não fazem parte propriamente do governo da Igreja.




Os Diáconos, sendo cheios do Espírito Santo, podem tomar parte na pregação da Palavra, como faziam os Diáconos Estêvão (At 6.10) e Filipe (At 8.5). O que se espera de um bom Diácono é um bom serviço – I Tm 3.13.





IV – A FUNÇÃO DO DIÁCONO:




Na Igreja Primitiva, o Diácono se ocupava especialmente de arrecadar donativos e distribuir alimentos aos pobres, aos necessitados.




Esta prática cristã esteve em franca evidência, especialmente nos primeiros anos da Igreja Primitiva, quando havia verdadeira comunidade de bens, entre os cristãos - At 4.32,35.




Esta prática cristã constituía um vasto campo de atividade e exigia a dedicação de homens fiéis. Era um trabalho de grande responsabilidade. Por isto, a exigência - At 6.3.




Tendo em vista a função original do Diácono, podemos concluir: onde quer que haja uma igreja que mantenha trabalhos sociais, com reais serviços de atendimento aos necessitados, a cargo de um Diácono, aí estará um tipo do Diácono do Novo Testamento, pois a menção de "servir às mesas", em nada se relaciona com a solenidade de distribuição da Santa Ceia em nossos dias. O Diácono tinha mesmo um ministério material como administrador de alimentos à comunidade pobre.




É provável que este sistema de beneficência cristã haja sofrido alguma modificação ou mesmo restrição. Cedo apareceram os que, à semelhança de Ananias e Safira, pretendiam imitar Barnabé e outros abnegados doadores (At 4.36,37; 5.1-11).




Também surgiram os que abusavam da generosidade dos irmãos, vivendo sem trabalhar, na exclusiva dependência da igreja. Isto se deduz das enérgicas admoestações de Paulo - Ef 4.28; l Ts 4.10,11; 2 Ts 3.10 - . Esta regulamentação atingiu até mesmo as viúvas - l Tm 5.16.




A situação chegou a ponto de Paulo e seus companheiros, em detrimento dos seus direitos, resolverem apresentar-se como exemplos, trabalhando com as próprias mãos - 2 Ts 3.8,9.




Estas passagens tanto revelam as providências para coibir as irregularidades, como demonstram que o serviço de atendimento aos necessitados não existiu somente em Jerusalém, mas também entre os gentios.




Nas epístolas de Paulo, dezenas de anos depois do início da Igreja em Jerusalém, são encontradas expressões como estas: "Servir aos santos e ainda servis", que correspondem à função de Diácono na igreja entre os gentios, em diversos lugares.





V – AS QUALIDADES DO DIÁCONO:




l Tm 3.8,9 - As qualidades exigidas para o Diácono são semelhantes às do bispo-presbítero. Entre outras coisas, lhes é exigida integridade no falar, e serem livres de "sórdida ganância", qualidade indispensável a quem lida com dinheiro e bens alheios.




Não somente as exigências para a escolha de Atos 6, mas também outros passos bíblicos revelam a seriedade com que era encarado o assunto. Paulo, instruindo os Coríntios, a respeito das ofertas recolhidas para os pobres de Jerusalém, na época de fome, diz - l Co 16.3 .




É regra sem exceção na Bíblia: Para qualquer trabalho para Deus e Sua causa, a responsabilidade corresponde à honra e ao privilégio do encargo.





VI – O TRABALHO ESPIRITUAL DO DIÁCONO:




Conquanto a função do Diácono fosse especificamente o atendimento dos necessitados, este não estava privado de exercer atividades espirituais, pregar o Evangelho e nem de possuir extraordinários dons sobrenaturais. Os dons espirituais podem dar origem a títulos ministeriais, contudo não se limitam e nem sempre correspondem a tais títulos.




Se admitimos que os sete foram os primeiros Diáconos, forçoso nos será concordar que o Diácono pode ser portador de extraordinários dons e, consequentemente, habilitado para grandes obras no Reino de Deus.




De Estêvão, está escrito: At 6.8,10.




A respeito de Filipe, lemos: At 8.6,7.




Os homens escolhidos deviam ser "de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria" (At 6.3). Não há dúvida de que homens com tais qualidades e condições espirituais poderão ser usados por Deus para qualquer trabalho na Sua Igreja: l Tm 3.13.




Será sempre de grande proveito na igreja o Diácono segundo o modelo bíblico.





VII – CONSIDERAÇÕES FINAIS:




Em geral, a Igreja Primitiva julgava ter tido a origem da ordem de Diácono nos sete homens escolhidos de que fala At 6.




Entretanto, devemos observar que aqueles sete homens escolhidos nunca são chamados de “Diáconos” em Atos dos Apóstolos.




Somente pelo fim da vida do apóstolo Paulo é que há claros indícios de aparecerem os “Diáconos” como fazendo parte regular da organização da Igreja. Somente, então, eles são mencionados com os “Bispos” da Igreja de Filipos e, em I Tm 3, é que o apóstolo Paulo estabeleceu regulamentos para ambos os cargos.




Por fim, devemos notar que a palavra “Diácono”  se usa no N. T. no sentido geral de:




(A) – Servo ou agente de um rei – Mt 22.13;




(B) – Servo ou agente de Deus – Rm 13.4; e




(C) – Servo ou agente de Jesus Cristo – I Tm 4.6.




É exatamente neste sentido (servo ou agente) que o apóstolo Paulo fala de si próprio como de um Diácono ou ministro do Evangelho e da Igreja – Cl 1.23, 25.


FONTES DE CONSULTA E PESQUISA:

Títulos e Dons do Ministério Cristão – CPAD – Estêvam Ângelo de Souza
Teologia Sistemática – CPAD - Eurico Bergstén
Dicionário Bíblico Universal – Editora Vida – Buckland
Dicionário Teológico – CPAD – Claudionor Corrêa de Andrade