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27 de mar de 2010

LIÇÃO Nº 01 - 04/04/2010 - "JEREMIAS, O PROFETA DA ESPERANÇA"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO 01 - DIA 04/04/2010
TÍTULO: “JEREMIAS, O PROFETA DA ESPERANÇA”
TEXTO ÁUREO – Jr 1:7
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Jr 1:1-10
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e.mail: geluew@yahoo.com.br
http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/



I – INTRODUÇÃO:

• Desde o ventre materno, Jeremias foi escolhido por Deus para ser profeta. Portanto, o que ele falou, mesmo em desacordo com a vontade do povo, foi a mensagem divina contra a idolatria judaica. Perseguido e preso, persistiu no propósito de combater o erro, a fim de que a nação se arrependesse e fosse salva do cativeiro. O ministério de Jeremias durou cerca de 40 anos e se estendeu pelo reinado dos cinco últimos reis de Judá, quais sejam:

• (1) – Josias – O soberano por meio do qual aconteceu o último despertamento espiritual de Judá – II Cr 34 e 35;

• (2) – Jeoacaz, também chamado Salum, o qual, após três meses de governo, foi deposto e levado para o Egito – Jr 22:11-12; II Cr 36:1-4;

• (3) – Jeoiaquim, também chamado Eliaquim, irmão de Jeoacaz – II Cr 36:4-8 – Rei idólatra e mau, que foi duramente repreendido por Jeremias – II Rs 23:7; Jr 22:13-19;

• (4) – Joaquim, também chamado de Conias ou Jeconias – Jr 22:24; 24:1 – reinou por um período de três meses; e

• (5) – Zedequias, também chamado de Matanias. Era o tio do rei Joaquim e, portanto, filho do rei Josias – II Rs 24:17 – Foi um rei fraco, vacilante e joguete nas mãos dos políticos de sua época. Não se humilhou perante o profeta Jeremias que lhe falava da parte do Senhor. Por sua desobediência à Palavra de Deus, pagou muito caro – II Cr 36:12; II Rs 25:5-7.

• Só nas mãos de Jeová seria possível a um jovem, nascido numa aldeia de um país insignificante na arena política do mundo, chegar a influenciar o destino das nações. Mas foi isto que Deus propôs ao jovem Jeremias. Não é de admirar que sua reação tenha sido: “SOU UM MENINO”.

• Deus, entretanto, não precisa tanto de homens experimentados quanto de homens dedicados; o Senhor dá a capacidade e experiência necessárias para que Sua obra seja executada; tudo para Sua honra e glória.

II – A IGREJA E O PODER POLÍTICO NO BRASIL:

- Pelo livro do Profeta Jeremias vemos que não é possível unir a vida política com a religiosa. A maioria dos reis de Judá perseguiu o Profeta Jeremias, não dando ouvidos às advertências de Deus.

- Nos últimos tempos em nosso País, principalmente por ocasião das eleições, podemos ouvir com bastante frequencia e fervor muitos pregadores e líderes evangélicos afirmando que a Igreja deve conquistar o poder político no Brasil e impor sobre a sociedade um governo baseado na Bíblia Sagrada.

- Multiplicam-se as vozes a favor do domínio da Igreja sobre as instituições sociais e políticas da nação. Surgiram há alguns anos as seguintes frases:

- (1) - “O Brasil é do Senhor Jesus! Povo de Deus, declare isso!”

- (2) - “A solução dos problemas do Brasil está na Igreja!”

- (3) - “Chegou a hora de a Igreja ocupar os postos de liderança desta nação!”

- (4) - “O caos social, político e econômico do Brasil é decorrência, numa primeira instância, das maldições espirituais que repousam sobre o nosso país!”

- (5) - “Já somos 35 milhões de evangélico no Brasil e está na hora de assumirmos o governo deste País!”

- No entanto, a situação política, social e econômica do Brasil não é decorrência apenas da situação espiritual. Se assim o fosse, o Japão não seria uma das maiores potências do mundo. Ora, o que predomina lá é o Budismo, o Xintoísmo e o culto aos antepassados. Logo, os problemas do Brasil são bastante complexos e não serão resolvidos apenas com a eleição de alguns evangélicos ou de um Presidente da República cristão.

- Para piorar a situação, podemos constatar, ao longo dos anos, que o envolvimento de muitos evangélicos com a política tem produzido resultados desanimadores, um vexame para a Igreja do Senhor. Muitos evangélicos, depois de eleitos, perceberam que legislar não é a mesma coisa que contar histórias bíblicas ou dar gritos de “glória Deus e aleluia!”

III - BASE BÍBLICA USADA PELOS ADEPTOS DA TEOLOGIA DO DOMÍNIO:

III.1 - Gn 1:26-28

- REFUTAÇÃO - A ordem original que Deus deu ao homem era o domínio sobre o ambiente e não sobre os seus semelhantes;

III.2 - Mt 28:18-20

- REFUTAÇÃO - Fazer discípulos de todas as nações não significa ensinar princípios bíblicos às instituições políticas do mundo. 

- De fato, o N.T. usa “nações” para referir-se a entidades políticas (Mc 13:8; At 2:11). Mas também (e com maior frequencia) para grupos de pessoas, especialmente gentios (Mt 6:32; Gl 2:9; Ef 2:11). Além disso, batizam-se e ensinam-se à pessoas e não à instituições civis!

IV - EXEMPLOS BÍBLICOS DA VIDA POLÍTICA EM DESARMONIA COM A RELIGIOSA:


IV.1 - I Sm 13:8-14:

• Acumular os atributos dos sacerdotes com os do rei era proibido aos judeus. Saul foi desobediente ao porta-voz de Deus. Ao invés de esperar por Samuel, ofereceu um holocausto para unir o povo e prepará-lo para a guerra. Preferiu adorar a ética situacionista, em vez da ética bíblica e, depois, ofereceu desculpas para sua conduta. Saul tentou se justificar ao invés de confessar seu pecado (Lv 14:19-20).

IV.2 - I Rs 21:17-29; II Rs 1:1-17:

- Em atenção à humildade do terceiro capitão, Elias recebeu ordem do Anjo do Senhor para descer. Mas não recebeu ordem de alterar a mensagem que Deus tinha para aquele rei!

IV.3 - II Cr 26:16-21:

- Homens de firmeza - sua firmeza e sua coragem provinham do hábito de respeitarem mais a Deus do que aos homens. Deus julgou Uzias acometendo-o de lepra por ter usurpado prerrogativas que cabiam aos sacerdotes (Ex 30:1-10).

- Aqueles sacerdotes resistiram ao rei. O rei não podia reger fora do alcance de sua autoridade. A lei considerava todos os leprosos como cerimonialmente imundo, INCLUSIVE O REI.

- Uzias não se separou do pecado e para o Senhor. Por isso, Deus o separou dos amigos, da sua família, do seu trono e do santo Templo, que pertence ao Santo Deus.

IV.4 - Jo 18:28-38:

- Ainda que o reino de Cristo não seja reino político, tem ministros leais. Não sendo deste mundo, sua realidade celestial se demonstra na persuasão do amor e não nas armas. O rei é Cristo que reina pela força da verdade (Sl 91:4; 93:1-2, 5)

IV.5 - Dn 4:17-18, 24-27; 5:1-29:

- Daniel tinha plena consciência da sua alta missão profética. Não era hora de levantar interpretação que agradassem à casa real, nem de considerar a autoridade humana, e, portanto, as honras carnais eram desprezadas, pois bem sabia Daniel de quão pouco valiam. Daniel não poupou a família real.

IV.6 - Ne 6:10-14:

- Semaías alegou ter recebido uma revelação especial sobre um atentado contra a vida de Neemias e sugeriu que o lugar santo no Templo em Jerusalém era o único lugar seguro para Neemias. Tal sugestão, todavia, desmascarou a traição de Semaías, uma vez que somente os sacerdotes podiam entrar no lugar santo (Nm 18:7)

IV.7 - Jo 6:9-15; Mt 4:8-10:

- Jesus não aceitou tornar-se um líder político e ainda resistiu e desprezou a oferta de Satanás, não caindo, portanto, em tentação.

V – SOMOS UM POVO SACERDOTAL E PROFÉTICO:

•  Jr 1:1 - Sendo de família sacerdotal, ou seja, da Tribo de Levi, descendente de Arão, Jeremias também é sacerdote por hereditariedade, mas Deus lhe deu a missão de PROFETA, isto é, "ALGUÉM QUE FALA", "UM PORTA-VOZ" da mensagem de Jeová.

 • II Pe 2:9 – “Mas vós sois... o sacerdócio real... para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou...”

• Diante do quadro caótico na política, será que estamos em condições de executarmos um ministério idêntico ao de Jeremias? Ou seja, de exercermos as funções de sacerdotes e de profetas? Meditemos:

V.1 - OS SERVIÇOS DOS SACERDOTES:

• (1) - Tomar conta do tabernáculo – Nm 18:1, 5, 7 - Tenhamos zelo pela Casa do Senhor;

• (2) - Acender e conservar em ordem as lâmpadas do santuário - Ex 27:20-21; Lv 24:3-4 - Sejamos cheios da Palavra (lâmpada) e da presença de Cristo, a Luz do mundo;

• (3) - Conservar sempre aceso o fogo do altar - Lv 6:12-13 - Estejamos sempre na presença de Deus, em santificação;

• (4) - Queimar incenso – Ex 30:7-8; Lc 1:9 - Oremos sem cessar;

• (5) - Colocar e remover os pães da proposição – Lv 24:5-9 - Tenhamos sempre comunhão uns com os outros;

• (6) - Abençoar o povo – Nm 6:23-27 – Na autoridade do nome de Jesus, ministremos as bênçãos celestiais ao povo de Deus;

• (7) - Purificar os imundos – Lv 15:30-31 – Oremos para que Deus perdoe nossos pecados;

• (8) - Decidir os casos de ciúmes – Nm 5:14-15 – Não fiquemos enciumados por aquele (a) que o Senhor tem usado em Sua obra: Deus usa quem Ele quer, como quer e quando quer;

• (9) - Decidir casos de lepra – Lv 13:1-59; 14:34-35 – Não brinquemos com o pecado; onde ele habitar, a santidade será extinta;

• (10) - Julgar os casos de controvérsia – Dt 17:8-13; 21:5 – Nossa palavra seja sim, sim e não, não;

• (11) - Ensinar a lei – Dt 33:8-10; Ml 2:7 – Estudemos com afinco a Palavra do Senhor, pois não podemos ensinar o que não sabemos;

• (12) - Transportar a arca – Js 3:6, 17; 6:12 – Onde pisarmos a planta dos nossos pés, a presença de Deus estará conosco;

• (13) - Encorajar o povo a ir à guerra – Dt 20:1-4 – Que os covardes e medrosos voltem para casa;

• (14) - Tocar as trombetas em várias ocasiões – Nm 10:1-10; Js 6:3-4 – Não nos calemos diante do pecado; clamemos contra ele, em nome de Jesus;

• (15) - Não podiam casar-se com mulheres divorciadas ou impróprias – Lv 21:7 – Não esqueçamos: Deus odeia o repúdio, o divórcio - Ml 2:16;

• (16) - Não podiam beber vinho - Lv 10:9; Ez 44:21 – Não vos embriagueis com vinho em que há contendas, mas enchei-vos do Espírito Santo;

• (17) - Enquanto estivessem imundos, não podiam realizar qualquer serviço - Lv 22:1-2 cf Nm 19:6-7 – Enquanto estivermos em pecado, estaremos desqualificados para fazermos a obra do Senhor;

• (18) - Enquanto estivessem imundos, não podiam comer das coisas santas - Lv 22:3-7 – Enquanto estivermos em pecado, não poderemos manter comunhão com Deus e a Sua Igreja; o pecado faz separação entre nós e Deus.

V.2 - OITO CARACTERÍSTICAS DO PROFETA:

• (1) – Tem estreito relacionamento com Deus e se torna confidente do Senhor (Am 3.7).

• (2) - Não somente ouve a voz de Deus, como também sente Seu coração (Jr 6.11; 15.16,17; 20.9).

• (3) - À semelhança de Deus, o profeta ama profundamente o povo (Ez 18.23). Por isso, suas mensagens são cheias não somente advertências, como também palavras de esperança e consolo.

• (4) - O profeta busca o sumo bem do povo, isto é, total confiança em Deus e lealdade a Ele; eis porque advertia contra a confiança na sabedoria, riqueza, poder humanos e nos falsos deuses (Jr 8.9,10; Os 10.13, 14; Am 6.8).

• (5) - O profeta tem profunda sensibilidade diante do pecado e do mal (Jr 2.12,13,19; 25.3-7; Am 8.4-7; Mq 3.8).

• (6) - O profeta desafia constantemente a santidade superficial e oca do povo, procurando desesperadamente encorajar a obediência sincera às palavras que Deus revelou na Lei - Jr 22:21 cf 29:10;

• (7) - O profeta tem uma visão do futuro, revelada em condenação e destruição (Is 63.1-6; Jr 11.22,23; 13.15-21; Ez 14.12-21; Am 5.16-20,27), bem como em restauração e renovação (Is 65.17-66.24; Jr 33; Ez 37).

• (8) - Finalmente, o profeta é, via de regra, um homem solitário e triste (Jr 14.17,18; 20.14-18; Am 7.10-13; Jn 3- 4), perseguido pelos falsos profetas que predizem paz, prosperidade e segurança para o povo que se acha em pecado diante de Deus (Jr 15.15; 20.1-6; 26.8-11; Am 5. 10 cf. Mt 23.29-36; At 7.51-53). Ao mesmo tempo, o profeta verdadeiro é reconhecido como homem Deus, não havendo, pois, como ignorar o seu caráter e a sua mensagem.

VI – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• Sempre que um cristão tiver a oportunidade de exercer um cargo público (O QUE NÃO É NENHUM PECADO), deve fazê-lo com justiça e com ética cristã, tendo em mente que terá que prestar contas a Deus dos privilégios e responsabilidades que lhe forem atribuídas.

• No entanto, a ética cristã na Igreja evangélica brasileira está tão comprometida hoje, que o risco de votar em crente é muito maior do que votar no descrente. Porque, pelo menos, o descrente não trará escândalo para o Evangelho e a Igreja de Deus.

• Por isso, é muito difícil um obreiro, o qual tem a chamada divina para o ministério, conciliar a obra de Deus e a política, pois uma é eterna e a outra terrena. Deve, por isso, dedicar-se somente à primeira, da qual dará conta na eternidade.

• Um obreiro realmente chamado por Deus e em plena atividade ministerial, não deve jamais trocar sua chamada por qualquer outra coisa. Caso venha fazê-lo, que deixe o exercício do ministério. Além disso, não podemos esquecer que a missão principal da Igreja antes da volta do Senhor é o evangelismo e o discipulado, e não formar cruzadas para tomar o poder ou conquistar o domínio político numa nação ou no mundo.

• Finalizando: Uma das perguntas básicas neste assunto é: 

• - “Lá no Congresso Nacional, nas Assembléias Legislativas e nas Câmaras dos Vereadores tem ministração da Santa Ceia? Tem oração? Tem pregação e estudo da Palavra de Deus? Podemos orar e falarmos em mistérios com Deus?...” -  

Não???!!!....

• Então, homem e mulher de Deus, em nome de Jesus:

• - “... ATENTA PARA O MINISTÉRIO QUE RECEBESTE NO SENHOR, PARA QUE O CUMPRAS” – Cl 4:17

• Amém.



FONTES DE CONSULTA:


• Lições Bíblicas CPAD – 3º Trimestre de 1995 – Comentarista: Eurico Bergsten


• Plampin, Richard T. – Jeremias, seu ministério, sua mensagem – JUERP


• B.E.P. – CPAD


• Romeiro, Paulo - Evangélicos em Crise - Editora Mundo Cristão


• A Bíblia Anotada - Editora Mundo Cristão


• A Bíblia Vida Nova - Edições Vida Nova


• Lições Bíblicas - 4º Trimestre de 1996 - CPAD - Comentarista: Antônio Gilberto

20 de mar de 2010

LIÇÃO Nº 13 - 28/03/2010 - "SOLENES ADVERTÊNCIAS PASTORAIS"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO 13 - DIA 28/03/2010
TÍTULO: “SOLENES ADVERTÊNCIAS PASTORAIS”
TEXTO ÁUREO – II Cor 13:5a
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: II Cor 12:19-21; 13:5, 8-11
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e.mail: geluew@yahoo.com.br


I – INTRODUÇÃO:


• Às vezes o Pastor precisa entender que seu ministério não consiste apenas de ensino bíblico todo o tempo: o rebanho precisa também de disciplina. O fato de algumas vezes o Pastor ser implacável, não significa ser inimigo das ovelhas do Senhor.

• No que diz respeito à correção pastoral, como a que Paulo exerceu junto aos crentes de Corinto, podemos asseverar que vale a pena exercê-la. Isto porque, se o Pastor também alimenta as ovelhas do Senhor por meio de exortação, encorajamento e apelos para que atendam à Palavra, terá a alegria de ver suas ovelhas conduzindo-se dignamente diante do Senhor Deus.

• Não esqueçamos: Um membro do corpo sob infecção, se não for tratado, afetará imediatamente todos os demais.

II - A PALAVRA DISCIPLINA:


• DISCIPLINA significa: “INSTRUÇÃO”; “DIREÇÃO”; “GOVERNO” e “IMPOSIÇÃO DE AUTORIDADE E DE MÉTODOS CORRECIONAIS”.

• O alvo da verdadeira disciplina é ajudar a outrem a ser um bom discípulo (aprendiz). Por outro lado, todo bom discípulo deve ser amigo da disciplina.

III – A DISCIPLINA APLICADA NO TEMPLO POR JESUS, O SUMO-PASTOR:


• Alguns pecados da Igreja de Corinto eram: pendências judiciais, invejas, iras, porfias, difamações, imundícia, prostituição e desonestidade.

• Diante deste quadro, o apóstolo Paulo questionou àquela Igreja: - “... Ou não sabeis, quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados” – II Cor 13:5.

• E hoje? Será que podemos responder afirmativamente? Jesus Cristo está realmente na Igreja?!

• Antes de respondermos, façamos uma análise de Mc 11:11, 15-18:

• No texto sagrado, Jesus entra no Templo e expulsa os cambistas, porque transformaram a casa de Deus em lugar de negócios humanos. No contexto da época, isso era um ato normal diante dos judeus. Entretanto, Jesus rompe com isso, demonstrando que, dessa forma, não existe vida em uma Igreja .

• Assim, podemos vislumbrar OS MOTIVOS PELOS QUAIS JESUS AGIU COM DISCIPLINA, OU SEJA, PORQUE DEUS IMPÔS AUTORIDADE E MÉTODOS CORRECIONAIS:

• (1) – FALTA DE TEMOR – Mc 11:15-16 - Havia comércio dentro do templo. Pessoas perambulando, carregando objetos, voltadas única e exclusivamente para um contato horizontal de negócios: os lucros.

• Hoje, o que vemos na Igreja é um verdadeiro negócio com Deus, onde quem leva vantagem é o homem. A voz e o tom exigentes por meio dos quais se tem falado com Deus, deixam dúvidas de quem é o verdadeiro Senhor.

• O Deus que se transformou em servo do povo para lhe cumprir os caprichos, certamente não é o mesmo Deus da exortação de Hb 12.28-29.

• Sirvamos ao Senhor de modo agradável, com reverência, porque Ele é um fogo consumidor.

• (2) - FALTA DE UNÇÃO – Mc 11:17 - Jesus cita o profeta Isaías, quando o mesmo diz que a Casa de Deus é casa de oração, não de negociação. Entende-se que as pessoas ali não procuravam o contato com o divino, não buscavam a unção de Deus; estavam voltadas a enganarem e roubarem. Tudo dentro do Templo, qual seja, o local que deveria ser a casa de conversas com o Deus Altíssimo.

• Hoje, vemos Igrejas apresentando Teologias sem conteúdo. As experiências geram arrepios pelo corpo, geram choro, mas não mudança de vida. O ser cheio do Espírito não muda mais a vida em casa, no trabalho, na escola, no namoro. As pessoas na verdade não tem a verdadeira unção; são vazias, não tem prazer em estar na casa de Deus para louvá-Lo. Estão ali para negociarem com o Senhor. Qual o futuro de uma relação assim? Qual o futuro de uma geração em que a relação com Deus não passa de frases ocas que só prometem prosperidade e vitórias sobre demônios e triunfo na vida?

• (3) - FALTA DE DISCERNIMENTO - Mc 11:18-19 - Quando os líderes religiosos ficaram sabendo o que fez Jesus, queriam matá-lo. Mesmo que a multidão ficasse maravilhada com o ensino de Jesus, uma semana depois, ela mesma O acusava.

• Hoje também a Igreja está assim. Existe uma falta de discernimento muito grande em nosso tempo: 

• (A) - Não se sabe se a Igreja existe para levantar as pessoas ou se estas existem para levantar a Igreja.

• (B) - Canta-se para louvar a Deus ou entretenimento do povo?

• (C) - Vêm-se à Igreja para buscar edificação ou por causa do costume?

• (D) - Faço parte da Igreja porque quero, ou porque não me deixam fazer outra coisa? 

(E) - Ou porque tenho medo de ir para o inferno? 

(F) - Ou, nem sei por que faço parte da Igreja? 

• A falta de discernimento e a confusão de hoje é gerada por Pastores que não procuram falar o que as ovelhas precisam ouvir, mas o que elas querem ouvir. 

• Assim, com a unção dos altos céus, possamos bradar como o santo homem de Deus: 

- "EU, PORÉM, ESTOU CHEIO DO PODER DO ESPÍRITO DO SENHOR, CHEIO DE JUÍZO E DE FORÇA, PARA DECLARAR A JACÓ A SUA TRANSGRESSÃO E A ISRAEL O SEU PECADO" - Mq 3:8


IV – NADA E NINGUÉM IMPEDIU QUE O DONO DA IGREJA ENTRASSE EM AÇÃO:


• Jesus fez uma purificação no Templo. Como? Vejamos:

• (1) - MINUCIOSAMENTE – Mc 11:11 ("... E TENDO VISTO TUDO AO REDOR...") - Tudo foi observado e avaliado pela justiça divina; nada escapa dos olhos do Altíssimo.

• (2) - PACIENTEMENTE - Mc 11:11 ("... COMO FOSSE JÁ TARDE...") - Já era tarde e Jesus não agiu logo, de imediato; Ele esperou o tempo apropriado para entrar em ação (Jesus ainda nos tem dado tempo para o conserto).

• (3) - ENERGICAMENTE – Mc 11:15 ("... E JESUS, ENTRANDO NO TEMPLO, COMEÇOU A EXPULSAR...")- Quando foi o tempo e a hora de agir, Deus agiu! Não houve melindres humanos em Jesus; houve zelo santo.

V - O QUE JESUS VISAVA POR MEIO DESTA PURIFICAÇÃO?:


• Vejamos:

• (1) - ACABAR COM O USO INADEQUADO DO TEMPLO - O templo não é lugar de comércio, não é plataforma política, não é campo de oportunidades pessoais; é lugar de :

• (A) - Cura divina - Mt 21:14; Lc 6:6b-11; 13:10-17;

• (B) - Ensinamento - Mc 14:49; Lc 6:6a; 13:10; 19:47-48;

• (C) - Jejuns e orações - Lc 2:36-37;

• (D) - Encontro com Jesus para alcançar não somente cura divina, mas perdão dos pecados - Jo 5:1-9, 14-15;

• (E) - Encontro com Jesus para alcançar libertação e perdão dos pecados - Jo 8:1-11;

• (F) - Lugar de apresentarmos a Deus as nossas angústias - Is 37:1, 14-15;

• (2) - ACABAR COM A MECANICIDADE DOS CULTOS  - Mc 11:15 - Pessoas estavam comprando seus sacrifícios, encomendando seus cultos. Não era um sacrifício de louvor, de coração, da alma; era apenas uma obrigação, um ritual a ser seguido.

• (3) - ESTABELECER ORDEM E REVERÊNCIA – Mc 11:16  - Gente levando utensílios de um lado para o outro. Nos cultos, muitas vezes não há reverência: pessoas ficam comercializando, conversando, marcando encontros, desfilando roupas novas, paquerando - Jo 2:16; I Cor 6:9-11.

• (4) - TRANSFORMAR O TEMPLO EM CASA DE ORAÇÃO - É triste quando o templo é lugar de tudo: de encontros, de shows, de alegria, mas não inspira a oração e a quietude de espírito. Jesus viu o templo em tal confusão que era impossível orar ali; viu o povo sendo explorado em nome da religião -  Jr 7:11 cf  Is 56:7

VI - A DISCIPLINA NA IGREJA HOJE:


• Mt 16:19; 18:18 - Os ministros estão autorizados a estabelecer a disciplina na Casa do Senhor. Esta deve consistir em:

• (A) – MANTER A SÃ DOUTRINA – I Tm 1:3; Tt 1:13;

• (B) – POR EM ORDEM OS NEGÓCIOS ESPIRITUAIS  - I Cor 11:34; Tt 1:5;

• (C) – REPREENDER OS OFENSORES – I Tm 5:20; II Tm 4:2;

• (D) – REMOVER OS OFENSORES OBSTINADOS – I Cor 5:3-5, 13; I Tm 1:20;

• (E) – FAZER COM QUE TODOS SE SUBMETAM À DISCIPLINA – Hb 13:17;

• (F) – DEVE SER PARA A EDIFICAÇÃO – II Cor 10:8; 13:10;

• (G) – DEVE TER COMO OBJETIVOS A DECÊNCIA E A ORDEM – I Cor 14:40;

• (H) – DEVE SER EXERCITADA NUM ESPÍRITO DE AMOR – II Cor 2:6-8

VII - POR QUE É NECESSÁRIO APLICAR A DISCIPLINA NA IGREJA?:


• (1) - PORQUE DEUS QUER HABITAR NELA - I Cor 3:16; Ef 2:22 cf I Pe 1:15-16; Js 7:12; II Cor 6:14-18

• (2) - PORQUE SÓ ASSIM A IGREJA PODE CONSERVAR SUA PECULIARIDADE - Tt 2:4; Jo 15:19 cf I Cor 5:6-8; 15:32 cf I Jo 1:7

• (3) - PORQUE É NECESSÁRIO MANTER O RESPEITO À DOUTRINA - Ml 1:8 - Quando os membros da Igreja vivem em pecado, o procedimento se torna em flagrante contradição à doutrina pregada. Se isso continuar, sem que as devidas providências sejam tomadas, o resultado será sempre o mesmo: A doutrina começa a esvair-se e as normas bíblicas desaparecerão. Em lugar do Evangelho da Graça, surgirá o “Evangelho da carne”.

• (4) - PORQUE O CONCEITO DA IGREJA DIANTE DO MUNDO EXIGE QUE HAJA DISCIPLINA - At 5:11, 13 cf Pv 24:25-26

• (5) - PORQUE A IGREJA PRECISA OBTER VITÓRIA SOBRE O INIMIGO - Hb 12:15 – Quando a disciplina é aplicada, o diabo perde sua base e o Espírito Santo tem plena liberdade de ação.

• (6) - PORQUE É INDISPENSÁVEL PARA GANHAR O FALTOSO - I Cor 5:5 cf II Cor 2:6-10 - Esta pessoa disciplinada foi restaurada porque o pecado na vida dela fora condenado. Quando a tolerância com o pecado deixa o faltoso na Igreja, isto traz um entristecimento para os justos, enquanto as mãos dos pecadores são reforçadas e o resultado é que os faltosos não quererão se arrepender - Ez 13:22-23; Jr 23:14.

VIII - SEJAMOS IMITADORES DO SUMO-PASTOR:


• “O SENHOR É O MEU PASTOR... A TUA VARA E O TEU CAJADO ME CONSOLAM” – Sl 23:1, 4

• A Bíblia fala de Pastores que gostam de apascentar a si mesmos (Ez 34:1-2; Jd 12). Jesus os chamou de mercenários; o apóstolo Paulo chamou-os de obreiros fraudulentos (Jo 10:12-13; II Cor 11:13).

• Sejamos, porém, como o nosso Sumo-Pastor: conduzamos as duas armas disponíveis: A VARA E O CAJADO:

VIII.1 - VARA:


• Uma espécie de bastão não muito longo, porém muito resistente. Um instrumento de defesa usado pelos pastores de ovelhas para afugentar lobos, leões,  ursos e para contar, guiar, resgatar e proteger as ovelhas (Lv 27.32; Ez 20.37).

• É um instrumento que representa a autoridade e o poder do Senhor – Sl 2.9; 45.6; Êx 21.20; II Sm 7.14; Jó 9.34.


VIII.2 – CAJADO:


• É distinto da vara. Enquanto esta era mais curta, o cajado era mais comprido e delgado, podendo ser até curvado. Com ele, o Pastor guia as ovelhas, levanta as que estão cansadas, trazendo-as para junto de si. É um instrumento de apoio - Êx 21.19; Jz 6.21; 2 Rs 4.29; Zc 8.4.

Tenhamos cuidado! Alguns hoje usam a vara sem o cajado; outros, o cajado sem a vara; outros, ainda, não usam nem a vara, tampouco o cajado! O Espírito do Senhor, bem como as verdadeiras ovelhas não apoiarão aos Pastores que estiverem nestas condições.

IX - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• Paulo agiu como um autêntico Pastor; não se preocupou com a sua situação pessoal diante da Igreja de Corinto, mas com a vontade de Deus. Esse é o modelo que deve ser seguido pelos Pastores: Proferir solenes advertências pastorais em defesa do seu ministério e em defesa do rebanho do Senhor Jesus!

• Não esqueçamos: O Pastor de verdade procura falar aquilo que o rebanho precisa ouvir e não necessariamente o que o povo quer ouvir. Leiamos os textos bíblicos abaixo:

•  "Disse, porém, Josafá: Não há aqui ainda algum profeta do Senhor, ao qual possamos consultar? Então disse o rei de Israel a Josafá: Ainda há um homem por quem podemos consultar ao Senhor; porém eu o aborreço, porque nunca profetiza de mim bem, mas só mal; este é Micaías, filho de Inlá. E disse Josafá: não fale o rei assim.... E todos os profetas profetizaram assim, dizendo: Sobe a Ramote-Gileade e prosperarás, porque o Senhor a entregará na mão do rei. E o mensageiro que foi chamar a Micaías falou-lhe, dizendo: Vês aqui que as palavras dos profetas, a uma voz, predizem coisas boas para o rei; seja, pois, a tua palavra como a palavra de um deles, e fala bem. Porém, Micaías disse: VIVE O SENHOR, QUE O QUE O SENHOR ME DISSER, ISSO FALAREI" - I Rs 22:7-8, 12-14.


“FIZ-ME, ACASO, VOSSO INIMIGO, DIZENDO A VERDADE?” - Gl 4:16.
 


•  Que o nosso bondoso Deus continue nos dando firmeza e determinação para que, com a vara e o cajado nas mãos, cumpramos o nosso árduo, porém santo e honrado ministério, em nome de Jesus. Amém.






Fontes de consulta:

• Lições Bíblicas CPAD – 2º Trimestre de 1999 – Comentarista: Esequias Soares

• Lições Bíblicas CPAD – 3º Trimestre de 1997 – Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

• Lições Bíblicas CPAD – 4º Trimestre de 1982 – Comentarista: Geziel Gomes

• Bíblia de Estudo Vida

• Lições Bíblica Maturidade Cristã – CPAD – 3º Trimestre de 1987 – Comentarista: Estevam Ângelo de Souza

• Estudo Bíblico: "Quando uma Igreja morre" - Arnildo Klumb

• Esboço de A a Z – Editora Vinde – Caio Fábio

13 de mar de 2010

LIÇÃO Nº 12 - 21/03/2010 - "VISÕES E REVELAÇÕES DO SENHOR"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO 12 - DIA 21/03/2010
TÍTULO: “VISÕES E REVELAÇÕES DO SENHOR”
TEXTO ÁUREO – II Cor 12:1
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: II Cor 12:1-4, 7-10, 12
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e.mail: geluew@yahoo.com.br


· No presente subsídio, focamos, apenas, um dos objetivos constantes da pág. 85 da Revista do Professor, qual seja: 

· - "Saber que nem a Igreja, nem crente algum pode depender de experiências sobrenaturais, como visões, revelações e arrebatamento de espírito para conhecer a vontade de Deus".

I – INTRODUÇÃO:

· Existem muitos por aí dizendo que estão recebendo determinadas revelações, que tiveram sonhos, visões, profecias e até contatos especiais com seres superiores. São indivíduos que dizem que estão entrando no mundo das coisas invisíveis, enxergando imagens e ouvindo diferentes sons, tendo assim experiências místicas.

· Outros há que falam em revelações de um modo exagerado. Para eles, tudo é entendido da seguinte maneira:

· (1) – “Deus me revela”;

· (2) – “Eu não fui revelado”;

· (3) – “Estou aguardando uma revelação”; e etc.

· São pessoas que acham que para tudo o que se vai fazer ou deixar de fazer é preciso “ser revelado”.

· Percebe-se que estas supostas revelações acabam gerando atitudes extremadas e pouco racionais, pois criam seitas, geram suicídios e mergulho num fanatismo sem precedentes, onde diversas decisões equivocadas são tomadas.

· Dito isto, procuraremos mostrar neste subsídio que tudo aquilo que acontece no viver do cristão precisa conferir com a vontade e a Palavra de Deus e ter respaldo nos ensinamentos de Jesus, também constantes da Bíblia Sagrada – Rm 16:25-27; Cl 1:23; Gl 1:8.

II – UM MOVIMENTO DE REVELAÇÕES:

· Jl 2:28 – “Profetizarão”, “terão visões”, “sonharão” – O movimento do Espírito Santo é um movimento de revelações do infinito. É uma das funções do Espírito Santo revelar aos homens as coisas de Deus de várias maneiras, inclusive quanto ao futuro distante, visando a edificação da Igreja de Jesus.

II.1 – PROFECIA:

· Falar na própria língua, sob a inteira unção do Espírito Santo. Constitui-se de vários elementos e tem a função de edificar, exortar e consolar – I Cor 14:3.

II.1.1. – ORIGEM DA FALSA PROFECIA:

· Via de regra, a falsa profecia tem duas origens:

· (A) – HUMANA – Jr 23:16, 21, 26 – Leva o homem a falar da sua própria mente ou coração (Jr 17:9). Exemplo: II Sm 7:1-13 (Natã e Davi).

· (B) – DIABÓLICA – Através de espíritos de mentira e de demônios que imitam os verdadeiros servos de Deus (I Rs 22:21-23; Dt 18:20-22; Jr 5:31; 14:14-16).

II.1.2 - MOTIVO DA FALSA PROFECIA:

· Enganar o homem para que este se rebele e se distancie de seu Criador. É por isso que surgem os falsos profetas – Jr 23:26-27; At 13:8.

II.1.3 - CARACTERÍSTICAS DA FALSA PROFECIA:

· (1) - Introduz heresias (II Pe 2:1-3);

· (2) - Defende as paixões humanas (II Tm 3:3-4);

· (3) - Engana, pois leva o homem a amar as concupiscências e o pecado (II Pe 2:18; Jd 4);

· (4) - Tem por fundamento a imitação (At 16:16-18);

· (5) - Tem por fundamento a falsificação (II Cor 2:17; Jr 23:26).

II.1.4 - CONSEQUENCIAS DA FALSA PROFECIA:

· (1) - Mensagens que defendem pecados e a desobediência a Deus (II Tm 4:3-4);

· (2) - Apostasia, por meio de fábulas e mentiras (II Tm 4:4);

· (3) - Induzem às tentações (Jr 23:14; Ez 13:22);

· (4) - Faz o povo de Deus naufragar na fé (I Tm 1:19);

· (5) - Faz Deus abandonar o Seu povo (Jr 23:32-33);

· (6) - Traz cegueira espiritual (At 13:11);

· (7) - Traz morte espiritual (Dt 13:5).

II.2 – SONHOS:

· Conjunto de imagens que se apresentam ao homem durante o sono. Nem todo sonho provém de Deus. À luz da Bíblia, entretanto, há sonhos que são preciosas revelações do Senhor, prevenindo, advertindo e orientando. Uns são simples sonhos e outros são a Palavra de Deus comunicada pelo Espírito Santo.

II.2.1 – ORIGEM DOS SONHOS:

· Sua origem pode ser:

· (A) – Divina – Jó 33:14-15;

· (B) – Humana – Ec 5:3, 7;

· (C) – Maligna – Jr 23:27, 32;

II.2.2 - FINALIDADES DOS SONHOS:

· (A) – Nenhuma (não precisamos confiar em sonhos naturais) – Ec 5:3, 7;

· (B) – Direção – Mt 1:20; 2:12-13, 19, 22;

· (C) – Advertência – Gn 20:3; Mt 27:19;

· (D) – Encorajamento – I Rs 3:5; Jz 7:13;

· (E) – Propósito profético – Gn 41:1, 5; 37:5-11.

II.3 – VISÕES:

· Algo que o homem vê, estando acordado - Mt 17:1-9. 

· Muitas vezes, quadros do infinito tem sido produzido pelo Espírito Santo e colocados à vista dos servos de Deus, através de maravilhosas visões – At 10:9-16; 16:9-10; 22:18.

II.3.1 – ORIGEM DAS VISÕES:

· Sua origem pode ser:

· (A) – Divina – Sl 89:18-19 cf Jr 1:11-14

· (B) – Humana – Cl 2:18, 23;

· (C) – Maligna – Ez 13:7; Jr 23:16;

II.3.2 – FINALIDADE DAS VISÕES:

· (A) – Mensagem profética – Hc 2:2-3;

· (B) – Situação pecaminosa do povo – Ex 8:1-3, 7-18;

· (C) – Direção e confronto – At 16:9-10; 18:9-10; 23:11; 27:23-24.

III – AS REVELAÇÕES NÃO TEM AUTORIDADE DOUTRINÁRIA:

· NENHUMA DOUTRINA OU PROCEDIMENTO PODE TER BASE EM PROFECIAS, SONHOS ou VISÕES, PORQUE ESTES NÃO PODEM SER IGUALADOS À REVELAÇÃO ENCONTRADA NA SANTA BÍBLIA. 

· As profecias podem ser julgadas; os sonhos e visões precisam ser provados! 

· Até mesmo aqueles sonhos, profecias e visões originados em Deus não tem nenhuma autoridade para acrescentar ou tirar algo da doutrina já revelada nas Sagradas Escrituras.

· Isto pelas seguintes razões:

· (A) – SELEÇÃO E INSPIRAÇÃO DIVINA – II Pe 1:21 - Todas as revelações mencionadas na Bíblia foram selecionadas e nela inseridas pela inspiração do Espírito Santo, com a finalidade de servir como pedra de toque a todas as manifestações que surgissem ao longo dos tempos – I Pe 1:10-12; Jo 20:30-31.

· (B) – AUTORIDADE SUPREMA – Mt 5:17-19; Jo 14:21; 15:10; II Tm 3:15-17 – Tudo o que está escrito na Bíblia deve ser aceito, crido e obedecido, pois é a autoridade suprema em todas as coisas pertinentes à vida e à piedade cristãs. Portanto, nenhuma profecia, nenhum sonho ou visão podem ser igualados à Bíblia; devem ser aferidos por ela. Qualquer coisa contrária à Palavra  do Senhor está errada e tem de ser rejeitada.

IV – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

· Toda e qualquer manifestação, seja através de palavras faladas, escritas, ou por meio de atos, precisa ser examinada. A única coisa que dispensa qualquer comentário é a Palavra de Deus, pois:

· (1) – Ela é refinada – II Sm 22:31;

· (2) – Ela é provada – Sl 18:30;

· (3) – Ela é perfeita – Sl 19:7;

· (4) – Ela é muito pura – Sl 119:140; Pv 30:5.

· Assim, toda manifestação contrária à Palavra de Deus é inaceitável. Deus não se contradiz; Sua palavra é a revelação completa; não aceita nenhum acréscimo – Pv 30:6; Apc 22:18-19.

· PODE SER ATÉ MESMO A MENSAGEM DE UM ANJO! O QUE NÃO ESTIVER DE ACORDO COM A PALAVRA DE DEUS, DEVE SER REJEITADO – II Cor 11:4; Gl 1:8; Cl 2:18-23.

· Por isso, em nome de Jesus: - “EXAMINAI TUDO. RETENDE O BEM” – I Ts 5:21.


FONTES DE CONSULTA:


· Estudos Bíblicos Didaquê – Vol. XXXIII – Didaquê a Serviço do Reino;

· Lições Bíblicas CPAD – 4º Trimestre de 1989 – Comentarista: Estêvam Ângelo de Souza;

· Lições Bíblicas CPAD – 1º Trimestre de 1998 – Comentarista: Valdir Nunes Bícego