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20 de mar de 2016

1º TRIMESTRE DE 2016 - 12ª LIÇÃO DE 2016 - 20.03.2016 - "NOVOS CÉUS E NOVA TERRA"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 12 - DATA 20/03/2016
TÍTULO: “NOVOS CÉUS E NOVA TERRA”
TEXTO ÁUREO – Is 65.17
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Apc 21.1-5, 24-27

PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO









I - INTRODUÇÃO



Os discípulos perguntaram a Jesus – Mt 24.3 - Como já vimos, há muitos sinais Indicadores da Segunda Vinda, os quais evidenciam que o "começo do fim" está próximo.



Contudo, depois de todos os acontecimentos já mencionados, chegará de fato o fim do mundo (2 Pe 3.7,10-12), que ensejará um novo início, o começo do "dia da eternidade" (Lc 20.35; 2 Pé 3.18; Ap 21-22).

                                                               


II - CARACTERISTICAS DA SANTA CIDADE:



Após o Juízo Final, o Universo dará lugar a um novo Céu e uma nova Terra (2 Pe 3.13; Mt 5.5), na qual haverá uma Santa Cidade (Ap 21.1,2).



João viu que a Nova Jerusalém "descia do céu, adereçada como uma esposa para o seu marido". Ouvir-se-á, então, uma grande voz, dizendo: "Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus" (v.3).



Não haverá mais tristeza, pranto, dor e clamor. O Senhor limpará dos olhos toda lágrima (Ap 21.4).



Alguns têm perguntado: "Quer dizer então que no Céu ainda haverá lágrimas?"



Na verdade, a referência ao enxugamento das lágrimas denota que, no estado glorioso em que os salvos se encontrarem, não experimentarão nenhuma tristeza ou dor. Afinal, tudo isso decorre do pecado, que já estará definitivamente superado (Rm 5.12; Is 35.10; 65.19).



Por que gememos tanto hoje, como está escrito em Romanos 8.23 e 2 Coríntios 5.2?



Porque ainda estamos numa vida de sofrimento, dor, injustiças... Mas, na eternidade, só teremos motivo para louvar a Deus e ao Cordeiro, pois as primeiras coisas já terão passado, e o Senhor dirá: "Eis que faço novas todas as coisas" (v.5).



Não haverá mais morte. Esta já terá sido definitivamente aniquilada (Ap 20.14; 21.4).



Apesar de a morte ser descrita como o último inimigo (I Co 15.26), e, figuradamente, como um agente (I Co 15.55; Ap 20.14), não devemos acreditar que ela seja uma pessoa ou um espírito superior ao próprio Satanás. O termo "morte" tem vários sentidos, de acordo com o contexto em que é empregado, mas relaciona-se a um estado de separação:



A morte como cessação da vida, isto é, morte física (Hb 2.14), que implica a separação entre o corpo (parte física) do "homem espiritual" (espírito+alma).



A morte como ausência de comunhão com o Senhor; separação temporária de Deus, por causa do pecado (Rm 6,23).



A morte como separação eterna, definitiva, do Criador, em razão da permanência no pecado (Apc 21.8)



Não haverá mais pecado, pecadores e maldição (Apc 21.17; 22.3). Nada que contamine e ninguém que cometa pecados, como os mencionados em Apc 21.8; 22.15, entrarão na Santa Cidade. Somente os purificados pelo sangue do Cordeiro, inscritos no livro da vida, entrarão pelas portas (Apc 22.14). O pecado, e a maldição decorrente dele (Gn 3.17; Gl 3.13), serão então extintos, cumprindo-se plenamente o que está escrito em Jo 1.29.



Não haverá mais templo, Sol, Lua e noite (Ap 21.22,23; 22.5). O Templo da Cidade será o Deus Todo-poderoso e o Cordeiro. Hoje, nós somos o templo de Deus (I Co 3.16; 6.19). Na eternidade, Ele será o nosso Templo! A existência de algum astro não fará sentido. O Universo de hoje não mais existirá. A glória de Deus, pois, iluminará a Santa Cidade, e o Cordeiro será a sua lâmpada. Apesar de não haver mais os luminares conhecidos hoje, não haverá noite; o Senhor Deus nos alumiará, e reinaremos com Ele para todo o sempre.



Haverá grande alegria, pureza e santidade (Ap 21.2,11). Não haverá morte, pranto, dor, lágrimas, mas uma grande alegria, infinitamente superior a tudo o que já sentimos nesta vida, se fará presente. Imaginemos qual será o sentimento de todos nós, ao vermos o rosto de Deus e do Cordeiro (Ap 22.4).



A Santa Cidade, toda de ouro, semelhante a vidro puro (v. 18), é descrita como uma esposa ataviada para o seu marido, a "santa Jerusalém" (v.10). A Cidade será toda iluminada com uma luz "semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente".



Haverá um grande e alto muro com doze portas (Ap 21.12). Um anjo estará em cada porta, e os nomes das doze tribos de Israel, escritos sobre elas. As portas serão pérolas (vv.13, 21); sob elas haverá doze fundamentos de pedras precio­sas para o muro, nos quais estarão os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro (vv. 14,19,20). Elas não se fecharão, para que os reis das nações da Terra tragam à Cidade glória e honra (vv.24-26).



O rio e a árvore da vida (Ap 22.1,2,14,19). Na Cidade, haverá uma praça de ouro puro, como vidro resplandecente (Ap 21.21), e um rio puro da água da vida (Ap 22.1). Será claro como cristal e procederá do trono de Deus e do Cordeiro. Quem recebe a Cristo hoje bebe aqui, espiritualmente, da água da vida (Ap 22.17; Jo 4.10-15), mas haverá de beber também ali: "A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida" (Ap 21.6). No meio da praça estará a árvore da vida, que produzirá doze frutos em cada mês. As suas folhas serão para a saúde das nações.



Para sempre serviremos ao Senhor (Ap 22.3). Toda a descrição que fizemos acima só será plenamente compreendida quando estivermos no estado em apreço (Rm 8.18; I Pe 5.1). Alguns pensam que no Céu, na eternidade com Cristo, na Santa Cidade, não haverá trabalho. Esquecem-se de que Deus, sendo perfeito em tudo, trabalha (Jo 5.17; Is 64.4),



Aqueles que tiverem sido servos do Senhor aqui hão de continuar a servi-Lo ali: “os seus servos o servirão” Deus será tudo em todos (I Cor 15.28). Glória à trindade para sempre! Estejamos preparados para o glorioso dia do arrebatamento da Igreja, pois assim estaremos sempre com o Senhor – I Ts 4.17-18




III – ONZE QUALIDADES QUE INDICAM O PERFIL DO VERDADEIRO CIDADÃO DOS CÉUS (Sl 15)



O crente tem dupla cidadania. Para ser cidadão da terra, é necessário que possa exercer os seus deveres e direitos civis. Mas, para ser cidadão do céu, as qualificações requeridas são muito mais elevadas.




IV – PERFIL DO CIDADÃO DO CÉU DIANTE DE DEUS



ANDA EM SINCERIDADE – (Gn 17:1) – O indivíduo íntegro é aquele que diz o que faz e faz o que diz (II Tm 2:15 cf Tg 2:12)



PRATICA A JUSTIÇA – (Gn 6:9 cf Sl 23:3b) – O crente só consegue viver bem diante do Senhor se tiver a justiça divina.



V - O PERFIL DO CIDADÃO DO CÉU DIANTE DOS HOMENS (SEJAM ESTES SALVOS OU NÃO)



FALA A VERDADE – O cidadão do céu chega a esta condição porque: (1) CREU NA VERDADE (Jo 14:6); (2) FOI LIBERTO PELA VERDADE (Jo 8:32); (3) PASSOU A ADORAR A DEUS EM ESPÍRITO E EM VERDADE (Jo 4:24); (4) FOI SANTIFICADO PELA VERDADE (Jo 17:17). Em conseqüência, tem como uma das características básicas, ser pessoa que só fala a verdade.




NÃO DIFAMA O PRÓXIMO – Difamar = TIRAR A BOA FAMA OU O CRÉDITO. Se o verdadeiro cidadão do céu não puder falar bem do seu próximo (crente ou não), não há de falar mal (Tg 4:11).



NÃO FAZ MAL AO PRÓXIMO – Fazer o mal, no texto, tem um sentido amplo: REFERE-SE A QUALQUER TIPO DE ATITUDE QUE VENHA A PREJUDICAR O PRÓXIMO EM QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA, QUER NO ASPECTO MORAL, QUER NO SOCIAL, QUER NO ESPIRITUAL, QUER NO FÍSICO. O cidadão dos céus demonstra, em todos os aspectos de sua vida, cultivar a benignidade, qualidade daquele que só faz o bem. (Pv 4:16 cf Gl 6:7)



NÃO ACEITA AFRONTA CONTRA O SEU PRÓXIMO – AFRONTA = OFENSA, ULTRAJE, HUMILHAÇÃO DE MODO AGRESSIVO, DE UMA PESSOA CONTRA A OUTRA. O espírito de fuxico e o disse-me-disse são instrumentos utilizados pelo diabo para semear a intriga e a discórdia entre os irmãos. Nas casas dos crentes, deve-se sempre ter um quadro com os seguintes dizeres: “AQUI NÃO SE FALA MAL DOS IRMÃOS; ORA-SE POR ELES”.



DESPREZA O RÉPROBO – Réprobo é sinônimo de REPROVADO, MAL, PERVERSO. O cidadão dos céus não pode aprovar, por ação ou omissão, o comportamento dos ímpios. Deve amá-los espiritualmente, como Cristo os ama, mas despreza-los em suas práticas pecaminosas (Lc 13:32)



HONRA AOS QUE TEMEM A DEUS – I Cor 4:9-16 – Só quem está em condições de honrar aos que temem a Deus são os verdadeiros cidadãos dos céus.



CUMPRE OS SEUS COMPROMISSOS – Mt 5:33-37 –



NÃO EMPRESTA SEU DINHEIRO COM USURA - Certas circunstâncias obrigam o crente a pedir dinheiro emprestado. Se tivermos condições de fazê-lo, façamo-lo de modo cristão e compassivo, sem explorar o próximo, nem lhe cobrando a usura (Sl 37:23-24, 26).



NÃO ACEITA SUBORNO – SUBORNAR É DAR DINHEIRO PARA CONSEGUIR ALGUMA COISA QUE VÁ DE ENCONTRA À MORAL E AOS PRINCÍPIOS CRISTÃOS. O cidadão dos céus jamais aceita tal prática, seja contra o culpado e muito menos contra o inocente. No mundo sem Deus, a prática do suborno é quase a regra. Mas, como cidadão dos céus, devemos condenar esta prática.




V – PROMESSA PARA QUEM TEM O PERFIL DE CIDADÃO DOS CÉUS:



NUNCA SERÁ ABALADO - Sl 15:4c – Mt 7:21-23 – Há certas pessoas que se admiram com as “maravilhas” que estão acontecendo em certos movimentos religiosos. Mas A PROMESSA DE DEUS NÃO É PARA QUEM OPERA MILAGRES, PARA QUEM ENCHE IGREJAS, PARA QUEM PROFETIZA, PARA QUEM EXPULSA DEMÔNIOS ou PARA QUEM FAZ MARAVILHAS. A promessa de Deus É PARA QUEM TEM E PRATICA AS QUALIDADES DO VERDADEIRO CIDADÃO DOS CÉUS.







10 de mar de 2016

1º TRIMESTRE DE 2016 - LIÇÃO DE Nº 11 - 13.03.2016 - "O JUÍZO FINAL"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL 
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ 
LIÇÃO Nº 12 - DATA: 13/03/2016
TÍTULO: “O JUÍZO FINAL”
TEXTO ÁUREO – Apc 20.11
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Apc 20.11-15



I - INTRODUÇÃO:
Que ninguém se iluda! O Julgamento Final não é uma hipótese; é algo já determinado por Deus, a fim de que a sua justiça seja plenamente notória, reconhecida e exercida em todo o Universo.
II – O QUE É O JUÍZO FINAL:
É a sessão judicial que terá lugar na consumação de todas as coisas temporais que, conduzido pelo Todo-Poderoso, retribuirá a cada criatura moral o que esta tiver cometido através do corpo durante a sua vida terrena.
A HORA DO JULGAMENTO – É claramente indicado que esse julgamento acontece após o fim do reino milenar de Cristo (Apc 20:5, 12-13)
O LOCAL DO JULGAMENTO – Esse julgamento não acontece nem no céu, nem na terra (já que estes fugiram da presença de Deus), mas em algum lugar entre as duas esferas (Apc 20:11).
BASE DE JULGAMENTO – Esse julgamento, ao contrário de uma concepção popular errada, não tem por finalidade apurar se aqueles que o enfrentam serão salvos ou não. Todos os que devem ser salvos já o foram e entraram no seu estado eterno. Os que serão abençoados eternamente já entraram na sua bênção. Esse é antes um julgamento das más obras dos incrédulos. A sentença da segunda morte é pronunciada contra eles (Apc 20:12).
III – ALGUNS ACONTECIMENTOS ATÉ A INSTALAÇÃO DO JULGAMENTO FINAL:
(1) - A CONDENAÇÃO DA BESTA E DO FALSO PROFETA - Apc 19:20; 20:10 - Uma vez unidas em seu desafio a Deus, estas duas pessoas poderosas e perniciosas agora são unidas em sua condenação.
Embora tenha sido o assassino de multidões que se recusaram a adorar a imagem da Besta, esta e o próprio Falso Profeta não receberão permissão para morrerem. Até mesmo o suposto poder miraculoso do Falso Profeta não o pode livrar de ser lançado vivo no lago de fogo.
A condenação da besta e do falso profeta representa o fim de uma falsa astúcia estatal e de uma falsa astúcia sacerdotal. Estes dois persona­gens sofrem juntos porque lutaram juntos contra o Cordeiro.
(2) - A CONDENAÇÃO DO DIABO – Apc 20:1-3, 10 - Finalmente a cabeça da serpente é ferida para sempre (Gn 3:15).
A vitória conseguida sobre o diabo no Calvário agora recebe operação completa.
Lançado do céu em tempos antigos por causa de sua rebelião, depois lançado do ar à terra (Apc 12:9), o diabo agora é lançado no abismo por mil anos (Apc 20:3).
Sua liberdade de andar ao redor, devorando almas (I Pe 5:8) agora é abolida à medida que um anjo do céu prende Satanás com cadeias, amarra-o e o lança no abismo, selando sua prisão por mil anos.
João diz que o dragão foi aprisionado para que "não enganasse mais as nações até que os mil anos se completassem".
Os mil anos de Satanás no abismo não produzirão nenhuma mudança em seu caráter maligno. Uma vez que seja liberto, provará ser o mesmo antigo diabo. Mas, enquanto estiver preso, a terra respirará ar mais puro, e o reino milenar de Cristo fará com que a paz e a justiça cubram a terra como as águas cobrem o mar.
Depois de sua obra final e pós-milenar de engano, o diabo é "lançado no lago de fogo e de enxofre", para juntar-se aos seus devotos iludidos que já suportaram as chamas por mil anos. Com a Besta e o Falso Profeta, satanás entra para o tormento eterno (Apc 20:10).
Finalmente a trindade do mal, que imita a trindade de céu, colhe sua condenação sem alívio. O diabo, a besta e o falso profeta, estão juntos para sempre no lago de fogo.
(3) - A CONDENAÇÃO DE GOGUE E MAGOGUE - Apc 20:7-9 - A menção de Gogue (príncipe) e Magogue (a terra) leva-nos de volta a Ezequiel 38, onde Gogue representa todas as nações que formam a confederação do norte.
Agora chegamos à revolta final das nações. Entretanto, o juízo é tão rápido quanto a rebelião das nações dos quatro cantos da terra; fogo desce dos céus e devora as multidocn (Apc 20:9).
Neste conflito final não há batalha nem luta. O Deus "Todo-poderoso”, que é "um fogo consumidor", destrói imediatamente todas as nações enganadas e brutalizadas. O último ataque do homem contra Deus e contra "o arraial dos santos e a cidade querida" termina em completo fracasso, e o inferno dilata a boca a fim de tragar as hordas da terra enganadas pelo diabo no ajuntamento para a rebelião. 
Não é de admirar que lemos mais adiante de uma nova terra sem o diabo para sempre!
DAQUI EM DIANTE, INSTALA-SE O JULGAMENTO FINAL:
(4) - A CONDENAÇÃO DOS PERDIDOS - Apc 20:11-15 - Este juízo será o mais solene e mais terrível jamais executado. Finalmente o Juiz eterno acertará todas as contas. Tendo lidado com Satanás, Cristo agora se prepara para lidar com os pecadores do mundo. Chega, afinal, o fim do mundo, pois a criação foge da face do que está assentado sobre o trono.
A visão de João divide-se em duas partes, indicadas pela frase repetida "E vi".
Apc 20:11— E vi o trono e seu juiz.
Apc 20:12-15— E vi os mortos e o seu julgamento.
(A) - O TRONO DO JUÍZO - Entre os tronos da Escritura, o identificado como "o grande trono branco" é o mais temível e sem esperança de todos.
Não é o trono de um soberano prestes a reinar e governar, mas o de um juiz, prestes a pronunciar a condenação sobre os culpados.
É um trono levantado para um propósito específico; não é permanente, pois cessa de existir assim que seus julgamentos tenham sido distribuídos aos condenados.
Neste trono a posição do dia de Pilatos será invertida: então o Criador foi julgado pela criatura, mas agora a criatura aparece perante o Criador a fim de receber a sentença.
Na sala de Pilatos Deus ficou mudo perante o homem, mas aqui o homem está mudo na presença de Deus.
O que foi condenado perante o tribunal terreno agora decidirá os destinos da raça humana e revelará os princípios do governo divino.
Tendo rejeitado a grande salvação oferecida por Cristo, os pecadores agora são forçados a comparecer à presença do grande trono branco de Deus. Será grande por várias razões:
(A.1) - Por causa da dignidade do próprio Juiz.
(A.2) - Por causa da grandeza e solenidade sem paralelos da ocasião.
(A.3) - Por causa da vastidão da cena: aqui jaz a aurora da eternidade.
(A.4) - Por causa das consequências eternas envolvidas.
(A.5) - Por causa dos grandes destinos que ele decidirá.
O trono branco corresponde ao caráter do seu Ocupante – Sl 9.7-8.
Não haverá tratamento injusto nem desleal, pois sendo “branco”, o trono simboliza a pureza e justiça dos juízos do Juiz. É branco por causa de Sua pureza imaculada.
(B) – O JUIZ – É o Senhor Deus, o Salvador – Jo 5.27 - Uma vez que a salvação foi planejada por Deus, realizada por Cristo e aplicada pelo Espírito Santo, pode ser que as três Pessoas da Divindade se encontrem presentes no juízo dos que desprezaram tal salvação.
Cristo, entretanto, deve pronunciar o juízo solene dos perdidos – Jo 5.22; At 10:42; 17:31; 2 Tm 4:1.
Com os olhos semelhantes à chama do fogo, Cristo esquadrinhará e queimará os que se encontram em sua presença (Apc 1:14; 19:12). Todos e tudo secarão ao brilho do justo juízo desses olhos. Não brilharão com misericórdia nesse dia, pois com majestade ilimitada o Dono desses olhos penetrantes ganhou o direito de dispor dos destinos de suas criaturas voluntariosas. E, por ser o Juiz "o Justo", seus juízos corresponderão à sua natureza – Gn 18.25c; Apc 16:7; 19:11.
Os santos de Cristo devem ser honrados com a participação neste juízo – Sl 149:9 comparar com I Cor 6:2-3.
(C) - O JUÍZO - Os tribunais de países democráticos tentam oferecer aos criminosos julgamentos justos. O tribunal do Trono Branco, entretanto, não foi erigido a fim de discutir os prós e os contras do caso de nenhum pecador, mas dar a sentença já declarada.
Naquele dia futuro os mortos ressuscitarão e se apresentarão na presença do Juiz, não para serem julgados quanto à sua culpa ou sua inocência, mas a fim de receber a ratificação de uma sentença já pronunciada - Jo 3:18, 36.
Este juízo é chamado "eterno" (Hb 6:2) pois suas consequências são eternas. Age também com garantia de que o pecado jamais terá permissão para invadir a nova criação de Deus.
(D) - OS JULGADOS - Vários objetos de juízo são enumerados no relato espantoso do grande trono branco, e é importante notar estes respectivos juízos.
(D.1) – A TERRA E OS CÉUS - Haverá o desaparecimento rápido da antiga criação porque o que está assentado sobre o trono foi seu Criador, e portanto ela imediatamente obedece à sua ordem.
Por que a terra há de desaparecer? Porque foi a cena de pecado e rebeldia, e levou a mancha do sangue do Juiz. O homem se apegou à terra por muitos séculos, mas agora ela foge.
Por que os céus também desaparecem? Os céus não podem permanecer, pois foram poluídos por Satanás, o príncipe da potestade do ar. Como podem os céus continuar se não são puros à vista de Deus?
Entre as novas criações há os novos céus e a nova terra – Apc 21:1; Is 65.17; 66.22; II Pe 3.7, 10-13; Hb 1.10-12.
(D.2) – OS ANJOS CAÍDOS – Já que a sorte do chefe rebelde foi determinada (Apc 20:10), agora Cristo prossegue lidando com os que Satanás influen­ciou.
Embora não tenhamos prova direta da narrativa de que a hoste de espíritos malignos de Satanás deva aparecer perante o trono, achamos que eles serão julgados nesta época – Jd 6
Se, como Paulo afirma, devemos julgar os anjos (isto é, os caídos), então os santos devem estar neste tribunal com a capacidade judiciária.
(D.3) – OS MORTOS - Devemos compreender que este grupo seja composto de todos os que morreram no pecado, quer estejam mortos espiritual quer fisicamente.
Os ímpios na terra, na época em que se instala este trono, são imediatamente transferidos para ele, ao mesmo tempo em que os mortos no inferno são ressuscitados e forçados a comparecer com eles. Esperam, aqui, a sentença de condenação, como prisioneiros num tribunal.
A ressurreição aqui mencionada não é "dos mortos" (para crentes), mas sim, a ressurreição final de todos os ímpios mortos para seu destino último.
Todos os ímpios mortos antes que Cristo viesse à terra terão para julgá-los o livro da lei (Rm 2:12; 3:19).
Todos os ímpios mortos depois de Cristo serão julgados pelo evangelho da graça (Rm 2:16; Jo 3:18-19; 12:48).
Os ímpios mortos depois da segunda vinda de Cristo serão julgados pelo evangelho eterno.
Todos os tipos de pecadores devem comparecer à presença deste trono espantoso, como o indica a frase "pequenos e grandes", frase esta que ocorre cinco vezes no livro do Apocalipse.
Hoje temos várias classes e distinções sociais e raciais. Mas tais distinções deverão desaparecer quando o Juiz tomar o seu lugar, pois Ele não faz acepção de pessoas. Os orgulhosos e poderosos e também os insignificantes devem entrar no lago de fogo – Apc 21.8 - Nenhuma das pessoas aqui mencionadas poderá apelar do seu julgamento.
(D.4) – O MAR - Em sua descrição do novo mundo, João declara que o mar já não existe. Isso significava muito para João, que, na prisão da ilha de Patmos, sabia que o mar Egeu o separava daqueles a quem ansiava servir. Mas qual é a implicação completa desta frase com referência ao mar entregando os mortos que nele havia?
Deve-se tratar o "mar" como simbólico da condição inquieta da humanidade e, portanto, descritivo da entrega das massas irrequietas ao Juiz? Ou devemos aceitar a interpretação usual — que todos os que morreram afogados no mar devem emergir de seu túmulo de água?
Parece-nos que a frase seguinte: "a morte... entregaram os mortos que neles havia", abrange todos os que morreram e foram sepultados na terra ou no mar.
Com o passar da terra e do céu, o mar também desaparecerá e, portanto, todos os seres que estiverem em seu túmulo líquido deverão comparecer à presença daquele que criou o mar.
(D.5) – A MORTE E O HADES - A morte, ou o túmulo, continha os corpos dos perdidos e o hades, os seus espíritos. Agora corpos e espíritos se unem, e com seus corpos eternos de vergonha e espíritos eternos, os condenados vão para a morte da morte.
Mas finalmente esse monstro é destruído: "O último inimigo a ser destruído é a morte."
Hades ou inferno é a habitação presente dos perdidos. Esta residência temporária, contudo, dá lugar ao juízo do lago de fogo, mais terrível e eterno. Tal ressurreição é mencionada como de vergonha (Daniel 12:2); dos injustos (Atos 24:15); da condenação (João 5:29).
A morte e o hades rapidamente seguem seus ocupantes para dentro do lago de fogo (Apc 20:14). Trazidos à existência por causa da obra de Satanás, agora o seguem para a perdição eterna. E porque as chaves do hades e da morte pendem do cinto de Cristo, Ele pode agir como desejar com tais habitações – Apc 1.18.
Assim, o lago de fogo torna-se o depositário final de todos os que se opuseram a Deus e a Jesus Cristo. Os condenados devem ser atormentados de dia e de noite para todo o sempre (Apc 20:10).
(D.6) – OS LIVROS DO JUÍZO – Apc 20.12 – "Uns livros" - Implica existir no céu mais de um conjunto de registros. Estes livros representam o relato das obras das pessoas que vão ser julgadas. O Senhor conserva um registro fiel dos pensamentos, das ações e das palavras dos pecadores. Nada é por demais banal para ser registrado. Cristo tem o controle deste registro – Apc 3.5; 13:8; 17:8; 21:17.
As Escrituras mencionam alguns livros;
(1) – O livro da consciência – Rm 2.15; 9.1;
(2) – O livro da natureza – Jó 12.7-9; Sl 19.1-4; Rm 1.20;
(3) – O livro da Lei – Rm 2.12 cf Rm 3.20;
(4) – O livro do Evangelho – Jo 12.48; Rm 2.16;
(5) – O livro da nossa memória – Lc 16.25 – “Filho, lembra-te...”; Mc 9.44-48; Jr 17.1 – O rico lembrou-se das oportunidades passadas e perdidas. Lembrou-se do que Moisés e os profetas haviam dito. Lembrou-se da mensagem da Palavra santa de Deus. Lembrou-se, mas era tarde demais!
(6) – O livro dos atos dos homens – Ml 3.16; Mc 12.36; Lc 12.7; Apc 20.12.
(7) – O livro da Vida – Sl 69.28; Dn 12.1; Lc 10.20; Fp 4.3; Apc 20.15 - O livro da vida do Cordeiro é o registro de ouro dos que pertencem ao Senhor. Os nomes que estão neste livro foram escritos muito antes dos aconteci­mentos do grande trono branco.
A presença do livro da vida nessa ocasião é, certamente, para provar aos céticos que estão sendo julgados que os seus nomes não se encontram arrolados nele.
Embora a pessoa possa ter um registro favorável, evidentemente o que conta é a inserção de seu nome no "livro da vida" por Cristo. Não é ausência de obra mas ausência do nome que condena – Mt 7.22-2.
Podemos vislumbrar, em termos bem claros, que as ações dos incrédulos são registradas no céu. Como isto é feito não alegamos saber nem nos aventuramos a adivinhar. Está oculto em Deus, mas não devia haver dificuldade em crer nisto quando o próprio homem pode gravar grandes sinfonias e discursos na cera, e reduzir bibliotecas inteiras a microfilmes. Aí está o fato. Deus o afirma. O incrédulo pode zombar dEle, mas será julgado por Ele.
IV – CONSIDERAÇÕS FINAIS:
No Juízo Final não se admitirá advogado de defesa. Quem não tiver o nome no Livro da Vida, será condenado à perdição eterna – Apc 20.15.
Temos nossos nomes escritos lá?

FONTES DE CONSULTA:
1)       A Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
2)       Lições Bíblicas – 4º Trimestre de 2004 – Comentarista: Claudionor Corrêa de Andrade
3)       Manual de Escatologia – Editora Vida – J. Dwight Pentecost
4)       Lições Bíblicas – 3º Trimestre de 1997 – Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima
5)       Apocalipse: O Drama dos Séculos – Editora Vida – Herbert Lockyer