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27 de jun de 2013

2ª TRIMESTRE DE 2013 - LIÇÃO Nº 13 - 30/06/2013 - "EU E MINHA CASA SERVIREMOS AO SENHOR"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 13- DATA: 30/06/2013
TÍTULO: “EU E MINHA CASA SERVIREMOS AO SENHOR”
TEXTO ÁUREO – Js 24.15
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Js 24.14-18, 22, 24
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO

e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/



I – INTRODUÇÃO:

Ex 10:9-11, 21-26; 12:29-31– Faraó não consentia que os pequeninos de Israel saíssem do Egito com os pais.


A escravatura e a amarga opressão do Egito são tipos da escravidão do pecado; Faraó tipifica Satanás, o qual não deseja que nossos filhos saiam do mundo conosco, pois sabe que voltaremos para ele, se os nossos pequeninos ficarem em seu território.


O Senhor Deus, todavia, exigiu que as famílias hebréias inteiras deixassem os domínios de Faraó. Nisto há prova evidente de que Deus quer salvar toda a nossa casa.


Logo, o alvo de ter toda a nossa família salva é tão sublime que vale a pena todo esforço, pois a promessa garante a salvação para todos!


II – PARA SALVAÇÃO DA NOSSA FAMÍLIA, DEVEMOS ORAR COM CONFIANÇA INABALÁVEL, FIRMANDO-NOS NAS MUITAS PROMESSAS DA BÍBLIA:

(1) - Gn 6:17-18; 7:1, 13 cf Hb 11:7 - A primeira promessa a considerar foi feita a Noé. Deus não chamou apenas o patriarca, mas toda a sua casa a entrar na arca. Assim, foi salva toda a sua família.


Foi pela fé que Noé cooperou com Deus e conseguiu o indizível gozo de ver todos os seus entes queridos seguros consigo na arca, enquanto lá fora desciam as torrentes de águas, provocando a maior destruição jamais vista pelos homens.


Se tivermos a mesma fé, haveremos de ver cada um dos membros de nossas famílias refugiar-se em Jesus e, assim, salvar-se do horrendo dilúvio de incredulidade, pecado, vício e crime que destrói o mundo atual.


(2) - Gn 14:14 cf 18:19 - Na vida de Abraão, Deus cumpre, mais uma vez, a Sua vontade acerca da família.


O Senhor enfatizou que chamou a Abraão para que ele conhecesse sua responsabilidade para com seus filhos e sua casa.


Vejamos como agia um dos netos de Abraão (Gn 35:1-3).


Muitos de nós podemos ser escolhidos por havermos ordenado a nossa casa, conforme recomenda-nos o Senhor.


(3) - Ex 12:1-3 – A páscoa é um dos tipos mais claros da salvação mediante o sangue de Cristo. Cada família deveria imolar anualmente um cordeiro que já prefigurava o Cordeiro de Deus que haveria de tirar o pecado do mundo. Isto não quer dizer que todos os membros de nossa família serão salvos sem arrependimento e sem fé em Deus, mas que o Senhor se interessa em salvar toda a nossa casa.


(4) - Js 2:8-21; 617, 20-25 cf Hb 11:31 – A história de Raabe, a meretriz, prova que um pecador verdadeiramente arrependido, pode levar toda a família a receber a Jesus.


Raabe tinha uma fé viva em Deus, não só para alcançar sua salvação, mas para rogar pelo pai, mãe e irmãos.


Quando os muros de Jericó caíram por terra, permaneceu em pé o trecho onde se encontrava a casa de Raabe. Apesar de tudo quanto havia na cidade ter sido totalmente destruído, ela com seu pai, mãe, irmãos e todos os seus parentes foram salvos.


Se Deus ouviu a oração daquela meretriz, certamente agirá do mesmo modo em relação a nós, resgatando nossas famílias desta Jericó que, em breve, há de ser destruída.



III – NO NOVO TESTAMENTO TAMBÉM ENCONTRAMOS EXEMPLOS DE PAIS QUE SOUBERAM ORDENAR AS SUAS CASAS:

O poder do Evangelho atingia famílias inteiras. Foi um tempo de rápido crescimento para as Igrejas quando famílias inteiras ouviam as boas novas de salvação e aceitavam a mensagem transformadora vinda do céu. Como resultado, em pouco tempo passavam também a ser testemunhas da obra redentiva. Estes fatos cooperaram muito para a consolidação da Igreja primitiva. Observemos alguns exemplos citados na Bíblia:


(1) - At 10:44-48 – Cornélio, depois de mandar chamar Pedro, foi aos amigos e convidou-os para ouvir o conselho de Deus, mas não se esqueceu dos da sua casa. Estes, como andavam ordenadamente, assistiram à exposição do Evangelho, foram salvos e, em seguida, cheios do Espírito Santo. A família de Cornélio inteira aceitou a Jesus. Se há regozijo no céu por um pecador que se arrepende, quanto mais por uma casa (família) inteira que se salva! 


(2) - At 16:14-15 - Lídia, a vendedora de púrpura, converteu-se com toda a família. Ela é outro exemplo de crente que não se deu por satisfeita enquanto não viu toda a família aos pés de Cristo. A sua casa se tornou a primeira congregação evangélica da Europa; 


(3) - At 16:31-34 – Depois daquele terremoto que abalou os alicerces da prisão e já antevendo a sua desgraça, o carcereiro perguntou o que era necessário fazer para se salvar. Sabemos que a resposta que lhe deu Paulo é uma promessa tanto a ele, quanto a nós: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa”. O carcereiro de Filipos com toda a sua família se converteu. Quando o pecador crê na primeira parte da promessa, é salvo. E quando crê na segunda parte, pode levar toda a família a receber a mesma salvação.


(4) - Crispo, o principal da sinagoga, converteu-se com sua família (At 18:8); 


(5) - Estéfanas, com sua família, foi batizado por Paulo (I Cor 1:16; 16:15); 


(6) - Paulo mandou saudações às famílias de Aristóbulo e de Narciso (Rm 6:10-11)


IV – A RESPONSABILIDADE ESPIRITUAL PARA COM A FAMÍLIA:

(1) - JESUS, COMO HOMEM, DEU-NOS EXEMPLO NESTE SENTIDO – Ele pertencia à família de José e Maria que tiveram quatro filhos e, pelo menos, duas filhas (Mt 13:55-56).


A princípio, os filhos não eram crentes, nem compreendiam a Jesus (Jo 7:5); acharam que Ele estava fora de si (Mc 3:21, 31-35).


Jesus, porém, ganhou a todos para Deus. Todos foram batizados com o Espírito Santo (At 1:14; 2:1-4); Tiago se tornou uma coluna na Igreja (Gl 2:9), escreveu uma epístola (Tg 1:1) e os outros irmãos foram também ativos na obra do Senhor (I Cor 9:5).


(2) - O CRENTE É O SACERDOTE DA SUA FAMÍLIA – O sacerdote era o homem escolhido para interceder pelo povo e oferecer sacrifícios a Deus. O sacerdote estava de contínuo na presença de Deus. Já no tempo do Antigo Testamento esta responsabilidade estava bem definida (Gn 7:7; 18:19; Dt 4:9; 6:7; 11:18-21). Observamos a mesma coisa no Novo Testamento (I Pe 2:9 cf Mt 24:43; Lc 8:39).


V – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Se queremos ver a nossa família inteira salva, observemos a recomendação da Bíblia, em Ef 6:4, que diz para criarmos nossos filhos na disciplina e admoestação do Senhor. Nossos filhos viverão de toda a palavra que sai da boca de Deus e, como sacerdotes do lar, devemos transmitir-lhes os ensinos contidos no Santo Livro. Por mais que os pais, hoje, queiram lançar esta obrigação sobre os professores da Escola Dominical ou sobre o Pastor, chegará o dia em que saberão enfaticamente que esta obrigação é sua (I Tm 3:4).

FONTES DE CONSULTA:


1)         Revista Maturidade Cristã – 2º Trimestre de 1986 – CPAD – Comentarista: Eurico Bergstén


2)       Toda a Família – CPAD – Orlando Boyer

20 de jun de 2013

2º TRIMESTRE DE 2013 - LIÇÃO Nº 12 - 26/06/2013 - "A FAMÍLIA E A IGREJA"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL 
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ 
LIÇÃO Nº 12- DATA: 23/06/2013 
TÍTULO: “A FAMÍLIA E A IGREJA”
TEXTO ÁUREO – Sl 122.1
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Rm16:1-5, 7, 10, 11, 13, 15, 24
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/



I – INTRODUÇÃO:

A Família e a Igreja são duas instituições profundamente interligadas; são dois projetos de Deus que continuam sob Sua proteção e que são objetos do Seu amor. Por mais que Satanás e seus agentes (humanos e espirituais) se empenhem em destruí-los, eles são indestrutíveis.

II – EM TODA A BÍBLIA HÁ UM VÍNCULO ENTRE DEUS E A FAMÍLIA:

Quando Deus quis formar a raça humana, formou, primeiro, uma Família – Gn 2:27-28 - Usando esta Família, cumpriu o Seu propósito de encher a terra.

Com o passar do tempo, Deus, por causa da corrupção da raça humana, tomou a decisão de destrui-la. Antes, porém, escolheu uma Família, liderada por um homem justo, para com ela repovoar a terra – Gn 9:1.

Deus estava reafirmando o Seu propósito de manter a Família devidamente constituída, como base da organização Social.

Para formar uma Nação, através da qual traria ao mundo o Seu Filho, Deus foi buscar em Ur dos caldeus uma Família já constituída – Gn 12:1-2.

Depois, “...vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher...”- Gálatas 4:4, mais uma vez Deus valorizou a Família.

Jesus, o Filho de Deus, nasceria de uma virgem, conforme estava predito pelo Profeta Isaías – Is 7:14.

Deus, contudo, providenciou e permitiu que essa virgem fosse, primeiro, comprometida para ser dada em Casamento. Desta forma, Seu Filho nasceu no seio de uma Família devidamente constituída – Lc 1:26-27.

Sendo que Jesus nasceria de uma virgem, sem qualquer concurso do homem, Deus poderia ter liberado José do compromisso de casar-se com Maria. Porém, não foi o que Deus fez! Deus queria que Jesus nascesse no seio de uma Família – Mt 1:20.

Deus não quis que Jesus crescesse e fosse educado no confinamento de um Mosteiro, num deserto, ou numa montanha. Ele teve uma Família, viveu até cerca de 30 anos no meio dela. Só deixou sua casa, em Nazaré, quando iniciou o Seu Ministério.

Aos olhos da sociedade Jesus tinha um pai, José, uma mãe, Maria, e, ainda, irmãos e irmãs, conforme declara a Palavra de Deus – Mt 13:55.

Assim, como menino e como jovem, Jesus morava numa casa, em Nazaré. Ali era seu Lar; ali vivia Sua Família.

III – A FAMÍLIA CONFIRMADA E PRESTIGIADA NO NOVO TESTAMENTO:

A Família, desde sua criação, exerceu um papel de destaque no Plano de Deus durante todo tempo do Antigo Testamento.

No Novo Testamento A Família não apenas foi confirmada; foi também altamente prestigiada por Deus.

Talvez, a maior prova do apreço de Deus pela Família foi o fato de Seu Filho, Jesus, ter nascido e crescido no aconchego de um lar, no seio de uma Família bem estruturada.

(1) – Jesus teve uma Família aqui na Terra - Nasceu como filho de um Casal que constituiu uma Família de acordo com a Lei e a Palavra de Deus – Lc 2:4-5; 51-52; Mt 13.54-56.

(2) – Jesus na função de “Pai de Família” - Embora a Bíblia nada fale sobre a morte de José, fica claro que ele morreu antes de Jesus iniciar o seu Ministério. Com a morte do pai (chefe da Família), o filho mais velho, ou primogênito, assumia o seu lugar, como “Pai de Família”. Cabia a ele as responsabilidades que eram do pai na condução de Sua Família.

Jesus era o primogênito do casal José e Maria, conforme a Palavra de Deus declara –  Mt 1:24-25.

Assim, morrendo seu “pai” (José), o Senhor Jesus assumiu o lugar de Chefe, ou “Pai de Família”, cabendo-Lhe a responsabilidade de cuidar, zelar, e prover o sustento de Sua Família.

A Bíblia afirma que Jesus foi “...homem de dores, e experimentado nos trabalhos...”- Is 53:3. Jesus ora era chamado de “...o filho do carpinteiro...”, ora de “...o carpinteiro...”- Mt 13:55 e Mc 6:3.

Para nós, Pais de Família, é confortante saber que o Senhor Jesus passou pela experiência que nós estamos passando – Ele também foi um “Pai”, ou Chefe de uma família numerosa. Ele conhece as nossas dificuldades em prover as necessidades de nossas Famílias.

Assim, o Senhor Jesus, antes de iniciar Seu Ministério, durante cerca de quase trinta anos, viveu no seio de uma Família. Foi um bom filho, um bom irmão, e experimentou a responsabilidade de ser “Pai de Família”, após a morte de José.

3 – Durante seu Ministério Jesus continuou honrando e prestigiando a Família:

3.1 – Seu primeiro milagre foi realizado numa festa de Casamento - Jo 2:1-2 - A presença de Jesus nesta festa é significativa: Ele atesta a confirmação da importância da Família; confirmou que o modelo para a formação de uma Família continuava sendo pelo casamento legítimo - Gn 1:28.

3.2 – Jesus entrava nos lares, ceava com as Famílias; hospedava-se nas casas - Agindo desta forma Ele valorizava as Famílias.

São muitos os exemplos que poderíamos citar, aqui. Porém, vamos mencionar apenas três:

(A) – Jesus na casa de “um crente” - Mc 1:29-31 - Naquela casa, em Cafarnaum, vivia a família do Apóstolo Pedro, que, embora a Igreja Católica Romana diga ter sido ele Papa, era, contudo, casado, pois Jesus curou sua sogra.

(B) – Jesus na casa de um Publicano (um homem desprezado pelos religiosos) - Lc 19.1-7 - Por cobrar impostos dos Judeus para os Romanos, os publicanos eram desprezados e marginalizados pelos religiosos da época. Porém, o Senhor Jesus prestigiou aquela, hospedando-se nela.

(C) – Jesus na casa de um Fariseu – um Mestre religioso - Lc 7:36-50 - Este fariseu, em cuja casa Jesus entrara, chamava-se Simão.

Certamente que, ao entrar nestas diferentes casas, onde viviam famílias constituídas segundo o modelo estabelecido por Deus, o Senhor Jesus estava prestigiando e confirmando seu apreço pela instituição familiar.

Assim, hoje, a relação entre A Família e a Igreja deve ser semelhante ao relacionamento que Jesus teve com as famílias, durante Seu Ministério: Tal como Jesus levou a bênção da cura à Casa de Pedro, a bênção da salvação à casa de Zaqueu, a bênção do amor e do perdão à casa de Simão, também a Igreja, na pessoa de seus Obreiros, ou de cada um de seus membros, deve ser um instrumento de bênçãos para todas as Famílias.

4 – Através de seu ensino Jesus confirmou o que Deus instituiu no principio – Mt 19.3-6 - O Senhor Jesus não mudou, em nada, o que Deus havia estabelecido em relação a formação da Família. Fundado nestas palavras de Jesus, vamos destacar três verdades sobre o relacionamento entre A Família e a Igreja:

4.1 – Primeira Verdade – nada mudou no que diz respeito à formação inicial de uma FAMÍLIA; ela continua sendo formada pela união de um homem e de uma mulher.

4.2 – Segunda Verdade – a Família continua sendo formada através de um Casamento Monogâmico, ou seja, o homem se unirá “à sua mulher”, e não às suas mulheres. No principio Deus fez para Adão, apenas UMA EVA.

4.3 – Terceira Verdade – a Família continua sendo formada através de um casamento indissolúvel – “... o que Deus ajuntou NÃO SEPARE o homem...”.

5 – O Senhor Jesus depois que retornou ao céu continuou prestigiando a Família – At 2.1-2 - Foi numa casa, em Jerusalém, onde vivia uma Família, que o Espírito Santo desceu no dia de Pentecoste, inaugurando a Igreja que havia sido fundada no Calvário.

Foi nesta Casa que vivia a Família de Marcos, que mais tarde escreveria um dos Evangelhos; foi nesta Casa que a Igreja não apenas foi inaugurada, mas que também continuou se reunindo, especialmente para os Cultos de Oração. Foi para lá que Pedro se dirigiu quando um Anjo o libertou da prisão – At 12:12-13.

IV – A IGREJA, NO PRINCIPIO, SE REUNIA NAS CASAS DE FAMÍLIA:

Segundo a História, Roma era tolerante com as muitas religiões existentes no Império.

Porém, para Roma, o Cristianismo não era reconhecido como uma religião. Daí, nos primeiros séculos, não foi permitida a construção de Templos Cristãos.

(1) – A Igreja se reunia nas Casas - Cada Família era uma Igreja, em miniatura; cada Lar Cristão era um Templo. Havia uma Igreja em cada casa onde vivia uma Família Cristã. A Igreja não sendo reconhecida no principio, e perseguida, num segundo momento, reunia-se, clandestinamente, nas casas.

Ainda na era apostólica, os cristãos já eram conhecidos como “...estes que têm alvoroçado o mundo...” – Atos 17:6.

(2) – Havia relacionamento entre a Igreja e a Família e vice-versa - Nos três primeiros séculos, e de forma especial, no primeiro século, quando o Novo Testamento estava sendo escrito, Família Cristã era como sinônimo de Igreja Cristã. Assim, não há muitos escritos doutrinários destinados, especificamente, à Família, embora esta instituição tenha um papel predominante na Igreja.

Acontece que todos os ensinos, todas as orientações doutrinárias dirigidas à Igreja se aplicavam também às Famílias, dado o entrelaçamento existente entre estas duas instituições.

(3) – “A Igreja que está em sua casa” - Esta expressão é encontrada muitas vezes no Novo Testamento. O uso das casas dos cristãos para divulgação do Evangelho e para o ensino da Palavra de Deus começou em JERUSALÉM.

Em At 5:42, temos outro registro do uso das Casas, pela Igreja.

Foi ainda numa Casa onde residia uma Família que as portas da Salvação e do Batismo com o Espírito Santo foram abertas aos Gentios. Aconteceu na Casa de Cornélio – Atos 10.

Era também nas Casas das Famílias Cristãs que os Obreiros itinerantes, inclusive Paulo, em suas Viagens Missionárias, eram acolhidos e hospedados:

(A) - Em Filipo, Paulo hospedou-se na Casa de Lídia – At 16:15.

(B) - Paulo fez referencia a outra irmã hospedeira – a irmã Febe – Rm 16:2.

Temos, ainda, algumas outras passagens bíblicas que fazem referencia à Igreja reunindo-se nas Casas, tais como estas – I Cor 16:19; Fm 1:2; Cl 4:15

Como se pode observar, havia no primeiro século laços muito fortes no relacionamento entre A Família e a Igreja.

V – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

A Igreja foi concebida no coração de Deus, antes da fundação do mundo; a Família foi a primeira organização social constituída. Existiu antes da Escola, antes do próprio Estado e pode subsistir independentemente de qualquer outra Instituição Social.

Do ponto de vista sociológico a Família é considerada como uma unidade básica e universal. Básica, porque dela depende a sociedade; universal, porque ela se encontra em todas as sociedades humanas, de uma forma ou de outra.

Hoje, conquanto existam grandes e até suntuosos Templos, o ideal seria que cada Família crente continuasse sendo uma Igreja, em miniatura; que cada Lar Cristão fosse um “braço”, ou uma extensão de sua Igreja.

FONTE DE CONSULTA:

Estudo Bíblico: - “A Família e a Igreja” – do Prof. Antônio Sebastião da Silva

10 de jun de 2013

2º TRIMESTRE DE 2013 - LIÇÃO Nº 11 - 16/06/2013 - "A FAMÍLIA E A ESCOLA DOMINICAL"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 11- DATA: 16/06/2013
TÍTULO: “A FAMÍLIA E A ESCOLA DOMINICAL”
TEXTO ÁUREO – Dt 31.12
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Ne 8.1-7
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/






I – INTRODUÇÃO:

Mt 28.20; Mc 16.15 – Segundo o pastor Antônio Gilberto, “A Escola Bíblica Dominical é a escola de ensino bíblico da Igreja, que evangeliza enquanto ensina, conjugando, assim, os dois lados da comissão de Jesus à Igreja. Ela não é uma parte da Igreja; é a própria Igreja ministrando ensino bíblico metódico”.


II - HISTÓRIA DA ESCOLA DOMINICAL NO BRASIL:

Os missionários escoceses Robert e Sara Kalley são considerados os fundadores da Escola Dominical no Brasil.


Em 19 de agosto de 1855, na cidade imperial de Petrópolis, no Rio de Janeiro, eles dirigiram a primeira Escola Dominical em terras brasileiras. Sua audiência não era grande; apenas cinco crianças assistiram àquela aula. Mas foi suficiente para que seu trabalho florescesse e alcançasse os lugares mais retirados de nosso país. Essa mesma Escola Dominical deu origem à Igreja Congregacional no Brasil.


Houve, sim, reuniões de Escola Dominical antes de 1855, no Rio de Janeiro, porém, em caráter interno e no idioma inglês, entre os membros da comunidade americana.


Hoje, no local onde funcionou a primeira Escola Dominical do Brasil, acha-se instalado um colégio. Mas ainda é possível ver o memorial que registra este tão singular momento do ensino da Palavra de Deus em nossa terra.


III - HISTÓRIA DA ESCOLA DOMINICAL NO MUNDO:

As origens da Escola Dominical remontam aos tempos bíblicos quando o Senhor ordenou ao Seu povo Israel que ensinasse a Lei de geração a geração.


Dessa forma, a história do ensino bíblico descortina-se a partir dos dias de Moisés, passando pelos tempos dos reis, dos sacerdotes e dos profetas, de Esdras, do ministério terreno do Senhor Jesus e da Primitiva Igreja. Não fossem esses inícios tão longínquos, não teríamos hoje a Escola Dominical.


Porém, antes de sumariarmos a história da Escola Dominical em sua fase moderna, faz-se mister evocar os grandes vultos do Cristianismo que muito contribuíram para o ensino e divulgação da Palavra de Deus.


Como esquecer os chamados pais da Igreja? 


Lembremo-nos de Orígenes, Clemente de Alexandria, Justino, o Mártir, Gregório Nazianzeno, Agostinho e outros doutores igualmente ilustres. Todos eles magnos discipuladores. 


E o que dizer de Lutero? 


O grande reformador do século XVI, apesar de seus grandes e inadiáveis compromissos, ainda encontrava tempo para ensinar as crianças. Haja vista o catecismo que lhes escreveu.


Foram esses piedosos de Cristo abrindo caminho até que a Escola Dominical adquirisse os atuais contornos.


A Escola Dominical do nosso tempo nasceu de visão de um homem que, compadecido com as crianças de sua cidade, quis dar-lhes um novo e promissor horizonte. Como ficar insensível ante a situação daqueles meninos e meninas que, sem rumo, perambulavam pelas ruas de Gloucester? Nesta Cidade, localizada no Sul da Inglaterra, a delinquência infantil era um problema que parecia insolúvel.


Aqueles menores roubavam, viciavam-se e eram viciados; achavam-se sempre envolvidos nos piores delitos.


É nesse momento tão difícil que o jornalista episcopal Robert Raikes entra em ação.


Tinha ele 44 anos quando saiu pelas ruas a convidar os pequenos transgressores a que se reunissem todos os domingos para aprender a Palavra de Deus. Juntamente com o ensino religioso, ministrava-lhes Raikes várias matérias seculares: matemática, história e a língua materna: o inglês.


Não demorou muito, e a escola de Raikes já era bem popular. Entretanto, a oposição não tardou a chegar.


Muitos eram os que o acusavam de estar quebrantando o domingo. Onde já se viu comprometer o dia do Senhor com esses moleques? Será que o Sr. Raikes não sabe que o domingo existe para ser consagrado a Deus?


Robert Raikes sabia-o muito bem. Ele também sabia que Deus é adorado através de nosso trabalho amoroso incondicional.


Embora haja começado a trabalhar em 1780, foi somente em 1783, após três anos de oração, observações e experimentos, que Robert Raikes resolveu divulgar os resultados de sua obra pioneira.


No dia três de novembro de 1783, Raikes publica em seu jornal, o que Deus operara e continuava a operar na vida daqueles meninos em Gloucester. Eis o porquê que esta data foi a escolhida como o dia da fundação da Escola Dominical.


Mui apropriadamente, escreve o pastor Antônio Gilberto:


“Mal sabia Raikes que estava lançando os fundamentos de uma obra espiritual que atravessaria os séculos e abarcaria o globo, chegando até nós, a ponto de ter hoje dezenas de milhões de alunos e professores, sendo a maior e mais poderosa agência de ensino da Palavra de Deus de que a Igreja dispõe”.


Tornou-se a Escola Dominical tão importante, que já não podemos conceber uma igreja sem ela. Haja vista que, no dia universalmente consagrado à adoração cristã, nossa primeira atividade é justamente ir a esse prestimoso educandário da Palavra de Deus. É aqui onde aprendemos os rudimentos da fé e o valor de uma vida inteiramente consagrada ao serviço do Mestre.


A. S. London afirmou, certa vez, mui acertadamente: 


“Extinga a Escola Bíblica Dominical, e dentro de 15 anos a sua igreja terá apenas a metade dos seus membros”. 


Quem haverá de negar a gravidade de London? As igrejas que ousaram prescindir da Escola Dominical jazem quase extintas e prestes a morrer. 


IV - CRONOLOGIA DA ESCOLA DOMINICAL
NO MUNDO, NO BRASIL E NAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS:


ANO
ACONTECIMENTO

1736
14/09
Nasce Robert Raikes, na Inglaterra.

1780
Robert Rikes, jornalista evangélico (episcopal), com 44 anos, realiza em Gloucester, Inglaterra, as primeiras aulas aos domingos pela manhã para crianças sobre leitura, escrita, aritmética, instrução moral e cívica e conhecimentos religiosos, dando início à Escola Dominical, não exatamente no modelo que temos hoje, mas como escola de instrução popular gratuita, o que veio a ser a precursora do moderno sistema de ensino público. As primeiras professoras foram assalariadas por Raikes.

1783
03/11
Dia Natalício da Escola Dominical, pois Raikes, após três anos de experiência com 7 Escolas Dominicais em casas particulares e com 30 alunos em cada uma delas, alcança êxito em seu trabalho com a transformação na vida de duas crianças.

A Escola Dominical passou das casas particulares para os templos, os quais passaram a encher-se de crianças.

1784
Quatro anos após a fundação, a Escola Dominical já contava com 250 mil alunos matriculados.

1785
Raikes Organiza a primeira União de Escolas Dominicais, em Gloucester, com ajuda de William Fox.

Surgem as primeiras Bíblias, Testamentos e Livros para serem usados especialmente nas Escolas Dominicais. Raikes publica o Sunday School Companion, que era um simples livro de leitura de versículos bíblicos.

É iniciado o movimento de Escolas Dominicais nos Estados Unidos da América, na Casa de William Elliott, inspirado nos exemplos britânicos.

 1790
É fundada a primeira União de Escolas Dominicais dos EUA, em Philadelphia, para prover salas de aulas e professores para as escolas. Em Charleston, EUA, a Conferência Metodista reconhece oficialmente as suas Escolas Dominicais.

1797
Somente na Inglaterra chega a mil o número de Escolas Dominicais.

1800
Surgem fortes ataques contra a Escola Dominical. Raikes‚ acusado de "profanador do Dia do Senhor", pelo fato de fazer funcionar a Escola aos domingos... Tal acusação partiu dos religiosos da época. No Parlamento chegou a ser apresentado um decreto para proibir Escolas Dominicais em toda a Inglaterra. Tal decreto jamais foi aprovado.

1810
O movimento já contava com mais de três mil Escolas Dominicais e com aproximadamente 275 mil alunos matriculados.

1811
Começa a separação de classes para que adultos analfabetos, assim como as crianças, também pudessem aprender a ler a Bíblia. O movimento chega a 400 mil alunos matriculados só na Inglaterra.

5/04
Morre Robert Raikes, aos 76 anos de idade, tendo a Escola Dominical se espalhado por toda a Inglaterra e em outras partes do mundo.

1820
Começam os primeiros passos para congregar as Uniões locais de Escolas Dominicais numa central - União Americana de Escolas Dominicais.

1824
25/05
A União Americana de Escolas Dominicais, em Filadélfia, EUA, torna-se a representante nacional de 723 Escolas afiliadas e 50 mil alunos.

1831
As Escolas Dominicais chegam a 1.250.000 alunos matriculados, cerca de 25% da população da Inglaterra na época.

1832
03/10
Realizada a Primeira Convenção Nacional da União Americana de Escolas Dominicais, em New York.

1836
O Rev. Justin Spauding, da Igreja Metodista, organiza no Rio de Janeiro, entre estrangeiros, uma congregação com cerca de 40 pessoas e em junho abre uma Escola Dominical com 30 alunos, dos quais alguns eram brasileiros, ensinados na sua própria língua. 

1855
19/08
Robert Kalley e sua esposa Da. Sarah Poulton, casal de missionários escoceses, realizam a primeira aula de Escola Dominical para cinco crianças, em sua residência na cidade de Petrópolis, Rio de Janeiro, o que resultaria na fundação da Igreja Evangélica Fluminense, embrião da Igreja Congregacional.

 1911
Dois meses após a fundação das Assembléias de Deus, é realizada a primeira aula de Escola Dominical, na casa do irmão José Batista Carvalho, na Av. São Jerônimo, em Belém, PA.

 1920
Começa a circular como suplemento do Jornal Boa Somente em Belém, PA, os Estudos Dominicais, o embrião da atual revista Lições Bíblicas, para Jovens e Adultos.

 1930
Lançada a revista Lições Bíblicas para adultos, inicialmente comentadas pelos missionários suecos Samuel Nyström e Nils Kastberg. A CPAD ainda não tinha sido fundada.

 1932
25 a 31/7
Realizada a XI Convenção Mundial de Escolas Dominicais, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

 1943
Lançada a primeira revista para crianças na Escola Dominical das Assembléias de Deus, escrita pelas professoras Nair Soares e Cacilda de Brito.

 1955
Surge nova revista infantil da CPAD, chamada Lições Bíblicas para Criança, para as idades de 6 a 8 anos. Publicado o primeiro comentário de Lições Bíblicas de autoria do missionário sueco Eurico Bergstén, que viria ser o comentarista com o maior número de lições escritas: 35. 

19/8
Completados 100 anos de fundação das Escolas Dominicais no Brasil.

 1973
Novamente lançada pela CPAD uma revista para crianças por iniciativa e comentários do pr. José Pimentel de Carvalho, sob o título: Minha Revistinha, para as idades de 4 e 5 anos.

 1974
Fundado o Departamento de Escola Dominical da CPAD (atual Setor de Educação Cristã), sob a chefia do pastor Antônio Gilberto.

1 a 06/07
Realizado o primeiro CAPED (Curso de Aperfeiçoamento de Professores da Escola Dominical), da CPAD e fundado pelo pastor Antônio Gilberto, na Assembléia de Deus de São Cristóvão, RJ.

Lançado o Livro "Manual da Escola Dominical", de autoria do pastor Antônio Gilberto, best-seller da CPAD e livro-texto do CAPED.

Lançada pela CPAD a revista infantil Estudando a Bíblia (atual revista Juniores, para crianças de 9 a 11 anos).

 1980
Comemorados os 200 anos de fundação da Escola Dominical no mundo pela Associação lnternacional de Educação Cristã (ICEA).

O número de alunos em todo o mundo‚ é estimado em 120 milhões, com cerca de 2 milhões de Escolas Dominicais (não nos moldes do modelo britânico de Raikes) e 8 milhões de professores.

 1981
Lançado pela CPAD o Primeiro Plano de Revistas da Escola Dominical para Assembléias de Deus, formulado pelo pastor Antônio Gilberto, que estabelecia, pela primeira vez, revistas para cada faixa etária da Escola Dominical.

 1982
Lançada a revista Mensageiros da Fé (atual Adolescentes Vencedores), para crianças de 12 a 14 anos.

Lançada revista do Mestre para a revista Lições Bíblicas (Jovens e Adultos), comentadas pelos missionários João Kolenda Lemos e sua esposa Doris Ruth Lemos.

 1985
Lançado pela CPAD o Curso Evangelização Infanto-Juvenil (CEI) destinado ao treinamento de professoras de crianças e adolescentes (curso atualmente fora desativado).

 1994
Reformulado e Relançado pela CPAD o Plano de Revistas formulado em 1974, com a inclusão de duas novas revistas: Campeões da Fé (atual Juvenis Lições Bíblicas), para adolescentes de 15 a 17 anos, e a revista Discipulado para novos convertidos.

1996
Lançada a campanha da CPAD Biênio da Escola Dominical - 96/97 "Achei o Livro na casa do Senhor"

5 a 07/06
Realizado o I Encontro Nacional de Superioridades de Escola Dominical, no Hotel Glória, Rio de Janeiro, RJ.

1998 
10 a 13/6
Realizado o I Congresso Nacional de Escolas Dominicais das Assembléias de Deus, no Riocentro, Rio de Janeiro, RJ.

11 a 20/11
Realizado o primeiro CAPED fora do Brasil, em Moçambique, África. 

Lançado o CAPED em vídeo com 5 fitas.

1999 
12 a 15/11
Realizada a Conferência Nacional de Escolas Dominicais, no Centro de Convenções da Universidade Federal de Pernambuco, Recife. 
Lançada a revista Lições Bíblicas Mestre em CD-ROM. 

Lançada a Revista Ensinador Cristão, da CPAD, para circular a partir do 1º trimestre de 2000. 

Reformulado e relançado o Plano de Revistas da CPAD da edição de 1994, tendo as primeiras revistas de Escola Dominical no Brasil totalmente coloridas e tendo a inclusão de mais duas revistas: a Maternal, para crianças de 2 e 3 anos, e a Discipulado Mestre.

2000 
Lançadas as revistas de Escola Dominical da CPAD para toda a América Latina pela Editorial Patmos. (editora da CPAD para o mundo hispânico).

24 a 27/05
Realizado o segundo CAPED fora do Brasil: Nova Iorque, EUA.

Lançado o CEI em vídeo com 4 fitas. 

Lançada a Cartilha Escola Dominical Revistas e Currículos, para pastores, superintendentes, coordenadores de departamentos e professores.

Lançada a campanha todos na Escola Dominical cada crente um aluno, para mobilizar as Igrejas a envolverem a grande partes de seus membros que não frequentam a Escola Dominical nas Assembléias de Deus.

06 a 09/09
Realizado o II Congresso Nacional de Escolas Dominicais nas Assembléias de Deus, no Riocentro, Rio de Janeiro.



V – O MINISTÉRIO DE ENSINO DE JESUS:

Jo 3:2 – Nicodemos chamou Jesus de “RABI”, que significa UM GRANDE HOMEM EM MATÉRIA DE ENSINO. E Jesus de fato o é. Ele é o Mestre Supremo e sem igual. Os conhecimentos que O tornaram verdadeiramente grande e maravilhoso foram recebidos diretamente de Deus (Jo 7:16-17).


Vejamos o exemplo de didática deixado pelo Mestre dos mestres, o Senhor Jesus:


(1) – JESUS ERA SIMPLES NO ESTILO E LINGUAGEM – Tendo sido o maior de todos os mestres, os ensinos de Jesus foram os mais simples, ao alcance de todas as classes ouvintes. Em frases curtas, expunha as verdades mais profundas a respeito do futuro, da eternidade, do céu e do inferno. As Suas palavras, em forma de paradoxo, produziam nos ouvintes impacto capaz de despertar as consciências adormecidas, conduzindo-os à realidade dos deveres para com Deus (Jo 7:46).


(2) - JESUS POSSUÍA ENSINOS UNIVERSAIS – Cada país tem a sua própria legislação e costumes. Por isto, há diferentes métodos de ensino, para as diferentes regiões. Os ensinos de Jesus, entretanto, são universais: Servem para todo mundo, para todos os lugares, para todas as épocas. Muito longe de serem filosofias complicadas, os ensinos de Jesus apontavam a solução para o problema de todas as classes: crianças e velhos; pescadores e mestres da lei; no Seu tempo e em nossos dias.



(3) - JESUS ENSINAVA COM AUTORIDADE – Mt 7:28-29 – As palavras dos escribas eram simples produto do que tinham na mente; destituídas de vida e poder. As palavras de Jesus, porém, tinham força de um decreto emanado da autoridade competente. Suas lições eram leis; Suas palavras, mandamentos divinos. A doutrina de Jesus era transmitida no poder do Espírito, ao espírito dos homens, desfazendo-lhes as dúvidas e implantando-lhes profunda convicção da verdade (Jo 6:63).


VI – EFEITOS DO ENSINO DO MESTRE DOS MESTRES NO CAMINHO PARA EMAÚS:

Leiamos Lc 24:17-20, 25-27, 32-35 e analisemos:


(1) - OS OLHOS DOS DISCÍPULOS FORAM ABERTOS E RECONHECERAM JESUS– Lc 24:31 - É vazia a mensagem que não traz ao ouvinte o conhecimento de Jesus – Sl 119:130; II Pe 3:18.


(2) - A MENSAGEM DE CRISTO FEZ ARDER O CORAÇÃO DOS ALUNOS – Lc 24:32 – A mensagem do Mestre dos mestres, dada por Ele mesmo, não alcança somente o ouvido, alcança também o coração.


(3) - OS APRENDIZES PASSARAM A TER UMA VISÃO MISSIONÁRIA – Lc 24:33 – A mensagem que ardia no coração libertou os discípulos do medo e do pessimismo, fazendo com que voltassem a Jerusalém com a missão de contar o que lhes acontecera no caminho para Emaús.


(4) - ABRIU-SE O ENTENDIMENTO DOS ALUNOS PARA COMPREENDEREM AS ESCRITURAS – Lc 24:44-45 – Para muitos, a Escritura é um livro misterioso e a exposição dos falsos mestres simplesmente gera confusão e até mesmo conduz a uma maior incredulidade. Se o mestre é de fato portador do dom divino para ensinar, os resultados de sua mensagem são os mesmos da mensagem de Cristo aos discípulos desanimados.


VII – FINALIDADES DO DOM DE MESTRE:

Mestre é o ministro que recebe de Deus o dom de ensinar. Aqueles que possuem este importante dom devem dedicar-se em fazê-lo com diligência, não esquecendo que os dons espirituais, não obstante a sua procedência divina, dependem também do cuidado e do zelo de quem o recebe (Rm 12:6-8; I Cor 12:28; Ef 4:11 cf I Cor 14:12; I Tm 4:14; II Tm 1:6).


(1) - PREVENIR CONTRA A TENTAÇÃO E O PECADO – A sã doutrina não é apenas remédio curativo; é, antes, preventivo. A falta de mestre é a causa da instabilidade das Igrejas. Onde a doutrina é ministrada com segurança, há crentes sempre firmes e fiéis. (Sl 119:9, 11 cf Ed 8:1-3, 8-9).


(2) - CORRIGIR ATITUDES E COSTUMES ERRADOS – Tg 1:21; Ef 5:25-26 – A palavra de Deus ensinada com habilidade do Espírito Santo fertiliza e vivifica a vida espiritual do rebanho e cria nos corações ódio ao pecado e desejo de santidade.


(3) - PRODUZIR CONVICÇÕES FORTES – (II Tm 4:1-5) Crentes sem convicção são como árvores sem raízes. Igrejas sem mestres da parte de Deus são edifícios sem alicerces. A falta de convicção gera a incerteza da vida futura e abre caminho para toda sorte de fracassos morais e espirituais (I Rs 18:21).


(4) - PREPARAR PARA O SERVIÇO CRISTÃO – (II Tm 3:16-17) – Felizes são os crentes que têm oportunidade de aprender com um mestre da parte de Deus. A resposta a isso pode ser encontrada nos insucessos de muitas Igrejas que desconhecem e desprezam o dom de mestre. Tais Igrejas produzem poucos obreiros e estes com pouco preparo espiritual.


VIII – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

No mundo, há muitas coisas que pessoas sinceras e humanitárias fazem, sem pensar ou imaginar a extensão de influência que seus atos podem ter. Certamente, Robert Raikes nunca imaginou que as simples aulas que ele começou entre crianças pobres, analfabetas da sua cidade, no interior da Inglaterra, iriam crescer para ser um grande movimento mundial. 


Hoje, a Escola Dominical conta com mais de 60 milhões de alunos matriculados, em mais de 500 mil igrejas protestantes no mundo. É a minúscula semente de mostarda plantada e regada, que cresceu para ser uma grande árvore cujos galhos estendem-se ao redor do globo.

FONTES DE CONSULTA:

Manual da Escola Dominical – CPAD – Pastor Antônio Gilberto

Estudo Bíblico – “A EBD E O MINISTÉRIO DO ENSINO NA IGREJA – Pr. Caramuru Afonso Francisco

Títulos e Dons do Ministério Cristão – CPAD – Estêvam Ângelo de Souza

Lições Bíblicas – CPAD – 2º trimestre de 1994 – comentarista: Estêvam Ângelo de Souza

Estudo Bíblico – “A MINÚSCULA SEMENTE DE MOSTARDA QUE SE TRANSFORMOU EM UMA GRANDE ÁRVORE” – Professora Ruth Dorris Lemos