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26 de jun de 2012

3º TRIMESTRE DE2012 - LIÇÃO Nº 01 - 01/07/2012 - "NO MUNDO TEREIS AFLIÇÕES"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 01 - DATA: 01/07/2012
TÍTULO: “NO MUNDO TEREIS AFLIÇÕES”
TEXTO ÁUREO – Jo 16.33
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Jo 16.20-21, 25-33
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/




I - INTRODUÇÃO:



Assim como a morte, o sofrimento iguala todos os homens; põe todos no mesmo nível: não poupa o rico, nem protege o pobre; não tem preferência pela cor, nem pergunta pela identidade.




II – ALGUMAS LIÇÕES DO SOFRIMENTO:



O SOFRIMENTO É SENTIR DOR FÍSICA OU MORAL. É como uma situação temporária de desordem, originada pelo pecado.



Leiamos Jó 1:1-3; 13-22 - O livro de Jó trata de um dos assuntos mais difíceis na experiência humana: como entender e lidar com o sofrimento? Fundamentados neste Livro, reflitamos algumas lições do sofrimento:



(1ª) – PESSOAS BOAS SOFREM – Jó 1.1 – Aqui está a definição, do ponto de vista de Deus, do caráter de Jó.



Enquanto entendemos que o sofrimento entrou no mundo por causa do pecado (Gn 3), aprendemos também, em vários trechos bíblicos, que a dor e a tristeza atingem as pessoas boas e dedicadas deste mundo – II Cor 11.23-28; 12.7-9



(2ª) – O DIABO QUER DESTRUIR A NOSSA FÉ POR MEIO DO SOFRIMENTO – Jó 1.6-11 - O propósito de Satanás fica bem claro: Ele vê o sofrimento como uma grande oportunidade para derrubar a fé dos servos de Deus; ele aceitou o desafio de tentar destruir a fé de um dos homens mais idôneos do mundo.



Em sua ousadia, satanás desafiou Jesus, usando todas as tentações imagináveis para vencê-Lo (Mt 4:1-11).



Ou seja, o diabo entende muito sobre a natureza humana. Ele sabe que pessoas que servem a Deus fielmente, quando tudo vai bem na vida, podem ser tentadas por meio de alguma calamidade pessoal: Problemas financeiros, a morte de um ente querido, alguma doença grave, etc. Com muita frequencia, tais sofrimentos na vida motivam o crente a abandonar a fé e a Cristo.



Jó 2.9 - Enquanto a mulher de Jó não prevaleceu na vida do próprio marido, o conselho dela vem derrubando a fé de muitas outras pessoas que enfrentam dificuldades no cotidiano.



Assim como Jó não sabia a fonte de seu sofrimento, muitas vezes também não temos noção da fonte das nossas dificuldades. Mas podemos ter certeza que o diabo está torcendo para que tropecemos e nos afastemos de Deus.



(3ª) – AMIGOS NEM SEMPRE AJUDAM – Jó 2.11 - Três amigos de Jó ficaram sabendo de seu sofrimento. No entanto, as palavras deles não ajudaram. Ofereceram explicações baseadas em suas opiniões e não na verdade que vem de Deus. Onde Deus não tinha falado, eles ousaram falar. O resultado não foi consolo e ajuda, e, sim, perturbação e desânimo. Quando alguém sofrer perdas, provações, etc, procuremos conselhos e orientações na Palavra de Deus e da boca de pessoas que a conhecem e que vivem segundo a vontade do Senhor.



(4ª) – DEUS NÃO EXPLICA TUDO – Jó 3.11-12, 16, 20, 23 cf Hc 1.3 - Quando sofremos, é natural perguntar: "Por quê?". Milhões têm feito a mesma pergunta. Porém, é interessante e importante observar que Deus não responde a todos nossos questionamentos.



Podemos ler o livro de Jó do começo ao fim, e não encontraremos uma resposta completa de Deus à pergunta do sofredor. Durante a boa parte da história, Deus deixou Jó e seus amigos ponderarem o problema. E Quando o Senhor falou no fim do livro, ele não explicou o porquê – Rm 11:33-36 – DEUS NÃO EXPLICA TODAS AS COISAS!



(5ª) – DEPOIS DO SOFRIMENTO VÊM AS BÊNÇÃOS – Jó 42.10-17 – O sofrimento desta vida é temporário! O de Jó foi intenso, mas não durou para sempre. É bem provável que ele lembrou, durante o resto da vida, daquelas experiências doloridas. Mas a crise passou e a vida continuou. Deus restaurou as posses dele em porções dobradas.



A mesma coisa acontece conosco. Enfrentamos alguns dias muito difíceis, mas as tempestades passam e a vida continua. Em Cristo Jesus, nós temos uma grande vantagem, uma esperança bem definida de perseverança e consolação - Hb 12:1-3.



(6ª) – FIÉIS NO SOFRIMENTO - Nós vamos sofrer nesta vida. Pessoas que dizem que os filhos de Deus não sofrem são falsos mestres que não conhecem e não aceitam a Palavra do Senhor: Jó perdeu tudo. Jeremias foi preso. João Batista foi decapitado. Jesus foi crucificado. Estevão foi apedrejado. Paulo sofreu naufrágio e prisões.



Eu e você vamos também sofrer. Os problemas da vida não sugerem falta de fé e não são provas de algum terrível pecado na nossa vida. Jó foi fiel a Deus no período do seu sofrimento e Deus o abençoou sobremaneira. A fidelidade de Jó precisa calar nosso coração - Jó 1:20-22 cf Tg 1:2-4 cf II Cor 1:3-7.



(7ª) – NO SOFRIMENTO DO JUSTO, DEUS TEM A ÚLTIMA PALAVRA - Jó e os seus amigos dialogaram procurando achar explicação para tanta desgraça. Mas no fim, Deus aparece; Ele tem a última palavra: O Senhor não respondeu às perguntas de Jó, mas falou do Seu poder e sabedoria. Vejamos:



(A) – Jó 37.5 cf Is 55.8 - Deus lida com situações elevadas demais para a plena compreensão da mente humana. A nossa limitação não nos permite ver as coisas com a amplitude da visão de Deus; a visão dEle não é como a nossa.



(B) – Dt 29.29 cf Dn 2.28 - A verdadeira base de fé acha-se na revelação do próprio Deus. Quando o rei Nabucodonosor viu que Daniel foi realmente usado pelo Senhor, reconheceu a existência do Deus de Daniel.



(C) – Tg 5.11 - Os métodos de Deus podem parecer duros, mas no final, Ele é plenamente compassivo e misericordioso. O fim das provações que o Senhor enviou a Jó revela que, em todas as suas aflições, Deus cuidava dele e o sustentava na Sua misericórdia. A restauração das riquezas de Jó revela o propósito de Deus para todos os crentes fiéis.




III - AULAS MINISTRADAS PELO SOFRIMENTO:



Leiamos o Salmo 130 e meditemos:



(1) – O SOFRIMENTO NOS ENSINA A ORAR – Sl 130.1-2.



(2) - O SOFRIMENTO ENSINA E REVELA QUEM DEUS É – Sl 130.3-4.



(3) - O SOFRIMENTO NOS ENSINA A ESPERANÇA – Sl 130.5-8.




IV – FORMAS DE SOFRIMENTO DO JUSTO:



(A) - SOFRIMENTO PROBATÓRIO – São provas, tribulações, adversidades, doenças e males outros. São casos em que Deus permite o sofrimento para depurar a nossa fé, ou na Sua soberania cumprir propósitos Seus (At 9:15-16; II Cor 11:23-30; 12:7-10 cf I Pe 1:3-7; 4:14-16; Tg 5:10-11; 1:12; Hb 12:11; Sl 91:15).



(B) - SOFRIMENTO CULPOSO – Isto é, colhe-se o que se semeia. Uma das leis agrárias é que se colhe muito mais do que se planta (Os 8:7; Ec 3:2). Em muitos casos, este sofrimento é corretivo (Sl 119:67, 71); em outros, casos de juízo divino (I Cor 5:1-6 cf Ez 9).



(C) - SOFRIMENTO MALIGNO – À medida que travamos a guerra espiritual, é inevitável a ocorrência de choques, contratempos, dificuldades e outros males (Ef 6:11-16; I Ts 2:18 cf Mt 5:11-12).



V – CONSIDERAÇÕES FINAIS:



Sl 32.10 - Salmista fez uma declaração acerca do sofrimento que põe em inferioridade os ímpios em confronto com os que amam a Deus. Logo, o sofrimento vem para o justo e para o ímpio. Mas aquele que confia no Senhor tem a misericórdia como bálsamo, a fé que alivia a dor, a esperança que abranda a aflição, tem o socorro e a proteção de Deus.



Lembremo-nos: O sofrimento não existia no Paraíso, antes da queda do homem; e não existirá na eternidade, na Nova Jerusalém (Is 65:17-25; Apc 21:4).



FONTES DE CONSULTA

1) Estudo bíblico “Lições do sofrimento” – de Ely X. de Barros

2) Estudo Bíblico “No sofrimento do crente é Deus quem tem altima palavra” – do Rev João Batista Azevedo

3) Estudo Bíblico “Por que Deus permite sofrimentos na vida do cristão” – de Paschoal Piragine Jr.

4) Estudo Bíblico – “Conhecendo Deus através do sofrimento” – de Neuber Lourenço

20 de jun de 2012

2º TRIMESTRE DE 2012 - LIÇÃO Nº 13 - 24/06/2012 - "A FORMOSA JERUSALÉM"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 13 - DATA: 24/07/2012
TÍTULO: “A FORMOSA JERUSALÉM”
TEXTO ÁUREO – II Pe 3.13
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Apc 21.9-18
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br




I – INTRODUÇÃO:


Depois que a trindade satânica, a morte e o hades foram lançados no lago de fogo; depois que desapareceram os antigos céus e terra e o juízo final fora levado a bom termo, só então Deus cria um novo céu e uma nova terra, convocando à existência a Nova Jerusalém. Nessa cidade, que nunca conhecerá lágrimas, nem tristeza, nem choro, nem dor e nem maldição, o Senhor habitará com os homens em Seu Trono. Os servos de Deus verão o Senhor face a face. Deus fará a luz de Seu rosto brilhar sobre eles em bênção perpétua e reinarão para todo sempre.



II – NOVO CÉU E NOVA TERRA:



Leiamos Apc 21.1-8 – Haverá um novo céu e uma nova terra. Assim como se diz acerca do pecador salvo: passou o que era velho e se fez nova criatura, assim também se dirá de tudo: - “... porque já as primeiras coisas são passadas”.



João viu ligeiramente a glória da nova terra. Notemos, porém, algumas das coisas que não haverá no mundo novo:



(A) – O MAR JÁ NÃO EXISTE – O mar é símbolo de inquietação e rebelião (Is 57.20; Lc 21.25; Apc 17.15). Desaparecerão da terra não somente as águas incessantes do mar, mas também o desassossego da humanidade.



(B) – NÃO HAVERÁ MAIS MORTE – I Cor 15.26; Apc 20.4 – Atualmente não existe lar, nem cidade ou vila em que não entre a morte. No novo céu e na nova terra não haverá cemitérios, nem enterros.



(C) – NÃO HAVERÁ MAIS PRANTO – Agora as tristezas nos perseguem como uma sombra. Entramos no mundo chorando, passamos muito tempo no mundo pranteando e muitas vezes saímos do mundo com gemidos. Entretanto, naquele tempo, nosso gozo será perfeito e completo.



(D) – NÃO HAVERÁ MAIS DOR – Todas as dores dos homens nos desastres, nos hospitais, nas guerras, nos leitos de morte... terminarão. Aqui no mundo os sofrimentos são permitidos para nos purificar e nos humilhar. Mas a dor, a qual entrou com a queda no Éden, não se conhecerá no novo céu e na nova terra.



(E) – NÃO HAVERÁ MAIS TÍMIDOS, INCRÉDULOS, ABOMINÁVEIS, HOMICIDAS, FORNICÁRIOS, FEITICEIROS, IDÓLATRAS, MENTIROSOS – Vejamos cada um, separadamente:



(E.1) - OS COVARDES ou OS TÍMIDOS – Aqui não se fala de cristão acanhado que, em seu temor, se firma na verdade do Sl 32:7. Trata-se, sim, daqueles que continuamente recusam a confiar no Senhor, apesar dEle ter-se revelado tantas vezes de maneira maravilhosa a eles. São aqueles que não permanecem no primeiro amor. São aqueles que se envergonham do Senhor e temem mais o próximo do que a Deus (Mc 8.35; 1 Ts 2.4; 2 Tm 2.12,13).



(E.2) - OS INCRÉDULOS – A incredulidade, segundo a Bíblia, é blasfêmia contra Deus. São aqueles que alegam impedimentos para crer em Deus e em Sua Palavra. Vejamos o que o Senhor disse a Moisés (Nm 14:11) cf (Apc 1:5; 2:10,13; 3:14; 17:14).



(E.3) - OS ABOMINÁVEIS – Isto é, os supersticiosos. Pertencem àqueles que são muito cristãos, mas, ao mesmo tempo, estão presos em abominações, tais como, horóscopos, adivinhações, benzeduras, etc. Tais coisas são abominação ao Senhor. São os “contaminados” pelas coisas abomináveis (Dt 18:10-12; Jr 7.9-10 cf Mat. 24:15; Apc 17:4).



(E.4) - OS ASSASSINOS ou HOMICIDAS – Segundo a Escritura, também são assassinos aqueles que no seu coração odeiam seu irmão (Mat. 5:21-22; I Jo 3:15).



(E.5) - OS IMPUROS – Os imorais, que vivem nos desejos da carne, também ficam fora (Ef 5:5 cf Apc 3.5; 22:15)



(E.6) - OS FEITICEIROS – Os que praticam ocultismo. Também a desobediência é pecado de feitiçaria (I Sm 15:23 cf Apc 9:21 e 18:23)



(E.7) - OS IDÓLATRAS – Esses são homens presos em avareza; são os que procuram honra de homens e justiça própria; os presunçosos; os orgulhosos. São os que adoram e veneram imagens (Gl 5:15-21 cf Apc 13:4; Col. 3:5; At 17:16 e I Cor 10:14)



(E.8) - OS MENTIROSOS – Os hipócritas, todos os cristãos por aparência, porquanto cristãos só de nome, também são mentirosos. Incluem-se também todos os enganadores e mentirosos de qualquer espécie - Cl 3.9 cf Apc 2:2; 3:9; 14:5; 21:8,27 e 22:15 - Convém-nos, pois, evitarmos sempre toda a palavra que não seja verdadeira.



(E.9) – OS CÃES – Apc 22.15a - Um cão não tem moral e nem se importa com isso, pelo que é aqui usado como símbolo da devassidão moral e da adoração pagã imunda (Dt 23.18 cf Fp 3.2).



De todos esses se diz que a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte. ESSA É A MORTE QUE NÃO MATA!



III – A NOVA JERUSALÉM:



Leiamos Apc 21.9-27 – Não haverá somente um novo céu e uma nova terra; haverá, também, uma nova cidade: A Nova Jerusalém.



(1) - SERÁ UMA CIDADE LITERAL, QUE TEM FUNDAMENTOS – Hb 11.10.



(2) - NÃO SERÁ O CÉU, MAS DESCERÁ DO CÉU – A Igreja jamais foi uma invenção humana; ela nasceu no coração de Deus; é algo do céu aqui na terra.



Os crentes verdadeiros não têm aqui cidade permanente, mas buscam a futura e desejam uma cidade melhor – Hb 11.16; 13.14 cf Jo 14.1-3.



Notemos que João foi levado para ver a esposa, a mulher do Cordeiro, isto é, a grande cidade, a Nova Jerusalém. É evidente, portanto, que é a esposa de Cristo, qual seja, os crentes que vão morar na Nova Jerusalém – Apc 21.9-10 cf Apc 19.7



(3) - A NOVA JERUSALÉM TERÁ A GLÓRIA DE DEUS – Ou seja, luz semelhante a uma pedra de jaspe, como o cristal resplandecente – Apc 21.11 – Não será esfumaçada como as cidades aqui da terra. Por causa dessa glória de Deus...



(A) – O rosto de Moisés brilhou - Ex 34.29-30.



(B) – Cristo, no monte da transfiguração, resplandeceu como o sol – Mt 17.1-2.



(C) – Saulo ficou cego – At 9.3-8; 26.12-14.



(4) - A NOVA JERUSALÉM É QUADRANGULAR – Apc 21.16 – As dimensões exteriores são todas iguais. Façamos uma comparação bíblica para meditarmos nesta questão:



(A) - Leiamos I Rs 6.20 – Esta é a outra passagem bíblica que faz referência ao cubo. No Templo construído por Salomão, o lugar denominado “santo dos santos” (a residência permanente de Deus na terra) era um cubo.



(B) – Pois a Igreja de Jesus é e será exatamente isto! O TABERNÁCULO DE DEUS; O TEMPLO DO SENHOR; A MORADA DO ALTÍSSIMO – Foi desta forma que João nos informou – Apc 21.2.



Alguém já o denominou de “CRENTE QUADRADO”? Pois é! A Nova Jerusalém é “QUADRADA”, mas é e será a MORADA DE DEUS. O Senhor habita e habitará para sempre em nós e conosco, “OS QUADRADOS”!



(5) - A ILUMINAÇÃO DA NOVA JERUSALÉM – Apc 21.23 – No Tabernáculo que Deus mandou Moisés erguer lá no deserto, havia três qualidades de iluminação:



(A) – No lado externo, a luz do sol e da lua eram suficientes para clarear o ambiente;



(B) – No lugar santo (na primeira parte interna), a luz era fornecida pelo candeeiro;



(C) – Mas na parte mais íntima (no santo dos santos), havia a glória de Deus – uma luz não criada; a manifestação da real presença do Senhor.



Na Nova Jerusalém não haverá necessidade de iluminação, nem do sol, nem da lua, nem do candeeiro: A GLÓRIA DE DEUS A ILUMINOU E O CORDEIRO É A SUA LÂMPADA!



(6) - OS DOZE FUNDAMENTOS DA NOVA JERUSALÉM – Apc 21.14 – O Muro estava construído sobre doze Fundamentos ou Doze Pedras, sendo que, em cada uma delas, estava escrito o nome de um dos Doze Apóstolos.


Ou seja, somente passarão pelas Portas daquele Muro quem chegar ali através da obediência à Doutrina dos Apóstolos, tal como a Igreja, em Jerusalém, da qual se diz que “...perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações”- Atos 3:42 cf Ef 2.19-22



Há inúmeras seitas, grupos e religiões neste mundo usando uma linguagem semelhante à da Bíblia. Muitos têm oferecido objetos “abençoados” (objetos estes até mencionados na Bíblia), tais como, sal, óleo, rosas, lençóis, etc. No entanto, devemos observar bem de perto o fundamento destas doutrinas. Muitas delas apresentam um Cordeiro sem sangue, uma aparência de santidade e religiosidade – nada mais que isso.



Devemos ter muito cuidado com qualquer doutrina que não seja a dos Apóstolos do Senhor. Não nos deixemos impressionar nem nos iludir pela beleza da filosofia, as palavras lindas sobre a “luz divina”, ou o sensacionalismo de fenômenos produzidos por objetos “sagrados”. O FUNDAMENTO DA NOVA JERUSALÉM, DA CIDADE DE DEUS, É A DOUTRINA DOS APÓSTOLOS DO CORDEIRO. Tudo mais é ilusão e engano.



(7) - AS MURALHAS – Apc 21.17 – A Nova Jerusalém estará cercada de muros altíssimos. São 144 côvados, ou seja, 75 metros de altura! Por que um muro tão alto?



(A) – Porque os habitantes desta cidade são intocáveis; a alta proteção de Deus será nossa garantia;



(B) – Não haverá nenhum poder para destruir uma cidade que nasceu no coração de Deus e em que Ele mesmo é o Arquiteto;



(C) - Por cima não haverá possibilidade de entrar.



(D) - João falou que no Muro existem Doze Portas – “E as suas portas não se fecharão de dia, porque ali não haverá noite”. Não há dificuldades para se entrar ali.



(E) - Porém, em cada Porta estará um Anjo - Embora as portas permaneçam abertas, existem condições que devem ser observadas para se poder entrar - Sl 15



(8) - AS PORTAS – Apc 21.21 – Um dos aspectos mais significativos desta Cidade de Deus são justamente os seus pontos de entrada: Cada porta é uma pérola.



A pérola é a mais singular dentre todas as pedras preciosas. Sabemos que desde o diamante até a ametista, todas foram criadas sob imensa pressão e tremendo calor, produzidas da mesma maneira: no seio da terra.



Com a pérola, porém, o processo é diferente: ELA É CRIADA COM SANGUE, SOFRIMENTO e MORTE.



Sabemos que uma ostra, a certa altura, é invadida por um material estranho. Para defender-se, ela cria uma substância ao seu redor. Deste material nasce então a pérola. Antes, porém, de ser a pérola revelada, a ostra morre.



Assim, quem entrar na Nova Jerusalém, passará por uma porta feita de pérola, jóia esta produzida PELO SOFRIMENTO DE JESUS, PELO DERRAMAMENTO DE SEU SANGUE PRECIOSO, E, FINALMENTE, PELA SUA MORTE NA CRUZ DO CALVÁRIO! Não há outra entrada! Ninguém conseguirá saltar uma muralha de 75 metros de altura! É SOMENTE PELA “PÉROLA”, ou seja, POR MEIO DE JESUS QUE SOMOS SALVOS E ENTRAREMOS NA NOVA JERUSALÉM! – Jo 10.9



IV - CONSIDERAÇÕES FINAIS:



Apc 21.1-5 – A Bíblia começa com um jardim e termina com outro. No meio da abundância de suas árvores e frutos está o trono de Deus e do Cordeiro. E, assim como o Trono está no centro da Nova Jerusalém, o Senhor Jesus também está no meio do Seu povo, entronizado, reinando e governando. Não precisamos esperar a morte para experimentarmos este senhorio. Ele reina agora em nossos corações, está agora em nosso meio e conosco reinará para sempre.



Cabe-nos, então, ao chegarmos ao fim deste trimestre ouvirmos o Senhor nos dizendo: - “EIS QUE VENHO SEM DEMORA” – Apc 22.7 - Cada geração tem vivido nesta expectativa da segunda vinda de Cristo:



(A) – A Igreja de Filadélfia recebeu o recado: - “Eis que venho sem demora...” – Apc 3.11a



(B) – As almas debaixo do altar perguntaram: - “Até quando...?” e “... foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo...” – Apc 6.10-11.



(C) – Os mártires continuam pagando pela fé o preço mais pesado e satanás continua perseguindo a Igreja. Mas Deus ainda nos diz: - “Perseverem mais um pouco...”



(D) - Do coração do povo de Deus, um povo sofrido, paciente e perseguido, sai um grito: - “MARANATA: VEM, SENHOR JESUS!”



E o Senhor responde: - “PORQUE AINDA UM POUCOCHINHO DE TEMPO, E O QUE HÁ DE VIR VIRÁ E NÃO TARDARÁ” – Hb 10.37.



(E) – E, finalmente, aquele grito do povo santo do Senhor será atendido... quando menos se esperar: - “MAS, À MEIA-NOITE, OUVIU-SE UM GRITO: AÍ VEM O ESPOSO! SAÍ-LHE AO ENCONTRO” – Mt 25.6.



Tenhamos, pois, azeite na reserva, vigiemos e estejamos preparados, porque não sabemos o dia, nem a hora em que o Filho do Homem há de vir – Mt 25.13.



Mui breve, pela graça de Deus, estaremos na Jerusalém Celestial. Amém.




FONTES DE CONSULTA:



• Não é Possível Contornar Jerusalém – Obra Missionária Chamada da Meia-Noite – Wim Malgo

• Cinquenta Respostas Tiradas da Palavra Profética – Obra Missionária Chamada da Meia-Noite – Wim Malgo

• A Espada Cortante – Vol. 1 – CPAD – Orlando Boyer

• Como Será o Fim do Mundo? – Editora Carisma – Roberto McAlister

13 de jun de 2012

2º TRIMESTRE DE 2012 - LIÇÃO Nº 12 - 17/06/2012 - "O JUÍZO FINAL"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 12 - DATA: 17/05/2012
TÍTULO: “O JUÍZO FINAL”
TEXTO ÁUREO – Apc 21.8
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Apc 20.7-15
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/

 

I - INTRODUÇÃO:

 


Que ninguém se iluda! O Julgamento Final não é uma hipótese; é algo já determinado por Deus, a fim de que a sua justiça seja plenamente notória, reconhecida e exercida em todo o Universo.








II – O QUE É O JUÍZO FINAL:








É a sessão judicial que terá lugar na consumação de todas as coisas temporais que, conduzido pelo Todo-Poderoso, retribuirá a cada criatura moral o que esta tiver cometido através do corpo durante a sua vida terrena.








A HORA DO JULGAMENTO – É claramente indicado que esse julgamento acontece após o fim do reino milenar de Cristo (Apc 20:5, 12-13).









O LOCAL DO JULGAMENTO – Esse julgamento não acontece nem no céu, nem na terra (já que estes fugiram da presença de Deus), mas em algum lugar entre as duas esferas (Apc 20:11).








BASE DE JULGAMENTO – Esse julgamento não tem por finalidade apurar se aqueles que o enfrentam serão salvos ou não. Todos os que devem ser salvos já o foram e entraram no seu estado eterno. Os que serão abençoados eternamente já entraram na sua bênção. Esse é antes um julgamento das más obras dos incrédulos. A sentença da segunda morte é pronunciada contra eles (Apc 20:12).








III – ALGUNS ACONTECIMENTOS ATÉ A INSTALAÇÃO DO JULGAMENTO FINAL:


 


(1) - A CONDENAÇÃO DA BESTA E DO FALSO PROFETA - Apc 19:20; 20:10 - Uma vez unidas em seu desafio a Deus, estas duas pessoas poderosas e perniciosas agora são unidas em sua condenação.








Embora tenha sido o assassino de multidões que se recusaram a adorar a imagem da Besta, esta e o próprio Falso Profeta não receberão permissão para morrerem. Até mesmo o suposto poder miraculoso do Falso Profeta não o pode livrar de ser lançado vivo no lago de fogo.








A condenação da besta e do falso profeta representa o fim de uma falsa astúcia estatal e de uma falsa astúcia sacerdotal. Estes dois personagens sofrem juntos porque lutaram juntos contra o Cordeiro.








(2) - A CONDENAÇÃO DO DIABO – Apc 20:1-3, 10 - Finalmente a cabeça da serpente é ferida para sempre (Gn 3:15).








A vitória conseguida sobre o diabo no Calvário agora recebe operação completa.








Lançado do céu em tempos antigos por causa de sua rebelião e depois lançado do ar à terra (Apc 12:9), o diabo agora é lançado no abismo por mil anos (Apc 20:3).








Sua liberdade de andar ao redor, devorando almas (I Pe 5:8) agora é abolida à medida que um anjo do céu prende Satanás com cadeias, amarra-o e o lança no abismo, selando sua prisão por mil anos.








João diz que o dragão foi aprisionado para que "não enganasse mais as nações até que os mil anos se completassem".








Os mil anos de Satanás no abismo não produzirão nenhuma mudança em seu caráter maligno. Uma vez que seja liberto, provará ser o mesmo antigo diabo. Mas, enquanto estiver preso, a terra respirará ar mais puro, e o reino milenar de Cristo fará com que a paz e a justiça cubram a terra como as águas cobrem o mar.








Depois de sua obra final e pós-milenar de engano, o diabo é "lançado no lago de fogo e de enxofre", para juntar-se aos seus devotos iludidos que já suportaram as chamas por mil anos. Com a Besta e o Falso Profeta, satanás entra para o tormento eterno (Apc 20:10).




Apesar do Anticristo e do Falso Profeta estarem no lago de fogo por mais de mil anos, são os mesmos e continuam em tormentos. Torna-se claro, pois, que as labaredas do lago de fogo não os limpara, nem os transformaram. Somente o sangue de Jesus e o poder do Espírito Santo podem transformar o ser humano numa nova criatura.








Finalmente a trindade do mal, que imita a trindade de céu, colhe sua condenação sem alívio. O diabo, a besta e o falso profeta estão juntos para sempre no lago de fogo.  Serão atormentados pelos séculos dos séculos.








(3) - A CONDENAÇÃO DE GOGUE E MAGOGUE - Apc 20:7-9 - A menção de Gogue (príncipe) e Magogue (a terra) leva-nos de volta a Ezequiel 38 e 39.


Magogue é o nome de um homem (Gn 10.2), mas Gogue não o é. Pelo contrário, Gogue significa satanás, enquanto que Magogue se aplica a um homem possuído por satanás. Quando satanás estiver operando pessoalmente no mundo, será conhecido como Gogue e Magogue. Isso acontecerá duas vezes: A primeira, antes do milênio; a outra, no fim do milênio. Quando satanás é expulso dos céus à terra, e vem habitar no corpo de um homem, Ezequiel designa-o pelos termos Gogue e Magogue. E, então, ao terminar o milênio, quando satanás for novamente solto e começar outra vez a operar sobre a face da terra, o livro do Apocalipse denomina-o de Gogue e Magogue.









Agora chegamos à revolta final das nações. Entretanto, o juízo é tão rápido quanto a rebelião das nações dos quatro cantos da terra; fogo desce dos céus e devora as multidões (Apc 20:9).








Neste conflito final não há batalha nem luta. O Deus "Todo-poderoso”, que é "um fogo consumidor", destrói imediatamente todas as nações enganadas e brutalizadas. O último ataque do homem contra Deus e contra "o arraial dos santos e a cidade querida" termina em completo fracasso, e o inferno dilata a boca a fim de tragar as hordas da terra enganadas pelo diabo no ajuntamento para a rebelião.








Não é de admirar que lemos mais adiante de uma nova terra sem o diabo para sempre!








ATENÇÃO: DAQUI EM DIANTE, INSTALA-SE O JULGAMENTO FINAL:








Este juízo será o mais solene e mais terrível jamais executado. Finalmente o Juiz eterno acertará todas as contas. Tendo lidado com Satanás, Cristo agora se prepara para lidar com os pecadores do mundo. Chega, afinal, o fim do mundo, pois a criação foge da face do que está assentado sobre o trono.


(4) - A CONDENAÇÃO DOS PERDIDOS - Apc 20:11-15 - A visão de João divide-se em duas partes, indicadas pela frase repetida "E vi".







Apc 20:11— "E vi o trono e seu juiz".







Apc 20:12-15— "E vi os mortos e o seu julgamento".








(A) - O TRONO DO JUÍZO - Entre os tronos da Escritura, o identificado como "o grande trono branco" é o mais temível e sem esperança de todos.
Não é o trono de um soberano prestes a reinar e governar, mas o de um juiz, prestes a pronunciar a condenação sobre os culpados.








É um trono levantado para um propósito específico; não é permanente, pois cessa de existir assim que seus julgamentos tenham sido distribuídos aos condenados.








Neste trono a posição do dia de Pilatos será invertida: então o Criador foi julgado pela criatura, mas agora a criatura aparece perante o Criador a fim de receber a sentença.








Na sala de Pilatos Deus ficou mudo perante o homem, mas aqui o homem está mudo na presença de Deus.


 


O que foi condenado perante o tribunal terreno agora decidirá os destinos da raça humana e revelará os princípios do governo divino.








Tendo rejeitado a grande salvação oferecida por Cristo, os pecadores agora são forçados a comparecer à presença do grande trono branco de Deus. Será grande por várias razões:


 


(A.1) - Por causa da dignidade do próprio Juiz.








(A.2) - Por causa da grandeza e solenidade sem paralelos da ocasião.








(A.3) - Por causa da vastidão da cena: aqui jaz a aurora da eternidade.


 


(A.4) - Por causa das consequências eternas envolvidas.








(A.5) - Por causa dos grandes destinos que ele decidirá.








O trono branco corresponde ao caráter do seu Ocupante – Sl 9.7-8.


 


Não haverá tratamento injusto nem desleal, pois sendo “branco”, o trono simboliza a pureza e justiça dos juízos do Juiz. É branco por causa de Sua pureza imaculada.


 


(B) – O JUIZ – É o Senhor Deus, o Salvador – Jo 5.27 - Uma vez que a salvação foi planejada por Deus, realizada por Cristo e aplicada pelo Espírito Santo, pode ser que as três Pessoas da Divindade se encontrem presentes no juízo dos que desprezaram tal salvação. Cristo, entretanto, deve pronunciar o juízo solene dos perdidos – Jo 5.22; At 10:42; 17:31; 2 Tm 4:1.









Com os olhos semelhantes à chama do fogo, Cristo esquadrinhará e queimará os que se encontram em Sua presença (Apc 1:14; 19:12). Todos e tudo secarão ao brilho do justo juízo desses olhos. Não brilharão com misericórdia nesse dia, pois com majestade ilimitada o Dono desses olhos penetrantes ganhou o direito de dispor dos destinos de suas criaturas voluntariosas. E, por ser o Justo Juiz, Seus juízos corresponderão à sua natureza – Gn 18.25c; Apc 16:7; 19:11.


 


Os santos de Cristo devem ser honrados com a participação neste juízo – Sl 149:9 comparar com I Cor 6:2-3.


 


(C) - O JUÍZO - Os tribunais de países democráticos tentam oferecer aos criminosos julgamentos justos. O tribunal do Trono Branco, entretanto, não foi erigido a fim de discutir os prós e os contras do caso de nenhum pecador, mas dar a sentença já declarada.








Naquele dia futuro os mortos ressuscitarão e se apresentarão na presença do Juiz, não para serem julgados quanto à sua culpa ou sua inocência, mas a fim de receber a ratificação de uma sentença já pronunciada - Jo 3:18, 36.


Este juízo é chamado "eterno" (Hb 6:2) pois suas consequências são eternas. Age também com garantia de que o pecado jamais terá permissão para invadir a nova criação de Deus.


 


(D) - OS JULGADOS - Vários objetos de juízo são enumerados no relato espantoso do grande trono branco, e é importante notar estes respectivos juízos.


 


(D.1) – A TERRA E OS CÉUS - Haverá o desaparecimento rápido da antiga criação porque o que está assentado sobre o trono foi seu Criador, e portanto ela imediatamente obedece à sua ordem.


 


Por que a terra há de desaparecer? Porque foi a cena de pecado e rebeldia, e levou a mancha do sangue do Juiz. O homem se apegou à terra por muitos séculos, mas agora ela foge.


 


Por que os céus também desaparecem? Os céus não podem permanecer, pois foram poluídos por Satanás, o príncipe da potestade do ar. Como podem os céus continuar, se não são puros à vista de Deus?


 


Entre as novas criações há os novos céus e a nova terra – Apc 21:1; Is 65.17; 66.22; II Pe 3.7, 10-13; Hb 1.10-12.








(D.2) – OS ANJOS CAÍDOS – Já que a sorte do chefe rebelde foi determinada (Apc 20:10), agora Cristo prossegue lidando com os que Satanás influenciou.






Embora não tenhamos prova direta da narrativa de que a hoste de espíritos malignos de Satanás deva aparecer perante o trono, achamos que eles serão julgados nesta época.


 


Leiamos I Cor 6.3 - Se, como Paulo afirma, devemos julgar os anjos (isto é, os caídos), então os santos devem estar neste tribunal com a capacidade judiciária. Afinal, os santos hão de julgar o mundo no dia do juízo - Dn 7.22; Mt 19.28; Apc 20.4 comparar II Pe 2.4 e Jd 6 - Reparemos que o elemento chave está na expressão "... O GRANDE DIA". Esse deve ser "o dia do Senhor", no qual todo o julgamento se cumprirá.


O julgamento sobrevém a anjos caídos por causa do pecado de seguir satanás na sua rebelião contra Deus - Is 14.12-17; Ez 28.12-19; Apc 12.4, 9.



(D.3) – OS MORTOS - Devemos compreender que este grupo seja composto de todos os que morreram no pecado, quer estejam mortos espiritual quer fisicamente.



Os ímpios na terra, na época em que se instala este trono, são imediatamente transferidos para ele, ao mesmo tempo em que os mortos no inferno são ressuscitados e forçados a comparecer com eles. Esperam, aqui, a sentença de condenação, como prisioneiros num tribunal.


 


A ressurreição aqui mencionada não é "dos mortos" (para crentes), mas sim, a ressurreição final de todos os ímpios mortos para seu destino último.



Todos os ímpios mortos, antes que Cristo viesse à terra, terão para julgá-los o livro da lei (Rm 2:12; 3:19).








Todos os ímpios mortos, depois de Cristo, serão julgados pelo evangelho da graça (Rm 2:16; Jo 3:18-19; 12:48).


 


Os ímpios mortos depois da segunda vinda de Cristo serão julgados pelo evangelho eterno.








Todos os tipos de pecadores devem comparecer à presença deste trono espantoso, como o indica a frase "pequenos e grandes".


 


Hoje temos várias classes e distinções sociais e raciais. Mas tais distinções deverão desaparecer quando o Juiz tomar o seu lugar, pois Ele não faz acepção de pessoas. Os orgulhosos e poderosos e também os insignificantes devem entrar no lago de fogo – Apc 21.8 - Nenhuma das pessoas aqui mencionadas poderá apelar do seu julgamento.


 


(D.4) – O MAR - Em sua descrição do novo mundo, João declara que o mar já não existe. Isso significava muito para João, que, na prisão da ilha de Patmos, sabia que o mar Egeu o separava daqueles a quem ansiava servir. Mas qual é a implicação completa desta frase com referência ao mar entregando os mortos que nele havia?








Deve-se tratar o "mar" como simbólico da condição inquieta da humanidade e, portanto, descritivo da entrega das massas irrequietas ao Juiz? Ou devemos aceitar a interpretação usual — que todos os que morreram afogados no mar devem emergir de seu túmulo de água?








Parece-nos que a frase seguinte: "a morte... entregaram os mortos que neles havia", abrange todos os que morreram e foram sepultados na terra ou no mar.




Com o passar da terra e do céu, o mar também desaparecerá e, portanto, todos os seres que estiverem em seu túmulo líquido deverão comparecer à presença daquele que criou o mar.


 


(D.5) – A MORTE E O HADES - A morte, ou o túmulo, continha os corpos dos perdidos e o hades, os seus espíritos. Agora corpos e espíritos se unem, e com seus corpos eternos de vergonha e espíritos eternos, os condenados vão para a morte da morte.


 


Finalmente, também, esse monstro é destruído: "O último inimigo a ser destruído é a morte."








Hades ou inferno é a habitação presente dos perdidos. Esta residência temporária, contudo, dá lugar ao juízo do lago de fogo, mais terrível e eterno. Tal ressurreição é mencionada como de vergonha (Dn 12:2); dos injustos (At 24:15); da condenação (Jo 5:29).









A morte e o hades rapidamente seguem seus ocupantes para dentro do lago de fogo (Apc 20:14). Trazidos à existência por causa da obra de Satanás, agora o seguem para a perdição eterna. E porque as chaves do hades e da morte pendem do cinto de Cristo, Ele pode agir como desejar com tais habitações – Apc 1.18.








Assim, o lago de fogo torna-se o depositário final de todos os que se opuseram a Deus e a Jesus Cristo. Os condenados devem ser atormentados de dia e de noite para todo o sempre (Apc 20:10).








(5) – OS LIVROS DO JUÍZO – Apc 20.12 – "Uns livros" - Implica existir no céu mais de um conjunto de registros. Estes livros representam o relato das obras das pessoas que vão ser julgadas. O Senhor conserva um registro fiel dos pensamentos, das ações e das palavras dos pecadores. Nada é por demais banal para ser registrado. Cristo tem o controle deste registro – Apc 3.5; 13:8; 17:8; 21:17.


 


As Escrituras mencionam alguns livros:


 


(A) – O livro da consciência – Rm 2.15; 9.1;



(B)– O livro da natureza – Jó 12.7-9; Sl 19.1-4; Rm 1.20;









(C) – O livro da Lei – Rm 2.12 cf Rm 3.20;


 


(D) – O livro do Evangelho – Jo 12.48; Rm 2.16;








(E) – O livro da nossa memória – Lc 16.25 – “Filho, lembra-te...”; Mc 9.44-48; Jr 17.1 – O rico lembrou-se das oportunidades passadas e perdidas. Lembrou-se do que Moisés e os profetas haviam dito. Lembrou-se da mensagem da Palavra santa de Deus. Lembrou-se, mas era tarde demais!








(F) – O livro dos atos dos homens – Ml 3.16; Mc 12.36; Lc 12.7; Apc 20.12.








(G) – O livro da Vida – Sl 69.28; Dn 12.1; Lc 10.20; Fp 4.3; Apc 20.15 - O livro da vida do Cordeiro é o registro de ouro dos que pertencem ao Senhor. Os nomes que estão neste livro foram escritos muito antes dos acontecimentos do grande trono branco.

 


A presença do livro da vida nessa ocasião é, certamente, para provar aos céticos que estão sendo julgados que os seus nomes não se encontram arrolados nele.

 


Embora a pessoa possa ter um registro favorável, evidentemente o que conta é a inserção de seu nome no "livro da vida" por Cristo. Não é ausência de obra mas ausência do nome que condena – Mt 7.22-23.








Podemos vislumbrar, em termos bem claros, que as ações dos incrédulos são registradas no céu. Como isto é feito não alegamos saber nem nos aventuramos a adivinhar. Está oculto em Deus, mas não devia haver dificuldade em crer nisto quando o próprio homem pode gravar grandes sinfonias e discursos na cera, e reduzir bibliotecas inteiras a microfilmes. Aí está o fato. Deus o afirma. O incrédulo pode zombar dEle, mas será julgado por Ele.








IV – CONSIDERAÇÕS FINAIS:

 


No Juízo Final não se admitirá advogado de defesa. Quem não tiver o nome no Livro da Vida, será condenado à perdição eterna – Apc 20.15 - Temos nossos nomes escritos lá?

FONTES DE CONSULTA:


1) A Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
2) Lições Bíblicas – 4º Trimestre de 2004 – Comentarista: Claudionor Corrêa de Andrade
3) Manual de Escatologia – Editora Vida – J. Dwight Pentecost
4) Lições Bíblicas – 3º Trimestre de 1997 – Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima
5) Apocalipse: O Drama dos Séculos – Editora Vida – Herbert Lockyer