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10 de mar de 2011

1º TRIMESTRE DE 2011 - LIÇÃO Nº 11 - 13/03/2011 - "O PRIMEIRO CONCÍLIO DA IGREJA DE CRISTO"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 11 - DATA: 13/03/2011
TÍTULO: “O PRIMEIRO CONCÍLIO DA IGREJA DE CRISTO”
TEXTO ÁUREO – At 15:28-29
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: At 15:6-12
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/



I – INTRODUÇÃO:

• Ao retornar da primeira viagem, Paulo deparou com um problema sério no meio dos judeus cristãos. Ele havia descoberto a fórmula da transculturação, ou seja, evangelizar os gentios sem os judaizar. Os radicais que permeavam a Igreja (os judaizantes) queriam que esses novos crentes seguissem o modus vivendi deles. Essa discussão deu origem ao Concílio de Jerusalém.

• Este Concílio foi necessário, pois os cristãos judaizantes desejavam impor uma carga muito pesada aos gentios, a qual nem os seus prórpios pais suportaram. Por isso, o Espírito Santo atuou naquelas decisões em prol dos novos conversos e nós, até hoje, somos também beneficiados por elas.


II - CAUSA DA DISCUSSÃO:

• (1) – OS PERTURBADORES JUDAIZANTES - Deus abriu a porta da fé aos gentios. Isso era ponto pacífico (At 11:18; 14.27).

• Outro problema surgiu sobre a situação deles: deviam ser judaizados?

• Essa questão era séria e podia ameaçar as bases do Cristianismo. Alguns dentre os de Jerusalém foram a Antioquia, dizendo que os gentios deviam se tornar judeus para serem salvos.

• Diziam que os gentios deviam viver o modus vivendi judaico, prescrito na lei (At 15.1, 5).

• Isso era proveniente dos fariseus que se haviam convertido. Eles se apresentaram como vindos da parte de Tiago (Gl 2.12), que jamais os autorizou, como ele mesmo declara - At 15.24.

• Saíram da Igreja em Jerusalém, realmente, mas não foram autorizados a falar em nome dos apóstolos.


• (2) – LIBERDADE CRISTÃ AMEAÇADA - Em Antioquia da Síria, eles fizeram um estrago muito grande. Até Pedro e Barnabé se deixaram levar por essa "dissimulação", fazendo "vista grossa" (Gl 2.11-13).

• Paulo entendeu com clareza meridiana o que isso representava e com justiça ficou revoltado. Repreendeu publicamente um dos principais líderes da Igreja (Gl 2.14).


III - OS DISCURSOS DO CONCÍLIO:

• (1) – PEDRO - Havia grande discussão, quando Pedro se levantou, chamando a atenção dos ouvintes.

• Ele evocou a revelação que recebeu, antes de ir à casa de Cornélio.

• Lembrou ainda que Deus o escolheu para falar aos gentios, uma alusão à experiência na residência do centurião (At 10).

• A declaração de Pedro no versículo 11 revela que ele concordou com Paulo na discussão da Antioquia da Síria. São as mesmas palavras que o apóstolo dos gentios usou em Gl 2.16.


• (2) – PAULO E BARNABÉ - (v. 12) - A experiência de Paulo e Barnabé, na primeira viagem, é um testemunho vivo. Como Deus tratou com os gentios de maneira extraordinária, sem o ritualismo judaico e nem os seus encargos. Isso era a prova de que essas práticas não serviam para a salvação.

• Esse testemunho esmagador de Paulo e Barnabé, somado ao discurso de Pedro, testificava contra os judaizantes.


IV - PALAVRA DO PRESIDENTE:

• (1) – VALOR DAS DECISÕES CONVENCIONAIS - Tiago esperou que Pedro, Paulo e Barnabé apresentassem o seu parecer sobre o assunto, para depois tomar a palavra.

• A citação de Amós 9.11-12 é apenas uma das muitas passagens do Antigo Testamento que prevê a salvação dos gentios (Gn 22.18; Sl 22.27; Is 9.2; 42.4; 45.22; 49.6; 60.3; 66.23; Dn 7.14, etc.).

• Jesus determinou que se pregasse a todas as nações (Mt 28.19; Lc 24.47; At 1.8).

• A expressão "povo para o seu nome" era usada com referência a Israel (II Cr 7.14). No entanto, Tiago reconhecia que a Igreja era um povo com essa dignidade, constituído de judeus e gentios convertidos ao Senhor.


• (2) – COMO CONDUZIR UMA REUNIÃO - O que os demais participantes do evento acabavam.de ouvir de Pedro, Paulo e Barnabé era o cumprimento das promessas de Deus e profecias do Antigo Testamento. Por isso, Tiago dirigiu-se, respeitosamente, aos presentes, chamando-os de "irmãos". Não tinha intenção de atacar nem os legalistas e muito menos os "liberais", mas o seu compromisso era com a Palavra de Deus.


• (3) – UM POVO E NÃO UMA SEITA - Ele chamou Pedro pelo seu nome hebraico "Simão".

• Isso mostra que Tiago não o reconhecia como a pedra, como reivindica a Igreja Católica.

• A citação parafraseada que Tiago faz nas palavras de Pedro se reveste de suma importância, porque descarta a possibilidade de o Cristianismo ser uma seita judaica: "Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome" (v. 14). Assim como Israel era uma nação, da mesma maneira seria a Igreja.

• As três características de Israel, Pedro aplica também à Igreja: "Mas vós sois geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido" (I Pe 2.9).

• Esse mistério da vocação dos gentios é assunto que Paulo se aprofundou em Efésios, capítulo 3.

• No entanto, Tiago, nesse Concílio, já havia apresentado este tema.


V - DECISÃO DO CONCÍLIO:

• (1) - "QUE VOS ABSTENHAIS DAS COISAS SACRIFICADAS AOS ÍDOLOS” - Esse preceito diz respeito às restrições que se referem aos alimentos sacrificados aos ídolos.

• Essa matéria foi aprofundada posteriormente por Paulo (Rm 14.13-16; l Co 8. 7-15; 10.23-33).


• (2) – PROIBIÇÃO DO SANGUE - A proibição de se alimentar de sangue está prevista na lei de Moisés (Lv 3.17). No entanto, ele era usado como alimento ou bebida pelos gentios.

• Interpretar tal passagem como proibição para a transfusão de sangue, sustentada pelas testemunhas-de-Jeová, é uma "camisa-de-força" e não resiste a exegese bíblica.

• Primeiro, porque o sangue dessa passagem é o dos animais, e não o humano. Pois elas seriam obrigadas a admitir que a "carne sufocada" seja uma referência à carne humana.

• Em segundo lugar, porque nenhum preceito bíblico é nocivo à vida. Essa crença das testemunhas-de-Jeová é condenada por Jesus (Mt 12.3-7).


• (3) – ABSTENÇÃO DA CARNE SUFOCADA - Esse preceito está na lei de Moisés (Gn 9:5; 17.10-16; Dt 12.16, 23-25). Era muito comum entre os gentios, e ainda hoje, abater animais sem o derramamento de seu sangue.


• (4) – ABSTENÇÃO DA PROSTITUIÇÃO - O padrão moral deles estava muito aquém do judaico-cristão. Era grande o risco de os gentios convertidos naufragarem nessas práticas licenciosas. Havia nos templos a chamada "prostituição sagrada".


• (5) – CARÁTER DESSAS REGRAS - A expressão "destas coisas fazeis bem se vos guardardes" (v. 29) parece mais uma recomendação.

• Tiago acrescenta ainda: "Porque Moisés, desde os tempos antigos, tem em cada cidade quem o pregue e, cada sábado, é lido nas sinagogas" (v. 21).

• Isso significa que os judeus têm o alto padrão de conduta e um modus vivendi exemplar, porque estudam sobre isso nas sinagogas todos os sábados.

• Os gentios não aprenderam os bons costumes, porque nunca tiveram quem os ensinasse. Por essa razão, o modus vivendi deles era precário. Aplicar essa conduta judaica aos gentios era o mesmo que afirmar que a graça do Senhor não era suficiente. A lei de Moisés seria o complemento para a salvação. Isso reduziria o Cristianismo a uma mera seita do judaísmo e, além disso, confundiria com a identidade judaica. Nesse caso, era como se os cristãos de hoje usassem o talit (manto usado pelos judeus religiosos) e o kippar (solidéo que eles usam sobre a cabeça), alimentando-se apenas de khasher, como os judeus; além de outros ritos, como condição para a salvação.


• (6) – UMA QUESTÃO DE CONSCIÊNCIA - Essas regras eram o mínimo que se pedia dos gentios, para não escandalizarem os judeus cristãos. Porém, mais por amor a eles, do que um meio de salvação.

• Uns acham que se trata de injunções e não ordenanças obrigatórias, usando como base Romanos 14.13-16; l Cor 8.7-13 e 10.27-29.

• Os contrários dizem que o assunto tratado por Paulo nas citações acima é outro.


VI - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• Vivemos os bons costumes, porque somos salvos e não para sermos santificados. Tudo o que a consciência acusa, ou corrompe os bons costumes, ou viola a santidade e causa escândalo, é pecado.



FONTE DE CONSULTA:

Lições Bíblicas CPAD – 3º Trimestre de 1996 – Comentarista: Esequias Soares