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23 de mai de 2009

LIÇÃO N° 09 - 31/05/2009 - "A IMPORTÂNCIA DA SANTA CEIA"

IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ENGENHOCA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL LIÇÃO 09 - DIA 31/05/2009 TÍTULO: “A IMPORTÂNCIA DA SANTA CEIA” TEXTO ÁUREO – I Cor 11:26 LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Cor 11:23-32 PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
  • I – INTRODUÇÃO:
  • A Ceia do Senhor foi instituída na noite em que Jesus foi traído. Tem como elementos o pão e o vinho, que simbolizam, respectivamente, o corpo e o sangue do Senhor. Constitui-se num sermão dramático por lembrar-nos, através de palavras e atos, a paixão e morte de Cristo. A Ceia do Senhor possui duas mensagens centrais: É memorial e profética (I Cor 11:26). É conhecida também como a comunhão, por levar o crente a participar da natureza de Cristo e do conforto espiritual da congregação.
  • II – LINHAS DE PENSAMENTOS SOBRE A CEIA DO SENHOR:
  • Existem algumas linhas de pensamento sobre a Ceia do Senhor, como veremos abaixo:
  • I Cor 11:24 – “Isto é o meu corpo” - Os teólogos católicos estabelece­ram, com base nesta afirmação de Jesus, o dogma da transubstanciação, segundo o qual, na hora da Santa Ceia, o pão se transforma em corpo de Cristo. As palavras "isto é meu corpo" e "meu sangue" são apenas metáforas, pois Jesus estava em pessoa com os discípulos ao distribuir o pão e o vinho (l Co 5.8 - onde Paulo fala sobre o pão "da sinceridade e da verdade").
  • 1 - TRANSUBSTANCIAÇÃO - Significa "transformação da substância." É a crença de que o pão e o vinho, mediante um milagre, tornam-se literal­mente no corpo e no sangue de Jesus, mantendo somente a aparência de pão e vinho, o que os leva a adorar estes elementos. Este dogma foi aprovado pela Igreja Católica no Quarto Concílio de Latrão, em Roma, em 1215 e depois confirmado pelo Concílio de Trento em 1551. A tese foi ensinada inicialmente por Pascásio Radberto, em seu tratado De Corpore e sangue Domini, argumentan­do que, na Ceia do Senhor, quando o sacerdote abençoa o pão e o vinho, estes transformam-se em corpo e sangue literais de Jesus, recebendo-se, desta forma, o alimento da imortalidade. Baseados nisto, não dão vinho para os fiéis, pois o corpo já tem, em si, o sangue de Cristo. Ora, se o pão se transforma em corpo, porque então Jesus disse: "Isto é o meu corpo"? E, o que dizer destas suas expressões: "Eu sou o caminho", "eu sou a porta,"etc? Por acaso o Senhor, por ter assim se referido a si mesmo, transforma-se, por acaso, num caminho ou numa porta literal? Também não podemos esquecer que quando Jesus disse "Isto é o meu corpo", Ele estava ali presente em pessoa e o pão não poderia ter-se transformado no corpo de Cristo, pois, repita-se, Jesus, pessoalmente, estava ali ministrando a Santa Ceia. Logo, fica claro que nenhuma comunidade evangélica poderia estar de acordo com essa teoria, que erra por se apegar à letra que mata, e não ao espírito que vivifica (II Cor 3.6). Muito cuidado, pois, com a interpretação das Sagradas Escrituras. Usar um texto fora do seu contexto é um perigoso pretexto.
  • 2 - CONSUBSTANCIAÇÃO – O teólogo inglês, John Wyclif (Wyclife), em 1379, combateu a doutrina da transubstanciação, defendendo a consubstanciação. Significa que o corpo e o sangue de Cristo se unem às substâncias do pão e do vinho. Não são literalmente o pão e o vinho, mas estão presentes. A idéia consiste de que o pão e o vinho continuam sendo pão e vinho, mas depois de abençoados recebem uma virtude que é transferida aos comungantes, o que chamam de "graça inerente." Não cremos assim, porque muitos dos que participam da ceia do Senhor, comem e bebem para a sua própria condenação.
  • Os católi­cos romanos ensinam a transubstanciação; os luteranos e muitos anglicanos (ou episco­pais) ensinam a consubstanciação.
  • 3 - MEMORIAL – É a que aceitamos como fundamentalmente bíblica. Jesus ao instituir a santa ceia, disse: "Fazei isto em memória de mim" (Lc 22.19; I Cor 11.24,25).
  • 4 - SACRAMENTOS – Refere-se à idéia de que a Ceia do Senhor transmite graça espiritual ou salvífica a quem dela participa.
  • 5 - ORDENANÇAS – Esta palavra apenas sugere que a Santa Ceia foi ordenada pelo Senhor. Entretanto, não é um meio de salvação para aqueles que participam do cálice e do pão.
  • Importante observar que as teses não aceitas pelas igrejas genuinamente evangélicas, não só carecem de apoio bíblico, como associam idéias prejudiciais à fé cristã. Os defensores de tais doutrinas consideram a ceia e o batismo meios pelos quais os fiéis podem obter a salvação. Consideram ainda que "assim como o pão e o vinho nutrem o corpo, a carne e o sangue de Cristo nutrem a alma". Ora, se crêem que existem graça e virtude espiritual nesses elementos por transformação ou inerência, é lógico aceitarem que por eles se obtém a salvação. Veja que perigo traz uma heresia aparentemente inofensiva.
  • O SIGNIFICADO DA EXPRESSÃO: “O NOVO TESTAMENTO NO MEU SANGUE” – I Cor 11:25 - Significa o novo pacto que o Pai Celestial estabeleceu conosco com base no sangue de seu Amado Filho. Pois o Velho Testamento estava apoiado no sangue de bodes, bezerros, etc. Mas o Novo Testamento apoia-se unicamente no sangue de Jesus.
  • III - OS EFEITOS DA MORTE DE CRISTO:
  • a) No inferno: Satanás, após haver sido despojado, viu-se repentinamente sem as chaves da morte e do inferno (Cl 1:25; Apc 1:18);
  • b) No céu: Com a morte de Jesus, foi introduzido um novo cântico do Cordeiro, e a glória do Senhor foi maravilhosamente acrescentada (Apc 5:9);
  • c) No Universo: Houve uma reconciliação das coisas que estão embaixo com as que estão em cima (Ef 1:10);
  • d) No coração do homem crente: Foi erradicado o vírus do pecado e abriram-se-lhe as portas do Paraíso de Deus (Lc 23:43).
  • IV – A CEIA DO SENHOR ENVOLVE RESPONSABILIDADE:
  • I Cor 11.27-34 - Que significa participar da Ceia do Senhor de maneira indigna? Por certo isso não significa que tenhamos de ser dignos como pessoas, visto que nenhum de nós é capaz de relacionar-se com Deus à parte de Cristo. O que está em pauta é a indignidade de atitude e conduta. Todos somos pecadores, mas os que se têm renovado na atitude mental e revestido "do novo homem, que, segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade" (Ef 4.23-25),estão na posi­ção de candidatos à mesa do Senhor. Mas os que abrigam pecados, quer grosseiros e carnais, quer pessoais e sutis, precisam, primeiramente, de purificação (l Jo 1.7,9). Diante de tão forte advertência, é importante que examinemos a nós mesmos antes de comer o pão e beber do cálice. Mas, ao comermos e bebermos, devemos reconhecer "o corpo do Senhor". (l Co 10.16,17).
  • V – CONSIDERAÇÕES FINAIS:
  • Quando participamos da Ceia do Senhor, lembramo-nos de duas coisas importantíssimas:
  • 1) Cristo morreu e ressuscitou. Aí reside toda a força de nossa redenção; e
  • 2) Um dia Ele voltará para nos levar à casa que nos preparou. Nisto encontra-se toda a nossa esperança.
  • A Santa Ceia, por conseguinte, não é uma mera formalidade. Mas um memorial e um alerta para todo o povo de Deus. FONTES DE CONSULTA:
  • Lições Bíblicas CPAD – 2º Trimestre de 1992 – Comentarista: Geziel Nunes Gomes
  • Doutrinas Bíblicas – Uma Perspectiva Pentecostal – CPAD – William W. Menzier e Stanley M. Horton

16 de mai de 2009

LIÇÃO Nº 08 - 24/05/2009 - "COISAS SACRIFICADAS AOS ÍDOLOS"

IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ENGENHOCA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL LIÇÃO 08 - DIA 24/05/2009 TÍTULO: “COISAS SACRIFICADAS AOS ÍDOLOS” TEXTO ÁUREO – I Cor 10:20 LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Cor 8:1-4; 10:14, 18-22 PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
  • I – INTRODUÇÃO:
  • Ser idólatra não significa apenas adorar uma imagem de escultura; mas também reverenciar o próprio eu, um objeto, uma pessoa ou qualquer coisa que tente anular o dever de o homem cultuar ao Senhor Deus. Cantores e pregadores também não devem ser adorados, pois isto é uma forma velada de idolatria, que é condenada por Deus. Devemos orar por eles para que continuem sendo bênçãos nas mãos do Senhor, mas jamais devemos considerá-los nossos ídolos (Mt 4:10).
  • II – IDOLATRIA - SIGNIFICADO E ORIGEM:
  • A idolatria vem de duas palavras gregas: EIDOLON, que significa “ÍDOLO”; e LATREUNO, que significa “ADORAR, SERVIR, PRESTAR SERVIÇO SAGRADO”. A idolatria, portanto, consiste em cultuar ao ídolo, sendo uma das conseqüências da apostasia do ser humano. Tudo aquilo que o homem ama mais do que a Deus, torna-se o seu deus, incluindo aí a avareza (Fp 3:19; Ef 5:5; Cl 3:5).
  • Quanto à origem, a prática da idolatria era desconhecida no mundo pré-diluviano. A Bíblia fala de violência, maldade e corrupção, mas não menciona a idolatria (Gn 6:5, 11-12). Esta começou com Ninrode, o construtor da Torre de Babel. Ele foi o primeiro a ser adorado como deus. Sua mulher, Semíramis, é a mãe de Adônis, ou Tamuz, divindade de Babilônia (Gn 10:9-12; Ez 8:14). As migrações humanas partiram de Babilônia para todos os quadrantes da terra, levando consigo suas crenças e divindades. Babilônia é, portanto, o berço da idolatria.
  • III - A NATUREZA REAL DA IDOLATRIA:
  • I Sm 12:20-31 - Não se pode compreender a atração que exercia a idolatria sobre o povo, a menos que compreendamos sua verdadeira natureza.
  • 1. A Bíblia deixa claro que o ídolo em si, nada é (Jr 2.11; 16.20). O ídolo é meramente um pedaço de madeira ou de pedra, esculpido por mãos humanas, que nenhum poder tem em si mesmo. Samuel chama os ídolos de “vaidades” (12.21), e Paulo declara expressamente: “sabemos que o ídolo nada é no mundo” (1Co 8.4; cf. 10.19,20). Por essa razão, os salmistas e os profetas freqüentemente zombavam dos ídolos (Sl 115.4-8; 135.15-18); (1Rs 18.27; Is 44.9-20; 46.1-7; Jr 10.3-5).
  • 2. Por trás de toda idolatria, há demônios, que são seres sobrenaturais controlados pelo diabo. Tanto Moisés (ver Dt 32.17) quanto o salmista (Sl 106.36,37) associam os falsos deuses com demônios (cf 1 Co 10.20). Noutras palavras, o poder que age por detrás da idolatria é o dos demônios, os quais agem com muita influência sobre o mundo e os que são deles. Satanás, como “o deus deste século” (2 Co 4.4), exerce vasto poder nesta presente era iníqua (1 Jo 5.19 cf. Lc 13.16; Gl 1.4; Ef 6.12; Hb 2.14). Ele tem poder para produzir falsos milagres, sinais e maravilhas de mentira, proporcionando às pessoas benefícios físicos e materiais (2Ts 2.9; Ap 13.2-8,13; 16.13-14; 19.20). Sem dúvida, esse poder contribui, às vezes, para a prosperidade dos ímpios (cf. Sl 10.2-6; 37.16, 35; 49.6; 73.3-12).
  • 3. A correlação entre a idolatria e os demônios vê-se mais claramente quando percebemos a estreita vinculação entre as práticas religiosas pagãs e o espiritismo, a magia negra, a leitura da sorte, a feitiçaria, a bruxaria, a necromancia e coisas semelhantes (2Rs 21.3-6; Is 8.19; Dt 18.9-11; Ap 9.21). Segundo as Escrituras, todas essas práticas ocultistas envolvem submissão e culto aos demônios. Quando, por exemplo, Saul pediu à feiticeira de Endor que fizesse subir Samuel dentre os mortos, o que ela viu ali foi um espírito subindo da terra, representando Samuel (I Sm 28.8-14), i.e., ela viu um demônio subindo do inferno.
  • 4. O NT declara que a cobiça é uma forma de idolatria (Cl 3.5). A conexão é óbvia: pois os demônios são capazes de proporcionar benefícios materiais. Uma pessoa insatisfeita com aquilo que tem e que sempre cobiça mais, não hesitará em obedecer aos princípios e vontade desses seres sobrenaturais que conseguem para tais pessoas aquilo que desejam. Embora tais pessoas talvez não adorem ídolos de madeira e de pedra, entretanto adoram os demônios que estão por trás da cobiça e dos desejos maus; logo, tais pessoas são idólatras (Mt 6.24 cf 1Co 10.21).
  • IV - DEUS NÃO TOLERARÁ NENHUMA FORMA DE IDOLATRIA:
  • 1. Ele advertia freqüentemente contra ela no AT:
  • (a) Nos dez mandamentos, os dois primeiros mandamentos são contrários diretamente à adoração a qualquer deus que não seja o Senhor Deus de Israel (Êx 20.3,4).
  • (b) Esta ordem foi repetida por Deus noutras ocasiões (e.g., Êx 23.13, 24; 34.14-17; Dt 4.23,24; 6.14; Js 23.7; Jz 6.10; 2Rs 17.35,37,38).
  • (c) Vinculada à proibição de servir outros deuses, havia a ordem de destruir todos os ídolos e quebrar as imagens de nações pagãs na terra de Canaã (Êx 23.24; 34.13; Dt 7.4,5; 12.2,3).
  • 2. Por não cumprir Suas ordens, Deus castigou Israel, permitindo que seus inimigos o dominasse.
  • (a) O livro de Juízes apresenta um ciclo constantemente repetido, em que os israelitas começavam a adorar deuses-ídolos das nações que eles deixaram de conquistar. Deus permitia que os inimigos os dominassem; o povo clamava ao Senhor; o Senhor atendia o povo e enviava um juiz para libertá-lo.
  • (b) A idolatria no Reino do Norte continuou sem dificuldade por quase dois séculos. Finalmente, a paciência de Deus esgotou-se e Ele permitiu que os assírios destruíssem a capital de Israel e removeu dali as dez tribos (2Rs 17.6-18).
  • (c) O Reino do Sul (Judá) teve vários reis que foram tementes a Deus, como Ezequias e Josias, mas por causa dos reis ímpios como Manassés, a idolatria se arraigou na nação de Judá (2 Rs 21.1-11). Como resultado, Deus disse, através dos profetas, que Ele deixaria Jerusalém ser destruída (2 Rs 21.10-16). A despeito dessas advertências, a idolatria continuou (Is 48.4,5; Jr 2.4-30; 16.18-21; Ez 8), e, finalmente, Deus cumpriu a sua palavra profética por meio do rei Nabucodonosor de Babilônia, que capturou Jerusalém, incendiou o templo e saqueou a cidade (2 Rs 25).
  • 3. O NT também adverte todos os crentes contra a idolatria.
  • (a) A idolatria manifesta-se de várias formas hoje em dia. Aparece abertamente nas falsas religiões mundiais, bem como na feitiçaria, no satanismo e noutras formas de ocultismo. A idolatria está presente sempre que as pessoas dão lugar à cobiça e ao materialismo, ao invés de confiarem em Deus somente. Finalmente, ela ocorre dentro da igreja, quando seus membros acreditam que, a um só tempo, poderão servir a Deus, desfrutar da experiência da salvação e as bênçãos divinas, e também participar das práticas imorais e ímpias do mundo.
  • (b) Daí, o NT nos admoestar a não sermos cobiçosos, avarentos, nem imorais (Cl 3.5; cf. Mt 6.19-24; Rm 7.7; Hb 13.5,6;) e, sim, a fugirmos de todas as formas de idolatria (1Co 10.14; 1Jo 5.21).
  • V – CONSIDERAÇÕES FINAIS:
  • Deus reforça suas advertências com a declaração de que aqueles que praticam qualquer forma de idolatria não herdarão o seu reino (1Co 6.9,10; Gl 5.20,21; Ap 22.15).
  • FONTES DE CONSULTA: 1. Lições Bíblicas CPAD – 2° Trimestre de 1996 – Comentarista: Valdir Bícego. 2. Lições Bíblicas CPAD – 2° Trimestre de 1998 – Comentarista: Esequias Soares. 3. A Bíblia de Estudo Pentecostal - CPAD

9 de mai de 2009

LIÇÃO N° 07 - 17/05/2009 - "CONSIDERAÇÕES ACERCA DO CASAMENTO"

IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ENGENHOCA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL LIÇÃO 07 - DIA 17/05/2009 TÍTULO: “CONSIDERAÇÕES ACERCA DO CASAMENTO” TEXTO ÁUREO – Hb 13:4 LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Cor 7:1-5, 7, 10-11 PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
  • I – INTRODUÇÃO:
  • Há três instituições que Deus es­tabeleceu na esfera humana: a famí­lia, a nação e a igreja. A família foi a primeira a ser criada; as outras duas dependem dela. Para que elas cami­nhem corretamente, abençoadas e felizes, precisam pautar-se pela Palavra de Deus, porque ali está a sua origem e as normas básicas para as três.
  • II - O CASAMENTO E O CELIBATO:
  • (l Co 7. l, 26) - "Bom seria que o homem não tocasse em mulher". A estrutura peculiar de cada língua precisa ser considerada. "Tocar", nesta passagem bíblica, é um modismo das línguas bíblicas originais, significando casar-se (Gn 20.6; Pv 6.29). As razões desse ensino são:
  • A) Os terríveis tempos de perseguição que se avizinhavam - Em tempos de severa perseguição generalizada é muito difícil a família cristã permanecer coesa, unida e feliz.
  • B) A urgência da evangelização. A ordem de Jesus era para se alcançar o mundo imediatamente com o Evangelho. O essencial eles tinham: o poder do alto. O solteiro tem menos afazeres e compromissos com esta vida do que o casado (I Cor 7:32,33).
  • III – QUANDO O CELIBATO É BÍBLICO?:
  • 1. Quando é uma decisão pessoal - Quando Jesus falou sobre pessoas que se decidiram por viver uma vida celibatária por amor ao reino de Deus, foi bem explícito em apresentar isso como uma decisão puramente pessoal (Mt 19.12).
  • 2. Quando o celibatário recebeu o dom para “aceitar isto” - Além da decisão individual, o celibatário deve possuir aptidão para permanecer em tal estado. Jesus mostrou que nem todos estavam aptos a receber tal preceito (Mt 19:11-12 cf I Cor 7:7). Pela revelação bíblica, não basta alguém desejar ser celibatário para sê-lo. É necessária uma capacitação especial de Deus.
  • 3. Quando o celibato leva a uma maior santificação a Deus - O motivo do celibato bíblico é só um: maior disponibilidade para Deus e o seu reino (Mt 19.12). O fato de um cristão não querer se casar pode ser ocasionado por motivos que não um chamado para servir a Deus integralmente. Pode haver motivos de ordem social, física ou psicológica. O celibatário vocacionado o fará com pleno prazer, não se sentirá oprimido pela ausência de um marido ou esposa, mas utilizará sua vida completamente a serviço de Deus. Não é a ausência do ato sexual que torna o celibatário mais consagrado, mas uma vida desligada das coisas deste mundo, voltada somente para Deus e seu reino.
  • IV – QUANDO O CELIBATO NÃO É BÍBLICO?:
  • 1. Quando é imposto por outros - Uma coisa é incentivar o celibato. Outra é exigi-lo. Uma coisa é crer que uma vida de solteiro, voltada só para as coisas divinas, é melhor. Outra coisa é estabelecer que só possa ser dessa forma. Dizer que alguém é obrigado ao celibato se deseja ser um ministro da Igreja de Cristo é uma ordenança humana e um ensino antibíblico (1Tm 4.1-3). Não existe qualquer lugar nas Escrituras que estabeleça um estado de solteiro obrigatório para quem quiser tomar sobre si o encargo da obra de Deus.
  • 2. Quando o celibatário não consegue se conter - (1Co 7.9). Isso quer dizer que somente alguém que é celibatário por dom e vocação deve insistir em permanecer nessa condição. Os demais estão desobrigados pela Palavra a tal esforço.
  • 3. Quando entende o sexo como inerentemente pecaminoso - A imposição celibatária nasceu da falta da distinção entre a perversão sexual e o ato sexual propriamente dito. A perversão sexual é completamente condenada nas Escrituras. Já o ato sexual faz parte dos planos de Deus desde a criação do homem, pois, ao criá-lo (Gn 1.28, 31).
  • 4. Quando o faz por “proibição demoníaca” - O apóstolo Paulo foi celibatário por plena voluntariedade. Mas ele não encarava tal fato como uma obrigação ministerial. Muito pelo contrário. Questionou os coríntios em sua primeira epístola (1Co 9.5) - Logo, o celibato obrigatório não era instituição apostólica.
  • 5. Quando leva a desvios sexuais - Não faz muito tempo, a mídia mundial ficou repleta de denúncias de práticas homossexuais e pedófilas por parte do clero católico. Não é de se espantar coisas desse tipo. Quando os impulsos sexuais não são refreados por um dom da graça de Deus, serão extravasados de uma forma ou de outra. Assim escreveu o apóstolo em sua epístola aos Romanos 1.27. A torpeza foi o resultado de deixar “uso natural da mulher”.
  • IV - DUAS QUESTÕES DE FUNDAMENTAL IMPORTÂNCIA QUE TEM SIDO CAUSA DO FRACASSO DE MUITOS CASAMENTOS:
  • 1. O PERIGO DO JUGO DESIGUAL; e
  • 2. O CASAMENTO DO “IRMÃO EM CRISTO” COM A “IRMÃ EM CRISTO”, OU VICE-VERSA.
  • 1) Num Casamento Cristão o jugo desigual tem que ser evitado (II Cor 6:14). Esta questão do “jugo desigual” que, antigamente, era levada muito a sério, principalmente, pelos pais crentes, hoje caiu de importância, sendo aceito, ou tolerado. Todavia, Deus continua não aceitando a mistura entre justos e ímpios; entre o mundo e a Igreja (Dt 7:2-4).
  • No Casamento o jugo desigual pode existir entre os próprios Crentes. Para casar-se, portanto, mesmo que entre crentes, não se pode dispensar a oração. É sabido, de acordo com A Palavra de Deus, que entre os membros da Igreja Visível, ou das Igrejas Locais, existem os crentes salvos, as virgens prudentes, o trigo, os peixes bons, as árvores boas que produzem futos bons. Porém, existem também os crentes não salvos, as virgens loucas, o joio, os peixes ruins., as árvores ruins que produzem frutos ruins. Assim, só Deus, que conhece os corações, poderá, em resposta à oração, livrar seus filhos de um jugo desigual, dentro da própria Igreja.
  • 2) O Casamento do “irmão em Cristo” com a “irmã em Cristo” – um erro que pode ser evitado. - o irmão casa-se com a irmã, ou vice-versa, quando o Casamento é realizado apenas com base nas afinidades espirituais, ou no “ágape”, que é o amor de Deus existente entre eles. Neste caso, o irmão não vê a mulher; vê o “vaso”, o instrumento que Deus usa; a irmã não vê o homem; vê o “vaso”, o instrumento que Deus usa. Este amor espiritual, ou divino, não tem malicia, não gera desejo carnal. A irmã, que é uma bênção, só vê o irmão, que também é uma bênção. Ela não consegue ver o homem que está no irmão.
  • Da mesma forma o irmão, que é uma bênção, só vê a irmã, que também é uma bênção. Ele não consegue ver a mulher que está na irmã. Se resolverem casar, sem consultar a Deus, este casamento tem tudo para dar errado. Não havendo o “Eros”, que é o amor carnal, o amor que gera desejo sexual, o relacionamento sexual será prejudicado e o Casamento poderá ser desfeito.
  • Quando isto acontece, muitos se surpreendem, e dizem: “não é possível! Os dois eram uma bênção! O Casamento tinha tudo para dar certo!”
  • Todavia, quem conhece A Palavra de Deus, sabe que aquele Casamento tinha tudo para dar errado! Os dois eram uma bênção...e continuariam sendo, se não tivessem casado! As duas bênçãos se casaram, os dois irmãos se casaram e constataram que não havia amor carnal para uni-los sexualmente. O irmão tinha se casado com a irmã em Cristo; a irmã tinha se casado com o irmão em Cristo! Deu errado!
  • Muitos continuam juntos. Geram filhos. Parece, aos olhos dos outros, que são felizes! Mas não são! Também não são mais uma bênção!
  • Para dar certo, o irmão tem que casar com uma mulher, que seja irmã; a irmã tem que casar com um homem, que seja irmão. É preciso que o homem veja a mulher que está na irmã e que a mulher veja o homem que está no irmão. Que sintam atração física um pelo utro.
  • Casar por ter dó do irmão, está errado! Casar por ter dó da irmã, está errado! Casar sem atração física está errado!
  • Pretender casar-se porque o irmão, ou a irmã é uma bênção, porque é um Obreiro, um Professor de Escola Dominical, porque os dois cantam juntos, porque têm comunhão, prazer em estar um perto do outro ...tudo isto não basta!
  • Para que um Casamento possa dar certo, e cumprir seus três propósitos, é preciso que haja entre o casal, as três expressões do amor – o “ágape”, o “Eros”, o “philis”,ou seja o amor divino, o amor carnal e o amor amizade, ou social.
  • FONTES DE CONSULTA: 1) A Santidade do Sexo – Editora Fiel - Frank Lawes e Stephen Olford 2) Sexo e Casamento – Editora fiel – M. Capper e M. Williams 3) Celibato bíblico x celibato humano - Por Eguinaldo Hélio de Souza

2 de mai de 2009

LIÇÃO N° 06 - 10/05/2009 - "DEMANDAS JUDICIAIS ENTRE OS IRMÃOS"

IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ENGENHOCA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL LIÇÃO 06 - DIA 10/05/2009 TÍTULO: “DEMANDAS JUDICIAIS ENTRE OS IRMÃOS” TEXTO ÁUREO – I Cor 6:2 LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Cor 6:1-9 PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
  • I – INTRODUÇÃO:
  • I Cor 6:1 - Paulo apresenta a incoerência dos irmãos em Cristo levarem as suas desavenças internas perante os tribunais do mundo, isto é, ele mostra a improriedade de se levar questões de ordem espiritual a tribunais seculares. Isto não quer dizer, porém, que o cristão não deva recorrer à autoridade civil, quando necessário; o próprio apóstolo Paulo invocou os seus direitos (At 16:37-39; 22:25-28; 25:11-12; Rm 13:1-7; Mt 22:19-21). Assim, o apóstolo Paulo estava preocupado com as questões internas da Igreja.
  • II – O LITÍGIO DEVE SER EVITADO:
  • Pv 3:30; 25:8; Mt 5:25, 40 - CONTENDA = DEBATE, DISCUSSÃO, DISPUTA, CONTROVÉRSIA, LUTA. A contenda é uma das coisas que se aprende sem estudar e sem se esforçar; ela brota da natureza pecaminosa, em qualquer lugar e a qualquer tempo.
  • O espírito de contenda é tão atrevido que se volta contra o próprio Criador (Ex 17:1-2). Porém, isso é insensatez - Jó 9:1-4; 33:12-18; 40:1-2; Is 45:9; Rm 9:20-21.
  • III - CAUSAS DAS CONTENDAS:
  • 1. Questões loucas, sem grande importância, insensatas, cuja discussão exalta os ânimos das pessoas e leva a uma briga séria (I Cor 1:10-17; I Tm 6:3-6; II Tm 2:23);
  • 2. Ódio - (Pv 10:12);
  • 3. Orgulho (Pv 13:10);
  • 4. Ira (Pv 29:22; 30:33);
  • 5. Disposição contenciosa ou espírito contencioso (Pv 26:21; 17:19; 18:6);
  • 6. Perversidade (Pv 16:28);
  • IV - A CONTENDA CONDUZ...
  • 1. À blasfêmia (Lv 24:10-12);
  • 2. À injustiça (Hc 1:3-4);
  • 3. À confusão e à obra má (Tg 3:16);
  • 4. À exclusão do céu (Gl 5:20-21);
  • 5. À amargura, mesmo com as bênçãos temporais (Pv 17:1);
  • V - A QUESTÃO DAS CONTENDAS EM RELAÇÃO AOS SANTOS:
  • 1. Um dos motivos para se evitar a contenda é que existe uma dificuldade em terminá-la (Pv 17:14). Assim, os santos devem evitá-la (Ef 4:1-3);
  • 2. Isaías repreende, em nome do Senhor, aqueles que jejuam para depois contender (Is 58);
  • 3. É temerosa (II Cor 12:20; Tg 3:13-16);
  • 4. Não devem andar em contenda (Rm 13:13-14);
  • 5. Não devem agir movidos por espírito contencioso (Fp 2:3, 14);
  • 6. Devem buscar a proteção de Deus contra a contenda (Pv 20:22; 28:25);
  • 7. Devem louvar a Deus pela proteção contra a contenda (II Sm 22:44; Sl 31:19-20);
  • VI - OS MINISTROS FRENTE ÀS CONTENDAS:
  • 1. Devem ser inimigos de contendas (I Tm 3:1-3; II Tm 2:23-24; Tt 3:9);
  • 2. Não devem pregar usando-as (Fp 1:14-17; II Tm 2:14);
  • 3. Devem advertir e reprová-las (I Cor 1:10-17; 11:17-19);
  • 4. Devem ter disposição para não contenderem (Pv 15:18);
  • 5. Serão honrados, se fizerem cessá-las (Pv 20:3; 22:10) .
  • VII – CONSIDERAÇÕES FINAIS:
  • O espírito de contendas entre os cristãos é produto da carnalidade humana, da carne trabalhada pelo intenso desejo de prazer, de satisfação. Logo, É O HOMEM DOMINADO PELA CARNE QUEM PRODUZ PROBLEMAS NA IGREJA. Tiago o contrapõe ao homem sujeito a Deus (Gl 5:20; I Cor 3:3 cf Tg 4:7-10).
  • Cristo foi um exemplo de como evitar a contenda - Is 42:1-2 cf Jo 17:21-23 cf Lc 9:52-56; I Pe 2:18-23;
  • A Bíblia apresenta dois homens que se opuseram à contenda (Gn 13:8; 26:12-33 cf Pv 15:18) - Abraão e Isaque eram homens de paz, eram homens íntegros. O ato pacificador deve ser uma lição permanente para aqueles que amam a paz e desejam vivê-la.
  • A melhor maneira de evitar a contenda é desviar-se do contendor ou escarnecedor. Além do mais, há recomendações das Escrituras para todos os tempos, para todos os lugares e para todas as pessoas: Rm 16:17-18; I Cor 11:16.
  • FONTES DE CONSULTA:
  • 1) Lições Bíblicas Maturidade Cristã - Edições CPAD - 1º Trimestre de 1987 - Comentário: Raimundo F. de Oliveira
  • 2) Tesouro de Conhecimentos Bíblicos - CPAD - Emílio Conde
  • 3) Tiago Nosso Contemporâneo - JUERP - Isaltino Gomes Coelho Filho
  • 4) A Bíblia Vida Nova - Edições Vida Nova
  • 5) O Novo Testamento Interpretado Versículo Por Versículo – Candeia – R. N. Camplin