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26 de nov de 2012

4º TRIMESTRE DE 2012 - LIÇÃO Nº 09 - 02.12.2012 - "HABACUQUE - A SOBERANIA DIVINA SOBRE AS NAÇÕES"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 09 - DATA: 02/12/2012
TÍTULO: “HABACUQUE – A SOBERANIA DIVINA SOBRE AS NAÇÕES”
TEXTO ÁUREO – Hc 1.13
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Hc 1.1-6; 2.1-4
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/


I – INTRODUÇÃO:

O livro de Habacuque apresenta o quadro de um homem de Deus, embaraçado com a aparente tolerância de Jeová pela iniquidade. 

O profeta está rodeado por todos os lados da injustiça triunfante e não castigada. 

A princípio seu clamor pelo julgamento, aparentemente não ouvido por Deus. Quando, finalmente, é respondida a sua oração e pronunciado o julgamento, Habacuque fica ainda mais surpreso, porque os agentes do julgamento de Deus, os caldeus, são mais cheios de dúvidas. 

Mas, felizmente ele leva a sua inquietação a Deus, que logo a dissipa, e apresenta uma solução dos seus problemas resumida na declaração que é o coração do livro: “O JUSTO VIVERÁ PELA FÉ” (Hc 2.4). 

Isso quer dizer que, por mais tenebroso que se apresente o futuro e por mais triunfante que pareça o mal, o justo não deve julgar pelas aparências, mas sim pela Palavra de Deus. 

Embora os ímpios vivam e prosperem nas suas impiedades e os justos sofram, estes últimos devem viver uma vida de fidelidade e confiança. 

O profeta muito aprendeu com esta lição, porque, embora sua profecia comece com mistérios, perguntas e dúvidas, termina com certeza e afirmações de fé.


II – PEQUENO ESBOÇO DO LIVRO DE HABACUQUE:


Capítulo 1:

A maldade da terra – a temível vingança a ser executada – Hc 1.1-11.

Os juízos de Deus serão executados por uma nação mais ímpia que Judá – Hc 1.12-17

Capítulo 2:

Habacuque deve esperar com fé – Hc 2.1-4.

Juízos sobre os caldeus – Hc 2.5-14.

A idolatria corresponde a atitude ébria – Hc 2.15-20.

Capítulo 3:

O profeta Habacuque implora a Deus a favor de seu povo – Hc 3.1-2.

Habacuque conclama o povo a considerar as libertações anteriores – Hc 3.3-15.

A firma confiança de Habacuque na misericórdia divina – Hc 3.16-19.


III - POR QUE LER ESSE LIVRO?:

Já tivemos vontade de perguntar a Deus: - "Se estás controlando tudo, por que o mal vence tantas vezes?". Se for assim, nos identificamos bem com Habacuque, que entrou num grande debate com Deus. 

Este profeta lutou com Deus sobre questões que continuam relevantes hoje: Como pode um Deus justo desconsiderar a injustiça? Por que Deus deixa os ímpios prosperarem? E como um Deus bom pode empregar o mal para cumprir os seus propósitos? 

Habacuque esforçou-se muito para entender como Deus opera, mas no fim convenceu-se de que podia confiar nEle, independentemente de quão desoladoras ou confusas se mostrassem as circunstâncias do momento.


IV - QUEM ESCREVEU O LIVRO?:

Habacuque, profeta na nação de Judá, e cujo nome significa “lutador”.


V - QUANDO FOI ESCRITO?:

Por volta de 610 a 605 a.C.


VI - O QUE ACONTECIA NESSA ÉPOCA?:

Os acontecimentos históricos do livro de Habacuque acham-se em 2 Reis 23.31 - 24.7 e em 2 Crônicas 36.1-8.

O pecado grassava em Judá. O povo adorava os ídolos, sacrificava os filhos a deuses e não levava Deus em conta. O ímpio rei Jeoaquim não somente se recusou a escutar os profetas de Deus, mas também queimou os escritos deles, prendeu alguns deles e até assassinou um profeta. Jeoaquim, insensatamente, foi alinhando Judá entre duas superpotências que guerreavam entre si: o Império Assírio, que estava em declínio, e o Império Babilônico, em ascensão.

Uma grande crise de ordem espiritual, moral e social havia se instalado em Judá (violência, destruição, opressão, contendas, litígios, parcialidade na aplicação da lei, injustiça). É nesse contexto desesperador que surge o profeta Habacuque, não apenas para dar resposta ao povo, porém, muito mais para fazer perguntas a Deus. Habacuque se mostra perplexo e inconformado com a situação vigente e busca em Deus uma resposta.


VII – A SOBERANIA DE DEUS:

Uma das coisas mais difíceis para o ser humano é aceitar que Deus está no controle de todas as coisas, mesmo em meio ao caos, à angústia e à dor. 

É difícil aceitarmos que Deus estava no controle de tudo quando aconteceu aquele imenso tsunami que matou mais de 300 mil pessoas na Ásia em dezembro de 2004. 

Como crer na soberania de Deus depois do 11 de setembro de 2001 no World Trade Center? 

Diante de tantas guerras e mortes, violência, enfermidades, problemas familiares, desemprego, etc? 

Mas Ele estava e ainda está no controle. Não nos esqueçamos: TUDO PERTENCE AO SENHOR; ATÉ AS COISAS ENCOBERTAS! (Dt 29:29; Sl 62:11).


VIII - DESCANSANDO NA SOBERANIA DE DEUS:


Jó 42:1-6 - Em tudo que Jó passou, aprendemos a descansarmos na soberania de Deus.

(1) - DEUS SABE O QUE ESTÁ FAZENDO - (Is 55.9) - Quando estamos em dificuldades e vemos tantos problemas no mundo e em nossas vidas, perguntamos se Deus sabe o que está fazendo. O que nós não levamos em consideração é que nós não temos condições de avaliar as obras de Deus. O máximo que podemos fazer é confiarmos em Sua sabedoria. 

(2) - DEUS CONHECE OS NOSSOS LIMITES - (I Cor 10.13) - Tentação, provação, tribulação, seja qual nome tiver o problema, Deus conhece os nossos limites. Quando alguém sucumbe à provação, é porque não estava em Deus para suportá-la. Deus não testa os nossos limites, Ele já os conhece! Ele não nos deixará desamparado! 

(3) - NÃO TEMOS CONDIÇÕES DE CONTRARIAR O CRIADOR - (Is 43.13) - Diante da soberania de Deus, do Seu poder infinito, o que é que nós podemos fazer para impedi-lo de ser Deus? Nada! Sejamos submissos ao Senhor, Ele é soberano. 

(4) - PODEMOS CONFIAR NA JUSTIÇA DE DEUS - (II Ts 1.4-5) - Muitas vezes as pessoas nos chegam com perguntas difíceis de responder: “Fulano foi para o Céu?”. Tentamos dar uma resposta com o único argumento que temos certeza: “Deus é Justo – aconteça o que acontecer, confie na justiça de Deus”. Nós não temos respostas para tudo o que está acontecendo em nossas vidas e no mundo, mas uma certeza podemos ter: Deus é Justo!

(5) - TEMOS UM DEUS QUE ESTÁ LIDERANDO A HISTÓRIA PARA O NOSSO BEM - (Rm 8.28) - Mesmo que no momento nós tenhamos dor, duvidemos que haverá alguma saída para o nosso sofrimento, duvidemos que ainda conseguiremos respirar em paz de novo, Deus está trabalhando para um bem maior no final. Mesmo que não conheçamos quais as consequencias de tudo nesta vida, podemos ter a certeza de que Deus é o Senhor da história. 


IX – CRENDO NO DEUS SOBERANO:

I Cr 29:10-14 - O rei Davi sempre cultivou um relacionamento com o Deus, crendo em Sua soberania. Vemos esta demonstração quando Davi estava diante do povo de Deus declarando sua gratidão pelas ofertas arrecadadas para a construção do templo do Senhor. Através desta oração, achamos resposta à pergunta: “POR QUE DEVEMOS CRER NA SOBERANIA DO SENHOR?”:

(1) - PORQUE TUDO PERTENCE A DEUS - (I Cr 29:11) - A soberania de Deus reside no fato dEle ser o dono de todas as coisas. 

Muitas vezes preocupamo-nos se teremos a provisão financeira para o mês inteiro, se teremos saúde para realizar nossos projetos profissionais e se teremos o pão nosso de cada dia. 

Davi como líder do povo de Deus e de um grande projeto (a construção do templo), mesmo arrecadando uma bela oferta (I Cr 29:1-9) ao invés de orar dizendo: "Senhor acredito que este recurso não seja suficiente", declara grato que tudo pertence a Deus, basta nos lembrarmos da listagem que ele nos dá: "o poder, a grandeza, a honra, a vitória, a majestade, céus e a terra e o reino". 

Fica evidente, que nesse tudo pertencer a Deus, estão incluídas nossas vidas e tudo o que temos. Nossas famílias, bens materiais, recursos financeiros, dons e talentos não são nossos e sim de Deus (Ag 2:8; Sl 24:1 cf Jr 29:11). 

(2) - PORQUE O DOMÍNIO DE DEUS É SOBRE TODOS - (I Cr 29:12) - Quando nos debruçamos sobre a história da humanidade, aprendemos que muitos povos e reis almejaram o domínio sobre toda a terra. Porém, o domínio humano é passageiro, efêmero e limitado. O verdadeiro domínio é o de Deus. 

Em sua oração de gratidão, o rei Davi enfatiza que Deus domina sobre tudo e todos. Nesse sentido, o cristão não pode perder isso de vista, não estamos em um barco à deriva no oceano, o piloto do nosso avião não sumiu e não estamos em um carro desgovernado. O trono do universo não está vazio! Há Alguém sentado lá: O Deus Soberano! (Sl 22:28; 47:1-2; 93:1-2 cf Apc 4:1-2; Is 9:6; Ef 1:20-21). 

(3) - PORQUE NOSSO SUSTENTO VEM DE DEUS - (I Cr 29:13-14) - Vemos no rei Davi um profundo sentimento de gratidão e reconhecimento de que eles só conseguiram levantar uma grande oferta para a construção do templo devido à provisão e o sustento de Deus. 

Crer na soberania de Deus é ter a convicção de que independentemente da situação, somos sustentados por Ele (Dt 8:3; Sl 3:5; 37:17, 25; 54:4; 55:22 cf Is 41:10). 


X – CARACTERÍSTICAS DA SOBERANIA DE DEUS:

(1) - A SOBERANIA DE DEUS É UNIVERSAL - Mt 10:29-31 - Ela se estende sobre toda a sua criação; animada e inanimada — e da mais alta forma de criatura vivente até a mais baixa. 

No reino das criaturas vivas, Deus exerce poder sobre anjos, humanidade e animais inferiores. Nenhum pardal cai sem a vontade de nosso Pai que está no céu (Sl 103:19; Dn 4:17). 

(2) - A SOBERANIA DE DEUS É ABSOLUTA - Is 14:24 - Sua autoridade é perfeita em sua administração; ela é exercida a partir da sabedoria infinita de Deus, e é suprema na extensão de seu poder, glória e domínio. Nenhum limite pode, e nem será, posto no lugar da autoridade, poder ou controle soberano de Deus. No avanço de Seus propósitos e planos eternos, o SENHOR age como Lhe agrada com os habitantes dos céus e entre os moradores da terra. 

Nada em toda a criação é capaz de resistir à vontade de Deus, ou frustrar os Seus propósitos — seja por meio de homens, super-homens, anjos, espíritos caídos ou maus, ou qualquer outra coisa (Dn 4:34-35). 

(3) - A SOBERANIA DE DEUS É IMUTÁVEL - Sl 33:10-11 - Ela permanece inalteravelmente a mesma durante todo o tempo, e sob todas as circunstâncias. 

O governo e domínio soberano de Deus não podem ser ignorados; ele não pode ser rejeitado, e não pode ser frustrado ou impedido pela humanidade ou por qualquer outra coisa na criação. 

O poder e domínio soberano de Deus amarram todas as criaturas tão completamente quanto as leis físicas amarram o universo material. O que Deus decretou ou pré-ordenou deve inevitavelmente acontecer (Is 14:26-27; At 4:27-28).


XI - TRINTA E QUATRO VERSÍCULOS QUE PROVAM A SOBERANIA DE DEUS:


(1) - Ex 15:18;
(2) - I Cr 29:11-12;
(3) - II Cr 20:6; 
(4) - Jó 9:2-12;
(5) - Jó 25:2; 
(6) - Jó 33:12-13; 
(7) - Sl 59:13; 
(8) - Sl 82:1, 8;
(9) - Sl 89:11-14;
(10) - Sl 93:1-2;
(11) - Sl 97:1-6, 9;
(12) - Sl 103:19;
(13) - Sl 105:7;
(14) - Sl 113:3-5;
(15) - Sl 135:5-21;
(16) - Sl 145:11-13;
(17) - Is 40:12-31;
(18) - Is 66:1;
(19) - Lm 3:27;
(20) - Lm 5:19; 
(21) - Dn 6:26;
(22) - Mq 4:7, 13;
(23) - Mt 6:10;
(24) - Mt 11:25;
(25) - Lc 10:21;
(26) - Jo 10:29;
(27) - Jo 19:11;
(28) - At 7:48-50;
(29) - At 17:24-31;
(30) - Rm 9:19-33;
(31) - Rm 11:33-36;
(32) - Hb 1:1-14;
(33) - Apc 4:11; e
(34) - Apc 19:6.


XII – ALGUMAS MENSAGENS NO LIVRO DE HABACUQUE:

Algumas mensagens contidas no Livro do Profeta Habacuque nos mostram como enfrentar a crise:

(1) - TEMPOS DE CRISE GERA QUESTIONAMENTO: O questionamento de Habacuque revela o seu inconformismo com aquela triste situação. 

Há muitos cristãos que não questionam a situação caótica. Alguns chegam ao extremo de afirmar que Deus é quem está enviando esses males sobre a terra e completam: “Quanto pior, melhor!” 

Mas Habacuque é questionador (Hc 1:1-3, 13-14, 17). O importante não é apenas constatar que o tempo é de crise, mas descobrir as causas que geram a crise e isto implica em questionamento. 

(2) - TEMPOS DE CRISE CONDUZEM À ORAÇÃO: A Palavra de Deus nos ensina a orar em todo o tempo. Porém, em tempos de crise, o clamor do povo de Deus deve ser intensificado. 

Apesar do silêncio de Deus, Habacuque perseverou na intercessão, buscando em Deus uma resposta. 

Tempos de crise devem desafiar o povo de Deus à prática intensificada da oração (Ne 1:3-4), pois foi exatamente num tempo de crise que Habacuque fez uma das mais belas orações registradas na Bíblia (Hc 3:1-19). 

(3) - TEMPOS DE CRISE PRODUZEM EXPECTATIVA: – (Hc 2:1) - Em tempos de crise, é muito comum pessoas exigirem soluções imediatistas para os seus problemas. Uns se desesperam, outros blasfemam e outros agem precipitadamente, tomando atitudes das quais se arrependem amargamente mais tarde. Porém, nos tempos de crise, não podemos nos entregar ao desespero. Devemos, sim, ter um comportamento confiante, cheio de esperança e expectativa quanto ao livramento divino (Hc 2:2-3 cf Sl 33:18-22; 40:1). 

Diante das crises que afetam o nosso país, devemos cultivar a expectativa, buscando tempo em que o livramento do Senhor virá (Hc 2:4 cf Mq 7:7). 

(4) - TEMPOS DE CRISE EXIGEM DEPENDÊNCIA DE DEUS: Diante da terrível crise, o profeta não se desespera, não se revolta, não se distancia de Deus, não se queixa de Deus. Pelo contrário, ele se queixa a Deus, se aproxima dEle e ora. Declarando a sua contínua dependência, consciente de que o Senhor (e ninguém mais), pode intervir e sustentá-lo em meio à crise (Hc 3:16-19 cf Sl 127:1). 

Habacuque estava convencido de que o enfrentamento da crise implicava em reconhecer a Deus como a fonte de alegria, o objeto da exultação, a esperança e a certeza da segurança. Para enfrentar tempos de crise e alcançar vitórias, é preciso ter dependência de Deus, pois Ele nos faz andar altaneiramente (Hc 3:18-19). 

Diante do momento histórico que estamos atravessando, marcado por tantas crises, não podemos de maneira alguma, desfalecer ou afastar de Deus. Também não basta apenas questionar, orar e ter expectativa. Tempos de crise exigem dependência de Deus (Ex 33:12-15; Ne 2:20 cf Lc 22:35 cf I Cor 15:57).


XIII - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Sim, o justo viverá pela sua fé. E esta fé no Senhor triunfante, ressuscitado e glorioso, transmite à vida diária uma vitalidade vibrante. Quem pela fé vê Cristo sentado no trono do universo, não se desanima com a situação mundial! Sabe que Cristo voltará para reinar eternamente. Quem tem esta fé em Cristo já é súdito do reino eterno, vivendo segundo os princípios da justiça, da paz e do amor.

FONTES DE CONSULTA:



Revista Educação Cristã – Volume III – SOCEP – Sociedade Cristã Evangélica de Publicações Ltda



Através da Bíblia Livro por Livro – CPAD – Myer Pearlman



Bíblia de Estudo Vida



A Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD



A Mensagem dos Profetas Menores – ABU – Dionísio Pape



Descansando na soberania de Deus - Davi Liepkan



A Extensão da Soberania de Deus – Gordon Lyons



Crendo no Deus Soberano – Gilbean Ferraz



O Deus Vivo e Verdadeiro – CPAD – Geziel Gomes

19 de nov de 2012

4º TRIMESTRE DE 2012 - LIÇÃO Nº 08 - 25.11.2012 - "NAUM - O LIMITE DA TOLERÂNCIA DIVINA"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL 
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ 
LIÇÃO Nº 08 - DATA: 25/11/2012
TÍTULO: “NAUM – O LIMITE DA TOLERÂNCIA DIVINA”
TEXTO ÁUREO – Gn 18.32
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Na 1.1-3, 9-14
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/


I – INTRODUÇÃO:
O Livro de Nau tem um único tema: A DESTRUIÇÃO DE NÍVIVE. É a sequencia da mensagem do profeta Jonas, por cujo ministério os ninivitas foram conduzidos ao arrependimento e salvos do castigo iminente. É evidente que os ninivitas mudaram de opinião a respeito do seu primeiro arrependimento e de tal maneira se entregaram à idolatria, crueldade e opressão, que de 100 a 150 anos mais tarde, Naum pronunciou contra eles o julgamento de Deus em forma de uma destruição completa.

II – PEQUENO ESBOÇO DO LIVRO DE NAUM:

Capítulo 1:
A justiça e o poder do Senhor – Na 1.1-8.
A derrota dos assírios – Na 1.9-15.

Capítulo 2:
Anúncio da destruição de Nívive – Na 2.1-10.
As verdadeiras causas da destruição de Nívive: seu pecado contra Deus e as maldades contra as nações que derrotou – Na 2.11-13.

Capítulo 3:
Os pecados e os juízos de Nínive – Na 3.1-7.
A total destruição de Nínive – Na 3.8-9.

III - POR QUE LER ESSE LIVRO?:
Já ficamos zangados, aborrecidos, ou furiosos? Talvez um amigo nosso tenha sido vítima de alguma crueldade praticada por uma quadrilha. Talvez já trabalhamos para um patrão que rebaixe as pessoas para se mostrar superior. Talvez tenhamos sido vítimas de preconceitos raciais. Naum faz lembrar que Deus detém o controle da história e que não permitirá que o mal prevaleça para sempre.

IV - QUEM ESCREVEU O LIVRO?:
Naum, cujo nome significa “CONSOLO”. Praticamente nada se sabe a respeito deste profeta. Crêem alguns que ele era nativo de El-Kosh, uma aldeia da Galiléia. Ele profetizou durante o reinado de Ezequias e foi testemunha do sítio de Jerusalém por Senaqueribe, acontecimento esse que pode ter sido a ocasião da sua profecia. Naum não é mencionado em nenhuma outra parte da Bíblia.

V - PARA QUEM FOI ESCRITO?:
Embora o livro pareça endereçado aos assírios, a mensagem de Naum é na verdade para o povo de Deus, a nação de Judá.

VI - QUANDO FOI ESCRITO?:
Entre 663 a.C., quando a Assíria conquistou o Egito, e 609 a.C., quando a Assíria foi conquis­tada pela Babilônia. Isso aconteceu uns 100 ou 150 anos depois de Jonas entregar a mensa­gem de Deus a Nínive, capital da Assíria.

VII - O QUE ESTAVA OCORRENDO NO MUNDO NESSA ÉPOCA?:
Em 722 a.C. a Assíria conquistara Israel, o reino do norte. Agora, quase 100/150 anos depois, Judá, o reino do sul, era governado por Manassés, um rei-fantoche dos assírios.

VIII - POR QUE FOI ESCRITO?:
Para dar às pessoas a certeza de que o mal não perdura para sempre e Deus cumprirá um dia Seu plano de restaurar o bem de modo permanente.

Deus age e intervém na História. Ele é o Deus de amor e de justiça. A maioria sabe disso, mas vive confiada em si e tentando dar um jeitinho de resolver os seus próprios problemas. Assim viveram os ninivitas durante muito tempo. Mas, Naum é a voz que surge em nome do Senhor anunciando que chegou o tempo da manifestação da justiça de Deus.

IX - O QUE SE DEVE BUSCAR EM NAUM?:
A misericórdia e o juízo, que revelam o caráter de Deus (Na 1.2, 7). Procuremos ver como essas tendências, que parecem opostas entre si, realmente refletem a constante tomada de posição de Deus para com o Seu povo.

X – ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A LONGANIMIDADE DIVINA:
A longanimidade do Senhor é ilustrada em Lc 13.6, 9.
(1) – Faz parte do caráter de Deus – Ex 34.6; Nm 14.18; Sl 86.15.
(2) – Visa a salvação – II Pe 3.15
(3) – Alcançamos mediante a intercessão de Cristo – Lc 13.8.
(4) – Deve nos conduzir ao arrependimento – Rm 2.4; II Pe 3.9.
(5) – Encoraja o arrependimento – Jl 2.13.
(6) – É exibida no perdão dos pecados ( Rm 3.25).
(7) – Exercida para com o Seu povo (Is 30.18; Ez 20.17).
(8) – Exercida para com os ímpios (Rm 9.22; I Pe 3.20).
(9) – Devemos pleiteá-la em oração (Jr 15.15).
(10) – Há certos limites (Gn 6.3; Jr 44.22)
(11) – Os ímpios abusam dela (Ec 8.11; Mt 24.48-49)
(12) – Os ímpios desprezam-na (Rm 2.4).
(13) – Os ímpios são castigados por desprezá-la (Ne 9.30; Mt 24.48-51; Rm 2.5).
(14) – A longanimidade de Deus foi exemplificada na vida de Manassés (II Cr 33.10-13); de Israel (Sl 78.38; Is 48.9); de Jerusalém (Mt 23.37); e de Paulo (I Tm 1.6).

XI – ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A JUSTIÇA DIVINA:
Ela é ilustrada em Sl 36.6
(1) – Faz parte do caráter de Deus – Dt 32.4; Sl 7.9; 116.5; 119.137; Is 45.21.
(2) – É abundante – Jó 37.23.
(3) – É altíssima – sl 48.10.
(4) – É incomparável – Jó 4.1
(5) – É incalculável – Sl 71.15
(6) – É incorruptível e imparcial – Dt 10.17; II Cr 19.7; Jr 32.19
(7) – É eterna, permanece para sempre – Sl 111.3; 119.142
(8) – É infalível – Sf 3.5
(9) – É sem desvios – Jó 8.3; 34.12
(10) – É sem respeito humano – Rm 2.11; Cl 3.25; I Pe 1.17
(11) – É habitação do Seu trono – Sl 89.14; 97.2
(12) – Não se deve pecar contra ela – Jr 50.7
(13) – É negada pelos ímpios – Ez 33.17, 20
(14) – É exibida no perdão dos pecados – I Jo 1.9
(15) – É exibida na redenção – Rm 3.26
(16) – É exibida no Seu governo – Sl 9.4; 96.13; 98.9; Jr 9.24
(17) – É exibida nos Seus julgamentos – Gn 18.25; Apc 19.2
(18) – É exibida em todos os Seus caminhos – Sl 145.17; Ez 18.25, 29
(19) – É exibida em Seus mandamentos – Dt 4.8; Sl 119.172
(20) – É exibida em Seus testemunhos – Sl 119.138, 144
(21) – É exibida em Seus juízos – Sl 19.9; 119.7, 62
(22) – É exibida em Sua palavra – Sl 119.123
(23) - É exibida em Seus atos – Jz 5.11; I Sm 12.7
(24) – É exibia no Evangelho – Sl 85.10 cf Rm 3.25-26
(25) – É exibida em no castigo dos ímpios – Rm 2.5; I Ts 1.6; Apc 16.7; 19.2
(26) – É reconhecida – Sl 51.4 cf Rm 3.4
(27) – É exaltada – Sl 98.9; 99.3-4
(28) – Cristo reconheceu-a – Jo 17.25
(29) – Cristo entregou Sua causa à mesma – I Pe 2.23
(30) – Os anjos reconhecem-na – Apc 16.5
(31) – Mostrada à posteridade dos santos – Sl 103.17
(32) – Mostrada abertamente perante os pagãos – Sl 98.2
(33) – Deus deliciou-se em seu exercício – Jr 9.24
(34) – Os céus declaram-na – Sl 50.6; 97.6
(35) – Os santos atribuem-na a Deus – Jó 36.3; Dn 9.7
(36) – Os santos reconhecem-na em Seus tratos – Ed 9.15
(37) – Os santos reconhecem-na, ainda que os ímpios prosperem – Jr 12.1 cf Sl 73.12-17
(38) – Os santos reconhecem-na no cumprimento de Suas promessas – Ne 9.8
(39) – Os santos confiam que a contemplarão – Mq 7.9
(40) – Os santos são sustentado por ela – Is 41.10
(41) – Os santos não a ocultam – Sl 40.10
(42) – Os santos mencionam-na – Sl 22.31; 35.28; 71.15-16, 24
(43) – Os santos exaltam-na – Sl 7.17; 51.14; 145.7
(44) – Os santos pleiteiam-na em oração – Sl 143.11; Dn 9.16
(45) – O Senhor ama a justiça – Sl 117
(46) – Devemos orar para ser conduzidos por ela – Sl 5.8
(47) - Devemos orar para ser vivificados nela – Sl 119.40
(48) - Devemos orar para ser livrados por ela – Sl 31.1; 71.2
(49) - Devemos orar para termos resposta nela – Sl 143.1
(50) – Devemos orar para sermos julgados nela – Sl 35.24
(51) - Devemos orar pela sua contínua manifestação – Sl 36.10
(52) – A justiça divina foi designada para ensinar ao povo de Deus o Seu cuidado e defesa – Mq 6.4-5
(53) – Os ímpios não se interessam pela justiça de Deus – Sl 69.27.

XII – ALGUNS ENSINOS NO LIVRO DE NAUM:
(1) - DEUS É SOBERANO SOBRE TUDO E TODOS: (Na 1:15) – Naum anteviu a derrota dos assírios e a libertação de Judá, provando que o Senhor está acima de todas as coisas como único Senhor. Ninguém consegue atropelar os desígnios de Deus na História.

Pessoas que se levantam até mesmo nas Igrejas querendo ser senhores da Igreja do Senhor, usurpam direitos, pretendem se declarar autossuficientes e são vistas como “deuses” ou “ídolos” devem aprender esta lição: O PODER SOBERANO DE DEUS O COLOCA SENHOR DE TODAS AS COISAS (Sl 33:10).

(2) - DEUS FAZ JUSTIÇA NA TERRA: A ação de Deus sobre os assírios, proporcionando a libertação de Judá, ocorre no tempo certo, com métodos adequados, atingindo os alvos corretos e imprimindo Sua soberania. Com a destruição de Nínive, o Senhor mostra que a maior defesa humana não suporta o Seu terrível juízo, que conta, quando necessário, com os instrumentos mais diversificados.

Os vestígios e ruínas de Nínive só foram encontrados no século passado, pois Deus riscou esta cidade do mapa. Só o Senhor pode empregar tais métodos, pois em Sua sabedoria aplicará o juízo de forma adequada.


Aqueles que hoje estão se gloriando em si mesmos, blasfemando das coisas de Deus e tentando destruir Seus propósitos, estão procurando a sua própria ruína e destruição (Na 1:1-3).

(3) - DEUS SE COMPADECE DAQUELES QUE CONFIAM NELE: A paciência de Deus tem um limite. Nínive não teve um arrependimento duradouro e os pecados da cidade foram a causa de sua queda (Na 3:1, 4).

Contrastando a este quadro pecaminoso, vejamos o que ensina o profeta Naum (Na 1:7 cf Sl 125:1; II Tm 1:12).

Onde está depositada a nossa confiança?

XIII - CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Naum descreveu o excesso de confiança dos chefes militares da Assíria, que dormiam tranquilos sem reconhecer o perigo. O povo da Assíria seria destruído e espalhado (Na 3.18). Toda a humanidade que sofrera a sua crueldade impiedosa bateria palmas no dia da sua derrota, pois reconheceria o triunfo da justiça sobre o militarismo desumano (Na 3.19).

FONTES DE CONSULTA:

Revista Educação Cristã – Volume III – SOCEP – Sociedade Cristã Evangélica de Publicações Ltda

Através da Bíblia Livro por Livro – Editora Vida – Myer Pearlman

Bíblia de Estudo Vida

Bíblia de Estudo Vida Nova

A Mensagem dos Profetas Menores – ABU – Dionísio Pape