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2 de out de 2010

4º TRIMESTRE - LIÇÃO Nº 02 - 10/10/2010 - "A ORAÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 02 - DATA: 10/10/2010
TÍTULO: “A ORAÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO”
TEXTO ÁUREO – II Cr 30:27
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Rs 18:31-39
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br




I – INTRODUÇÃO:



• No A.T., a oração pode ser adequadamente descrita em termos dos grandes homens de Israel que aparecem muitas vezes como grandes intercessores perante Deus em nome do seu povo. Nessa função, eles manifestaram uma incrível coragem e persistência.



II - A ORAÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO:



II.1 - O PERÍODO PATRIARCAL:



• Neste período a oração consiste em invocar o nome do Senhor (Gn 4:26; 12:8; 21:33). Em consequencia, há uma oração inequivocamente direta e familiar (Gn 15:2-21; 18:22-33; 24:12-14, 26-27).

 • A oração também está intimamente associada com o sacrifício (Gn 13:4; 26:25), embora essa associação igualmente apareça em épocas posteriores. Esse proferir de oração, num contexto de sacrifício, sugere uma união da vontade do homem com a vontade de Deus. Isso se verifica especialmente no fato que Jacó ligou sua oração com um voto ao Senhor. O voto (em si mesmo uma oração), promete serviço e fidelidade, se a bênção buscada for concedida (Gn 28:20-22).

II.2 - O PERÍODO PRÉ-EXÍLICO:



• Nesse período, uma das principais ênfases da oração recai sobre a intercessão, embora este tipo de oração também tivesse sido um fator nos tempos patriarcais (Gn 18:22-33).


• A intercessão se fez especialmente proeminente nas orações de Moisés (Ex 32:11-13, 31-32; 33:12-16; 34:9; Nm 11:11-15; 14:13-19; 21:7; Dt 9:18-21; 10:10); de Arão (Nm 9:22-27), de Samuel (I Sm 7:5-13; 12:19, 23), de Salomão (I Rs 8:22-53) e de Ezequias (II Rs 19:14-19).


• A inferência parece ser que a intercessão se confinava a notáveis personalidades que, em virtude de sua posição que lhes fora assinalada por Deus como profetas, sacerdotes ou reis, possuíam poder peculiar na oração como mediadores entre Deus e os homens. Porém, o Senhor sempre permanecia livre para executar a Sua vontade; por esse motivo houve orações não respondidas, ainda que intercessórias (Ex 32:30-35).


• Em Am 7:1-6, “o Senhor se arrependeu” a respeito de determinado curso de ação em resposta à intercessão do profeta, mas nos versículos seguintes (Am 7:7 - 8:2), Israel aparece como nação que será levada cativa afinal de contas.

• Jeremias foi proibido de interceder perante Deus em favor do povo pecaminoso (Jr 7:16; 11:14; 14:11).


• Por outro lado, o sucesso acompanhou as intercessões de Ló (Gn 19:17-23), de Abraão (Gn 20:17), de Moisés (Êx 9:27-33; Nm 12:9-16), e de Jó (Jó 42:8-10).


• É a forte relação pessoal com Deus, em que se encontravam aqueles mediadores, que forma o fundamento dessas orações intercessórias.


• A oração é essencial para a recepção da Palavra por parte do profeta (Is 6:5-9; 37:1-4; Jr 11:20-23; 12:1-6; 42:1-7).


• A visão profética foi dada a Daniel quando ele se achava em oração (Dn 9:20-27).


• Em certas ocasiões o Senhor mantinha o profeta a esperar por considerável tempo em oração (Hc 2:1-3).


• Pelos escritos de Jeremias, sabemos que, enquanto que a oração era a condição essencial e a realidade da experiência e do ministério do profeta, por outro lado era frequentemente um exercício tempestuoso do espírito (Jr 18:19-23; 20:7-18), como também uma doce comunhão com Deus (Jr 1:4-19; 4:10; 10:23-25; 12:1-4; 14:7-9, 19-22; 15:15-18; 16:19; 17:12-18).


II.3 - NOS SALMOS:



• Nos Salmos há certa combinação de padronização e espontaneidade nas orações.


• Juntamente com as mais formais orações do 'santuário' (por exemplo, Sl 24:7-10; 100; 150) há orações pessoais solicitando perdão (Sl 51), comunhão (Sl 63), proteção (Sl 57), cura (Sl 6), vindicação (Sl 109), e orações que são repletas de louvor (Sl 103).


• Sacrifício e oração também são combinados nos Salmos (Sl 54:6; 66:13-20).

II.4 - O PERÍODO DO EXÍLIO:



• Durante o exílio, o fator importante da religião para os judeus foi a emergência da sinagoga.


• O Templo de Jerusalém fora arruinado, e ritos e sacrifícios sobre o altar não podiam ser realizados na imunda Babilônia.


• O judeu, então, não era mais aquele que nascera na comunidade e nela estava residindo, mas antes, era alguém que escolhera ser judeu.


• O centro da comunidade religiosa era a sinagoga, e entre as obrigações religiosas aceitas como circuncisão, jejum e a observância do sábado, a oração também era importante. Isso era inevitável porque cada pequena comunidade em exílio agora dependia do culto na sinagoga onde a Palavra era lida e exposta, e onde orações eram feitas.


• E, depois do retorno a Jerusalém, assim como ao Templo não foi permitido substituir a sinagoga, nem ao sacerdote foi permitido substituir ao escriba, nem ao sacrifício foi permitido substituir a Palavra viva, semelhantemente o ritual não pode substituir a oração.


• Tanto no Templo como na sinagoga, tanto no ritual sacerdotal como nas exposições dos escribas, o adorador devoto agora buscava a face de Jeová, Sua presença pessoal (Sl 100:2; 63), e recebia Suas bênçãos em termos da luz de Seu rosto a brilhar sobre ele (Sl 8:3,7,19).


II.5 - O PERÍODO PÓS-EXÍLICO:



• Depois do exílio indubitavelmente havia um arcabouço de devoção, mas, dentro disso o indivíduo tinha certa liberdade. Isso é exemplificado em Esdras e Neemias, os quais, se por um lado insistiam sobre o culto, a lei, o ritual, o sacrifício, os aspectos sociais da adoração, por outro lado, salientavam igualmente o fator espiritual da verdadeira devoção (Ed 7:27; 8:22-23, 31; Ne 2:4; 4:4, 9).


• Suas orações são também instrutivas (Ed 9:6-15; Ne 1:5-11; 9:3-38; cf. Dn 9:4-19).


• Podemos também observar aqui que a respeito da postura da oração, não havia regras fixas (Sl 28:2; l Sm 1:26; l Rs 8:54; Ed 9:5; I Rs 18:42, Lm 3:41; Dn 9:3, 20).


• Outro tanto se pode dizer a respeito das horas apropriadas para a oração: é eficaz em qualquer ocasião, bem como horários fixos (Sl 55:17; Dn 6:10).


• No período pós-exílico, pois, encontramos uma combinação de ordem, no ritual do Templo, com a simplicidade da reunião da sinagoga e a espontaneidade da devoção pessoal. A própria natureza da oração torna manifestamente impossível sistematizá-la de modo completo.



III – CONSIDERAÇOES FINAIS:



• Em resumo: a oração no A.T....

• (A) - ... Reconhece o poder de Deus, bem como o Seu interesse pelos homens;

• (B) - ... É um meio de comunhão entre Deus e o homem;

• (C) - ... É uma intercessão em benefício próprio e de outros: Moisés intercedeu por Israel (Ex 32:10-12); Jó, pelos seus amigos (Jó 42:8-10); petições individuais são comuns nos Salmos (Sl 31:86; 123; 132);

• (D) - ... É um meio de louvar ao Senhor, fazendo parte da liturgia (Sl 113 – 118);

• (E) - ... É um ato de devoção (Ed 7:27; 8:22-23; Ne 2:4; 4:4, 9; Dn 9:4-19).



FONTES DE CONSULTA:



1) Douglas, J. D. – O Novo Dicionário da Bíblia – Edições Vida Nova

2) Pfeiffer, Charles F., Vos Howard F., Rea, John - Dicionário Bíblico Wycliffe – CPAD

3) Champlin, R. N. e Bentes, J. M. – Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia – Editora e Distribuidora Candeia