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7 de mar de 2009

LIÇÃO N° 11 - 15/03/2009 - "AS CIDADES DE REFÚGIO"

IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ENGENHOCA 
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL 
LIÇÃO 11 - DIA 15/03/2009 
TÍTULO: “AS CIDADES DE REFÚGIO” 
TEXTO ÁUREO – Sl 46:1 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Js 20:1-6 
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
  • I – INTRODUÇÃO:
  • As cidades de refúgio instituídas por expressa ordem de Deus, repre­sentavam para o homicida perseguido e fugitivo, segurança e descanso ao mesmo tempo. Tomando-se assim, uma figura expressiva de Cristo nosso Salvador.

  • II - AS SEIS CIDADES DE REFÚGIO:
  • Dt 19:2 - “Três cidades...no meio da terra" - A princípio Deus ordenou à Moisés apenas a escolha de "três cidades de refúgio" e não seis conforme, ficou instituído depois (Dt 4.41; Js 20.6). Posteriormente, com a dilatação da terra prometida, este número foi elevado para seis (Nm 35.14; Dt 19.2,7-9). Estas cidades passaram a funcionar como uma espécie de “salvo-conduto”, transformando a pena do culpado não intencional numa prisão domiciliar. Alguns crimes, mesmo cometidos aci­dentalmente, eram reputados como "homicidas" e qualificados como "erro" (v.4). Os tipos de crimes que dariam direito à segurança nas cidades de refúgio vêm descritos em (Nm 35.15-23; Dt 19.4-6).
  • Js 20:7-9 – Das quarenta e oito cidades destinadas aos levitas, seis foram nomeadas como "cidades de refúgio", três pelo lado ocidental e três pelo lado oriental do Jordão, da seguinte maneira: 
  • a) cidades ocidentais: 1. Quedes em Galiléia, na montanha deNaftali (Js 20:7a); 2. Siquém, na montanha de Efraim (Js 20:7b); 3. Quiriate-Arba, esta é Hebrom, na montanha de Judá (Js 20:7c); 
  • b) cidades orientais: 1. Bezer, no deserto, na campina da tribo de Rúben (Js 20:8a); 2. Ramote em Gileade da tribo de Gade" (Js 20:8b); 3. Golã em Basã da tribo de Manassés (Js 20:8c). 
  • "Para que fuja para ali o ho­micida" (Js 20.3) - A terra de Canaã era mais que a Terra Prometida, geograficamente falando: era terra santa, san­tificada pela presença de Deus que vive no meio do seu povo (Ex 19.5,6). Portanto, é de maior importância manter pura essa terra, especialmente da contaminação mais terrível do derramamento de sangue. Assim, o homicida não-intencional, fugia para uma das cidades de refúgio mais próxima, a fim de que os anciãos daquela cidade, julgassem sua causa (Js 20:4). Ali, com efeito, ele estaria protegido do "vingador do sangue".

  • III - NOSSO REFÚGIO SUPREMO:
  • Sl 46:1 - Não somente este salmo em foco f ala de Deus como sendo "nosso refúgio", mas outros textos da Bíblia falam a mesma coisa (2 Sm 22.3; Sl 9.9; 14.6; 18.2; 59.16; 61.3; 62.8 e ss; Jr 17.17; Jl 3.16; Hb 6.18). Neste sentido Deus é apresentado metaforicamente como sendo um "lugar de proteção" e "esconderijo". Deus é o "nosso refúgio" porque sua "perfeição" e poder incluem todos os atributos, até os mais excelentes:
  • 1. Ela "exclui" toda a dependência, toda a existência, toda a composição, corrupção, mortalidade, contingência, ignorância, injustiça, fraqueza, miséria, finalmente todas as imperfeições.
  • 2. Mas ela'' inclui'' a necessidade da vida, independência, unidade perfeita, simplicidade, imensidade, eternidade, imortalidade. 
  • 3. Finalmente, tudo aquilo que significa proteção e segurança em grau supremo!
  • Em Jesus Cristo encontramos refúgio - Os judeus tinham uma tradição mediante a qual o Messias, quando viesse, adicionaria mais "três cidades de refúgio" às já existentes, das quais uma seria a cidade de Sião ou Jerusalém (cf. Is 14.6), pelo que o Messias era associado a ideia de “descanso”' para os oprimidos e de segurança para os perseguidos (Hb 6.18). 
  • De acordo com os preceitos do Antigo Testamento, quem tivesse matado o próximo por acidente, tinha a permissão de fugir para qualquer uma dentre as seis cidades de refúgio, localizadas em pontos estratégicos da Palestina, e que envolvia uma geografia bastante ampla, para conveniência daqueles que tivessem de fugir (Nm 35.9-32: Dt 19.1-13). Essa prática, portanto, tornou-se “tipo sim­bólico” do refúgio e segurança que os pecadores encontram em Cristo.

  • IV - A NOSSA CIDADE DE REFÚGIO:
  • Algumas igrejas e ministérios são verdadeiras cidades de refúgio - Atualmente, em alguns lugares no mundo, igrejas e ministérios santos, têm servido de "verdadeiras cidades de refúgio" para os crentes e obreiros oprimidos - vítimas da inveja daqueles que já perde­ram a visão espiritual. A inveja tem sido uma "arma sombria" que Satanás tem usado no campo da destruição. As habilidades e talentos sempre despertam invejas naqueles que não se sentem seguros. Isaque, Jacó, José, Moisés, Davi, Daniel, e outros vultos do Antigo Testamento, foram odiados por seus circunstantes, somente porque eram abençoados por Deus (Gn 26.12-16; 31.5-9; 37.4,8; Nm 12.1-8; l Sm 18.7-9; Dn 6.1.6; At 5.17ss). Analisemos como Jesus já havia previsto isso: Mt 10:23. Então é tempo de fugirmos e escaparmos um lugar onde o amor e o temor a Deus estão em primeiro lugar (Jr 48:6a). 
  • Deus sempre prepara um lugar de refúgio - O cuidado de Deus pelo seu povo sempre esteve em evidência. E, necessariamente, na caminhada da Igreja desde o seu princípio de formação e através dos séculos, este cuidado continuará presente (Fp 1.6; 2 Tm 4.18; Ap 3.10). Dois grandes acontecimentos, um passado e outro ainda futuro, mostram como o cuidado de Deus e de seu Filho Jesus Cristo está em evidência:
  • No ano 70 d.C., quando os exércitos romanos sob o comando do general Flávio Tito Vespasiano invadiu Jerusalém, nenhum cristão pereceu. Jesus revelou-se três dias antes, e eles fugiram a tempo para a cidade de Pella, na Peréia, uma das cidades de Decápolis como “cidade de refúgio”, e ali escaparam da destruição (Mt 24.15-20). 
  • Durante o período sombrio da Grande Tribulação, Deus já preparou um “lugar de refúgio” para os remanescentes de Israel. Sugerem-se que este lugar de “refúgio”' seja Petra, no monte Seir, na terra de Edom e Moabe. Sela ou Petra, a cidade da rocha, é uma das maravilhas do mundo (localizada ao sudeste do Mar Morto), como possível esconderijo. Este lugar de isolamento é denominado por vários nomes, a saber: "refúgio" (Is 16.4); "quartos" (Is 26.20); "deserto" (Ap 12.6,14). Diz-se que é um "lugar preparado por Deus". Geograficamente, refere-se a “'Edom e Moabe, e as primícias dos filhos de Amom” (Dn 11.41). São estes os únicos países a escaparem da influencia do Anticristo. Seja como for, o cuidado de Deus é assegurado ao seu povo. "Deus é o nosso refúgio". Confiemos nEle. Amém.  


    Fonte de Consulta: 

    Lições Bíblicas – CPAD – 1º Trimestre de 1992 – Comentarista: Severino Pedro da Silva