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17 de set de 2013

3º TRIMESTRE DE 2013 - LIÇÃO Nº 12 - 22.09.2013 - "A RECIPROCIDADE DO AMOR CRISTÃO"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 12- DATA: 22/09/2013
TÍTULO: “A RECIPROCIDADE DO AMOR CRISTÃO”
TEXTO ÁUREO – Fp 4.13
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Fp 4.40-13

PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/





I – INTRODUÇÃO:


O dinheiro é de vital importância para o sustento das pessoas que o ganham honestamente e, também, para a manutenção da obra de Deus na terra.


II – A RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA NA IGREJA PRIMITIVA ESTAVA NAS MÃOS DOS APÓSTOLOS:


(1) - Os dízimos e ofertas eram trazidos à casa de Deus, que é a Igreja (I Tm 3:15);


(2) – Mt 24.45-46 - Deus colocou os seus ministros sobre a Sua casa. No entanto, isso não significa que os ministros tenham de ficar com o dinheiro sob os seus cuidados! Jesus mesmo não cuidava do dinheiro, mas tinha um tesoureiro, a quem dava ordens (Jo 13:29).


(3) - Paulo também, na sua administração, tinha pessoas escolhidas nas Igrejas que o ajudavam e ele queria evitar tudo que desse margem a alguém falar mal (II Cor 8:19-20).


(4) - Paulo zelava pelo que era honesto para que jamais aparecesse alguma forma de torpe ganância (II Cor 8:21 cf I Pe 5:2)


(5) – Rm 15.31 - Paulo fez tudo para que a sua administração fosse bem aceita pelos crentes e que o povo pudesse dar glórias a Deus por ela (II Cor 9:12-13).


III - OFERTAS PARA OS POBRES:


Em sua realidade local, a Igreja deve ser encarada como comunidade de pessoas que tem problemas sociais e materiais, os quais precisam ser amenizados pela participação de todos os membros. Por isso, Paulo ensinou à Igreja de Corinto o modo de cooperar na obra do Evangelho, financeiramente.


I Cor 16:1-4 - Ao ter o seu apostolado reconhecido pelos líderes de Jerusalém, Paulo recebeu uma única recomendação (Gl 2:10).


Diante da grande fome que se abateu sobre os crentes judaicos, Paulo enceta uma grande coleta entre as Igrejas gentílicas em favor dos santos da Igreja em Jerusalém (II Cor 8:1; Rm 15:25-27).


Vamos ver o que é essa oferta, bem como algumas de suas características:


(1) - COLETA - Significa uma coleta ou contribuição extra.


(2) - GRAÇA - Descreve um dom ou privilégio imerecido. O contribuir deve ser visto como um favor concedido por Deus (I Cor 16:3 - CHARIS = DÁDIVA, GENEROSIDADE e FAVOR) cf At 20:35.


(3) - COMUNHÃO (KOINONIA) - Traduzido por PARTICIPAREM ou PARTILHAREM. O ato de ofertar é partilhar com o outro dos seus bens (II Cor 8:4).


(4) - SERVIÇO (DIAKONIA) - Indica que a oferta é um serviço prático, uma assistência, um ministério contínuo do cristão (II Cor 8:4; 9:1, 12-13; Fp 4:14-20).


(5) - LITURGIA - Traduz a oferta como um ato de culto, um serviço em forma de adoração voluntária (II Cor 9:12; Fp 2:30).


(6) - ESPECÍFICA - Possuía um alvo definido (“coleta para os santos” - I Cor 16:1).


(7) - ERA UMA ORDENANÇA - Revelando que o ofertar é um mandamento (I Cor 7:19; 9:14; Gl 3:19).


(8) - SISTEMÁTICA - “no primeiro dia da semana” (I Cor 16:2).


(9) - INDIVIDUAL - “cada um de vós” - (I Cor 16:2).


(10) - EXIGE DO OFERTANTE UM TRABALHO PREPARATÓRIO - Antes de trazer o dinheiro para a Igreja, o ofertante deveria separá-lo em casa - “ponha de parte, em casa” (I Cor 16:2).


(11) - CONFORME A SUA PROSPERIDADE - Deus nunca pede aquilo que não temos.


IV - OFERTAS PARA MANTIMENTOS NA IGREJA E SUSTENTO DO MINISTÉRIO: 


(A) - VAMOS A UM EXEMPLO NO ANTIGO TESTAMENTO: - Leiamos II Cr 31:2-21 e vamos à análise:


(1) - OS TURNOS DEVERIAM ESTAR EM SEUS LUGARES - Cada qual tinha sua função, conforme a natureza do serviço (sacerdotes e levitas), cada qual no seu lugar.


As contribuições também eram destinadas cada uma ao seu fim, de modo a não se misturar dízimos com ofertas pacíficas.


Ezequias mesmo fazia grandes ofertas das suas fazendas (II Cr 31:3).


(2) - O POVO FOI CONVIDADO A CONTRIBUIR LIBERALMENTE - II Cr 31:4-10 - Os sacerdotes e levitas partilhavam das ofertas e dos sacrifícios e com isso se mantinham. Além disso, os dízimos eram seus, bem como as primícias (II Cr 31:5).


O povo de Judá e Benjamim corresponderam com muita liberalidade, de modo a se fazerem montões e montões à porta do templo (II Cr 31:6). Em sete meses ajuntaram tanto que não havia mais lugar para guardar tanta coisa.


Os próprios sacerdotes confessaram que tinham comido à farta e ainda havia sobras em abundância (II Cr 31:10).


(3) - NOVAS ORDENS PARA O SUSTENTO DO CULTO - II Cr 31:11-19 - Então o rei Ezequias mandou construir depósitos para guardar as ofertas de azeite, vinho e cereais, de maneira que estas coisas não ficassem amontoadas no templo, ficando como intendentes dos suprimentos o levita Conanias e Simei, seu irmão. Havia ainda outros funcionários subalternos, filhos de Coré.


Este trabalho estendeu-se às cidades dos sacerdotes, onde eram feitos os depósitos (II Cr 31:15), pois em Jerusalém, no templo, não haveria espaço bastante para guardar tanta dádiva, especialmente nos tempos das colheitas de trigo, cevada, azeite, vinho, etc.


(4) - DEUS SE AGRADOU DO SERVIÇO - (II Cr 31:20-21) - Deus colocou o seu “De acordo” na organização de Ezequias, e tudo prosperou, pois o povo estava de coração voltado para o serviço de Deus.


(B) – EXEMPLOS NO NOVO TESTAMENTO: - Já no Novo Testamento, quanto ao sustento remunerado do ministério e daqueles que dão tempo integral à obra de Deus, é isto uma recomendação. Vejamos:


(1) - Paulo recebeu salário de determinadas igrejas para servir aos crentes em Corinto (II Cor 11:8).


(2) - O ministro do evangelho que dá tempo integral à igreja, é digno do seu salário (I Tm 5:18).


(3) - Paulo ensinou a igreja de Corinto a sustentar os pregadores do evangelho (I Cor 9:4-14).


(4) - Timóteo foi advertido por Paulo a não cuidar dos negócios seculares para se sustentar (II Tm 2:4).


(5) - Pedro disse que a única ocupação dele e de seus companheiros de ministério era a oração e a pregação (At 6:4).


(6) - Os apóstolos de Jesus viviam das ofertas que recebiam (Jo 12:6 cf Jo 13:29).


(C) – PONTOS DE EQUILÍBRIO NA VIDA DO LÍDER:


(C.1) - O profissionalismo - Muitos pastores tem confidenciado que se sentem constrangidos quando são obrigados a preencher fichas cadastrais onde consta profis­são.


Esses amados irmãos es­tão cheios de razão, pois o mi­nistério não é profissão; é uma vocação divina.


Todavia, o ministro pode inadvertidamente tornar-se um profissional do Evange­lho.


O ministro profissional é aquele que realiza a obra de Deus por dinheiro, de modo mecânico, porque não tem outro que a faça, e por neces­sidade, sem atentar a quem serve e como deve servir.


Muitos dizem viver pela fé, mas nunca estão dispostos a pregar, cantar ou tocar sem saberem qual é a oferta. Isso também é profissionalismo


(C.2) - Como vencer o profissionalismo – At 20 – Encontramos aqui o verda­deiro padrão do Obreiro.


A força que movia Paulo a servir à Igreja era o amor, amor que demonstrava de vá­rias maneiras:


(A) – At 20.1, 36-38 - Amor pela profunda afeição existente entre ele e os irmãos, de modo recíproco - Paulo servia porque amava os irmãos, e, para servi-los sem lhes ser pe­sado, trabalhava com as próprias mãos para seu sustento; na afeição entre Paulo e os ir­mãos, constata-se que o grande apóstolo não era um intocável; hoje há Obreiros que se isolam do povo, são intocáveis. Cuida­do!


(B) – At 20.1; I Cor 16.1-4 - Amor demonstrado pelo espírito liberal - Quando lemos os textos que tratam da coleta que Paulo encarregou-se de fazer em favor dos pobres da igreja em Jerusa­lém, podemos sentir o amor com que exercia este serviço; Paulo sabia dar, assim como sabia receber - Fp 4.10-20; At 20.24, 33, 35.


(C) – At 20.7-11 - Amor demonstrado pela disponibilidade para o ministério - Paulo não tinha gabinete nem horário para servir aos irmãos, mas estava sempre pron­to a anunciar a Palavra de Deus, ministrando com amor e dedicação insuperáveis.


V - DEUS CONTINUA CUIDANDO DO SUSTENTO DE SEUS SERVOS:


Fp 4.11-13 - O apóstolo Paulo aprendeu a contentar-se em toda e qualquer situação. Seu contentamento estava alicerçado no fato de que Deus cuida dos Seus servos e ensina-os a viver de uma forma confiante.


Muitos servos de Deus ainda passam por necessidades e dificuldades. No entanto, não se permitem abalar ou abater; confiam no cuidado e na bondade de Deus, que é o verdadeiro Provedor de suas vidas.


Vejamos alguns exemplos bíblicos para nossa meditação:


(1) - No tempo em que Elias iniciou o seu ministério, havia fome na terra.


(1.1) - Foi ele mesmo quem transmitiu ao rei Acabe a mensagem de Deus que não cairia chuva sobre a terra.


(1.2) - As águas nos rios se secaram e a fome reinava.


(1.3) - Porém, Deus sempre se responsabilizou pela vida e pelo sustento de seus servos.


(1.4) – I Rs 17.1-7 - Elias alcançou as provisões materiais de Deus quando obedeceu às Suas ordens. Foi milagre de Deus tanto o providenciar o pão e carne, como o impedir que os corvos mesmo comessem tal comida.


(1.5) - Quando as águas do ribeiro Querite se secaram, Deus mandou Elias para Zarefate, onde também por meio de um milagre, o sustentou, usando uma pobre viúva (I Rs 17:8-16, 18:1).


(2) - Mt 6:26 - Esta expressão “OLHAI” significa “OBSERVAI BEM”, “APRENDEI BEM”.


(2.1) Quando as aves estão em movimento, elas indicam que Deus está vivo e, se Ele é vivo, está se movimentando em direção à nossa necessidade.

(2.2) - Mt 10:29 cf Lc 12:6 - Em Mateus se compram DOIS PÁSSAROS por apenas UM CEITIL, enquanto que em Lucas compram-se CINCO PÁSSAROS por DOIS CEITIS.


(2.3) - Isso significa que UM DESSES PÁSSAROS FICOU SEM VALOR.


(2.4) - É exatamente sobre esse “PÁSSARO SEM VALOR ou ESQUECIDO” QUE RECAI O CUIDADO DE DEUS.


(2.5) - Jesus afirmou “NENHUM DELES ESTÁ ESQUECIDO”


(2.6) - Lc 12:7 - Ele conta até os nossos cabelos!


(2.7) - Mt 6.32 - DEUS É UM BOM PAI E EXCELENTE PATRÃO! - "... Ele sabe..."


Logo, Deus sempre cuidará daqueles que O servem com fidelidade - Lc 21:34 cf  Mt 13:7, 22 cf Sl 40:17


VI - CONSIDERAÇÕES FINAIS:


Pv 22.9 - “O QUE É DE BONS OLHOS SERÁ ABENÇOADO, PORQUE DEU DO SEU PÃO AO POBRE” –As bênçãos de Deus repousam sobre o generoso. Além de contar com a justiça divina, o que estende sua mão para ajudar os necessitados, terá sempre a acompanhá-lo a gratidão e as orações daqueles a quem ele ajudou. Assim, ser generoso é contemplar com alegria a felicidade de alguém, é alegrar-se com o que se alegra. Ainda que não tenha muita abundância, o generoso pode viver feliz e desfrutar bem o que possui.


Assim, confiemos no Senhor e nas Suas promessas (Dt 15.9-10; Sl 33:18-19; 34:9; Pv 28.27; II Cor 9.7-8).


Só então poderemos responder da mesma maneira que os discípulos responderam a uma pergunta feita a eles por Jesus:

Lc 22:35 – “E disse-lhes: Quando vos mandei sem bolsa, alforje ou sandálias, faltou-vos, porventura, alguma coisa? Eles responderam: NADA”.


Amém.



FONTES DE CONSULTA:

Lições Bíblicas Maturidade Cristã - Edições CPAD - 2º Trimestre de 1987 - Comentário: Elienai Cabral

Estudo Nos Livros de Crônicas, Esdras, Neemias e Estes - JUERP - Autor: Antônio Neves de Mesquita

Revista Educação Crista - Volume IV - Dinheiro Para a Igreja

Seitas e Heresias, Um Sinal dos Tempos - Edições CPAD - Autor: Raimundo F. de Oliveira

Lições Bíblicas Maturidade Cristã - Edições CPAD - 3º Trimestre de 1981 - Comentário: Eurico Bergstén

O Crente e a Prosperidade - Edições CPAD - Autor: Severino Pedro da Silva

Teologia Sistemática - Doutrina da Igreja e Doutrina dos Anjos - Edições CPAD - Autor: Eurico Bergstén