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5 de jul de 2010

LIÇÃO Nº 02 - 11/07/2010 - "A NATUREZA DA ATIVIDADE PROFÉTICA"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 02 - DATA:11/07/2010
TÍTULO: “A NATUREZA DA ATIVIDADE PROFÉTICA”
TEXTO ÁUREO – Hb 1:1
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Jr 1:1-6, 9-14
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/


I – INTRODUÇÃO:

• Os Profetas possuíam uma tripla função: ERAM PREGADORES; ELES PREDIZIAM e ERAM ATALAIAS. Para um perfeito desempenho, eles recebiam as mensagens vindas dos céus de diversas formas, maneiras e diretamente da parte do Senhor, a fim de que fossem repassadas para o povo, os sacerdotes, os falsos profetas e os governantes.


II – EXPLICAÇÕES NATURALISTAS SOBRE O MOVIMENTO PROFÉTICO:

• Em anos recentes, muitos críticos tentaram explicar o movimento profético como um todo numa base naturalista. Esse ponto de vista é o resultado de algumas pressuposições contrárias às reivindicações das Escrituras. Vejamos algumas pressuposições naturalistas:

• Os que negam o conceito bíblico sobre o movimento profético podem ser considerados em três categorias:

• (1) – Uns adotam o seguinte entendimento: Deus, como um ser verdadeiro que exerce influência direta nos eventos humanos, é excluído do pensamento do homem. Desta forma, as atividades dos profetas eram resultado de subterfúgios psicológicos peculiares ou subproduto do conflito de várias forças políticas, religiosas e sociais.

• (2) – Um segundo grupo adota o seguinte pensamento: Deus, embora grande e importante, não se comunica diretamente com o homem, nem intervém ativamente na vida da humanidade; e

• (3) – Um terceiro grupo entende o seguinte: Deus nunca revelou a si mesmo através de palavras. Os profetas foram grandes pensadores que deduziam ou intuitivamente descobriam verdades importantes.

• Desta forma, nenhuma destas três categorias de intérpretes toma as palavras dos profetas em seu valor nominal ou crê que Deus comunicou mensagens a eles, os quais as transmitiram, por sua vez e de forma consciente, ao povo. Vamos, pois, a uma das interpretações dos naturalistas, com as respectivas refutações:


II.1 - “ÊXTASE E O PROFETA”:

• ÊXTASE = No grego, significa literalmente ESTAR FORA DE SI MESMO. Essa palavra é usada para indicar alguma emoção dominante ou alguma exaltação mental, como um êxtase de alegria. No estado de êxtase o auto-controle e a auto-consciência acham-se num ponto mínimo; nesse estado extático pode-se receber visões revelatórias.

• Os intérpretes naturalistas dizem que um dos aspectos mais característicos da atividade dos profetas hebreus era um estado de êxtase que tendia produzir visões e idéias não naturais, e que sua crença de que eles eram divinamente dirigidos era simplesmente o resultado de um estado emocional.

• Para confirmarem sua interpretação, os naturalistas tomam por base a seguinte passagem bíblica: I Rs 18:26-28, no registro das atividades dos profetas de Baal: eles se movimentavam ao redor do altar; clamavam em altas vozes; se retalhavam com facas e lancetas, até derramarem sangue.

• As declarações de que os profetas israelitas se comportavam de maneira semelhante à dos profetas de Baal basearam-se em poucos versículos, uma vez que a maioria das referências aos profetas não contém qualquer sugestão a essa atitude. Porém, os naturalistas acrescentaram as seguintes passagens bíblicas para embasarem suas afirmações: Nm 11:24-30; I Sm 10:5-11; 19:18-24.


II.1.1 - REFUTAÇÕES:

• I Rs 18:26-28 - Notemos que este não é um registro sobre os PROFETAS HEBREUS. Ao contrário, vemos uma atitude tranquila e digna de Elias, o verdadeiro profeta e um profeta hebreu, que é um contraste vívido às atividades orgiásticas e extáticas atribuídas aos profetas de Baal (I Rs 18:30-37).

• Nm 11:24-30 – A passagem declara que setenta anciãos profetizavam num grupo e que dois homens profetizavam dentro do acampamento. Em seguida, Josué se encheu de ciúme por causa de Moisés, e pediu que ele os repreendesse. Mas Moisés respondeu: “Tomara todo povo do Senhor fosse profeta”. Tudo que é dito no restante sobre o caráter e as atitudes de Moisés não se encaixa com a idéia de que ele estava recomendando uma atividade descrita como orgiástica ou extática.

• I Sm 10:5-11 – Dizer que essa passagem descreve um grupo de profetas cantando desenfreadamente, dançando alucinadamente ou entrando em transe, é ir muito além do texto. Tudo o que se diz é que eles desceram a colina numa procissão, profetizando, precedidos por instrumentos musicais.

• I Sm 19:18-24 – O que se diz sobre os profetas é que os mensageiros de Saul “viram um grupo de profetas profetizando, onde estava Samuel, que lhes presidia”. Se os profetas estavam simplesmente louvando a Deus de várias formas, não há nada nessa declaração que sugira que eles estavam engajados em atividades emocionais ou extáticas.

• O versículo 20 da passagem acima, diz que “... o Espírito de Deus veio sobre os mensageiros de Saul e também eles profetizaram” – Isso também aconteceu no caso do segundo e terceiro grupos de mensageiros. Deve-se notar, porém, que não há uma evidência clara de algo psicologicamente estranho ou extático. Segundo os melhores estudiosos, esses mensageiros podem muito bem ter sido homens que criam no Deus de Israel e perceberam que Saul estava saindo dos princípios de justiça que Deus ordenara através do profeta Samuel, que havia ungido Saul como rei. Quando eles se colocaram na presença de Samuel e seus associados e os viram louvando a Deus, os mensageiros de Saul sentiram-se impelidos a demonstrarem sua unidade com os seguidores do Senhor. Não há prova de que qualquer um desses mensageiros tenha entrado em transe. O que é dito sobre eles não prova necessariamente qualquer característica extática dos seguidores de Samuel.

• Quanto ao fato do rei Saul ter profetizado, onde, inclusive a Bíblia descreve as ações daquele rei com a impressão de um estado mental anormal, devemos observar que a descrição NÃO SE REFERE AOS PROFETAS QUE ESTÃO ALI ENVOLVIDOS, MAS AO REI SAUL, o qual Deus já o havia rejeitado.

• Isto posto: Na verdade, há pouquíssimas evidências nos livros históricos ou proféticos de que os profetas hebreus estavam sujeitos a qualquer estado de êxtase ou entusiasmo não natural. A Bíblia ensina que Deus deu as mensagens aos seus verdadeiros profetas que, conscientemente, as escreveram, registraram e o Espírito Santo as preservou de qualquer erro. Até hoje, o Senhor tem velado sobre Sua Palavra e esta tem servido de guia ao Seu povo.


III – A ATIVIDADE DOS PROFETAS HEBREUS:

• Hb 1:1 – “Havendo Deus, outrora, falado, MUITAS VEZES E DE MUITAS MANEIRAS...”

• Em sua capacidade humana o profeta cometia erros. Observemos:

• (A) – II Sm 7:1-16 – Quando Davi disse ao profeta Natã que havia decidido construir um templo, o profeta disse para Davi: “... faze tudo quanto está no teu coração, porque o Senhor é contigo”. Naquela mesma noite Deus corrigiu Natã, posto que não era da vontade do Senhor que Davi construísse o Templo, mas o rei Salomão.

• (B) – I Sm 16:1-13 – Deus ordenou a Samuel que fosse a Belém ungir um dos filhos de Jessé, o qual iria substituir Saul como rei. À medida que o profeta olhava para os filhos mais velhos, sentia-se seguro de que o ungido do Senhor estava ali. Mas Deus lhe disse que estava errado. Apenas depois de Davi ter sido chamado do pastoreio das ovelhas é que Samuel soube que o filho certo estava perante ele.

• Desta forma, vemos que o profeta não era onisciente, tampouco um robô por meio de quem Deus fazia as palavras serem expressas. O Senhor aumentava a compreensão do profeta, mas também lhe dava ordens e mensagens para serem apresentadas exatamente da forma como foram dadas. Isso era feito através de vários métodos e maneiras. Vejamos:

• (1) – DEUS FALA POR MEIO DE SUA ETERNA VOZ – I Sm 3:1-9 – Isso sugere uma voz audível, que poderia ser compreendida por qualquer um nos arredores.

• (2) – DEUS FALA POR MEIO DA CONSCIÊNCIA (A VOZ INTERNA ou A VOZ SECRETA DA ALMA) DO PROFETA – I Rs 13 – Em alguns casos um profeta recebia uma mensagem direta e repentina de Deus, mas nenhuma voz divina era ouvida por outros próximos ao profeta. Assim, a passagem bíblica em apreço descreve uma situação em que o profeta, diante do altar, clamou subitamente a seu companheiro: “Assim diz o Senhor”, e começou a repreendê-lo, sem que houvesse qualquer indicação de que a voz de Deus fosse ouvida por outra pessoa, além do próprio profeta – I Rs 13:18-22.

• Leiamos ainda Is 7:3-4 – O Senhor havia falado com Isaías. Depois que o profeta encontrou com Acaz e lhe deu a mensagem, o rei respondeu de maneira insincera. Imediatamente, Isaías apresentou uma segunda mensagem com fatos que o profeta dificilmente poderia saber de antemão. Este caso também indica a revelação por meio de uma voz interna ou voz secreta da alma – Is 7:10-16.

• (3) – DEUS FALA PELOS OLHOS ESPIRITUAIS DO PROFETA – Esta era uma outra forma do profeta receber a mensagem divina: A capacitação divina de um profeta para ver realidades invisíveis aos olhos comuns.

• Nm 22:31 - Depois que um anjo do Senhor forçou o jumento de Balaão sair da estrada, o Senhor abriu os olhos de Balaão para ver o que antes era invisível a ele, embora visível ao jumento.

• II Rs 6:15-17 – Em outro incidente, quando o servo de Eliseu se apavorou com a visão do cerco do exército sírio, o profeta orou para que Deus abrisse seus olhos. O Senhor respondeu sua oração e capacitou o servo a ver os montes ao redor cheios de cavalos e carruagens de fogo, enviados para proteger o profeta Eliseu.

• (4) – DEUS FALA POR MEIO DE VISÃO OU QUADRO IMAGINÁRIO – Ez 37:1-10 – Aqui se descreve uma visão na qual o profeta Ezequiel viu ossos secos se juntando e sendo cobertos com músculos e carne, mas sem vida. O Senhor lhe disse para profetizar, ordenando ao vento que desse vida aos corpos mortos. Na visão, Ezequiel viu que “eles viveram, que se colocaram de pé e formaram um grande exército”. Essa e outras visões deram a Ezequiel revelações específicas de forma ilustrada, as quais ele poderia transmitir a seus ouvintes.

• Ez 40 – 48 – Nestes capítulos há, em detalhes, a descrição de uma situação futura. Esta foi dada ao profeta na forma de visão, que ele prosseguiu descrevendo em suas próprias palavras: o Espírito Santo o guardou de errar em sua descrição.

• Mq 4:1-4 – Aqui se descreve uma situação futura na qual multidões virão à casa do Senhor, e o Deus de Jacó repreenderá as nações longínquas, e o povo se sentará em completa segurança sob suas videiras e figueiras. Isso pode ter sido apresentado ao profeta em forma de um quadro, que ele descreveu em termos humanos.

• Is 2:1-5 – É provável que Deus tenha dado a Isaías a mesma visão que Miquéias, e que ele a tenha descrito em palavras muito semelhantes às que já havia ouvido daquele Profeta, mas que introduziu com a declaração: “Palavra que, em visão, veio a Isaías...” para indicar que ele não estava simplesmente copiando Miquéias, mas que teve a mesma visão.

• Ez 8:1-3; 11:24 – Ezequiel diz que foi transportado, em uma visão, da Caldéia para Jerusalém. Mais tarde, o Espírito de Deus o trouxe de volta, numa visão, para Caldéia. Entre estas duas declarações, Ezequiel descreve o que viu acontecer em Jerusalém. Parte do que ele viu pode ser uma descrição dos eventos que estavam ocorrendo em Israel naquele período.

• Porém, uma parte substancial do que Ezequiel viu, consistiu-se de realidades espirituais não visíveis ao olho comum – Ez 9:1-4; 10:1-5; 11:22-23.

• (5) – DEUS FALA PELA NATUREZA – Jn 1:4, 11-12; 2:1; 4:6-8 – Cinco coisas Deus preparou por causa de Jonas:

• (1) UMA GRANDE TEMPESTADE;

• (2) - UM GRANDE PEIXE;

• (3) - UMA PLANTA;

• (4) - UM VERME; e

• (5) - O VENTO ORIENTAL.

• Nisto podemos vislumbrar:

• (A) - As lições da natureza (Sl 8:3-4; Mt 6:28-29; 13:31-32; Mc 4:26-29; 13:24-31)

• (B) – A revelação da natureza (Sl 19:1-2; 29; 97:6; At 14:15-17; Rm 1:20)

• (C) - O louvor da natureza (Sl 65:13; 69:34; 98:8; 148:3; Is 44:23; 49:13; Is 55:12-13)

• (6) – DEUS FALA POR MEIO DE UM CICIO SUAVE (VOZ CALMA E SUAVE) – I Rs 19:9, 11-18 – Elias ficou fortificado e alimentado por meio da comida servida pelo anjo. Contudo, não voltou ao seu trabalho; resolveu andar 40 dias e 40 noites até o monte Horebe, no deserto de Sinai. Foi uma caminhada de mais de 1000 km a pé, fora da direção de Deus. Chegando a Horebe, entrou numa caverna, onde passou a noite.

• Então a Palavra do Senhor veio a Elias, dentro da caverna, dizendo: “Que fazes aqui, Elias?” – I Rs 19:9.

• O profeta Elias responde. Mas o Senhor ordenou que o Seu profeta viesse para fora, se pusesse perante a face do Senhor, pois Ele ia passar.

• Desta vez, Deus não falou pela natureza:

• (A) - Primeiro passou um grande e forte vento. Embora Deus se houvesse manifestado pelo vento, muitas vezes antes, Ele agora não estava no vento (Ex 19:16; Jó 38:1).

• (B) - Depois veio um terremoto. Mas, apesar de Deus se haver manifestado assim anteriormente, Ele não estava agora no terremoto (I Sm 14:15; Sl 68:8).

• (C) - Veio um fogo - Deus há pouco dias, se havia manifestado no Monte Carmelo pelo fogo (I Rs 18:38), como também o fez para com Abraão (Gn 15:17) e Moisés (Ex 3:1-4). Mas, agora, Deus não estava no fogo.

• Apareceu, por fim, uma voz mansa e delicada. Elias sentiu logo a presença do Senhor e encobriu o seu rosto. Deus falou com o Seu profeta (I Rs 19:12 cf Hc 3:3-4)

• (7) - DEUS FALA PELAS ESCRITURAS - “Se ele chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (e a Escritura não pode ser anulada)” – Jo 10:35

• Os céticos atacam a Bíblia, mas depois recuam, perplexos;

• Os agnósticos zombam dos ensinamentos da Bíblia, mas não conseguem formular uma refutação intelectual genuína;

• Os ateus negam a validade da Bíblia, mas são obrigados a render-se ao verificarem que ela é acurada historicamente e provada pela arqueologia.

• Somente no Velho Testamento os escritores bíblicos afirmam 3000 vezes que Deus falou alguma coisa. Apenas nos cinco primeiros livros da Bíblia encontramos várias frases assim:

• (A) - “E CHAMOU O SENHOR DEUS AO HOMEM”

• (B) - “E DISSE O SENHOR DEUS À MULHER”

• (C) - “E DISSE O SENHOR A NOÉ”

• (D) - “E DEUS FALOU A ISRAEL”

• (E) - “DISSE DEUS”

• (F) - “E FALOU O SENHOR DIZENDO”

• (G) - “E ORDENOU O SENHOR”

• (H) - “OUVI A PALAVRA DO SENHOR”

• (I) - “DIZ O SENHOR”

• (8) - DEUS FALA ATRAVÉS DOS SONHOS (Gn 28:12; 31:24; 37:5; 40:5, 41:8; 42:9; Nm 12:6; Jz 7:13; I Rs 3:5; Jó 33:14-18; Dn 2:1; Mt 1:20; 27:19)

• (9) - DEUS FALA ATRAVÉS DOS ANJOS (Gn 19:12-23; Lc 1:5-25)

• (10) - DEUS FALA ATRAVÉS DE JESUS CRISTO (Hb 1:1-2)


IV - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• Se uma pessoa rejeita o fato de que Deus falou aos profetas, não haverá fim para a variedade de explicações possíveis que a criatividade humana possa inventar, mas para as quais não há base sólida. Porém, se acreditamos num Deus pessoal, não há dificuldades para aceitarmos a reivindicação bíblica de que Ele falou aos profetas e deu-lhes mensagens e os profetas tendo-as recebido conscientemente, transmitiram-nas para o povo, conforme ordenava o Senhor.

• Não esqueçamos: “... Toda carne é erva, e toda a sua beleza, como as flores do campo. Seca-se a erva, e caem as flores, soprando nelas o hálito do Senhor. Na verdade o povo é erva. Seca-se a erva e caem as flores, mas a Palavra do nosso Deus subsiste eternamente” – Is 40:6-8. Amém.


FONTES DE CONSULTA:

• Tenney, Merril C. – Enciclopédia da Bíblia Cultura Cristã – Ed. Cultura Cristã

• Graham, Billy - Como Nascer de Novo - Editora Betânia

• Lições Bíblicas Maturidade Cristã - Edições CPAD - 1º Trimestre de 1993 - Comentarista: Geremias do Couto

• SENAMI EM FOCO - Órgão Informativo da Secretaria Nacional de Missões - Ano 3 - número 24 - Março de 1999

• Jornal Mensageiro da Paz - Outubro de 1997

• Jornal Mensageiro da Paz - Outubro de 1998

• Minhas anotações pessoais