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26 de mar de 2014

1º TRIMESTRE DE 2014 - LIÇÃO Nº 13 - 30/03/2014 - "O LEGADO DE MOISÉS"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL 
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ 
LIÇÃO Nº 13- DATA: 30/03/2014 
TÍTULO: “O LEGADO DE MOISÉS”
TEXTO ÁUREO – Dt 34.7
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Dt 34.10-12; Hb 11.23-29
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/








I – INTRODUÇÃO:




Hb 11.23-29 – O livro de Êxodo apresenta-nos a história de Moisés, o grande heroi de Deus. D. L. Moody disse que Moisés gastou...




(A) – 40 anos no Egito pensando que era alguém;




(B) – 40 anos em Midiã aprendendo que não era ninguém; e




(C) – 40 anos no deserto descobrindo o que Deus pode fazer por meio de um ninguém.





II – MOISÉS NO EGITO: 40 ANOS PENSANDO QUE ERA ALGUÉM:




Os planos de Deus acerca de Moisés incluíam sua passagem pelo palácio de Faraó, onde teve a oportunidade de se tornar um eloquente participante da vida real daquele país, que era o centro político, econômico e cultural do mundo, àquela época.




(1) - Ex 2.10; At 7.22 – Moisés foi viver no palácio de Faraó como “menino grande”. A Bíblia não revela a sua idade, quando de sua adoção definitiva pela filha do rei. Contudo, houve uma mudança radical no estilo de vida de Moisés. Ali, ele foi educado para ser ninguém menos que o herdeiro do trono egípcio: Tomou contato com a ciência e a literatura do País; conheceu a vida na corte de Faraó (suas festas e reuniões importantes); conheceu os cultos egípcios com seus rituais; familiarizou-se com as artes egípcias, que excediam a de muitos povos; e, para ser poderoso em palavras e obras, certamente foi preparado na oratória e na administração.




(2) – Ex 2.11 – Quando tinha cerca de 40 anos, após assumir importantes funções no palácio de Faraó (como era de se esperar de um membro da família real), Moisés passou a conhecer o seu povo. Observemos:




(2.1) – IDENTIFICAOU-SE COM SEUS IRMÃOS – Ao deixar o palácio, Moisés procurou verificar como eram tratados seus irmãos de raça. Ele viu como sofriam debaixo da servidão dura dos egípcios, enquanto ele, Moisés, que era também hebreu, regalava-se com as mordomias palacianas.




(2.2) – MOISÉS DEFENDEU UM HEBREU – Ex 2.11-12 – Ao atentar para o trabalho de seus irmãos, Moisés “viu que um varão egípcio feria um varão hebreu”. Certamente de um temperamento do tipo sanguíneo, olhou para um lado e para o outro, e, não vendo ninguém, investiu contra o agressor e o matou.




Ali estava o homem escolhido por Deus para ser o grande líder de Seu povo, cometendo um assassinato e ocultando o cadáver! Moisés pensava que usando sua própria força estaria agindo de modo correto. Entretanto, não era assim que Deus queria usá-lo; não seria por força nem por violência, mas pelo Espírito do Senhor – Zc 4.6.




Essa atitude de Moisés mostra que o seu preparo intelectual, cultural, social e emocional adquiridos no Egito não lhe davam condições de equilíbrio e serenidade, tão necessárias a um líder do povo de Deus.




O descontrole emocional não aconteceu apenas com Moisés. Hoje, é comum ver-se líderes totalmente despreparados em termos emocionais para o exercício da função. Isso tem “matado” muita gente, pelo tratamento grosseiro e sem amor de certos líderes evangélicos. Tal comportamento é contrário à Palavra de Deus, que nos orienta da seguinte forma:




(A) – Considerar os outros superiores a nós mesmos – Fp 2.3;




(B) – Só fazer aos outros o que desejamos para nós – Mt 7.12; e




(C) – Não agir como por força, nem como tendo domínio – I Pe 5.2-3.




(3) – NADA FICA ENCOBERTO – Ex 2.12 – Após matar o egípcio, Moisés o ocultou na areia. No dia seguinte, pensando que tudo estava bem, percebeu que dois hebreus contendiam. Com o ânimo de apaziguar a desavença, Moisés dirigiu-se ao agressor, repreendendo-o. Foi nessa ocasião que ele constatou que seu crime não estava oculto. O hebreu, de certo com arrogância, perguntou a Moisés se estava pensando em fazer o mesmo que fizera com o egípcio no dia anterior.




Tal fato nos serve de lição, demonstrando que se nossas atitudes podem ser observadas por pessoas em nosso redor, quanto mais pelo Deus onisciente, que a tudo observa:




(A) – Deus conhece o assentar e o levantar – Sl 139.2;




(B) – Deus entende o pensamento de longe – Sl 139.3; e




(C) – Ninguém pode fugir do Espírito de Deus – Sl 139.7-10.




(4) – PERDEU A CONDIÇÃO DE FILHO DA FILHA DE FARAÓ - Ex 2.15 – Diante da descoberta do crime, Moisés foi perseguido por Faraó, que, com ira, queria mata-lo. Em face daquela circunstância, e tendo em vista a conscientização que ele tivera acerca de seu povo, de seus irmãos, do seu sofrimento e opressão, Moisés decidiu uma vez por todas abandonar o Egito.




Quanta riqueza e importância foram deixadas de lado de forma consciente. Na verdade, ser filho de Deus é mais importante do que qualquer outra condição social deste mundo. Temos uma herança muito mais importante – Sl 37.29; Is 65.9; Mt 5.5; Gl 4.7.




(5) – ESCOLHEU SER MALTRATADO COM O POVO DE DEUS – Ex 2.16; Hb 11.25 – Fugindo do Egito, Moisés passou a ser um homem procurado pela justiça do rei. Mesmo distante de seus irmãos e indo habitar na terra de Midiã, Moisés passou para o lado dos de sua raça, preferindo estar assim, a por pouco tempo ter o gozo do pecado.





III – MOISÉS EM MIDIÃ: 40 ANOS DESCOBRINDO QUE NÃO ERA NINGUÉM:




A vida trepidante do palácio fez de Moisés um temperamental. Toda cultura, as ciências e letras do Egito não foram suficientes para credenciar Moisés como um homem chamado por Deus.




Moisés precisava de outro aprendizado; então, Deus o levou Moisés para a Sua “UNIVERSIDADE DA SOLIDÃO”, localizada em Midiã. Lá Moisés teve o seu preparo completado.




(1) – CASOU-SE COM UMA CAMPONESA, E NÃO COM UMA PRINCESA – Ex 2.21 – O jovem Moisés estava sendo preparado para ter um casamento real, na corte egípcia, visto que fora criado pela filha de Faraó. Esse era o plano humano. Entretanto, Deus tinha outro plano para a vida de Moisés. Ao chegar em Midiã, foi acolhido pelo sacerdote da terra, de nome Jetro, que lhe deu sua filha Zípora por esposa. Sem dúvida alguma foi a esposa que o Senhor preparou para o futuro líder de Israel, que haveria de passar quarenta anos caminhando pelo deserto.




(2) – FOI PEREGRINO, E NÃO ENTRONIZADO – Ex 2.22;




(3) – COMO PASTOR, APRENDEU COM AS OVELHAS A TER PACIÊNCIA, HUMILDADE E SIMPLICIDADE – Ex 3.1 – No deserto, apascentando o rebanho de seu sogro, Moisés foi sendo talhado para o cumprimento da missão extremamente difícil que lhe seria confiada dentro de mais algum tempo.




Talvez Moisés pensasse que Deus o havia esquecido. Porém, quem pode sondar os passos da providência? Eis que aos oitenta anos de idade Moisés é convocado a uma sublime missão: libertar os hebreus da servidão. Após as relutâncias iniciais, dirige-se ao Egito. Lá mostra ao povo as credenciais que lhe entregara Jeová. Apresenta-se em seguida ao estulto Faraó e entrega-lhe o sucinto recado de Deus: “Deixa o meu povo ir”.





IV – MOISÉS NO DESERTO: 40 ANOS DESCOBRINDO O QUE DEUS PODE FAZER POR MEIO DE UM NINGUÉM:




Deus não chama ninguém sem que lhe dê as devidas credenciais. Estas se constituem sinais evidentes de que a pessoa chamada tem autoridade do Senhor para cumprir uma determinada missão. Isso é fator fundamental para o sucesso da ação. Sem os sinais de Deus na vida, o obreiro se torna frágil, inseguro, duvidoso, derrotado.




Deus chamou um homem que se tornara simples pastor de rebanho de seu sogro, durante décadas, para ser enviado à presença do maior governante do seu tempo, com o objetivo de lhe dizer que Jeová, o Deus Todo-Poderoso, lhe dava ordens. Mais que isso: Como Deus chamou um homem, preparando-o para liderar cerca de três milhões de pessoas, em sua saída do Império Egípcio em demanda da Terra Prometida.




(1) – CONDIÇÕES DE MOISÉS – Depois de 40 anos na “UNIVERSIDADE DA SOLIDÃO”, na calmaria do deserto de Midiã, Moisés completou o seu curso de preparação de liderança segundo a vontade de Deus.




No Egito, os animais que mais conhecera de perto foram os cavalos de Faraó. Em Midiã, conheceu muito bem as ovelhas de seu sogro e, com elas, aprendeu, certamente, muitas coisas, inclusive a paciência, a submissão, a humildade e a dependência do pastor. Outras qualificações ele já houvera adquirido no Egito, tais como comando, controle, organização, direção, etc.




A cultura egípcia já ficava um tanto para o passado. Agora, Moisés, sem o apoio político da filha de Faraó, era um homem pobre, humilde, que nem era dono sequer do rebanho que cuidava. Era um peregrino em terra estranha.




Isso mostra que Deus, quando chama alguém, procura dar-lhe preparo indispensável para o cumprimento da missão. Em nossos dias, tem ocorrido grandes decepções no ministério e, principalmente, na obra missionária, porque homens tem sido enviados sem terem o preparo exigido por Deus.




(2) – A CHAMADA PROPRIAMENTE DITA – Ex 3.10 – Temos aqui uma chamada específica para uma missão definida. Para tanto, Deus deu credenciais a Moisés.



Ex 3.11 – Ante à indagação de Moisés, o Senhor ofereceu as indicações insofismáveis de Sua chamada e autoridade dadas a Seu servo. Vejamos:



(A) – O SENHOR ERA COM ELE – Ex 3.12a – Essa foi a primeira credencial. Consciente da presença de Deus em sua vida, Moisés poderia estar seguro de que contaria com direção divina, com a orientação necessária para o êxito da missão e com o poder de Deus par agir em Seu Nome.




É por demais importante e até indispensável que aqueles que desejam trabalhar na obra do Senhor tenham certeza de que Deus está com eles. Grandes decepções e fracassos tem havido em muitas Igrejas, porque enviam pessoas para o trabalho sem que essas demonstrem ter a presença de Deus em suas vidas.




Se o Senhor não for com o obreiro, virão lutas sem vitórias, as tentações avassaladoras, a insegurança, a falta de poder, e a derrota no ministério não legitimado pelos sinais da presença de Deus.




(B) – UM SINAL PARA O FUTURO – Ex 3.12c – Deus prometeu a Moisés que, como prova de sua chamada, um dia ele haveria de retornar àquele lugar, ao monte, para servir a Deus com o povo que haveria de libertar. Sem dúvida alguma, esse é um apelo à fé do homem chamado por Deus. Não era um sinal imediato, visível a olhos humanos. Moisés não questionou esse sinal, numa prova que creu no Senhor. A razão quer ver para crer; a fé crê para ver; ela é a prova daquilo que não se vê – Hb 11.1.





V – O LEGADO DE MOISÉS:




(1) - Suportou murmurações (Ex 15:24);




(2) - Alimentou uma multidão (Ex 16:15-16);




(3) - Teve seu rosto iluminado (Ex 34:35);




(4) - Os irmãos estiveram contra ele (Nm 12:1);




(5) - Intercedeu pelo povo (Ex 32:32);




(6) - Escolheu 70 auxiliares (Nm 11:16);




(7) - Esteve a sós com Deus 40 dias em jejum (Ex 24:18);




(8) - É chamado de Servo do Senhor (Ex 14:31);




(9) – Foi fiel em toda sua casa (Nm 12:7; Hb 3:5)




(10) – Foi chamado de homem de Deus (Dt 33:1)




(11) - Profeta que não teve igual (Dt 34:10-11)




(12) Foi chamado de o escolhido de Deus (Sl 106:23)




(13) - Foi difamado e invejado pelos próprios irmãos; era humilde; tinha uma comunhão extraordinária com Deus; tinha um relacionamento íntimo com Deus; tinha um amor fraternal ao orar pelos seus difamadores e Deus atendia as suas súplicas (Nm 12:2-3, 6, 8, 13, 14)




(14) – Pronunciou palavras de encorajamento para o seu sucessor - Dt 31:1-3, 7-8, 23.




(15) – Mesmo sabendo que ia morrer, preocupou-se com o futuro do seu povo - Nm 27:12-17;




(16) - Nm 27:18-23 - Deus atendeu à oração de Moisés. O melhor tipo de líder é aquele que é escolhido por Deus.





VI - CONSIDERAÇÕES FINAIS:




Nesta última lição, vimos que Moisés teve que se submeter às mais diversas aprendizagens, antes de iniciar a libertação dos hebreus. Em primeiro lugar, passou quarenta anos na corte faraônica, onde entrou em contato com a ciência do Egito. No seu entender, a cultura do Nilo era mais do que necessária para ajuda-lo no desempenho de sua tarefa. Todavia, haveria ainda de assimilar outras lições, pois os obreiros do Senhor não podem orbitar apenas em torno de teorias. Há de ter também suas próprias experiências. Por esse motivo, levou-o a divina providência a Midiã. Na companhia de Jetro, aprendeu a apreciar as agruras da vida campesina e a rudeza da gente comum. Foram mais quarenta anos de aprendizado. E, só então, foi convocado por Jeová a realizar a grande obra de libertação dos hebreus.




Como obreiros de Cristo, precisamos trilhar o mesmo caminho. Além das teorias (que são necessárias), necessitamos ingressar, de igual modo, na escola das experiências e das lágrimas. Só assim estaremos aptos a entender a dor e a agonia de nossos semelhantes. Diz o profeta Isaías que Cristo foi um Homem de dores. E, como Seus discípulos, não estamos imunes aos cardos e espinhos que juncam o ministério cristão. Portanto, soframos com Cristo para que com Ele também sejamos glorificados e, assim, deixemos um legado para as futuras gerações. Amém.


FONTES DE CONSULTA:
Estudo Panorâmico da Bíblia – Editora Vida – Henrietta C.Mears
Lições Bíblicas CPAD – 4º Trimestre de 1991 – Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima
Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia – Editora e Distribuidora Candeia – R. N. Camplin e J. M. Bentes

19 de mar de 2014

1º TRIMESTRE DE 2014 - LIÇÃO Nº 12 - 23.03.2014 - "A CONSAGRAÇÃO DOS SACERDOTES"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 12- DATA: 23/03/2014
TÍTULO: “A CONSAGRAÇÃO DOS SACERDOTES”
TEXTO ÁUREO – Hb 9.22
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Ex 29.1-12

PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/









I – INTRODUÇÃO:





A consagração dos sacerdotes incluía: lavagem cerimonial, paramentação e unção, e a oferta de três sacrifícios em favor dos sacerdotes. Isto porque, aquele que fosse ministrar diante de Deus precisava antes experimentar em sua própria vida aquilo que procuraria levar os outros a experimentar.





II – A CONSAGRAÇÃO DOS SACERDOTES:




Ex 29.1-37 – Nesta passagem tem-se a descrição da cerimônia de consagração dos sacerdotes, estabelecida por Deus e que teve dois efeitos práticos:




(1º) – Levou todo o povo a impressionar-se com a importância do sacerdócio; e




(2º) – Levou os próprios homens que seriam consagrados a tomarem consciência do valor e da importância das funções que estavam recebendo de Deus.




A cerimônia de consagração constava dos seguintes atos, todos eles simbólicos:




(1) – LAVAGEM DOS SACERDOTES COM ÁGUA – Ex 29.4 – A água tinha dois sentidos:




(1.1) – O de travessia de uma situação para outra, para entrada numa situação de privilégio. Foi neste sentido que o povo foi batizado em Moisés e na água ao atravessar o Mar Vermelho, deixando para trás a escravidão do Egito para alcançar a terra prometida por Deus; e




(1.2) – Lembrava aos sacerdotes o seu dever de serem zelosos, buscando ser espiritualmente puros diante de Deus – Hb 10.22.




A grande necessidade e a importância da pureza moral ou santidade, podem ser avaliadas nas seguintes passagens bíblicas: Is 52.11; Jo 13.10; II Cor 7.1.




(2) – VESTIDURA COM AS VESTES ESPECIAIS, PREPARADAS SEGUNDO ESPECIFICAÇÕES FEITAS PELO PRÓPRIO DEUS – Ex 29.5-9 – Com essas roupas os sacerdotes seriam investidos em funções e vistos pelo povo como separados para o ofício sacerdotal. Cada parte das vestes e da ornamentação tinha um sentido espiritual, simbolizando realidades eternas, prefigurando as belezas e a dignidade eternas de Cristo. Enfim, os sacerdotes de Deus devem estar adornados conforme a beleza da santidade.




(3) – A UNÇÃO DOS SACERDOTES – Ex 29.7; Lv 8.12, 24, 30; 10.7 cf Sl 132; I Jo 2.27 – O óleo da unção devia ser derramado sobre a cabeça do sacerdote. Esse ato seria o símbolo da presença, aprovação e capacitação do Espírito Santo para o desempenho de uma missão especial. Não basta termos o Espírito de Deus para a formação do nosso caráter cristão; precisamos da Sua unção para que possamos exercer os serviços do Senhor.





III – OFERTAS DE SACRIFÍCIOS PARA EXPIAÇÃO DOS PECADOS E DEDICAÇÃO DA VIDA A DEUS:




Ex 29.10-21 – Os sacrifícios seriam três: Um novilho ou bezerro para o sacrifício pelo pecado (Ex 29.10-14); um carneiro para a oferta queimada (Ex 29.15-18); e outro carneiro para a consagração (Ex 29.19-21).




(1) – O BEZERRO DA CONSAGRAÇÃO - Ex 29.10-14 – Aponta para a pessoa de Jesus como o servo sofredor, cheio de mansidão.




O fato de Arão e seus filhos porem as mãos sobre a vítima indica a sua identificação com ela.




O bezerro degolado, cujo sangue derramava-se à base do altar, aponta para Jesus – Is 53.12 cf Lv 17.11.




As entranhas do animal eram queimadas sobre o altar, dentro do arraial. Jesus deixou-se gastar em favor do Seu povo Israel.




Ex 29.14 cf Hb 13.11, 15-16 - O restante, como a carne, a pele, o esterco, etc., tudo deveria ser queimado fora do arraial, por ser oferta pelo pecado. Jesus foi morto fora das portas de Jerusalém. Se queremos oferecer a Deus verdadeiros sacrifícios de louvor, nos quais Ele se compraz, temos de seguir o exemplo de Jesus, que ofereceu-Se em sacrifício na cruz, fora dos muros de Jerusalém.




(2) – OS CARNEIROS DA CONSAGRAÇÃO – Ex 29.15-21 – Depois de imporem as mãos sobre o primeiro carneiro, que é um tipo de Cristo como ofertante, degolam-no, partem-no em pedaços, lavam-lhe as entranhas e pernas e em seguida queimam-no totalmente.




As entranhas, bem como as pernas lavadas com água, falam da plena santidade de Cristo, tanto íntima como exterior. Indicam, portanto, a nossa correta maneira de andar – Hb 13.20-21.




Ex 29.19-22 - Depois, tomava-se outro carneiro – tipo de Cristo como oferta -, qual, mediante imposição de mãos, era degolado e com o seu sangue ungia-se a orelha direita e o dedo polegar da mão e do pé direito de Arão e de seus filhos.  




A orelha direita indica que os ouvidos dos sacerdotes estavam ungidos e prontos para ouvir a Palavra de Deus.




Os polegares da mão direita de Arão e seus filhos indicam a prática do bem as boas obras – Ef 2.10.




Os polegares dos pés indicam preparação para caminhar pelo reto caminho – Sl 1.1.




Esta unção da orelha à ponta dos dedos dos pés, indicando as extremidades do corpo, nos ensina a empregarmos toda a nossa vida a serviço de Deus – Sl 103.1-2.




O fato da unção com sangue apenas no lado direito, identifica os sacerdotes com os escolhidos de Cristo, os quais estão à direita – Mt 5.33-34.





IV – CRISTO, PERPÉTUO SUMO SACERDOTE:









MELQUISEDEQUE significa “REI DA JUSTIÇA”; “O REI É JUSTO”; “MEU REI É JUSTIÇA”; “O MEU REI É ZEDEQUE (JUSTIÇA)”.









Melquisedeque não é Jesus, pois este é superior àquele - Gn 14:18-24 cf Hb 6:19-20 cf Hb 7:1-2 – Observemos:









(1) - Não houve nenhuma adoração de Abraão a Melquisedeque;









(2) – “SEGUNDO A ORDEM DE MELQUISEDEQUE” - Ou seja, assumiu a posição de Melquisedeque, isto é, nivelou-se a Melquisedeque. Porém, JESUS FOI O “PRECURSOR” e “feito ETERNAMENTE SUMO-SACERDOTE” (At 7:55-56).









(3) - Hb 7:1-2 - Melquisedeque “ERA” rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo. “E, primeiramente, é POR INTERPRETAÇÃO, rei de Justiça e depois também rei de Salém, que é rei da Paz”.









(3.1) - Jesus nunca “ERA”; Ele sempre “É” - Sl 23:1; Mc 2:28; Jo 1:49; 12:12-16; 18:33-40; 19:1-5, 12-16; 17-22; Fp 2:10-11; I Tm 1:17; 6:15; Apc 1:5; 15:3; 17:14; 19:16









(3.2) - Hb 7:1-2 - O nome MELQUISEDEQUE é citado ANTES DOS TÍTULOS. De igual modo, Jesus veio primeiro para dar a JUSTIÇA DE DEUS aos homens. Na segunda vinda, Jesus dará PAZ UNIVERSAL. Assim também, em nossa experiência pessoal, primeiro recebemos a JUSTIÇA com a purificação dos pecados e, em segundo, experimentamos Sua PAZ.









(3.3) - Hb 7:3 - SEM GENEALOGIA - Não quer dizer, na verdade, que Melquisedeque não tinha pai, mãe, nem fim de governo, mas está fazendo UMA COMPARAÇÃO LITERÁRIA, ou seja, DA MESMA FORMA COMO MELQUISEDEQUE APARECE SUBITAMENTE EM Gn 14, sem genealogia e sem menção de sua morte, assim  Cristo, na verdade, NÃO TEVE PRINCÍPIO E NEM FIM, POIS CRISTO É ETERNO (Apc 1:8).









Ainda mais: Ed 2:1-2, 36, 40-42, 61-63 - SERÁ QUE TODOS ESTES SACERDOTES QUE NÃO TINHAM GENEALOGIAS ERAM JESUS PRÉ-ENCARNADO?









(3.4) - Melquisedeque apareceu de repente. Assim, o Rei Jesus aparecerá de repente para arrebatar a sua Igreja.









(3.5) - Abraão era profeta (Gn 20:7), Melquisedeque era sacerdote e rei, JESUS É PROFETA (Dt 18:18; Is 42:1 cf Rm 15:8; At 3:22-23; Mc 1:27; 6:4, 15; Jo 4:16-19; 6:14; 9:17; Lc 7:16; 24:19), SACERDOTE (Hb 8:1-3) E REI (Sl 110:1-4; Zc 6:13 cf Hb 10:13; Is 11:1-9; Sl 72; Jo 18:36; Mt 25:31; Lc 23:42;).









(4) - REI DE JUSTIÇA - REI DE PAZ - (Is 9:6; 32:1; Ef 2:13-16; I Tm 6:13-16).









(5) - Gn 14:18-20 cf Gn 15:1; 17:1.









(6) - Gn 14:23 - NÃO TOMAREI COISA ALGUMA DO QUE É TEU - Será que o rei de Sodoma é SATANÁS ENCARNADO?









(7) - REI e SACERDOTE - Melquisedeque era maior que Abraão e, por isso, o abençoou (Hb 7:1, 4, 6) - JESUS É MAIOR DO QUE TODOS E NELE ALCANÇAMOS TODAS AS BÊNÇÃOS ESPIRITUAIS (Zc 9:9; Jr 23:5-6; Hb 4:15; 5:4-10 cf Hb 7:4; Ef 1:3).









(8) - PÃO E VINHO - Melquisedeque trouxe pão e vinho para Abraão, após este ter alcançado uma vitória. Cristo nos convida à Sua mesa para, com o pão e o vinho, SÍMBOLOS DE SUA MORTE, fortificar a vida daqueles que estão empenhados numa luta espiritual.









(9) - Não houve mais cumulação dos cargos de SACERDOTE-REI - Nm 3:10 cf II Cr 26:16-21.











V – CONSIDERAÇÕES FINAIS:









O sacerdócio instituído por Deus para o povo hebreu era provisório. Os sacerdotes prefiguravam a pessoa do eterno e perfeito Sumo Sacerdote, que Deus manifestaria no mundo para a nossa redenção, para ser o único e perfeito Mediador entre homens e Deus: Jesus Cristo. Ele mesmo se deu em sacrifício pela nossa salvação. Como eterno Sumo Sacerdote, Jesus entrou no santuário de Deus, no céu, tendo se oferecido a Si mesmo como perfeito sacrifício, o do Filho e Cordeiro de Deus, e abriu, inaugurando para nós, um novo caminho, pelo qual podemos entrar até à presença de Deus – Hb 10.19-21.









FONTES DE CONSULTA:


Lições Bíblicas - CPAD - 2º Trimestre de 1995 - Comentarista: Valdir Nunes Bícego 

Conhecendo as Doutrinas da Bíblia - CPAD - Myer Pearlman 

Títulos e Dons do Ministério Cristão - CPAD - Estêvam Ângelo 

O Tabernáculo e a Igreja – CPAD – Abraão de Almeida

Comentário Bíblico Devocional – Editora Betânia – F. B. Meyer