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6 de mai de 2013

2º TRIMESTRE DE 2013 - LIÇÃO Nº 06 - 12/05/2013 - "A INFIDELIDADE CONJUGAL"

IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ENGENHOCA 
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
LIÇÃO 06 - DIA 12/05/2013
TÍTULO:  “A INFIDELIDADE CONJUGAL”
TEXTO ÁUREO: Pv 6.32
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Pv 5.1-5; Mt 5.27-28
e-mail: geluew@yahoo.com.br
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO




I – INTRODUÇÃO:

Tg 4.7 – Esta palavra é para todos. Devemos começar a resistir quando o diabo começa a tentação. Não fiquemos a princípio namorando o pecado, posto que só descobriremos muito tarde que a nossa reputação e caráter imaculado já desapareceram. O pecado é uma serpente que morde quando menos esperamos. Portanto, se em qualquer momento sentirmo-nos atraídos ilicitamente por alguém, levemos imediatamente tais sentimentos ao Senhor Jesus em oração, e não nos detenhamos até termos a certeza de que estamos perfeitamente libertos da cilada do diabo.


II – QUANDO O ADULTÉRIO ALCANÇA OS SERVOS DE DEUS:

II Sm 11 – O estudo do relacionamento de Davi e Bate-Seba é bastante significativo. Sobre a convivência dos dois, não há muitos registros. Por isso, a grande contribuição da história do casal para hoje está na forma como o relacionamento se estabeleceu, bem como suas consequências.

(1) – O INÍCIO DO RELACIOMENTO – Os fatores que caracterizaram o contexto do início do relacionamento de Davi com Bate-Seba eram ingredientes explosivos para mexer com o coração de qualquer ser humano. Se não, vejamos:

(1.1) – ERA PRIMAVERA – II Sm 11.1 – Época das flores, combustível da paixão por seu perfume, beleza e delicadeza.

(1.2) – ISRAEL ESTAVA EM GUERRA - Combustível da carência afetiva gerada pela ansiedade, insegurança, medo e recessão.

(1.3) – ERA TEMPO DE SAIR, MAS DAVI FICOU EM CASA... ESTAVA SÓ - II Sm 11.1-2 – Antes, Davi dizia: - “De madrugada te buscarei” – Sl 63.1 -. Agora, quando devia orar, vigiar e procurar saber como estavam seus soldados no campo de batalha, foi dormir e, depois, passear no terraço real de sua casa.

Esse passeio custou muito caro ao soberano de Israel. Levou-o à tentação, à cobiça da mulher do próximo e, por fim, ao adultério.

Quando estamos na vontade de Deus, temos poder (At 5.32); quando perdemos a graça de Deus, a preguiça dá lugar à tentação.

(1.4) – BATE-SEBA, MULHER MUI FORMOSA, FOI TOMAR BANHO EM LOCAL INAPROPRIADO – II Sm 11.3 – Ela contribuiu para a queda de Davi. Ou seja, uma pessoa pode levar outra a pecar.

O exibicionismo da mulher de Urias, levou Davi a quebrar um dos maiores preceitos de Deus – Lv 18.20.

O cristão devemos ter cuidado com nosso modo de vestir e de andar diante do sexo oposto. Fazemos parte daqueles que vivem nos balneários, nas praias, onde se propaga o nudismo?

(1.5) – DAVI INTERESSOU-SE – Como bom estrategista, pediu que se tomassem informações acerca de Bate-Seba – II Sm 11.3

(1.6) – DAVI ENVIOU MENSAGEIROS – Mandou trazer Bate-Seba e deitou-se com ela – II Sm 11.4


III – SURGEM AS CONSEQUÊNCIAS DA INFIDELIDADE:

Tudo seria perfeito, não fossem os imprevistos. Davi não contava com a gravidez de Bate-Seba. E com a gravidez, vieram os problemas – II Sm 11.5. E agora? Como resolvê-los?

Para um rei, famoso por suas estratégias de guerra, seria fácil resolver a situação.

Assim, Davi elaborou seus planos:

PLANO A: - Chamaria Urias de volta da guerra; ele se deitaria com sua mulher, Bate-Seba, e solucionaria o problema da gravidez ocorrida na ausência do marido.

Urias foi chamado e, depois de uma conversa, Davi o autorizou a ir para casa, enviando-lhe presente – II Sm 11.9

Mas o plano não deu certo. Davi não contava com as virtudes de Urias, que se negou a ir para casa, alegando questão de consciência: afinal, era tempo de guerra, não de lazer.

Urias radicalizou e dormiu ao relento.

 PLANO B: - Davi embebedaria Urias para que ele fosse bêbado para casa.

Porém, este plano também não funcionou: Urias manteve-se em sua posição.

PLANO C: - Davi decide pela morte de Urias – II Sm 11.15.

Este último plano “deu certo”: Davi casou-se com Bate-Seba – II Sm 11.27.

Querendo resolver a seu modo o pecado do adultério, Davi envolveu-se numa trama diabólica de mentiras e assassinato.

O “PLANO C” teria sido perfeito, se não fosse a onisciência de Deus. Ele sabe de tudo, Ele tudo vê.

Um dos problemas do ser humano é que nunca se lembra de que um pecado chama outro pecado. Da mesma forma como ele não considera Deus quando decide pecar, também não considera Deus quando quer vencer o pecado.


IV – UM PROFETA NA VIDA DOS QUE PRATICARAM A INFIDELIDADE CONJUGAL:

A relação de Davi e Bate-Seba foi edificada com material de péssima qualidade: Adultério, mentira e assassinato. A relação com Deus não foi levada em consideração. O resultado foi a morte de Urias, a morte do filho do adultério, num exemplo concreto de que “o salário do pecado é a morte”.

Porém, como o “dom gratuito de Deus é a vida eterna”, eis que aparece Natã, um profeta do Senhor, não para dizer o que Davi gostaria de ouvir, mas dizer aquilo que precisava ouvir.

II Sm 11.9, 13 – Diante da contundência da palavra de Deus, Davi reconheceu o seu erro.

Casos ocultos de infidelidade podem ser revelados quando há profetas dispostos a confrontar nossas práticas com a Palavra de Deus.

Entretanto, quando há, da parte dos envolvidos, humildade para reconhecer erros, Deus está sempre pronto a perdoar e possibilitar a restauração, pois na abundância do pecado, há a superabundância da graça de Deus (II Sm 11.13; Rm 5.20).


V – LIÇÕES E ORIENTAÇÕES PARA OS NOSSOS DIAS:

Via de regra, o adultério não se dá por um acaso. Antes, há uma história, norteada por passos bem claros e definidos. Poderemos estar convergindo em direção a um adultério, quando os seguintes passos são tomados:

(1) – TERMOS UMA NECESSIDADE QUE NOSSO CÔNJUGE NÃO ESTÁ PREENCHENDO – Necessidade de atenção, aprovação ou afeição. Se um destes requisitos não são preenchidos, um dos cônjuges então começa a buscar em alguém (ainda que inconscientemente), a satisfação de uma destas brechas.

(2) – SENTIMO-NOS MAIS CONFORTÁVEIS EM NOS “ABRIR” COM ALGUÉM QUE NÃO SEJA O NOSSO CÔNJUGE – As dificuldades do dia são compartilhadas com certo prazer em um almoço, um encontro, uma carona no carro ou através de correspondência, via e-mail.

(3) – COMEÇAMOS A FALAR COM ALGUÉM SOBRE PROBLEMAS E FRUSTRAÇÕES QUE TEMOS VIVIDO COM O CÔNJUGE.

(4) – COMEÇAMOS A PROCURAR RAZÕES PARA JUSTIFICARMOS NOSSA RELAÇÃO DE PROXIMIDADE COM UMA OUTRA PESSOA, A FIM DE NOS SENTIRMOS MAIS CONFORTÁVEIS COM NOSSA CONSCIÊNCIA – Neste processo de auto-justificação, buscamos razões espirituais que justifiquem nossas atitudes, tais como: “É da vontade de Deus falar honesta e abertamente com uma outra pessoa cristã”.

(5) – COMEÇAMOS A SENTIR UM INTENSO DESEJO DE ESTARMOS PERTO DESTA PESSOA.

(6) – ESCONDEMOS DO NOSSO CÔNJUGE O RELACIONAMENTO QUE ESTAMOS TENDO COM OUTRA PESSOA, AINDA QUE O PROCESSO ESTEJA SOMENTE EM NÍVEL DE CONVERSA.


VI - DIANTE DO QUADRO ACIMA, O QUE DEVEMOS FAZER?:

Não existe receita padrão para se evitar o adultério e a infidelidade. Porém, há cuidados gerais que podem ser adotados e que minimizam as possibilidades da queda.

(1) – Tomemos precauções – Quando a cobiça e paixão sexual ilícitas passam a nos consumir, ao mesmo tempo, Deus passa a ser uma presença opaca, distante e irreal. Surgem as racionalizações, tornamo-nos insensíveis a uma tragédia que pode estar prestes a tomar lugar. Assim, devemos derrotar a tentação sexual fugindo dela – II Tm 2:22; I Cor 6:18;

(2) – Prestemos contas da nossa vida a alguém – Segundo os estudiosos, um grande número de líderes espirituais que fracassaram moralmente tinham três coisas em comum: Não gastavam tempo com Deus; não prestavam contas da sua vida; e nunca imaginaram que isso poderia acontecer com eles.

(3) – Consideremos o exorbitante preço da queda – Todas as vezes que nos sentirmos vulneráveis a uma tentação de ordem sexual, comecemos a ensaiar na nossa mente quais seriam as conseqüências desta queda:

(A) – Ferir o Senhor, que nos redimiu, levando o Seu santo nome à lama;

(B) – Termos que um dia olharmos na face do Senhor, o Justo Juiz, e respondermos pelas nossas ações;

(C) – Causarmos uma dor incalculável ao nosso cônjuge;

(D) – Ferirmos os nossos amados filhos, arrasando nossa imagem e credibilidade diante deles, bem como anulando totalmente nossos esforços de ensiná-los a obedecer a Deus.

(E) – Prejudicarmos consideravelmente o trabalho de outros fiéis homens de Deus;

(F) – Trazermos um grande prazer e satisfação a satanás, o grande inimigo de Deus;

(G) – Criarmos dificuldades para sempre com a pessoa com quem se comete o adultério;

(H) – Transmitirmos possíveis conseqüências físicas de doenças venéreas, com possibilidade de infectar o cônjuge e ser causador da sua morte;

(I) – Possibilidade de uma gravidez, que resultaria para todo o sempre numa lembrança do pecado praticado.

(J) – Perda da comunhão divina – De um momento para outro, perderemos a presença de Deus (I Sm 13:14 cf Sl 51:12);

(K) – O afastamento do Espírito Santo – O Espírito de Deus é Santo. Ele não permanece num coração que abriga o pecado – Sl 51:11

(L) – Escândalos – Quando a prática do pecado resulta em escândalos, ele (o pecado) reveste-se de maior gravidade – Mt 18:7

(4) – Desenvolvamos atos contínuos de amor, respeito, transparência, cumplicidade e comunhão com Deus – I Pe 5.8; Tg 4.7).

(5) – Quando precisarmos jantar, viajar ou encontrarmo-nos com uma pessoa do sexo oposto, façamos a três – Caso apareça um contratempo de última hora que torne isso impossível, o seu cônjuge deve ser o primeiro a saber.

(6) – Tenhamos cuidado com contatos físicos – Se precisarmos dar um abraço de cumprimento, só o façamos com amigos (as) queridos (as) e parentes, e sempre diante de outras pessoas.

(7) – Tenhamos cuidados com os elogios.

(8) – Evitemos flertes e conversas insinuantes, mesmo através de gestos.

(9) – Relembremos sempre dos nossos votos matrimonias.

(10) – Evitemos dar carona, caso estejamos só, a pessoa do sexo oposto – Caso seja de tudo impossível, comunique-se com o seu cônjuge sobre a situação.

(11) – Caso estejamos participando de uma conversação em que seja feita uma colocação de dúbio sentido, ignoremos e elevemos o nível da conversa.

Que o Santo Deus continue nos guardando e nos cobrindo com o Seu poderoso sangue, para continuarmos sendo mais do que vencedores em nome de Jesus!


VII - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Se porventura estivermos próximos demais de alguém de quem não deveríamos estar, e sabemos que nossa resistência está nas últimas, mas, mesmo assim, tentamos nos convencer de que temos o controle da situação, humilhemo-nos diante de Deus, ajoelhemo-nos e falemos com o Senhor, confessando o que realmente está se passando com o nosso coração. Deus nos restaurará; apesar de nossas falhas, continuaremos, pela graça divina, a sermos um homem ou uma mulher segundo o coração de Deus, pois o Senhor não olha o exterior, Ele vê o nosso coração - I Sm – 16:6-7.


FONTES DE CONSULTA:

·         Revista Família Pastoral - ano I – nº 0 – 2º Trimestre de 1998 – MAPEL
·         Ética Pastoral – CPAD – Nemuel Kessler
·         Estudo Bíblico: “Davi e Bate-Seba” – Pr. Edvar Gimenes de Oliveira
·         Lições Bíblicas CPAD – 4º trimestre de 1993 – Comentarista: José Apolônio