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12 de jun de 2014

2º TRIMESTRE DE 2014 - LIÇÃO Nº 11 - 15.06.2014 - "O PRESBÍTERO, BISPO OU ANCIÃO"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL 
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ 
LIÇÃO Nº 11 - DATA: 15/06/2014 
TÍTULO: “O PRESBÍTERO, BISPO OU ANCIÃO”
TEXTO ÁUREO – Tt 1.5
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Tt 1.5-7; I Pe 5.1-4
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/











I – INTRODUÇÃO:




Tt 1.5 – Conforme o ensino apostólico havia presbítero em cada Igreja (At 14.23); eles foram estabelecidos para que a boa ordem fosse mantida nas igrejas, em cada cidade onde se estabeleceu o trabalho. Para essa função usava-se simultaneamente: presbítero (Tt 1.5), ancião (At 20.17) e bispo (At 20.28), sem que esses nomes representassem diferença, quer no cargo, quer na responsabilidade: eram apenas sinônimos.




II – ORIGEM DOS TÍTULOS:




Ancião, presbítero e bispo são títulos que não tiveram origem na Igreja.




Ancião era a designação do magistrado, escolhido entre os mais velhos, mais experientes e mais respeitáveis da tribo, que exerciam influência no governo de algumas nações antigas, como Egito, Moabe e Midiã e povos contemporâneos, sendo o sistema adotado posteriormente pelos gregos e romanos.




Ao que se percebe, o costume foi aceito pelo povo hebreu ainda antes do Êxodo - Êx 3.16,18; Ex 4.29 -. Daí por diante são os anciãos encontrados frequentemente como representantes da comunidade.




Existiam no período dos Juízes e exerciam grande influência nos negócios de mais importância (Js 20.4).




Aparecem também com grande influência no governo monárquico – I Sm 15.30; II Sm 3.17; 5.3; I Rs 8.1).




Além destes, muitos outros trechos bíblicos falam dos anciãos nas épocas do Antigo Testamento, relacionados com o governo dos diversos reis dos hebreus. Conforme a Versão Atualizada, já eram intitulados de superintendentes, que é o sentido de presbítero ou bispo - Nm 11.16.




Nos tempos de Jesus, os vemos atuando destacadamente nas questões mais importantes - Mt 27.12, 20.




Ainda nos dias de Paulo, os judeus, pretendendo matá-lo, "foram ter com os principais sacerdotes e os anciãos" (At 23.14).




Já “Presbítero” é uma palavra de origem grega, que também se traduz por “ancião” e “mais velho”. Por isto, os cidadãos considerados de maior dignidade e mais experientes eram chamados tanto anciãos, como presbíteros que têm o mesmo significado de bispo. Esta é, portanto, a origem histórica de ancião, presbítero ou bispo.





III – O PRESBÍTERO NO NOVO TESTAMENTO:




"Durante o período do Novo Testamento, o sumo sacerdote era o presidente ex-ofício do Sinédrio. Uma organização semelhante foi naturalmente seguida pela igreja cristã e o ancião do Antigo Testamento se tornou no presbítero do Novo Testamento" (Novo Dic. da Bíblia, Vol III, Pg 1314).




Com isto concordam os textos bíblicos de At 20.17, 28 e Tito 1.5,7, que revelam claramente que os presbíteros e bispos identificam uma e a mesma função.




De Whedon’s Commentary of New Testament, editado em Nova Iorque em 1873, Vol. IV, pg. 422, traduzimos o seguinte: - "A palavra grega presbítero era um termo político usado pelos atenienses para designar pessoas indicadas como superintendentes de negócios de dependência estrangeira. A palavra usada para designar um oficial da igreja, no Novo Testamento grego, é aplicada somente por Paulo e seu discípulo Lucas (At 20.28; Fp 1.1; Tt 1.7) e é possível que tal aplicação se originou com Paulo".




De fato, é na vigência do ministério de Paulo, conforme os registros de Lucas, em Atos, que aparece o presbítero ou bispo, logo na primeira viagem missionária (At 14.23).




IV – A HISTÓRIA DO PRESBÍTERO:




Nas diferentes opiniões a respeito deste assunto, não deixa de haver um elevado percentual de influências doutrinárias, de origens tradicionais.




Nos países onde a literatura sofre a influência do catolicismo romano, com frequência o termo presbítero é traduzido - padre, sacerdote.





A Igreja é constituída de homens e estes não deixam de sofrer influência do meio ambiente e das circunstâncias em que ocorre a sua formação.




Não há dúvida de que a influência de Calvino e John Knox foi sentida fortemente na Escócia e outros países da Europa, especialmente na Escandinávia, através dos contatos com Zwinglio.




"Fundamentadas na doutrina cristã de Calvino, as ordenanças Eclesiásticas de Genebra distinguiam: Os pastores e presbíteros docentes (clérigos) e os presbíteros regentes e diáconos (leigos)"  (Enciclopédia Barsa, Vol II, pg. 222).




Daí originou-se a teoria de presbítero geral e presbítero local que, através dos missionários, foi levada para diferentes partes do mundo, atingindo até mesmo algumas denominações independentes do bloco presbiteriano, sendo aceita por uma mesma confissão religiosa em um país e recusada em outro, de acordo com as influências doutrinárias mais vigorosas.




O certo é que no início o corpo docente (ministério) da Igreja era constituído de dois cargos e duas funções, diácono e presbítero ou bispo, visto que os próprios apóstolos se consideravam presbíteros, conforme veremos mais adiante.




A Igreja Católica dividiu em dois o cargo de presbítero ou bispo, formando o sacerdócio e o bispado. Depois, adicionou ao termo bispo o prefixo grego “arce” (que significa superior, acima de...), arranjando o título de arcebispo (superior dos bispos), iniciando assim, a escada do episcopado hierárquico que chegaria à culminância com o papado.




Algumas igrejas adotaram o sistema episcopal, sem papa. "Outras, como as do grupo presbiteriano, não aceitam a autoridade episcopal, nem admitem hierarquia superior à dos presbíteros” (Enciclopédia Barsa, Vol II, pg. 222).




A Igreja Batista e outras da mesma origem admitem certa a interpretação de que o presbítero ou bispo são a mesma coisa que o pastor. Além do diácono, limitam o seu ministério a este único cargo e a esta única função.




A Assembleia de Deus, especialmente no Brasil, certamente em razão de se constituir inicialmente de crentes de diversos grupos evangélicos, atraídos pela crença bíblica do batismo no Espírito Santo, do ponto de vista administrativo, ministerial, adotou uma posição intermediária, mais aproximada do sistema presbiteriano. Não admite hierarquia. Não aceita o episcopado formal, senão o conceito bíblico de que o pastor é o mesmo bispo mencionado no Novo Testamento. Admite, entretanto, o encargo separado de presbítero.





V – CONSIDERAÇÕES BÍBLICAS:




Além do exposto e dos pareceres fundamentados na Sagrada Escritura, passamos a considerar outros passos bíblicos, a respeito do assunto.




Como já antes afirmamos, em Atos 20.17, Paulo manda "chamar os presbíteros da Igreja" e no versículo 28, falando a esses presbíteros, diz: "Atendei por vós e por todo o rebanho, sobre o qual o Espírito Santo vos constitui bispos, para pastoreardes a igreja de Deus".




Aqui temos o presbítero ou o bispo pastoreando a igreja de Deus. São as mesmas pessoas, com a mesma função, de pastorear.




Em l Timóteo 5.17, Paulo preceituou: "Devem ser considerados merecedores de dobrada honra os presbíteros que presidem bem, com especialidade os que se afadigam na palavra e no ensino". Notemos as atribuições desses presbíteros:




(1º) - Devem ser considerados merecedores de dobrada honra, ou remuneração, como sugere o versículo 18, logo em seguida. Um erudito cristão traduz esta recomendação assim: "Devem ser mantidos honradamente". Isto certamente fala daqueles que dão tempo integral ao trabalho;




(2º) - Presidem, significa ter a responsabilidade da direção e da administração geral da comunidade;




(3º) - Se afadigam na palavra, que representam a atividade evangelística de quem se dedica inteiramente ao serviço da igreja;




(4º) - Se afadigam no ensino, incumbência do pastor da igreja mais de que de qualquer outro. É difícil, portanto, admitir-se que ao ministro responsável pelo rebanho é que cabem estas prerrogativas.




Em l Timóteo 4.14, Paulo fez uma exortação ao seu discípulo - Este trecho, tomado ao pé da letra, parece favorecer aos que pretendem estabelecer distinção entre presbítero e bispo (pastor).



Torna-se necessário observar que em 2 Timóteo 1.6, o mesmo apóstolo fez uma advertência a Timóteo - Haverá aqui uma contradição de Paulo? Não significa isto que Paulo fazia parte desse "presbitério" ou conselho de ministros que consagrou Timóteo ao ministério?




Em Tito 1.5, Paulo recomendou a Tito que constituísse presbíteros; no versículo 6 menciona as qualidades que devem adornar esses ministros e, no versículo 7, diz: "Porque é indispensável que o bispo seja irrepreensível como despenseiro de Deus". Aqui, mais uma vez, na concepção de Paulo, presbítero e bispo (pastor) identificam uma única função.




Em l Pedro 5.1-3, é Pedro, o apóstolo, o pastor, o líder da igreja judaica, que também se intitula de presbítero, que exorta os presbíteros: "Pastoreai o rebanho de Deus".




Em 2 João, versículo l2, é o veterano apóstolo João que começa a sua carta dizendo: "O presbítero à senhora eleita e aos seus filhos..."




Em 3 João, versículo l, escreve o mesmo apóstolo: "O presbítero ao amado Gaio..."




Estas passagens bíblicas demonstram com clareza meridiana que os presbíteros no Novo Testamento constituíam a classe ministerial de pastores, de líderes, tal como há atualmente, e não a classe que existe com o nome de presbíteros ou presbitério, em nossos dias.




Em face de tudo isto, se os presbíteros não eram os mesmos bispos, pastores, os ministros, inclusive os apóstolos, forçoso nos será admitir que os presbíteros constituíam uma classe ministerial superior a todos e, se assim era, deveria ser ainda hoje e continuar sendo sempre...




Talvez seja este conceito, esta ideia, ao alcance dos presbíteros, a razão da autoridade que muitos pretendem exercer sobre os seus pastores. Assim sendo, têm razão!





VI – CONSIDERAÇÕES FINAIS:




Aprouve a Deus levantar obreiros para cuidar da Sua Igreja. Esta jamais pode ser administrada por um único líder. Apesar da importância do Pastor titular, este deve contar com um grupo de obreiros aptos a ensinar e a administrar a igreja local: O Presbitério. O nosso Pai levantou presbíteros, homens honrados, de boa índole e idôneos para, junto ao Pastor titular, cuidar e zelar do rebanho do Senhor.


FONTES DE CONSULTA E PESQUISA:
Títulos e Dons do Ministério Cristão – CPAD – Estêvam Ângelo de Souza
Teologia Sistemática – CPAD - Eurico Bergstén