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29 de set de 2014

4º TRIMESTRE DE 2014 - LIÇÃO Nº 01 - 05.10.2014 - "DANIEL, NOSSO CONTEMPORÂNEO"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 01 - DATA: 05/10/2014
TÍTULO: “DANIEL, NOSSO CONTEMPORÂNEO”
TEXTO ÁUREO – Mt 24.15
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Dn 1.1-2; 7.1; 12.4

PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/









I - INTRODUÇÃO:




Neste trimestre, estudaremos Daniel, livro maravilhoso, cheio de revelações sobre "as coisas que estão por vir". Nesta primeira lição, veremos como ele está estruturado, e aprenderemos a respeito da pessoa de seu autor.





II - O LIVRO DE DANIEL:




(1) - Estrutura do livro - Este livro contém 12 capítulos e 357 versículos. Ele pode ser dividido em duas partes:




(a) - Parte histórica, que compreende os capítulos l a 6, registra acontecimentos presenciados por Daniel na Babilônia, inicialmente, sob o reinado de Nabucodonosor (cap. l a 4), depois, no governo de Belsazar (cap.5), e, finalmente, seu milagroso livramento nos dias de Dario, o medo (cap.6).




(B) - Parte profética, que compreende os capítulos 7 a 12, registra as visões que Daniel recebeu de Deus acerca da elevação e queda dos governos humanos, sobre o destino do povo de Israel, em relação à dominação das nações gentílicas, e o futuro dos judeus no plano de Deus. "O Altíssimo tem domínio sobre os reinos dos homens, e os dá a quem quer" (Dn 4.32b).




O livro de Daniel é chamado de o "Apocalipse do Antigo Testamento".




Esta divisão é meramente didática, uma vez que, na chamada parte histórica, estão registrados episódios nos quais Daniel interpreta sonhos e visões de conteúdo eminentemente profético.




(2) - Autoria do livro - O autor do livro é o profeta Daniel. A moderna crítica teológica rejeita unanimemente esta autoria, apesar da informação contida no próprio texto (Dn 7.1; 8.2; 9.2), e da informação de Jesus, sem dúvida, o maior teólogo de todos os tempos. Ele citou em seu sermão escatológico o profeta Daniel (Mt 24.15).




Esta "moderna" teologia, que não acredita na existência da revelação profética pelo Espírito Santo, atribui a autoria do livro a um autor desconhecido que teria vivido por volta de 163 a.C.




O espaço não nos permite analisar detalhadamente todos os argumentos que estes teólogos apresentam, e ficamos com o testemunho do próprio livro e com a sanção do Senhor Jesus, de que o profeta Daniel é o autor deste livro.




O livro foi escrito na Babilônia, durante o período da vigência do cativeiro babilônico.





III - DANIEL, O AUTOR DO LIVRO:




(1) - Quem foi Daniel? - Sobre o autor do livro, o profeta Daniel, sabe-se apenas aquilo que está relatado no livro por ele escrito. A Bíblia não registra o nome de seus pais, mas diz que pertencia à nobreza, era da linhagem real (Dn 1.3). Ele e seus três amigos, Hananias, Misael e Azarias, eram jovens de boa aparência, instruídos, bem educados (Dn 1.4), mas, sobretudo, servos de Deus, com profundas convicções (Dn 1.8).




Daniel foi contemporâneo dos profetas Jeremias e Ezequiel.




(2) - O cativeiro babilônico - No ano de 605 a.C., no terceiro ano do reinado de Jeoiaquim sobre Judá, Nabucodonosor, rei da Babilônia, fez o seu primeiro ataque a Jerusalém. Sitiou a cidade e levou para a Babilônia vasos sagrados da casa do Senhor (Dn l.1,2; 2 Cr 36.4-7). Nessa ocasião, levou alguns judeus cativos, entre os quais, Daniel e seus três amigos (Dn 1.3). Estes foram, por ordem do soberano, escolhidos, para viverem no palácio, a fim de que fossem ensinados nas letras e na língua dos caldeus, para que, posteriormente, pudessem estar diante do rei, a seu serviço (Dn 1.4,5).




Posteriormente, Nabucodonosor atacou Judá mais duas vezes.




(3) - A cidade de Babilônia - Foi propósito do rei Nabucodonosor fazer da cidade um monumento de beleza. Ficaram famosos os seus jardins suspensos. Ao admirar o esplendor de sua cidade, um dia, Nabucodonosor exclamou: "Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder, e para glória da minha magnificência?" (Dn 4.30). E, por causa de sua soberba. foi castigado por Deus.




Babilônia era um grande centro de idolatria. Havia na cidade mais de 2000 deuses. O principal era Merodaque, contra o qual profetizou Jeremias (Jr 50.2). Havia na cidade 55 templos dedicados a este deus. Neste ambiente idolátrico, longe de sua pátria, os judeus, chorando de saudade de Sião, penduraram nos salgueiros as suas harpas (Sl 137.l,2).




Veremos, a seguir, como Daniel conseguiu manter-se fiel a Deus.




IV - DANIEL, EXEMPLO PARA OS CRISTÃOS:




(1) - Deus nos ensina, através do exemplo de seus servos - Deus ensina aos homens de muitas formas. Uma delas é através da maneira de quem vive uma vida de acordo com a Sua vontade.




O maior de todos os exemplos é o de Jesus, a expressa imagem da pessoa de Deus (Hb l.3), que viveu entre nós uma vida modelo, cujo modelo devemos seguir. Ele mesmo disse: "Porque eu vos dei o exemplo, para que como eu vos fiz, façais vós também" (Jo 13.15). Ver, ainda, l Pedro 2.21; l João 2.6.




Paulo escreveu: "Sede meus imitadores, como também eu de Cristo" (l Co 11.1).




Ao escrever a Timóteo, Paulo diz que aquilo o qual lhe havia sucedido, tinha acontecido para exemplo dos que haviam de crer em Jesus, para o vida eterna (l Tm 1.16).




Também Daniel viveu uma vida exemplar, digna de ser imitada. Veremos isso em três diferentes contextos.





(2) - Daniel, um exemplo para os jovens - A Bíblia nada informa sobre quando e como se deu a conversão de Daniel. Mas quando, muito jovem, foi levado cativo para a Babilônia, era já um crente maduro.




(A) - Daniel é um exemplo, por ter buscado a Deus muito cedo na vida - Ec 12.1 - Quem se entrega a Jesus na sua juventude, ganha a salvação, mas também o privilégio de viver toda a sua vida para Cristo! Jovem, faça de Daniel o seu ideal! Entregue a sua vida a Jesus cedo!




Outros exemplos de pessoas que começaram cedo a servir a Deus são Samuel (l Sm 3.l-11), José (Gn 39.2), Davi (l Sm 16.12), e Timóteo, o cooperador de Paulo (2 Tm 3.15).




(B) - Daniel é um exemplo, por ter cultivado uma vida de oração - Isto deu-lhe condições de conservar a sua identidade de servo de Deus, mesmo em uma sociedade pagã. O segredo da vitória de Daniel era o hábito de orar todos os dias três vezes (Dn 6.10), e, assim, quando influências e costumes idolátricos queriam agir para envolvê-lo, tinha poder para reagir e manter-se vitorioso.




Jovem, faça o mesmo! O segredo da vitória para todos nós é permanecermos aos pés daquele que nos amou! (Rm 8.37)




(C) - Daniel é um exemplo, por ter mantido firme o propósito de em tudo obedecer à Palavra de Deus - Quando entrou na escola palaciana, e viu que o cardápio, determinado para ele, entrava em colisão com os preceitos da Lei de Deus, "Daniel assentou em seu coração não se contaminar com a porção do manjar do rei" (Dn 1.8). Com a ajuda de Deus, conseguiu alimentar-se de acordo com a sua consciência. E Jeová o recompensou por sua fidelidade, ao dar-lhe conhecimento e inteligência, em todas as letras; e sabedoria e entendimento, em toda visão e sonhos (Dn 1.17). E, por causa da diferenciada capacidade que Deus lhe deu, Daniel permaneceu diante do rei, para servi-lo (Dn 1.19).




(3) - Daniel, um exemplo para todos os obreiros - Daniel ocupou um elevado cargo, tanto no reino da Babilônia (Dn 2.49; 5.29) como no império persa (Dn 6.1-3). Meu caro irmão, que ocupa uma função de responsabilidade na sociedade, seja em um cargo público, ou em uma empresa privada, tome Daniel como exemplo pessoal.




O que caracterizou Daniel enquanto era alto funcionário?




(A) - Daniel era FIEL - Dn 6.4 - A fidelidade é um adorno que dignifica qualquer servidor, seja em que posição for. O crente deve ser fiel a seus superiores, estejam eles presentes ou ausentes. O cristão precisa ser sincero a seus colegas, e também a seus subordinados. Necessita cumprir os deveres assumidos, e ter firmeza em suas palavras, que devem ser sim, sim, e não, não (Mt 5.37).




(B) - Daniel não tinha VÍCIO - Dn 6.4 - O vício mais comum é a prática da mentira. O crente não pode mentir (Is. 63.8; Ef 4.25). A Bíblia diz que os mentirosos não serão salvos (Ap 21.27).




Outro vício é a desonestidade. O crente deve ser honesto a toda prova (Rm 12.17; I Ts 4.12).




Neemias foi governador em Jerusalém algum tempo. Ele disse que os seus antecessores haviam-se beneficiado a si mesmos, mas ele podia dizer: "eu assim não fiz, por causa do temor de Deus" (Ne 5.15).




(4) - Daniel, um exemplo para os idosos - Mesmo em idade avançada, Daniel deu bom exemplo. Tinha mais de 80 anos, quando foi convocado para interpretar a escrita na parede do palácio, e estava em condições espirituais de fazê-lo (Dn 5.13). Pouco tempo depois, no reinado de Dario, orava três vezes ao dia (Dn 6.10).





V - CONSIDERAÇÕES FINAIS:




A maior bênção na velhice é receber a mensagem que Daniel obteve no final de seus dias: "Vai até o fim, porque repousarás, e estarás na tua sorte no fim dos dias" (Dn 12.13).




No envelhecimento, estaremos mais perto de alcançar o alvo de todo crente: ESTAR PARA SEMPRE COM O SENHOR (l Ts 4.17). E isto é uma CONSOLAÇÃO (l Ts4.18).


FONTE DE PESQUISA E CONSULTA:
Lições Bíblicas CPAD – 3º Trimestre de 1995 – Comentarista: Eurico Bergsten

22 de set de 2014

3º TRIMESTRE DE 2014 - LIÇÃO Nº 13 - 28.09.2014 - "A ATUALIDADE DOS ÚLTIMOS CONSELHOS DE TIAGO"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 13 - DATA: 28/09/2014
TÍTULO: “A ATUALIDADE DOS ÚLTIMOS CONSELHOS DE TIAGO"
TEXTO ÁUREO – Tg 5.16
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Tg 5.7-20

PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/





I - INTRODUÇÃO:




Vivemos num mundo de pressa e de mudanças constantes, a ponto de haver elevado número de pessoas neuróticas, principalmente nas grandes cidades. Contudo, a Palavra de Deus nos exorta a sermos pacientes, tanto nos momentos de alegria quanto nas tribulações. O texto bíblico em estudo nos desperta para o valor da paciência, aguardando a vinda do Senhor, que, certamente, está mais perto do que pensamos.





II - CONCEITOS DE PACIÊNCIA:




(1) - Sentido comum - A palavra paciência vem do latim "patientia", significando "qualidade de paciente; virtude que consiste em suportar as dores, incômodos, infortúnios, sem queixas e com resignação".




(2) - A paciência cristã - Para o cristão, a paciência, além de ser a capacidade de suportar com resignação, dores e infortúnios, é a virtude que o capacita a suportar as falhas e ofensas alheias. É também a "tranquila espera por algum acontecimento, que venha a alterar as circunstâncias incômodas. Trata-se da capacidade de esperar por mudanças, sem demonstrar ansiedade exagerada". É sinônimo de longanimidade, que é uma das manifestações do fruto do Espírito (cf. Gl 5.22).




(3) - A paciência divina - Deus é paciente. É a nossa sorte, pois, se o Senhor não tivesse paciência conosco, ante as falhas e pecados, certamente não estaríamos hoje estudando esse assunto.




(A) - No Antigo Testamento - "O Senhor é longânimo e grande em beneficência, que perdoa a iniquidade e a transgressão..." (Nm 14.18).




Moisés, orando a Deus, disse: "Jeová, o Senhor, Deus misericordioso e piedoso, tardio em iras..." (Êx 34.6b). Ele suportou os pecados de Israel no deserto durante quarenta anos!




(B) - No Novo Testamento - A paciência é destacada em vários textos. Em Rm 5.3,4 lemos: "E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência; e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança".





III - A NECESSIDADE DA PACIÊNCIA:




(1) - Na espera da vinda do Senhor - Tiago ao exortar os crentes a serem pacientes "até a vinda do Senhor" (v.7), tinha em mente que a volta do Senhor seria iminente, exortando, assim, os crentes de sua época a se manterem pacientes na fé. Ele tomou como exemplo o lavrador, que "espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência..." (v.7b).




(A) - Ante a impaciência e incredulidade - Naquele tempo, havia uma certa impaciência e descrença quanto à vinda do Senhor. O apóstolo Pedro escreveu aos irmãos, exortando-os a esperar a volta de Jesus, alertando para os escarnecedores, que diziam: "Onde está a promessa da sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram todas coisas permanecem como desde o princípio da criação" (2 Pe 3.4).




(B) - Ante a cronologia de Deus - Pedro lembra que a cronologia de Deus é diferente da nossa. "Mas, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos, como um dia" (2 Pe 3.8). Ele assevera que Deus é fiel, e que "o Dia do Senhor virá como o ladrão" (2 Pe 3.10). Sendo assim, precisamos ser pacientes, não só na espera, mas na fidelidade, de modo que sejamos "achados imaculados e irrepreensíveis em paz" (2 Pe 3.14). Se no tempo de Tiago, a vinda do Senhor já estava próxima (cf. v.8), quanto mais agora, quando os sinais dos fins dos tempos são bem evidentes!




(2) - No amor fraternal - Tiago, antevendo a vinda do Senhor, exorta-nos a sermos pacientes, não nos queixando "uns contra os outros", para não sermos condenados, pois "o juiz está à porta" (v.9). Naquele tempo, como hoje, infelizmente, é comum a existência de queixas entre os irmãos. Isso é próprio da natureza falha do homem. Contudo, se desejamos ter nossos "espírito, alma e corpo (...) plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo" (l Ts 5.23), precisamos demonstrar paciência no amor fraternal, pois a caridade (amor em ação), "é benigna, é sofredora (...), tudo espera, tudo suporta" (l Cor 13.7).




(3) - Na proclamação do Evangelho - Tiago recorre ao exemplo do lavrador, que "espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba a chuva têmpora c serôdia" (v.7b).



A proclamação do evangelho é comparada à ação do lavrador (cf. Mt 13.44; Mc 4.1-20), ora plantando uma pequena semente, ora semeando em terrenos os mais diversos. Mas é muito importante, na evangelização, seguir o exemplo do lavrador, cuja característica mais marcante é a da paciência.




No livro de Eclesiastes temos uma solene orientação sobre isto: "Lança o teu pão sobre as águas, porque, depois de muitos dias, o acharás (...) Pela manhã, semeia atua semente e, à tarde, não retires a tua mão, porque tu não sabes qual prosperará; se esta, se aquela ou se ambas igualmente serão boas" (Ec 11.1, 6).




As igrejas que mais têm prosperado são aquelas que trabalham diuturnamente, sem desânimo, evangelizando, discipulando e integrando os crentes.





IV - EXEMPLOS DE PACIÊNCIA E CONSTÂNCIA:




Na Bíblia, encontramos exemplos notáveis de servos de Deus, que se destacaram no cultivo da paciência em suas vidas. Por isso, em meio às vicissitudes, eles venceram tudo.




(1) - Jeremias - Chamado "o profeta da lágrimas", teve um ministério de quarenta anos (626-586 a.C.), tendo sofrido intensa e pacientemente, ao ver que a "Palavra de Deus ia sendo repudiada por seus familiares e amigos, pelos sacerdotes e reis, e pela totalidade do povo de Judá. Embora fosse solitário e rejeitado durante toda a sua vida, Jeremias não deixou de ser um dos mais ousados e corajosos profetas"  (Bíblia de Estudo Pentecostal).




(2) - O patriarca Jó - Este servo de Deus tornou-se, sem dúvida, no exemplo mais marcante de paciência e constância. Sem saber que por trás de seu sofrimento estava a permissão de Deus para que o Diabo o atingisse de maneira cruel, Jó permaneceu fiel ao Senhor, mesmo lendo perdido as riquezas (Jó 1.14-17) e os filhos mortos num só dia (Jó 1.18,19). Ante tal tragédia, Jó exclamou: "O Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor" (Jó 1.21). Se não bastasse isso, o Diabo atingiu sua saúde, ferindo-o de uma "chaga maligna, desde a planta do pé até o alto da cabeça" (Jó 2.7). Ainda assim, Jó superou tudo e todos, incluindo falsos amigos, e pode dar o brado de vitória, quando disse: "Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra" (Jó 19.25).




(3) - Davi - Chamado para servir a Deus, desde a sua mocidade, quando era apenas um simples pastor de ovelhas, teve marcantes experiências em sua vida, sofrendo a inveja dos irmãos (l Sm 17.28) e a inveja do rei Saul, a ponto de ser ameaçado de morte (l Sm 18.7-11). Tendo sido perseguido sem tréguas por aquele rei ímpio (l Sm 22 - 24), pode cantar: "Esperei com paciência no Senhor, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor" (Sl 40.1).




(4) - O exemplo de Paulo - Aos coríntios, ele exortou que "...se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação; ou, se somos consolados, para vossa consolação é, a qual se opera, suportando com paciência as mesmas aflições que nós também padecemos" (2 Co 1.6).




Em outro texto, diz o apóstolo que devemos, como ministros de Deus, tornando-nos recomendáveis em tudo: na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias" (2 Co 6.4). Ele só pregou, mas soube ser paciente nas mais diversas e difíceis situações, sofrendo trabalhos, açoites, prisões, perigos de morte, apedrejamento, naufrágio, perigos de salteadores, dos gentios e "perigos entre falsos irmãos", passando fome, sede, frio, jejum e nudez (cf. 2 Co 11.24-27). Esse gigante da fé, próximo da morte, afirmou: "Combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé" (2 Tm 4.7).




(5) - O exemplo de Jesus - Foi tão extraordinário quanto à paciência, que o escritor aos Hebreus, ensina-nos que devemos correr "com paciência a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador de nossa fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus", e que devemos considerar esse exemplo, para que não venhamos a desfalecer em nosso ânimo (cf. Hb 12.1-3). Nosso Senhor, pregado na cruz, teve extrema paciência, suportando a afronta dos que "blasfemavam dele, meneando a cabeça", que desafiava-O a salvar-se a si mesmo, se era o Filho de Deus (Mt 27.39,40) e ouvindo o escárnio dos príncipes de sacerdotes e até dos salteadores ao seu lado (Mt 27.41-44).




Apc 1.9 "fala da paciência de Jesus Cristo".





V - COMO AGIR NA AFLIÇÃO:




Jesus preveniu os discípulos de que, no mundo, teriam aflições, mas exortou-lhes a terem bom ânimo (Jo 16.33b). É necessário que o crente saiba conduzir-se tanto na aflição como na alegria.




(1) - Superando a aflição - Tiago indaga: "Está alguém entre vós aflito?" E responde: "Ore" (v. 13).




Aflição é sinônimo de angústia. Em consequência, quase sempre, vem a ansiedade, a tristeza ou a depressão. Homens de Deus passaram por isso. Davi chegou a clamar: "Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim?" (Sl 42.5a). Jonas chegou a desejar a morte (Jn 4.3). Para vencer a aflição, é preciso entender que:




(A) - A aflição ensina - Deus permite a aflição para o crente fiel, com um propósito proveitoso, que, ao final, glorifica o Seu nome. O salmista disse: "Foi me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos" (Sl 119.71). São as lições mais eficazes as que se aprendem através da aflição: "Antes de ser afligido, andava errado; mas agora guardo a lua palavra" (Sl 119.67).




(B) - Deus vê a aflição do justo - Davi, louvando a Deus, afirmou: "Eu me alegrarei c me regozijarei na tua benignidade, pois consideraste a minha aflição; conheceste a minha alma nas angústias" (Sl 31.7).




(C) - Tudo contribui para o bem do crente - Paulo escreve que "todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto" (Rm 8.28). Confiando nessa verdade bíblica, o crente fiel não pode nem deve desesperar-se.




(D) - Deus é refúgio, fortaleza e socorro - Em qualquer situação aflitiva, o servo ou a serva de Deus tem onde encontrar o refúgio e o amparo para suportar as aflições; Ele tem em Deus o seu "refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia" (Sl 46.1).




(E) - Em tudo devemos dar graças - Dar graças a Deus na bonança é fácil. Difícil mesmo é dar graças a Deus quando na enfermidade, luta, tribulação, acidente, calúnia, difamação. Mas a Bíblia diz: "Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco" (l Ts 5.18). É a atitude mental correta para o cristão verdadeiro.




(F) - A oração é o caminho para a vitória - Não é fácil orar. Contudo, não há outra solução para enfrentar as aflições, os sofrimentos. Jesus recorria sempre à oração (cf. Mc l .35; 6.46; 14.32; Lc 6.12). Ele ensinou a orar (Mt 6.9). Orar é a atividade mais difícil de ser desenvolvida nas igrejas. Mas é a oração, juntamente com a Palavra, que sustenta o crente nos caminhos do Senhor. O Diabo tem medo do crente que ora sempre, sem desanimar. Ele ri dos pregadores que falam muito e oram pouco, mas treme ante os homens e mulheres de oração. Por isso, Tiago afirmou: "Está alguém entre vós aflito? Ore" (v. 1 3a).





VI - EXPERIMENTANDO A ALEGRIA:




(1) - A alegria do Senhor é a nossa força - O fiel deve buscar a alegria do Senhor, pois ela é a nossa forca (Ne 8.10). Nunca vi um crente realmente alegre no Senhor desviar-se. Normalmente, quem se afasta da igreja é crente frio, fraco, triste, abatido. Esse precisa de ajuda, apoio, e amor.




(2) - Onde encontrar alegria - "Na tua presença há abundância de alegrias..." (Sl 16.11). A presença do Senhor situa-se em qualquer lugar onde houver dois ou três reunidos em Seu nome (Mt 18.20). Mesmo sozinho, orando em Espírito, o crente sincero entra na presença do Senhor. A alegria autêntica é encontrada na presença do Senhor. Ela vem de cima e de dentro do ser. Jesus disse que quem nEle crê, "rios de água viva correrão do seu ventre" (Jo 7.38), ou seja, do seu interior.




(3) - O crente alegre é bonito - As pessoas em geral desejam ser bonitas. Isso faz parte da condição natural do ser humano. E há pessoas que, para ficarem com aspecto agradável, são capazes de fazer qualquer coisa, lícita ou ilícita. Mas a Bíblia diz que "o coração alegre aformoseia o rosto..." (Pv 15.13). É uma receita infalível para a beleza interior e exterior.




(4) - "O coração alegre serve de bom remédio" (Pv 17.22). Assim, é muito importante cultivar uma vida alegre, diante de Deus, diante dos seus servos e diante dos homens. É uma bênção.




(5) - O louvor é fundamental - Tiago, no texto em estudo, diz: "Está alguém contente? Cante louvores" (v. l 3). Cantar é um meio extraordinário de louvar a Deus e, assim, alegrar-se em Sua presença. Diz a Palavra: "Porém tu és Santo, o que habitas entre os louvores de Israel" (Sl 22.3). É importante observar que um Deus santo só habita no meio de louvores santos.




(6) - Deus responde na alegria - Davi disse: "Deleita-te também no Senhor, e ele te concederá o que deseja o teu coração" (Sl 37.4). Muitas vezes há crentes que não recebem o que pedem, porque não se alegram no Senhor.





VII -  COMO AGIR NA ENFERMIDADE:




(1) - Chamar os presbíteros da igreja (v. 14). "Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja.. .Por que os presbíteros? Como os presbíteros ou bispos do tempo do apóstolo, os pastores e obreiros de hoje, devem ser chamados a orar pelos enfermos e ungi-los com azeite, pois para fazer jus a esses nomes, são crentes idôneos e dedicados à oração.




(2) - Receber a oração da fé. "E orem sobre ele. .."(v. 14). Os familiares ou irmãos em Cristo, devem chamar os presbíteros e estes oram sobre o enfermo. Aqui, sem dúvida, cabe a prática da imposição das mãos (Mc 16.18b), como gesto ou sinal de fé, através de mãos abençoadas por Deus, que transmitem virtude. Não é errado recorrer aos médicos (Mt 9.12). Contudo, é fundamental buscar primeiro a oração da fé, no nome do Senhor.




(3) - Receber a unção em nome do Senhor - "Ungindo-o com azeite em nome do Senhor" (v. 14c). A unção é prática adotada pelos seguidores de Jesus. Os discípulos a utilizavam (Mc 6.13). "O azeite, sem dúvida, simboliza o Espírito Santo e Seu poder sanador: a unção com azeite estimula a fé" (Bíblia de Estudo Pentecostal).




(4) - "A oração da fé salvará o doente" (v. 15a). Tiago falava para pessoas crentes, salvas em Jesus. Salvação, nesse versículo, refere-se à cura propriamente dita. "...e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados" (v. 15b). Aí, vemos a cura da enfermidade física, e, no caso de ter havido pecados, o doente seria perdoado, sem dúvida após sua confissão. "Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros para que sareis" (v.16). Fechando o texto sobre a oração da fé, Tiago diz que "a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos" (v.16b) e toma o exemplo de Elias, que, orando, mudou o clima, fazendo vir a seca e, depois, chuva (vv.17,18). Lembremo-nos de que o Deus de Elias é o nosso Deus!





VII - CONVERTENDO O DESVIADO:




(1) - A situação do desviado - A situação de um crente desviado é a pior possível. Já conhecendo a verdade, sua culpa é maior. As vezes, o Diabo toma conta da vida de tal pessoa, sendo "os últimos atos desse homem piores do que os primeiros" (Mt 12. 45b). O Diabo faz de tudo para que o desviado fique sem condições de voltar para a igreja. É por isso que alguém diz que a "Igreja dos desviados" é maior que a Igreja dos que permanecem nos caminhos do Senhor.




(2) - Salvando uma alma da morte - Tiago diz que se alguém converter um que se desviou da verdade (v.19), "salvará da morte uma alma e cobrirá uma multidão de pecados" (v.20). É tarefa difícil lidar com pessoas que abandonam a igreja. Geralmente, ficam cheias de mágoas e ressentimento. É importante que nas igrejas haja alguém que se dedique ao ministério de ir em busca dos feridos de alma, caídos à beira do caminho.





IX - CONSIDERAÇÕES FINAIS:




É necessário que sejamos pacientes para com todos (2 Tm 2.24). Jesus exortou que na paciência possuamos nossas almas (Lc 21.19). Por não seguirem esses conselhos, muitos têm ficado doentes, inválidos ou até morrido antes do tempo. Por isso, devemos praticar o conselho de Paulo: "Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor" (I Cor 15.58). Podemos adquirir paciência e constância meditando na Palavra de Deus, sendo possuído pelo Espírito, exercendo a prática do amor para com os outros, através da longanimidade e na oração constante.




Diante das aflições, precisamos ter atitude correta. Em lugar de murmuração, devemos recorrer à oração. Graças a Deus, que, pela vida espiritual abundante, Jesus nos concede, alegria plena diante da qual devemos cantar louvores ao Seu nome. Os doentes tem a oração da fé a seu dispor, corroborada pela unção com óleo, feita em nome do Senhor. Que Deus nos ajude a viver de acordo com a Palavra em qualquer circunstância.

FONTE DE PESQUISA E CONSULTA:

Lições Bíblicas CPAD - 1º Trimestre de 1999 - Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima