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15 de abr de 2015

2º TRIMESTRE DE 2015 - LIÇÃO 03 - 19.04.2015 - "A INFÂNCIA DE JESUS"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL 
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ 
LIÇÃO Nº 03 - DATA: 19/04/2015 
TÍTULO: “A INFÂNCIA DE JESUS"
TEXTO ÁUREO – Lc 2.52
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Lc 46-49; 3.21-22
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/







I – INTRODUÇÃO:



O N.T. relata a vida de Jesus e conta-nos os acontecimentos que marcaram Seu nascimento e Seu ministério. Com exceção de um episódio aos doze anos de idade, nada é dito sobre Sua infância ou o que aconteceu até os trinta anos.




II – O CRESCIMENTO E O DESENVOLVIMENTO NATURAIS DE JESUS:



Lc 2:40, 46, 52 – A humanidade de Jesus passou pelos diversos estágios de desenvolvimento, como qualquer outro membro da raça. Da infância à juventude e da juventude à idade adulta, houve crescimento constante, tanto em Seu vigor físico como em Suas faculdades mentais. Até que ponto Sua natureza impecável influiu em Seu crescimento, não somos capazes de afirmar.


Parece claro, entretanto, pelas Escrituras, que devemos atribuir o crescimento e o desenvolvimento de Jesus à observância das leis da natureza, à educação que Ele recebeu em um lar piedoso. Pode-se atribuir Seu desenvolvimento, também, às instruções recebidas no templo, por Seu próprio estudo pessoal das Escrituras e por Sua comunhão com o Seu Pai.



Tanto o elemento humano como o divino participaram de Sua criação e Seu desenvolvimento, que foram tão reais na experiência de Jesus como na de qualquer outro ser humano.



Mt 3:17 – Sem dúvida alguma, Jesus passou o tempo de Sua infância e juventude fazendo o que precisava fazer, com a mesma dedicação que mais tarde caracterizaria Seu ministério. Sua fidelidade foi reconhecida no momento do Seu batismo, quando se ouviu a voz de Deus-Pai. Nenhum milagre, nenhum discurso, nada havia sido feito em grande escala até então, mas sabemos que o Pai se agradava do Filho.


Seja lá o que for que Jesus tenha feito durante os anos de silêncio, foi bem feito, agradou ao Pai celestial e, embora desejemos conhecer mais, devemos contentar-nos em saber que Jesus permaneceu fiel a Seu chamado durante a juventude.




III – A PRIMEIRA INFÂNCIA DE JESUS:



(1) - JESUS EM BELÉM – (Lc 2:22-39) – Lucas relata o nascimento de Cristo, festejado pelos anjos e pastores. Nada mais informa, até a Sua apresentação no Templo, quarenta dias após o Seu nascimento, conforme a lei e o retorno de Seus pais para a Galiléia.



(2) - JESUS NO TEMPLO – Simeão e Ana tomaram a Jesus nos braços e profetizaram a respeito dEle, no momento de Sua apresentação, para o cumprimento das ordenanças divinas. Jesus era o Unigênito de Deus Pai e o primogênito de Maria. Conforme a Lei, aos quarenta dias, era levado ao templo para ser consagrado ao Senhor. Por isso, Jesus também foi apresentado a Deus (Ex 22:29 cf Lc 2:23) - (Lv 12:1-6).



A lei exigia um cordeiro e um pombinho. Os pobres, porém, poderiam oferecer duas rolinhas ou dois pombinhos em vez do cordeiro. Maria e José eram pobres. Jesus foi criado por homem e mulher pobres; passou 30 anos na casa de pobres; comia comida de pobres; vestia roupa de pobres; exercia ofício de pobres; conheceu os problemas e os sofrimento dos pobres.



(3) - O RESGATE DO PRIMOGÊNITO – Nm 18:15 – De acordo com a lei, o primogênito era consagrado a Deus. A Bíblia porém, não faz menção sobre o resgate de Jesus.



(4) - A VISITA DOS MAGOS – Os pastores adoraram o menino Jesus na estrebaria em Belém, os magos não. A visita destes aconteceu, provavelmente, alguns meses depois do nascimento de Jesus. Alguns estudiosos acham que seis meses ou mais (Mt 2:11); a fuga para o Egito aconteceu depois (Mt 2:13).




IV – A SEGUNDA INFÂNCIA DE JESUS:



(1) - O CUIDADO PATERNO E O DESENVOLVIMENTO DE JESUS – Em Sua infância Jesus dependeu dos cuidados dos pais, como qualquer outra criança.



(2) - O DESENVOLVIMENTO DISTINTO DE JESUS - Lc 2:40 – Jesus evidenciou um desenvolvimento distinto dos demais meninos. Quando outras crianças eram fracas no entendimento e inaptas para certas resoluções, Jesus se mostrou forte no espírito e tomou decisões corretas.



Pelo Espírito Santo, Seu ser revestia-se de extraordinário vigor. Enquanto outros meninos sofriam a influência da natureza pecaminosa, Ele se colocava acima de tais influências. Era o alvo do favor divino. São estes, apenas, os dados históricos que registramos da infância do nosso Salvador, antes do Seu aparecimento no Templo, aos doze anos. Vejamos o desenvolvimento que o Senhor quer ver em Seus filhos (cf I Pe 2:1; II Pe 1:5-8; 3:18; Hb 5:11-6:3).




V – A ADOLESCÊNCIA DE JESUS:



O que chamamos de adolescência de Jesus é a Sua idade de doze anos, quando foi com Seus pais a Jerusalém.



(1) - O EXEMPLO DOS PAIS E A VOCAÇÃO DE JESUS – (Lc 2:41-42) – O comparecimento ao culto de Deus faz parte dos preceitos divinos e tem relação com o bem estar espiritual dos seus filhos, desde os longos anos antes de Cristo. Os pais de Jesus subiam, anualmente, a Jerusalém, para a Páscoa. Jesus, aos doze anos, foi com eles e marcou esta etapa de Sua vida com um belo exemplo de dedicação a Deus. Nazaré distava de Jerusalém 120 km e José e Maria eram pobres. Jesus escolheu para o ambiente de Sua mocidade um lar modelo: José era justo (Mt 1:14) e Maria andava com Deus (Lc 1:48).



(2) - JESUS OBEDECEU AOS PRECEITOS JUDAICOS – Os mestres preceituavam que, a partir dos doze anos, os adolescentes começariam a jejuar de vez em quando e, a partir daí, seriam considerados filhos da sagrada aliança. Os que dessem provas de obediência e consagração, fariam parte da vida religiosa de Israel. Jesus satisfez a essas exigências, por força da vocação divina.



(3) - OS PAIS DE JESUS EM JERUSALÉM – Lc 2:44-45 - Os pais permaneceram em Jerusalém durante os dias da Páscoa. Ao voltarem, verificaram que o menino não os acompanhara. Procuraram-no durante três dias entre os companheiros de viagem e os parentes e não o encontraram. Jesus estava no templo, com os doutores da Lei. Em sentido figurado, isto nos ensina que é mais fácil encontrá-lo na Igreja do que entre amigos e parentes (Sl 26:8). Jesus permaneceu em Jerusalém, mesmo depois da festa. Toda a vida de Jesus, desde a infância, é um livro aberto que nos ensina verdades profundas e eternas (I Pe 2:21b).



(4) - A PERSISTENTE PROCURA DOS PAIS – Jesus estava no Templo, mas Seus pais não o sabiam. Preocupados com a Sua ausência, procuraram-No até encontrá-Lo em Jerusalém. Este exemplo orienta os que se separam de Cristo: O certo é voltarem ao lugar onde Jesus pode ser encontrado, onde já estiveram: NA CASA DO SENHOR!




VI – EXEMPLOS DO DESENVOLVIMENTO DE JESUS:



(1) - EXEMPLO DE DEDICAÇÃO ESPIRITUAL – Lc 2:46 – No terceiro dia, os pais de Jesus O encontraram no Templo entre os doutores. Eles discutiam as questões fundamentais das Escrituras. Isto não era somente uma instância da divina sabedoria na vida de Jesus, mas, também, revelava o Seu desejo de crescer, tanto no conhecimento como de comunicar aos Seus ouvintes a sabedoria de Deus. Desse modo, tornava-se o grande exemplo para os garotos de sua idade, que aprendem com Cristo a se deleitar na companhia dos que lhes proporcionam instrução e dignificam suas vidas no vigor dos dias.



(2) - JESUS OS OUVIA – Os que desejam aprender as coisas espirituais, devem estar prontos para ouvir, reverentes para aceitar e dóceis para obedecer.



(3) - JESUS LHES PERGUNTAVA – Conquanto já tivesse autoridade divina para ensinar, Jesus perguntava, pois desejava aprender (Lc 2:47).



(4) - A PREOCUPAÇÃO DE MARIA – Lc 2:48 - Ao vê-lo no Templo, Maria tranqüilizou-se e maravilhou-se aos ver como era admirado e respeitado pelos doutores da Lei. Os pais de Jesus o buscaram com preocupação, mas o encontraram com alegria e grande júbilo.



(5) - JESUS NA CASA DO PAI – Lc 2:49 – O desenvolvimento espiritual de Jesus concedeu-eu, aos doze anos, consciência da importância de Deus em Sua vida. Cuidar dos negócios do Pai, fazer a Sua vontade e realizar a Sua obra eram os principais objetivos da vida terrena de Jesus. Para Ele, era mais importante do que comer, beber e o aconchego do lar paterno.



(6) - JESUS, EXEMPLO DE SUBMISSÃO – Lc 2:51 - Submissão é hoje uma palavra fatídica para muita gente, especialmente para adolescentes e jovens que aspiram a liberdade que, não raro, os leva a fins trágicos. Submissão significa sujeição aos superiores. O sentido da submissão de Jesus tem relação com Sua atividade de carpinteiro, sob a orientação de José (Mt 13:55: Mc 6:3).




VII - CONSIDERAÇÕES FINAIS:



II Pe 3.18 - O alvo do crente é o crescimento. Porém, este crescimento não acontece de qualquer forma; antes ocorre nas esferas da graça e do conhecimento do Senhor.



Crescimento sem conhecimento é uma deformação, assim como o é também, o crescimento sem a graça.



O cristão deve atentar para o fato de que onde se privilegia apenas o conhecimento intelectual, sem a adição da graça, o levará a una vida árida.



Da mesma forma, esse mesmo crescimento, onde se privilegia apenas a revelação e menospreza a razão, conduzirá ao fanatismo.



O crente deve, a exemplo do seu Senhor, crescer de forma integral.







FONTES DE CONSULTA:

1.    Teologia Elementar – Imprensa Batista Regular – E. H. Bancroft
2.    101 Perguntas que as Pessoas Mais Fazem Sobre Jesus – JUERP – Don Stewart
3.       Lições Bíblicas CPAD – 2º Trimestre de 1994 – Comentarista: Estevam Ângelo de Souza



10 de abr de 2015

2º TRIMESTRE DE 2015 - LIÇÃO Nº 02 - 12.04.2015 - "O NASCIMENTO DE JESUS"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL 
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ 
LIÇÃO Nº 02 - DATA: 12/04/2015 
TÍTULO: “O NASCIMENTO DE JESUS"
TEXTO ÁUREO – Lc 2.7
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Lc 2.1-7
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/






I - INTRODUÇÃO:



Leiamos - João 1:14 - Após tantos anos de espera, o Messias nasceu. De várias maneiras, o povo reagiu a esse acontecimento que revelou tão clara a graça e a misericórdia de Deus à humanidade.



II – O NOME DE JESUS ANUNCIADO:



Deus usou o profeta Isaías de uma maneira única em profecias, sob muitos aspectos do nascimento, do ministério, da obra redentora e do futuro reinado do Messias e Salvador do mundo. Esta que estamos enfocando é uma das maiores profecias messiânicas de Isaías.



Is 7:14 – O tempo que vai deste versículo até Mt 1:22-23 é de cerca de 732 anos. Isto é, o tempo não afeta a vigência das promessas de Deus. O Senhor não conta o tempo como nós.



Em Is 7.11, Deus diz a Acaz que lhe peça um sinal confirmador daquilo que Ele acabara de predizer sobre a derrota futura dos adversários de Judá (Is 7.3-9).



Acaz, por sua incredulidade, não pediu nenhum sinal. Então, o mesmo Senhor vos dará um sinal (Is 7.14).



Nesse momento, a palavra da profecia divina por meio de Isaías transpõe os séculos à frente, e chega até Belém, aonde nasce o menino Jesus, de uma virgem chamada Maria, que concebeu por milagre do Espírito Santo.



Portanto, o caso de Maria foi realmente um grandioso sinal. Tudo em Jesus é maravilhoso, inclusive sua concepção.



“E SERÁ O SEU NOME EMANUEL” = DEUS CONOSCO. Naquele distante tempo e desde então, Jesus é o elo entre Deus e o homem; o céu e a terra.



Leiamos - Jó 9:33 – Jó lamentava que nenhum mediador havia entre ele e Deus para pleitear a sua causa. Hoje o Mediador divino é chegado, e milhões permanecem indiferentes ao seu amor e ao seu labor de reconciliar os homens com Deus – ver  Mt 1:23; Jo 1:14; 17:5; I Tm 2:5.



Is 11:1 – “UM REBENTO; UM RENOVO” – A profecia esclarece aqui que quando o Messias chegasse, a árvore da casa real de Davi estaria cortada, restando apenas o tronco e suas raízes. De fato, tanto José como Maria eram da casa de Davi (Lc 1:27; Mt 1:16). Um pequeno broto nascendo de um tronco e das suas raízes. É a linguagem figurada das escrituras referentes a Jesus nascendo como bebê na família humana, na família de Davi, do qual Jesus foi ancestral. É uma figura que trata a humildade do Salvador feito homem.



OBS: É instrutivo notar ainda que o termo “renovo” vem da mesma palavra que significa “Nazaré”, a humilde cidade onde Jesus foi criado (Mt 2:23).



Diante do fracasso humano, Deus pôs em execução seu plano de redenção, ao prometer um Redentor (Gn 3:15), que viria através da semente da mulher, Jesus Cristo (Is 7:14; Gl 4:4).



Esta promessa anuncia a vitória da semente da mulher, através das épocas (Gn 3:15; 4:25; 5:29; 8:18; 9:1, 26; 12:1-3; 17:5-7; 28:3,4; 33:11; 49:10; II Sm 7:12-13; Is 7:14; 9:6; 11:1-4; Mt 1:20-23)




Desde o início, Satanás procurou impedir o cumprimento da palavra do Criador, mas não obteve êxito (Gn 4:8; 32:6; Ex 1:15-22; I Sm 18:11; II Cr 22:10; Mt 2:16).



A referida promessa apresenta duas mensagens:



(1ª) - A SEMENTE DA MULHER ESMAGARIA A CABEÇA DA SERPENTE – Isto foi feito por Cristo na cruz (Lc 10:18; Jo 12:31; Rm 16:20; Cl 2:15; I Jo 3:8; 5:5; Apc 12:10); e



(2ª) - O CALCANHAR DA SEMENTE DA MULHER SERIA FERIDO – Havia um preço a ser pago. Isto fala do sofrimento e morte de Jesus  (Is 53:3-4, 12; Mt 4:1-10; Lc 22:39-44; Jo 12:31-33).



A vida de Jesus foi uma vida singular. Do ventre da virgem Maria até ao Trono, seus passos, palavras e atos foram preditos com antecedência de séculos, no primeiro caso e de alguns meses, no segundo.



Cerca de 300 detalhes proféticos se cumpriram em Sua Pessoa durante os 33 anos de Sua existência terrena!



Outros, porém, ultrapassaram tal período.




III - DO VENTRE DA VIRGEM MARIA ATÉ A CRUZ:



(1) - Seria concebido do ventre de uma virgem (Is 7:14; Mt 1:22-23);



(2) - Local de seu nascimento seria Belém (Mq 5:2; Mt 2:4-6);



(3) - Seu nome pessoal seria Jesus (Lc 1:31; 2:21);



(4) - Seu nome profético seria Emanuel (Is 7:14; Mt 1:23).



(5) - Seria conhecido como Nazareno (Mt 2:23; Lc 24:19).



(6) - Seria visitado por embaixadores reais (Sl 72:10; Mt 2:1-12);



(7) - Seria peregrino no Egito (Os 11:1; Mt 2:15).



(8) - Sua fuga seria precedida pela morte de inocentes (Jr 31:5; Mt 2:17);



(9) - Seu ministério seria precedido por um precursor (Is 40:3; Mt 3:3);



(10) - Sua residência seria nos confins de Zebulom e Naftali (Is 9:1; Mt 4:13-15);



(11) - Seria um grande profeta (Dt 18:18; At 7:37).



(12) - Seria um sacerdote (Sl 110:4; Hb 5:10).



(13) - Seria um rei ungido (Sl 2:6; Jo 18:37; At 4:25-26).



(14) - Como homem seria feito menor que os anjos (Sl 8:5; Hb 2:9).



(15) - Suas palavras seriam proféticas (Sl 4:7-8; Hb 10:5-7).



(16) - Seria ungido para pregar (Is 61:1; Lc 4:17-18, 21).



(17) - Seria cheio do Espírito Santo (Sl 45:7; Hb 1:9).



(18) - Ensinaria por meio de parábolas (Sl 78:2; Mt 13:35).



(19) - Sua voz seria suave (Ct 5:6; Is 42:2; Mt 12:19).



(20) - Seria reputado como um estranho (Sl 69:8; Jo 7:5).



(21) - Israel rejeitaria seus ensinos (Is 6:9-10; Mt 13:14-15).



(22) - Purificaria o templo (Sl 69:9; Jo 2:17).



(23) - Levaria nossas enfermidades em seu corpo (Is 53:4; Mt 8:17).



(24) -  Seria traído por um amigo (Sl 41:9; Jo 13:18).



(25) - Esse amigo o venderia por 30 moedas de prata (Zc 11:13-14; Mt 27:9-10).



(26) - Esse amigo se perderia (Sl 109:7-8; Jo 17:12; At 1:20).



(27) - Seria preso no Getsêmani (Zc 13:7; Mt 26:31)




IV - DA CRUZ ATÉ O TRONO:



(1) - Seus pés e mãos seriam traspassados (Sl 22:16; Jo 19:37)



(2) - Seus vestidos seriam repartidos (Sl 22:18; Jo 19:24),



(3) - Seria contado como um malfeitor (Is 53:12; Mc 15:28).



(4) - Seria zombado na cruz (Sl 22:7-8; Mc 15:29).



(5) - Sentiria sede na cruz (Sl 69:21; Jo 19:28-29).



(6) - Seus ossos não seriam quebrados (Sl 22:17; Jo 19:36).



(7) - Seu corpo seria reclamado por um homem rico (Is 53:9; Mt 27:57-58).



(8) - Sua alma não ficaria no hades (Sl 16:10; At 2:31).



(9) - Ressuscitaria dentre os mortos (Is 53:10-12; Lc 24:46).



(10) - Ascenderia aos céus (Sl 68:18; Ef 4:8).



(11) - Assentar-se-ia no trono com o Pai (Sl 110:1; Mt 22:44; Hb 1:3).



(12) - Salvador que esperamos (Is 63:1-6; Mt 24:27-31; At 15:16-18; II Ts 1:7-10; Apc 19:11-16).



(13) - Salvador que reinará eternamente ((I Cor 15:24-28).



(14) - Seu reino não terá fim (Is 9:6-7; Ez 37:21-25; Dn 7:1314; Lc 1:31-33; Apc 11:15).




V - CONSIDERAÇÕES FINAIS:



De vez em quando precisamos dar um passeio pela antiguidade, não porque estamos esquecidos dos eventos de Cristo, mas porque em um mundo de demasiadas ocupações, devemos lembrar-nos daquilo que tem valor verdadeiro.



Na Ceia do Senhor viajamos de novo ao Calvário; no tempo da Páscoa, visitamos o sepulcro vazio; no período de Natal é tempo de aceitarmos o convite dos pastores: "Vamos até Belém".



Na presente lição fizemos uma viagem no tempo através das páginas das Escrituras até à manjedoura e meditarmos de novo sobre sentido do advento de Cristo a este mundo.



FONTES DE CONSULTA E PESQUISA

Lições Bíblicas CPAD - 4º Trimestre de 1991 - Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima
Lições Bíblicas CPAD - 4º Trimestre de 1992 - Comentarista Antônio Gilberto

2 de abr de 2015

2º TRIMESTRE DE 2015 - LIÇÃO Nº 01 - 05.04.2015 - "O EVANGELHO SEGUNDO LUCAS"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº01- DATA: 05/04/2015
TÍTULO: “O EVANGELHO SEGUNDO LUCAS”
TEXTO ÁUREO – Lc 1.4
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Lc 1.1-4
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/





I - INTRODUÇÃO:



O Evangelho segundo Lucas é a narrativa mais completa da vida de Jesus que veio até nós proveniente da era apostólica. Teve a intenção de ser uma descrição completa do curso da vida do Salvador desde o seu nascimento até a sua ascensão, e faz parte de uma obra maior que inclui o livro dos Atos, o qual prossegue com a história das atividades missionárias da igreja até o estabelecimento da comunidade cristã em Roma.




II - O AUTOR:



De acordo com o testemunho uniforme da igreja, Lucas, um médico gentio e companheiro de Paulo, foi o autor do Terceiro Evangelho. Seu nome não foi mencionado nas suas páginas, mas as evidências disponíveis tendem a concordar e confirmar a tradição.



A íntima relação entre o Evangelho e o livro de Atos mostra que as duas obras têm o mesmo autor, e sejam quais forem as pistas que identifiquem o autor de uma, aplicam-se à interpretação da outra.



Os dois livros foram endereçados ao mesmo homem, Teófilo (Lc. 1:3; Atos 1:1). O conteúdo de Lucas encaixa-se perfeitamente na descrição do "primeiro tratado" mencionado na introdução dos Atos (Atos 1:1). A continuidade do estilo e dos ensinamentos sobre a pessoa de Cristo, a ênfase predominante sobre a obra do Espírito Santo, o interesse penetrante pelo ministério aos gentios, e a atenção constante que o escritor dedica aos acontecimentos históricos contemporâneos apontam para uma unidade planejada. Nessa mesma base, os fatos fornecidos pelo livro de Atos relativamente ao seu autor também se aplicam ao Evangelho.



O autor era um gentio convertido, possivelmente da igreja de Antioquia, onde Paulo serviu com Barnabé no começo do seu ministério (Atos 11:25, 26).



O escritor juntou-se-lhe mais tarde em Troas, conforme indica o uso que faz do pronome "nós" (Atos 16:10), acompanhou-o até Filipos, e presumivelmente, permaneceu lá enquanto Paulo visitava Jerusalém.



Quando Paulo retornou a Filipos, Lucas voltou com ele a Jerusalém (Atos 20:5 – 21:15), onde Paulo foi preso e colocado sob custódia protetora. No final da prisão de Paulo em Cesaréia, Lucas o acompanhou a Roma (Atos 27:1 – 28:15).



Paulo menciona Lucas três vezes em suas epístolas, chamando-o de "médico amado" (Cl. 4:14; Fm. 24), e indicando mais tarde que foi o último amigo que permaneceu com ele na sua segunda prisão (II Tm. 4:11). A declaração de Paulo que Lucas era médico está corroborada pela linguagem que Lucas usa e pelo interesse que demonstra pelas enfermidades e a cura.



Um notável exemplo dessa inclinação aparece na diferença entre a sua narrativa e a de Marcos referente à mulher que tinha uma hemorragia (Lc. 8:43; Mc. 5:26). Ele diagnostica o caso da mulher como incurável, enquanto Marcos enfatiza a incapacidade dos médicos.



O ministério de Lucas foi amplo: Médico, pastor, evangelista itinerante, historiador e escritor, foi tremendamente versátil e ativo. Tinha muitas amizades entre os líderes cristãos do primeiro século, e parece que também tinha importante e especial relacionamento com as autoridades romanas.



A tradição tem preservado algumas interessantes lendas a respeito dele, embora talvez não sejam autênticas. De acordo com essas histórias, Lucas era um artista que pintou um quadro da Virgem Maria. Nunca se casou e nos últimos anos de sua vida retirou-se para Bitínia, onde faleceu.



Outras lendas contam que ele foi martirizado na Grécia.



Enfim, não pode haver dúvida quando se assevera que Lucas, o médico amado (Cl 4.4), é o autor deste Evangelho. Na qualidade de companheiro de Paulo (Lc 1.1; 20.5 – 21.17; 27.8 – 28.16; Cl 4.10-14; Fm 24; II Tm 4.11), Lucas teve muitos contatos pessoais com os apóstolos e outras testemunhas do relato evangélico. Isso, juntamente com seu treinamento cultural helenístico, sua capacidade intelectual e seu contato íntimo com homens como Marcos (que igualmente escreveu um Evangelho), capacitou-o a escrever um completo, belo e digno Evngelho.




III - AS FONTES:



O conteúdo de Lucas tem o aspecto geral de Mateus e de Marcos porque os três Evangelhos Sinóticos tratam dos acontecimentos gerais da vida de Jesus.



Provavelmente uma grande porção da narrativa de Lucas, que coincide com o conteúdo de Mateus e Marcos, teve origem nas pregações expositivas dos missionários apostólicos.



Uma teoria largamente aceita acrescenta que Lucas usou o Evangelho de Marcos e uma especial fonte oral tal como fez Mateus. De acordo com o seu próprio testemunho ele conhecia as outras narrativas (Lc. 1:1, 2), mas não sabemos o quanto se utilizou delas.



Uma grande parte do material de Lucas, entretanto, é único no gênero. Sua história relacionada com os acontecimentos em torno do nascimento de Cristo difere de Mateus no ponto de vista e em alguns detalhes. Ele seleciona mais parábolas de Jesus do que Mateus e Marcos, e destaca mais a personalidade dos caracteres de sua narrativa.



Na história da Ressurreição, ele introduz a caminhada a Emaús, que nenhum dos outros Evangelhos dão de maneira completa.



Esses aspectos singulares ele os deve ter obtido de testemunhas oculares, pois ele não esteve pessoalmente presente nos acontecimentos que descreve. Na sua introdução ele declara que foi assim (Lc. 1:2) e mais adiante no Evangelho menciona pessoas das quais poderia ter obtido informações. Maria, a mãe de Jesus, pode ter fornecido o conteúdo dos dois primeiros capítulos; Maria Madalena, Joana, a esposa de Cuza (mordomo de Herodes), e outras mulheres (Lc 8:3) poderiam ter- lhe fornecido muitas reminiscências pessoais.



Se Lucas viajou pela Palestina durante a prisão de Paulo em Cesaréia, poderia ter entrevistado inúmeras pessoas que se lembrariam de terem ouvido Jesus pregando e ensinando. Das pregações de Paulo e dos outros apóstolos que ele ouviu, poderia ter extraído grande parte das aplicações doutrinárias que aparecem tanto no Evangelho como no livro de Atos.




IV - A DATA:



Por causa da conclusão abrupta do livro de Atos, parece que Lucas concluiu o mesmo no final dos dois anos da prisão de Paulo em Roma.



Se o Evangelho foi escrito anteriormente, conforme indica a introdução do livro de Atos (Atos 1:1), deve ter sido composto, o mais tardar, antes de 62 A.D. quando terminou a prisão em Roma. 



Talvez Lucas colheu o material para o mesmo durante seus anos de serviço com Paulo, e então, antes de sair da Palestina na companhia deste, a caminho de Roma, enviou-o de Cesaréia para o seu amigo Teófilo. Se foi assim, o Evangelho foi escrito aproximadamente em 58 A.D.



A alusão feita ao cerco e tomada de Jerusalém (Lc. 21:20-24) tem sido interpretada por alguns que o Evangelho foi escrito depois da queda da cidade em 70 A.D. Tal conclusão não é necessária, se considerarmos que o conteúdo do capítulo é uma profecia, e que Lucas está apenas registrando as palavras de Jesus sobre o futuro.



A afinidade entre a linguagem da narrativa de Lucas sobre a Última Ceia (Lc 22.14-23) e o resumo de Paulo (I Co. 11:23-26) pode indicar que Lucas estivesse repetindo as palavras que o próprio Paulo usou em diversas ocasiões. Se for assim, a composição e publicação do Evangelho podem ser colocadas mais perto dos dias de Paulo do que em período de trinta ou mais anos após.



Diante de tais fatos, Lucas, provavelmente, escreveu seu Evangelho entre os anos 64 e 60 d.C.. Pouco depois, também escreveu o livro de atos.




V - O LUGAR:



Nenhuma indicação do lugar da publicação nos foi dada. Uma tradição relaciona o Evangelho com a Grécia, possivelmente Atenas. Outra sugere que o lugar seja a Antioquia da Síria, onde Lucas teria amigos.



Cesaréia parece ser o lugar mais adequado para a sua composição, mas o Evangelho pode ter sido completado e enviado de Roma a Teófilo, se não da própria Cesaréia.




VI - O DESTINATÁRIO:



Teófilo, a quem o Evangelho foi endereçado, era provavelmente um gentio de alta posição social. Lucas o saúda com o titulo, "ó excelente", o qual ele reserva em outros lugares de seus escritos para autoridades romanas (Atos 24:3; 26:25.)



Nada se sabe dele diretamente além das duas menções feitas em Lucas 1:3 e Atos 1:1.



Era um cristão convertido, interessado em saber mais sobre a nova fé do que poderia obter da simples instrução de rotina. Os dois tratados de Lucas tinham a intenção de transformá-lo em um crente inteligente.




VII - O DESENVOLVIMENTO DAS IDEIAS:



O Evangelho de Lucas apresenta o curso da vida de Jesus como se alguém apresentasse seus pontos altos a um auditório por meio de um filme. Começa com sua genealogia e nascimento, continua através do seu ministério terreno até a Paixão, e atinge o clímax na Ressurreição.



Atos continua sua operação na igreja através do Espírito Santo até a chegada de Paulo em Roma.



O Evangelho, então, foi dedicado à primeira metade dessa apresentação progressiva da pessoa de Cristo. A estrutura de Lucas segue de modo geral a ordem de Mateus e Marcos, uma vez que foi determinada pela vida de Cristo propriamente dita.



A apresentação dos fatos é mais completa em diversos aspectos, mas é menos apegada aos tópicos do que Mateus e mais fluente que a de Marcos.




VIII - RESUMO DA MENSAGEM:



A mensagem do Evangelho de Lucas pode ser resumida nas palavras de Jesus a Zaqueu, conforme Lucas as registra: "Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido" (Lc 19:10).



O caráter e propósito de Jesus como Salvador é o tema principal deste livro. As atividades e os ensinamentos de Jesus em Lucas são focalizados no ato de tirar os homens dos seus pecados e de trazê-los de volta à vida e à esperança.



Os milagres, as parábolas, os ensinamentos e as atitudes de Jesus exemplificam seu poder e vontade redentores.



O conceito de Jesus como Filho do homem enfatiza a sua humanidade e a sua compaixão sentida por todos os homens. Ele tinha de ser a "Luz para alumiar as nações, e para glória de Israel" (Lc 2:32).



Lucas escreve como cristão gentio, com profunda apreciação pela revelação de Deus através do povo hebreu, revelando contudo uma grande simpatia por aqueles que não foram incluídos no primeiro Lucas convênio da Lei. Seu Evangelho é verdadeiramente universal no campo de ação. 




IX - ESBOÇO:



1 - Introdução – Lc 1:1-4.



2 - A anunciação do Salvador – Lc 1:5 – 2:52.



(2.1) - A anunciação a Zacarias. 1:5-25.     



(2.2) - A anunciação a Maria - Lc 1:26-56.     



(2.3) - O nascimento de João - Lc 1:57-80.



(2.4) - O nascimento de Jesus - Lc 2:1-20.



(2.5) - A apresentação no Templo - Lc 2:21-40.



(2.6) - A visita a Jerusalém - Lc 2:41-52.



3 - O aparecimento do Salvador Lc 3:1– 4:15.



(3.1) - A introdução de João Batista Lc 3:1-20.



(3.2) - O batismo de Jesus. 3:21, 22.



(3.3) A genealogia - Lc 3:23-38.



(3.4) - A tentação - Lc 4:1-13



(3.5) - A entrada na Galiléia Lc - 4:14-15.



4 - O ativo ministério do Salvador - Lc 4:16–9:50.


(4.1) - A definição do seu ministério - Lc 4:16-44.



(4.2) - As provas do seu poder - Lc 5:1–6:11.



(4.3) - A escolha dos apóstolos - Lc 6:12-19.



(4.4) – Um sumário dos seus ensinamentos - Lc 6:20-49.



(4.5) - Um período difícil do seu ministério - Lc 7:1–9:17.



(4.6) - O clímax do seu ministério - Lc 9:18-50.




5 - O caminho para a cruz - Lc 9:51–18:30.



(5.1) - A perspectiva da cruz - Lc 9:51-62.



(5.2) - O ministério dos Setenta - Lc 10:1-24.



(5.3) - Ensino público - Lc 10:25–13:21.



(5.4) - O começo dos debates públicos - Lc 13:22–16:31.



(5.5) - Instruções aos discípulos – Lc 17:1–18:30.



6 - O sofrimento do Salvador - Lc 18:31–23:56.



(6.1) - A ida a Jerusalém - Lc 18:31–19:27.



(6.2) - A entrada em Jerusalém - Lc 19:28-44.



(6.3) - O ensino em Jerusalém - Lc 19:45–21:4.



(6.4) - O discurso no Jardim das Oliveiras Lc 21:5-38.



(6.5) - A última ceia - Lc 22:1-38.



(6.6) - A traição - Lc 22:39-53.



(6.7) - A prisão e o julgamento – Lc 22:54–23:25.



(6.8) - A crucificação - Lc 23:26-49.



(6.9) - O sepultamento - Lc 23:50-56.



VII - A ressurreição - Lc 24:1-53.



(7.1) - A sepultura vazia - Lc 24:1-12.



(7.2) - A caminhada a Emaús - Lc 24:13-35.



(7.3) - O aparecimento aos discípulos - Lc 24:36-43.



(7.4) - A última comissão - Lc 24:44-49.



(7.5) - A ascensão - Lc 24:50-53.




X – CONSIDERAÇÕES FINAIS:



O Evangelho de Lucas proclama as boas novas de que Jesus não apenas afirmou ser o Salvador Divino, mas que Ele se revelou como o Redentor Todo-Poderoso que é o Filho Unigênito do Pai. Através da ressurreição e da ascensão – Lc 24.50-53 -, Ele finalmente comprovou a veracidade de Suas afirmações e o caráter genuíno de Sua auto-revelação como o Salvador do mundo, enviado, aprovado e equipado por Deus (Lc 4.17-21; 10.22).

FONTES DE CONSULTA E PESQUISA:
Bíblia Vida Nova
Comentário Moody