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12 de ago de 2013

3º TRIMESTRE DE 2013 - LIÇÃO Nº 07 - 18/08/2013 - "A ATUALIDADE DOS CONSELHOS PAULINOS"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 07- DATA: 18/08/2013
TÍTULO: “A ATUALIDADE DOS CONSELHOS PAULINOS”
TEXTO ÁUREO – Fp 3.1a
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Fp 3.1-10

PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br 
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/





I - INTRODUÇÃO:

O diabo perturba a Igreja tanto através do erro quanto do pecado. Quando ele não consegue atrair os cristãos para o pecado, engana-os com falsas doutrinas.


II – O SOFRIMENTO:

O SOFRIMENTO É SENTIR DOR FÍSICA OU MORAL. É como uma situação temporária de desordem, originada pelo pecado. (Jó 10:1-2). Assim como a morte, o sofrimento iguala todos os homens; põe todos no mesmo nível, isto é, não poupa o rico, nem protege o pobre; não tem preferência pela cor, nem pergunta pela identidade.


O sofrimento não existia no Paraíso antes da queda do homem e não existirá na eternidade (Is 65:17-25; Apc 21:4)


O salmista fez uma declaração acerca do sofrimento, que põe em inferioridade os ímpios em confronto com os que amam a Deus (Sl 32:10) - Logo, o sofrimento vem para o justo e para o ímpio. Mas o justo que confia no Senhor, tem a misericórdia como bálsamo, tem a fé que alivia a dor, tem a esperança que abranda a aflição, tem o socorro e a proteção de Deus.


III -  A ALEGRIA:

A ALEGRIA É TER CONTENTAMENTO, JÚBILO, PRAZER MORAL, SATISFAÇÃO, DELÍCIA, GOZO.


No Antigo Testamento, as palavras mais usadas para expressar ALEGRIA são: GOZO, RISO, SALTAR, SER ALEGRE, BRILHAR, ESTAR CONTENTE.


No Novo Testamento, as palavras mais usadas para expressar ALEGRIA são: GOZO, REGOZIJAR-SE.


Assim, do ponto de vista das Sagradas Escrituras, a alegria do crente independe das circunstâncias. Como dom de Deus e fruto do Espírito Santo, pode ser desfrutado sob as condições mais adversas, porquanto na vida do servo de Deus, a alegria manifesta-se até mesmo em meio às perseguições e fraquezas, pois a graça de Cristo faz-nos assentar nos lugares celestiais. (Mt 5:12; II Cor 12:9)


IV – A CIRCUNCISÃO:

Para os judeus, a circuncisão é um dos mais importantes de seus 613 mandamentos. Geralmente, é interpretada como sinal de pacto entre Deus e a nação de Israel, e, por conseguinte, indispensável como sinal característico de que alguém pertence a mesma (à nação de Israel) – Ler Gn 17:10-14; Ex 12:44-49.


O pacto com Abraão prometia a inauguração de uma nova nação, uma nação santa, para a qual Deus pudesse revelar os seus caminhos e, através da qual, pudesse enviar o seu Messias ou Ungido. Esse propósito divino só poderia ser perfeitamente concretizado se essa nação viesse a participar da santidade de Deus e isso envolve a necessidade da remoção da natureza carnal (Gn 17:11), apontando para o propósito ético de Deus, separando a nação israelita para Si mesmo.


No Antigo Testamento a circuncisão era o sinal de que o israelita estava em relacionamento pactual com Deus (Gn 17.11). Simbolizava a remoção ou separação do pecado e de tudo quanto era ímpio.


Em seus ensinos, Paulo mostrou que a verdadeira circuncisão não é a externa, mas a que se pratica no coração; é uma obra do Espírito Santo no coração da pessoa, pela qual o pecado e o mal são cortados (Rm 2.25-29; Fp 3.3; Cl 2.11). Advém esta do verdadeiro arrependimento e da verdadeira fé nos desígnios de Deus.


Do exposto, o crente, segundo o concerto do Novo Testamento, passou por uma circuncisão espiritual, a saber: o despojar "do corpo da carne". Trata-se de um ato espiritual, mediante o qual Cristo remove nossa velha criação irregenerada e rebelde contra Deus, e nos comunica a vida espiritual ou ressurreta de Cristo (vv. 12,13); é uma circuncisão do coração (Dt 10.16; 30.6; Jr 4.4; 9.26; Rm 2.29).


V – CÃES; MAUS OBREIROS; E FALSA CIRCUNCISÃO:

Fp 3.2 – A maior provação de Paulo era a tristeza que sentia e experimentava por causa dos que distorciam o Evangelho de Cristo. Seu amor a Deus, à Igreja e à verdade redentora, era tão forte que o levou a opor-se energicamente àqueles que pervertiam a doutrina pura, e a descrevê-los como cães e maus obreiros.


A advertência não é contra três tipos de pessoas (por exemplo, pagãos, mestres cristãos egoístas e judeus), mas contra um tipo visto sob três ângulos: O CARÁTER (CÃES); CONDUTA (MAUS OBREIROS); e CREDO (FALSAS CIRCUNCISÕES).


Analisemos cada um deles, separadamente:


(A) - Seu caráter (cães) - De acordo com a lei mosaica o cão era um animal impuro (Dt. 23:18). Nas cidades orientais ele era um animal necrófago e geralmente doente – uma criatura desprezada, descarada e miserável.


O profeta Isaías trata de cães mudos aos falsos profetas (Is 56.10), ao qual parece referir-se o apóstolo.


O apóstolo Paulo os trata de mutiladores, porque rasgam a Igreja de Cristo e a despedaçam. A obra da religião não tem propósito algum se o coração não estiver nela; devemos adorar a Deus com a força e a graça do Espírito divino. Eles se regozijam em Cristo Jesus, não só no deleite e cumprimento externo. Nunca nos resguardaremos demasiadamente dos que se opõem à doutrina da salvação gratuita, ou abusam dela.


Paulo inverte este termo de desrespeito que há muito era aplicado pelos judeus aos gentios (Mt 15:27) e diz que são os cristãos que se deleitam junto à mesa do banquete espiritual, enquanto os judeus são aqueles que comem as “sobras das ordenanças carnais".


Os cães são ou os judaizantes extremistas ou os judeus que se opunham ao evangelho. Aproveitam-se de restos, de coisas imundas para se alimentarem.


É uma palavra de desprezo. Eram eles os párias do Oriente, que se alimentavam de restos das ruas. Paulo inferia que os judaizantes estavam colocados em plano oposto ao concerto e à graça, merecendo, portanto, o mesmo tratamento que eles davam aos gentios.


(B) - Conduta (maus obreiros) – São os falsos mestres; os que se aproveitam dos erros de alguns, e das tristezas de outros para dividirem as Igrejas; são os que ensinam doutrinas erradas, como a falsa circuncisão; são os que ensinam a guarda a Lei, os dias e reduzem a nada o significado do sacrifício de Cristo, que é em si suficiente para redimir o homem.


(C) - Credo (falsas circuncisões) – O verbo foi usado na LXX referindo-se às mutilações proibidas pela lei mosaica.


Com um amargo jogo de palavras, Paulo os chama de falsa circuncisão (katatome) em lugar de circuncisão (peritome). Eles são "aqueles que mutilam a carne". Deste modo, uma paródia de desprezo: amputação, não circuncisão.


“Katatome” implica em rito despojado de fé, símbolo vazio, apenas mutilação do corpo.


“Peritome”, ao contrário, significa uma circuncisão real de fé, como Fp 3.3 - os que servem a Deus e se gloriam em Jesus Cristo que é a única fonte da justiça. Os que fazem assim não põem sua confiança em sua própria justiça nem nas obras da carne.


CÃES, MAUS OBREIROS e OS DA FALSA CIRCUNCISÃO – Tenhamos muito cuidado com eles! Pentecostes neles! O melhor remédio para nos libertarmos deles é fazermos um curso bíblico, aproveitando as experiência de Paulo – Fp 3.8-21.


Leiamos ainda Rm 2.25-29; Gl 3.1-2; 4.21-31.


VI – OS FALSOS MESTRES:

DESCRIÇÃO - Mc 13.22 - O crente da atualidade precisa estar informado de que pode haver, nas igrejas, diversos obreiros corrompidos e distanciados da verdade, como os mestres da lei de Deus, nos dias de Jesus (Mt 24.11,24). Jesus adverte, aqui, que nem toda pessoa que professa a Cristo é um crente verdadeiro e que, hoje, nem todo escritor evangélico, missionário, pastor, evangelista, professor, diácono e outros obreiros são aquilo que dizem ser.


(1) - Esses obreiros "exteriormente pareceis justos aos homens" (Mt 23.28) - Aparecem "vesti­dos como ovelhas" (Mt 7.15). Podem até ter uma mensagem firmemente baseada na Palavra de Deus e expor altos padrões de retidão. Podem parecer sinceramente empenhados na obra de Deus e no seu reino, demonstrar grande interesse pela salvação dos perdidos e professar amor a todas as pessoas. Parecerão ser grandes ministros de Deus, líderes espirituais de renome, ungidos pelo Espírito Santo. Poderão realizar milagres, ter grande sucesso e multidões de seguidores (Mt 7.21-23; 24.11,24; 2 Cor 11.13-15).


(2) - Todavia, esses homens são semelhantes aos falsos profetas dos tempos antigos (Dt 13.3; l Rs 18.40; Ne 6.12; Jr 14.14; Os 4.15), e aos fariseus do N.T.. Longe das multidões, na sua vida em particular, os fariseus entregavam-se à "rapina e de iniquidade" (Mt 23.25), "cheios de ossos de mortos e de toda imundícia" (Mt 23.27), "cheios de hipocrisia e de iniquidade" (Mt 23.28). Sua vida na intimidade é marcada por cobiça carnal, imoralidade, adultério, ganância e satisfação dos seus desejos egoístas.


(3) - De duas maneiras, esses impostores conseguem uma posição de influência na igreja:


(3.1) - Alguns falsos mestres e pregadores iniciam seu ministério com sinceridade, veracidade, pure­za e genuína fé em Cristo. Mais tarde, por causa do seu orgulho e desejos imorais, sua dedica­ção pessoal e amor a Cristo desaparecem lentamente. Em decorrência disso, apartam-se do reino de Deus (l Co 6.9,10; Gl 5.19-21; Ef 5.5,6) e se tornam instrumentos de Satanás, disfar­çados em ministros da justiça (ver 2 Co 11.15).


(3.2) - Outros falsos mestres e pregadores nunca foram crentes verdadeiros. A serviço de Satanás, eles estão na igreja desde o início de suas atividades (Mt 13.24-28, 36-43). Satanás tira partido da sua habilidade e influência e promove o seu sucesso. A estratégia do inimigo é colocá-los em posições de influência para minarem a autêntica obra de Cristo. Se forem descobertos ou desmascarados, Satanás sabe que grandes danos ao evangelho advirão disso e que o nome de Cristo será menosprezado publicamente.


 A PROVA - Quatorze vezes nos Evangelhos, Jesus advertiu os discípulos a se precaverem dos líderes enganadores (Mt 7.15; 16.6,11; 24.4,24; Mc 4.24; 8.15; 12.38-40; 13.5; Lc 12.1; 17.23; 20.46; 21.8). Noutros lugares, o crente é exortado a por à prova mestres, pregadores e dirigen­tes da igreja (l Ts 5.21; l Jo 4.1).


Seguem-se os passos para testar falsos mestres ou falsos profetas:


(1) - Discernir o caráter da pessoa - Ela tem uma vida de oração perseverante e manifesta uma devoção sincera e pura a Deus? Manifesta o fruto do Espírito (Gl 5.22,23), ama os pecadores (Jo 3.16), detesta o mal e ama a justiça (Hb l.9) e fala contra o pecado (Mt 23; Lc 3.18-20)?


(2) - Discernir os motivos da pessoa - O líder cristão verdadeiro procurará fazer quatro coisas:


(2.1) - Honrar a Cristo (2 Co 8.23; Fp 1.20);


(2.2) - Conduzir a igreja à santificação (At 26.18; l Co 6.18; 2 Co 6.16-18);


(2.3) - Salvar os perdidos (l Co 9.19-22); e


(2.4) - Proclamar e defender o evangelho de Cristo e dos seus apóstolos (Fp 1.16; Jd 3).


(3) - Observar os frutos da vida e da mensagem da pessoa. Os frutos dos falsos pregadores comumente consistem em seguidores que não obedecem a toda a Palavra de Deus (Mt 7.16).


(4) - Discernir até que ponto a pessoa se baseia nas Escrituras. Este é um ponto fundamental: Ela crê e ensina que os escritos originais do A.T. e do N.T. são plenamente inspirados por Deus, e que devemos observar todos os seus ensinos? (2 Jo 9-11). Caso contrário, podemos estar certos de que tal pessoa e sua mensagem não provêm de Deus.


(5) - Finalmente, verifique a integridade da pessoa quanto ao dinheiro do Senhor. Ela recusa grandes somas para si mesma, administra todos os assuntos financeiros com integridade e responsabilidade, e procura realizar a obra de Deus conforme os padrões do N.T. para obreiros cristãos? (l Tm 3.3; 6.9,10).


Apesar de tudo que o crente fiel venha a fazer para avaliar a vida e o trabalho de tais pessoas, não deixará de haver falsos mestres nas igrejas, os quais, com a ajuda de Satanás, ocultam-se até que Deus os desmascare e revele aquilo que realmente são.


VII – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Nem sempre a Palavra de Deus agrada aos ouvintes. Por isso, tenhamos cuidado, pois um caminho rápido para a falsidade é pregar somente aquilo que agrada às pessoas.


Jo 7:14-18 - Ao examinarmos as credenciais de um verdadeiro mestre, temos de observar tanto o seu caráter como a sua mensagem, pois “DOUTRINA SADIA E VIDA SANTA SÃO OS SINAIS DOS VERDADEIROS PROFETAS”.


FONTES DE CONSULTA:

Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia – Editora e Distribuidora Candeia – R. N. Champlin e J. M. Bentes

A Bíblia de Estudo Pentecostal - Edições CPAD

A Bíblia Shedd - Edições Vida Nova

A Bíblia de Estudo Vida - Editora Vida

Dicionário Teológico - CPAD - Claudionor Corrêa de Andrade