Loading...

COMENTE

Caro Leitor,

Caso queira, na parte final de cada um dos Subsídios, você tem a liberdade de fazer seu comentário. É só clicar na palavra "comentários" e digitar o seu. Não é preciso se identificar. Para isto, após o comentário, click em "anônimo" e pronto. Que Deus continue abençoando sua vida, em nome de Jesus.







24 de abr de 2011

2º TRIMESTRE DE 2011 - LIÇÃO Nº 05 - 01/05/2011 - "A IMPORTÂNCIA DOS DONS ESPIRITUAIS"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 05 - DATA: 01/05/2010
TÍTULO: “A IMPORTÂNCIA DOS DONS ESPIRITUAIS”
TEXTO ÁUREO – I Cor 12:1
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Cor 12:1-11
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/



I – INTRODUÇÃO:

• Dentre as insondáveis riquezas espirituais que Deus coloca à disposição da Sua Igreja na terra, destacam-se os dons do Espírito Santo, apresentados pelo apóstolo Paulo como agentes de poder e de vitória que habilitam a Igreja para o cumprimento da sua missão no mundo.


II - FALSOS CONCEITOS QUANTO AOS DONS ESPIRITUAIS:

• Desde o início do Movimento Pentecostal, aqueles que procuram combatê-lo têm inventado as mais variadas e absurdas teorias quanto aos dons do Espírito Santo. Dentre essas teorias se destacam as seguintes:

• (1) – OS DONS ERAM RESTRITOS À ERA APOSTÓLICA - Os que defendem esta teoria afirmam que os sinais sobrenaturais e os dons do Espírito Santo foram enviados com o propósito exclusivo de confirmar a divindade de Jesus Cristo e autenticar os primeiros pregadores do Evangelho e sua mensagem. Argumentam também que a necessidade de tais manifestações sobrenaturais cessou depois de completado o Novo Testamento.

• (2) – OS DONS HOJE SÃO HABILIDADES NATURAIS - Isto é, Deus premia algumas pessoas privilegiadas, dando-lhes dotes especiais. Por exemplo: pessoas com a habilidade fora do comum para linguística, como Ruy Barbosa, têm o dom de línguas e de interpretação; quem tem mãos habilidosas e grandes capacidade como cirurgião, tem o dom de curar; quem mostra erudição na pregação, tem o dom da profecia; e assim por diante.

• (3) – OS DONS SÃO INALCANÇÁVEIS - Os que advogam esta interpretação dizem que os dons são tão grandiosos e santos na sua essência, que ninguém está suficientemente preparado para merecê-los; portanto ninguém os possui.


III - A ATUALIDADE DOS DONS ESPIRITUAIS:

• Não há nenhuma evidência no Novo Testamento de que os dons espirituais foram restritos à era apostólica, nem que eles sejam habilidades naturais aos mais inteligentes, ou mesmo que sejam tão santos em si a ponto de ninguém se achar em condição de recebê-los. Noutras palavras: os dons do Espírito Santo são habilidades divinas destinadas a todos os crentes e em todas as épocas, até se consumar o arrebatamento da Igreja.

• A compreensão da atualidade dos dons do Espírito Santo, deverá nos conduzir a uma série de assunto na primeira carta de Paulo aos coríntios, considerando os seguintes pontos:

• (1) – OS CRENTES NÃO DEVEM IGNORAR OS DONS ESPIRITUAIS - (I Cor 12:l) - Se queremos ser sinceros e realistas, temos de admitir a ignorância que a grande maioria dos membros das Igrejas pentecostais tem quanto a este assunto. Na verdade temos visto com tristeza muitos ministros ditos "pentecostais" combatendo, mais do que promovendo, o conhecimento dos dons espirituais.

• É certo que existem exageros. Mas é devido a ausência de ensino sistemático sobre o assunto. Todos os membros de nossas Igrejas merecem e precisam o que de melhor existe em termos de ensinamentos acerca dos dons espirituais.


• (2) – OS DONS SÃO UMA CONCESSÃO DO ESPÍRITO SANTO – I Cor 12:7 - A torneira não pode dizer de si mesma: - "Eu produzo água", pois seria uma inverdade. Quem produz água é a fonte. A torneira é apenas o canal através do qual flui a água.

• Os dons são do Espírito Santo, e, através deles, o Espírito opera em quem quer, como quer, quando quer e onde quer, com a finalidade precípua de edificar a Igreja, o corpo vivo de Cristo.


• (3) – OS DONS ESPIRITUAIS VISAM A UNIDADE DA IGREJA – I Cor 12:25-26 - No corpo de Cristo, nenhum de seus membros tem o seu valor resultante dalgum padrão de comparação. Uma vez que cada membro tem sua função específica, todos têm valor próprio dentro da escala de valores divinos. Deste modo ninguém tem maior valor do que o outro só porque tem um dom a mais ou um dom diferente. Para que haja operação na edificação da Igreja, os dons espirituais comunicam primeiramente a ideia de unidade. Não é assim que funciona um corpo humano saudável?


• (4) – OS DONS ESPIRITUAIS DEVEM SER BUSCADOS COM ZELO – I Cor 12:31 - Parte do valor daquilo que desejamos e buscamos é proporcional a quanto em dinheiro e em esforços estamos prontos a dar para conquistá-lo. De igual modo acontece com respeito à busca dos dons espirituais. Se eles têm algum valor para nós, devemos buscá-los com zelo, com empenho através duma vida de constante comunhão com Deus e de submissão total ao senhorio de Jesus Cristo – I Pe 3:15.


• (5) – OS DONS ESPIRITUAIS DEVEM SER EXERCITADOS COM AMOR – I Cor 13 - O elemento aferidor da espiritualidade do crente é o amor e não quantas vezes ele fala em línguas por dia ou quantas profecias ele tem por semana. Se faltasse o amor tudo isto "seria como o metal que soa ou como o sino que tine... nada seria... nada disso me aproveitaria" – I Cor 13:1-3.

• Para muitos pentecostais os dons espirituais são tudo; o amor não passaria dum adereço, um enfeite na sua roupa de festa. Mas, qual não será a surpresa daqueles que no dia do ajuste de contas final, ao dizerem a Jesus: "Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas?" - Hão de ouvir da parte do Senhor: "Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade" (Mt 7.22,23).


IV – REGULAMENTO DOS DONS:

• A faísca que fende as árvores, queima casas e mata gente, é da mesma natureza da eletricidade gerada na usina que tão eficientemente ilumina as casas e aciona as fábricas. A diferença está apenas em que a da usina é controlada.

• Em I Cor 12, Paulo revelou os grandiosos recursos espirituais de poder disponível para a Igreja.

• No cap. 14, Paulo mostra como esse poder deve ser regulado, de modo que edifique, em lugar de destruir a Igreja.

• A instrução era necessária, pois uma leitura de I Cor 14 demonstrará que a desordem havia reinado em algumas reuniões, devido à falta de conhecimento das manifestações espirituais. Nesse capítulo, Paulo expõe os seguintes princípios para esse regulamento:

• (A) – VALOR PROPORCIONAL – I Cor 14:5-10 - Os coríntios haviam-se inclinado demasiadamente para o dom de línguas, indubitavelmente por causa de sua natureza espetacular. Paulo lembra-lhes que a interpretação e a profecia eram necessárias para que o povo pudesse ter conhecimento inteligente do que se estava dizendo.

• (B) – EDIFICAÇÃO - O propósito dos dons é a edificação da Igreja, para encorajar os crentes e converter os descrentes. Mas, diz Paulo: - "se um de fora entra na Igreja e tudo que ouve é falar em línguas sem interpretação, bem concluirá: esse povo é demente (louco)" - I Cor 14:12, 23.

• (C) – SABEDORIA – I Cor 14:20 - "Irmãos, não sejais meninos no entendimento." Em outras palavras: "Usai o senso comum."

• (D) – AUTODOMÍNIO – I Cor 14:32 - Alguns coríntios poderiam protestar assim: - "Não podemos silenciar! Quando o Espírito Santo vem sobre nós, somos obrigados a falar”. Mas Paulo responderia: - "Os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas." Isto é, aquele que possui o dom de línguas pode dominar sua expansão e falar unicamente a Deus, quando tal domínio seja necessário.

• (E) - ORDEM – I Cor 14:40 - O Espírito Santo, o grande Arquiteto do universo com toda sua beleza, não inspirará aquilo que seja desordenado e vergonhoso. Quando o Espírito Santo está operando com poder, haverá uma comoção e um movimento, e aqueles que aprenderam a render-se a Ele não criarão cenas que não edifiquem.

• (F) – SUSCETÍVEL DE ENSINO – I Cor 14:36-37 - Infere-se aqui que alguns dos coríntios haviam ficado ofendidos pela crítica construtiva de seus dirigentes.


V – REQUISITOS PARA O RECEBIMENTO DOS DONS:

• Deus é soberano na questão de outorgar os dons; é Ele quem decide quanto à classe de dom a ser outorgado. Ele pode conceder um dom sem nenhuma intervenção humana, e mesmo sem a pessoa o pedir. Mas, geralmente, Deus age em cooperação com o homem, e há alguma coisa que o homem pode fazer nesse caso. Que se requer daqueles que desejam os dons?

• (A) – SUBMISSÃO À VONTADE DIVINA - A atitude deve ser, não o que eu quero, mas o que Ele quer. Às vezes queremos um dom extraordinário e Deus pode decidir por outra coisa.

• (B) – AMBIÇÃO SANTA – I Cor 12:31; 14:1 - Muitas vezes a ambição tem conduzido as pessoas à ruina e ao prejuízo, mas isso não é razão de não a consagrarmos ao serviço de Deus.

• (C) – DESEJO ARDENTE - Naturalmente isso resultará em oração e sempre em submissão a Deus - l Reis 3:5-10; 2 Reis 2:9-10.

• (D) – FÉ - Alguns têm perguntado o seguinte: - "Devemos esperar pelos dons?" Posto que os dons espirituais são instrumentos para a edificação da Igreja, parece mais razoável começar a trabalhar para Deus e confiar nEle, a fim de que conceda o dom necessário para a tarefa particular. Desse modo o professor da Escola Dominical confiará em Deus para a operação dos dons necessários a um mestre; da mesma maneira o pastor, o evangelista e os leigos.

• Uma boa maneira de conseguir um emprego é ir preparado para trabalhar. Uma boa maneira de receber os dons espirituais é estar "na obra" de Deus, em vez de estar sentado, de braços cruzados, esperando que o dom caia do céu.

• (E) – AQUISCÊNCIA - O fogo da insipação pode ser extinguido pela negligência; daí a necessidade de despertar (literalmente "acender") o dom que está em nós (2 Tim. 1:6; l Tim. 4:14).


VI – A PROVA DOS DONS:

• As Escrituras admitem a possibilidade da inspiração demoníaca como também das supostas mensagens proféticas que se originam no próprio espírito da pessoa. Apresentamos as seguintes provas pelas quais podemos distinguir entre a inspiração verdadeira e a falsa.

• (A) – LEALDADE A CRISTO - Quando estava em Éfeso, Paulo recebeu uma carta da Igreja em Corinto contendo certas preguntas, uma das quais era "concernente aos dons espirituais" (I Cor 12:3 - Isso sugere uma provável razão para a pergunta).

• Durante uma reunião, estando o dom de profecia em operação, ouvia-se uma voz que gritava: "Jesus é maldito."

• É possível que algum advinho ou devoto do templo pagão houvesse assistido à reunião, e quando o poder de Deus desceu sobre os cristãos, esses pagãos se entregaram ao poder do demônio e se opuseram à confissão: "Jesus é Senhor", com a negação diabólica: "Jesus é maldito!" A história das missões modernas na China e em outros países oferece casos semelhantes.

• Paulo imediatamente explica aos coríntios, desanimados e perplexos, que há duas classes de inspiração: a divina e a demoníaca, e explica a diferença entre ambas.

• Ele lembrou-lhes os impulsos e êxtases demoníacos que haviam experimentado ou presenciado em algum templo pagão, e assinala que essa inspiração conduz à adoração dos ídolos (l Cor 10:20). De outra parte, o Espírito de Deus inspira as pessoas a confessarem a Jesus como Senhor - l Cor 12:3; Apc 19:10; Mat 16:16-17; l Jo 4:1-2.

• Naturalmente isso não significa que a pessoa não pode dizer, como um papagaio, que Jesus é Senhor. O sentido verdadeiro é que ninguém pode expressar a sincera convicção sobre a divindade de Jesus sem a iluminação do Espírito Santo – Rm 10:9

• (B) - A PROVA PRÁTICA - Os coríntios eram espirituais no sentido de que mostravam um vivo interesse nos dons espirituais (l Cor 12:1; 14:12). Entretanto, embora gloriando-se no poder vivificante do Espírito, parecia haver falta do Seu poder santificador: Estavam divididos em facções; a Igreja tolerava um caso de imoralidade indescritível; os irmãos processavam uns aos outros nos tribunais; alguns estavam retrocedendo para os costumes pagãos; outros participavam da ceia do Senhor em estado de embriaguez.

• Podemos estar seguros de que o apóstolo não julgou asperamente esses convertidos, lembrando-se da vileza pagã da qual recentemente haviam sido resgatados e das tentações de que estavam rodeados. Porém ele sentiu que os coríntios deviam ficar impressionados com a verdade de que por muito importantes que fossem os dons espirituais, o alvo supremo de seus esforços devia ser: o caráter cristão e a vida reta.

• Depois de encorajá-los a que "procurassem os melhores dons" (l Cor 12.31), ele acrescenta o seguinte: "Eu vos mostrarei um caminho ainda mais excelente." A seguir vem seu sublime discurso sobre o amor divino, a coroa do caráter cristão.

• Mas aqui devemos ter cuidado de distinguir as coisas que diferem entre si. Aqueles que se opõem ao falar em línguas (que são antibíblicos em sua atitude, l Cor. 14:39), afirmam que se faria melhor buscar o amor, que é o dom supremo. Eles são culpados de confundir os pensamentos. O amor não é um dom, mas um fruto do Espírito.

• O fruto do Espírito é o desenvolvimento progressivo da vida de Cristo enxertada pela regeneração; ao passo que os dons podem ser outorgados repentinamente a qualquer crente cheio do Espírito, em qualquer ponto de sua experiência. O primeiro representa o poder santificador do Espírito, enquanto o segundo implica seu poder vivificante.

• Não obstante, ninguém erra em insistir pela supremacia do caráter cristão. Por muito estranho que pareça, é um fato comprovado que possoas deficientes na santidade podem exibir manifestações dos dons. Devemos considerar os seguintes fatos:

• (1º) - O batismo no Espírito Santo não faz a pessoa perfeita de uma vez. A dotação de poder é uma coisa; a madureza nas graças critãs é outra. Tanto o novo nascimento como o batismo no Espírito Santo são dons da graça de Deus e revelam Sua graça para conosco. Todavia, pode haver a necessidade duma santificação pessoal que se obtenha por meio da operação do Espírito Santo, revelando pouco a pouco a graça de Deus em nós.

• (2º) - A operação dos dons não tem um poder santificador: Balaão experimentou o dom profético, embora no coração desejasse trair o povo de Deus por dinheiro.

• (3º) - Paulo nos diz claramente da possibilidade de possuir os dons sem possuir o amor.

• Sérias consequências podem sobrevir àquele que exercita os dons à parte do amor. Primeiro, será uma pedra de tropeço constante para aqueles que conhecem seu verdadeiro caráter; segundo, os dons não lhe são de nenhum proveito. Nenhuma quantidade de manifestações espirituais, nenhum zelo no ministério, nenhum resultado alcançado, podem tomar o lugar da santidade pessoal - Hb 12:14.

• (C) – A PROVA DOUTRINÁRIA - O Espírito Santo veio para operar na esfera da verdade com relação à deidade de Cristo e Sua obra expiatória. É inconcebível que Ele contradissesse o que já foi revelado por Cristo e Seus apóstolos. Portanto, qualquer profeta, por exemplo, que negue a encarnação de Cristo, não está falando pelo Espírito de Deus - l Jo 4:2-3.


VII - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• Nestas considerações finais, apresentaremos duas “notas” que, entendemos, trará maior equilíbrio concernente ao tema da presente lição:

NOTA 1:

• Inferimos, pela leitura de I Cor 14, que existe poder para ser governado. Portanto, o capítulo seria sem nenhum significado para uma Igreja que não experimenta as manifestações do Espírito.

• É muito certo que os coríntios haviam descarrilado quanto aos dons espirituais. Entretanto, ao menos tinham os trilhos e uma estrada! Se Paulo tivesse agido como alguns críticos modernos, teria removido até a estrada e os trilhos! Em lugar disso, ele sabiamente os colocou de novo sobre os trilhos para prosseguirem viagem!

• Quando a Igreja do segundo e terceiro séculos reagiu contra certas extravagâncias, ela inclinou-se para o outro extremo e deixou muito pouco lugar para as operações do Espírito. Mas essa é apenas uma parte da explicação do arrefecimento do entusiasmo da Igreja e a cessação geral das manifestações espirituais. Cedo na história da Igreja começou um processo centralizador de sua organização e a formação de credos dogmáticos e inflexíves. Ainda que isso fosse necessário como defesa contra as falsas seitas, tinha a tendência de impedir o livre movimento do Espírito e fazer do Cristianismo uma questão de ortodoxia mais do que vitalidade espiritual.

• Assim escreve o Dr. T. Rees: No primeiro século, o Espírito era conhecido por suas manifestações, mas do segundo século em diante era conhecido pela regra da Igreja, e qualquer fenômeno espiritual que não estivesse em conformidade com essa regra era atribuído a espíritos maus.

• As mesmas causas, nos tempos modernos, têm resultado em descuido da doutrina e da obra do Espírito Santo, descuido reconhecido e lamentado por muitos dirigentes religiosos.

• Apesar desses fatos, o poder do Espírito Santo nunca deixou de romper todos os impedimentos do indiferentismo e formalismo, e operar com força vivificadora.


NOTA 2:

• Devemos diferenciar entre manifestações e reações.

• Tomemos a seguinte ilustração: a luz da lâmpada elétrica é uma manifestação da eletricidade; é da natureza da eletricidade manifestar-se na forma de luz. Mas quando alguém toma um choque elétrico e solta um grito ensurdecedor, não podemos dizer que o grito seja manifetação da eletricidade, porque não está na natureza da eletricidade manifestar-se em voz audível. O que aconteceu foi a reação da pessoa à corrente elétrica! Naturalmente a reação dependerá do caráter e temperamento da pessoa. Algumas pessoas calmas e de "sangue frio" apenas suspirariam, ofegantes, sem dizer nada.

• Apliquemos essa regra ao poder espiritual:

• As operações dos dons em l Cor. 12:7-10 são biblicamente descritas como manifestações do Espírito. Muitas ações (em geral chamadas "manifestações"), realmente são reações da pessoa ao movimento do Espírito. Referimo-nos a tais ações como gritar, chorar, levantar as mãos e outras cenas.

• Que valor prático há no conhecimento dessa distinção?

(1º) - Ajudar-nos-á a honrar e reconhecer a obra do Espírito sem atribuir a Ele tudo o que se passa nas reuniões. Os críticos, ignorando a referida distinção, incorretamente concluem que a falta de elegância ou estética na manifestação de certa pessoa prova que ela não está inspirada pelo Espírito Santo. Tais críticos poderiam ser comparados ao inivíduo que, ao ver os movimentos grotescos de quem estivesse tomando forte choque elétrico, exclamasse: "A eletricidade não se manifesta assim"! O impacto direto do Espírito Santo é de tal forma comovente, que bem podemos desculpar a frágil natureza humana por não se comportar como se fosse sob uma influência mais gentil.

• (2º) - O conhecimento dessa distinção, naturalmente, estimulará a reagir ao movimento do Espírito duma maneira que sempre glorifique a Deus. Certamente é tão injusto criticar as extravagâncias dum novo convertido como criticar as quedas e tropeços da criancinha que aprende a andar. Mas ao mesmo tempo, orientado por l Cor 14, é claro que Deus quer que Seu povo reaja ao Espírito, duma maneira inteligente, edificante e disciplinada. "Procurai abundar neles, para edificação da Igreja" (l Cor 14:12).



FONTES DE CONSULTA:

1. Oliveira, Raimundo de – As Grandes Doutrinas da Bíblia – CPAD


2. Pearlman, Myer – Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – Editora Vida

17 de abr de 2011

2º TRIMESTRE DE 2011 - LIÇÃO Nº 04 - 24/04/2011 - "ESPÍRITO SANTO - AGENTE CAPACITADOR DA OBRA DE DEUS"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 04 - DATA: 24/04/2010
TÍTULO: “ESPÍRITO SANTO – AGENTE CAPACITADOR DA OBRA DE DEUS”
TEXTO ÁUREO – Lc 24:49
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Lc 24:46-49; At 1:4-81
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/




I – INTRODUÇÃO:

• A dispensação em que vivemos atualmente é um tempo oportuno para as atividades especiais do Espírito Santo entre os homens, como Aquele sobre quem pesa a responsabilidade de alcançar todo este vasto Universo, encaminhando os homens para Deus. Entretanto, sabemos que o mesmo Espírito também exerceu as Suas atividades em tempos mais remotos. Muito antes do alvorecer dos tempos, Ele já existia como a Terceira Pessoa da Trindade divina.

II – O ESPÍRITO SANTO NA CRIAÇÃO:

• Gn 1:2 – Muito antes de o homem aparecer na terra e mesmo antes da terra existir, o Espírito Santo já existia. A terra era uma massa informe, vazia e escura. Foi então que um raio de esperança brilhou, iluminando-a, antes mesmo que Deus ordenasse o aparecimento da luz. Assim, o “Espírito de Deus pairava sobre as águas”. Foi este aspecto diferente o primeiro prenúncio da perfeição das obras do Criador.

• Jó 26:13 – Com singular inspiração, Jó mostra que através do Espírito Santo, Deus não apenas formou o Universo, mas o embelezou, estabelecendo a ordem de ação de cada astro, do menor ao maior.

III – O ESPÍRITO SANTO ANTES DO DILÚVIO:

• Gn 6:1-5 – Aqui está um quadro calamitoso: A terra estava corrompida; a maldade do homem não tinha limites; todos os pensamentos do coração do homem eram maus continuamente. Era a depravação total da raça humana.

• Diante disto, podemos tecer a seguinte consideração: Os homens resistiam ao Espírito Santo, apesar de Sua persistência em conduzi-los à consciência do erro e uma consequente volta para Deus.

• Face à impenitência do homem e em estado de profunda tristeza, disse Deus a Noé: “O meu Espírito não agirá para sempre no homem”.

• Apesar disso, Deus ainda deu ao homem uma oportunidade que durou cerca de cento e vinte anos. Mesmo assim, em atitude de rebeldia contra o Espírito de Deus, o homem continuou na escalada do pecado, culminando a destruição trazida pelo dilúvio.

IV – O ESPÍRITO SANTO NOS LÍDERES DO ANTIGO TESTAMENTO:

• Há grandes vultos do A.T., em cujas vidas o Espírito Santo encontrou lugar para operar. Por exemplo:

• Foi pela operação do Espírito Santo que...:


• (1) – José se evidenciou com capacidade de revelar mistério e sabedoria para administrar – Gn 41:8, 38;

• (2) – Moisés mostrou autoridade divina para liderar e sabedoria para legislar sobre o povo de Deus – Is 63:1;

• (3) – Os setenta anciãos mostraram habilidade como cooperadores na condução dos filhos de Israel durante a peregrinação no deserto – Nm 11:16-17, 25;

• (4) – Bezaleel recebeu capacidade para construir o Tabernáculo e para ensinar a outros o mesmo serviço – Ex 31:1-4; 35:34;

• (5) – Otniel adquiriu sabedoria para julgar Israel – Jz 3:10-11;

• (6) – Gideão encontrou coragem para lutar – Jz 6:34;

• (7) – Jefté lutou e venceu os amonitas – Jz 11:29;

• (8) - Sansão encontrou forças para libertar o seu povo que gemia sob o jugo da escravidão dos filisteus – Jz 14:19; 15:14;

• (9) – Saul foi contado entre os profetas e assim continuou, enquanto temeu ao Senhor – I Sm 10:6, 10;

• (10) – Davi encontrou forças para ser rei, poeta, cantor e profeta – I Sm 16:13;

• (11) – Os profetas trabalharam e agiram no poder do Espírito Santo, ministrando, não para si mesmos, mas para nós, da atual geração – Ez 2:1-2; II Pe 1:21

V – ATUAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO NO HOMEM:

• Jo 16:7-11 – Aqui Jesus descreve a obra do Consolador em relação ao mundo.

• (1) – CONVICÇÃO – O Espírito Santo agirá como “promotor de justiça”, por assim dizer, trabalhando para conseguir uma condenação divina contra os que rejeitam a Cristo.

• Convencer significa levar ao conhecimento verdades que de outra maneira seriam postas em dúvida ou rejeitadas, ou provar acusações feitas contra a conduta. Os homens não sabem o que é o pecado, a justiça e o juízo. Portanto, precisam ser convencidos da verdade espiritual. A mente e a alma obscurecidas nada discernem das verdades espirituais antes de serem convencidas pelo Espírito Santo. Ele convencerá os homens das seguintes verdades:

• (A) – O PECADO DE INCREDULIDADE – Quando Pedro pregou, no dia de Pentecoste, ele nada disse acerca da vida licenciosa do povo, do seu mundanismo, ou de sua cobiça; ele não entrou em detalhes sobre sua depravação para os envergonhar. O pecado do qual os culpou e do qual mandou que se arrependessem, foi a crucificação do Senhor da glória; o perigo do qual os avisou foi o de se recusarem a crer em Jesus.

• (B) – A JUSTIÇA DE CRISTO – Jo 16:10 - Jesus foi crucificado como malfeitor e impostor. Mas depois do dia de Pentecoste, o derramamento do Espírito e a realização do milagre em seu nome convenceram a milhares de judeus de que não somente ele era justo, mas também era a fonte única e o caminho da justiça. Usando Pedro, o Espírito Santo os convenceu de que haviam crucificado o Senhor da Justiça, mas também ele lhes assegurou que havia perdão e salvação em Seu nome (At 2:36-38).

• (C) – O JUÍZO SOBRE SATANÁS – Jo 16:11 – A cruz foi uma demonstração da verdade de que o poder de satanás sobre a vida dos homens foi destruído, e de que sua completa ruína foi decretada – Hb 2:14-15; I Jo 3:8; Cl 2:15; Rm 16:20.

• Pela Sua morte, Cristo resgatou todos os homens do domínio de satanás, devendo aqueles aceitarem sua libertação. Desta forma, os homens são convencidos pelo Espírito Santo de que, na verdade, são livres, já não são súditos do tentador, já não são obrigados mais a obedecer-lhe. Agora são súditos leais de Cristo, servindo-O voluntariamente no dia do seu poder (Jo 8:36; Sl 110:3). Satanás não pode guardar seus bens em paz, visto que Um mais poderoso o venceu – Lc 11:21.

• (2) – REGENERAÇÃO – Gn 2:7; At 17:27 – A obra criadora do Espírito sobre a alma ilustra-se pela obra criadora do Espírito de Deus no princípio sobre o corpo do homem.

• Deus tomou o pó da terra e formou um corpo, que ali jazia inanimado e quieto. Embora já estando no mundo e rodeado por suas belezas, esse corpo não reagia, porque não tinha vida: Não via, não ouvia, não entendia. Então, Deus soprou em seus narizes o fôlego de vida e o homem foi feito alma vivente. Imediatamente tomou conhecimento, vendo as belezas e ouvindo os sons do mundo ao seu redor.

• Como sucedeu com o corpo, assim também sucede com a alma. O homem está rodeado pelo mundo espiritual e rodeado por Deus, que não está longe de nenhum de nós. No entanto, o homem vive e opera como se esse mundo de Deus não existisse, em razão de estar morto espiritualmente, não podendo reagir como devia. Mas, quando o mesmo Senhor que vivificou o corpo vivifica a alma, a pessoa desperta para o mundo espiritual e começa a viver a vida espiritual.

• Qualquer pessoa que tenha presenciado as reações de um verdadeiro convertido (conforme a experiência radical conhecida como novo nascimento), sabe que a regeneração não é meramente uma doutrina, mas uma realidade prática.

• (3) – HABITAÇÃO – Jo 14:17; Rm 8:9; I Cor 6:19; Cl 1:27; II Tm 1:14; I Jo 2:27; 3:24; Apc 3:20 – Deus está sempre e necessariamente presente em toda parte; nEle vivem todos os homens; nEle se movem e têm seu ser. Mas a habitação interior significa que Deus está presente duma maneira nova, mantendo uma relação pessoal com o indivíduo. Esta união com Deus, que é chamada habitação ou morada, é produzida realmente pela presença da Trindade completa.

• Considerando que o ministério especial do Espírito Santo é o de habitar no coração dos homens, a experiência é geralmente conhecida como morada do Espírito Santo. Assim, o homem no qual habita o Espírito Santo, tem denominado o seu corpo como Templo do Espírito Santo. Em virtude dessa experiência, ele é santificado, como o Tabernáculo foi consagrado por nele habitar Jeová. O cristão, então, é chamado “santo” e seu dever é guardar a santidade do Templo, isto é, o seu corpo – Rm 12:1; I Cor 6:19

• (4) – SANTIFICAÇÃO – Na regeneração, o Espírito Santo efetua uma mudança radical na alma, concedendo-lhe um novo princípio de vida. Mas isso não significa que os filhos de Deus sejam imediatamente perfeitos. Permanece a debilidade hereditária adquirida e ainda falta vencer o mundo, a carne e o diabo.

• Uma vez que o Espírito não opera magicamente, mas duma maneira vital e progressiva, a alma é renovada gradualmente. Deve a fé fortalecer-se por meio de muitas provas e o amor deve fortificar-se para sobreviver à dificuldade e à tentação. As seduções do pecado precisam ser vencidas; as tendências e os hábitos devem ser corrigidos.

• A operação do Espírito é progressiva, indo do coração para fora, do interior para o exterior, da sede da vida para as suas manifestações, suas ações e suas palavras. Essa operação tolera no princípio muitas coisas incompatíveis com sua natureza divina, mas logo, pouco a pouco, ataca essas falhas, uma após outra, ora estas, ora aquelas, entrando nos mínimos detalhes de modo tão cabal que, não podendo escapar à influência do Espírito, um dia esse homem será perfeito, glorificado pelo Espírito e resplandecente com a vida de Deus.

• (5) – REVESTIMENTO DE PODER – At 1:8 – A característica principal dessa promessa é poder para servir e não a regeneração para a vida eterna. Sempre que lemos acerca do Espírito vindo sobre, repousando sobre ou enchendo as pessoas, a referência nunca é à obra salvadora do Espírito, mas sempre ao poder para servir e testemunhar.

• (6) – GLORIFICAÇÃO – Jo 4:14 – O Espírito Santo no crente é como uma fonte de água que salta para a vida eterna. A habitação do Espírito representa apenas o princípio da vida eterna, que será consumada na vida vindoura. Essa verdade tomará expressão sob as três seguintes ilustrações:

• (A) – COMERCIAL – II Cor 5:5; Ef 1:14 – O Espírito Santo é a garantia de que a nossa libertação será completa. É mais do que penhor; é a primeira prestação dada com antecedência, como garantia de que se completará o resto.

• (B) – AGRÍCOLA – Rm 8:23 – O Espírito Santo representa as primícias da vida futura. Quando um israelita trazia as primícias dos seus produtos ao Templo de Deus, era esse um modo de reconhecer que tudo pertencia a Deus. A oferta duma parte simbolizava a oferta do todo. O Espírito Santo nos crente representa as primícias da gloriosa colheita vindoura.

• (C) – DOMÉSTICA – Hb 6:5; Apc 7:17 – Na vida vindoura, Cristo será o Doador do Espírito; o mesmo que concedeu uma prova antecipada, conduzirá seus seguidores a novas porções do Espírito e aos meios de graça e enriquecimento espiritual, desconhecidos durante a peregrinação terrena.

VI – A OBRA DO ESPÍRITO SANTO NA VIDA DE JESUS:

• A obra do Espírito Santo na vida de Jesus é a mais perfeita e completa que jamais pessoa do mundo tenha experimentado, porque nunca houve da parte de Jesus nenhuma resistência ou impedimento para a operação do Espírito Santo nEle. Vejamos o que a Bíblia revela sobre este fato:

• (1) – O Espírito Santo ratificou a promessa da vinda de Cristo – Gn 3:15; I Pe 1:9-11

• (2) – O Espírito Santo operou na encarnação de Jesus – Lc 1:35; M 1:20 – O Espírito Santo transmitiu para o ventre da virgem Maria a divina semente. Foi desta maneira que Jesus tomou forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens – Fp 2:7

• (3) – O Espírito Santo protegeu Jesus na Sua infância – Mt 2:12

• (4) – O Espírito Santo revelou a Simeão a presença de Jesus - Lc 2:25-30

• (5) – O Espírito Santo revestiu a Jesus com poder – Mt 12:28; Lc 3:22; 4:18; 5:17; 6:19; Jo 6:27; At 10:38 – Quando Jesus, no Seu batismo no Jordão, iniciou o Seu ministério, o Espírito Santo o ungiu e o selou. Foi pelo poder desta unção que Jesus recebeu a virtude para andar fazendo o bem, curando os oprimidos do diabo e expulsando os demônios, porque a virtude do Senhor estava sobre Ele para curar. Dele saía virtude e Ele curava a todos.

• (6) - O Espírito Santo veio sobre Jesus “sem medida” – Jo 3:14;

• (7) – O Espírito Santo deu a Jesus poder sobre todo o mal – Hb 4:15 – Voluntariamente ofereceu-se a Si mesmo, imaculado a Deus, como nosso substituto, no alto do Gólgota – Hb 9:14

• (8) – O Espírito Santo ressuscitou Jesus dos mortos – Rm 8:11 – Foi Deus quem ressuscitou a Jesus, mas Ele o fez por meio do Espírito Santo – At 2:32

• (9) – Pelo Espírito Santo, Jesus deu mandamentos aos Seus discípulos – At 1:2

• (10) – O Espírito Santo operou na ascensão de Jesus – Ef 1:20

• (11) – O Espírito Santo guiou Jesus – Mt 4:1

• (12) – Jesus é o doador do Espírito Santo – At 2:33

• Jesus Cristo viveu toda a Sua vida terrena dependendo inteiramente do Espírito Santo e a Ele se sujeitou.

VII – O ESPÍRITO SANTO NA VIDA DE JOÃO BATISTA:

• A João Batista estava destinada a missão de grande interesse dos céus. Por isso, o Espírito Santo se manifestou nele (desde o ventre de sua mãe), de modo especial – Lc 1:15 – Ele foi cheio do Espírito Santo, pois nenhuma missão divina de grande revelância pode ser realizada, a não ser pela unção do Espírito Santo.

• A presença do Espírito Santo no ministério de João Batista se evidencia:

• (1) – Pelo caminho com que exortava o povo a preparar o caminho do Senhor – Lc 3:2-4

• (2) – Pela firmeza com que anunciava a salvação de Deus, a manifestar-se em Cristo – Lc 3:5-6

• (4) – Pela energia com que denunciava o pecado do seu povo, conclamando-o ao arrependimento, para escapar do juízo iminente, qual machado já posto à raiz da árvore – Lc 3:7-9

• (5) – Pela segurança com que ensinava o caminho de retorno a Deus – Lc 3:10-14

• (6) – Pela convicção com que predizia o caráter sobrenatural do ministério de Jesus, de quem era o precursor – Lc 3:15-18

• (7) – Pela imparcialidade com que protestava contra pecado do rei Herodes – Lc 3:19

VIII – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• Vimos que o Espírito Santo transmite aos homens os meios da restauração, capacitando-os para a obra do nosso bom Deus. Vislumbremos isso de forma sintetizada:

• (1) - Ele opera na salvação do homem – Jo 19:30;

• (2) – Opera na chamada do pecador – Apc 22:17;

• (3) – Convence o homem do pecado – Jo 16:7-9;

• (4) – Atrai o pecador para Jesus – Jo 12:32;

• (5) – Vivifica-lhe a Palavra – Jo 6:63;

• (6) – Implanta-lhe a fé – II Cor 4:13; Ef 2:8;

• (7) – Faz o pecador nascer de novo – Jo 3:6;

• (8) – Livra o homem da lei do pecado e da morte – Rm 8:2;

• (9) – Faz com que o convertido viva pelo Espírito – Gl 5:25;

• (10) – Faz o homem receber uma natureza divina – II Pe 1:4;

• (11) – O Espírito Santo passa a habitar no crente – Jo 14:17; faz nele morada – I Cor 6:19; e faz com que ele agora comece a clamar: “Abba Pai!” – Gl 4:6

• (12) – O Espírito Santo opera no crente a regeneração – Jo 3:3-6;

• (13) – O Espírito Santo batiza o crente no corpo de Cristo – Jo 1:32-34;

• (14) – O Espírito Santo habita no crente – I Cor 6:15-19;

• (15) – O Espírito Santo sela o crente – Ef 1:13-14;

• (16) – O Espírito Santo proporciona segurança ao crente – Rm 8:14-16;

• (17) – O Espírito Santo fortalece o crente – Ef 3:16;

• (18) – O Espírito Santo enche o crente de Sua virtude – Ef 5:18-20;

• (19) – O Espírito Santo guia o crente – Rm 8:14;

• (20) – O Espírito Santo chama o crente para serviço especial – At 13:1-4;

• (21) – O Espírito Santo orienta o crente para serviço especial – At 8:27-29;

• (22) – O Espírito Santo ilumina o crente – I Cor 2:12-14;

• (23) – O Espírito Santo instrui o crente – Jo 16:13-14; e

• (24) – O Espírito Santo capacita o crente – I Ts 1:5

• Falemos, pois, como o salmista Davi: Senhor, “NÃO ME LANCES FORA DA TUA PRESENÇA E NÃO RETIRES DE MIM O TEU ESPÍRITO SANTO” – Sl 51:11




FONTES DE CONSULTA:

1. Bergstén, Eurico – A Santa Trindade – CPAD


2. Oliveira, Raimundo de – As Grandes Doutrinas da Bíblia – CPAD


3. Pearlman, Myer – Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – Editora Vida.

10 de abr de 2011

2º TRIMESTRE DE 2011 - LIÇÃO Nº 03 - 17/04/2011 - "O QUE É O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 03 - DATA: 17/04/2011
TÍTULO: “O QUE É O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO”
TEXTO ÁUREO – Mt 3:16
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: At 2:1-4, 7-8
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/



I – INTRODUÇÃO:

• A experiência do batismo com o Espírito Santo tem-se constituído numa das pedras basilares da doutrina pentecostal, como uma doutrina tanto bibliocêntrica quanto prática e experimental.


II - AS EXPRESSÕES “NOVO NASCIMENTO” e “BATISMO”:

NOVO NASCIMENTO - É o mesmo que falar: NOVA CRIATURA, ou seja, expressão com que é designado o pecador que aceita a Cristo Jesus como Salvador. Em decorrência da regeneração, ele nasce de cima para baixo (nascimento vindo de Deus - Jo 1:12-13; I Jo 3:9; 4:7; 5:1); de dentro para fora e nasce, ainda, da água e do Espírito (Jo 3:4-5).

BATISMO = Imersão; mergulho; submersão. Logo, é a demonstração pública de ter feito alguma coisa, assumindo situação nova.


III - O QUE NÃO É BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO:

• (1) - NÃO É NOVO NASCIMENTO - Ambas as experiências são distintas. Observemos:

• (A) - Jo 15:3 - Só depois eles foram batizados com o Espírito Santo;

• (B) - Lc 4:17-20 - Jesus Cristo, não obstante tenha sido gerado por obra e graça do Espírito Santo, só aos trinta anos de idade foi ungido pelo Espírito Santo e capacitado para a Sua missão.


• (2) - NÃO É BATISMO “DO” ESPÍRITO SANTO - I Cor 12:13 - Refere-se a todos os crentes, os quais têm recebido vida por meio do Espírito Santo e desta maneira, passaram a formar parte do corpo místico de Cristo. Esta é a forma que tem Paulo de explicar o novo nascimento (Jo 3:7).

• No batismo “DO” Espírito Santo, o próprio Espírito é o batizador, imergindo o neoconvertido no corpo místico de Cristo, a Sua Igreja, e fazendo-o membro vivo e ativo desse corpo. ESSE BATISMO TEM LUGAR NO MOMENTO DA CONVERSÃO (Rm 6:3; Gl 3:27).

• Já no batismo “COM” o Espírito Santo, o batizador é Jesus, enquanto que o Espírito Santo é o elemento no qual o crente é imergido ou batizado (Mt 3:11; Jo 1:33; 15:26; At 1:5).


• (3) - NÃO É SANTIDADE - Não é uma apólice de seguro contra naufrágio espiritual, nem um salvo-conduto de posse do qual o crente pode abusar da bondade e misericórdia divinas.

• O crente, uma vez batizado com o Espírito Santo, deve estar atento às seguintes palavras do apóstolo Paulo (Ef 4:30; I Ts 5:19)


IV - O QUE É BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO?:

• O batismo com o Espírito Santo é um ato de Deus, através de Cristo, pelo qual a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade vem sobre o crente e o enche plenamente. É a presença do Espírito Santo na vida do cristão, sua propriedade exclusiva.

• (1) - É O ÂMAGO DA EXPERIÊNCIA DO PENTECOSTE - Um verdadeiro pentecostal não é quem simplesmente pertence a uma denominação com esse nome, mas alguém que foi batizado com o Espírito Santo e continua a transbordar da Sua virtude.

• (2) - É O CUMPRIMENTO INTEGRAL E TOTAL DA PROMESSA DE DEUS PAI SOBRE A QUAL FALOU DEUS FILHO - Is 44:3; At 1:4 cf Jr 1:12

• (3) - É A UNÇÃO INDISPENSÁVEL A TODO CRENTE QUE, POSSUIDOR DA NATUREZA DIVINA, TEM O DEVER DE SER TESTEMUNHA DE CRISTO E DO SEU EVANGELHO POR TODOS OS LUGARES, ATÉ OS CONFINS DA TERRA - At 1:8.

• (4) - É O FLUIR DAS FONTES CRISTALINAS DA SALVAÇÃO QUE MANAM NA ALMA DO PECADOR PERDOADO PELA BONDADE DO SENHOR - Jo 7:38-39.


V - PROPÓSITOS DO BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO:

• O batismo com o Espírito Santo é uma experiência destinada a todos os crentes, independentemente do tempo e da denominação à qual estejam filiados. Mas quais os reais propósitos do batismo com o Espírito Santo? Dentre esses, atentemos para os seguintes:

• (1) – VIVER ABUNDANTEMENTE PARA DEUS - Jo 7.38-39 - Desde o momento do novo nascimento até a morte ou a glorificação, a vida do cristão deverá estar inteiramente identificada com o progresso espiritual, marcado pela submissão e comunhão com Deus. Evidentemente isto só será possível para o que está cheio e a transbordar do Espírito Santo (Ef 5.18).

• (2) – IDENTIFICAR A VIDA DO CRENTE COM CRISTO – Lc 4.18-19 - Disse A. B. Simpson, fundador da Aliança Bíblica Missionária:

• - "Primeiro, o Senhor nasceu pelo Espírito, e posteriormente iniciou Seu ministério no poder do Espírito Santo. Espero que, assim como o que santifica, como os que são santificados, sejam todos um. De igual maneira nós devemos seguir Seus passos e imitar Sua vida. Nascidos no Espírito nós também devemos ser batizados com o Espírito Santo, e logo viver a vida de Cristo e repetir Sua obra".

• (3) – PODER PARA TESTEMUNHAR - At 1.8 - A experiência da salvação do homem começa no Calvário, enquanto que o seu serviço inicia-se no Pentecoste, ou seja, com a experiência do batismo com o Espírito Santo.

• A finalidade deste batismo está prescrita na própria promessa de concessão: capacitar o crente para o trabalho divino. O cristão, pois, corre um sério risco, uma vez batizado com o Espírito Santo, se não assumir uma vida de compromisso com o testemunho cristão.

• Paulo tinha o dever de testemunhar de Jesus em tão elevada conta, que chegou a dizer: "... ai de mim, se não anunciar o evangelho" (1 Co 9.16).


VI – OS NOMES USADOS NA BÍBLIA PARA O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO:

• (1) - BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO - (Mt 3:11; At 1:5; 11:6 – A palavra batismo tem o sentido de mergulho, imersão, coisa que realmente condiz com a maravilhosa experiência quando se é imerso na plenitude do Espírito Santo).

• (2) - RECEBER A UNÇÃO – (I Jo 2:20, 27; Lc 4:18; At 10:38) – Esta expressão nos faz lembrar o ato da consagração dos sacerdotes (Ex 40:13-15), dos profetas (I Rs 19:16) e dos reis (I Sm 10:1; 16:13), através da santa unção (Ex 30:23-33). O crente no Novo Testamento é sacerdote e rei (I Pe 2:9; Apc 1:6) e, para ele, Deus tem promessa de uma unção especial: O Batismo com o Espírito Santo (II Cor 1:20-21).

• (3) - REVESTIMENTO DE PODER – (Lc 24:49 cf At 1:8) – Não se trata de poder intelectual ou físico, mas de poder de Deus (II Rs 2:9).

• (4) - SELO DA PROMESSA – (Jo 6:24) – A palavra SELO é aplicada em vários sentido que explicam a bênção do batismo com o Espírito Santo:

• O selo fala de PROPRIEDADE – Jesus sela a propriedade que comprou (I Cor 6:19-20; Ef 1:13);

• Um documento selado tem o seu VALOR AUTENCIADO – O decreto da salvação e o valor das promessas divinas estão selados pelo Espírito Santo (Ef 4:30);

• O selo fala de PROTEÇÃO – Pilatos o usou (Mt 27:66); o rei Dario também (Dn 6:17 cf Apc 7:3; 9:4). O elo do Espírito Santo é um sinal de proteção por parte dAquele que nos selou (II Cor 1:22).

• Um anel com sinete é SINAL DE AUTORIDADE – (Gn 41:42; Et 8:1-2; I Rs 21:8) – Simbolicamente, fala da autoridade celestial que o batismo com o Espírito Santo proporciona (At 1:8; 4:8, 20; 7:51-59).

• Assim, ser batizado com o Espírito Santo é uma necessidade imperiosa na vida de todo o crente que deseja ser usado por Deus no Seu serviço.


VII – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• A experiência do batismo com o Espírito Santo, apesar de ajudar-nos a viver abundantemente para Deus, de identificar-nos com Cristo e de comunicar-nos poder para testemunhar do Evangelho, não se constitui numa espécie de apólice de seguro em caso de naufrágio espiritual. Não!

• Mais que qualquer outro, o crente batizado com o Espírito Santo tem o sagrado dever de permanecer humilde na presença do Senhor, estudando a santa Palavra de Deus, orando e primando por viver uma vida santa diante de Deus e dos homens.

• O batismo com o Espírito Santo não comunica privilégio; transmite, sim e sobretudo, responsabilidade.



FONTES DE CONSULTA:


1. Dicionário Teológico – CPAD – Claudionor Corrêa de Andrade


2. Lições Bíblicas Maturidade Cristã – CPAD – 3º Trimestre de 1988 – Comentarista: Raimundo de Oliveira


3. Lições Bíblicas Maturidade Cristã – CPAD – 4º Trimestre de 1989 – Comentarista: Estêvam Ângelo de Souza


4. Teologia Sistemática Vol 2 – CPAD – Eurico Bergstén


5. A Doutrina Pentecostal Hoje – CPAD – Raimundo f. de Oliveira


6. A Bíblia de Estudo Pentecostal - CPAD

3 de abr de 2011

2º TRIMESTRE DE 2011 - LIÇÃO DE Nº 02 - 10/04/2011 - "NOMES E SÍMBOLOS DO ESPÍRITO SANTO"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 02 - DATA: 13/02/2011
TÍTULO: “NOMES E SÍMBOLOS DO ESPÍRITO SANTO”
TEXTO ÁUREO – Mt 3:16
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Jo 1:29-33; Rm 8:9-11, 14-15
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/






I – INTRODUÇÃO:

• Os nomes e os símbolos do Espírito Santo revelam Sua natureza divina, bem como aspectos de Sua Pessoa e obra. O grande número desses títulos exige de nós um estudo com muita reverencia e especial humildade.


II - NOMES DO ESPÍRITO SANTO QUE DESCREVEM SUA PRÓPRIA PESSOA:

• (1) - O ESPÍRITO – I Cor 2:10 – O termo grego “pneuma”, aplicado ao Santo Espírito, envolve tanto pensamento de “fôlego” como o de “vento”.

• (A) – Pensamento de FÔLEGO, temos as seguintes referencias bíblicas – Jo 20:22; Gn 2:7; Sl 104:30; Jó 33:4; Ez 37:1-10. – O Espírito é o hálito de Deus – a vida de Deus que dEle sai para vivificar.

• (B) – Pensamento de VENTO, temos as seguintes referencias bíblicas – Jo 3:6-8; At 2:1-4.


• (2) - O ESPÍRITO SANTO – Lc 11:13; Rm 1:4; Ef 1:13 cf I Pe 1:15-16; At 2:27 cf Is 6:3 – Assim como Deus é Santo e Jesus é Santo, também o Espírito Santo o é. Esta triunidade em santidade tem a sua expressão sublime em Isaías 6:3: “SANTO, SANTO, SANTO é o Senhor”.

• O Espírito Santo faz aparecer a santidade de Deus e transmite aos homens o poder santificador – Ex 3:2-5; Rm 1:4; II Ts 2:13.

• O caráter moral essencial do Espírito é salientado nesse nome. Ele é Santo em pessoa e caráter, e também é o Autor direto da santidade do homem.

• OBS: - A razão de o Espírito ser chamado de SANTO com mais frequencia que as demais Pessoas da Trindade, não é porque Ele seja mais santo que as outras duas, pois a santidade infinita não admite graus. Ele é assim oficialmente designado porque uma de Suas obras é santificar.


• (3) - O ESPÍRITO DE AMOR - II Tm 1:7 cf I Jo 4:8; Ef 3:19; Jo 13:1; 15:13 cf Rm 15:30; 5:5 – Assim como Deus é amor e Jesus é amor, o Espírito Santo também o é. Ele transmite o amor de Deus para nós.


• (4) - ESPÍRITO ETERNO – Hb 9:14 – Assim como a eternidade é atributo ou característica da natureza de Deus, semelhantemente a eternidade pode ser e é atribuída ao Espírito Santo como uma das distinções pessoais no Ser de Deus.


III - NOMES DO ESPÍRITO SANTO QUE DEMONSTRAM SUA RELAÇÃO COM DEUS:

• (1) - O ESPÍRITO DE DEUS – I Cor 3:16 – Esse nome retrata o Espírito Santo como Alguém que procede da parte de Deus. Ele é enviado pelo Pai e pelo Filho. Ele é o poder e a energia pessoais da Divindade.

• O Espírito é o executivo da Divindade, operando tanto na esfera física como na moral. Por intermédio dEle, Deus criou e preserva o Universo.

• Por meio do Espírito (o dedo de Deus – Lc 11:20), o Senhor opera na esfera espiritual, convertendo os pecadores, santificando e sustentando os crentes.


• (2) - O ESPÍRITO DE JEOVÁ – Is 11:2 – Este nome se refere ao Espírito Santo como Aquele por meio de Quem os profetas falavam.


• (3) - O ESPÍRITO DO SENHOR JEOVÁ – Is 61:1 – Este título mostra o Espírito Santo como o Agente por intermédio de Quem é exercida a soberania de Deus.


• (4) - O ESPÍRITO DO DEUS VIVO – II Cor 3:3 – O Espírito é aqui apresentado como Alguém que escreve ou traça a imagem de Cristo sobre as tábuas de carne, dos corações, e por meio de Quem o crente se torna uma epístola viva. Há nomes dados ao Espírito Santo que demonstram Sua identidade com a Divindade, salientando Sua natureza, Sua autoridade e Seu poder divino.


IV - NOMES DADOS AO ESPÍRITO SANTO QUE DEMONSTRAM SUA RELAÇÃO COM O FILHO DE DEUS:

• (1) - O ESPÍRITO DE CRISTO – Rm 8:9; At 2:36 – Esse nome mostra a relação do Espírito para com o Messias, o Ungido de Deus. O próprio Espírito é tanto a unção como Aquele que unge.

• Porque o Espírito Santo é chamado O Espírito de Cristo?:

• (A) – Porque Ele é o Espírito enviado em nome de Cristo – Jo 14:26.

• (B) – Porque Ele é o Espírito enviado por Cristo. O Espírito é o princípio da vida espiritual pelo qual os homens são nascidos no reino de Deus. Essa nova vida é comunicada e mantida por Cristo – Jo 1:12-13; 4:10; 7:38 -, que também batiza com o Espírito Santo – Mt 3:11.

• (C) – Porque Sua missão especial nesta época é a de glorificar a Cristo – Jo 16:14 -. Sua obra especial acha-se em conexão com Aquele que viveu, morreu, ressuscitou e ascendeu ao céu. Ele torna real nos crentes o que Cristo fez por eles.

• (D) – O Cristo glorificado está presente na Igreja e nos crentes pelo Espírito Santo. Ouve-se sempre que o Espírito veio tomar o lugar de Cristo, mas é mais correto dizer que Ele veio tornar real a Cristo. O Espírito Santo torna possível e real a onipresença de Cristo no mundo – Mt 18:20 – e Sua habitação nos crentes. A conexão entre Cristo e o Espírito é tão íntima, que se diz que tanto Cristo como também o Espírito habitam no crente e o crente está tanto “em Cristo” como “no Espírito” – Rm 8:9-10; Gl 2:20.


• (2) - O ESPÍRITO DE SEU FILHO – Gl 4:6 – O Espírito de Seu filho produz, no coração do crente, o Espírito filial, dando-lhe a certeza que é um dos filhos de Deus.


• (3) - O ESPÍRITO DE JESUS – At 16:6-7; Mt 28:19 – Este nome meramente salienta a relação do Espírito para com o homem Jesus.


• (4) - O ESPÍRITO DE JESUS CRISTO – Fp 1:19 cf At 2:32-33; Is 11:2 cf Hb 1:9 – Esse nome identifica o Messias divino com o homem Jesus e mostra a relação que o Espírito Santo sustenta com Ele, conforme aqui identificado. São dados nomes ao Espírito Santo que revelam Sua relação com o Filho de Deus em Seu estado pré-existente, durante Sua vida terrena e após Sua ressurreição.


V - NOMES DADOS AO ESPÍRITO SANTO QUE DEMONSTRAM SUA RELAÇÃO COM OS HOMENS:

• (1) - ESPÍRITO PURIFICADOR – Is 4:4 cf Mt 33:11 – Esse nome representa o Espírito Santo como Aquele que perscruta, ilumina e purifica da escória.


• (2) - O SANTO ESPÍRITO DA PROMESSA – Ef 1:13 cf At 1:4-5; 2:33 – Este nome se refere ao Espírito Santo como o cumprimento da promessa do Pai feita ao Filho. O Espírito também proporciona ao crente a certeza de que as promessas que Deus lhe tem feito são garantidas.

• O Espírito Santo é também assim chamado porque Sua graça e Seu poder são uma das bênçãos principais prometidas no A.T. (Ez 36:7; Jl 2:28). A prerrogativa mais elevada de Cristo, ou o Messias, era a de conceder o Espírito, e esta prerrogativa Jesus a reivindicou, quando disse: “Eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai” – Lc 24:49; Gl 3:14 – Jesus deseja batizar todos no Espírito Santo, para que a plenitude das operações do Espírito venha beneficiar a todos os crente.

• Este nome traz aos nossos corações a certeza de que tudo que o Espírito Santo faz é oferecido a todos, porque “... a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe; a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar” – At 2:39.


• (3) - ESPÍRITO DE GRAÇA E DE SÚPLICAS - Zc 12:10; Hb 10:29 – É por meio do Espírito que nos tornamos conhecedores da graça de Deus. Na qualidade de pessoa da Divindade que leva a término qualquer ato iniciado por Deus, o Espírito Santo leva avante a obra da graça iniciada na vida do crente.

• O Espírito Santo dá graça ao homem para que se arrependa, quando peleja com ele; concede o poder para santificação, perseverança e serviço. Aquele que trata com desdém o Espírito da Graça, afasta o único que pode tocar ou comover o coração, e, assim, se separa a si mesmo da misericórdia de Deus.

• O Espírito apresenta Jesus como crucificado (Gl 6:18), glorificando-O (Jo 16:14) e testificando da Sua graça (Hb 10:14-15; Rm 3:24; II Ts 2:5-7).

• O Espírito Santo purifica maravilhosamente as nossas orações. Ele tanto ora em nós – Rm 8:26-27 -, como também é a força da nossa oração. Assim, podemos orar em Espírito (I Cor 14:15; Jd 20).


• (4) - ESPÍRITO DA VIDA - Rm 8:2; Apc 11:11 – Quando o Espírito Santo nos leva a Cristo e à Sua graça, então o homem experimenta o grande milagre da sua vida: Nasce de novo pelo Espírito (Jo 3:6) e poderá agora reinar em vida, por um só Jesus Cristo (Rm 5:17).

• Um credo antigo dizia: “Creio no Espírito Santo, o Senhor e Doador da vida”. Logo, o Espírito Santo não é apenas o Espírito vivo, mas também é aquela Pessoa da Divindade cujo ofício especial é a criação e a preservação da vida natural e espiritual.


• (5) - ESPÍRITO DE ADOÇÃO DE FILHOS - Rm 8:15 – Quando a pessoa é salva, não somente lhe é dado o nome de Filho de Deus e adotada na família divina, mas também recebe dentro de sua alma, o conhecimento de que participa da natureza divina.

• Quando o pecador recebe Jesus, nasce de novo (Jo 1:11-13), recebe, pelo Espírito Santo, o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clama: “ABBA PAI” – Gl 4:7.

• “Como Cristo é nossa testemunha no céu, assim, aqui na terra, o Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” – Bispo Andrews.


• (6) - ESPÍRITO DA FÉ - II Cor 4:13 – Ele opera avivando nossa fé, e transmitindo ao nosso coração “a palavra da fé” – Rm 10:8, 17 -, fazendo com que a nossa fé não se apoie em sabedoria humana, mas no poder de Deus – I Cor 2:5.

• Quando o crente é corroborado pelo poder do Espírito Santo, o seu homem interior experimenta que Cristo habita pela fé no seu coração – Ef 3:26-27. É assim que fica cheio de fé – At 6:5; 11:24; Nm 14:24.


• (7) - ESPÍRITO DA GLÓRIA E DE DEUS - I Pe 4:13-14; Ef 3:16-19 cf Rm 8:16-17 – O Espírito Santo não somente é uma Pessoa gloriosa, mas, igualmente, é o Revelador das riquezas da glória de Deus para nós outros.

• O Espírito Santo é uma expressão da glória celestial – II Cor 3:18. Ele também revela a glória que se há de seguir – I Pe 1:11 -, e as riquezas da glória da sua herança nos santos – Ef 1:17-18; Cl 1:27. O Espírito Santo faz abundar a esperança – Rm 15:3 – da vinda de Jesus, que é “... o aparecimento da glória do grande Deus” – Tt 2:13.


• (8) – O ESPÍRITO SANTO, O CONSOLADOR - Jo 14:26; 15:26; 16:7 – Esse é o título dado ao Espírito Santo no Evangelho de João, capítulos 14 ao 17.

• Este nome expressa que o Espírito Santo transmite aos homens a consolação da parte de Deus, “... o Pai das misericórdias e o Deus de toda consolação” – II Cor 1:3

• Os discípulos haviam tomado sua última ceia com o Mestre. Os seus corações estavam tristes, pensando na partida de Jesus. Estavam oprimidos pelo sentimento de fraqueza e debilidade. Quem os ajudaria, quando Jesus partisse? Quem os ensinaria e os guiaria? Quem estaria com eles, quando pregassem e ensinassem? Como poderiam enfrentar um mundo hostil?

• Cristo aquietou todos estes temores infundados com a seguinte promessa: “EU ROGAREI AO PAI, E ELE VOS DARÁ OUTRO CONSOLADOR, PARA QUE FIQUE CONVOSCO PARA SEMPRE” – Jo 14:16

• O mesmo vocábulo grego aqui traduzido por CONSOLADOR é traduzido por ADVOGADO, ao referir-se a Cristo em I Jo 2:2.

• Significa CHAMADO PARA O LADO DE, ou ainda, QUE APARECE EM DEFESA DE, como faz um advogado em tribunal humano.

• Mas também está envolvido o pensamento de FORTALECEDOR, isto é, alguém que dá vigor e torna forte. Portanto, é exibida uma relação extremamente pessoal nesse nome. Em linguagem comum, poder-se-ia interpretar assim UM QUE FICA AO NOSSO LADO A FIM DE AJUDAR.


• (9) - ESPÍRITO DE PODER - II Tm 1:7 cf Sl 62:11 – O poder pertence a Deus. Por meio de Cristo, este poder está ao alcance dos que crêem – I Cor 1:24. Por meio do Espírito Santo, este poder nos é dado – At 1:8, e ficamos em contato com Aquele que diz o que está expresso em Is 45:7 e Lc 1:37.


• (10) - ESPÍRITO DE SABEDORIA E DE REVELAÇÃO - Ef 1:17 cf I Cor 2:10-12 – A onisciência do Espírito Santo é também manifestada através do Seu nome. Ele nos une a Cristo, em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência. Jesus foi feito sabedoria por nós e pelo Espírito Santo nos é dado conhecer até as profundezas de Deus – Cl 2:2-3; I Cor 1:30


• (11) - O ESPÍRITO DA VERDADE - Jo 15:26; 14:6, 17; 16:13 cf Jr 10:10; I Jo 4:6; 5:6 – Assim como Deus é a Verdade, Jesus é a Verdade, também o Espírito Santo o é. Ele veio para nos guiar em toda a verdade. Ele revela toda a verdade sobre Jesus e também sobre nós (Jo 16:8-10, 16-17; Sl 51:6)

• Assim como Deus é amor, o Espírito Santo é Verdade. Ele possui, revela, proporciona, introduz, testifica e defende a Verdade. Nesse sentido, Ele se opõe ao espírito do erro.

• O propósito da encarnação foi revelar o Pai; a missão do Consolador é revelar o Filho. Ao contemplar-se um quadro a óleo, qualquer pessoa notará muita beleza de cor e forma. Porém, para compreender o significado intrínseco do quadro e apreciar o seu verdadeiro propósito, precisará de um intérprete experiente.

• O Espírito Santo é o Intérprete de Jesus Cristo. Ele não oferece uma nova e diferente revelação, mas abre as mentes dos homens para verem o mais profundo significado da vida e das palavras de Cristo.

• Como o Filho não falou de Si mesmo, mas falou o que recebeu do Pai, assim o Espírito Santo não fala de Si mesmo, como se fosse fonte independente de conhecimento, mas declara o que ouviu daquela vida íntima da Divindade.


VI – SÍMBOLOS DO ESPÍRITO SANTO:

• Os seguintes símbolos são empregados para descrever as operações do Espírito Santo:

• (1) – FOGO – Is 4:4; Mt 3:11; Lc 3:16 – O fogo ilustra a purificação, a intrepidez ardente e o zelo produzido pela unção do Espírito. Ele é comparado ao fogo porque aquece, ilumina, espalha-se e purifica – Jr 20:9. Quando Isaías confessou qaue era homem de lábios impuros, a purificação veio pela figura do fogo de uma brasa - Is 6:5-7.

• O Espírito Santo convence e purifica a vida do pecador, fazendo-o deixar o pecado. Nosso Deus é um fogo consumidor - Hb 12:29

• O fogo, como símbolo do Espírito Santo, fala da Sua grande força em relação às diversas maneiras de Suas operação, para corrigir os defeitos da nossa natureza decaída e conduzir-nos à perfeição, que deve adornar os filhos de Deus. Mais do que isto, o fogo fala da ação purificadora do Espírito Santo.

• Como o fogo fazia o incenso subir em cheio agradável ao Senhor – Ex 30:7 -, assim o fogo do Espírito Santo faz com que a nossa oração suba ao Senhor com poder – Sl 141:2; Tg 5:15.

• Lc 12:49-50) - No Seu ensino, Jesus salientou de modo claro que, para que o fogo pudesse vir, era necessário que Ele antes fosse batizado “... por um certo batismo...”. Este batismo era o do sofrimento – Sl 69:1-2.

• Vemos na Bíblia que o fogo muitas vezes apareceu quando o sacrifício havia sido posto em cima do altar: No Carmelo (I Rs 18:33, 38-39); junto ao altar de Abraão (Gn 15:9-11); no primeiro sacrifício de Arão (Lv 9:8, 24); no altar de Gideão (Jz 6:20-21), etc.

• Desta forma, todos os símbolos reforçam a doutrina bíblica de que foi depois de Cristo ter sido feito maldição por nós, que a bênção de Abraão – a promessa do Espírito Santo – chegou (Gl 3:13-14).

• O fogo, além de queimar o sacrifício em cima do altar, tem ainda outras semelhanças importantes:

• O fogo ilumina. Assim, o Espírito Santo também e faz glorificar a Jesus. O Espírito também ilumina, descobrindo o pecado (Ef 1:17-18; Jo 16:14; Ef 5:13).

• O fogo queima. Faz com que o crente tenha condições de amontoar brasas de fogo sobre a cabeça do inimigo; faz arder as nossas lâmpadas (Rm 12:19-20; Mt 25:6-10).

• O fogo se une ao objeto por ele incendiado, ou seja, quando o Espírito se une ao crente, faz o mesmo ficar fervoroso (Sl 104:4; Jr 20:9; Lc 24:32).


• (2) – VENTO – Ez 37:7-10; Jo 3:8; At 2:2 – O vento simboliza a obra regeneradora do Espírito e é indicativo da Sua misteriosa operação independente, penetrante, vivificante e purificante.

• Jesus falou do vento como símbolo do Espírito Santo:

• “... O VENTO ASSOPRA PARA ONDE QUER...” (Jo 3:8) - Isto fala da ação soberana do Espírito Santo, isto é, Ele não se deixa ser dirigido pelos homens. A sua ação independe do querer ou não do homem. Quando os homens aprenderam a conhecer as leis da natureza que regem o vento, puderam aproveitar a força do vento para movimentar um moinho, um barco a vela, etc.

• Apesar de invisível, o vento é uma realidade poderosa. Não podemos tocá-lo nem compreendê-lo, mas podemos ouvir o seu ruído e sentir o seu assopro (Jó 4:15).

• O vento é incompreensível: ele assopra e não sabemos donde vem nem para onde vai (Jo 3:8).

• O vento é indispensável, pois a própria vida depende de que o vento esteja em movimento. Se o vento parasse totalmente, a própria vida expiraria, pois é o vento que renova o oxigênio do ar e dissipa a poluição do ar, que gravemente prejudica a saúde.

• O vento produz vida. Por isto o vento é indispensável para a polinização das flores, na lavoura, dando condições para a fecundação da flor, e, consequentemente, da frutificação. Assim, o Espírito vivifica (Jo 6:63; II Cor 3:8). Quando, na visão de Ezequiel, o Espírito assoprou sobre os ossos secos, eles se ajuntaram, foram vivificados e se levantaram (Ez 37:4-10). Será assim também com os corpos das duas testemunhas - Apc 11:11

• O vento é irresistível. O vento forte pode derrubar grandes árvores e fazer voar telhados de casas, etc. Assim também o vento do Espírito faz maravilhas!


• (3) – ÁGUA – Ex 17:6; Ez 36:25-27; 47:1; Jo 3:5; 4:14; 7:38-39 – O Espírito é a fonte da água viva, a mais pura e a melhor, porque Ele é um verdadeiro rio de vida – inundando as nossas almas e limpando a poeira do pecado. O poder do Espírito opera no reino espiritual, o que a água faz na ordem material.

• A água purifica, refresca, sacia a sede e torna frutífero o estéril. Ela purifica o que está sujo e restaura a limpeza. É um símbolo da graça divina que não somente purifica a alma, mas também lhe acrescenta a beleza divina. A água é um elemento indispensável na vida física; o Espírito Santo, na vida espiritual.

• O rio fala da sua nascente. Quando o profeta Ezequiel, em visão, viu os dois ribeiros correndo, viu que as águas vinham de debaixo da banda do Sul do altar, um símbolo que destaca que o rio do Espírito Santo nasceu do altar: O GÓLGOTA! (Ez 47:1, 9).

• O apóstolo João registrou um emocionante acontecimento ocorrido no Gólgota, quando os soldados furaram o lado de Jesus com uma lança: Saiu sangue e água (Jo 19:34). Isso simboliza que, como resultado da morte de Jesus, o mundo ganhou uma fonte purificadora (O SANGUE DE JESUS) e também um rio d’água (O ESPÍRITO SANTO), respectivamente.

• Um acontecimento simbólico temos quando Deus mandou Moisés ferir a rocha, então saíram águas (Ex 17:6). Quarenta anos depois, quando Moisés foi ordenado a tirar água da rocha, Deus mandou que “falasse à rocha” (Nm 20:8). Mas Moisés desobedeceu e feriu outra vez a rocha. Por esta desobediência, Moisés não teve permissão de levar o povo de Israel para dentro de Canaã (Nm 20:12-13). Deus queria, por meio de acontecimentos simbólicos, ensinar ao povo que, depois que a rocha fosse uma vez ferida, só se precisava “falar à rocha” para obter água. Ora, a Bíblia diz que a rocha ou pedra era Cristo (I Cor 10:4). Logo, hoje, não precisamos “ferir a Cristo”, mas apenas “falar a Ele” para obtermos o Espírito Santo.

• A água tem a função de matar a sede, lavar o sujo e alimentar as plantas. Traz vida e limpeza. Como a água faz as plantas produzirem o seu fruto, o Espírito Santo faz o crente produzir os frutos espirituais, que podem ser compreendidos como as bênçãos que alcançam outras pessoas (Is 58:11).

• Para santificar as nossas vidas, o Espírito Santo age como a água (Ez 36:25, 27).

• Continuando a idéia de água, vêm, às vezes, as figuras de chuva, orvalho e rios. Deus quer derramar Suas bênçãos em forma de chuva (Zc 10:1; Jr 5:24-25).

• Quando o crente está em pecado, o Espírito Santo se entristece e a bênção de Deus em forma de chuva deixa de vir - Os 10:12

• O orvalho é emblema da força do povo de Deus - Sl 110:3.

• Quando o povo de Deus está cheio do Espírito Santo, se apresenta voluntariamente para fazer tudo que for preciso no serviço do Senhor, demonstrando vida e paz, como orvalho que refresca e anima as plantas.

• A abundância da graça de Deus é comparada aos rios (Sl 1:3 cf Jo 7:38-39).

• OBS: O significado da expressão “ÁGUA VIVA” é que evidencia um contraste com as águas fétidas de cisternas e brejos; é água que salta, correndo sempre da sua fonte, sempre evidenciando vida. Se essa água for detida em um reservatório, interrompida sua corrente, separada da sua fonte, já não se pode dizer que é água viva. Os cristãos tem a “ÁGUA VIVA” na proporção em que estiverem em contato com a Fonte Divina em Cristo.


• (4) – SELO – Ef 1:13; II Tm 2:19; II Cor 1:21-22 – Essa ilustração exprime os seguintes pensamentos:

• (A) – Possessão – A impressão de um selo dá a entender uma relação com o dono do selo, e é um sinal seguro de algo que lhe pertence. Os crentes são propriedade de Deus, e sabe que o são pelo Espírito que em nós habita

• O seguinte costume era comum em Éfeso, no tempo de Paulo: Um negociante ia ao porto selecionar certa madeira e então a marcava com seu selo – um sinal de reconhecimento da possessão. Mas tarde, mandava seu servo com o selo, e ele trazia a madeira que tivesse a marca correspondente – II Tm 2:19


• (B) – A ideia de segurança também está incluída – Ef 1:13; Apc 7:3 – O Espírito inspira um sentimento de segurança e certeza no coração do crente – Rm 8:16 –. Ele é o penhor ou as primícias da nossa herança celestial, uma garantia da glória vindoura. Os crentes tem sido selados, mas devemos ter cuidado que não façamos alguma coisa que destrua a impressão do selo – Ef 4:30.

• O selo ou marca servia para tornar conhecido ou identificado aquilo que era selado. Deus conhece os que são dEle, porque têm o selo do Espírito Santo (II Tm 2:19; Jo 10:14)

• EM RESUMO: O selo é prova de propriedade, legitimidade, autoridade, segurança ou preservação. Estas palavras expressam a situação daqueles que foram selados pelo Espírito Santo.


• (5) – ÓLEO ou AZEITE – Este é, talvez, o mais comum e mais conhecido símbolo do Espírito Santo. Quando se usava o azeite no ritual do A.T., falava-se de utilidade, frutificação, beleza, vida e transformação. Geralmente era usado como alimento, iluminação, lubrificação, cura e alívio da pele. Da mesma maneira, na ordem espiritual, o Espírito fortalece, ilumina, liberta, cura e alivia a alma.

• Simbolizando o Espírito Santo, o óleo era usado nas solenidades consagratórias de profetas, sacerdotes e reis, em Israel. É considerado símbolo do Espírito Santo porque era usado nos rituais do A.T., correspondendo à operação real do Espírito Santo na vida do crente hoje.

• Jesus falou da unção com que o Seu Pai o havia consagrado para o ministério messiânico – Lc 4:18

• O óleo da santa unção era produzido a partir de azeitonas (Ex 30:24). A oliveira é um símbolo da divindade (Rm 11:24). O óleo era extraído das azeitonas por pisadas ou moagem (Mq 6:15).

• A extração do óleo das azeitonas simboliza o sofrimento de Jesus, quando foi “... moído pelas nossas iniquidades...”, para, assim, abrir a porta para a vinda do Espírito Santo (Is 53:5; Hb 2:10); (Gl 3:13-14; Jo 16:7; Lc 12:49-50; Jo 7:39).

• Era o mesmo óleo de oliveira usado para ungir a tenda da congregação, os objetos sagrados e os saceerdotes para realizarem seu serviço. Com esta unção eram considerados santificados (Ex 30:25-30).

• Quando o rei era investido no seu posto, recebia também a unção do azeite sagrado (I Sm 10:1; 16:13).

• O azeite era usado no castiçal com a finalidade de produzir luz (Ex 27:20). Assim, o azeite representa a luz para alumiar a casa de Deus e Seu povo.

• Como alimentação, o azeite tinha grande importância. Isso podemos ver na história da viúva de Serepta, que tendo em casa farinha e azeite, podia enfrentar três anos de seca (I Rs 17:12-14).

• Ainda o azeite era empregado como remédio. O bom samaritano aplicou azeite e vinho nas feridas do homem que encontrou na estrada (Lc 10:34). Isaías compara a condição de pecado a feridas e chagas, que não foram amolecidas com óleo (Is 1:6).

• O Espírito Santo ungiu a Jesus para realizar Seu ministério (Is 61:1; Lc 4:18). Agora, por dEle somos ungidos por Deus (II Cor 1:21-22).

• Como o sacerdote ungido com azeite se santificava, nós somos santificados pelo Espírito Santo (I Pe 1:2).

• O azeite era alimento e remédio; o Espírito Santo nos fortalece e dá poder.

Igualmente a unção representa a luz de Deus para crescermos no conhecimento da Sua vontade (I Jo 2:27).


• (6) – POMBA – Somo símbolo, a pomba significa brandura, doçura, amabilidade, inocência, suavidade, paz, pureza e paciência.

• Uma tradição judaica traduz Gn 1:2 da seguinte maneira: “O Espírito de Deus, como pomba, pousava sobre as águas”.

• Cristo falou da pomba como a encarnação da simplicidade, uma das belas características dos Seus discípulos.

• O Espírito Santo veio sobre os discípulos no dia de Pentecoste, em forma de fogo – Havia o que queimar. Sobre Jesus, no entanto, veio em forma corpórea de uma pomba – símbolo da pureza e da inocência de Cristo – Lc 3:21-22.

• A pomba simboliza a vida – Gn 1:1-2;

• A pomba simboliza a pureza – Gn 8:8-11;

• A pomba é uma das aves indicadas por Deus para ser sacrificada – Gn 15:9

• A pomba é um símbolo de paz;

• A pomba é portadora de mensagem (pombo-correio) – Apc 2:7

• O crente guiado pelo Espírito Santo tem a simplicidade das pombas, não procura salientar sua pessoa ou sua habilidade, dá toda honra e toda a glória a Deus, que tudo nos dá.


• (7) - PENHOR - O penhor significa prova ou garantia. É um objeto que se dá em segurança de uma dívida. O Espírito Santo em nós é uma garantia, constitui uma segurança na vida espiritual, pela certeza das promessas de Deus. Ele é mesmo nosso Pai, e Sua Palavra é realidade, vida e poder (I Cor 1:22; Ef 1:13-14).

• O servo de Abraão deu a Rebeca jóis de ouro, que tinham o sentido de um penhor (Gn 24:22). Era uma prova de que a riqueza de Isaque pertenceria a Rebeca, se ela aceitasse a proposta.

• O crente aceitou pela fé a promessa de Jesus e recebeu este penhor do Espírito Santo, como prova da riqueza de Sua herança espiritual - I Jo 1:24.


• (8) - ROUPA ou VESTIMENTA ou VESTES  ou VESTIDOS- Quando Adão pecou, descobriu que estava nu e procurou fazer uma roupa para cobrir sua nudez. Para isso, preparou uma faixa de folhas de figueira. Ouvindo a voz de Deus, escondeu-se entre as árvores, porque teve vergonha de aparecer. A roupa que ele fez não servia. Uma roupa digna do ambiente do céu só o próprio Deus podia conceder.

• A nossa justificação pela graça de Deus é comparada à roupa - Sl 132:9; Ez 16:8-10; Apc 19:7-8.

• Jesus falou aos discípulos, falando do Espírito Santo, que seriam revestidos de poder - Lc 24:49.

• Gideão teve de enfrentar inimigos mais fortes do que ele, e, para isso, o Espírito do Senhor o revestiu - Jz 6:34.

• Revestido do Espírito é quem está de acordo com a vontade de Deus - II Cor 5:1-5.

• Os crentes de Laudicéia pensavam que não lhes faltava nada. Mas Deus reprovou aquela Igreja - Apc 3:18.

• Assim, alguém pode se envaidecer com seu programa de trabalho, suas opiniões e seu relatório de atividades e, mesmo assim, não estar de acordo com o Espírito Santo de Deus.


VII – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• Jesus usava símbolos para explicar ao povo o que Ele era em favor dos homens: Pão da vida (Jo 6:35); Caminho (Jo 14:6); Pastor (Jo 10:14); etc.

• E a Bíblia usa símbolos para explicar o que a Palavra de Deus é para nós e como ela opera: Espada do Espírito (Ef 6:17); espada de dois gumes (Hb 4:12); uma lâmpada (Sl 119:105); um martelo e um fogo (Jr 23:29).

• Assim também, Jesus usou símbolos quando falava do Espírito Santo.

• Alguém disse: “As palavras são veículos inadequados para transmitirem a verdade. Quando muito, apenas revelam a metade das profundidades do pensamento”. 

• Assim, Deus achou por bem ilustrar com símbolos o que de outra maneira, devido à pobreza da linguagem humana, nunca poderíamos saber.




FONTES DE CONSULTA:

1) E. H. Bancroft, Teologia Elementar - Imprensa Batista Regular

2) Bergstén, Eurico, A Santa Trindade - CPAD

3) Olson, Lawrence, A Verdade Sobre a Trindade e o Batismo em Nome de Jesus - CPAD

4) Davis, John D., Dicionário da Bíblia - JUERP

5) Pearlman, Myer, Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – Editora Vida

6) Oliveira, Raimundo de, As Grandes Doutrinas da Bíblia - CPAD

7) Melo, Joel Leitão de, Sombras, Tipos e Mistérios da Bíblia - CPAD