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19 de ago de 2013

3º TRIMESTRE DE 2013 - LIÇÃO Nº 08 - 25/08/2013 - "A SUPREMA ASPIRAÇÃO DO CRENTE"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 08- DATA: 25/08/2013
TÍTULO: “A SUPREMA ASPIRAÇÃO DO CRENTE”
TEXTO ÁUREO – Fp 3.14
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Fp 3.12-17

PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/







I – INTRODUÇÃO:

É difícil vivermos nesse mundo de pecado, sendo constantemente cirandados pelo diabo, pelo mundo e pela nossa própria carne.

Contudo, Cristo venceu para nos ajudar a vencer. Ele é nosso maior exemplo e incentivador. Então, levantemos a cabeça porque somos de Deus e vamos vencer, por maiores que sejam os obstáculos desta nossa corrida.

Não desanimemos, pois o Senhor está conosco! Ele nos sustentará!


II – POR QUE E COMO DEVEMOS CORRER A CORRIDA DA VIDA CRISTÃ:

Fp 3.12 – Na Estrada de Damasco, Paulo foi conquistado por Jesus Cristo (At 9.3-6), e agora ele corre, a fim de conquistar o prêmio. Antes do primeiro passo que o cristão dá nessa corrida da fé, o Senhor Jesus já conquistou essa pessoa, dando-lhe a nova vida (Fp 3.14). No entanto, os cristãos ainda precisamos continuar a correr para conquistarmos o prêmio (Fp 2.12.13).

As competições olímpicas eram práticas apreciadas e admiradas no mundo antigo. Ainda hoje, eventos olímpicos mexem com a emoção de muita gente.

Paulo e autor da Carta aos Hebreus fizeram constante menção das atividades esportivas em seus escritos, delas retirando lições preciosas para a vida cristã.

Devemos entrar nessa corrida também!

Observemos, pois, três motivos básicos para participarmos da corrida cristã e de fé:

(1º) – A CORRIDA CRISTÃ E DE FÉ É DETERMINADA POR DEUS – Hb 12.1 – Notemos que a passagem bíblica diz justamente: "corramos... a carreira que nos está proposta".

Não há necessidade de se especular sobre quem estaria propondo esta corrida para os filhos de Deus. Está claro que é o próprio Deus quem a propõe. Em última análise pode-se dizer, por isso mesmo, que esta corrida cristã e de fé é também a corrida da graça. O próprio Deus é quem a estabelece para nós e é quem nos capacita a corrê-la com triunfo (I Cor 15.10; 2 Cor 3.5).

A corrida cristã é a corrida de Deus para nós. Nela não estaremos sós e nunca seremos deixados à própria sorte. De outro modo, estaríamos todos condenados à destruição. Quem está apto para correr por suas próprias forças a corrida da fé? Ninguém! A corrida que Deus nos propõe é a corrida da graça que nos capacita para a vitória.

Além disso, estando determinada por Deus, ninguém, sendo cristão autêntico, ficará fora dessa corrida. Deus a determinou para todos nós. Deus não nos deixará correr sozinhos, mas nos incentivará sempre e nos capacitará para uma chegada triunfal.

(2º) - A CORRIDA CRISTÃ E DE FÉ É INCENTIVADA PELOS HERÓIS DA FÉ - O autor aos Hebreus nos relata que "temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas".

Além do próprio Deus como maior interessado em que sejamos vencedores nesta corrida (porque nós seremos salvos e Deus glorificado), temos a rodear-nos "tão grande nuvem de testemunhas".

Esta grande nuvem de testemunhas significa aqueles grandes exemplos de fé que o escritor sagrado acabara de citar no capítulo 11.

Pensemos, então, num herói como Abel que, pela fé, "ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim; pelo qual obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de Deus quanto às suas ofertas. Por meio dela (da fé), também mesmo depois de morto, ainda fala" (Hb 11.4). E por aí seguem exemplos como os de Noé, Abraão, Raabe, etc.

Entretanto, em que sentido os homens e mulheres de Deus do Antigo Testamento são testemunhas para nós que corremos hoje?

O teólogo F. F. Bruce, em seu comentário ao livro de Hebreus, responde:

"Provavelmente não no sentido de espectadores, observando seus sucessores enquanto correm a corrida na qual entraram; mas no sentido que, por sua lealdade e perseverança, deram testemunho das possibilidades da vida da fé".

Convém ressaltar que o escritor sagrado não está dizendo que os espíritos dos heróis da fé estariam conosco para nos ajudar na corrida cristã. Hebreus 9.27 dá a entender que este não era o ponto.

A verdade é que os heróis da fé estão na presença de Deus aguardando a nossa vitória.

(3º) – A CORRIDA CRISTÃ E DE FÉ É INSPIRADA NA VITÓRIA DE CRISTO - "Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não fatigueis, desmaiando em vossas almas" (Hb 12.3).

Pouco antes, o autor de Hebreus diz que Cristo "suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia" (Hb 12.2).

Quantas e quantas vezes não somos tentados a desistir dessa corrida? Às vezes parece que a nossa linha de chegada nunca será alcançada. Se olharmos para trás, corremos o risco de tropeçar e cair; se corrermos de cabeça baixa, arriscamos não ver quão perto possa estar a nossa chegada.

A corrida cristã é dura, mas a chegada é certa! Portanto, ergamos os nossos olhos para o horizonte e contemplemos Jesus Cristo: Quanta dor, quantas aflições Ele passou! Porém, que vitória espetacular! Pois Ele suportou tudo sem nunca deixar de correr.

É isso que o autor aos Hebreus e também o apóstolo Paulo, na carta aos filipenses, pedem que façamos: "Não desanimem, olhem para Jesus".


III – COMO DEVEMOS CORRER A CORRIDA CRISTÃ E DE FÉ?

Esta pergunta pode ser respondida de duas maneiras: NEGATIVAMENTE e POSITIVAMETE. Vejamos:

(1) - Negativamente falando:

(1.1) – DESEMBARAÇANDO-NOS DE TODO O PESO - É importante não perdermos de vista a figura dos atletas dos jogos olímpicos. Para nosso objetivo, trata-se daqueles atletas que praticam uma das modalidades mais antigas das olimpíadas, a prova de velocidade. Portanto, são velocistas correndo a prova dos 100 ou 200 metros, com barreira.

Segundo os estudiosos dos tempos bíblicos, quando os atletas estavam treinando para as olimpíadas, eles costumavam vestir roupas pesadas e amarrar pequenos pesos nos tornozelos. Porém, no dia da corrida propriamente dita, as roupas pesadas e as tornozeleiras eram tiradas. Isto dava a sensação de leveza que, dentre outras coisas, garantia a vitória.

O autor aos Hebreus também fala de peso. Que peso é esse que o escritor nos pede para desembaraçar? Quais as implicações do mesmo para a corrida cristã?

Antes de tudo, notemos que peso aqui não é o pecado, pois sobre ele (o pecado) o escritor sagrado fala depois.

Portanto, peso significa aqui tudo aquilo que na vida cristã impede o nosso bom relacionamento com Deus e, consequentemente, com o próximo.

Não é o pecado propriamente dito, mas pode facilmente levar a ele, se não vigiarmos e orarmos.

Por exemplo, namorar não é pecado, mas um namoro pode servir de peso na vida do casal que se descuida do compromisso com Deus e de Sua Palavra.

Assistir TV em si não é pecado, porém, a televisão pode tomar (e como toma!) o tempo precioso de dedicação a Deus. E por aí vai...


Há na nossa vida alguma coisa que está roubando o tempo de Deus, a comunhão e vida de santificação com o Senhor?

(1.2) - E DO PECADO QUE TENAZMENTE NOS RODEIA - Além do peso que devemos nos desfazer, ainda é necessário, para que corramos bem, nos desembaraçar do "pecado que tenazmente nos rodeia".

O pecado sempre está às portas - (Gn 4.7) - Do mesmo modo que a Caim foi ordenado, também cumpre a nós dominá-lo. Tem que ser assim porque o pecado faz separação entre nós e Deus (Is 59.2). Por isso devemos orar para que Deus não nos deixe cair em tentação. A queda rompe o bom relacionamento com o Espírito Santo que em nós habita.

Na corrida olímpica quem não pula os obstáculos será desclassificado, mesmo se chegar em primeiro lugar. Na corrida cristã nunca correremos bem, se tivermos o pecado como nosso treinador.


(2) - Positivamente falando:

(2.1) – DEVEMOS CORRER COM PERSEVERANÇA - Alguém disse com acerto que "a persistência é a alma da conquista". Nada que seja verdadeiramente útil nesta vida é adquirido sem perseverança.

Se quisermos fazer bem feito e atingir os nossos objetivos na vida, então temos que trabalhar a ponto de exaustão - I Co 9.24-27.

Quando o atleta olímpico estava disputando a corrida com seu adversário, ele colocava toda força no enrijecimento de seus músculos. As dores também eram terríveis, superadas somente pelo ideal de vencer.

Na corrida cristã, o lema é vencer ou vencer. Não há lugar para perdedores no Reino dos Céus. Devemos garantir o nosso lugar, porque Deus não correrá por nós.

É verdade que Ele nos capacita, nos incentiva, etc., mas a corrida é nossa. Deus não correrá por mim e nem por você. O escritor sagrado é claro nisso quando diz com o imperativo verbal, "corramos"! Corramos com perseverança a carreira que nos está proposta.

(2.2) – OLHANDO FIRMEMENTE PARA JESUS - O modo correto para se correr bem é exatamente este: "Olhando firmemente para Jesus". Podemos dizer que aqui está a parte mais importante da corrida.

E por quê?

Porque quando nós corremos olhando firmemente para Jesus não há tempo para ocupações triviais da vida e muito menos tempo para pecar. Corremos com confiança.

Além disso, voltamos o nosso olhar para Aquele que é o maior vencedor e maior incentivador da corrida cristã: Jesus, e somente Ele, é o Autor e Consumador da nossa fé.

E o que isso quer dizer?

Quer dizer que Jesus "preparou o caminho da fé com triunfo diante de nós, abrindo assim um caminho para os que O seguem".

Como Consumador da fé, Ele é "o completador e aperfeiçoador; no sentido de levar uma obra até o fim, não por decurso de prazo".

Enquanto estivermos correndo olhando para Jesus estaremos garantindo nossa vitória na corrida cristã e da fé.


IV - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Ao falar sobre a vida cristã, Paulo, bem como o autor da Carta aos Hebreus, usaram imagens ou comparações tiradas da vida esportiva; eles comparam a vida cristã com uma corrida. Porém, Paulo deixou claro que ainda não havia alcançado a linha de chegada, mas que ainda estava participando ativamente da corrida da vida cristã – I Cor 9.24-27; I Tm 4.7; 6.12; II Tm 2.5; 4.7-8 cf Hb 12.1.

Todos que iniciamos no Cristianismo e que tenhamos chegado à maturidade na fé, devemos aceitar a disciplina, o esforço e a agonia da vida cristã. Pode ter outra forma de pensar, mas, se formos honestos, Deus nos mostrará com clareza que jamais devemos deixar-se estar em nossos esforços ou diminuir nossas normas, mas, sim, irmos sempre para frente, rumo à meta, rumo ao fim. Na mente de Paulo, o cristão não é outra coisa senão um atleta de Cristo.

Que Deus faça de nós grandes campeões e vencedores em Cristo Jesus. Amém.


FONTES DE CONSULTA:

Estudo Bíblico: “A corrida cristã: Por que e como devemos corrê-la?” – Rev Josivaldo de França Pereira.

A Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD

A Bíblia Anotada – Editora Mundo Cristão