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30 de out de 2010

4º TRIMESTRE - LIÇÃO Nº 06 - 07/11/2010 - "A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO NA VIDA DO CRENTE"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 06 - DATA: 07/11/2010
TÍTULO: “A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO NA VIDA DO CRENTE”
TEXTO ÁUREO – Hb 4:16
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Fp 4:4-9
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/



I - INTRODUÇÃO:

• O Espírito Santo é Aquele que ativa e leva a término os atos iniciados na vida dos Seus servos que oram.


II – MINISTRAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO NA VIDA DOS CRENTES:

• (1) - FAZ PROFUNDAS REVELAÇÕES, CONDUZINDO-OS À CARGOS DE CONFIANÇA - Gn 41:37-44 (José); Dn 4::1-9, 18; 5:1-17, 29 (Daniel).


• (2) - ENCHE-OS PARA FAZER OBRAS NO CAMPO MATERIAL – Ex 31:1-6; 35:30-35 (Bezalel).


• (3) - CAPACITA-OS PARA AJUDAREM UM LÍDER DESANIMADO – (Nm 11:10-17, 24-29 (Moisés e os Setenta Anciãos; Josué).


• (4) - NÃO PERMITE QUE O SEU POVO SEJA AMALDIÇOADO POR PROFETAS MERCENÁRIOS – Nm 24:1-19 (Balaão).


• (5) - SUBSTITUI UM LÍDER POR OUTRO – Nm 27:12-23 cf Dt 31:22-23 cf 34:7-9; Js 1:1-9 (Moisés e Josué).


• (6) - CONCEDE VITÓRIA CONTRA O INIMIGO, TRAZENDO PAZ AO SEU POVO – Jz 3:7-11 (Otniel).


• (7) – REVESTE-OS PARA BATALHA, FAZENDO MILAGRES - Jz 6:33-40; 7:9-15 (Gideão).


• (8) – DÁ-LHES PODER PARA RASGAREM O LEÃO – Jz 14:5-6 (Sansão).


• (9) - FAZ COM QUE NÃO MALTRATEM OS SEUS IRMÃOS. PORÉM, DÁ VITÓRIA QUANDO O INIMIGO PENSA QUE VENCEU – Jz 15:9-17(Sansão)


• (10) - FAZ CLAMAREM A DEUS POR MILAGRES E VEREM A ROCHA RASGAR-SE - Jz 15:18-19 (Sansão).


• (11) - APOSSA-SE DOS SEUS SERVOS, USANDO-OS COMO INSTRUMENTOS VIVOS E PODEROSOS – I Sm 16:13-23; 18:28-30; 19:9-10, 18-24; II Sm 23:1-2 (Davi).


• (12) – USA-OS PARA INSPIRAR CONFIANÇA NO SENHOR – II Cr 15:1-15 (Azarias); II Cr 20:13-18 (Jaaziel).


• (13) – USA-OS PARA EXORTAREM O POVO A VOLTAR-SE PARA DEUS - II Cr 24:17-22 (Zacarias).


• (14) – LEVANTA-OS PARA DAR-LHES MENSAGEM E REVELAÇÕES - Ez 1:28 – 2:1; 3:10-15; 8:1-4; 11:1-5; 37:1-2, 7-14; 43:1-9 (Ezequiel).


• (15) – CONDUZE-OS PARA O DESERTO, MAS NÃO OS ABANDONA LÁ. ANTES TRAZE-OS DE VOLTA CHEIOS DE PODER E UNÇÃO – Mt 4:1, 23-24; Lc 4:1, 14-21 (Jesus).


• (16) – FAZE-OS FALAR A VERDADE, DANDO-LHES VISÕES CELESTIAIS – At 6:8-15; 7:55-60 (Estevão).


• (17) – REVELA O MOMENTO CERTO PARA OS SEUS SERVOS PREGAREM A SUA PALAVRA, ARREBATANDO-OS DEPOIS PARA OUTRO LUGAR - At 8:26-29, 39 (Filipe).


• Por isso devemos ter o mesmo desejo exposto no livro de Salmos (Sl 51:11-13 cf 143:10 cf Is 59:21).


III - COMO DEVEMOS ORAR:

• (1) - COM PERSISTÊNCIA - As demoras de Deus não são negações. Cada dia, chegamos mais perto da resposta. Por exemplo, faz quase 2.000 anos que os crentes repetem a última oração da Bíblia: "Vem, Senhor Jesus" (Apc 22:20); mas não nos desanimamos, porque sabemos que em qualquer momento poderemos ver clarear o brilho da Sua chegada.

• Parece-nos, às vezes, que o Senhor está demorando para responder, muito mais do que devia. Mas, aos discípulos sobre o mar, Ele veio só na QUARTA VIGÍLIA DA NOITE – Mt 14:25. Continuemos firmes na oração, até que os nossos corações se encham de louvor, até que venha a resposta (Lc 11:9; 18:1), porquanto assim como o sol nunca se levanta um segundo antes ou depois da hora certa, assim também o nosso Deus nunca se atrasa.


• (2) - COM INSISTÊNCIA - Apesar de muitos estarem acomodados, é hora de desesperarmos em oração! Apesar de muitos livros e opiniões contrárias, a Bíblia indica que é possível assaltarmos os céus por meio da oração, até alcançarmos a vitória – Tg 5:16b cf Gn 18:23-32; Ex 33:12-18 cf Hb 4:15-16


• (3) - COM RESISTÊNCIA – As nossas orações devem ser resistentes porque temos um terrível inimigo que sabe que a oração é a sua derrota. Temos um inimigo que nos ocupa até tarde da noite para não podemos levantar cedo da manhã; que substitue o melhor pelo bom; que permite regozijarmos tanto sobre uma resposa de oração, que nem pensemos em alcançar outra. Ele até consente em estudarmos cursos bíblicos e outros livros sobre a oração, uma vez que não oremos. Ele se apressa em nos mostar a aparente falta de Deus em não responder algumas orações. Ele se deleita em chamar atenção aos costumes em que estamos presos e a impossibilidade da nossa petição, fazendo-nos esquecer de que temos um Deus que começa com o impossível e de lá prossegue.

• Deus nunca desanimou a ninguém. Assim, podemos ter certeza que todo o desânimo procede de satanás. Ele desvia a nossa atenção do nome irresistível de Cristo para os nossos grandes defeitos. Ele é o autor das distrações. Justamente na ora da oração, o telefone chama, chegam visitas desnecessárias. Ele faz com que a Igreja convoque reuniões e mais reuniões, incentiva as grandes atividades religiosas – rindo sempre do aposento de oração que permanece vazio! Ele é perito em arranjar desvios e meios de perdermos tempo. Jesus deu-nos a única arma com que podemos resisti-lo: A ESPADA DO ESPÍRITO – A PALAVRA DE DEUS – Mt 44, 11 cf Hc 2:1; Mt 26:40-41; Mc 13:33; Lc 21:36; I Cor 16:13; Cl 4:2; I Ts 5:6; I Pe 4:7; Apc 3:3


• (4) - COM DESISTÊNCIA – Isto é, não devemos procurar responder às nossas próprias orações, a não ser pela direção de Deus.

• Gn 15:2 - Abraão pediu a Deus um filho e depois procurou ajudar a Deus por tomar Hagar por sua mulher, ouvindo antes a voz de Sarai, sua esposa, do que a voz de Deus. Quão horrível é mexermos com os planos de Deus, procurando responder às nossas próprias orações! – Sl 37:5; Jo 14:14


• (5) - EM SECRETO - Devemos contar as nossas necessidades somente a Deus. Se contarmos aos homens, receberemos os recursos dos homens; se contarmos a Deus, receberemos infinitamente mais do que tudo quanto pedimos, ou pensamos — receberemos tudo que Deus pode fazer. Quando contamos a outrem, estamos verdadeiramente orando a ele e não a Deus. Oremos verticalmente, não horizontalmente. Poucos observam essa norma, mas somente assim demonstramos verdadeira fé – Mt 6:6

• Se o negócio é secreto, podemos contar a outrem? As palavras QUARTO, PORTA FECHADA, EM SECRETO, indicam, na linguagem mais clara que devemos falar somente a Deus acerca das nossas necessidades. Temos olhado para o homem e não para Deus!


• (6) - ESPECIFICAMENTE – Se pedirmos R$100,95 é muito interessante observarmos como o nosso Deus supre não somente os cem reais, mas também os centavos.

• Leiamos Lc 11:5 – O homem não pediu “pão”, mas “três pães”! – Ele recebeu o que pediu!


• (7) - EM NOME DO SENHOR JESUS CRISTO – Jo 14:13-14 - Quando tudo mais falha, o nome de Jesus prevalece. Se pedirmos no mome irresistível de Cristo, e para a glória do Pai, então não há necessidade de minorarmos o alcance das palavras "tudo quanto” e “alguma cousa” nessa passagem. Quem contará o valor desse régio nome diante de Deus! – Et 8:8.


• (8) - COM FÉ – Mt 9:23-24 – Incredulidade: Isto causa espanto a muitos! Mas Deus tem feito grande provisão para a nossa falta de fé: A leitura da Palavra de Deus, com intento de atender e obedecer, promove a fé (Rm 10:17).

• Ainda mais: Se nos faltar a fé, podemos, com franqueza, confessarmos ao Senhor o pecado da incredulidade e pedir-Lhe a fé de Cristo – Mc 11:22 – A melhor tradução deste versículo é: TENDE A FÉ QUE AGRADA A DEUS.


• Se a nossa fé for pouca, leiamos Hb 11 e então venhamos perante Deus com o problema que nos parecia tão difícil. Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor e permanecermos nEle.

• Jo 15:7 – A palavra “FEITO” na língua original, às vezes é traduzida como “CRIAR”: Deus criará algo onde não houver nada, em resposta às orações daqueles que receberem a Sua Palavra e permanecerem nEle.


• (9) - RECLAMANDO AS PROMESSAS DE DEUS – Sl 37 – Só neste Salmo há mais de 40 promessas que podemos reclamar. Outros exemplos: Sl 50:15; Hb 13:5


• (10) - SEM INDICARMOS A DEUS A MANEIRA EM QUE ELE DEVE RESPONDER – Jo 4:46-54 – Nesta passagem bíblica, o Senhor preferiu curar o rapaz à distância, apesar do pai ter solicitado que Jesus descesse, antes que o menino morresse. Da mesma maneira como Deus fez diferentes todas as folhas das árvores, assim Ele mostra ilimitada variedade e divina aptidão em responder à oração.


• (11) - RECONHECENDO QUE NOSSO PAI É O PODEROSO DEUS, CUJOS RECURSOS NÃO TÊM LIMITE – Cada verdadeira oração atrai a onipotência de Deus. Alguém disse: "Deus pode, não somente cumprir a oração mais difícil, ou o pensamento mais remoto, mas depois de assim fazer, ainda resta uma infinidade de poder para responder às orações!" Gerações sem fim nunca verão limite em Deus, nem em Seu grande poder! Hb 11:33-34 cf Ef 3:20-21


• (12) – CONFORME A VONTADE DE DEUS - Podemos encontrar a vontade santa: pedindo sabedoria (Tg 1:5); procurando os caminhos de Deus na Sua Palavra; verificando se o Espírito Santo está nos animando a perseverarmos em dada petição: Cl 1:9


• (13) – ATÉ PODERMOS LOUVAR PELA RESPOSTA ESPERADA – A verdadeira fé não somente pede, mas também recebe. Quando o Espírito de Deus ora em nós de acordo com a vontade de Deus, Ele, em tempo oportuno, nos permite chegar ao ponto de sabermos que temos recebido a resposta. Poucas vezes isso acontece na primeira vez que apresentamos uma petição, mas é o alvo de toda a oração: Quem pede, recebe – Hb 11:1 cf Mc 11:24; Sl 37:5; Nm 11:23; Sl 20:1a, 2a, 5b


• (14) - COM O DESEJO DE AGRADAR A DEUS – Jo 8:29 – Tão grande é a graça de Deus, que mesmo antes de sermos arrebatados à Sua presença, podemos ter o testemunho de Enoque de que temos agradado a Deus - Hb 11:5 cf I Jo 3:22-23.


• (15) - COM AUTORIDADE – Ocasiões há em que o Espírito de Deus, orando em nós, nos eleva até participarmos das próprias orações do Filho de Deus, que está assentado à destra da Majestade nas alturas. Em tais ocasiões, temos extraordinária ousadia e autoridade em oração. Não precisamos perfurar as montanhas que sempre nos confrontam, mas podemos dirigir-lhes as palavras de poder irresistível: “Ergue-te e lança-te ao mar” – Mc 11:23


• (16) – ORAR MAIS PELA EDIFICAÇÃO DOS CRENTES DO QUE PELA PRÓPRIA CONVERSÃO DOS INCRÉDULOS – Paulo sabia perfeitamente que quando os crentes se edificassem, sairiam para ganhar muitas almas a Cristo. Quase todas as suas orações eram súplicas para que conhecêssemos a vontade de Deus e as riquezas da nossa presente herança.

• Oremos por finanças, sustento, passagem, equipamentos..., mas, oremos muito mais para que Deus abra os nossos olhos e assim venhamos conhecer “a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos” – Ef 1:19a.


IV – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• Orar nem sempre é gratificante para a natureza humana, para a carne. Há coisas que nos dão mais prazer do que orar. Mas a oração é um dever. O não cumprimento desse dever causa danos irreparáveis na vida cristã. A pergunta é esta: Como tornar prazeroso o cumprimento do dever da oração? Cremos que a prática da oração se torna prazerosa quando temos consciência da sua importância. A ORAÇÃO É IMPORTANTE PORQUE ELA SE FUNDAMENTA NA NOSSA COMUNHÃO COM O DEUS TRINO.


FONTES DE CONSULTA:

• Teologia Elementar – Imprensa Batista Regular – E. H. Bancroft


• Thompson, Cameron V. - Grande Segredos de Oração – Um Estudo da Doutrina da Oração – Editora Fonte de Luz


• Estudo Bíblico: “A Importância da Oração” – IPI de Londrina

25 de out de 2010

4º TRIMESTRE - LIÇÃO Nº 05 - 31/10/2010 - "ORANDO COMO JESUS ENSINOU"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 05 - DATA: 31/10/2010
TÍTULO: “ORANDO COMO JESUS ENSINOU”
TEXTO ÁUREO – Mt 26:41
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Mt 6:5-13
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com


I – INTRODUÇÃO:

• São vãs todas as tentativas para se tecer comentários sobre a “grande” oração de Jesus. Há trovões e poderes e uma neblina espectral nessa oração: ela desafia nossa inteligência e, no entanto, é nossa salvação. É breve... A oração do Pai Nosso, devido à sua franqueza, penetra na mente e é facilmente memorizada. É infantil em sua simplicidade...


II - RECOMPENSA DA ORAÇÃO:

• Leiamos Mt 6:5-15

• QUANDO ORARDES, NÃO SEREIS COMO OS HIPÓCRITAS - Como podemos saber quando a nossa religião realmente é hipocrisia? A resposta é: Quando é para se vista pelos homens. É apenas hipocrisia quando as igrejas tem bons coros, exigem pregação de elevado estilo, fazem orações eloquentes, ... mas sem o Espírito. É hipocrisia quando a adoração sai da boca para fora: é sinceridade somente se sair do íntimo do coração.

• Os hipócritas... gostam de orar em pé nas sinagogas - A hipocrisia é muitas vezes tão acentuada nas igrejas que o mundo julga que todos os crentes são hipócritas. Lembremo-nos do destino dos hipócritas - Mt 24:51.

• ENTRA NO TEU QUARTO - É evidente que Cristo não condena a oração nos cultos públicos (Jo 11:41-42; 17:1; At 1:14). Mas, mesmo a oração pública deve ser com "a porta fechada", isto é, com o mundo excluído do coração e em contato com o trono de Deus, em espírito. Na maior multidão o crente pode achar seu "quarto de oração". É difícil evitar a hipocrisia, mesmo no tempo de tristeza e angústia; mas em secreto é mais fácil orar sem fingimento.

• FECHADA A PORTA - Aquele que não tinha onde reclinar a cabeça, também não tinha porta para fechar. Concluímos, portanto, que isso quer dizer separado do mundo e em contato com Deus. Dá a entender, também, que devemos marcar um lugar definido para orar.


• Devemos fechar a porta não somente para não sermos perturbados e distraídos, mas, também, para fugirmos aos olhos dos homens e ficarmos a sós com Deus - Sl 27:8

A palavra QUARTO empregada por Jesus, designa A SALA-DEPÓSITO ONDE PODIAM GUARDAR-SE OS TESOUROS. Logo, JÁ EXISTEM TESOUROS A NOSSA ESPERA, QUANDO ENTRAMOS NO “QUARTO” PARA ORARMOS AO PAI.


• O quarto de oração de Jesus era o monte e o deserto (Mc 1:35; Lc 6:12); de Isaque, era o campo (Gn 24:63); de Davi, o quarto de dormir (Sl 4:4); de Pedro, o eirado (At 10:9); de Ezequias, o rosto virado para a parede (II Rs 20:2).

• O deserto é a pátria dos fortes.

• TEU PAI QUE VÊ EM SECRETO - O lugar secreto, de amizade íntima, Sl 25:14; 27:5; 31:20; 91:1.


• OBSERVAÇÃO: - A ênfase de Jesus sobre a necessidade do segredo da oração NÃO DEVE SER LEVADA A EXTREMOS, pois, se todas as nossas orações fossem mantidas em segredo, teríamos de desistir da ir à Igreja, orar em família e nas reuniões de oração. JESUS ESTAVA SE REFERINDO À ORAÇÃO PARTICULAR (“TU PORÉM, QUANDO ORARES....E, FECHADA A TUA PORTA, ORARÁS A TEU PAI...”)

• ORARÁS A TEU PAI - Jesus chama Deus "Pai" dezessete vezes no Sermão do Monte. Note-se o grande contraste entre esse Sermão e o Velho Testamento, onde é considerado mais como "o Deus grande e tremendo", do que um Pai com coração cheio de compaixão e misericórdia.

• Contudo não nos devemos enganar, como alguns, pensando que Jesus se referia a Deus como o Pai de todos os homens em geral. Cristo, ao dizer: "Teu Pai", dirigia-se aos Seus discípulos (Mt 5:1-2), os humildes de espírito, os mansos, os que tem fome e sede de justiça, os limpos de coração — dirigia-se aos que compartilham da natureza de Deus. Que todos os homens não são filhos de Deus é evidente em tais passagens como Jo 8:41.

• NÃO USEIS DE VÃS REPETIÇÕES - Nem todas as repetições são dispensáveis (Mt 26:44; Sl 138). Porém, não devemos errar, pensando que podemos multiplicar as orações, como em algumas rezas, até merecer a resposta como pagamento de nossos esforços de suplicar. O filhinho que pede dinheiro ao pai, não o recebe porque é-lhe devido em pagamento do trabalho de pedir.


III - A ORAÇÃO DOMINICAL:

• Mt 6:9-13 - Sem dúvida, a passagem da Bíblia mais recitada é A Oração Dominical, ou seja, A Oração do Senhor.

• PORTANTO, VÓS ORAREIS ASSIM - Embora seja possível orar em espírito recitando O Pai Nosso, palavra por palavra, contudo concluímos que Cristo não queria que os discípulos o repetissem desta maneira:

• (1) - O Senhor disse: "Orareis assim", ou seja: deste modo, usando estas palavras como vosso modelo.

• (2) - É impossível repetir o Pai Nosso diariamente sem a maioria cair em formalismo ou mesmo atribuir uma superstição às palavras que Jesus usou.

• Sendo que a Oração Dominical é o exemplo para as nossas orações, convém meditar sobre todas as palavras e cada frase.

• Antes de tudo, notemos que dos sete pedidos, os três primeiros são pelas coisas de Deus, enquanto os últimos quatro são pelas coisas para nós mesmos. Devemos começar, não com os homens, mas, sim, com Deus. Se buscarmos sincera e primeiramente o reino de Deus, certamente oraremos pedindo, antes de tudo, as coisas de Deus; somente depois pediremos por nós mesmos. E receberemos tudo.

• PAI NOSSO QUE ESTÁS NOS CÉUS - Na primeira palavra (“Pai”), encontra-se um dos mais preciosos segredos da verdadeira oração. Não se deve orar sem ter a certeza de falar a Deus; muitas vezes usa-se Seu nome sem realmente pensar nEle.

• O Pai é nosso, não apenas meu. Os que oram, segundo o modelo, tem lugar no coração para toda a grande família de Deus, espalhada em todo o mundo – Ef 3:15.

• O Criador é revelado no Velho Testamento como o Deus Todo-poderoso, o Altíssimo, o Senhor dos Exércitos, o Eu Sou, o Rei da Glória, Rocha Minha, Meu Pastor. Mas entre todos esses nomes não há um comparável ao doce nome de Pai, pelo qual Deus é conhecido no Novo Testamento. Deus é muito chegado (Pai nosso), apesar de estar muito longe (que estás nos céus).

• “Nos céus” é o endereço do Pai celeste. Se queremos a certeza de Ele receber os pedidos de nossas orações, devemos cuidar de não errarmos o endereço. Isso não quer dizer que Ele esteja somente nos céus; os céus, e até o céu dos céus não O podem conter (I Rs 8:27). Mas, Aquele cujo trono esta nos céus é o verdadeiro Deus.

• Os israelitas foram ensinados a orar: "Olha desde a tua santa habitação, desde o céu. . ." Dt 26:15.

• Na dedicação do templo, Salomão orou: "Ouve tu então nos céus..." I Reis 8:39.

• Jesus na véspera do Seu grande sacrifício na cruz, "levantando seus olhos ao céu", orou. . ., Jo 17:1.

• A PRIMEIRA SÚPLICA: “SANTIFICADO SEJA O TEU NOME” - Alguns comentadores consideram essas palavras mais de adoração do que de petição; acham que o Pai Nosso é, também, um exemplo de entrar "pelas portas dele com louvor," Sl 100:4; 95:2; Fp 4:6; Cl 4:2; I Tm 2:1.

• Há duas maneiras de santificar o nome de nosso Pai:

• (1) - Por palavras, como o leproso samaritano que "voltou, dando glória a Deus em alta voz". Lc 17:11-19. Mas lembremo-nos de que não podemos seguir a maioria; os outros nove leprosos não mostraram gratidão, não engrandeceram Àquele que lhes fizera tamanha beneficência.

• Muitos não sentem o pecado de usar o nome do Senhor com um espírito de leviandade; outros se atrevem a blasfemar Seu santo nome.

• (2) - Podemos santificar o nome de Deus por nossa vida - I Pe 2:12. Pedro santificou o nome de Deus por sua morte, Jo 21:19.

• Ao contrário, às vezes, o nome de Deus é blasfemado entre os descrentes por causa de nossa conduta, Rm 2:24.

• O nome do Senhor foi blasfemado incessantemente todo o dia por causa da vida do povo de Israel, Is 52:4-5.

• Por causa do pecado de Davi, os inimigos blasfemaram o nome do Senhor. II Sm 12:14.

• O anelo que deve dominar as nossas orações é que o nome do Senhor seja honrado.

• A SEGUNDA SÚPLICA: “VENHA O TEU REINO” - O Pai celeste é também nosso Pai e tem reino. O supremo desejo dos filhos deve ser a glória desse reino. É tempo de guerra, os filhos do Pai estão aqui no território do inimigo. Que podemos esperar, a não ser que clamem, sem cansar: "Venha o Teu reino." Das orações do Seu povo, depende a vinda do Seu reino (Apc 5:8; 8:3-4 cf Apc 11:15).

• A TERCEIRA SÚPLICA: “FAÇA-SE A TUA VONTADE” - Devemos orar: "Todavia, não seja como eu quero, e, sim, como tu queres." Mt 26:39. Contudo, o modelo da oração ensina ainda mais:

• (1) - A vontade de Deus é feita por todos os habitantes dos céus.

• (2) - A vontade de Deus é feita nos céus, não em espírito de obrigação, mas em obediência filial e de amor.

• O nossa anelo deve ser o de ver todos os habitantes da terra servindo ao Senhor em espírito de plena submissão e ardente louvor.

• A QUARTA SÚPLICA: “O PÃO NOSSO DE CADA DIA DÁ-NOS HOJE” - De sete petições, três são para a glória de Deus, apenas esse pelo pão, por uma coisa terrestre, e três para a alma. Sim, Deus empenha-se por nosso pão cotidiano. Podemos pedir aquilo que Deus já prometeu, e também que já temos. Podemos pedir aquilo por que estamos trabalhando para adquirir.

• A QUINTA SÚPLICA: “E PERDOA-NOS AS NOSSAS DÍVIDAS” - A conjunção "e" liga esse pedido ao que precede; pedimos o pão todos os dias; devemos pedir perdão, também, diariamente. Como o pão é a primeira necessidade do corpo, assim o perdão é da alma.

• A SEXTA SÚPLICA: “NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO” - Aqueles que gostam do pecado, procuram os lugares de tentação, mas aqueles que têm o espírito que Cristo ensina na Oração Dominical, sentem o horror do pecado e evitam esses lugares.

• Os piratas, nos tempos passados, esperavam os navios carregados de ouro. Se há uma alma, no tempestuoso mar desta vida, que tem a bordo as riquezas inescrutáveis de Cristo, o Maligno está sempre espreitando para a atacar e levar esses tesouros.

• A SÉTIMA SÚPLICA: “LIVRA-NOS DO MAL” - Livra-nos de dor, de doença, de tristeza — de tudo que sofremos no físico; livra-nos de inimizade, de inveja, de discórdia, de lascívia — de tudo que nos prejudica em espírito.

• Se perdoardes aos homens...- Sem o espírito de perdão, não se encontra o perdão. Se achamos difícil perdoar, faça-mo-lo pelo amor a Cristo.


IV – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• Filhos de Deus, é assim, com este espírito, que o Mestre nos ensina a orar:

• (1) - A forma da petição respira um espírito filial: "Pai";

• (2) - Um espírito universal - "Pai nosso";

• (3) - Um espírito de reverência - “Santificado seja o teu nome";

• (4) - Um espírito missionário – “Venha o teu reino";

• (5) - Um espírito de obediência - "Faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu";

• (6) - Um espírito de dependência - "O pão nosso de cada dia dá-nos hoje";

• (7) - Um espírito de perdão - "E perdoa-nos nossas dívidas, assim como nós temos perdoado a nossos devedores";

• (8) - Um espirito de precaução - "Não nos deixes cair em tentação";

• (9) - Um espírito de adoração - "Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém.

• O alvo em oração deve ser de orar sempre nesse mesmo espírito.



FONTES DE CONSULTA:

Boyer, Orlando – Espada Cortante – vol 1 – CPAD

Champlin, R. N. – O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo – Editora Candeia

Stott, John R. W. - A Mensagem do Sermão do Monte - ABU EDITORA









16 de out de 2010

4º TRIMESTRE - LIÇÃO Nº 04 - 24/10/10 - "A ORAÇÃO EM O NOVO TESTAMENTO"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 04 - DATA: 24/10/2010
TÍTULO: “A ORAÇÃO EM O NOVO TESTAMENTO”
TEXTO ÁUREO – I Ts 5:16-17
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Lc 24:46, 49, 52-53
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/


I – INTRODUÇÃO:

• Existem certas áreas claramente definidas nas quais se exibe ensinamento neotestamentário sobre a oração; porém, a fonte de onde todas as suas instruções concernentes à oração emanam, é a própria doutrina e prática de Cristo.

II – A ORAÇÃO NOS EVANGELHOS:

• (1) - Quanto à doutrina da oração de Jesus, essa se exibe principalmente em certas de Suas parábolas:

• (A) - Lc 11:5-8 - Na parábola do amigo que queria tomar emprestados três pães à meia-noite, o Senhor inculca a importunação na oração; e a base sobre a qual se edifica a confiança, na oração importuna, é a generosidade do Pai (Mt 7:7-11).

• (B) – Lc 18:1-8 - A parábola do juiz injusto exorta à tenacidade na oração, que inclui tanto a persistência como a continuação. As demoras de Deus na resposta à oração não se devem à indiferença, mas sim, ao amor que deseja desenvolver e aprofundar a fé que é finalmente vindicada.

• (C) – Lc 18:10-14 - Na parábola do fariseu e do publicano, Cristo insiste sobre a humildade e a penitência na oração e adverte contra o senso de auto-superioridade. Auto-humilhação, na oração, significa aceitação perante Deus, enquanto que a auto-exaltação oculta a face de Deus.

• (D) – Mt 18:21-35 - Cristo exorta que se use de caridade na oração, na parábola do servo injusto. É à oração feita por um espírito perdoador que Deus responde.

• (E) - Simplicidade na oração é ensinada em Mt 6:5-8; 23:14; Mc 12:38-40; Lc 20:47. A oração precisa ser expurgada de todo fingimento. Sempre deve originar-se na simplicidade de coração e de motivo, expressando-se em simplicidade de linguagem e petição.

• (F) - O Senhor também exortou que se usasse de intensidade na oração (Mc 13:33; 14:38; Mt 26:41). Nesse caso, vigilância e fé se combinam para formar uma vigilância que não dormita.

• (G) – Em Mt 18:19-20, novamente a unidade na oração é destacada. Se um grupo de crentes, dotados da mente de Cristo, orarem no Espírito Santo, suas orações serão eficazes. Porém, a oração também deve ser feita de maneira expectativa (Mc 11:24).

• A oração que é apenas um tentativa pouco consegue; a oração que a esfera na qual a fé opera, na rendição à vontade de Deus, muito conseguirá (Mc 9:23).

• (2) - Quanto aos objetivos da oração, Jesus teve singularmente pouco a dizer. Indubitavelmente Ele estava contente em permitir que o Espírito Santo impulsionasse Seus discípulos na oração. Os alvos aos quais Ele se referiu, ao ensinar a respeito da oração, podem ser encontrados em Mc 9:28-29; Mt 5:1 6:11,13; 9:36-38; Lc 11:13.

• (3) - Quanto ao método da oração, o Senhor tinha duas coisas importantes a ensinar:

• (3.1) - Em primeiro lugar, a oração agora devia ser oferecida a Ele, na maneira pela qual Lhe era oferecida quando Ele estava neste mundo (por exemplo, Mt 8:2; 9:18).

• Assim como Ele insistia então sobre a fé (Mc 9:23), e testava a sinceridade (Mt 9:27-31), e desvendava ignorância (Mt 20:20-22) e a presunção pecaminosa (Mt 14:27-31), naqueles que faziam petições, semelhantemente faz Ele até hoje, na experiência daqueles que Lhe faz orações.

• (3.2) - Em segundo lugar, a oração deve ser agora oferecida em nome de Cristo (Jo 14:13; 15:16; 16:23-27), por meio de quem temos acesso ao Pai.

• Orar em nome Cristo é orar como o próprio Jesus oraria, é orar ao Pai conforme o Filho O tornou conhecido para nós — ora, para Jesus, o verdadeiro foco da oração era a vontade do Pai. Aqui temos a característica básica da oração cristã: um novo acesso ao Pai que Cristo assegura para o crente, e oração em harmonia com a vontade do Pai, visto ser oferecida em nome de Cristo.

• (4) - No tocante à prática do Senhor quanto à oração, é bem conhecido o fato que costumava orar em segredo (Lc 5:15 e 6:12); em períodos de conflito espiritual (Jo 12:20-28; Lc 22:39-46); e sobre a cruz também orou (Mt 27:46; Lc 23:46).

• Em Suas orações, Jesus ofereceu ação de graças (Lc 10:21; Jo 6:11; 11:41; Mt 26:27), buscou orientação (Lc 6:12-16), intercedeu (Jo 17:6-19, 20-26; Lc 22:31-34; Mc 10:16; Lc 23:34), e comungou com o Pai (Lc 9:28-36).

• O assunto principal de Sua oração sumo sacerdotal, em Jo 17, é a unidade da Igreja.

• (5) - Quanto à oração do Pai Nosso, será suficiente salientar que depois da invocação (Mt 6:9b) seguem-se seis petições (9c-13b), das quais as primeiras três se referem ao nome, ao reino e à vontade de Deus, enquanto que as três últimas se referem às necessidades humanas de pão, perdão e vitória. O Pai Nosso então se encerra com uma doxologia (13c) que contém uma tríplice declaração concernente ao reino, ao poder e à glória de Deus. É dessa maneira que o crente é exortado atualmente a orar.

III – A ORAÇÃO EM ATOS DOS APÓSTOLOS:

• O livro de Atos é um excelente elo entre os evangelhos e as epístolas, visto que nele a Igreja apostólica tenha posto em efeito o ensinamento de nosso Senhor acerca da oração.

• A Igreja nasceu na atmosfera de oração e em resposta, o Espírito foi derramado sobre ela (At 1:4; 2:4).

• A oração continuou sendo a atmosfera nativa da Igreja (At 2:42; 6:4, 6).

• Permanecia no pensamento da Igreja uma íntima conexão entre a oração e a presença e o poder do Espírito (At 4:31).

• Nos tempos de crise, a Igreja lançava mão do recurso da oração (At 4:23-31; 12:5, 12).

• Por todo o livro de Atos os líderes da Igreja aparecem como homens de oração (At 9:40; 10:9; 16:25; 28:8), os quais exortam aos crentes que orem consigo (At 20:23, 36; 21:5).

IV – A ORAÇÃO NAS EPÍSTOLAS PAULINAS:

• É significativo que imediatamente depois que Cristo se revelou a Paulo, na estrada de Damasco, diz-se sobre Paulo: '...ele está orando' (At 9:11). Provavelmente pela primeira vez em sua vida, Paulo descobriu o que a oração realmente significa, tão profunda foi a transformação de seu coração, efetuada pela conversão. Desse momento em diante Paulo foi homem dedicado à oração. Na oração o Senhor lhe falava (At 22:17-21).

• Para Paulo, a oração significava ação de graças, intercessão, senso da presença de Deus (I Ts 1:2-3; Ef 1:1621).

• Ele descobriu que o Espírito Santo o ajudava em oração, ao procurar saber e fazer a vontade de Deus (Rm 8:14, 26).

• Em sua experiência havia uma íntima ligação entre a oração e a inteligência cristã (I Co 14:14-19).

• A oração, no conceito de Paulo, é algo absolutamente essencial para o crente (Rm 12:12).

• A armadura do crente (Ef 6:13-18) inclui a oração que Paulo descreve como 'toda oração', em 'todo tempo', com 'toda perseverança' a favor de 'todos os santos'. E Paulo praticava aquilo que pregava (Rm 1:9; Ef 1:16; I Ts 1:2); isso explica sua insistência sobre a oração quando escrevia para seus irmãos na fé (Fp 4:6; Cl 4:2).

• Em suas epístolas, Paulo aparece constantemente a referir-se à oração, e é instrutivo examinar algumas de suas orações, por causa do conteúdo das mesmas:

• (A) - Em Rm 1:8-12, ele derrama seu coração a Deus em ação de graças (vers. 8), insiste em servir a Cristo com seu espírito (vers. 9a), intercede a favor de seus amigos em Roma (vers. 9b), expressa seu desejo de transmitir-lhes algum dom espiritual (vers. 10 e seg.), e declara que muito dependia deles para sua elevação espiritual (vers. 12).

• (B) - Em Ef 1:15-19, Paulo novamente agradece a Deus pelos seus convertidos (vers. 15 e seg), e ora para que recebam o Espírito mediante quem são alcançados o conhecimento de Deus e a iluminação do coração (vers. 17.18a), a fim de que possam conhecer a esperança do chamamento de Deus, a riqueza da herança dada por Deus e a grandeza do poder de Deus que fora demonstrada na ressurreição de Cristo (vers. 18b-l9).

• (C) - Novamente, em Ef 3:14-18, o apóstolo pleiteia perante o Pai (vers. 14 e seg) a favor de seus irmãos na fé, para que possam ficar crescentemente cônscios do poder de Deus (vers. 16), a fim de que Cristo possa neles habitar, e para que possam estar enraizados em amor (vers. 17), a fim de que cada qual, sendo aperfeiçoado juntamente com os demais, seja cheio de toda a plenitude de Deus (vers. 18 e seg.).

• Ambas essas orações da epístola aos Efésios são bem sumarizadas no tríplice desejo de Paulo que os crentes recebam conhecimento e poder cujo fruto é amor a Cristo, mediante o qual como indivíduos e como grupo, podem atingir a perfeição.

• (D) - Em Cl 1:9-14, Paulo novamente ora para que os crentes venham a conhecer a vontade de Deus através de sabedoria e compreensão espirituais (vers. 9), a fim de que a prática concorde com a profissão de fé (vers. 10), a fim de que possuam o poder de por sua fé em prática (vers. 11), e a fim da serem agradecidos pelo imenso privilégio e posição que receberam no Senhor Jesus (vers. 12 e seg.).

• Porém, talvez a maior contribuição de Paulo ao nosso entendimento sobre a oração cristã esteja no fato que ele estabeleceu a conexão entre a oração e o Espírito Santo.

• A oração é de fato um dom do Espírito (I Co 14:14-16). O crente ora 'no Espírito' (Ef 6:18; Jd 20); por conseguinte, a oração é uma cooperação entre Deus e o crente devido o fato que é oferecida ao Pai, em nome do Filho, através da inspiração do Espírito Santo que habita em nosso íntimo.

V – A ORAÇÃO EM HEBREUS, TIAGO E 1ª JOÃO:

• A epístola aos Hebreus faz uma significativa contribuição à compreensão da oração cristã.

• O trecho de Hb 4:4-16 mostra por qual motivo a oração é possível: é possível porque temos um grande Sumo Sacerdote que é ao mesmo tempo divino e humano, porque Ele está agora nos lugares celestiais, e por causa daquilo que Ele agora está fazendo ali. Quando oramos, é para receber misericórdia e achar graça.

• A referência à vida de oração do Senhor Jesus, em Hb 5:7-10, realmente ensina o que é a oração: as 'orações' e 'súplicas' de Cristo foram 'oferecidas' a Deus e, nesse serviço espiritual, Ele 'aprendeu a obediência, e, por conseguinte, foi ouvido'.

• Em Hb 10:19-25, a ênfase recai sobre a oração feita pelo povo de Deus em conjunto, bem como sobre as exigências e motivos que nisso estão envolvidos. O lugar da oração se descreve em Hb 6:19.

• A epístola de Tiago tem três passagens significativas sobre a oração:

• (A) - A oração em momentos de perplexidade se aborda em Tg 1:5-8;

• (B) - Os motivos corretos na oração se sublinham em Tg 4:1-3; e

• (C) - A significação da oração em tempo do enfermidade se deixa clara em Tg 5:13-18.

• Em sua primeira epístola, João salienta o caminho para a ousadia e a eficácia na oração (I Jo 3:21-24), enquanto que em I Jo 5:14-16 o apóstolo estabelece a relação entre a oração e a vontade de Deus, e demonstra que a eficácia na oração é especialmente relevante para a intercessão, mas que surgem situações nas quais a oração é impotente.

VI – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• O coração da doutrina bíblica da oração é bem expresso por Westcott:

• "A oração autêntica — a oração que necessariamente é respondida — é o reconhecimento pessoal e a aceitação da vontade divina (Jo 14:7; cf. Mc 11:24). Segue-se que o ouvir da oração que ensina a obediência não consiste tanto na outorga de uma petição específica, que o solicitador supõe ser o caminho para a finalidade desejada, mas antes, a certeza de que aquilo que é proporcionado conduz mais eficazmente a essa finalidade. Assim sendo, somos ensinados que Cristo aprendeu que todo detalhe de Sua vida e paixão contribuiu para a realização da obra que Ele veio cumprir, e por isso foi mui perfeitamente 'ouvido'. Nesse sentido é que Cristo foi 'ouvido' por causa da Sua piedade" (Hb 5:7b).

Fonte de Consulta:

1) Douglas, J. D. – O Novo Dicionário da Bíblia – Edições Vida Nova

9 de out de 2010

4º TRIMESTRE - 03ª LIÇÃO - 17/10/10 - "A ORAÇÃO SÁBIA"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 03 - DATA: 17/10/2010
TÍTULO: “A ORAÇÃO SÁBIA”
TEXTO ÁUREO – II Cr 7:1
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: II Cr 6:12, 21, 36, 38-39
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/


I – INTRODUÇÃO:

• I Rs 8:22, 54 - As diversas atitudes de Salomão são mencionadas de modo especial: Primeiro, ficou de pé com as mãos estendidas; depois, ficou de joelhos. Essas posições revelam uma fé cheia de esperança, bem como profunda humildade e reverência. A confiança em Deus sempre aumenta a reverência (Hb 12:28-29). O homem que está mais baixo, ajoelhado diante de Deus, acha-se mais elevado, em posição de abençoar os outros (I Rs 8:55).

II – ASPECTOS POSITIVOS DA VIDA DE SALOMÃO:

• Primeiramente, Deus apareceu a este rei em sonhos; solicitou o pedido; Salomão pediu um coração compreensivo – I Rs 3:5, 9 - A resposta de Deus foi aprovadora: Concedeu discernimento e acrescentou bênçãos adicionais. Entretanto, uma condição foi apresentada junto com as bênçãos: “Se andares... e guardares... - I Rs 3:10-14.

• Salomão foi sucessor de Davi no trono de Israel com a idade de 20 anos, deixando enorme legado:

• (A) - Construiu a casa do Senhor – I Rs 3:1;

• (B) - Amou a Deus, andando como Davi, seu pai – I Rs 3:3;

• (C) - Ofereceu muitos sacrifícios ao Senhor – I Rs 3:4;

• (D) - Foi humilde em sua petição, pedindo um coração compreensivo – I Rs 3:9;

• (E) - Sua sabedoria foi a maior de todas, com grande discernimento judicial – I Rs 3:12, 16-28;

• (F) - Sua riqueza foi incontável – I Rs 3:13;

• (G) - Foi profundamente grato – I Rs 3:25;

• (H) - Organizou o reino – I Rs 4:7-19;

• (I) - Estabeleceu grande força armada – I Rs 4:24-28;

• (J) – Foi superior aos sábios – I Rs 4:29-31;

• (K) – Proferiu provérbios e discursos – I Rs 4:32-34;

• (L) - Desenvolveu grandes projetos de construções, destacando-se o Templo e a Casa da Floresta do Líbano (palácio de Salomão), que demorou 23 anos para serem edificados – I Rs caps. 5 e 6;

• (M) – Orou, dedicando o templo ao Senhor – I Rs 8:22-53;

III – CONTEÚDO DE UMA SÁBIA ORAÇÃO:

• II Cr 6:14-42 - Salomão age como mediador da aliança nessa cerimônia de dedicação. A oração intercessória é geralmente a função do profeta como mediador da aliança (Ex 32; I Sm 7:5).

• Perante o altar das ofertas queimadas, o rei permaneceu como suplicante com as mãos erguidas, uma atitude típica de oração (Is 1:15). Depois, ele se ajoelhou publicamente se humilhando perante o Senhor como o representante do povo (I Rs 8:54; II Cr 6:13).

• O conteúdo da oração reivindica as promessas da aliança, pede que as intercessões do Templo tenham acolhida, então acrescenta uma lista de calamidades e situações de emergência no país, para as quais a oração e arrependimento podem ser dirigidos ao Deus dos céus, que é o Senhor do Templo.

• (1) - II Cr 6:14-15 – Reconhecimento à fidelidade de Deus.

• (2) – II Cr 6:16-17 – Pedido para contínua fidelidade ou pela permanência da bênção sobre Israel.

• (3) – II Cr 6:18 – A onipresença de Deus.

• (4) – II Cr 6:19-21 – Súplica para que as orações feitas no Templo sejam respondidas.

• (5) – II Cr 6:22-23 – Súplica por justiça ou por julgamento justo.

• (6) – II Cr 6:24-25 – Súplica por perdão e libertação do cativeiro.

• (7) – II Cr 6:26-27 – Súplica por perdão e chuva dos céus.

• (8) – II Cr 6:28-31 – Súplica por perdão, quando houver fome, peste, guerra contra os inimigos e doença.

• (9) – II Cr 6:32-33 – Súplica pelas bênçãos sobre os gentios que buscarem o Deus de Israel e orarem no Templo.

• (10) – II Cr 6:34-35 – Súplica por ajuda em tempo de guerra, quando não tiver sido cometido pecado.

• (11) – II Cr 6:36-39 – Súplicas pela defesa de Israel em tempo de guerra (causada pelo pecado), pelo perdão e restauração do cativeiro.

• (12) – II Cr 6:40-42 – Súplica pela presença contínua de Deus e por Suas bênçãos.

IV - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• Salomão deu um sublime testemunho: “NEM UMA SÓ PALAVRA FALHOU DE TODAS AS SUAS BOAS PROMESSAS” – I Rs 8:56 cf Js 23:14

• Nós falhamos, mas Deus não; nós O abandonamos, mas Ele nunca nos repeliu; as montanhas podem retirar-se e os outeiros podem ser mudados, mas Ele não se alterará nem recuará em Sua eterna bondade. Peçamos-Lhe, pois, que inclinemos nosso coração para Ele e estejamos reverentemente ante Sua majestosa presença, porquanto aquele que se ajoelha humildemente diante de Deus, é dotado com o poder de abençoar o povo em Seu nome.


FONTES DE CONSULTA:
• A Bíblia Vida Nova – Edições Vida Nova


• Fábio, Caio - 70 Esboços de A a Z – Editora Pró Logos


• A Bíblia de Estudo DAKE - CPAD


• Meyer, F. B. – Comentário Bíblico Devocional do Velho Testamento – Editora Betânia

• Comentário Bíblico Broadman - JUERP