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16 de out de 2010

4º TRIMESTRE - LIÇÃO Nº 04 - 24/10/10 - "A ORAÇÃO EM O NOVO TESTAMENTO"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 04 - DATA: 24/10/2010
TÍTULO: “A ORAÇÃO EM O NOVO TESTAMENTO”
TEXTO ÁUREO – I Ts 5:16-17
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Lc 24:46, 49, 52-53
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/


I – INTRODUÇÃO:

• Existem certas áreas claramente definidas nas quais se exibe ensinamento neotestamentário sobre a oração; porém, a fonte de onde todas as suas instruções concernentes à oração emanam, é a própria doutrina e prática de Cristo.

II – A ORAÇÃO NOS EVANGELHOS:

• (1) - Quanto à doutrina da oração de Jesus, essa se exibe principalmente em certas de Suas parábolas:

• (A) - Lc 11:5-8 - Na parábola do amigo que queria tomar emprestados três pães à meia-noite, o Senhor inculca a importunação na oração; e a base sobre a qual se edifica a confiança, na oração importuna, é a generosidade do Pai (Mt 7:7-11).

• (B) – Lc 18:1-8 - A parábola do juiz injusto exorta à tenacidade na oração, que inclui tanto a persistência como a continuação. As demoras de Deus na resposta à oração não se devem à indiferença, mas sim, ao amor que deseja desenvolver e aprofundar a fé que é finalmente vindicada.

• (C) – Lc 18:10-14 - Na parábola do fariseu e do publicano, Cristo insiste sobre a humildade e a penitência na oração e adverte contra o senso de auto-superioridade. Auto-humilhação, na oração, significa aceitação perante Deus, enquanto que a auto-exaltação oculta a face de Deus.

• (D) – Mt 18:21-35 - Cristo exorta que se use de caridade na oração, na parábola do servo injusto. É à oração feita por um espírito perdoador que Deus responde.

• (E) - Simplicidade na oração é ensinada em Mt 6:5-8; 23:14; Mc 12:38-40; Lc 20:47. A oração precisa ser expurgada de todo fingimento. Sempre deve originar-se na simplicidade de coração e de motivo, expressando-se em simplicidade de linguagem e petição.

• (F) - O Senhor também exortou que se usasse de intensidade na oração (Mc 13:33; 14:38; Mt 26:41). Nesse caso, vigilância e fé se combinam para formar uma vigilância que não dormita.

• (G) – Em Mt 18:19-20, novamente a unidade na oração é destacada. Se um grupo de crentes, dotados da mente de Cristo, orarem no Espírito Santo, suas orações serão eficazes. Porém, a oração também deve ser feita de maneira expectativa (Mc 11:24).

• A oração que é apenas um tentativa pouco consegue; a oração que a esfera na qual a fé opera, na rendição à vontade de Deus, muito conseguirá (Mc 9:23).

• (2) - Quanto aos objetivos da oração, Jesus teve singularmente pouco a dizer. Indubitavelmente Ele estava contente em permitir que o Espírito Santo impulsionasse Seus discípulos na oração. Os alvos aos quais Ele se referiu, ao ensinar a respeito da oração, podem ser encontrados em Mc 9:28-29; Mt 5:1 6:11,13; 9:36-38; Lc 11:13.

• (3) - Quanto ao método da oração, o Senhor tinha duas coisas importantes a ensinar:

• (3.1) - Em primeiro lugar, a oração agora devia ser oferecida a Ele, na maneira pela qual Lhe era oferecida quando Ele estava neste mundo (por exemplo, Mt 8:2; 9:18).

• Assim como Ele insistia então sobre a fé (Mc 9:23), e testava a sinceridade (Mt 9:27-31), e desvendava ignorância (Mt 20:20-22) e a presunção pecaminosa (Mt 14:27-31), naqueles que faziam petições, semelhantemente faz Ele até hoje, na experiência daqueles que Lhe faz orações.

• (3.2) - Em segundo lugar, a oração deve ser agora oferecida em nome de Cristo (Jo 14:13; 15:16; 16:23-27), por meio de quem temos acesso ao Pai.

• Orar em nome Cristo é orar como o próprio Jesus oraria, é orar ao Pai conforme o Filho O tornou conhecido para nós — ora, para Jesus, o verdadeiro foco da oração era a vontade do Pai. Aqui temos a característica básica da oração cristã: um novo acesso ao Pai que Cristo assegura para o crente, e oração em harmonia com a vontade do Pai, visto ser oferecida em nome de Cristo.

• (4) - No tocante à prática do Senhor quanto à oração, é bem conhecido o fato que costumava orar em segredo (Lc 5:15 e 6:12); em períodos de conflito espiritual (Jo 12:20-28; Lc 22:39-46); e sobre a cruz também orou (Mt 27:46; Lc 23:46).

• Em Suas orações, Jesus ofereceu ação de graças (Lc 10:21; Jo 6:11; 11:41; Mt 26:27), buscou orientação (Lc 6:12-16), intercedeu (Jo 17:6-19, 20-26; Lc 22:31-34; Mc 10:16; Lc 23:34), e comungou com o Pai (Lc 9:28-36).

• O assunto principal de Sua oração sumo sacerdotal, em Jo 17, é a unidade da Igreja.

• (5) - Quanto à oração do Pai Nosso, será suficiente salientar que depois da invocação (Mt 6:9b) seguem-se seis petições (9c-13b), das quais as primeiras três se referem ao nome, ao reino e à vontade de Deus, enquanto que as três últimas se referem às necessidades humanas de pão, perdão e vitória. O Pai Nosso então se encerra com uma doxologia (13c) que contém uma tríplice declaração concernente ao reino, ao poder e à glória de Deus. É dessa maneira que o crente é exortado atualmente a orar.

III – A ORAÇÃO EM ATOS DOS APÓSTOLOS:

• O livro de Atos é um excelente elo entre os evangelhos e as epístolas, visto que nele a Igreja apostólica tenha posto em efeito o ensinamento de nosso Senhor acerca da oração.

• A Igreja nasceu na atmosfera de oração e em resposta, o Espírito foi derramado sobre ela (At 1:4; 2:4).

• A oração continuou sendo a atmosfera nativa da Igreja (At 2:42; 6:4, 6).

• Permanecia no pensamento da Igreja uma íntima conexão entre a oração e a presença e o poder do Espírito (At 4:31).

• Nos tempos de crise, a Igreja lançava mão do recurso da oração (At 4:23-31; 12:5, 12).

• Por todo o livro de Atos os líderes da Igreja aparecem como homens de oração (At 9:40; 10:9; 16:25; 28:8), os quais exortam aos crentes que orem consigo (At 20:23, 36; 21:5).

IV – A ORAÇÃO NAS EPÍSTOLAS PAULINAS:

• É significativo que imediatamente depois que Cristo se revelou a Paulo, na estrada de Damasco, diz-se sobre Paulo: '...ele está orando' (At 9:11). Provavelmente pela primeira vez em sua vida, Paulo descobriu o que a oração realmente significa, tão profunda foi a transformação de seu coração, efetuada pela conversão. Desse momento em diante Paulo foi homem dedicado à oração. Na oração o Senhor lhe falava (At 22:17-21).

• Para Paulo, a oração significava ação de graças, intercessão, senso da presença de Deus (I Ts 1:2-3; Ef 1:1621).

• Ele descobriu que o Espírito Santo o ajudava em oração, ao procurar saber e fazer a vontade de Deus (Rm 8:14, 26).

• Em sua experiência havia uma íntima ligação entre a oração e a inteligência cristã (I Co 14:14-19).

• A oração, no conceito de Paulo, é algo absolutamente essencial para o crente (Rm 12:12).

• A armadura do crente (Ef 6:13-18) inclui a oração que Paulo descreve como 'toda oração', em 'todo tempo', com 'toda perseverança' a favor de 'todos os santos'. E Paulo praticava aquilo que pregava (Rm 1:9; Ef 1:16; I Ts 1:2); isso explica sua insistência sobre a oração quando escrevia para seus irmãos na fé (Fp 4:6; Cl 4:2).

• Em suas epístolas, Paulo aparece constantemente a referir-se à oração, e é instrutivo examinar algumas de suas orações, por causa do conteúdo das mesmas:

• (A) - Em Rm 1:8-12, ele derrama seu coração a Deus em ação de graças (vers. 8), insiste em servir a Cristo com seu espírito (vers. 9a), intercede a favor de seus amigos em Roma (vers. 9b), expressa seu desejo de transmitir-lhes algum dom espiritual (vers. 10 e seg.), e declara que muito dependia deles para sua elevação espiritual (vers. 12).

• (B) - Em Ef 1:15-19, Paulo novamente agradece a Deus pelos seus convertidos (vers. 15 e seg), e ora para que recebam o Espírito mediante quem são alcançados o conhecimento de Deus e a iluminação do coração (vers. 17.18a), a fim de que possam conhecer a esperança do chamamento de Deus, a riqueza da herança dada por Deus e a grandeza do poder de Deus que fora demonstrada na ressurreição de Cristo (vers. 18b-l9).

• (C) - Novamente, em Ef 3:14-18, o apóstolo pleiteia perante o Pai (vers. 14 e seg) a favor de seus irmãos na fé, para que possam ficar crescentemente cônscios do poder de Deus (vers. 16), a fim de que Cristo possa neles habitar, e para que possam estar enraizados em amor (vers. 17), a fim de que cada qual, sendo aperfeiçoado juntamente com os demais, seja cheio de toda a plenitude de Deus (vers. 18 e seg.).

• Ambas essas orações da epístola aos Efésios são bem sumarizadas no tríplice desejo de Paulo que os crentes recebam conhecimento e poder cujo fruto é amor a Cristo, mediante o qual como indivíduos e como grupo, podem atingir a perfeição.

• (D) - Em Cl 1:9-14, Paulo novamente ora para que os crentes venham a conhecer a vontade de Deus através de sabedoria e compreensão espirituais (vers. 9), a fim de que a prática concorde com a profissão de fé (vers. 10), a fim de que possuam o poder de por sua fé em prática (vers. 11), e a fim da serem agradecidos pelo imenso privilégio e posição que receberam no Senhor Jesus (vers. 12 e seg.).

• Porém, talvez a maior contribuição de Paulo ao nosso entendimento sobre a oração cristã esteja no fato que ele estabeleceu a conexão entre a oração e o Espírito Santo.

• A oração é de fato um dom do Espírito (I Co 14:14-16). O crente ora 'no Espírito' (Ef 6:18; Jd 20); por conseguinte, a oração é uma cooperação entre Deus e o crente devido o fato que é oferecida ao Pai, em nome do Filho, através da inspiração do Espírito Santo que habita em nosso íntimo.

V – A ORAÇÃO EM HEBREUS, TIAGO E 1ª JOÃO:

• A epístola aos Hebreus faz uma significativa contribuição à compreensão da oração cristã.

• O trecho de Hb 4:4-16 mostra por qual motivo a oração é possível: é possível porque temos um grande Sumo Sacerdote que é ao mesmo tempo divino e humano, porque Ele está agora nos lugares celestiais, e por causa daquilo que Ele agora está fazendo ali. Quando oramos, é para receber misericórdia e achar graça.

• A referência à vida de oração do Senhor Jesus, em Hb 5:7-10, realmente ensina o que é a oração: as 'orações' e 'súplicas' de Cristo foram 'oferecidas' a Deus e, nesse serviço espiritual, Ele 'aprendeu a obediência, e, por conseguinte, foi ouvido'.

• Em Hb 10:19-25, a ênfase recai sobre a oração feita pelo povo de Deus em conjunto, bem como sobre as exigências e motivos que nisso estão envolvidos. O lugar da oração se descreve em Hb 6:19.

• A epístola de Tiago tem três passagens significativas sobre a oração:

• (A) - A oração em momentos de perplexidade se aborda em Tg 1:5-8;

• (B) - Os motivos corretos na oração se sublinham em Tg 4:1-3; e

• (C) - A significação da oração em tempo do enfermidade se deixa clara em Tg 5:13-18.

• Em sua primeira epístola, João salienta o caminho para a ousadia e a eficácia na oração (I Jo 3:21-24), enquanto que em I Jo 5:14-16 o apóstolo estabelece a relação entre a oração e a vontade de Deus, e demonstra que a eficácia na oração é especialmente relevante para a intercessão, mas que surgem situações nas quais a oração é impotente.

VI – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• O coração da doutrina bíblica da oração é bem expresso por Westcott:

• "A oração autêntica — a oração que necessariamente é respondida — é o reconhecimento pessoal e a aceitação da vontade divina (Jo 14:7; cf. Mc 11:24). Segue-se que o ouvir da oração que ensina a obediência não consiste tanto na outorga de uma petição específica, que o solicitador supõe ser o caminho para a finalidade desejada, mas antes, a certeza de que aquilo que é proporcionado conduz mais eficazmente a essa finalidade. Assim sendo, somos ensinados que Cristo aprendeu que todo detalhe de Sua vida e paixão contribuiu para a realização da obra que Ele veio cumprir, e por isso foi mui perfeitamente 'ouvido'. Nesse sentido é que Cristo foi 'ouvido' por causa da Sua piedade" (Hb 5:7b).

Fonte de Consulta:

1) Douglas, J. D. – O Novo Dicionário da Bíblia – Edições Vida Nova

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