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25 de out de 2010

4º TRIMESTRE - LIÇÃO Nº 05 - 31/10/2010 - "ORANDO COMO JESUS ENSINOU"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 05 - DATA: 31/10/2010
TÍTULO: “ORANDO COMO JESUS ENSINOU”
TEXTO ÁUREO – Mt 26:41
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Mt 6:5-13
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com


I – INTRODUÇÃO:

• São vãs todas as tentativas para se tecer comentários sobre a “grande” oração de Jesus. Há trovões e poderes e uma neblina espectral nessa oração: ela desafia nossa inteligência e, no entanto, é nossa salvação. É breve... A oração do Pai Nosso, devido à sua franqueza, penetra na mente e é facilmente memorizada. É infantil em sua simplicidade...


II - RECOMPENSA DA ORAÇÃO:

• Leiamos Mt 6:5-15

• QUANDO ORARDES, NÃO SEREIS COMO OS HIPÓCRITAS - Como podemos saber quando a nossa religião realmente é hipocrisia? A resposta é: Quando é para se vista pelos homens. É apenas hipocrisia quando as igrejas tem bons coros, exigem pregação de elevado estilo, fazem orações eloquentes, ... mas sem o Espírito. É hipocrisia quando a adoração sai da boca para fora: é sinceridade somente se sair do íntimo do coração.

• Os hipócritas... gostam de orar em pé nas sinagogas - A hipocrisia é muitas vezes tão acentuada nas igrejas que o mundo julga que todos os crentes são hipócritas. Lembremo-nos do destino dos hipócritas - Mt 24:51.

• ENTRA NO TEU QUARTO - É evidente que Cristo não condena a oração nos cultos públicos (Jo 11:41-42; 17:1; At 1:14). Mas, mesmo a oração pública deve ser com "a porta fechada", isto é, com o mundo excluído do coração e em contato com o trono de Deus, em espírito. Na maior multidão o crente pode achar seu "quarto de oração". É difícil evitar a hipocrisia, mesmo no tempo de tristeza e angústia; mas em secreto é mais fácil orar sem fingimento.

• FECHADA A PORTA - Aquele que não tinha onde reclinar a cabeça, também não tinha porta para fechar. Concluímos, portanto, que isso quer dizer separado do mundo e em contato com Deus. Dá a entender, também, que devemos marcar um lugar definido para orar.


• Devemos fechar a porta não somente para não sermos perturbados e distraídos, mas, também, para fugirmos aos olhos dos homens e ficarmos a sós com Deus - Sl 27:8

A palavra QUARTO empregada por Jesus, designa A SALA-DEPÓSITO ONDE PODIAM GUARDAR-SE OS TESOUROS. Logo, JÁ EXISTEM TESOUROS A NOSSA ESPERA, QUANDO ENTRAMOS NO “QUARTO” PARA ORARMOS AO PAI.


• O quarto de oração de Jesus era o monte e o deserto (Mc 1:35; Lc 6:12); de Isaque, era o campo (Gn 24:63); de Davi, o quarto de dormir (Sl 4:4); de Pedro, o eirado (At 10:9); de Ezequias, o rosto virado para a parede (II Rs 20:2).

• O deserto é a pátria dos fortes.

• TEU PAI QUE VÊ EM SECRETO - O lugar secreto, de amizade íntima, Sl 25:14; 27:5; 31:20; 91:1.


• OBSERVAÇÃO: - A ênfase de Jesus sobre a necessidade do segredo da oração NÃO DEVE SER LEVADA A EXTREMOS, pois, se todas as nossas orações fossem mantidas em segredo, teríamos de desistir da ir à Igreja, orar em família e nas reuniões de oração. JESUS ESTAVA SE REFERINDO À ORAÇÃO PARTICULAR (“TU PORÉM, QUANDO ORARES....E, FECHADA A TUA PORTA, ORARÁS A TEU PAI...”)

• ORARÁS A TEU PAI - Jesus chama Deus "Pai" dezessete vezes no Sermão do Monte. Note-se o grande contraste entre esse Sermão e o Velho Testamento, onde é considerado mais como "o Deus grande e tremendo", do que um Pai com coração cheio de compaixão e misericórdia.

• Contudo não nos devemos enganar, como alguns, pensando que Jesus se referia a Deus como o Pai de todos os homens em geral. Cristo, ao dizer: "Teu Pai", dirigia-se aos Seus discípulos (Mt 5:1-2), os humildes de espírito, os mansos, os que tem fome e sede de justiça, os limpos de coração — dirigia-se aos que compartilham da natureza de Deus. Que todos os homens não são filhos de Deus é evidente em tais passagens como Jo 8:41.

• NÃO USEIS DE VÃS REPETIÇÕES - Nem todas as repetições são dispensáveis (Mt 26:44; Sl 138). Porém, não devemos errar, pensando que podemos multiplicar as orações, como em algumas rezas, até merecer a resposta como pagamento de nossos esforços de suplicar. O filhinho que pede dinheiro ao pai, não o recebe porque é-lhe devido em pagamento do trabalho de pedir.


III - A ORAÇÃO DOMINICAL:

• Mt 6:9-13 - Sem dúvida, a passagem da Bíblia mais recitada é A Oração Dominical, ou seja, A Oração do Senhor.

• PORTANTO, VÓS ORAREIS ASSIM - Embora seja possível orar em espírito recitando O Pai Nosso, palavra por palavra, contudo concluímos que Cristo não queria que os discípulos o repetissem desta maneira:

• (1) - O Senhor disse: "Orareis assim", ou seja: deste modo, usando estas palavras como vosso modelo.

• (2) - É impossível repetir o Pai Nosso diariamente sem a maioria cair em formalismo ou mesmo atribuir uma superstição às palavras que Jesus usou.

• Sendo que a Oração Dominical é o exemplo para as nossas orações, convém meditar sobre todas as palavras e cada frase.

• Antes de tudo, notemos que dos sete pedidos, os três primeiros são pelas coisas de Deus, enquanto os últimos quatro são pelas coisas para nós mesmos. Devemos começar, não com os homens, mas, sim, com Deus. Se buscarmos sincera e primeiramente o reino de Deus, certamente oraremos pedindo, antes de tudo, as coisas de Deus; somente depois pediremos por nós mesmos. E receberemos tudo.

• PAI NOSSO QUE ESTÁS NOS CÉUS - Na primeira palavra (“Pai”), encontra-se um dos mais preciosos segredos da verdadeira oração. Não se deve orar sem ter a certeza de falar a Deus; muitas vezes usa-se Seu nome sem realmente pensar nEle.

• O Pai é nosso, não apenas meu. Os que oram, segundo o modelo, tem lugar no coração para toda a grande família de Deus, espalhada em todo o mundo – Ef 3:15.

• O Criador é revelado no Velho Testamento como o Deus Todo-poderoso, o Altíssimo, o Senhor dos Exércitos, o Eu Sou, o Rei da Glória, Rocha Minha, Meu Pastor. Mas entre todos esses nomes não há um comparável ao doce nome de Pai, pelo qual Deus é conhecido no Novo Testamento. Deus é muito chegado (Pai nosso), apesar de estar muito longe (que estás nos céus).

• “Nos céus” é o endereço do Pai celeste. Se queremos a certeza de Ele receber os pedidos de nossas orações, devemos cuidar de não errarmos o endereço. Isso não quer dizer que Ele esteja somente nos céus; os céus, e até o céu dos céus não O podem conter (I Rs 8:27). Mas, Aquele cujo trono esta nos céus é o verdadeiro Deus.

• Os israelitas foram ensinados a orar: "Olha desde a tua santa habitação, desde o céu. . ." Dt 26:15.

• Na dedicação do templo, Salomão orou: "Ouve tu então nos céus..." I Reis 8:39.

• Jesus na véspera do Seu grande sacrifício na cruz, "levantando seus olhos ao céu", orou. . ., Jo 17:1.

• A PRIMEIRA SÚPLICA: “SANTIFICADO SEJA O TEU NOME” - Alguns comentadores consideram essas palavras mais de adoração do que de petição; acham que o Pai Nosso é, também, um exemplo de entrar "pelas portas dele com louvor," Sl 100:4; 95:2; Fp 4:6; Cl 4:2; I Tm 2:1.

• Há duas maneiras de santificar o nome de nosso Pai:

• (1) - Por palavras, como o leproso samaritano que "voltou, dando glória a Deus em alta voz". Lc 17:11-19. Mas lembremo-nos de que não podemos seguir a maioria; os outros nove leprosos não mostraram gratidão, não engrandeceram Àquele que lhes fizera tamanha beneficência.

• Muitos não sentem o pecado de usar o nome do Senhor com um espírito de leviandade; outros se atrevem a blasfemar Seu santo nome.

• (2) - Podemos santificar o nome de Deus por nossa vida - I Pe 2:12. Pedro santificou o nome de Deus por sua morte, Jo 21:19.

• Ao contrário, às vezes, o nome de Deus é blasfemado entre os descrentes por causa de nossa conduta, Rm 2:24.

• O nome do Senhor foi blasfemado incessantemente todo o dia por causa da vida do povo de Israel, Is 52:4-5.

• Por causa do pecado de Davi, os inimigos blasfemaram o nome do Senhor. II Sm 12:14.

• O anelo que deve dominar as nossas orações é que o nome do Senhor seja honrado.

• A SEGUNDA SÚPLICA: “VENHA O TEU REINO” - O Pai celeste é também nosso Pai e tem reino. O supremo desejo dos filhos deve ser a glória desse reino. É tempo de guerra, os filhos do Pai estão aqui no território do inimigo. Que podemos esperar, a não ser que clamem, sem cansar: "Venha o Teu reino." Das orações do Seu povo, depende a vinda do Seu reino (Apc 5:8; 8:3-4 cf Apc 11:15).

• A TERCEIRA SÚPLICA: “FAÇA-SE A TUA VONTADE” - Devemos orar: "Todavia, não seja como eu quero, e, sim, como tu queres." Mt 26:39. Contudo, o modelo da oração ensina ainda mais:

• (1) - A vontade de Deus é feita por todos os habitantes dos céus.

• (2) - A vontade de Deus é feita nos céus, não em espírito de obrigação, mas em obediência filial e de amor.

• O nossa anelo deve ser o de ver todos os habitantes da terra servindo ao Senhor em espírito de plena submissão e ardente louvor.

• A QUARTA SÚPLICA: “O PÃO NOSSO DE CADA DIA DÁ-NOS HOJE” - De sete petições, três são para a glória de Deus, apenas esse pelo pão, por uma coisa terrestre, e três para a alma. Sim, Deus empenha-se por nosso pão cotidiano. Podemos pedir aquilo que Deus já prometeu, e também que já temos. Podemos pedir aquilo por que estamos trabalhando para adquirir.

• A QUINTA SÚPLICA: “E PERDOA-NOS AS NOSSAS DÍVIDAS” - A conjunção "e" liga esse pedido ao que precede; pedimos o pão todos os dias; devemos pedir perdão, também, diariamente. Como o pão é a primeira necessidade do corpo, assim o perdão é da alma.

• A SEXTA SÚPLICA: “NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO” - Aqueles que gostam do pecado, procuram os lugares de tentação, mas aqueles que têm o espírito que Cristo ensina na Oração Dominical, sentem o horror do pecado e evitam esses lugares.

• Os piratas, nos tempos passados, esperavam os navios carregados de ouro. Se há uma alma, no tempestuoso mar desta vida, que tem a bordo as riquezas inescrutáveis de Cristo, o Maligno está sempre espreitando para a atacar e levar esses tesouros.

• A SÉTIMA SÚPLICA: “LIVRA-NOS DO MAL” - Livra-nos de dor, de doença, de tristeza — de tudo que sofremos no físico; livra-nos de inimizade, de inveja, de discórdia, de lascívia — de tudo que nos prejudica em espírito.

• Se perdoardes aos homens...- Sem o espírito de perdão, não se encontra o perdão. Se achamos difícil perdoar, faça-mo-lo pelo amor a Cristo.


IV – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• Filhos de Deus, é assim, com este espírito, que o Mestre nos ensina a orar:

• (1) - A forma da petição respira um espírito filial: "Pai";

• (2) - Um espírito universal - "Pai nosso";

• (3) - Um espírito de reverência - “Santificado seja o teu nome";

• (4) - Um espírito missionário – “Venha o teu reino";

• (5) - Um espírito de obediência - "Faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu";

• (6) - Um espírito de dependência - "O pão nosso de cada dia dá-nos hoje";

• (7) - Um espírito de perdão - "E perdoa-nos nossas dívidas, assim como nós temos perdoado a nossos devedores";

• (8) - Um espirito de precaução - "Não nos deixes cair em tentação";

• (9) - Um espírito de adoração - "Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém.

• O alvo em oração deve ser de orar sempre nesse mesmo espírito.



FONTES DE CONSULTA:

Boyer, Orlando – Espada Cortante – vol 1 – CPAD

Champlin, R. N. – O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo – Editora Candeia

Stott, John R. W. - A Mensagem do Sermão do Monte - ABU EDITORA