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31 de jul de 2011

3º TRIMESTRE DE 2011 - LIÇÃO Nº 06 - 07/08/2011 - "A EFICACIA DO TESTEMUNHO CRISTÃO"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 06 - DATA: 07/08/2011
TÍTULO: “A EFICÁCIA DO TESTEMUNHO CRISTÃO”
TEXTO ÁUREO – At 1:8
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Mt 5:13-16; Rm 12:1-2
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/



I - INTRODUÇÃO:

- O testemunho cristão começa no lar, estende-se ao trabalho e abrange todos os lugares aonde chegar a influência do crente


II - O CRENTE COMO LUZ DO MUNDO:

- No V.T., os rabinos, ao referirem-se à luz, atribuíam-na sempre a Deus, à lei, a Israel, etc.  


- Assim é que Davi e seus descendentes aparecem como LÂMPADAS DE ISRAEL (II Sm 21:17 cf I Rs 11:36; 15:4; Sl 132:17; Lc 2:32) cf Fp 2:15 - SEM ESSA ILUMINAÇÃO QUE IRRADIA DO CRENTE, O MUNDO SERIA UM ABISMO DE DENSAS TREVAS. Vejamos algumas características da luz:

- (1) - A LUZ NÃO TEM PRECONCEITOS - Ela tanto brilha sobre um criminoso, como sobre uma criança inocente, sobre uma poça de lama, como sobre uma imaculada flor. 


- ASSIM DEVE SER O CRENTE NO DESEMPENHO DE SUA MISSÃO DE LUZ NO MUNDO, ESPARZINDO A LUZ DO EVANGELHO DE CRISTO SOBRE TODOS OS POVOS, RAÇAS, CULTURAS, TRIBOS e INDIVÍDUOS, INDEPENDENTE DE IDADE, SEXO, COR, RELIGIÃO, PROFISSÃO E POSIÇÃO.


- (2) - A LUZ TEM QUE SER ALIMENTADA - (Mt 5:15-16) - A luz que iluminava as casas nos tempos de Jesus era de lamparina, alimentada através de um pavio mergulhado em azeite. O tipo de material da lâmpada variava, mas o combustível era um só - O AZEITE. A lâmpada, tendo azeite, pode arder ao luzir. Caso contrário, é o pavio que se queima e danifica a lâmpada. 


- O MESMO OCORREU AO CRISTÃO VERDADEIRO. ELE DEPENDE SEMPRE DO ÓLEO DO ESPÍRITO SANTO PARA DIFUNDIR A LUZ DE CRISTO, A LUZ DO EVANGELHO; SE ELE MESMO QUISER BRILHAR ESPIRITUALMENTE, ISTO LOGO ACABARÁ, PORQUE ELE SE QUEIMARÁ. UM PAVIO SECO QUEIMA EM POUCO TEMPO. 


- Jo 5:35 - Isto revela que João era um homem que tinha fogo, poder, fervor e luz da parte de Deus; 


- Ex 3:2-3 cf Dt 33:6; Mc 12:26; Lc 20:37; At 7:30, 35 - É o tipo de fogo que só queima impurezas, mas conserva o que é bom cf Dn 3:21-25.


- (3) - A LUZ NÃO SE MISTURA - Mesmo que ela ilumine um monte de lixo, ou cenas repugnantes, ela prossegue incontaminada na sua missão de iluminar. 


- Assim deve ser o crente: VIVER NESTE MUNDO TENEBROSO A DIFUNDIR A LUZ DE CRISTO E NÃO AS OBRAS INFRUTUOSAS DAS TREVAS (Lc 11:33-36).


- (4) - A LUZ É PROGRESSIVA - A luz de lenha; luz de óleo; luz de gás; luz incandescente, isto é, a luz elétrica; luz fluorescente. 


- ASSIM DEVE O CRENTE CRESCER NA COMUNHÃO COM A LUZ DO MUNDO (Pv 4:18)


- (5) - A LUZ É SANADORA - Brilhando intensamente e sem impedimento, a luz enxuga os brejos, drena a umidade, apressa a cicatrização de ferimentos e é germicida. O ambiente escuro propicia a proliferação de males que afetam a saúde de várias maneiras (Sl 91:6) - Quando um crente contribuir para piorar as coisas aqui, ele falhou como luz do mundo.


- (6) - A LUZ É MISTERIOSA E SUTIL - Ninguém pega a luz assim como se pega o sal. A LUZ SE VÊ, MAS NÃO SE PEGA. JÁ O SAL SE PEGA, MAS NÃO SE VÊ QUANDO ELE ENTRA EM AÇÃO. Dos três raios que compõem a luz, apenas um deles é visível: O LUMÍFERO. O raio AQUECEDOR e o TRANSMISSOR SÃO INVISÍVEIS, MAS SÃO REAIS. Sem qualquer um deles, não existe luz comum. Essa triplicidade da luz aponta para o Deus trino.


- (7) - A LUZ NORMAL É MANSA E DELICADA - Ela tanto brilha sobre um rochedo sólido e inabalável como sobre uma teia de aranha, tênue e frágil, sem danificá-la. 


- ASSIM DEVE SER VERSÁTIL E SÁBIO O CRENTE AO LEVAR A LUZ DE CRISTO, DO EVANGELHO, DA SALVAÇÃO, DO CONHECIMENTO DE DEUS AO PRÓXIMO.


- (8) - A LUZ AVISA - Ela avisa nos painéis de comando, nas bóias náuticas, nos medidores, nos faróis de veículos terrestres e aéreos, nas torres e nos montes, nos sinais de trânsito etc. A negligência ante um sinal desses pode ser fatal.


- Jesus compara os discípulos a UMA CIDADE EDIFICADA SOBRE UM MONTE. Mesmo que seja noite, uma pequena cidade situada em lugar alto, pode ser facilmente observada porque as fracas luzes que saem de suas modestas lamparinas tornam-se visíveis à grande distância. O crente, igualmente, deve brilhar na escuridão deste mundo através de suas obras, sua retidão, sua justiça, seu trabalho, sua espontânea subordinação ao Senhor e de tudo quanto mais possa glorificar ao Pai que está nos céus.


III - LUGARES INADEQUADOS PARA A LUZ - Mt 4:21-25:

- DEBAIXO DO ALQUEIRE - O alqueire era uma antiga medida para cereais e líquidos. O que nos importa não é o objeto em si, mas o fato de algum colocar uma candeia ou uma lâmpada debaixo de tal utensílio. Se isso acontecer, certamente a luz será apagada, visto que não haverá o ar, que contém o oxigênio, elemento necessário à combustão ou queima do pavio, formado de algodão ou de outro material apropriado para queimar e fornecer luz. 


- O CRENTE EM JESUS É A LUZ DO MUNDO. Ao esconder-se, com vergonha de manifestar-se aos outros, ficará debaixo do ALQUEIRE do comodismo, do medo, da indiferença para com sua missão e perecerá, ao apagar-se, por falta do oxigênio do Espírito Santo.


- DEBAIXO DA CAMA - A candeia constituía-se de um recipiente de barro ou de metal , em que se colocava óleo ou azeite. Ele embebia um pavio, o qual, inflamado, produzia luz. Se colocada embaixo da cama, RESULTAVA EM UM DESASTRE, PODENDO PROVOCAR UM INCÊNDIO.


IV - O QUE É VELADOR? - Mt 4:21b:

- É um suporte no qual se coloca uma candeia, um lampião ou uma vela, de modo que alumie a todos. Normalmente, onde ainda existe tal utensílio, em lugares mais pobres, ele é fixado em local elevado. 


- O velador é símbolo do lugar onde o crente, como luz do mundo, deve sempre estar. Esta localidade deve ser elevada moral e espiritualmente. 


- Dt 28:13 - Não devemos confundir as expressões ESTAR EM CIMA e SER MAIOR, pois significam ESTAR NA POSIÇÃO MAIS ELEVADA, A DE SERVO DE DEUS, EM OBEDIÊNCIA A SUA VONTADE, COM HUMILDADE E AMOR (Lc 14:11)


V - ONDE O CRENTE DEVE BRILHAR?:

• (1) - NO MEIO DA FAMÍLIA - (Jó 31:34) - As relações familiares, no dia-a-dia, às vezes, trazem conflitos entre os cônjuges, pais e filhos e vice-versa; e irmãos carnais. O lar torna-se o palco de batalhas espirituais tremendas e desafia a fé e a firmeza do crente. Mas ele é o velador, onde a sua luz (seu testemunho) deve iluminar. (Gn 37:3-4) - Não pode haver dois tipos de comportamento, um para fora e outro para dentro do lar. Onde estiver a luz, aí estará o brilho da sua presença.


• (2) - NO TRABALHO - Cercado de colegas incrédulos, zombadores, escarnecedores, usados pelo diabo, é no ambiente de trabalho onde o cristão tem a oportunidade de brilhar ou ser apagado. PARA ILUMINAR, BASTA ESTAR CHEIO DO AZEITE DO SENHOR. PARA SER APAGADO, É SÓ FICAR DEBAIXO DO ALQUEIRE, acomodado, acuado, sem saber a maneira própria de conviver no meio profissional (Gn 39:3-6; Mt 17:24-27; Lc 20:21-25; Rm 13:7; Tg 5:1-6 cf Ef 6:5-9)


• (3) - NA ESCOLA - O ambiente escolar constitui um meio usado pelo diabo para desencaminhar muitos servos do Senhor. Professores materialistas, adeptos dos cultos aos demônios, discípulos da chamada Nova Era, alguns até homossexuais, incutem valores anticristãos entre os alunos. Jovens crentes, com medo e vergonha de manifestar sua fé, ficam DEBAIXO DO ALQUEIRE e acabam liquidados em sua fé. 


- Dn 1:8, 15 - Este jovem estudou na UNIVERSIDADE DA BABILÔNIA, mas BRILHOU PARA A GLÓRIA DE DEUS.


• (4) - DIANTE DOS HOMENS - Mt 5:14-16 - Isso nos fala do testemunho em geral, não só de palavras, mas de obras do cristão, perante os homens. Muitos não conseguem brilhar diante de certas pessoas. Em lugar do óleo da unção do Espírito, deixam-se apagar pela água suja da influência dos ímpios. AS BOAS OBRAS SÃO INDISPENSÁVEIS A TODOS OS SALVOS (Ef 2:10; Tt 2:10)


• (5) - NA IGREJA - Na igreja universal, só Deus sabe, de fato, quem emite a verdadeira luz. Na igreja local, no entanto, o testemunho das pessoas evidencia o brilho de sua luz. 


- O TESTEMUNHO DO VERDADEIRO CRENTE MANIFESTA-SE ATRAVÉS DO FRUTO DO ESPÍRITO (Gl 5:22) e DOS DONS ESPIRITUAIS, QUE ORNAMENTA A IGREJA (I Cor 14:1, 12)


VI - O CRENTE COMO SAL DA TERRA - Mc 9:50:

- A palavra TERRA foi empregada por Jesus literalmente como O GLOBO TERRÁQUEO, FÍSICO, CONSTITUÍDO DE NAÇÕES. É a vontade de Deus para que o crente seja um instrumento Seu a alcançar toda a Terra com o Evangelho da redenção. Observemos, algumas características do sal:

- (1) - O SAL É UM PODEROSO PRESERVATIVO DE ALIMENTOS, ele preserva e conserva, evitando a deterioração, figurando como a PUREZA. Daí, presta-se para simbolizar as ações de ordem e equilíbrio que os cristãos exercem na sociedade.


- (2) - O SAL PRODUZ SEDE - O crente como sal cria sede espiritual nos outros, e, como luz, conduz as pessoas Àquele que é a fonte da salvação (Mt 4:25; 8:1; 12:15; 14:14; At 2:37; 16:31)


- (3) - O SAL É INVISÍVEL QUANDO EM AÇÃO - O sal, antes de ser aplicado, é visível. Mas, ao começar a agir, temperando, preservando, torna-se invisível. O SAL AGE INVISIVELMENTE, MAS SUA AÇÃO É CLARAMENTE SENTIDA. O PESCADOR OCULTA-SE AO PESCAR, DO CONTRÁRIO, OS PEIXES FUGIRÃO.


- (4) - O SAL AJUDA A FLUTUAR - Quanto mais salgada for a água, maior flutuação proporcionará aos corpos. Por exemplo: O Mar Morto - a massa de água mais salgada do mundo. Se prestasse para o banho, nenhum banhista ali pereceria afogado, pois, que de tão salgada, a água devolve à superfície o que nela é lançado. De tão densa, ela diminui o peso específico dos corpos, fazendo-o flutuar. Um corpo afunda mais rápido na água doce do que na água salgada.


- O crente deve ter uma vida íntegra - A idéia de pureza do sal vai também somar-se à atribuição de conservação, uma vez que o mesmo, estando misturando com outros elementos, perde o seu aspecto distintivo, não mais servindo para evitar a deterioração dos alimentos.


- Além da propriedade que tem o sal de conservar alimentos, encontramos igualmente a de condimentar. Isto vem mostrar que o sincero servo de Jesus deve conservar uma vida pura, sem qualquer mistura, e comunicar ao seu redor toda a felicidade e alegria que o Evangelho proporcionar aos homens. Vemos aí patenteado, de igual modo o simbolismo da perseverança, da firmeza, da convicção e da temperança que deve ter o crente (Lc 21:19; Gl 5:22; Cl 4:5-6; Tg 5:11)



VII - COISAS QUE LEVAM O SAL A PERDER O SEU SABOR E TORNAR-SE INSÍPIDO ou INSULSO

- (1) - POUCO VENTO - O sal, para atingir o sabor ideal, necessita de bastante ventania na época de sua formação. Espiritualmente, o crente sem o vento do Espírito da vida e do poder, não subsistirá (Gn 2:7; Ct 4:16; Ez 37:9-10, 14; Jo 3:8; 20:22; At 2:2)


- (2) - POUCA LUZ - Muita luz é fundamental para a formação de um bom sal. O efeito químico da luz sobre a água em tratamento é fundamental na transformação desta em sal. Abundante luz celestial é a grande necessidade para o crente ser um bom sal.


- (3) - POUCO CALOR - Sem calor adequado, o sal em formação perderá em qualidade e se arruinará. 


- UMA IGREJA ESPIRITUALMENTE FRIA, TORNA-SE INERTE, INATIVA, DECADENTE E INCAPAZ DE SER O SAL DA TERRA. Em lugar de uma tal igreja influir nos padrões de vida e práticas do mundo sem Deus, o mundo é que influirá nela pela corrupção, tal qual faz o fermento na massa.



VIII - O SAL QUE SE TORNAR INSÍPIDO PERDE TRÊS COISAS PRINCIPAIS - Mt 5:13:

• (1) - PERDE O SEU SABOR - Se o sal for insípido, com que se há de salgar?


• (2) - PERDE O SEU VALOR - Para nada mais presta


• (3) - PERDE O SEU LUGAR - Para ser lançar fora



IX – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• “Os homens da cidade disseram a Eliseu: Eis que é bem situada esta cidade, como vê o meu senhor, porém as águas são más, e a terra é estéril. Ele disse: Trazei-me um prato novo, e PONDE NELE SAL. E lho trouxeram. Então saiu ele ao manancial das águas, E DEITOU SAL NELE; e disse: Assim diz o Senhor: Tornei saudáveis a estas águas; já não procederá daí morte nem esterilidade. Ficaram, pois, saudáveis aquelas águas até ao dia de hoje, segundo a palavra que Eliseu havia dito” – II Rs 2:19-22


• Embora o texto acima seja uma narrativa histórica, serve como analogia que nos ajuda a ver e perceber o que precisamos realizar para que as fontes amargas de morte e de esterilidade das nossas cidades sejam tratadas e curadas.


• A cidade estava bem situada! O problema estava “no manancial”, “na fonte”, que trazia agonia, dor, lágrimas, esterilidade. Estamos neste mundo, não para ser sal no sal, mas sermos sal fora do saleiro, salgando a terra e curando suas fontes que causam esterilidade, em nome de Jesus.


• A igreja foi colocada no mundo com duplo papel:

• (A) - COMO SAL, PARA INTERROMPER, OU PELO MENOS RETARDAR, O PROCESSO DA CORRUPÇÃO SOCIAL; e


• (B) - COMO LUZ, PARA DESFAZER AS TREVAS.


• Por tudo isso, observemos e cumpramos o que disse Jesus:

• - "VÓS SOIS O SAL DA TERRA..."; - Mt 5:13a;

• - "VÓS SOIS A LUZ DO MUNDO..."; - Mt 5:14a;

• - "... RESPLANDEÇA A VOSSA LUZ DIANTE DOS HOMENS..." - Mt 5:16a;

• - "... TENDE SAL EM VÓS MESMOS..." - Mc 9:50b



FONTES DE CONSULTA:

1) Lições Bíblicas Maturidade Cristã - Ed. CPAD - 2º Trimestre de 1988 - Comentário: Equipe da DEC/DPU

2) Idem - idem - 4º Trimestre de 1994 - Comentário: Elinaldo Renovato de Lima

3) Idem - idem - 1º Trimestre de 1996 - Comentário: Geremias do Couto

4) Idem - idem - 4º Trimestre de 1996 - Comentário: Antônio Gilberto

5) A Bíblia Fala Hoje - A Mensagem do Sermão do Monte - ABU EDITORA - Autor: John R. W. Stott

6) Tesouro de Conhecimento Bíblico - Ed CPAD - Autor: Emílio Conde

7) A Bíblia Vida Nova - Edições Vida Nova

8) Sal fora do saleiro – Vinde Comunicações – Caio Fábio

25 de jul de 2011

3º TRIMESTRE DE 2011 - LIÇÃO Nº 05 - 31/07/2011 - "O REINO DE DEUS ATRAVÉS DA IGREJA"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 05 - DATA: 31/07/2011
TÍTULO: “O REINO DE DEUS ATRAVÉS DA IGREJA”
TEXTO ÁUREO – Mc 11:5
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Lc 17:20-21; Mt 18:1-5; Mc 10:42-45
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/


I – INTRODUÇÃO:

A Igreja é o único organismo existente no mundo, cuja preocupação essencial não é o bem-estar de seus próprios membros. A razão de ser, existir e agir da Igreja na terra é ministrar em nome de Cristo ao mundo.


II – MISSÃO PRIORITÁRIA DA IGREJA NO MUNDO:

(1) – A FIEL PREGAÇÃO DA PALAVRA – Jo 8:31-32, 47; 14:23; I Jo 4:1-3; II Jo 9 - Esta é a mais importante missão da Igreja e uma das suas características. Atribuir esta característica à Igreja não significa que a pregação da Palavra terá que ser perfeita. Tal ideal é inatingível na Terra. Mas há um limite além do qual a Igreja não pode ir na apresentação errônea da verdade ou em sua negação, sem perder o seu verdadeiro caráter e tornar-se uma Igreja falsa. É isso que acontece quando artigos fundamentais de fé são negados publicamente, e a doutrina e a vida já não estão sob o domínio da Palavra de Deus.


(2) – ZELAR PELA SÃ DOUTRINA DA PALAVRA – Apc 2:14-15, 20 - Jesus criticou severamente as Igrejas de Pérgamo e Tiatira. A primeira por ser demasiadamente tolerante para com os falsos mestres, e a segunda por tolerar uma mulher chamada Jezabel, que se chamava profetiza, e que ensinava os membros da Igreja a praticar a imoralidade. Devemos ser pacientes, tolerantes e verdadeiros, mas nunca ao preço de comprometermos o ensino claro da Palavra de Deus.


(3) – MINISTRAR CORRETAMENTE OS SACRAMENTOS – Mt 28:19; Mc 16:15-16; At 2:42; I Cor 11:23-30 – Jamais devemos separar os sacramentos da Palavra, pois eles não tem conteúdo próprio, mas extraem o seu conteúdo da Palavra de Deus: são de fato uma pregação visível da Palavra. Uma negação das verdades centrais do Evangelho, naturalmente afetará a adequada ministração dos sacramentos. Que a reta administração dos sacramentos é uma característica da Igreja verdadeira, segue-se da sua inseparável conexão com a pregação da Palavra de Deus.


(4) – EXERCER FIELMENTE A DISCIPLINA – Mt 18:18; I Cor 5:1-5, 13; 14:33, 40; Apc 2:14-15, 20 – É deveras essencial para a manutenção da pureza da doutrina e para salvaguardar a santidade dos sacramentos. As Igrejas que relaxarem na disciplina, descobrirão, mais ou cedo ou mais tarde em sua esfera de influencia, um eclipse da luz da verdade e abusos nas coisas santas. Daí, a Igreja que quiser permanecer fiel ao seu ideal, na medida em que isto é possível na Terra, deverá ser diligente e conscienciosa no exercício da disciplina cristã. A Palavra de Deus insiste na adequada disciplina a ser exercida na Igreja de Cristo.


(5) – TRATAR O PECADO COM SERIEDADE - I Jo 1:8; 2:6 - Nada arruína mais depressa a vida espiritual da Igreja do que permitir que os pecados dos seus membros permaneçam sem ser tratados como deveriam. Analisemos algumas situações:

a) Quando há pecado grave, ou tolerância de pecado grave entre o povo de Deus, a bênção do Senhor diminui, fica impedida ou a sua perda é total. Deus não abençoará um povo que se recusa a tirar o pecado do seu meio (Js 7:1, 11-13, 20, 21, 25 cf I Cor 5:1-13).


b) O pecado permitido na congregação do povo de Deus expõe seus membros à influência destruidora do inimigo (por exemplo - Satanás e o mundo - Js 7:4-13).


c) Se tal pecado for tolerado, quando devia ser corrigido, resultará em juízo (Js 7:13). Se, no entanto, o pecado for declarado, confessado e removido, voltarão as bênçãos, a presença e a graça de Deus (Js 7:22-26; 8:1, 18-19 cf At 4:31-5:11).


d) O pecado entre o povo de Deus, portanto, deve ser tratado como assunto da máxima gravidade. É preciso preservar a pureza e demandar a obediência. Doutra forma, o crescimento espiritual de uma congregação ou será minguado ou cessará totalmente (Apc 3:1-3, 14-18).


(6) - ESTAR PRONTA A SER CORRIGIDA E MUDAR DE ATITUDE - Apc 2:5, 16, 21; 3:3, 19 - Jesus determinou às Igrejas que estavam erradas a que se arrependessem e retornassem aos retos caminhos de Deus. Elas precisavam ser reformadas e mudar o que estava errado. Existe grande perigo para uma Igreja quando ela se fecha em si mesma e deixa de ouvir a voz do seu Senhor, que deseja corrigi-la e trazê-la de volta aos caminhos da sã doutrina bíblia.


III – SETE CARACTERÍSTICAS DE UMA IGREJA FUNDAMENTADA NA PALAVRA DE DEUS:

1 - UMA IGREJA CENTRALIZADA EM CRISTO - Cl 1:18 cf Apc 5:9 - Cristo tem primazia em tudo; Ele nos comprou. O pastor não é a cabeça da igreja; Grupos dentro da Igreja não podem ser cabeça. Todos devem se sentir parte vital do todo, pois somos membros de um só corpo.


2 - UMA IGREJA FUNDAMENTADA NA PALAVRA – Mt 24:45,46; Lc 16:10 – Toda festividade dela precisa ter a marca da Palavra do Senhor. Para se ter uma Igreja assim, é preciso obreiros dedicados à Palavra (aprovados, corajosos e dedicados - II Tm 2:15).


3 - UMA IGREJA AVIVADA - At 2:4,39 - Uma Igreja morna ou fria é uma Igreja morta; não gera novos crentes. Ao contrário, uma Igreja avivada atrai pessoas, é uma Igreja com entusiasmo (frequenta os trabalhos, participa, se envolve).


4 - UMA IGREJA FIEL - Ap 2:10 - Fidelidade é essencial para o sucesso. Nenhum negócio prospera sem fidelidade. Se somos fiéis no nosso serviço, nunca faltaremos ao trabalho. Algo vai mal, se o nosso trabalho ou nossa vida social pode contar conosco, mas a Igreja não.


5 - UMA IGREJA AMÁVEL - I Jo 4:7,8,12 - Ama a Deus acima de todas as coisas, ama ao seu próximo como a si mesma (perdidos e caídos: devemos ajudá-los e não fazê-los cair).


6 - UMA IGREJA GENEROSA - Nos dízimos, que pertencem ao Senhor; Nas ofertas, para os projetos da Casa do Senhor; Na ajuda aos necessitados. Muitas vezes estamos usando malabarismos como alternativas ao invés de seguirmos o plano de finanças de Deus.


7 - UMA IGREJA TOTALMENTE EVANGELÍSTICA - Mc 16:15 - Uma Igreja não-evangelística é uma Igreja em decadência. A Evangelização nos faz parecer com a Igreja Primitiva. A Igreja Evangelizadora é uma Igreja frutífera.


IV - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Todos nós somos indistintamente responsáveis pela imagem da Igreja. Cada um tem que cumprir com a sua parte no corpo de Cristo para que o todo seja aperfeiçoado. Ajudaria muito se falássemos menos da Igreja de maneira negativa e gastássemos o mesmo tempo orando por ela.

Se a Igreja de Cristo for o que Deus tem em mente, então somos a instituição mais influente no mundo. Os cansados se voltam para ela, para que o Salvador lhes tire a carga; os tristes nela encontram conforto e paz; os solitários, a doce comunhão; os problemáticos, a solução como socorro. É lindo ver uma Igreja cheia de pessoas, mas é melhor ver as pessoas cheias da Igreja.



FONTES DE CONSULTA:

Berkhof, Louis – Teologia Sistemática – Luz Para o Caminho Publicações

Sites na Internet com mensagens dos pastores Jesimiel Gomes e Arnildo Klumb


19 de jul de 2011

3º TRIMESTRE DE 2011 - LIÇÃO Nº 04 - 24/07/2011 - "A COMISSÃO CULTURAL E A GRANDE COMISSÃO"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 04 - DATA: 24/07/2011
TÍTULO: “A COMISSÃO CULTURAL E A GRANDE COMISSÃO”
TEXTO ÁUREO – Mt 28:19
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gn 1:26-30; Mc 16:15-18, 20
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com


I – INTRODUÇÃO:

Jesus, o nosso Mestre, fez a todos nós três convites os quais devemos obedecer:

(1) – VINDE A MIM...;

(2) – VINDE APÓS MIM, ...; e

(3) – IDE....

Só quando obedecermos o “VINDE A MIM” e o “VINDE APÓS MIM”, é que teremos condições de cumprirmos o “IDE”.


II – A EVANGELIZAÇÃO DOS ESTRANGEIROS:

Os estrangeiros devem ser alvo do mesmo fervor evangelístico que a Igreja reserva para outros segmentos sociais. Assim a Bíblia nos ensina. Vejamos:

• (1) – A VISÃO DE CRISTO ALCANÇOU OS SAMARITANOS – Jo 4:4-30 – O texto bíblico diz que era necessário Jesus passar por Samaria. De modo geral, os judeus usavam outra rota para suas viagens, evitando passar por ali, até mesmo porque os samaritanos eram dados a atos de violência, principalmente contra aqueles que subiam a Jerusalém (Lc 9:51-56).

• Com Jesus foi diferente. O senso do dever de evangelizar lhe impôs descer até a cidade de Sicar, em Samaria, para ali, através de uma mulher, não só evangelizar toda uma região, mas também deixar para os Seus discípulos a grande lição sobre a urgência da ceifa – Jo 4:35. Com isto, o Mestre derrubou as barreiras raciais. Elas não podem impedir o avanço da evangelização. A mesma visão deve orientar a Igreja de Cristo em relação aos estrangeiros. Eles também fazem parte do plano da salvação que Jesus outorgou a todos.


• (2) - A VISÃO DE CRISTO ALCANÇOU A MULHER SIRO-FENÍCIA – Mc 7:24-30 – O Mestre deixou os termos de Israel e dirigiu-se às fronteiras de Tiro e Sidom, talvez com o propósito de descansar. Pelo menos Mc 7:20 parece pressupor esta ideia. Mas, quem pode conter a presença de Cristo? Logo a mulher recebe a notícia e vai ao encontro de Jesus em busca de socorro, que dá origem ao conhecido diálogo no qual ela foi até a última instancia de sua fé perseverante – Mc 7:28 -. Diante de tamanha fé, Jesus ordenou (mesmo à distancia) que o demonio deixasse a menina e ele obedeceu.


• (3) – A IGREJA PRIMITIVA ALCANÇOU O CENTURIÃO CORNÉLIO – At 10:44-48; 11:1-18 – Cornélio era um militar romano residente em Cesaréia, onde se localizava o quartel-general das autoridades romanas com atividades na Palestina. Em certo sentido, ele foi o ponto de partida do avanço do Evangelho entre os gentios. No entanto, antes foi preciso que Pedro passasse pela experiencia do lençol cheio de répteis para livrar-se do preconceito e assimilar a verdade sobre a ampla dimensão do Evangelho na obra de salvação dos pecadores. Só assim Pedro poderia estar apto para pregar ao centurião.

• Após a repetição da mesma experiencia do Pentecoste, o apóstolo Pedro não teve outra alternativa, a não ser batizar em água os novos crentes, ainda que isso ocasionasse alguma murmuração da parte dos judeus.

• Qual tem sido a visão da Igreja de Jesus em cumprir o “IDE” e levar o Evangelho aos estrangeiros e às etnias representadas pelas tribos indígenas? Não nos esqueçamos: A SALVAÇÃO É PARA TODOS!



III – EVANGELIZANDO A TODOS OS SEGMENTOS SOCIAIS:

• Há uma tendencia no ser humano em considerar-se superior aos demais, principalmente quando se trata de grupos sociais tidos como marginalizados. Tenhamos em mente, porém, que o que nos diferencia como salvos, não são os nossos méritos, mas, sim, o fato de termos sido alcançados pela graça da salvação. Esta graça não nos dá o direito de desprezarmos o nosso próximo; pelo contrario: É força motivadora para nossa ação evangelística, que visa alcançar a todos, inclusive os que estão caídos na sarjeta e àqueles que são marginalizados em razão do seu comportamento fora dos padrões normais da sociedade e, acima de tudo, distante dos princípios da Palavra de Deus.

• (1) – JESUS PREGOU AOS POBRES – Lc 10:25-37 – Através desta parábola, Cristo deixou bem clara a lição contra a discriminação. Pela lógica, o bom samaritano seria a pessoa menos propensa a socorrer a vítima, em virtude da inimizade entre judeus e samaritanos. Todavia, foi o samaritano quem viveu, naquele ato, toda a dimensão do amor de Deus, que não discrimina ninguém.

• Lc 4:18 cf Mc 10:46; Lc 6:17 – Todas as vezes em que os fatos envolvem multidões, em qualquer momento da história humana, está se referindo à base da pirâmide social, constituída dos pobres. Jesus não só ensinou contra a discriminação, mas Ele mesmo, em nenhum momento, discriminou o próximo, ou mesmo privilegiou determinado seguimento social em detrimento de outro. Ele jamais desprezou os pobres; teve com eles um relacionamento de compaixão.


• (2) – JESUS PREGOU AOS RICOS – Lc 18:18-30 – Apesar de Cristo considerar o coração dos ricos mais endurecido para o Evangelho, em razão dos efeitos negativos que a riqueza produz, Ele também os alcançou com Sua mensagem. A reação de Jesus ao episódio do jovem rico, mostra-nos, por um lado, que a riqueza em si mesma pode constituir-se em empecilho à salvação. Todavia, não exclui a possibilidade do rico salvar-se.

• Por outro lado, o contexto aclara a visão de Cristo, que teve como propósito maior mostrar que a salvação é um ato exclusivo da graça de Deus, independentemente das obras humanas. Foi o que Ele deixou bem claro, depois de afirmar ser mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus.

• A densa realidade desta ilustração levou-os a uma conclusão muito mais ampla: - “Logo, quem poderá salvar-se?”, foi o que responderam. O Mestre então concluiu Sua linha de raciocinio: - “As coisas impossíveis aos homens, são possíveis a Deus”.


• (3) – JESUS PREGOU AOS MARGINALIZADOS – O preconceito nunca teve lugar no ministério de Cristo. Analisemos:

• (A) – O LEPROSO – Mt 8:1-4 – Pelas leis mosaicas, o leproso tinha que se manter afastado da sociedade. Era alguém que, por força das circunstancias legais, não tinha vida social ativa e nenhum acesso aos meios de integração comunitaria. Jesus, não só recebeu o leproso, mas o tocou fisicamente. Este ato, para além da cura, está carregado de denso simbolismo, pois o toque fraterno entre duas pessoas, como um cumprimento, por exemplo, sem hipocrisia ou malícia, passa para quem o recebe a sensação de conforto e proteção. Jesus não tentou desviar-se do leproso, para não ser contaminado, quando este veio ao Seu encontro, mas estendeu-lhe a mão.


• (B) – A MULHER ADÚLTERA – Jo 8:1-11 – Neste caso, tudo não passou de uma armadilha dos fariseus para tentar apanhar Jesus em ato falho. Eis algumas lições deste episodio:

• (B.1) – A justiça de Deus não é unilateral, como costuma ser a justiça dos homens. Os acusadores da mulher queriam apedrejá-la, mas se esqueceram de “acusar” o seu acompanhante, para quem a lei previa também condenação de morte – Lv 20:10; Dt 22:22. Outrossim, eles se esqueceram de ver a si próprios como pecadores.

• (B.2) – O mesmo Deus que encerrou a todos debaixo do pecado, através de Sua justiça, proveu a graça da salvação para todos, até mesmo uma prostituta. Portanto, do ponto de vista da justiça de Deus, não há diferença no que tange à “qualidade” do pecado. O rico (na sua ostentação), ou a prostituta (na sua imoralidade), dependem do mesmo favor imerecido de Deus. É preciso que a Igreja tenha isto em mente na obra evangelística para que não caia na tentação de “selecionar” os ouvintes segundo a aparente posição social de cada um.


• (C) – MATEUS, O PUBLICANO – Mt 9:9-13 – O encontro de Cristo com Mateus, um publicano, enseja também a mesma lição quanto aos marginalizados. Aqui temos o outro lado da moeda. Os publicanos exerciam a profissão de cobradores de impostos e eram mal vistos e desprezados pelos judeus, não pela cobrança de impostos em si, mas pelo uso ilícito do instrumento legal para roubar da população sofrida. Zaqueu deixou isto implícito quando se propôs a restituir àqueles aos quais tivesse desfraldado – Lc 18:8.

• O desprezo pelos publicanos estava de tal modo arraigado no cotidiano judaico que Jesus, ao ensinar sobre a correção do crente pecador, orientou a considera-lo como “publicano”, caso não se submetesse às normas da disciplina – Mt 18:17. Ou seja, deveria ser mantido fora das relações da Igreja. Jesus comeu com os publicanos, mas deixou claro o Seu propósito – Mt 9:12-13.

• Sem dúvida, os publicanos tinham um excelente padrão de vida e, talvez, não praticassem os “graves” pecados de uma prostituta. Quem sabe eles tivessem até postura exemplar em sua convivencia social. No entanto, diante de Deus, eram doentes espirituais, como qualquer outro pecador, e necessitavam de socorro urgente.


IV – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• A salvação é para toda humanidade. Realizar a tarefa de evangelização mundial é um sério compromisso bíblico do povo de Deus com a Sua obra. Porém, não é justo que, pela negligencia da Igreja, os povos não ouçam a voz de Deus e sejam apanhados pelo Seu juízo. Os olhos do Senhor estão por toda parte, acompanhando passo a passo a ação da Igreja na proclamação da mensagem do reino de Deus. Em cada cultura ou grupo social cabe aos enviados do Senhor encontrar os instrumentos adequados para proclamar de forma clara, aceitável e consciente a mensagem do Evangelho. Tudo que se requer da Igreja é a mobilização total e prioridade absoluta para a evangelização simultanea até os confins da Terra. Com certeza, a Igreja não falhará.


FONTES DE CONSULTA:

Lições Bíblicas CPAD – 1º Trimestre de 1993 – Comentarista: Geremias do Couto

Lições Bíblicas CPAD – 4º Trimestre de 1998 – Comentarista: Geremias do Couto

10 de jul de 2011

3º TRIMESTRE DE 2011 - LIÇÃO Nº O3 - 17/07/2011 - "A VIDA DO NOVO CONVERTIDO"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 03 - DATA: 17/07/2011
TÍTULO: “A VIDA DO NOVO CONVERTIDO”
TEXTO ÁUREO – II Cor 5:17
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: II Cor 5:17; Tt 2:11-13; 3:3-8
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/



I – INTRODUÇÃO:





Aceitar a Jesus Cristo como Salvador e Senhor é, sem dúvida, o mais fascinante projeto de vida de uma pessoa. Na verdade, esta decisão é muito mais significativa, porquanto há de alterar nossa vida no tempo e na eternidade. Ainda mais: A decisão de seguir a Jesus, constitui-se em motivo de alegria para a Igreja a qual passamos a pertencer, bem como para os anjos de Deus, pois foi em decorrencia dessa nossa importante decisão que eles se alegraram no céu – Lc 15:7



II - CINCO COISAS QUE O NOVO CONVERTIDO DEVE SABER:





No início de caminhada com Jesus Cristo, há, pelo menos, cinco coisas importantes que você,  Novo Convertido, deve saber. São elas:

(1) - OS SEUS PECADOS FORAM PERDOADOS - A Bíblia apresenta a sua vida de outrora, como uma vida de escravidão ao pecado, mas diz também que você, agora, é servo da justiça divina – Rm 6:17-18.


(2) - AGORA VOCÊ É UMA NOVA CRIATURA EM CRISTO – II Cor 5:17 - O "velho" e o "antigo" têm a ver com a vida de outrora, ou seja, a vida que você tinha até o instante em que se decidiu por aceitar a Jesus como seu Salvador único e pessoal. "Nova criatura" ou aquilo que se fez "novo", diz respeito à vida que você passou a viver desde aí – I Pe 1:3, 23.


(3) - DEUS AMA VOCÊ – Jo 3:16; Rm 5:8 - A maior prova do amor de Deus para com você e para com todo o mundo, é ter Ele permitido que o seu Filho Jesus Cristo padecesse e morresse para salvar-nos e reconciliar-nos com Ele – Rm 5:9 - Descanse no amor de Deus. Ele sempre faz o melhor em benefício de seus amados.


(4) - VOCÊ É FILHO DE DEUS – Rm 8:14-17 - O seu relacionamento com Deus mudou a partir de agora. A sua relação anterior com Deus era à base de criatura e Criador, réu e Juiz. Agora é diferente: Você é filho de Deus, é herdeiro dEle e co-herdeiro de Jesus Cristo. Nesta condição o seu vínculo familiar com Deus vem torná-lo infinitamente mais digno e mais honrado que o principal dos herdeiros da maior fortuna deste mundo. Repouse no privilégio de ser filho amado de Deus.


(5) - VOCÊ PODE VIVER VITORIOSAMENTE – I Cor 15:57 - A sua vida de outrora era uma vida de fracassos e de derrotas espirituais. Agora, porém, liberto do pecado e salvo por Jesus Cristo, você tem pela frente uma deslumbrante vida de triunfos. Apesar de a partir de agora você passar a possuir três terríveis inimigos, Deus lhe oferece provisão que o habilita a vencê-los. Esses três inimigos são: a carne, o mundo e Satanás. Você pode vencer a carne (Rm 13:13-14); você pode vencer o mundo (I Jo 5:4); você pode vencer a Satanás (I Jo 5:18). Não se assuste diante da perda de algumas das suas batalhas. Perder uma batalha, não significa perder a guerra. Certamente que você perderá algumas das suas batalhas, mas o triunfo final será seu. Segundo a Bíblia, ao apagar as luzes desta vida, bem como ao brilhar as da eternidade, você será levado a dizer de forma triunfal: "Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?" – I Cor 15:54-55.



III – CINCO COISAS QUE O NOVO CONVERTIDO DEVE FAZER:





O nascer espiritual para Deus é muito parecido com o nascimento físico. Assim como um bebê precisa de exercícios para crescer sadio e forte, da mesma forma, você, como um bebê espiritual, precisa exercitar-se, a fim de que seja espiritualmente sadio e forte. Com o propósito de ajudar no seu crescimento espiritual, é importante que você, Novo Convertido, faça o seguinte:

(1) - ESTUDE A SUA BÍBLIA DIARIAMENTE – Mt 4:4; Sl 1:2 - O que o alimento (carne, arroz, feijão, massas, legumes, frutas e verduras) é para o corpo, o estudo piedoso da Bíblia Sagrada é para a sua alma. Além de enriquecê-lo espiritualmente através dum melhor conhecimento de Deus, o estudo diário da Bíblia lhe dará os meios de responder convincentemente àqueles que hão de indagar-lhe quanto à nova vida que agora você tem em Jesus Cristo.


(2) - ORE CONSTANTEMENTE – I Tm 2:1-2, 8 - A oração é como uma ponte ou uma grande avenida através da qual a terra se liga ao céu. Através dessa grande via, você pode ir ao trono da graça divina, bem como receber os grandes "carregamentos" de bênçãos prometidas por Deus. A oração é o mais eloquente e o mais humilde discurso da alma a Deus. Quando você ora, Deus intervém alargando as fronteiras de suas possibilidades. Quando você ora, você está dizendo a Deus que não pode lutar e vencer sem o auxílio dEle. A oração é como o cálcio necessário ao crescimento e fortalecimento dos ossos. Para que você cresça e se desenvolva espiritualmente sadio e forte, exercite-se na oração. Deus está disponível, pronto a atendê-lo.


(3) - VIVA FIELMENTE - Vivendo num mundo em que os valores morais e espirituais são tidos em pouca conta, mesmo assim Deus espera que você viva fielmente diante dEle e diante dos homens. Certamente que algumas vezes você será tentado a abandonar o ideal duma vida fiel a Deus e aos princípios do Evangelho, e a abraçar os princípios morais do mundo sem Deus. O que fazer no momento em que isto venha a acontecer? Resista. Não abra mão da sua fidelidade – Sl 101:6 - Aos que porventura indaguem até onde e quando devem ser fiéis diante de Deus, Jesus Cristo responde: "Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida" (Apc 2:10). Isto é: ainda que a sua decisão de seguir a Jesus Cristo, nalgum momento, exija como paga a sua morte física, não importa, seja fiel até aí, na esperança da vida da ressurreição ("a coroa da vida").


(4) - TENHA COMUNHÃO COM OS SEUS IRMÃOS - Como uma nova criatura em Cristo, você foi feito membro dum corpo: a Igreja. Assim como todos os membros dum corpo funcionam conjuntamente para o bem-estar de todo o corpo, assim também você deve contribuir com a edificação e progresso dos demais irmãos, membros da comunidade, da igreja à qual você passa a pertencer a partir de agora. De acordo com o apóstolo João, a comunhão com os irmãos, além de identificar o seu caráter com o de Deus, assegura-lhe o perdão de pecados (I Jo 1:7). Portanto, nunca permita que o Diabo ou qualquer outro ser, levante entre você e seu irmão, qualquer coisa que venha a ser razão de contenda, inimizade e consequente afastamento um do outro – Rm 12:10.


(5) - TESTEMUNHE DE JESUS CRISTO - Testemunhar é dizer aos outros o que Jesus fez por você e o quanto Ele teve misericórdia de você. A Bíblia registra muitos milagres operados por Jesus Cristo. Dentre esses, consta o de um endemoninhado que foi miraculosamente liberto do demônio que o atormentava. Agradecido a Jesus pelo que Ele lhe havia feito, aquele homem pediu que Jesus lhe permitisse acompanhá-Lo a partir daí - Mc 5.18-20 - Note que aquele homem foi mandado por Jesus no sentido de testemunhar primeiro para os seus próprios parentes. É isto o que Jesus espera de você também. Possivelmente os seus parentes não vão aceitar o seu testemunho da primeira vez. Não tem problema. Mais cedo ou mais tarde eles hão de descobrir que o Cristo que fez de você uma nova criatura, tem o poder de fazer o mesmo por eles. Você deve testemunhar de Jesus, seja por mandamento (Mc 16:15); seja por questão de gratidão (Sl 116:12-13).



IV - CINCO COISAS QUE O NOVO CONVERTIDO PODE TER:





Além de tudo quanto o Novo Convertido pode saber e fazer decorrente da sua nova vida em Cristo, existem ainda cinco coisas que Deus está interessado que você, Novo Convertido, tenha; são elas:

(1) - A PAZ VERDADEIRA - Na condição de pecador não remido, o homem está em conflito com Deus, com o próximo e consigo mesmo. Isto é: o pecador que não conhece a Jesus Cristo como Salvador pessoal, vive em conflito, não conhece a paz verdadeira. Essa era a sua situação antes que aceitasse a Jesus e nascesse de novo (Ef 2:13-16). Agora você tem paz com Deus (Rm 5:1-2); paz com o seu semelhante (Ef 2:13-17); e paz com você mesmo (Jo 14:27). Tudo isso resulta da sua aceitação a Jesus Cristo, o "Príncipe da paz" (Is 9:6).


(2) - O BATISMO COM O ESPIRITO SANTO - Quando você aceitou a Jesus como seu suficiente Salvador, foi trazido a Ele pelo Espírito Santo. Ele lhe convenceu do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16:18). Agora, que você é um crente em Jesus, precisa ser batizado e cheio do Espírito Santo. No momento em que for batizado com o Espírito Santo, você será cheio do poder divino para, com autoridade, testemunhar de Jesus para o maior número de pessoas possível (At 1:8). Procure saber mais sobre o batismo com o Espírito Santo. Busque-o. Ele é para você.


(3) - UMA VIDA MELHOR - Antes que qualquer outra coisa, a nova vida que você agora tem em Cristo traduz-se numa vida melhor, à medida em que ela procede de Deus através de Jesus Cristo (Jo 10:10). Vida abundante em Cristo, é vida plena, melhor em todos os sentidos. Em primeiro lugar, Deus quer que você desfrute de bênçãos espirituais (Ef 1:3); segundo: Deus quer que você goze de bênçãos físicas, isto é, Ele quer que você prospere (Sl 103:3-5). Finalmente, Deus quer que você seja abençoado materialmente (Mt 6:31-32). Todas estas bênçãos somadas hão de contribuir no sentido de que você tenha uma vida cada vez melhor.


(4) - UMA VIDA DE CONFIANÇA EM DEUS - Na sua caminhada com Cristo, você há de aprender que o melhor e mais duradouro para a sua vida, não é precisamente aquilo que você mesmo seja capaz de fazer e de adquirir. O melhor para a sua vida é aquilo que Deus tem prometido e que fará por você. Evidentemente Deus espera que você seja capaz de confiar na fidelidade dEle e de esperar no cumprimento cabal das Suas promessas – Sl 37:1-8 - "Confia", "deleita-te", "entrega" e "descansa" no Senhor, são termos que na prática indicam a confiança que você precisa ter em Deus. O que Deus lhe tem prometido, Ele fará (Nm 23:14).


(5) - O CÉU - O ponto mais elevado de Sua experiência de seguir a Jesus será o privilégio de estar para sempre na Sua augusta presença, bem como desfrutar das riquezas e tesouros do Seu reino vindouro, o céu. A Bíblia designa o céu como a cidade dos crentes (Fp 3:20-21). Na sua revelação registrada no Apocalipse, o apóstolo João descreve o céu como a habitação domiciliar de Deus com os homens redimidos de toda a terra (Apc 21:3-4). Há quase dois mil anos, Jesus o inclui na sua oração feita ao Pai, desejando ter você junto a Ele, para sempre (Jo 17:24).


V – CONSIDERAÇÕES FINAIS:





Novo Convertido, agora que você tomou conhecimento de todas estas coisas que Deus quer que você saiba, faça e tenha, decida-se por jamais abandonar a decisão de seguir a Jesus. Jamais dê as costas a Deus – Hb 10:38-39.


"... QUANDO ANDAR EM TREVAS E NÃO TIVER LUZ NENHUMA, CONFIE NO NOME DO SENHOR E FIRME-SE SOBRE O SEU DEUS" - Is 50:10 b.

Fonte de consulta:

SUA NOVA VIDA EM CRISTO – OS PRIMEIROS PASSOS NA FÉ CRISTÃ – Raimundo de Oliveira - CPAD

3 de jul de 2011

3º TRIMESTRE DE 2011 - LIÇÃO Nº 02 - 10/07/2011 - "A MENSAGEM DO REINO DE DEUS"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 02 - DATA: 10/07/2011
TÍTULO: “A MENSAGEM DO REINO DE DEUS”
TEXTO ÁUREO – Mc 1:15
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Mc 1:14-15; Mt 5:3-12; Rm 14:17
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/



I – INTRODUÇÃO:

A palavra “BEM-AVENTURADO” ou “BEM-AVENTURANÇA” se origina de uma palavra grega que significa “RIQUEZA”.

No Antigo Testamento, o conceito de ser “bem-aventurado” era apenas “SER FELIZ”.

No Novo Testamento, essa palavra é elevada, tendo o sentido de:

(1) - “ÚTIL”;

(2) - “FELICIDADE ESPIRITUAL”;

(3) - “PRESTÁVEL”;

(4) - “BEM SUCEDIDO NA VIDA ESPIRITUAL”.

Tudo isso com base no bem-estar espiritual daqueles que são fiéis ao Senhor.


II – A MENSAGEM DO REINO DE DEUS:

(1) – O CONTEÚDO DO ARREPENDIMENTO – Mc 1:15 – A porta de entrada para o Reino de Deus é o arrependimento do pecador e sua fé no Salvador, segundo a mensagem proclamada do Evangelho. Talvez, este tenha sido o principal ponto de conflito entre Jesus e os representantes da lei, pois sua expectativa era fundamentada no legalismo oriundo de interpretações exarcebadas e equivocadas do Pentateuco, que nem eles mesmos podiam cumprir. O Mestre os condenou de forma dura e radical – Mt 23:13.

A Igreja nada precisa acrescentar à proclamação messiânica. O arrependimento e a fé (atitudes que cabem ao homem), aliados à graça salvadora de Deus, sustentam a mensagem que abre a porta do Reino de Deus à humanidade.


(2) – O CONTEÚDO ÉTICO – Há um conteúdo ético na mensagem do Reino de Deus. Ele transparece principalmente no sermão das bem-aventuranças. A diferença é que, enquanto os fariseus impunham a ética como resultado da obediência à lei, o Senhor a reconhece como provindo de Sua própria pessoa.

Analisada à luz do texto de forma bem equilibrada, a ética do Sermão do Monte é absoluta e implica no tipo de vida que o Senhor deseja para os súditos do Reino. No entanto, tivesse caráter legalista, ninguém seria capaz de cumpri-la integralmente na era presente, pois estaria contrariando o ensino bíblico sobre a imperfeição do crente e a advertência de que este pode vir a pecar, ainda que a Palavra de Deus ordene o contrário.


III – AS BEM-AVENTURANÇAS:

(1) - A BEM-AVENTURANÇA DA HUMILDADE ou DO ESPÍRITO DESPOJADO - Mt 5:3 - Os humildes ou pobres de espírito são os que, em vez de reagir quando o ‘EU’ é ofendido, ocupam-se mais com a honra do Rei.

Tiago chama os seus leitores a uma atitude de humildade, mostrando-nos as BÊNÇÃOS DECORRENTES DESSE ESTADO DA ALMA: (Tg 4:6-11)

(A) - MULTIPLICADA GRAÇA DE DEUS - Tg 4:6 cf Mt 10:16

(B) - VITÓRIA SOBRE SATANÁS - Tg 4:7

(C) - MAIOR COMUNHÃO COM DEUS - Tg 4:8

(D) - SENSIBILIDADE ESPIRITUAL - Tg 4:9

(E) - ZELO PELA REPUTAÇÃO ALHEIA - Tg 4:11



(2) - A BEM-AVENTURANÇA DAS LÁGRIMAS ou DO QUEBRANTAMENTO - Mt 5:4 - Os que choram são aqueles que lamentam, não tanto os prejuízos pessoais, mas a perversidade que há no mundo.

Já se popularizou a idéia de que CHORAR É COISA DE MULHER E DE CRIANÇA. Por conta disso, acredita-se que HOMEM QUE É HOMEM, NÃO CHORA.

Mas vejamos a Palavra do Senhor em II Rs 8:11; Lc 19:41; Jo 11:35 - OS MELHORES HOMENS CHORAM MAIS FACILMENTE! AS LÁGRIMAS TÊM EM SI UMA MENSAGEM SILENCIOSA DO CORAÇÃO.

Analisemos as BÊNÇÃOS QUE DECORREM DAS LÁGRIMAS:

(A) - A ALEGRIA - Jo 16:21-22

(B) - PERSPECTIVA DE GLÓRIA - Jo 16:23

(C) - PETIÇÕES ATENDIDAS - Jo 16:23-24 - Deus jamais virou as costas para um rosto banhado em lágrimas, quando sinceras (I Sm 1:10, 19-20; Hb 5:7)

(D) - O CONSOLO DO SENHOR - Apc 7:17; 21:4



(3) - A BEM-AVENTURANÇA DA MANSIDÃO - Mt 5:5 - Os mansos não são os fracos ou covardes; o mansos...

(A) - São os que, sob as pressões da vida, aprenderam a curvar as suas vontades e colocar de lado as suas noções próprias, diante da grandeza e da graça de Deus;

(B) - São caracterizados por uma confiança humilde, em vez de arrogância independente.

(C) - São os que não se ofendem, mas os que sabem responder brandamente.


Dessa forma, OS QUE SE EMPENHAM POR APRENDER A MANSIDÃO...

(A) - NÃO SE INDIGNAM POR CAUSA DOS MALFEITORES, NEM TEM INVEJA DOS QUE OBRAM A INIQUIDADE - Sl 37:1

(B) - CONFIAM NO SENHOR - Sl 37:3

(C) - DELEITAM-SE NO SENHOR - Sl 37:4

(D) - ENTREGAM O SEU CAMINHO AO SENHOR - Sl 37:5

(E) DESCANSAM e ESPERAM NO SENHOR - Sl 37:7

(F) - DEIXAM A IRA - Sl 37:8


Temos, ainda, as BÊNÇÃOS DECORRENTES DA MANSIDÃO:

(A) - POSSE DA TERRA - Sl 37:3, 11 cf Mt 5:5

(B) - ABUNDÂNCIA DE ALIMENTOS - Sl 37:3, 11 cf Mt 6:25-32

(C) - DESEJOS SATISFEITOS - Sl 37:4

(D) - VIDA PERMANENTE - Sl 37:9-10



(4) - A BEM-AVENTURANÇA DA FOME E SEDE DE JUSTIÇA ou A RELEVÂNCIA DA JUSTIÇA - Mt 5:6 cf Lc 1:51-55 - As palavras "fome" e “sede”, no texto, significam "estar necessitado", "ter forte desejo", "almejar ardentemente", "buscar ansiosamente".

Jesus procura nos mostrar através desta bem aventurança que antes de possuirmos Deus e seu Reino, precisamos fazer dEle o centro de nossa imaginação e busca. É preciso ansiar por Deus – Sl 42:1-2; Am 8:11; Mt 22:37; Apc 21:6

Vejamos, agora, os OBSTÁCULOS A UMA VIDA DE JUSTIÇA:

(A) - AUSÊNCIA DE COMUNHÃO COM DEUS - Tg 4:4 cf Rm 8:35 cf Is 59:2

(B) - CONFORMAÇÃO COM O MUNDO - Rm 12:2

(C) - FALTA DE ALVO ESPIRITUAL - Fp 3:4



(5) - A BEM-AVENTURANÇA DA MISERICÓRDIA - Mt 5:7 - A palavra misericórdia, dependendo do sentido abordado, pode significar: DEVOÇÃO, COMPAIXÃO, DÓ, BONDADE, FAVOR, GRAÇA. No caso deste versículo, expressa um sentimento emanante do amor de Deus e do coração daqueles que são nascidos e guiados pelo Espírito Santo.

Vejamos, então, as BÊNÇÃOS DECORRENTES DA MISERICÓRDIA:

(A) - O LIVRAMENTO DE DEUS - Sl 41:1-2

(B) - CONFORTO NA DOENÇA - Sl 41:3

(C) - TRIUNFO SOBRE A TRAIÇÃO - Sl 41:9-11



(6) - A BEM-AVENTURANÇA DA PUREZA - Mt 5:8 - A pureza de coração é condição indispensável àqueles que buscam habitar com Deus no monte da Sua santidade.

Por isso, meditemos nos AGENTES POLUIDORES DO CORAÇÃO:

(A) - O MUNDANISMO - Tt 2:12

(B) - A IMPUREZA SEXUAL - Hb 13:4

Vejamos, também, as BÊNÇÃOS DECORRENTES DA PUREZA DE CORAÇÃO:

(A) - A BÊNÇÃO DO SENHOR - Tg 1:17-18

(B) - A FACE DE DEUS - Sl 17:15



(7) A BEM-AVENTURANÇA DA PACIFICAÇÃO - Mt 5:9 - Este texto não é para os que amam a paz, mas para os que a promovem. Não basta querer ou amar a paz; é necessário promovê-la - Tg 3:18 cf Sl 34:14

O pacificador é alguém convencido do fato de haver recebido de Deus o ministério da reconciliação (II Cor 5:18). É um homem cuja bandeira é a paz; é aquele que sabe acalmar as contendas.

Meditemos em alguns OBSTÁCULOS À PACIFICAÇÃO:

(A) - O EU PRÓPRIO - Fp 2:21

(B) - O ESPÍRITO CONTENCIOSO - II Tm 2:24-26; Pv 6:19


Vejamos, também, alguns PRIVILÉGIOS DO PACIFICADOR:

(A) - A RECONCILIAÇÃO DO HOMEM COM DEUS - Jó 22:21-23

(B) - A RECONCILIAÇÃO DO HOMEM CONSIGO MESMO - I Cr 12:18 cf Jó 4:3-4

(C) - A RECONCILIAÇÃO DO HOMEM COM O PRÓXIMO - II Cor 5:18-20



(8) A BEM-AVENTURANÇA DO SOFRIMENTO - Mt 5:10 - O sofrimento é um dos principais e mais cruciantes problemas da humanidade. Ainda que odiado e combatido, é inevitável. Ainda mais: depende do ponto-de-vista de quem o analisa. Para uns, o sofrimento é prova incontestável da tirania ou impotência da parte de Deus; já para outros, o sofrimento fala da perversidade do homem.

Porém, a Bíblia fala do sofrimento e jamais o atribui a um ato de tirania divina, ainda que Deus o permita e o tolere. Em lugar disto, A BÍBLIA ATRIBUI O SOFRIMENTO AO ESTADO DA QUEDA DO HOMEM E À AÇÃO DO DIABO NO MUNDO – Jo 10:10; Tg 4:1-3


Observemos, então, as BÊNÇÃOS DECORRENTES DO SOFRIMENTO:

(A) - PARTICIPAÇÃO NA GLORIFICAÇÃO DE CRISTO - I Pe 4:13 cf Rm 8:17

(B) - O AUXÍLIO DO ESPÍRITO DE DEUS - I Pe 4:14

(C) - PARTICIPAÇÃO NO REINO DOS CÉUS - Mt 5:10


IV - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

O conteúdo ético do Sermão do Monte será experimentado de modo perfeito na dimensão escatológica do Reino de Deus. Todavia, é o ideal de todo o crente que adentrou a esfera presente do Reino de Deus, através da Igreja, onde submete sua vida permanentemente ao poder do Espírito Santo, que o faz caminhar em busca da perfeição, como fazia o apóstolo Paulo (Fp 3:14).

Todas essas “bem-aventuranças” cairão sobre aqueles que, durante suas vidas na terra, tiveram a pessoa de Deus como Bem-Aventurado - I Tm 6:15.

A Igreja, portanto, expressa a realidade presente do Reino de Deus em sua trajetória e aponta para as dimensões da era vindoura, onde ele será experimentado em toda a sua glória e esplendor.


FONTES DE CONSULTA

1) A Bíblia Explicada - Edições CPAD - Autor: S. E. McNair

2) Daniel e Apocalipse - Edições CPAD - Autor: Antônio Gilberto

3) Tiago, Nosso Contemporâneo - Edição JUERP - Autor: Isaltino Gomes Coelho Filho

4) Apocalipse Versículo por Versículo - Edições CPAD - Autor: Severino Pedro da Silva

5) Estudo no Livro de Jó - Edição JUERP - Autor: Antônio Neves de Mesquita

6) Lições Bíblicas Maturidade Cristã - Edições CPAD - 1º Trimestre de 1987 - Comentário: Raimundo F. de Oliveira

7) Lições Bíblicas CPAD – 4º Trimestre de 1998 – Comentário: Geremias do Couto

8) A Mensagem do Sermão do Monte - ABU EDITORA - Autor: John R. W. Stott