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30 de set de 2013

4º TRIMESTRE 2013 - LIÇÃO Nº 01 - 06.10.2013 - "O VALOR DOS BONS CONSELHOS"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 01- DATA: 06/10/2013
TÍTULO: “O VALOR DOS BONS CONSELHOS”
TEXTO ÁUREO – Pv 1.7
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Pv 1.1-6

PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/





I – INTRODUÇÃO:


CONSELHO = PARECER, JUÍZO, ADVERTÊNCIA, ADMOESTAÇÃO, AVISO, OPINIÃO SOBRE O QUE CONVÉM FAZER.


Aquele que ouve um bom conselho e o coloca em prática, demonstra autocrítica, humildade e sabedoria (Pv 12:15; 19:20).



II - O SÁBIO CONSELHO DE JETRO A MOISÉS:


Ex 18.13-21 - O propósito de Jetro era ajudar Moisés, aliviá-lo da árdua tarefa que exercia sozinho, pois se assim continuasse, certamente desfaleceria (Ex 18:17-18). Ele não quis interferir no ministério do genro, o qual atendeu ao conselho, executando-o na íntegra (Ex 18:23-24 cf. Pv 11:14; 13:10; 15:22; 20:18; 12:15).


Jetro observou que Moisés estava sobrecarregado, e como consequência disto, o povo ficava em pé desde a manhã até a tarde; todas as questões espirituais e materiais eram resolvidas só por Moisés.


Nos dias de hoje, muitos querem fazer tudo sozinhos e se julgam super-homens. São pessoas que desejam manter o “poder” em suas mãos e não confiam nos outros, esquecendo-se eles que o trabalho de Deus funciona em equipe, como um corpo, onde cada um deve fazer a sua parte, pois recebeu um dom para fazer um trabalho específico na obra do Senhor e ninguém é insubstituível - Ef 4:16; I Cor 12:1-31: Moisés estava sujeito a desfalecer (Ec 7:16-17).


Após analisar o desempenho da atividade de Moisés, Jetro lhe disse: “NÃO É BOM O QUE FAZES”.


Em seguida, sugeriu três medidas importantíssimas a serem tomadas por Moisés:


(A) - Ensinar o povo os estatutos e as leis (Sl 119:7, 26-27, 55-56);


(B) - O líder tem que ser o exemplo para os liderados (Ex 18:20 cf. I Tm 4:12; Tt 2:7);


(C) - A liderança consiste na distribuição de responsabilidades e na designação de tarefas (Ex 18:21).


Ainda mais: Moisés, como líder, tinha a responsabilidade de descobrir homens com os quais dividiria as tarefas, com as seguintes qualidades:


(A) - Capazes;


(B) - Tementes a Deus;


(C) - Homens de verdade;


(D) - Que aborrecem a avareza - A avareza é idolatria (Cl 3:5; Lc 12:15);


(E) - Maiorais de mil, cem, cinquenta e dez - Condições de liderarem quantidades diferentes de pessoas. A capacidade e a sabedoria vêm de Deus (II Cor 3:5-6; Tg 1:17; 3:15-18);


(F) - Que julgassem as questões pequenas do povo - Deus colocou na Igreja pessoas com capacidade para julgar as coisas inerentes ao povo (I Cor 6:1-7).



As exigências continuam as mesmas para escolha dos companheiros que ajudarão a liderança (At 6:1-4; II Tm 2:2).


Quantos nos dias atuais estão procurando posição e vantagens, sem possuir as qualidades acima mencionadas!



III - A EFICÁCIA DO CONSELHO:


Ex 18.23 - Que sabedoria! Que prudência! Humildemente, Jetro pede ao genro que submetesse todo o plano para apreciação e aprovação de Deus. Não se considerou autossuficiente, deixando-nos um belo exemplo (Pv 26:12; I Cor 1:31; II Cor 10:17-18).


Moisés era um homem de vasta cultura. Entretanto, diante da palavra de seu sogro, reconheceu o seu erro e colocou em prática o conselho. Isto revela sua humildade e alta personalidade.


Não se julgou o DONO DA VERDADE, mas percebeu que precisava redirecionar seu trabalho. Ele possuía autocrítica.


O sábio ouve o conselho e cresce em entendimento, mas o SABIDO nada aceita, pois julga saber tudo e não precisa da ajuda de alguém (Pv 12:15; 19:9).



Pv 25:11 - O conselho de Jetro chegou na hora certa, no momento em que Moisés se achava muito atarefado, o que poderia levá-lo a uma estafa. Muitas vezes as nossas preocupações com a obra de Deus pode levar-nos a um desgaste físico, com consequências funestas. Sigamos o conselho e o exemplo de Jesus (Mc 6:30-31).


IV – VÁRIOS CONSELHOS ENCONTRADOS NA PALAVRA DE DEUS:


(1) - CONSELHO AOS VELHOS (Tt 2:2) - Que sejam sóbrios; graves; prudentes; sãos na fé; sãos na caridade; sãos na paciência.


(2) - CONSELHOS ÀS MULHERES IDOSAS (Tt 2:3) - A designação de MULHERES IDOSAS = MAIS AMADURECIDAS; MAIS EXPERIENTES (I Tm 5:3-13). Que sejam sérias no seu viver, como convém às santas; não caluniadoras; não dadas a muito vinho (cf. I Tm 3:3, 8 – Paulo tem em mente um tipo de vinho não embriagante, isto é, o apego até mesmo ao vinho não embriagante era um vício comum nas sociedades pagãs e correspondia à bebedice e glutonaria); mestras do bem.


(3) - SETE DEVERES OU OBRIGAÇÕES AS MULHERES IDOSAS TERÃO DE ENSINAR ÀS MULHERES NOVAS (Tt 2:4-5) - A serem prudentes; a amarem seus maridos; a amarem seus filhos; a serem moderadas; castas; sujeitas a seus maridos; boas donas de casa.


(4) - DEVERES DO MARIDO PARA COM SUA MULHER - Ter apenas uma mulher (Mc 10:6-8; I Cor 7:2-4); ter autoridade (com amor) sobre sua mulher (Gn 3:16; I Cor 11:3; Ef 5:23); respeitá-la (I Pe 3:7); amá-la (Ef 5:25; Cl 3:19); considerá-la como a si mesmo (Gn 2:23 cf. Mt 19:15); ser-lhe fiel (Pv 15:18-19; Ec 9:9; Ml 2:14-15); viver com ela toda a vida (Gn 2:24; Mt 19:3-9); consultar com ela (Gn 31:4-7); não abandoná-la, ainda que incrédula (I Cor 7:11-15).


Os deveres do marido para com a sua mulher não devem interferir com seus deveres para com Cristo (Lc 14:26 cf. Mt 19:29).


(5) - CONSELHOS À MOCIDADE (Tt 2:6) - A QUE SEJAM MODERADOS: Obedecer a Deus (Dt 30:20); temer a Deus (Pv 24:30); lembrar-se de Deus (Ec 12:1); dar ouvidos à instrução paterna (Pv 1:8-9); honrar a seus pais (Ex 20:12; Hb 12:9); respeitar e cuidar de sues pais (I Tm 5:4); honrar os idosos (Lv 19:32); obedecer a seus pais (Pv 6:20; Ef 6:1); não imitar os maus pais (Ez 20:18-19).


(6) - CONSELHOS AOS EMPREGADOS (II Tm 2:9-10) - Sujeitem-se a seus senhores; em tudo agradem, não contradizendo; não defraudando, antes mostrando toda boa lealdade, para que sejam ornamento da doutrina de Deus, nosso Senhor.


Defraudar é roubar às escondias ou à mão armada. ROUBADOR ou FRAUDULENTO é o que rouba iludindo a boa fé do próximo, é um vigarista, caloteiro, etc., o qual, aproveitando-se do que lhe vem às mãos, rouba (Ex 23:1-9; Lv 19:11; Lc 3:14; 19:7-8 cf. I Cor 6:10).


(7) – GUARDA O TEU CORAÇÃO – Pv 4.23 - Para nós, o coração é, figurativamente, a sede das emoções. Para o judeu, as entranhas eram a sede das emoções, e o coração a sede do intelecto.


Ao aconselhar seu filho dizendo "guarda teu coração" o sábio queria dizer "guarda a tua mente".


Pureza de mente é o primeiro requisito para uma vida de vitória sobre o pecado, pois é da abundância do coração, isto é, da mente que procede o mal para as nossas vidas (Lc 6:45 cf Jr 17:9).


Portanto, precisamos manter nossa mente sujeita a Deus, o único que pode mantê-la pura - Cl 3:2.


(8) – PRESERVA OS TEUS LÁBIOS, GUARDA A TUA LÍNGUA – Pv 4.24 - Aquilo que dizemos pode criar muitas dificuldades e problemas, mas também pode ser uma bênção (Tg 3:5-10; Pv 15:23 e 25:11).


Somente pureza de mente e constante vigilância sobre ela conseguirão conter a língua. Por isso, o salmista nos adverte - Sl 34:13 cf Tg 3.1-2.


(9) – MANTENHA TEU OLHAR FIRME PARA A FRENTE – Pv 4.25 - Nosso olhar deve ser fixo e não distraído. Não podemos permitir que ele vagueie ao encalço de cada coisa que apareça em nossa frente, pois seríamos afastados do bem e enredados pelo mal – Mt 6.22 cf Hb 12:2.


Olhando para Jesus, Pedro conseguiu caminhar sobre as águas encapeladas do mar da Galiléia. Porém, quando desviou seu olhar do Mestre, ainda que só por um momento, começou a afundar. (Mat. 14:24-32).


Precisamos olhar para Jesus em busca de graça e força para vencer cada dificuldade e para permanecer firmes até o fim.


Conservar os olhos da fé fixos em Jesus é manter contato ininterrupto com Aquele que é a fonte de poder, Aquele que pode fortalecer-nos e guardar-nos até o fim.


(10) – PONDERA A VEREDA DOS TEUS PÉS – Pv 4.26 - Não devemos atuar de modo impulsivo; devemos pensar bem no que vamos fazer. Precisamos meditar e orar antes de agir – Sl 37.5, 23; I Sam. 2:9.


V – CONCLUSÃO:


Jo 16:7 - O ministério do aconselhamento pertence ao Espírito Santo. Sem Ele não há aconselhamento eficaz. Jesus Cristo, o Maravilhoso Conselheiro, enviou-nos o Espírito Santo para substituí-Lo no aconselhamento das nossas necessidades. O Espírito de Deus, por meio da palavra do Senhor, e pela instrumentalidade dos pastores e conselheiros cristãos, ministra conforto e mudanças no coração do aflito.


A Igreja local manifesta e evidencia a presença do Espírito Santo em seu meio, através do ministério eficaz do aconselhamento. 









FONTES DE CONSULTA:


Lições Bíblicas Maturidade Cristã - 3º Trimestre de 1991 - CPAD - Comentarista: Adilson Faria Soares

Lições Bíblicas - 2º Trimestre de 1996 - CPAD - Comentarista: Valdir Bícego

Introdução e Comentário à Carta à Tito - CPAD - Armando Chaves Cohen

Revista Educação Cristã - Vol. IX - SOCEP - Sociedade Cristã Evangélica de Publicações Ltda.

25 de set de 2013

3º TRIMESTRE DE 2013 - LIÇÃO Nº 13 - 29/09/2013 - "O SACRIFÍCIO QUE AGRADA A DEUS"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 13- DATA: 29/09/2013
TÍTULO: “O SACRIFÍCIO QUE AGRADA A DEUS”
TEXTO ÁUREO – Sl 54.6
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Fp 4.14-23

PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/






I – INTRODUÇÃO:


Fp 4.17 - Ofertar é um investimento que trará “ricos lucros” no serviço a Deus e um “crédito” cumulativo para todos aqueles que cooperam com alegria para o crescimento e o engrandecimento do Reino de Deus. Aqui está uma clara referência ao fato de que todo homem tem uma conta no céu (Sl 144.3; Fp 4.17; Hb 13.17; I Pe 4.5).


II - DEUS MEDIRÁ NOSSA GENEROSIDADE:


(1) - NOSSA GENEROSIDADE SERÁ MEDIDA – Lc 6.38 - Em conformidade com o princípio do amor, devemos dar aos necessitados (2 Cor 8.2).


O próprio Deus medirá a generosidade do crente e o recompensará. A medida da bênção e da recompensa a recebermos será proporcional ao nosso interesse pelos outros e à ajuda que lhes damos (2 Cor 9.6).


(2) - SER GENEROSO TRAZ FELICIDADE - At 20.35 - Essa é a visão de Paulo a respeito do dinheiro e do ministério. O dinheiro não era sua motivação (At 20.33). Ele sustentava o seu ministério fazendo tendas (At  18.3), causando, desse modo, um fardo financeiro pequeno nas igrejas em que ministrava (At 20.34).


Mais bem‑aventurada coisa é dar do que receber refere‑se tanto ao nosso tempo quanto ao nosso dinheiro, pois trabalhando assim, auxiliamos os enfermos, os primeiros receptores de nossa doação, os menos afortunados.


(3) - O COMPORTAMENTO DA IGREJA PRIMITIVA - At 2.45 - Não há aqui qualquer afetação intelectual! Não há qualquer superioridade social, intolerância racial ou privilégios temperamentais aqui! Estavam todos juntos, ligados em comunhão pelas mesmas idéias (a doutrina dos apóstolos), pelas mesmas práticas (o partir do pão), pelos mesmos hábitos religiosos (as orações) e pelos mesmos direitos e responsabilidades de fundo econômico (o fato de que vendiam suas possessões e bens e distribuíam o produto entre todos, segundo a necessidade de cada um).


(4) - FUJAMOS DA MALDIÇÃO - Pv 28.27 - A mensagem da primeira linha deste versículo é a mesma que as duas linhas de Prov. 19.17.


É bom negócio ser bondoso com os pobres. Ao homem generoso nada faltará, e o Senhor será o seu benfeitor.


Aquele que usa de misericórdia com os pobres empresta ao Senhor, e o Senhor cuidará para que o homem prospere.


(5) - FIQUEMOS NA BENÇÃO – Pv 11.24-25 - Deus promete a quem dá com generosidade, receber de volta mais do que aquilo que deu. Ele abençoa os bondosos e generosos que dão dos seus recursos, ou dão de si mesmos.


O NT ensina que somos mordomos dos dons de Deus e que devemos usá‑los em prol da sua causa e visando o bem dos necessitados (Mt. 25. 26,27; 2 Cor 8.2; 9.8).


(6) - CONTRIBUIR É UM PRIVILÉGIO - II Cor 8.7 - É como se o apóstolo tivesse escrito: “Visto que transbordais em vossas expressões, em todas as outras coisas, cuidai para que também ‘abundeis’ na questão deste ‘serviço gracioso’ (graça) de contribuirdes para as necessidades alheias”.


Os crentes coríntios não deveriam permitir que a parcimônia caracterizasse esse aspecto de sua vida cristã, visto que a “abundância” na bondade caracterizava‑os em todos os demais aspectos.


(6) - QUANTO COLHEREMOS? - II Cor 9.6 - O cristão pode contribuir generosamente, ou com avareza. Deus o recompensará de acordo com o que ele lhe dá (Mt 7.1-2).


Para Paulo, a contribuição não é uma perda, mas uma forma de economizar; ela trará benefícios substanciais para quem contribui (II Cor 8.2; 9.11).


Paulo não fala primeiramente da quantidade ofertada, mas da qualidade dos desejos e dos motivos do nosso coração ao ofertarmos.


(7) - QUEREMOS SER AMADOS POR DEUS? - II Cor 9.7 - A idéia que Deus “...ama...” tal pessoa, neste caso, expressa o seu deleite, o seu senso de ser “fortemente agradado” com o indivíduo que dá como Deus quer, isto é, livremente, com singeleza, sem motivos duvidosos.


É extremamente duvidoso que sem alguma espécie de operação na alma, um homem pode ser essa espécie de doador.


(8) - O GENEROSO HERDARÁ O REINO - Mt 25.31-46 - Importantíssima em seu alcance é a lição deste texto; e também um tanto perturbadora para uma igreja que tem de tal maneira enfatizado a justificação pela fé que tem perdido de vista o fato de que aquilo que praticamos também se reveste de vasta importância.


A ausência de tais obras é prova da ausência de fé. A presença e o desenvolvimento dessas obras, que operam através do princípio do amor, neste texto é considerada como prova de que a pessoa pertence ao grupo das “ovelhas”, que ela é um filho autêntico do reino, e que aquele grande e bendito reino será a sua herança.

Na lição de hoje, três coisas devem ser cuidadosamente notadas:


(1) – A maneira pela qual as contribuições devem ser dadas: espontaneamente, constantemente, alegremente, com sacrifício.


(2) – A maneira pela qual as contribuições devem ser recebidas: deve haver amplo reconhecimento, generosa apreciação, respeito pela própria independência, um sincero desejo pelo enriquecimento do ofertante.


(3) – As promessas pelas quais os recursos são garantidos (Fp 4.19).


III – UM SANTO HOMEM DE DEUS VERSUS UM AMONITA CONTRÁRIO À OBRA DE DEUS:


Leiamos II Rs 4:8-10 e Ne 13:4-8:


“... Façamos-lhe, pois, um PEQUENO QUARTO junto ao muro, e ali lhe ponhamos uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro; e há de ser que, vindo ele a nós, para ali se recolherá.”


“... Eliasibe, sacerdote, que presidia sobre a câmara da casa do nosso Deus, se tinha aparentado com Tobias; E fizera-lhe uma CÂMARA GRANDE... de sorte que lancei todos os móveis da casa de Tobias fora da câmara.”


Os dois episódios acima focalizados retratam duas situações completamente distintas. Analisemos:


(1) - Eliseu, o profeta, na própria descrição do casal, era “um santo homem de Deus”;


(1.1) - Tobias, o amonita, era perverso e de mau caráter.


(2) - Eliseu, modesto e humilde, foi convidado a pousar no lar do casal sunamita, que para ele construiu um pequeno aposento, já mobiliado.


(2.1) - Tobias passou a residir na casa de Deus e lá foram colocados seus móveis, os seus pertences. Para isso, foi retirado do local o mobiliário que, por direito, estava na casa do Senhor.


(3) - Eliseu não pediu guarida no lar do casal sunamita; muito menos solicitou que lhe fossem doados os móveis.


(3.1) - Tobias invadiu literalmente um lugar que não lhe pertencia e ainda maculou com sua ação um local sagrado.


(4) - Eliseu fazia de sua vida e de suas atitudes um espelho do que sentia e vivia em seu íntimo. Conquistou o coração do casal sunamita e recebeu aquele presente.


(4.1) - Tobias tanto agiu de forma fraudulenta, como preocupava-se demasiadamente em prejudicar o trabalho de Neemias na reconstrução dos muros de Jerusalém. Nada que fazia era elogiável. Mesmo indo morar dentro da casa de Deus, não possuía qualquer identificação com os verdadeiros adoradores do Senhor.


(5) – Eliseu, além do quarto para seu bem estar, ganhou móveis que poderia usufruir como desejasse.


(5.1) - Tobias, acabou não somente sendo expulso por Neemias do local que invadira, como teve os seus próprios móveis jogados para fora do quarto.


Agir como Tobias é aproveitar-se da situação; é tentar enganar o próprio Deus, assemelhando-se a um adorador e ter atitudes de deslealdade e infidelidade; é dispor-se a realizar um trabalho para o Senhor e nutrir intenções dúbias em seu coração. Deus não se agrada disto! O Senhor abomina tais condutas e realizará uma “limpeza”, fazendo com que estes sejam retirados de Sua santa presença.


Assemelhemo-nos a Eliseu. Ajamos com prudência, com discrição e, acima de tudo, com dedicação e sinceridade à causa do Senhor e, além de recebermos uma recompensa de nosso Pai Celestial, até mesmo o que não possuíamos (um pequeno quarto e os móveis), ganharemos como retribuição, como compensação pelo nosso comportamento.


“Uma coisa pedi ao SENHOR, e a buscarei: que possa morar na casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do SENHOR, e inquirir no seu templo”. Salmos 27:4 – Este deve ser o nosso sincero desejo: Termos a alegria de estarmos na presença do Senhor, como se morássemos nos Seus átrios, isto é, termos respeito, reverência, temor e alegria de estarmos aos pés do Senhor e na Sua casa.


IV - CONSIDERAÇÕES FINAIS:


“... os levitas e os cantores, que faziam o serviço, TINHAM FUGIDO...” – Ne 13:10 - Quantos servos de Deus fogem por causa da presença de “Tobias”, que é agraciado pelo sacerdote com uma “câmara grande”, nos recintos do Templo?!


O sacerdote Eliasibe, em virtude de se ter aparentado com um dos arquiinimigos de Neemias, contrariou aos mandamentos de Jeová – Dt 23:3-6 cf Ml 2:10-12.


Não podemos negar que existem familiares de líderes que possuem chamado divino. Contudo, temos visto um percentual alarmante de aproveitadores usando o ministério como saída para sua falta de talento na vida. Pessoas que fazem do púlpito sua empresa e, da fé, sua "galinha dos ovos de ouro". Esse nepotismo eclesiástico tem atropelado a verdade do evangelho.


Quantos homens de Deus são deixados de lado porque os "familiares do dono" herdaram o trono?!


FONTES DE CONSULTA:
Bíblia Shedd
Bíblia de Estudo NVI
BEP
Estudo Nos Livros de Crônicas, Esdras, Neemias e Estes - JUERP - Autor: Antônio Neves de Mesquita

Revista Educação Crista - Volume IV - Dinheiro Para a Igreja