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9 de mai de 2009

LIÇÃO N° 07 - 17/05/2009 - "CONSIDERAÇÕES ACERCA DO CASAMENTO"

IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ENGENHOCA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL LIÇÃO 07 - DIA 17/05/2009 TÍTULO: “CONSIDERAÇÕES ACERCA DO CASAMENTO” TEXTO ÁUREO – Hb 13:4 LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Cor 7:1-5, 7, 10-11 PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
  • I – INTRODUÇÃO:
  • Há três instituições que Deus es­tabeleceu na esfera humana: a famí­lia, a nação e a igreja. A família foi a primeira a ser criada; as outras duas dependem dela. Para que elas cami­nhem corretamente, abençoadas e felizes, precisam pautar-se pela Palavra de Deus, porque ali está a sua origem e as normas básicas para as três.
  • II - O CASAMENTO E O CELIBATO:
  • (l Co 7. l, 26) - "Bom seria que o homem não tocasse em mulher". A estrutura peculiar de cada língua precisa ser considerada. "Tocar", nesta passagem bíblica, é um modismo das línguas bíblicas originais, significando casar-se (Gn 20.6; Pv 6.29). As razões desse ensino são:
  • A) Os terríveis tempos de perseguição que se avizinhavam - Em tempos de severa perseguição generalizada é muito difícil a família cristã permanecer coesa, unida e feliz.
  • B) A urgência da evangelização. A ordem de Jesus era para se alcançar o mundo imediatamente com o Evangelho. O essencial eles tinham: o poder do alto. O solteiro tem menos afazeres e compromissos com esta vida do que o casado (I Cor 7:32,33).
  • III – QUANDO O CELIBATO É BÍBLICO?:
  • 1. Quando é uma decisão pessoal - Quando Jesus falou sobre pessoas que se decidiram por viver uma vida celibatária por amor ao reino de Deus, foi bem explícito em apresentar isso como uma decisão puramente pessoal (Mt 19.12).
  • 2. Quando o celibatário recebeu o dom para “aceitar isto” - Além da decisão individual, o celibatário deve possuir aptidão para permanecer em tal estado. Jesus mostrou que nem todos estavam aptos a receber tal preceito (Mt 19:11-12 cf I Cor 7:7). Pela revelação bíblica, não basta alguém desejar ser celibatário para sê-lo. É necessária uma capacitação especial de Deus.
  • 3. Quando o celibato leva a uma maior santificação a Deus - O motivo do celibato bíblico é só um: maior disponibilidade para Deus e o seu reino (Mt 19.12). O fato de um cristão não querer se casar pode ser ocasionado por motivos que não um chamado para servir a Deus integralmente. Pode haver motivos de ordem social, física ou psicológica. O celibatário vocacionado o fará com pleno prazer, não se sentirá oprimido pela ausência de um marido ou esposa, mas utilizará sua vida completamente a serviço de Deus. Não é a ausência do ato sexual que torna o celibatário mais consagrado, mas uma vida desligada das coisas deste mundo, voltada somente para Deus e seu reino.
  • IV – QUANDO O CELIBATO NÃO É BÍBLICO?:
  • 1. Quando é imposto por outros - Uma coisa é incentivar o celibato. Outra é exigi-lo. Uma coisa é crer que uma vida de solteiro, voltada só para as coisas divinas, é melhor. Outra coisa é estabelecer que só possa ser dessa forma. Dizer que alguém é obrigado ao celibato se deseja ser um ministro da Igreja de Cristo é uma ordenança humana e um ensino antibíblico (1Tm 4.1-3). Não existe qualquer lugar nas Escrituras que estabeleça um estado de solteiro obrigatório para quem quiser tomar sobre si o encargo da obra de Deus.
  • 2. Quando o celibatário não consegue se conter - (1Co 7.9). Isso quer dizer que somente alguém que é celibatário por dom e vocação deve insistir em permanecer nessa condição. Os demais estão desobrigados pela Palavra a tal esforço.
  • 3. Quando entende o sexo como inerentemente pecaminoso - A imposição celibatária nasceu da falta da distinção entre a perversão sexual e o ato sexual propriamente dito. A perversão sexual é completamente condenada nas Escrituras. Já o ato sexual faz parte dos planos de Deus desde a criação do homem, pois, ao criá-lo (Gn 1.28, 31).
  • 4. Quando o faz por “proibição demoníaca” - O apóstolo Paulo foi celibatário por plena voluntariedade. Mas ele não encarava tal fato como uma obrigação ministerial. Muito pelo contrário. Questionou os coríntios em sua primeira epístola (1Co 9.5) - Logo, o celibato obrigatório não era instituição apostólica.
  • 5. Quando leva a desvios sexuais - Não faz muito tempo, a mídia mundial ficou repleta de denúncias de práticas homossexuais e pedófilas por parte do clero católico. Não é de se espantar coisas desse tipo. Quando os impulsos sexuais não são refreados por um dom da graça de Deus, serão extravasados de uma forma ou de outra. Assim escreveu o apóstolo em sua epístola aos Romanos 1.27. A torpeza foi o resultado de deixar “uso natural da mulher”.
  • IV - DUAS QUESTÕES DE FUNDAMENTAL IMPORTÂNCIA QUE TEM SIDO CAUSA DO FRACASSO DE MUITOS CASAMENTOS:
  • 1. O PERIGO DO JUGO DESIGUAL; e
  • 2. O CASAMENTO DO “IRMÃO EM CRISTO” COM A “IRMÃ EM CRISTO”, OU VICE-VERSA.
  • 1) Num Casamento Cristão o jugo desigual tem que ser evitado (II Cor 6:14). Esta questão do “jugo desigual” que, antigamente, era levada muito a sério, principalmente, pelos pais crentes, hoje caiu de importância, sendo aceito, ou tolerado. Todavia, Deus continua não aceitando a mistura entre justos e ímpios; entre o mundo e a Igreja (Dt 7:2-4).
  • No Casamento o jugo desigual pode existir entre os próprios Crentes. Para casar-se, portanto, mesmo que entre crentes, não se pode dispensar a oração. É sabido, de acordo com A Palavra de Deus, que entre os membros da Igreja Visível, ou das Igrejas Locais, existem os crentes salvos, as virgens prudentes, o trigo, os peixes bons, as árvores boas que produzem futos bons. Porém, existem também os crentes não salvos, as virgens loucas, o joio, os peixes ruins., as árvores ruins que produzem frutos ruins. Assim, só Deus, que conhece os corações, poderá, em resposta à oração, livrar seus filhos de um jugo desigual, dentro da própria Igreja.
  • 2) O Casamento do “irmão em Cristo” com a “irmã em Cristo” – um erro que pode ser evitado. - o irmão casa-se com a irmã, ou vice-versa, quando o Casamento é realizado apenas com base nas afinidades espirituais, ou no “ágape”, que é o amor de Deus existente entre eles. Neste caso, o irmão não vê a mulher; vê o “vaso”, o instrumento que Deus usa; a irmã não vê o homem; vê o “vaso”, o instrumento que Deus usa. Este amor espiritual, ou divino, não tem malicia, não gera desejo carnal. A irmã, que é uma bênção, só vê o irmão, que também é uma bênção. Ela não consegue ver o homem que está no irmão.
  • Da mesma forma o irmão, que é uma bênção, só vê a irmã, que também é uma bênção. Ele não consegue ver a mulher que está na irmã. Se resolverem casar, sem consultar a Deus, este casamento tem tudo para dar errado. Não havendo o “Eros”, que é o amor carnal, o amor que gera desejo sexual, o relacionamento sexual será prejudicado e o Casamento poderá ser desfeito.
  • Quando isto acontece, muitos se surpreendem, e dizem: “não é possível! Os dois eram uma bênção! O Casamento tinha tudo para dar certo!”
  • Todavia, quem conhece A Palavra de Deus, sabe que aquele Casamento tinha tudo para dar errado! Os dois eram uma bênção...e continuariam sendo, se não tivessem casado! As duas bênçãos se casaram, os dois irmãos se casaram e constataram que não havia amor carnal para uni-los sexualmente. O irmão tinha se casado com a irmã em Cristo; a irmã tinha se casado com o irmão em Cristo! Deu errado!
  • Muitos continuam juntos. Geram filhos. Parece, aos olhos dos outros, que são felizes! Mas não são! Também não são mais uma bênção!
  • Para dar certo, o irmão tem que casar com uma mulher, que seja irmã; a irmã tem que casar com um homem, que seja irmão. É preciso que o homem veja a mulher que está na irmã e que a mulher veja o homem que está no irmão. Que sintam atração física um pelo utro.
  • Casar por ter dó do irmão, está errado! Casar por ter dó da irmã, está errado! Casar sem atração física está errado!
  • Pretender casar-se porque o irmão, ou a irmã é uma bênção, porque é um Obreiro, um Professor de Escola Dominical, porque os dois cantam juntos, porque têm comunhão, prazer em estar um perto do outro ...tudo isto não basta!
  • Para que um Casamento possa dar certo, e cumprir seus três propósitos, é preciso que haja entre o casal, as três expressões do amor – o “ágape”, o “Eros”, o “philis”,ou seja o amor divino, o amor carnal e o amor amizade, ou social.
  • FONTES DE CONSULTA: 1) A Santidade do Sexo – Editora Fiel - Frank Lawes e Stephen Olford 2) Sexo e Casamento – Editora fiel – M. Capper e M. Williams 3) Celibato bíblico x celibato humano - Por Eguinaldo Hélio de Souza