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27 de mar de 2013

1º TRIMESTRE DE 2013 - LIÇÃO Nº 13 - 31.03.2013 - "A MORTE DE ELISEU"


ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL 
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ 
LIÇÃO Nº 13 - DATA: 31/03/2013 
TÍTULO: “A MORTE DE ELISEU”
TEXTO ÁUREO – II Rs 13.21
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: II Rs 13.14-21
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/


I - INTRODUÇÃO:

A vida de Eliseu foi marcada por milagres, mas a ressurreição do cadáver que tocou nos ossos do homem de Deus não foi efetuado pelo poder que ainda existisse nos restos mortais daquele profeta. Quando muito, serviu de sinal de que o Deus de Eliseu vivia, mesmo que o profeta se houvesse reduzido a um monte de ossos. 


II - DOENÇA DE ELISEU:

II Rs 13.14 - Eliseu, que havia recebido uma porção dobrada do Espírito que estava sobre Elias, não poderia perdurar para sempre, mas tinha seu dia divinamente determinado para morrer. Sua missão foi realizada de forma esplêndida, e dela não tinha razão alguma para lamentar-se. 


A enfermidade terminal do profeta Eliseu mostra-nos que ele era um homem mortal, como qualquer um de nós. Ele atingiu o ciclo final de sua vida, aquele tempo lamentável quando um homem fica tão doente que não pode mais sobreviver, a despeito de medicamentos e de orações. 


Este versículo bíblico põe por terra um dos ensinos da Teologia da Prosperidade de que O CRISTÃO NÃO DEVE ADOECER. Os adeptos desta Teologia ensinam que: 


(1) - Todo cristão deve esperar viver uma vida plena, isenta de doenças; 


(2) - Viver de 70 a 80 anos, sem dor ou sofrimento;


(3) - Que Is 53.4-5 é algo absoluto. Fomos sarados e não existe mais doença para o crente.



MAS, O QUE NOS A BÍBLIA NOS MOSTRA?:


(1) - Eliseu sofreu de uma doença que o levou a óbito (II Rs 13.14) 


(2) - Os companheiros de Paulo adoeceram (Fp 2.30). 


(3) - Timóteo tinha uma doença crônica (1 Tm 5.23). 


(4) - Trófimo ficou doente (2 Tm 4.20). 


(5) - Jesus curou enfermos e citou Is 53.4,5 cf. Mt 8.16,17. Porém, no tanque de Betesda, havia muitos doentes, mas Jesus só curou um (Jo 5.3,8,9). 


Será que todas essas pessoas não tinham fé? 


Deus cura, sim. Mas não cura todas as pessoas. Se assim fosse, não haveria nenhum crente doente. Devemos considerar o desígnio e a soberania divina.



III - REVELAÇÃO E PROFECIA DE ELISEU:

Não foi registrado que tipo de doença Eliseu estava acometido. Provavelmente, era alguma debilidade própria da idade avançada, como no caso de Isaque e Davi (Gn 27.1-2; I Rs 1.1-4). 


Nesse tempo, Eliseu tinha sido profeta por 66 anos, seis anos a mais do que Davi ou Salomão viveram. Provavelmente, Eliseu morreu com 85 a 90 anos de idade. 


II Rs 13.15-16 - Embora tivesse morrendo, o idoso profeta ainda podia perceber o futuro. Israel teria algum alívio dos assédios dos sírios, e Jeoás seria o instrumento que conseguiria isso. Foi-lhe, pois, ordenado a ferir o chão com flechas da vitória. 


O rei precisou prover o material: O arco e as flechas. Mas Jeoás precisava da ajuda do profeta, que pôs suas mãos, a fim de cooperar e ajudar as mãos do rei. O ritual era simbólico: O rei teve que prover a força; mas ele também contava com a bênção divina, através do profeta Eliseu, o qual tinha poder com Jeová, que controla todas as coisas. Eliseu estava enfermo, mas não tão enfermo que seu poder não pudesse realizar mais um feito em favor de Israel. 


II Rs 13.18 - Além de atirar as flechas, ao rei Jeoás foi ordenado ferir a terra com flechas. Supomos que elas tenham sido atiradas contra o solo, a fim de nele penetrarem, e ficarem ali fincadas, na direção vertical. Assim como as flechas se enterrariam no solo, os corpos dos soldados sírios seriam transpassados. Cada flecha assim atirada simbolizaria uma vitória. 


O tímido rei Jeoás, não compreendendo o sentido da cerimônia do atirar das flechas, atirou somente três, garantindo, assim, somente três vitórias. 


II Rs 13.19 - Embora doente da doença que o vitimou, o idoso profeta ainda teve energia suficiente  para ficar muito indignado contra o rei Jeoás, pois havia limitado o triunfo de Israel por sua fraca visão. Naturalmente, o rei ignorava como o ritual deveria funcionar, mas a ignorância usualmente está por trás de uma visão limitada. 


Os intérpretes têm visto a realização fraca do rei Jeoás como resultante de um caráter vacilante. Todos nós, seres humanos, estamos sujeitos a esse mesmo tipo de fraqueza. Em toda vida há um cumprimento parcial daquilo que poderia ter sido. Há em nós a mistura da fraqueza e da fortaleza, do que é vital e do que é trivial. 



IV - O ÚLTIMO E PÓSTUMO MILAGRE DE ELISEU:

II Rs 13.20 - Eliseu tinha terminado o seu curso, e seguiu pelo caminho de toda a carne. Ao contrário de Elias, ele passou pelos processos normais de morte, sepultamento e decomposição. 


O fim de Eliseu foi narrado de maneira bem simples. O idoso profeta, de carreira tão ilustre, morreu e recebeu um sepultamento honroso, porquanto um grande homem havia tombado em Israel. Mas o autor sagrado não se importou em contar sobre isso. Ele deixa-nos apenas o conhecimento de que tudo estava bem com Eliseu; tudo estava bem com a sua alma. 


II Rs 13.21 - A história do ataque dos moabitas foi narrada porque eles interromperam o sepultamento de um homem, subsequente ao sepultamento de Eliseu. 


Para compreendermos esse texto, devemos entender que os israelitas não adotavam o mesmo método de enterro dos egípcios, que colocavam os mortos em caixões. Os israelitas envolviam o morto em roupas de linho e o depositavam numa tumba. 


Esse incidente deve ter acontecido pelo menos dois anos depois da morte de Eliseu, visto que restavam apenas os seus ossos. 


Ainda mais importante é que simboliza o fato de que o ato de Eliseu nos versículos anteriores trouxe nova vida a Israel, mesmo depois da morte do profeta. 


Em sua pressa por escaparem aos assaltantes moabitas, os homens largaram o cadáver do homem morto no túmulo de Eliseu. Quando o cadáver tocou nos ossos do grande profeta, foi reanimado!


O milagre descrito destinava-se a mostrar que até no derradeiro momento, no momento em que, humanamente falando, a esperança desaparece, os homens podem contar com o poder do Deus de Eliseu. 


Homens mortos (pelo pecado) são ressuscitados quando entram em contato com os livros, com os ensinos e com a reputação de homens espirituais que, embora já tenham morrido, vivem, contudo, através das contribuições que fizeram. Entretanto, o Cristo ressurreto é Aquele que realmente faz reviver os homens espiritualmente mortos. 



V - A BREVIDADE DA VIDA:

A MORTE FÍSICA: - Na linguagem bíblica, a morte é a separação da alma e do corpo. Neste sentido, costuma-se distinguir dois tipos principais de morte: A CLÍNICA e a ABSOLUTA ou CERTA.


(A) - A MORTE CLÍNICA se dá quando o coração cessa de bater, a pressão sangüínea torna-se ilegível e a temperatura do corpo cai. No entanto, na morte clínica não há necessariamente a separação da alma e do corpo.


(B) – A MORTE ABSOLUTA ou CERTA é a separação definitiva da alma e do corpo. É a total ausência de atividades das ondas celebrais. Quatro critérios são enumerados para uma pessoa ter morte celebral: 


(1ª) - Falta de receptividade de reação; 


(2ª) - Ausência de movimentos ou respiração; 


(3ª) - Ausência de reflexos; e 


(4ª) - Eletroencefalograma reto. 


Esta morte, assim, é definida como o estado no qual a ressurreição física é impossível.


Na Santa Palavra de Deus, a morte física é apresentada de várias maneiras:


(1) - Dormir (Dt 31:16; Mc 5:39; Jo 11:11; At 7:60);


(2) - Desfazer da casa terrestre deste tabernáculo (II Cor 5:1)


(3) - Deixar este tabernáculo (II Pe 1:4);


(4) - Deus pedindo a alma (Lc 12:20);


(5) - Seguir o caminho por onde não tornará (Jó 16:22)


(6) - Ser congregado ao seu povo (Gn 49:33)


(7) - Descer ao silêncio (Sl 115:17)


(8) - Expirar (At 5:10)


(9) - Tornar-se em pó (Gn 3:19)


(10) - Fugir com a sombra (Jó 14:2)


(11) - Partir (Fp 1:23)



VI - O QUE É A MORTE PARA O CRENTE:

(1) - Lucro (Fp 1:21, 23)


(2) - Uma coroação (II Tm 4:7-8)


(3) - Um descanso da labuta (Apc 14:13)


(4) - Vitória, quando tudo parece derrota (I Pe 4:12-13)


(5) - Ela completa a santificação das almas dos crentes (Hb 12:23; Apc 21:27)


(6) - É aquela que o seu aguilhão já foi retirado; é a porta ou o passo para o céu (I Cor 15:53-58) 


(7) - Através dela dormimos no Senhor (I Ts 4:14; Apc 14:13)


(8) - É uma partida (II Tm 4:6) - a palavra PARTIR quer dizer IÇAR ÂNCORA e ZARPAR. 


(9) - É uma transição (II Cor 5:1-2) - TABERNÁCULO corresponde a TENDA ou MORADA TEMPORÁRIA.


(10) - É um êxodo (Lc 9:31; II Pe 1:13-16) - ÊXODO significa SAÍDA. Israel saiu do Egito para Canaã terrestre, a terra prometida. O crente sairá do “mundo” (Egito) e partirá para a Canaã celestial. 


(11) - É estar com Cristo (Lc 23:43; Fp 1:23)


Na Palavra de Deus temos várias alusões figurativas sobre a brevidade da vida. 


Leiamos Gn 47.9 e observemos as demais passagens bíblicas: A VIDA É...: 


(A) - Como uma sombra e erva - I Cr 29:15; Jó 8:9; Sl 102:11; Ec 6:12


(B) - Como uma lançadeira - Jó 7:6; 


(C) - Como o vento - Jó 7:7


(D) - Como mensageiros rápidos, como navios veleiros e como águias que voam na comida - Jó 9:25-26


(E) - De bem poucos dias, como flor e como a sombra - Jó 14:1-2, 5


(F) - Como a relva - Sl 103:15-16


(G) - Tem apenas a extensão de um palmo - Sl 39:4-7 cf Is 38:1-5, 9-20


(H) - Breve - Sl 89:7


(I) - Como um conto ligeiro - Sl 90:9-10


(J) - Como a urdidura de um tecelão - Is 38:12


(K) - Como um vapor passageiro - Tg 4:13-14


Temos, ainda, as seguintes passagens bíblicas acerca do assunto: Gn 6:3; Lv 25:23; Jó 6:11-13; 7:7-16; 8:9; 10:5, 8-9; 14:1-2, 7-12; 21:22-26; Sl 78:39; 90:1-6, 9-12; 103:14-16; 119:84; Ec 12:1-7; Is 40:6-8 cf I Pe 1:24-25; Hb 11:8-16; I Pe 2:11.



VII - A EXISTÊNCIA E A ETERNIDADE DE DEUS:

A Bíblia não foi escrita para provar que Deus existe; ela é uma revelação desse Deus que sempre existiu.


Ela inicia com a informação de que “No princípio criou Deus os céus e a terra”. 


Vemos, portanto, a Bíblia não começa seu texto como milhares de livros de ficção: “Era uma vez...”. Não! A Santa Bíblia começa informando que “NO PRINCÍPIO... DEUS...”


Logo, em Gn 1.1 emanam, pelo menos, duas importantes doutrinas relacionadas com a Pessoa de Deus, a saber: A EXISTÊNCIA DE DEUS e A ETERNIDADE DE DEUS.


(A) - DEUS É AUTO-EXISTENTE - Ao contrário de tudo o mais que existe no Universo, a existência de Deus apenas depende de Si mesmo. Não há qualquer fonte externa que exerça influência em o fato de Sua existência.


A afirmação de Deus em Ex 3.14 (EU SOU O QUE SOU) declara, pressupõe e evidencia o auspicioso fato de Sua Auto-Existência.


Isso quer dizer não somente que Ele sempre existiu, mas também que sempre existiu por Si mesmo. Ele possui a própria vida; Ele é vida (Sl 36.9; Is 41.4; Jo 5.26; At 17.24-25; Rm 11.25-26).


(B) - DEUS É ETERNO - Na Bíblia, a palavra ETERNIDADE é usada em três sentidos diferentes, como mostramos a seguir:


(1) - SENTIDO FIGURADO - Denota antiguidade ou duração muito prolongada - Gn 49:26; Dt 33:15; Sl 76:4; Hc 3:6);


(2) - SENTIDO LIMITADO–- Denota a existência de algo que teve princípio, mas não terá fim, como a dos anjos, das almas dos homens e do castigo dos ímpios - Gn 2:7; Ne 9:6; Jó 38:4, 7; Cl 1:16; Dn 12:2; 18:8; 25:41; Mc 3:29.


(3) - SENTIDO LITERAL–- Denota uma existência que não tem começo e nem fim, como a de Deus. O tempo tem passado, presente e futuro, mas não é assim com Deus, diante do qual o passado e o futuro se transformam no eterno presente, o agora. 


A eternidade de Deus significa que Ele é absolutamente infinito em relação ao tempo. 


Quando nos referimos a Deus, devemos estar seguros de que não existe a Seu respeito qualquer noção de princípio ou fim. Ele está livre de toda sucessão de tempo, e Ele é a causa do tempo. Ele sempre existiu e existirá para sempre. 


OU SEJA: Deus é de uma eternidade a outra. É duração sem princípio nem fim. É existência sem limites ou dimensões, sem passado ou futuro. Sua eternidade é juventude sem infância ou velhice; é vida sem nascimento ou morte; é hoje sem ontem ou amanhã.


(1) - Deus é eterno; Ele não se cansa - Gn 21:33; Dt 33:27; Sl 9:7; 92.8; Is 40:28


(2) - O Seu Trono é desde a eternidade - Sl 93.2


(3) - Ele é o Rei eterno - Jr 10.10


(4) - Ele é Deus de eternidade a eternidade - I Cr 29.10; Sl 90:2; Hc 1.12; 


(5) - Ele permanece para sempre - Sl 102.12


(6) - Os Seus anos não terão fim - Sl 102.27


(7) - Deus existe e vive para sempre (habita na eternidade) - Is 57.15


(8) - Ele é o Rei dos séculos - I Tm  1.17;


(9) - Deus possui a imortalidade - I Tm 6.16; Hb 1.12


(10) - Ele é o princípio e o fim - Apc 1.8


(11) - O domínio e o poder pertencem a Ele, antes dos séculos, agora, e para todo o sempre - Jd 25


ESSE ETERNO DEUS É O NOSSO DEUS!



VIII - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Eliseu começou bem o seu ministério profético e o encerrou também com excelência. Ele viveu todos os seus dias como servo do Senhor e, com certeza pode declarar como o apóstolo Paulo: - “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia...” – II Tm 4.7.


Que quando chegar o nosso dia, possamos também declarar estas mesmas palavras, para a glória e honra do nosso Deus. Amém. 




FONTES DE CONSULTA:

O Deus Vivo e Verdadeiro – CPAD – Geziel Gomes

Que É Deus? – CPAD – Severino Pedro da Silva

A Santa Trindade – CPAD – Eurico Bergstén

O Novo Comentário da Bíblia – Edições Vida Nova 

Bíblia de Estudo Vida

Comentário Bíblico NVI – F. F. Bruce

O Antigo Testamento Interpretado Versículo Por Versículo – Hagnos – R. N. Champlin