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10 de abr de 2012

2º TRIMESTRE DE 2012 - LIÇÃO Nº 03 - 15/02/2012 - "ÉFESO, A IGREJA DO AMOR ESQUECIDO"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 03 - DATA: 15/04/2012
TÍTULO: “ÉFESO, A IGREJA DO AMOR ESQUECIDO”
TEXTO ÁUREO – Apc 2.5
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Apc 2.1-7
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/


I – INTRODUÇÃO:

Por meio das cartas do Apocalipse, enviadas às sete igrejas da Ásia, podemos vislumbrar que não há igreja perfeita; que a perfeição só será alcançada no céu. No entanto, podemos também observar que Jesus não faz lisonjas: Ele menciona com franqueza tanto os pontos favoráveis, como os pontos fracos de cada igreja, oferecendo, ao mesmo tempo, o caminho a ser percorrido, bem como os meios necessários para que a igreja procure sempre melhorar, no Senhor.


II – CARTA À IGREJA DE ÉFESO:

Éfeso era o centro do paganismo. Uma das sete maravilhas do velho mundo estava ali - O Templo de Diana. Nele floresciam a prostituição, as bebedeiras e as orgias; os criminosos achavam asilo. Era um “céu” para o perverso. Com suas prostitutas, eunucos, dançarinas e cantores, era o esgoto da iniquidade. Mas, no meio dessa cidade, Deus plantou uma próspera Igreja. Deus sempre constrói Sua Igreja onde as circunstâncias parecem menos favoráveis. Esta é a graça de Deus.

(1) - O REMETENTE (Apc 2:1) - Obviamente, trata-se de Jesus Cristo. É o próprio Senhor ditando e elaborando a carta.

Jesus dirige a carta ao anjo (mensageiro) da Igreja. Refere-se ao que tem como ministério primordial levar a mensagem à congregação: O Pastor. Como Jesus se revela a este rebanho?

(A) - SEGURANDO SETE ESTRELAS - João declinou a identidade das sete estrelas: são os anjos das sete Igrejas (Apc 1:20).

Jesus segura-os em Sua mão direita - lugar de rigorosa responsabilidade, proteção fortíssima e utilidade estratégica. Em Sua destra, os líderes espirituais (pastor, ancião, missionário, professor da escola bíblica dominical) são cercados pelo cuidado de Cristo. São completamente controlados por Ele. Jesus os escolheu e usa-os como quer.

(B) - INSPECIONANDO AS IGREJAS - Jesus anda no meio dos sete castiçais. Como Senhor da Igreja, encontra-se entre os candeeiros. Esta inspeção o mantém intimamente envolvido com a vida de cada congregação: Anda pelos corredores, pelas salas de aula, senta-se no ministerio. Não há segredos para Ele. Jesus inspeciona, mede, avalia e observa a condição espiritual de cada rebanho.

Em Éfeso, Cristo mostra-se como Aquele que possui autoridade e controle absolutos sobre a Igreja e sua liderança; Ele mantém olhar vigilante sobre toda congregação.

(2) - AS FORÇAS - Éfeso era uma Igreja extraordinária! Não nos surpreende que Jesus iniciasse a carta elogiando-lhe os membros. Ao andar no meio dos Seus castiçais, o Senhor viu muitas qualidades pelas quais parabeniza-a (Apc 2:2-3).

No centro de suas virtudes, estava o ministério dinâmico. Era o trabalho pesado, constantemente servindo a Cristo. Não um museu para santos passivos, mas uma infantaria para trabalho ativo.

Cristandade não era um esporte para aqueles crentes. Eles não iam à Igreja para se entreterem. Estavam envolvidos ativamente no trabalho do ministério, com sacrifício, desinteressadamente, vindo, fazendo, dando, indo, labutando.

(3) - TRABALHO E PACIÊNCIA - Jesus disse: - “EU SEI AS TUAS OBRAS, E O TEU TRABALHO E A TUA PACIÊNCIA”.

TRABALHO significa que serviam a Cristo até a exaustão. Um suor santo corria de suas testas enquanto ministravam.

PACIÊNCIA ou PERSEVERANÇA significa que ministravam sob grande stress e pressão. Ao receber uma tarefa, levavam-na até o fim.

Eles eram motivados e ativos. Ensinavam a Bíblia. Ganhavam as almas. Ajudavam uns aos outros. Alimentavam aos pobres. Executavam o ministério por todos os lados, sem preguiça ou letargia. Esta qualidade é muito própria de Cristo (Mc 10:45).

(4) - RIGOROSO E ESTÁVEL - Esta Igreja não suportava o mal. Tinha alto padrão moral; não tolerava o pecado. Com zelo santo, banira a iniquidade violentamente. Moralidade era preto no branco, sem nenhuma área cinzenta.

Se algum de seus membros caía em pecado, confortava-o com amor, chamando-o ao arrependimento. Se não se arrependesse, a Igreja não permitia que o fermento se espalhasse. Como que operando um câncer mortal, eliminava o pecado onde quer que o encontrassem.

Éfeso não era um clube de campo. Não pareciam santos no domingo, agindo como ímpios na segunda-feira. Eram santos sempre.

Jesus parabenizou-os. Quando os itinerantes vinham a Éfeso, sua doutrina era colocada à prova antes que subissem ao púlpito. Os efésios tinham conhecimentos sólidos da doutrina; eram teologicamente notáveis. Erros doutrinários não eram tolerados. Para eles, as coisas tinham de ser: sim, sim; não, não. Podiam sentir a heresia à milhas de distância. Tão logo divisavam as heresias, os alarmes eram soados.

Com quarenta anos de experiência, a Igreja em Éfeso dispunha de excelentes ensinadores. Fundada pelo apóstolo Paulo (At 18:19-21), os crentes foram disciplinados por Áquila (At 18:26), doutrinados por Apolo (At 18:24-25), pastoreados por Timóteo (I Tm 1:3) e instruídos por João.

Direta ou indiretamente, tinham sido os beneficiários de oito livros do Novo Testamento: João, Efésios, I e II Timóteo, I, II e III João e Apocalipse.

Paulo estava em Éfeso quando escreveu I Coríntios.

Era a cidadela da ortodoxia. O baluarte da verdade. A fortaleza da fé. Tudo isso é importante. O vigor de um ministério encontra-se em sua pureza doutrinária. Como os alicerces de uma casa, a correção teológica proporciona estabilidade, força e longevidade.

Vivemos dias onde as Igrejas são construídas sobre desinformações teológicas. Temos nos divorciado da rainha das ciências - a Teologia - por termos um caso com as ciências comportamentais: psicologia e sociologia. Sacrificamos a pureza doutrinária no altar de tolerância teológica. Que Deus tenha misericórdia de nós.

(5) - FIRME E FORTE - Apc 2:3 - Não obstante a oposição constante a Cristo, esta Igreja permaneceu como sólida rocha. Seus crentes não recuaram em sua missão. Enquanto vivessem no esgoto do paganismo, cuidaram com tenacidade de seu testemunho cristão. Mesmo atacados por suas convicções, não recuaram. Suportavam tudo em nome de Jesus. Serviam pela glória do Senhor, não por sua própria reputação. Esta é uma Igreja dinâmica.

Precisamos de congregações como esta. Rigorosa. Perseverante. Precisa. Sadia. Estável. E forte. Tinha substância. Eles tinham suprimento para todos. Seus ministros eram copiosos. O local era farto! O que poderia estar errado numa Igreja como esta? Muita coisa. ELES TINHAM TUDO, EXCETO O PRINCIPAL.


III - O PECADO DA IGREJA DE ÉFESO:

Apc 2.4 - Abruptamente, Jesus muda de tom. O Mestre coloca Seu dedo na ferida da Igreja. Ele aponta a falha fatal, tão sério que colocava em perigo a existência da própria Igreja.

Esta repreensão: “TENHO, PORÉM, CONTRA TI”, causa calafrios. Dói quando alguém tem algo contra nós. E quando se trata de Jesus?

Éfeso havia deixado o primeiro amor. Entre os seus muitos ministros, todos tenazes e fiéis, o amor por Cristo tinha se esfriado. Quanto mais ocupados, mais se afastavam da devoção a Cristo.

O gotejamento foi a causa do declínio de Éfeso. Seu amor devotado por Cristo esfriara. Seu ministério fizera-se mecânico. O relacionamento, rotineiro. Eles ainda vinham à Igreja. Ainda serviam. Sua fé era ainda verdadeira. Mas seus corações não iam além disto. Tinham muitas atividades por Cristo, mas pouca intimidade com Ele. Suas cabeças estavam cheias, os pés, ocupados; mas seus corações já estavam vazios.

Os que têm deixado o primeiro amor são:

(A) – Os que servem a Deus só exteriormente – Jo 4.20-24;

(B) – Os que não mais sentem temor de pecar, considerando as coisas insignificantes, sempre com um “não faz mal” – Ml 1.8-9;

(C) – Os que nada sentem, ao se ausentarem dos cultos – Hb 10.25;

(D) – Os que voltam para companhia dos “amigos” de outrora – I Cor 15.33-34;

(E) – Os que não oram em secreto e se descuidam dos cultos domésticos – Js 24.15; Is 55.6;

(F) – Os que não se esforçam por levar o próximo a Cristo – I Cor 9.16-17; II Tm 5.2;

(G) – Os que não se sacrificam em prol da causa de Cristo – Rm 12.1;

(H) – Os que rejeitam o Senhor, por serem semelhantes aos companheiros do mundo – I Sm 8.7


Precisamos amar Jesus com todo o nosso coração, alma e força. O amor por Cristo precisa preencher todas as lacunas de nosso ser. Sem amor por Ele, somos apenas um metal que soa, um sino que tine (I Cor 13:1). Nossos corações precisam pulsar com um estonteante e vibrante amor por Cristo. Caso contrário, nada seremos.


IV - A SOLUÇÃO PARA A IGREJA DE ÉFESO:

Apc 2.5-6 - Agora, o amoroso Jesus pleiteia com a Igreja de Éfeso. De braços abertos, prescreve os passos que levam de volta à lua-de-mel. Eis como poderemos nos achegar a Ele novamente. Como reconquistar nossa paixão por Cristo:

(A) - PRIMEIRO PASSO: LEMBRAR - Noutras palavras: lembre-se de quando aceitou a Jesus. Reviva aquele sentimento inicial, quando você realmente amava a Jesus. Sempre que abria a Palavra, Deus lhe dizia algo. Ao orar, o céu se abria. Por onde quer que fosse, sentia necessidade de falar às pessoas sobre Ele. Onde houvesse necessidade, você ministrava em nome de Jesus. Cristo lhe havia feito tanto, que não lhe restava outra alternativa senão servi-Lo. É assim que o reavivamento começa: lembranças!

(B) - SEGUNDO PASSO: ARREPENDER-SE - Arrependimento significa mudar a direção da vida. É uma mudança de coração, mente e vontade. Significa voltar às coisas como eram antes. É uma volta a Cristo.

Qualquer coisa que amemos mais do que a Cristo, é nosso novo primeiro amor. Pode ser nosso trabalho, um relacionamento, curso, casa ou família. Seja o que for, é qualquer coisa, ou pessoa, que tem nos estimulado mais do que Cristo.

Arrependamo-nos! Mudemos nossa vida! Tomemos nova direção. Ajoelhemo-nos e confessemos nossa apatia espiritual. Voltemos o coração a Jesus - Tg 4:8

(C) - TERCEIRO PASSO: REPETIR - Os efésios são instruídos a repetir as primeiras atividades espirituais. Noutras palavras: VOLTEM ÀS BASES. O que são estas primeiras obras, Jesus não as especifica. Mas podemos descobri-las através de outras escrituras do Novo Testamento.

As primeiras obras eram aquelas praticadas quando da aceitação da fé. Após a pregação de Pedro, no Pentecostes, três mil almas foram convertidas e batizadas, tornando-se membros da Igreja. E já perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações (At 2:42). Estas são as primeiras obras: o ensino, o companheirismo, o louvor e a oração.

Sua base diária eram as verdades doutrinárias ensinadas pelos apóstolos. A verdade bíblica é essencial à saúde espiritual. É a palavra de Deus que estimula nossos corações a amar a Cristo. A Palavra inflama a paixão por Cristo (Lc 24:32)

Eles mantinham a comunhão. Estavam continuamente encorajando uns aos outros. Suportavam-se e confortavam-se mutuamente. Juntos partiam o pão. A Igreja primitiva adorava a Cristo regularmente, participando da Santa Ceia do Senhor. A comunhão com o Cristo vivo mantinha acesa a lâmpada de seus corações. A mesa do Senhor cultiva a reverência, pureza, gratidão e antecipa a volta de Cristo.

A Igreja primitiva passava muito tempo sobre os joelhos. Ajoelhar na presença de Deus era tão necessário quanto respirar. Gozavam de íntima comunhão com Ele. Sete dias sem orar enfraquece o crente. A oração personaliza o estudo bíblico, transforma a verdade de Deus em devoção pessoal a Cristo. Ela mantém-nos fervorosos em nosso primeiro amor.

Se os efésios não dessem estes passos em direção a Cristo, este seria o veredicto: A TI VIREI E TIRAREI DO SEU LUGAR O TEU CASTIÇAL, SE NÃO TE ARREPENDERES. Ou seja, SE VOCÊS PERDEREM O PRIMEIRO AMOR POR MIM, CONSEQÜENTEMENTE, PERDERÃO O CASTIÇAL. Isto é sério! Ficariam sem amor, sem luz. Esta ainda não é a segunda vinda de Cristo. É uma visitação especial para juízo e disciplina. Se não voltassem ao primeiro amor, Jesus lhes tiraria a luz. Isto inclui a perda do testemunho.

(D) - QUARTO PASSO: PERMANECER - Apc 2:6 - Jesus conclui, instruindo-os a continuar a batalha contra o pecado. Que a verdade prevaleça, que haja resistência aos falsos doutrinadores.

Quão sensível é o coração de Jesus em relação a Sua Igreja! Ele não a diminui. Conclui a carta com a frase ABORRECEIS AS OBRAS DOS NICOLAÍTAS, AS QUAIS EU TAMBÉM ABORREÇO. Essencialmente, Jesus está dizendo: ESTAMOS NO MESMO BATALHÃO. NÃO SOMOS DIFERENTES. AMBOS DETESTAMOS AS OBRAS DOS NICOLAÍTAS. PERMANEÇAM ASSIM!

O que são as obras dos nicolaítas? Eram mestres itinerantes que ensinavam a antinomia - uma perigosa heresia que encorajava à libertinagem. Ensinavam que o cristão podia viver da maneira que bem entendesse, pois a graça cobre todas as coisas. Não há consequencia para o pecado.


V - O ALERTA À IGREJA DE ÉFESO:

Apc 2:7a - Aqui, Jesus faz um alerta a todas as Igrejas - note o plural. Este alerta é para todas as Igrejas em todos os tempos. É para todos os crentes de todas as Igrejas e em todos os tempos.

O alerta é para que seja dada atenção especial ao que Jesus acaba de dizer pelo Espírito Santo. Convida-nos a ouvir cuidadosamente e a considerar decisivamente a mensagem. Estas verdades são de grande importância.

Há muitas Igrejas como a de Éfeso. São conhecidas pelo zelo doutrinário, cultos fervorosos, pureza e segurança quanto à verdade. Mas tal fervor é frequentemente acompanhado pela perda do primeiro amor. Tão frequente que resulta em aumento de atividades e diminuição do amor a Cristo.


VI - A PROMESSA PARA A IGREJA DE ÉFESO:

Apc 2:7b - Especificamente, esta promessa é endereçada ao vencedor. Todo verdadeiro cristão é vencedor (I Jo 5:5). Todos que receberam a Cristo compartilham de Sua vitória sobre o pecado, Satanás e a morte.

Todos os verdadeiros crentes vencerão em virtude do ministério perseverante do Espírito Santo (Fp 1:6)

O que reconquistar o primeiro amor, comerá da árvore da vida.

Quando Adão pecou, foi expulso do Éden. Sob julgamento de Deus, ficou proibido de comer da árvore da vida. Na verdade, foi um ato de misericórdia da parte de Deus. Se Adão tomasse da árvore da vida, viveria eternamente em pecado (Gn 3:22). Mas quando o pecado for totalmente removido, readquiriremos tal direito.

Em Cristo, o acesso à árvore da vida é recobrado. Em Gênesis, o Paraíso é perdido. No Apocalipse, recuperado. Assim sendo, a árvore da vida torna-se o suporte para a história da redenção revelada nas Escrituras. Satisfação, força e salvação pertencem ao vencedor.


VIII – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

O Senhor nunca rogou a um povo, como roga às Igrejas a que dêem ouvidos às palavras de cada carta. Nenhum mandamento das Escrituras é repetido mais vezes do que: - “QUEM TEM OUVIDOS, OUÇA O QUE O ESPÍRITO DIZ ÀS IGREJAS”.


FONTES DE CONSULTA:

Alerta Final - CPAD - Steven J. Lawson

O Futuro Glorioso do Planeta Terra – Editora Betânia – Arthur E. Bloomfield

Estudos Sobre o Apocalipse – CPAD – Armando Chaves Cohen