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13 de mai de 2016

2º TRIMESTRE DE 2016 - LIÇÃO Nº 07 - 15/05/2016 - "A VIDA SEGUNDO O ESPÍRITO"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 07 - DATA 15/05/2016
TÍTULO: “A VIDA SEGUNDO O ESPÍRITO”
TEXTO ÁUREO – Rm 8.16
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Rm 8.1-17

PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO






I – INTRODUÇÃO:



O conflito que se mostra no final do capítulo 7 é entre a nossa mente e nossa carne, enquanto no princípio do capítulo 8 o conflito é entre o Espírito Santo e a carne. É o mesmo conflito, porém visto de ângulo diferente, gerando outro resultado.




II - LIVRAMENTO DO PECADO E MORTE PELA ATIVIDADE DO PAI, DO FILHO E DO ESPÍRITO:



Leiamos Rm 8:1-4 e observemos:



Rm 8.1 - Uma vez que a libertação vem por meio de Jesus Cristo nenhuma condenação (que envolva castigo ou destino eterno) há para os que estão em Cristo Jesus.



Aqueles que estão em Cristo não são condenados, porque Cristo foi condenado em lugar deles. Não haverá nenhum castigo para eles, porque Cristo levou esse castigo.



Rm 8.2 - Porque a lei, isto é, o Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei, isto é, do pecado e da morte.



Tanto o Espírito como o pecado e a morte são chamados de lei por causa da constância de sua influência e ação.



Rm 8.3 - A Lei aqui refere-se à Lei Mosaica, e o leitor vê que Deus fez o que a Lei não podia fazer.

A Lei estava face a face com uma impossibilidade. Ela receitava um tipo de vida aos homens que estavam na carne, o qual não eram capazes de seguir. Legalistamente, deviam aparentar que o faziam, mas jamais conseguiriam preencher os termos de tudo o que Deus exigia. Deus enviou o Seu Filho em semelhança de carne pecaminosa.



A palavra semelhança é importante, pois significa que Cristo veio em carne como a nossa, e foi um homem real, mas não pecador. Esta é a diferença entre Cristo e aqueles que Ele veio salvar: Ele estava livre do pecado tanto pela natureza, quanto pela sua ação.



Deus condenou o pecado na carne. O contexto favorece a tradução na sua carne, mas ela pode ser traduzida na carne. Aqui a palavra carne refere-se à verdadeira humanidade de Cristo.



Rm 8.4 - Neste versículo carne refere-se aos homens que estão vivendo sob o controle do pecado.



O pecado como força rebelde contra Deus foi condenado na carne de Cristo. Deus pronunciou a condenação do pecado na carne de Cristo a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós que não andamos (vivemos) segundo a carne, mas segundo o Espírito.




A palavra traduzida para preceito está no singular. Significa toda a justiça de Deus. Deus resolveu a questão do pecado na morte do seu Filho, para que os que estão em Cristo, pudessem entender a completa justiça de Deus conforme expressa na Lei. Aqueles que percebem este propósito de Deus vivem de acordo com o Espírito, não de acordo com a carne.




III - A DISPOSIÇÃO DA CARNE VERSUS A DO ESPÍRITO:



Vamos ler Rm 8:5-13 e analisarmos.




Rm 8.5 - Em 8:4 o quadro é daqueles que vivem segundo a carne ou o Espírito. Aqui o destaque foi dado àqueles que estão de acordo com a carne ou o Espírito. Num grupo estão aqueles que se ocupara com todos os particulares de uma vida pecadora. No outro grupo estão aqueles que se ocupam com tudo o que pertence à vida sob a direção e o poder do Espírito.



Rm 8.6 - Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz. A carne – o princípio de rebeldia dentro do homem – produz um certo padrão e modo de pensar. Do mesmo modo, o Espírito Santo também produz um certo padrão e modo de pensar. A tradução, pendor, destaca a direção e o ponto de vista da mente.



Morte espiritual equivale à inclinação da carne. Vida e paz equivale à inclinação do Espírito.



Rm 8.7,8 - A inclinação da carne é hostil a Deus, não querendo se sujeitar à Sua lei. Pessoas com tal natureza não podem agradar a Deus.



Rm 8.9-11 - O apóstolo mostra o que faz a diferença entre aqueles que estão na carne e os que estão no Espírito.



Seus leitores estão "no Espírito". Ele presume que o Espírito de Deus habita neles. O “se” dá uma falsa impressão. Na verdade, o escritor não deixa dúvidas na sua declaração. Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo. Aqueles que pertencem a Cristo têm o Espírito Santo.



O fato do Espírito ser chamado de Espírito de Deus e depois Espírito de Cristo, mostra que o Pai e o Filho estão relacionados com o Espírito da mesma forma.



Rm 8.10 - Além de se dizer que o Espírito habita nos crentes, Cristo também está neles.



Para o crente, ter o Espírito de Cristo dentro de si, é ter o próprio Cristo (cons. Rm 8:16, 17). Paulo fala da realidade de Deus na vida de um cristão.



Embora cheio de Deus sob este aspecto, ele diz, o corpo na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito é vida por causa da justiça. Aqui o termo corpo significa o homem sob o controle do pecado – a idéia comumente expressa em "carne". O falso ego está morto ou inútil por causa do pecado. Este ego não pode produzir algo para Deus. Mas o espírito – o verdadeiro ego – está vivo por causa da justiça que Deus concede. É claro que não existem dois egos separados. Quando o ego se torna falso, age de acordo com a carne. Quando o ego é verdadeiro, age de acordo com o Espírito.



Rm 8.11 - A presença do Espírito de Deus nos crentes garante que Deus, que ressuscitou Cristo dos mortos, revivificará os corpos mortais crentes por meio do seu Espírito que . . . habita neles.



O papel do Espírito Santo na ressurreição dos crentes é um tema que tem sido negligenciado. Um corpo mortal é um corpo sujeito à morte. Um corpo revivificado pelo Espírito Santo torna-se imortal. A transição da mortalidade para a imortalidade é obra do Espírito.



Rm 8.12 - Os crentes estão no Espírito, e o Espírito habita neles. Através dEle receberão corpos glorificados. Estes fatos levará a uma certa conclusão. Assim, pois, irmãos, somos devedores, não à carne como se constrangidos a viver segundo a carne.



Rm 8.13 - Presumindo que estão vivendo de acordo com a carne, Paulo diz aos seus leitores que vão morrer. Esta é uma morte espiritual. Mas presumindo que pelo Espírito condenam à morte os feitos maus do corpo, viverão - cons. Cl. 3:9.



Os dois "ses" em 8:13 presumem a realidade da coisa declarada. As conclusões seguem-se logicamente. Sua solenidade corresponde à seriedade da ação nas cláusulas com os "ses". Uma vez que a morte espiritual aqui foi encarada como o clímax – o banimento final da presença de Deus – a vida, à que se refere, deve ser a vida glorificada que está à espera do crente.




IV - ORIENTAÇÃO E TESTEMUNHO DO ESPÍRITO:



Ler  Rm 8:14-17:



Rm 8.14 - Filhos de Deus são definidos como aqueles que são guiados pelo Espírito de Deus. O Espírito lidera. O verbo está no tempo presente e na voz passiva - todos os que são guiados.



Rm 8.15 - As frases, espírito de escravidão e espírito de adoção são paralelas. Uma tradução melhor seria: O estado de espírito que pertence à escravidão e o estado de espírito que pertence à adoção. O resultado do primeiro é o medo; o resultado do outro é a capacidade de orar e dirigir-se a Deus como Pai.



A palavra Aba é um termo aramaico colocado em letras gregas e transliterado para o português. Significa "Pai".



Rm 8.16 - O Espírito Santo dá testemunho com o nosso espírito de que somos filhos de Deus. Isto significa na verdade que o Espírito dá testemunho com nosso ego (veja I Co. 16:18; Gl. 6:18; Fp. 4:23). Este testemunho relaciona-se a cada aspecto de nossa personalidade, que participa da estrutura de nosso ego. O testemunho do Espírito é para a pessoa.



Rm 8.17 - Observa-se que os crentes são herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo. Somos herdeiros de tudo que Deus tem para nos oferecer, o que significa que somos co-herdeiros em Cristo, a quem o Pai entregou todas as coisas. Mas, para sermos co-herdeiros com Cristo, significa que temos também de participar dos sofrimentos de Cristo. O tempo está no presente: se com ele sofremos. O sofrimento é o papel que Deus deu a Cristo para desempenhar (Lc. 24:26, 46; Atos 17:3; 26:23; Hb. 2:9, 10). É também uma experiência que Deus tem ordenado aos crentes em Cristo (Mt. 10:38; 16:24; 20:22; I Ts. 3:3; lI Ts. 1:4, 5; lI Co. 1:5; Cl. 1:24; II Tm. 3:12; I Pe. 1:6; 4:12). Aqueles que são participantes com Cristo no sofrimento, também serão participantes da sua herança na glória: A experiência do sofrimento precede a experiência da glória.




V – CONSIDERAÇÕES FINAIS:



Enquanto fazemos morrer as obras do corpo, viveremos (Rm 8:13); enquanto pomos nossos olhos nas coisas do Espírito, encontramos vida e paz (Rm 8:6).