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30 de out de 2015

4º TRIMESTRE DE 2015 - LIÇÃO DE Nº 05 - 01/11/2015 - CAIM ERA DO MALIGNO

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL 
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 05 - DATA: 01/11/2015
TÍTULO: “CAIM ERA DO MALIGNO"
TEXTO ÁUREO – I Jo 3.11-12
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Gn 4.1-10

PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO








I- INTRODUÇÃO:

Os capítulos 4 e 5 de Gênesis são narrativas históricas. Moisés, seu autor, procurou desenvolver a história da humanidade, a partir de Adão e Eva, com uma descrição didática. Por este motivo, não apareceu todos os filhos do primeiro casal. São destacados apenas os nomes especiais, entre os quais, registramos alguns, ligados às duas linhagens: a de Caim e a de Sete. Por meio destes dois personagens bíblicos, veremos que num mundo corrompido de maldade e violência, a linhagem do pecado está fadada ao juízo final; mas a do bem está destinada à felicidade eterna.




II -O PECADO E A MALDIÇÃO DE CAIM:



(1) - O primeiro crime no mundo - Gn 4.3-8 - Os dois primeiros versículos deste capítulo trazem a narrativa breve do nascimento dos dois primeiros filhos de Adão e Eva, os quais se chamaram Caim e Abel.


Caim e Abel aprenderam, desde cedo, a expiar suas culpas diante de Deus e oferecer ofertas de gratidão ao Senhor, por estarem vivos (Gn 4.3.4). O primeiro ofertava o fruto da lavoura do campo, do qual tirava para a sua subsistência. O segundo não deixava por menos, ao apresentar ao Senhor o primogênito de suas ovelhas. Mas Deus atentou mais para a oferta do mais novo. A primeira vista, parece-nos injusta a atitude divina, mas o Senhor é quem conhece e perscruta o interior das pessoas que se chegam a Ele. Abel tinha um" coração sincero e voluntário, para servir a Deus, mas Caim, ao oferecer sua oferta do campo, não tinha uma atitude sincera e fazia isto, por um ato meramente legalista, isto é, para obedecer aos seus pais. Encheu-se de ciúme e inveja contra seu irmão, e usou ainda da traição, para matá-lo sem compaixão. Ele se tornou o primeiro homicida da Terra (Gn 4.7).


(2) - Uma oferta rejeitada - Gn 4.3.5 - Deus rejeitou a oferta de Caim, porque percebeu que o coração deste filho de Adão não era verdadeiro e o seu presente tinha mais um caráter material. Seu culto tornou-se legalista, cheio de obras mortas; infrutífero, sem valor espiritual. Enquanto que a oferta de Abel foi aceita, não por ser um produto mais aceitável que o da lavoura, mas porque o segundo filho de Eva linha uniu atitude voluntária e gratificante diante do Criador. Seu coração era sincero; seu culto, verdadeiro (Hb 11.4). O que oferecemos ao Senhor, hoje? Nossas ofertas demonstram nossa atitude real de nossos corações? (Sl 51.17) 



(3) - Uma maldição inevitável - Gn 4.9-12) - O poder do pecado dominou o coração de Caim, que se tornou maligno. Sob o domínio de um profundo ódio contra eu irmão Abel, sem que o mesmo tivesse feito qualquer coisa que justificasse sua raiva, ele usou de engodo, ao convidá-lo a ir ao campo, para depois atacá-lo e matá-lo (Gn 4.8). O fato detê-lo levado,indica que o crime fora premeditado, para escapar dos olhos de seus pais e, deste modo, evitar testemunhas contra o seu pecado. 



Caim procurou fugir da responsabilidade de seu crime, como muita gente faz hoje, por não querer assumir seus próprios pecados.


No texto de Gn 4.11-12, Deus expressa sua rejeição e a inevitável maldição, ao dizer-lhe: - "E agora maldito és desde a terra, que abriu a sua boca para receber das tuas mãos o sangue do teu irmão".



(4) - Caim se casa e constrói uma cidade - Gn 4.17 - Depois da maldição de Deus sobre Caim, para que fosse um peregrino na terra (Gn 4.16), ele saiu do convívio que tinha e procurou isolar-se enquanto pode. Mas todas as regiões ja eram habitadas pelos filhos e filhas de Adão (Gn 5.4-5). Em seu caminho errante, ele encontrou uma mulher e casou-se. Daí a impertinente pergunta de muitos crentes neófitos: - "Com quem causou Caim?" ou "Quem era a mulher de Caim? De onde ela surgiu?". 



Ora, não é preciso criar uma polêmica em torno deste assunto, visto que a resposta é facilmente encontrada no contexto histórico e genealógico de Caim. Se o texto diz que ele construiu uma cidade era porque já havia muita gente naquele lugar. 




III - A LINHAGEM MÁ DE CAIM:



(1) - Lameque - (Gn 4.18-24 - No hebraico, este nome significa "VIGOROSO". Na descendência de Caim, ele constitui a quinta geração e foi pai de muitos filhos, em cuja posteridade destacaram-se agricultores, e os que trabalhavam com metais e instrumentos musicais. 



Lameque se tornou o primeiro homem bígamo, pois tomou para si duas mulheres. É o tipo de casamento que Deus nunca legitimou nem autorizou.


(2) - Jabal - Dos filhos de Lameque,Jabal ficou conhecido como pai dos construtores de tendas e criadores de gato - Gn 4.20.





(3) - Jubal - Este, irmão de Jabal, destacou-se como o inventor de instrumentos musicais. Por isso, ficou conhecido como "o pai dos músicos (Gn 4.21). Sem dúvida, muito contribuiu para a cultura mais bela da humanidade.




(4) - Tubal-Caim - Gn 4.22 - Filho de Lameque e sua mulher Zila. Há um aspecto positivo, que deve ser considerado nesta descendência cainita. Nem tudo o que faziam era mau ou ruim. No caso de Tubal-Caim, ele foi o iniciador da metalurgia, ao descobrir e trabalhar com metais.




(5) - Naamá - No texto de Gn 4.22, há uma referência especial a esta mulher, filha de Lameque.



"NAAMAH", no hebraico, significa "A BELA", "A GRACIOSA". Ela é irmã de Tubal-Caim e é citada de modo especial, no capítulo 4 de Gênesis, pois não se mencionam nomes de mulheres das genealogias antigas. Esta citação não vem como um elogio, mas como denúncia do começo da prostituição no meio da humanidade. 




IV - A LINHAGEM PIEDOSA DE SETE:





(1) - Como surgiu a linhagem de Sete - Gn 4.25 - Há uma expressão bem comum na Bíblia, quando ela fala da formação de famílias ou geração de filhos, que: - "e... conheceu sua mulher". Este tipo de linguagem tem um sentido mais amplo do que o simples relato de um contato íntimo, pois conhecer, no ato conjugal, significa muito mais que uma simples relação sexual. 




(2) - A nova linhagem genealógica de Sete. Com o nascimento de Sete nasce, também, uma nova esperança.




(3) - Alguns nomes em destaque da linhagem de Sete:




(3.1) - ENOS - Gn 4.26; 5.6,11-. Do hebraico "ENOSH", sugere "o homem em sua fragilidade", pois, até então, na linhagem de Caim, foram a arrogância e rebeldia contra Deus que prevaleceram.




(3.2) - MAALALEL - Gn 5.12 - Filho de Cainã, da linhagem de Sete, e cabeça da quarta geração de Adão (Gn 5.12-17; l Cr 1.2; Lc 3.37). O seu nome, no hebraico, significa "LOUVOR DE DEUS". Percebe-se que a descendência piedosa não estagnou no tempo, mas continuou a adorar ao Senhor, até os dias de Noé.




(3.3) - ENOQUE - Gn 5.18,21-24 - Desde Adão até Noé, apenas dois nomes se destacaram como homens tementes ao Senhor: Enoque e Noé. O primeiro andou com Deus 300 anos (Gn 5.22,23), após gerar Matusalém, o ser humano que mais viveu sobre a face da Terra: 965anos. 



"ENOQUE" significa: "instruir", "iniciar", "dedicar". 




(3.4) - NOÉ - Gn 5.28,29 - Aparece, no capítulo 5 de Gênesis, um outro Lameque, que nada tem a ver com o da linhagem de Caim. Foi ele quem gerou, dentro da descendência de Sete, a Noé, cujo nome, no hebraico, significa: "aquele que consola", ou , "consolador".





V - CONSIDERAÇÕES FINAIS:




Nesta lição, além dos aspectos históricos que aprendemos, descobrimos que, em um mundo corrompido e pecador, Deus tem uma linhagem especial que preserva o Seu nome, a Igreja de Jesus Cristo.




FONTE DE PESQUISA E CONSULTA:


Lições Bíblicas CPAD - 4º TRIMESTRE DE 1995 - COMENTARISTA: ELIENAI CABRAL.

24 de out de 2015

4º TRIMESTRE DE 2015 - LIÇÃO Nº 04 - 25.10.2015 - "A QUEDA DA RAÇA HUMANA"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 04 - DATA: 25/10/2015
TÍTULO: “A QUEDA DA RAÇA HUNANA"
TEXTO ÁUREO – Rm 5.12
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Rm 5.12-19

PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO









I - INTRODUÇÃO:




O homem não foi criado para o pecado, mas este entrou no mundo pela própria escolha o ser humano, de modo livre, consciente e voluntário.




II - A PROPENSÃO PARA O PECADO:



(1) - Como ser racional, o homem em seu estado de inocência, desconhecia o pecado. A possibilidade parra o pecado surgiu com a tentação. De fato, ele não havia ainda desenvolvido o seu caráter moral. Esta propensão para a transgressão não significa que o homem, inevitavelmente, estivesse destinado a pecar. Esta tendência baseava-se unicamente em seu livre arbítrio, Ele poderia, conscientemente, manter-se fiel aos limites do conhecimento que o Criador lhe deu, ou então rebelar-se contra esta lei, e partir para o outro lado.



(2) - O teste da tentação de Adão - Gn 2.9, 16-17:



(2.1) - Surge o agente da tentação - Gn 3.1 - O teste moral de Adão e Eva começou, por permissão de Deus, com uma criatura feita pelo Criador, mas que, por rebelião, tornou-se o maior opositor do Senhor e de toda a Sua obra. Este ser foi criado como espírito dependente do Criador, como os demais membros do mundo angelical. Esta criatura é satanás ou diabo, que não é igual a Deus, mas surge diante de Adão e Eva, incorporado em inocente serpente que estava no jardim plantado por Deus.



(2.2) - A trama satânica para engodar a Adão e Eva - Satanás sabia que não seria tão fácil convencer o casal a desobedecer a Deus. Ele investiu então, sobre a mulher, porque entendia que ela, como um ser mais frágil que o homem, facilmente cederia às suas provocações.




III - A QUEDA DO HOMEM ATRAVÉS DO PECADO:




(1) - O relato bíblico da queda do homem - Gn 3.1-12 - A queda de Adão e Eva é apresentada, literalmente, na Bíblia, de modo explícito. Não foi um relato teórico ou figurativo, mas um histórico da queda humana. Por isso entendemos que o pecado dos nossos primeiros pais foi um ato voluntário de sua própria vontade e determinação. É claro que a tentação veio de fora, da parte da satanás, que os instigou a desobedecer as ordens de Deus. Concluímos, pois, que a essência do primeiro pecado está na desobediência do homem à vontade  divina e na realização de sua própria vontade. O seu pecado foi uma transgressão deliberada ao limite que Deus lhes havia colocado.



(2) - O pecado afetou a vida espiritual do homem - Rm 6.23 - Adão não morreu no mesmo dia que pecou, mas perdeu, pelo seu pecado, a possibilidade de viver. Porém, a afetação maior foi a perda da imagem de Deus em sua vida. Isto implicou, essencialmente, no rompimento da comunhão imediata e plena com o Criador, e causou-lhe a morte espiritual, no momento exato em que pecou.   



(3) - Somos herdeiros da corrupção moral de Adão - Rm 5.12 - Vários textos bíblicos indicam este fato, mas destacaremos apenas o que Paulo escreveu - Rm 5.17.




V - O LEVANTAMENTO DA QUEDA:




(1) - A consciência de uma percepção desejada - Gn 3.6-7 - Depois que o tentador conseguiu convencê-la a desejar o fruto proibido, Eva não hesitou em pegar, comer e oferecer ao seu marido. Neste momento, abriram-se os olhos de ambos. Mas o que viram foi muito diferente daquilo que satanás havia dito que contemplariam - Gn 3.7



(2) - A expectativa de um juízo inevitável - Gn 3.8-13 - A queda foi precedida por momentos em que a imaginação e os seus sentidos  foram completamente dominados pelo engano do tentador. Isto nos ensina que a história de todas as tentações é a mesma: O objeto exterior de atração, a comoção interior da mente, o aumento e o triunfo do desejo apaixonado; terminam na degradação, escravidão, e ruína da alma - Tt 1.15; I Jo 2.16.



(2.1) - A voz de Deus - Gn 3.8 - Diz a Bíblia que os dois ouviram a voz de Deus.



(2.2) - A resposta do homem à voz de Deus - Gn 3.10 - O texto declara que Adão saiu do seu esconderijo, envergonhado e confessou: - "Tive medo e me escondi". Esta sensação de culpa o fez fugir de Deus. Apesar de confessar a razão de sua fuga, não foi capaz, nem ele, nem sua mulher, de assumir, individualmente, o seu pecado.



(3) - A promessa de um juízo redentivo - Gn 3.14-24:



(A) - Três juízos distintos: sobre o homem, a mulher e a serpente.



Primeiro, no juízo sobre a serpente, Deus não discutiu, nem dialogou com a mesma. Pela primeira vez encontramos o termos hebraico "ARUR" na Bíblia, que significa "MALDITO", e traz o peso de uma sentença jurídica, pois a serpente foi declarada culpada, sem opção de justificação.



Segundo, há um juízo sobre a mulher (Gn 3.16). Nesta escritura, Deus predisse que Eva seria sujeita ao homem. Não seria mais a parceira na administração da Terra. Seria dominada pelo marido e toda a sua vontade estaria subjugada a ele. Seus filhos seriam gerados com dores de parto.



Terceiro, o juízo aparece contra o homem - Gn 3.17-19). Ele perderia as regalias e delícias do Jardim do Éden, pois os dois foram expulsos daquele local. A sua subsistência ele extrairia com o suor do seu rosto, exigindo-lhe muito esforço físico.



(B) - A promessa de um juízo redentivo - Gn 3.25 - Nesta escritura se encontra a primeira e mais gloriosa promessa de redenção, de soerguimento do homem da condenação. Ao invés de lançar apenas juízos inclementes e condenatórios sobre o casal, Deus, o Justo Juiz, pois a Sua justiça é perfeita e misericordiosa, abriu um espaço para a redenção.




VI - CONSIDERAÇÕES FINAIS:




A queda de Adão e Eva trouxe drásticas consequências físicas, psíquicas e espirituais aos seus descendentes Esta é a razão de nos depararmos com tantas pessoas deficientes e desajustadas. Entretanto, o Evangelho de Cristo tem o poder de nos curar de todas estas enfermidades, pois com esta lição aprendemos que há uma esperança para todo pecados, em Cristo Jesus.



FONTE DE PESQUISA E CONSULTA:


Lições Bíblicas CPAD - 4º Trimestre de 1995 - Comentarista: Pastor Elienai Cabral.

17 de out de 2015

4º TRIMESTRE DE 2015 - LIÇÃO Nº 03 - 18.10.2015 - "E DEUS OS CRIOU HOMEM E MULHER"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 03 - DATA: 18/10/2015
TÍTULO: “E DEUS OS CRIOU HOMEM E MULHER"
TEXTO ÁUREO – At 17.26
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gn 2.7, 18-24

PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO








I - INTRODUÇÃO:



Têm surgido as mais variadas teorias acerca da origem do homem. De um modo geral, elas não conseguem anular a ligação do ser huma­no com a Terra. Entretanto, a única fonte realmente autorizada, acerca da origem da humanidade, é a Bíblia Sagrada. Os dois primeiros capítu­los de Gênesis nos oferecem, de modo plausível e coerente, a verda­deira história das origens, inclusive a do homem.




II - OS DOIS RELATOS BÍBLICOS DA CRIAÇÃO DO HOMEM:



1. O primeiro relato sobre a criação do homem. Encontra-se em Gênesis 1.26,27. Neste texto, está declarada a ordem criativa da Trin­dade, quando diz: "Façamos o ho­mem". A despeito da importância teológica que se dá ao "façamos", para denotar a participação triúnica da Deidade, o fundamental, nesta passagem, é a palavra "BARAH" (hebraico), do versículo 27, que quer dizer : "criou". Deus o fez do pó da terra, mas sua criação foi um ato divino. Ele foi feito especial e diferente da vida vegetal, aquáti­ca e animal.



2. O segundo relato da criação do homem. Encontra-se em Gênesis 2.4-8. Neste relato histórico, temos, além da criação do homem, também a descrição da origem da mulher. Enquanto a primeira narração se pre­ocupou mais em mostrar a ordem da criação e a decisão da Corte Divina, em criar o homem à sua imagem e semelhança, o segundo relato apre­senta a sua efetivação. No texto de Gênesis 2.7, temos a seguinte decla­ração: "E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em seus narizes o fôlego da vida, e o homem foi feito alma vivente".



3. A criação da mulher. No se­gundo relato da criação, podemos destacar, no texto de Gênesis 2.18-25, a formação da mulher. Depois de Deus ter criado Adão, Ele também fez Eva. Em Gênesis 1.27, está es­crito: "macho e fêmea os criou".




III - TEORIAS ANTIBÍBLICAS SOBRE A ORIGEM DO HOMEM



1. A teoria evolucionista. Esta teoria apresenta o homem como um ser que evoluiu de uma ordem inferior, no mundo animal. Ensina que esta evolução resultou de sucessivas alterações nas formas materiais, de­vido às forças latentes que existem na matéria. Mas a Bíblia refuta esta teoria, quando declara que:



(A) a ori­gem do homem resultou de um ato criativo de Deus;



(B) o ser físico do homem também é resultado de um ato criativo de Deus, que utilizou a matéria já existente "afar" (hebrai­co), que significa "pó da terra";



(C) o homem, hoje, tem a mesma estrutura física e espiritual do dia em que foi criado;



(D) o homem foi tirado da terra e está destinado a ela, depois da morte (Ec 3.20); 



(5) o homem não é evolução natural da terra, pois ele foi "plasmado".



2. A teoria filosófico-materialista. Sigmund Freud, que lançou esta teoria, era ateu, filósofo e psicanalista. Ele enfatizou, em seus ar­gumentos, a ideia de que o homem, em sua vida biológica e psicológica, tem como base e formação de sua personalidade e seus instintos natu­rais. Afirmou ele que coisas, como sexo, fome, sede, segurança e prazer, são pressões que determinam as ações e os padrões da personalidade do homem. No conceito de Freud, a natureza do homem não se relacio­na com o sobrenatural, no caso, Deus. Para ele, a ideia de uma rela­ção do Criador com o ser humano é imprópria e inexistente, pois o mes­mo vê o homem como uma criatura egocêntrica, voltada apenas para as suas necessidades, sem qualquer co­munhão com um ser supremo. Acre­ditava ele que, ao morrer o homem, nada mais resta.



3. A teoria do humanismo ci­entífico. As fontes de informações, para os adeptos desta teoria, sobre a natureza e origem do homem, estão na Biologia, Psicologia e Medici­na. Para esta escola de pensamento, o homem é um produto evo­lucionário da Natureza, sem a me­nor possibilidade de imortalidade.




IV - O ENSINO DA BÍBLIA SOBRE A ORIGEM DO HOMEM:



1. A biforme natureza do ho­mem. O homem foi criado com uma biforme natureza: material e imaterial. A primeira foi formada do pó da terra (Gn 2.7) e a segunda, outorgada diretamente pelo Criador. O sopro divino nas narinas do ho­mem concedeu-lhe a vida física e a espiritual. A vida imaterial do homem é representada pela alma e pelo espíri­to. Porém, esta dupla natureza do homem é representada por uma tricotomia, que se constitui, na par­te material, pelo corpo; na imaterial, pela alma e pelo espírito (l Ts 5.23).



2. A tricotomia do homem - Ts 5.23; Hb 4.12 - O termo tricotomia significa "aquilo que é dividido em três", ou "que se divide em três tomos". Em relação ao homem, refere-se às três partes do seu ser: corpo, alma e espírito. Há divergência neste ponto daqueles que entendem o homem como apenas um ser dicótomo, ou seja, que se divide em duas partes: corpo, alma ou espírito. Os defensores da dicotomia do homem unem alma e espírito como uma só parte e, às vezes, como se fossem uma só coisa. Entretanto, parece-nos mais aceitável o ponto de vista da tricotomia. Este conceito crê que o homem é uma triunidade composta e inseparável. Só a morte física é capaz de separar o corpo de nua parte imaterial.



a) O corpo. É a parte inferior do homem que se constitui de elementos químicos da terra, como oxigênio, carbono, hidrogênio, nitrogênio, cálcio, fósforo, potássio, enxofre, sódio, cloro, iodo, ferro, cobre, zinco, e outros elementos em proporções menores. Porém, o corpo, com dos estes produtos, sem a bênção divina, é de ínfimo valor.



b) A alma. É preciso saber que corpo sem a alma é inerte. Ela precisa dele para expressar sua vida funcional e racional. É identificada, no hebraico do Antigo Testamento, por "NEPHESH" e, no grego do Novo Testamento, por "PSIQUÊ" .



c) O espírito. No hebraico é "RUACH" e no grego é "PNEUMA". O espírito do homem não é um simples sopro ou fôlego, mas também vida imortal (Ec 12.7; Dn 12.2; Lc 20.37; l Co 15.53). Ele é o princípio ativo de nossa vida espiritual, religiosa e imortal. É o elemento de comunicação entre Deus e o homem. Certo autor cristão escreveu que "o corpo, a alma e o espírito constituem a base real dos três elementos do homem: consciência do mundo externo, consciência própria e consciência de Deus".




IV - AS FACULDADES DISTINTAS DO HOMEM



1. As faculdades do corpo. São cinco as faculdades principais, as quais se manifestam através do corpo: visão, audição, olfato, paladar e tato. Ainda que sejam distintas umas das outras, elas não atuam independentes do comando da alma. São denominadas de instintos naturais ou sentidos corporais, os quais recebem impressões do mundo exterior, transmitidas ao cérebro, através do sistema nervoso. É daí que partem as ordens para todas as partes do corpo. Os sentidos físicos obedecem às leis naturais que estão impressas no ser humano. São elas que regem as atividades do corpo.



2. As faculdades da alma. São três as faculdades ou qualidades da alma, pelas quais ela se manifesta: intelecto, sentimento e vontade.



O INTELECTO (Gn 1.28; 2.19,20) é a parte da alma que pensa, raciocina, decide, julga e conhece. É ele quem recebe os conhecimentos. Três outras manifestações lhe são peculiares: a imaginação, memória e razão. Com a primeira, o homem é capacitado a idealizar e projetar. É um processo do pensamento que habilita o ser humano a construir imagens, através do raciocínio. A segunda é outro atributo do intelecto que capacita o homem a guardar em seu cérebro os fatos passados e presentes. Ela retém os conhecimentos adquiridos e os traz à lembrança. A terceira é um atributo do intelecto que leva o homem a pensar, julgar e compreender as relações entre as coisas, distinguir entre o verdadeiro e o falso, o bem e o mal.



O SENTIMENTO faz o homem um ser emotivo. Ele não é uma máquina insensível, pois pode sentir todas as grandes emoções, como alegria, gozo, paz, prazer, tristeza, descontentamento, pesar e dor.



A VONTADE se expressa como resultante das influências do intelecto e dos sentimentos. Ela não age sozinha. Não há vontade livre ou independente. Ela obedece às forças emotivas e intelectuais da alma.



3. As faculdades do espírito. Duas faculdades principais se destacam com abrangência sobre outras qualidades importantes, as quais são: Fé e Consciência. Elas identificam o ser religioso do homem. Podemos chamar de natureza espiritual, da qual o ser humano é dotado especialmente para uma perfeita comunhão com Deus. Os sentidos físicos e psicológicos tornam o homem um ser terreno e racional, mas os espirituais o tornam um ser especial.
A faculdade da fé é uma qualidade do espírito humano que expressa a religiosidade do homem e o torna capaz de adorar, reverenciar, louvar e orar a Deus, o Criador. Não se trata de um tipo de fé, adquirida ou ensinada, mas é uma forma inata que nasce com qualquer ser humano. Ela nos estimula a buscar a Deus e comungar com Ele. A faculdade da consciência é a lei moral e espiritual, no interior do homem, que aprova ou desaprova as suas ações. É a intuição que o espírito tem dos atos e estados do ser humano em sua vida cotidiana. A consciência não está sujeita à vontade, e nem aos sentimentos da alma.





V - CONSIDERAÇÕES FINAIS:



Após estudarmos as faculdades do corpo, da alma e do espírito, concluímos que o homem é a obra-prima da criação e não uma simples manifestação da Natureza, como querem os evolucionistas, descompromissados com a verdade bíblica.


FONTE DE CONSULTA E PESQUISA:

Lições Bíblicas CPAD - 4º Trimestre de 1995 - Comentarista: Elienai Cabral