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29 de dez de 2009

LIÇÃO Nº 01 - 03/01/2010 - "A DEFESA DO APOSTOLADO DE PAULO"

IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ENGENHOCA – NITERÓI - RJ
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
LIÇÃO 01 - DIA 03/01/2010
TÍTULO: “A DEFESA DO APOSTOLADO DE PAULO”
TEXTO ÁUREO – II Cor 1:5
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: II Cor 1:12-14; 10:4-5
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e.mail: geluew@yahoo.com.br


I – INTRODUÇÃO:

• Tem-se dito com razão, que a PRIMEIRA EPÍSTOLA AOS CORÍNTIOS retira o telhado da Igreja Cristã daquela Cidade, permitindo-nos espiar o seu interior; e

• Que a SEGUNDA CARTA, fornece-nos um quadro ainda de maior intimidade: Vemos o interior do coração do apóstolo Paulo, de como ele realmente era em momentos de maior pressão emotiva: indignado ou desanimado, ou então aliviado e grato.

II – A CIDADE DE CORINTO:

• Estima-se que nos dias de Paulo, Corinto teria uma população de cerca de 250 mil cidadãos livres e não mais de uns 400 mil escravos. Sob vários aspectos, era a cidade principal da Grécia.

• CULTURA:

• Seus habitantes interessavam-se pela Filosofia grega e tinham a sabedoria na mais alta estima.

• RELIGIÃO: Corinto tinha pelo menos 12 templos:

• (A) - Um dos mais infames era dedicado a AFRODITE, a deusa do amor carnal. A adoração a Afrodite promovia a prostituição em nome da religião. No templo de Afrodite, ter relações sexuais com suas sacerdotisas era uma das maneiras de cultuar essa deusa. Em certo período, mil prostitutas sagradas serviam no seu templo. O mesmo costume existia em templos de Afrodite em Chipre, Cítera e na Sicília, seguindo a tradição dos cultos a Inana, Ishtar e Astarote, dos povos da Mesopotâmia, Síria, Fenícia e Palestina.

• (B) - Havia também o templo de ASCLÉPIO ou ESCULÁPIO - deus romano da medicina, da saúde e da cura, herdado diretamente da mitologia grega. Com seus infinitos conhecimentos em medicina e como um hábil cirurgião, podia devolver a vida aos mortos, embora não possuísse um caráter divino.

• (C) - No meio da Cidade, estava localizado o templo de APOLO - o deus das profecias, da medicina e da música, também associado ao pastoreio e ao sol. Na época clássica, o sol era por vezes chamado de "carro de Apolo" e, talvez por isso, ele tenha sido considerado também o deus da luz e da juventude.


• A IMORALIDADE:

• Essa cidade, além de ser um dos principais centros comerciais cosmopolitas do mundo antigo, era também famosa por sua devassidão e licenciosidade. Enfim, Corinto era notória por tudo que era pecaminoso.


III - OBJETIVOS DA SEGUNDA CARTA AOS CORÍNTIOS:

• A Igreja de Corinto tinha sido infiltrada por falsos mestres que desafiavam tanto a integridade pessoal de Paulo quanto sua autoridade apostólica.

• Como tinha avisado que haveria uma mudança no seu itinerário, resultando isso no fato de que faria aos coríntios uma só visita (prolongada), em vez de duas (curtas), esses adversários estavam declarando que a palavra dele não merecia crédito - II Co. 1.15;

• Diziam também que Paulo era motivo de escândalos, visto que não era apóstolo genuíno e que embolsava o dinheiro que tinham arrecadado para os crentes empobrecidos de Jerusalém – II Co 3:1; 5.11; 6.3-4; 7.2; 12.16

• Paulo pede que os coríntios reflitam sobre o fato de que sua vida no meio deles foi sempre honrosa e que sua mensagem de salvação era verdadeira, bem como transformadora de vidas.

• Conclama-os a preparar-se para sua visita iminente, posto que trataria da coleta que tinham iniciado um ano antes e lidaria com os perturbadores no meio deles.

• Desta forma, podemos ver que o propósito de Paulo envolvia o restabelecimento de sua autoridade apostólica, a correção das falhas e o fim das facções.

• Aproveitando-se dessa ocasião, Paulo ainda ministrou os seguintes ensinamentos:

• (1) – A OBRA DE SATANÁS – Esse ensino foi inspirado por várias controvérsias com falsos líderes cristãos - II Cor 4:1-4, 6;

• (2) - A GLÓRIA FUTURA – Será o prêmio das ações dignas – II Cor 4:7; 5:1;

• (3) - A IMORTALIDADE – Uma descrição magnificente da glória futura, embora apresentada de mistura com uma severa advertência do julgamento futuro de que participarão os crentes – II Cor 5; e

• (4) - A SALVAÇÃO E SUAS CONSEQUENCIAS MORAIS – II Cor 5:9; 6:10-11;

• Tudo isso visou a restauração e a confirmação da autoridade desse apóstolo, que havia sido assediada tão amarga e obstinadamente, bem como a remoção de todos os empecilhos aos seus esforços, que visavam ao bem-estar espiritual de seus leitores.


IV – MEDIDAS URGENTES A SEREM TOMADAS:

• Paulo havia partido de Éfeso para Trôade, esperando encontrar Tito, que trazia as notícias sobre a Igreja de Corinto;

• Não sendo possível esse encontro, Paulo partiu apressadamente para a Macedônia, onde, finalmente, encontrou-se com Tito, que portava notícias encorajadoras;

• Mas, no geral, as coisas na Igreja em Corinto não estavam como deviam estar: As notícias encorajadoras foram dissipadas pelo fato de prenúncios de tempestades estarem se acumulando no horizonte da vida daquela Igreja;

• Assim, Paulo tinha de agir rápida e severamente, executando três medidas:

• (1ª) – EXPLICAR A RAZÃO DA MUDANÇA DE ITINERÁRIO (1:1 - 2:13), E FAZER UMA EXPOSIÇÃO DA DIGNIDADE E EFICIÊNCIA DO SEU MINISTÉRIO APOSTÓLICO (2:14 - 7:16) – II Cor 1 a 7;

• (2) – INCENTIVAR OS CORÍNTIOS A FINALIZAREM A COLETA AOS SANTOS DE JERUSALÉM, ANTES DA SUA CHEGADA – II Cor 8 e 9;

• (3) – DEFENDER SUA AUTORIDADE APOSTÓLICA, RESSALTANDO A CERTEZA DA SUA CHEGADA, SUA GENUINIDADE APÓSTÓLICA E SUA DISPOSIÇÃO DE EXERCER DISCIPLINA COMO APÓSTOLO, SE NECESSÁRIO FOSSE – II Cor 10 a 13

• Estes três pontos constituem a estrutura sobre a qual todos os pensamentos desta Segunda Carta se aglomeram.

• AINDA MAIS: - Nesta Segunda Epístola aos Coríntios, Paulo dá mais informações pessoais do que em qualquer outra, revelando sua coragem, seu amor sacrificial e conta-nos algumas coisas que lhe aconteceram, que não são reveladas em nenhuma outra carta:

• (1) – Seu padecimento fora do comum – II Cor 11:23-27;

• (2) - Sua fuga de Damasco num cesto – II Cor 11:32-33;

• (3) – A experiência do seu arrebatamento ao terceiro céu – II Cor 12:1-4;

• (4) – O espinho na carne – II Cor 12:7;

• Paulo consegue provar que, se quisesse vangloriar-se, tinha fortes razões para isso.


V - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• Paulo nunca abandonou a sua armadura enquanto seu ministério existiu. Sua Segunda Carta é, de fato, um ultimato exigindo submissão total e incondicional à autoridade do apóstolo de Cristo.

• Apesar de sua rudeza, esta linda Carta espalha bem longe a sua fragrância espiritual, sendo uma revelação inigualável de ternura, sacrifício pessoal e esperança vitoriosa; é um monumento ao fato de que Paulo, vivaz e inspirado, foi uma parada dura para “toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus” - II Cor 10:5.



FONTES DE CONSULTA:
1. Enciclopedia de Bíblia, Teologia e Filosofia – Editora e Distribuidora Candeia – R. N. Champlin e J. M. Bentes
2. Bíblia Vida Nova
3. Estudo Panorâmico da Bíblia – Editora Vida – Henrietta C. Mears
4. Bíblia de Estudo Vida
5. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo – Editora e Distribuidora Candeia – R. N. Champlin