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18 de jan de 2012

1º TRIMESTRE DE 2012 - LIÇÃO Nº 04 - 22/01/2012 - "A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 04 - DATA: 22/01/2012
TÍTULO: “A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO”
TEXTO ÁUREO – Rm 14.17
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: II Cor 8.1-9
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/


I – INTRODUÇÃO:

O ensino neotestamentario sobre a prosperidade é bem explícito. Todavia, um contraste feito entre aquilo que ensina Jesus e o que dizem hoje dezenas de mestres modernos sobre esse mesmo assunto, nos passa a ideia de estarmos diante de duas coisas completamente diferentes. Por um lado, temos hoje dezenas de igrejas e pregadores incentivando o consumo e uma vida de acúmulo de bens. Por outro lado, temos o Senhor Jesus e Seus apóstolos até desencorajando tal ideia – Mt 6.19; I Tm 68-10. Qual a origem dessa contradição?


II – VOCÁBULOS QUE EXPRESSAM PROSPERIDADE NO NOVO TESTAMENTO:

O N.T. grego possui alguns vocábulos que expressam bem o sentido daquilo que é um viver próspero:

(1) – EUODOO – palavra formada por:

EU = PASSAR BEM e

HODOS = CAMINHO.

Portanto, o sentido é: PROSPERAR, SER BEM SUCEDIDO – I Cor 16.2; III Jo 2.

(2) – PERISSEUO – Essa palavra é um verbo, cujo sentido é o de TER EM EXCESSO.

(3) – PERISSOS – Essa palavra é um adverbio, que mantem o significado de MAIS DO QUE NECESSARIO – Jo 10.10; Fp 4.12, 18

Tanto PERISSEUO quanto PERISSOS são traduzidos em nossas bíblias como ABUNDANCIA.

Diante destes fatos, é necessario descobrirmos aquilo que Jesus e Seus apóstolos definiram como sendo um viver próspero.


III – REINO PRESENTE E REINO FUTURO:

Parece não haver dúvidas de que a cultura de hoje tem atribuído um sentido ao viver cristão que em nada se assemelha ao modelo vivido pelos crentes da Igreja Primitiva. Sucesso e consumo são termos que definem bem o que seja hoje uma vida próspera.

Por outro lado, prosperidade no N.T. não está vinculada a uma vida de realização material, mas com a restauração da comunhão com o Senhor que havia sido perdida.

Se a ideia que se tem hoje de alguém próspero é a daquele que galgou os degraus do sucesso e da fama, no N.T. ser próspero significa até mesmo a perda desse sucesso e dessa mesma fama – Fp 3.7-8; Lc 18.22; 19.2, 8.

Mc 10.29-30 - Embora os primeiros crentes já pudessem desfrutar na vida presente de certas bênçãos do mundo vindouro, estavam com o coração voltado para o reino futuro. Isso levou, por exemplo, o apóstolo Paulo a ansiar (ainda em seus dias) pela segunda vinda de Cristo – I Cor 16.22; I Ts 4.17. É essa a dimensão escatológica que a Igreja Primitiva possuía e que hoje necessitamos resgatar.

É por isso, também, que a Escritura exorta com frequencia a não alimentarmos uma mentalidade de mercado. A Bíblia diz que não podemos confiar nas riquezas e que, por isso, não convem acumulá-las – I Tm 6.17; Mt 6.19, 33.

A ideia é que o crente, quando põe sua confiança em bens materiais, pode cair na tentação da cobiça e até mesmo se desviar – I Tm 6.9-10. Ainda mais: Tiago alerta que a confiança em bens terrenos pode conduzir à opressão e ao engano – Tg 2.6; 5.4.


IV – “SER” VERSUS “TER”:

Leiamos e meditemos em Lc 12.13-22:

Nessa passagem encontramos alguém que estava mais preocupado em “ter” do que “ser”; ele queria “ter”, isto é, possuir muitos bens materiais, mas demonstrou total descaso em “ser” alguém zeloso com as coisas espirituais.

Jesus proferiu a parábola para reprovar a avareza do homem do verso 13. Cristo viu atrás da máscara de justiça o olho cobiçoso.

Reparemos: O rico da parábola não foi acusado de qualquer crime, nem de explorar o próximo, nem de não pagar bem aos trabalhadores, tampouco de ter ganhado qualquer coisa ilegitimamente. Foi a bondosa mão de Deus que enriquecera seus esforços.

Ainda mais: De fato, a Bíblia condena o amor ao dinheiro, e não a aquisição dele (I Tm 6.10). O N.T. cita cristãos que possuíam bens e não os condena por isso. Por exemplo: José de Arimatéia (Mt 27.57); Zaqueu (Lc 19.2) e Dorcas (At 9.36). Mas, quando se trata de riquezas, parece que há um desequilibrio crônico entre “ter” e “ser”. Parece que para muitos ter posses é melhor do que ser um amigo de Deus – Lc 18.24.

(A) - “QUE FAREI?” (Lc 12.17) – A resposta mais propria ao rico é que devia, certamente, dar graças ao Deus que lhe abençoara de maneira tão pronunciada. Mas, ao contrario, o rico não falou em Deus! Falou cinco vezes no que era seu!: “MEUS FRUTOS”, “MEUS CELEIROS”, MINHAS NOVIDADES”, “MEUS BENS”, “MINHA ALMA” – Quanto maior a safra, tanto mais são os cuidados, e tanto mais se esquece dAquele que a dera – Os 2.8-9

Ficam, então, os questionamentos àquele homem rico:

(1) – Será que não havia nenhuma sinagoga para construir ou para reformar?

(2) – Não havia qualquer levita para socorrer?

(3) – Não havia pobres e necessitados?

(4) – Não havia órfãos desamparados?

(5) – Não havia viúvas sem sustento?

O rico resolveu gastar tudo para o seu proprio beneficio, aumentando mais sua fortuna e sua preocupação.

(B) - “DIREI A MINHA ALMA” (Lc 12.19) – O rico parecia não ter a menor concepção da eternidade; não tinha maior ideal para a alma do que o conforto terrestre, as gulodices deste mundo e os divertimentos de sua geração.

(C) - “MAS DEUS LHE DISSE: LOUCO, ESTA NOITE TE PEDIRÃO A TUA ALMA...” (Lc 12.20) – Foi mesmo quando o rico se orgulhava de ser muito sábio e próspero, que Deus lhe chamou de “LOUCO”!

O epitafio de Deus foi “LOUCO”. Mas, o que o mundo teria gravado no túmulo daquilo homem rico? Talvez o mais honroso....

Diz-se que era costume entre os romanos oferecer à pessoa considerada idiota a escolha entre uma maçã e uma pepita de ouro. Se escolhesse a primeira opção, ficaria provada a sua demencia.

Igualmente, ficará provado perante o grande Tribunal de Deus que muitos milhões de homens, prudentes e sábios quanto a sua vida no mundo, são irremediavelmente loucos quanto à eternidade. O homem que não entesoura coisa alguma no mundo para onde vai tão depressa, e que se interessa somente em entesourar no mundo, de onde muito em breve vai sair, não pode evitar o título que Deus lhe dá de LOUCO.

A sentença escrita de repente no coração de todo rico insensato pela mão do Criador, é interrupção horrorosa aos seus planos sem Deus.

(D) - “RICO PARA COM DEUS” (Lc 12.21) – Descobrimos nestas palavras uma aurora áurea para nós: o mais pobre pode enriquecer-se para toda a eternidade.

Herodes é um exemplo de quem é rico para com os homens – At 12.20-23;

Estêvão é exemplo de um que se enriqueceu para com Deus – At 6.5, 8

(E) – “PORTANTO VOS DIGO:...” (Lc 12.22) – Esta palavra indica que a linha acerca da ansiosa solicitude é conclusão do ensinamento sobre o rico insensato. A admoestação contra a perturbação de espírito, causada pelo receio de faltar o pão cotidiano, é outra forma da advertencia contra o entesourar para si na terra. Geralmente, os discípulos não possuíam celeiros rebentando de bens. Seu problema não era o de arranjar lugar para recolher seus frutos. A ansiosa solicitude dos pobres, contudo, e a avareza dos ricos, são a mesma falta de confiança nAquele que supre tudo para o sustento do corpo de Seus filhos.

(F) – TRÊS ERROS PAVOROSOS DO RICO INSENSATO:

(1) – Não reconhecia a existencia de seu Criador, agindo como se a sua vida e seu futuro estivessem ao seu inteiro dispor;

(2) – Não admitia que existisse a sua alma. Disse “minha alma”, mas se referia a seu corpo, que tinha “em depósito muitos bens...”;

(3) – Na embriaguez de sua insensatez, fazia seus maiores planos, mesmo na hora de Deus o retirar do mundo.

“ASSIM É AQUELE QUE PARA SI AJUNTA TESOUROS, E NÃO É RICO PARA COM DEUS”.

Desta forma: “Ter” está relacionado com aquilo que possuímos, enquanto “ser” tem a ver com aquilo que somos.


V – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

A prosperidade no contexto do N.T. está relacionada a um estado de espírito, isto é, uma vida de um correto relacionamento com Deus, que resulta em paz interior. Embora possamos ser agraciados com posses de bens materiais, como havia entre os cristãos primitivos, a nossa vida não deve ser direcionada por uma cultura de consumo que busca desenfreadamente a realização apenas do ego, e não de Deus.

Esse desejo exacerbado por trás das posses está intimamente relacionado com o exercício de poder. Queremos “ter”, isto é, possuir, para mostrar quem somos. Alguém já disse que: - “EXISTE MUITA GENTE COMPRANDO O QUE NÃO PRECISA, COM O DINHEIRO QUE NÃO TEM, PARA MOSTRAR O QUE NÃO É”.


FONTES DE CONSULTA:

A Prosperidade à Luz da Bíblia – CPAD – José Gonçalvez

Espada Cortante – CPAD – Orlando Boyer