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31 de dez de 2013

1º TRIMESTRE DE 2014 - LIÇÃO Nº 01 - 05.01.2014 - "O LIVRO DE ÊXODO E O CATIVEIRO DE ISRAEL NO EGITO"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 01- DATA: 05/01/2014
TÍTULO: “O LIVRO DE ÊXODO E O CATIVEIRO NO EGITO”
TEXTO ÁUREO – Gn 50.25
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Ex 1.1-14
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO

e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/





I – INTRODUÇÃO:



Os cinco primeiros livros da Bíblia são conhecidos como “Pentateuco”. Seus títulos primitivos em hebraico são as primeiras palavras de cada um deles. No caso de Êxodo, é Ve-êleh-shemóth, ou seja, “E estes são os nomes”. O autor, antes de iniciar o relato, registra a relação dos nomes dos filhos de Israel que haviam migrado com suas famílias, para o Egito. 



O título atual, “Êxodo”, foi dado pelos tradutores do V. T. do hebraico para o grego, no século III a.C., dando origem à versão conhecida como nome da “Septuaginta”. 



Desta forma, o título “Êxodo” vem do grego, significando “sair”, e foi assim chamado porque registra a saída do povo de Israel das terras do Egito.




II – MULTIPLICAÇÃO E FORTALECIMENTO DOS ISRAELITAS:



Ex 1.7 cf Ex 12.37-38, 40-41 – Registra-se aqui que os filhos de Israel cresceram tanto lá no Egito, que encheram a terra. Referido crescimento se deu entre a imigração (mais ou menos no ano 1650 a.C.) e a saída com Moisés (em 1220 a.C.). Portanto, a permanência dos israelitas no Egito durou 430 anos, número que o próprio texto bíblico registra.



Considerando que a contagem registrada na Palavra de Deus é apenas dos homens maiores (Ex 12.37), estima-se que, somando-se àqueles o número de mulheres, crianças e servos das famílias, a multidão total no momento da saída alcançaria cerca de dois milhões de pessoas.



O registro bíblico do crescimento do povo de Israel é feito com três verbos: frutificar, aumentar e multiplicando, dando-nos a ideia de ênfase para assinalar um crescimento considerado incomum, resultante da providência de Deus, conforme Ele mesmo prometera a Abraão – Gn 15.12-16.




III - A ESCRAVIZAÇÃO:



Ex 1.8-14 - O crescimento e fortalecimento dos israelitas despertou o temor do governo egípcio. O Faraó que não conhecera José considerava-os mais numerosos e mais fortes que os próprios egípcios, e consistiam um perigo para a segurança do país, visto que poderiam levantar-se ou associarem-se a invasores. Esse temor levou o Faraó a escravizar os israelitas. O novo rei não se interessava em levar em conta nem o nome de José, nem os feitos dele.



A política estabelecida por este novo Faraó visava o enfraquecimento pelo trabalho forçado. Colocou o povo a construir as “cidades de tesouro”. Eram cidades-armazéns, depósitos de víveres e de armas construídas nas fronteiras do norte. Pela providência de Deus, o objetivo desse rei não foi alcançado, porque o povo, em vez de diminuir, cresceu ainda mais. O rei, então, mandou que redobrassem a servidão nas construções como no campo.




IV – AFLIÇÃO PELA MATANÇA DOS FILHOS:



A política do Faraó atendia ao seu interesse de diminuir o número e a força dos israelitas até o ponto de extingui-los. E, visto como os trabalhos forçados não surtiam esse efeito, resolveu ordenar a matança dos meninos hebreus. Leiamos Ex 1.15-22 e analisemos:



(1) – A ORDEM DA MATANÇA DADA ÀS PARTEIRAS – Ex 1.16 - As parteira deveriam preservar a vida somente das meninas. Os meninos deveriam ser mortos logo que verificado o sexo.



O texto registra os nomes das parteiras:



(A) - “SIFRÁ”, que quer dizer “BELEZA”; e



(B) – “PUÁ”, que significa “ESPLENDOR”.



Entretanto, as parteiras, por temor a Deus, desobedeceram à ordem real e, inquiridas, alegaram que a grande vitalidade das hebreias fazia com que dessem à luz sem necessidade da presença delas para darem assistência aos partos.



As alegações das parteiras Sifrá e Puá, em parte, eram verdadeiras. Porém, elas generalizaram para ocultarem a desobediência à ordem de Faraó. Por isso, foram abençoadas por Deus. Não por mentirem, mas pela fé que as levou a desobedecerem à ordem iníqua em virtude de temerem a Deus.



O Senhor, então, lhes estabeleceu casas. Quer dizer: Deus lhes deu famílias estáveis, com posse de patrimônio e perpetuação de seus nomes.



(2) – A ORDEM PARA LANÇAR OS MENINOS NO RIO NILO – Ex 1.22 – Essa segunda ordem foi dirigida aos egípcios. Assim, de forma individual, cada egípcio tinha o direito de invadir casas, arrancar dos braços das mães seus filhos pequeninos para jogá-los ao rio Nilo. O ambiente tornou-se de indescritível terror, e um sofrimento dantesco apossou-se do povo de Deus, indefeso nas mãos da violência e da crueldade sem limites.



Essa tragédia que se abateu sobre o povo de Israel no Egito tem seu paralelo no episódio da matança dos meninos de até dois anos, decretada pelo rei Herodes, quando tentava eliminar o Senhor Jesus ainda criança – Mt 2.16-18.



Faraó, ao decretar a morte dos meninos hebreus, tinha como objetivo destruir completamente o povo de Israel. Com a mortandade dos meninos, o número de homens iria diminuindo, à medida que fossem envelhecendo e morrendo os jovens e adultos daquela geração.  Acontecendo isso, as mulheres hebreias seriam tomadas como esposas-escravas, ou como concubinas pelos egípcios. Logo, o povo acabaria perdendo sua identidade, seria extinto e cessaria a ameaça que o rei temia ao vê-lo crescer em número e tornar-se cada vez mais poderoso.



Tendo como fundo esse quadro de terror a que todo povo de Israel foi submetido, é que nasceu e foi preservado, pela fé, o menino Moisés, que se tornaria o homem usado por Deus para libertar Seu povo.




V – UMA TEOLOGIA DO PERÍODO DE TERROR:



Nas tentativas que Faraó fez de destruir o povo de Israel, duas forças atuaram:



(A) – Uma visível, temporal, dirigida especificamente a um povo, com motivos políticos, e aplicada pelo Faraó, revestido de poderes despóticos, impulsionado pela arrogância e crueldade. Era uma força terrena.



(B) – A outra força era invisível, não exercida por homem, e que visava mais que um povo em particular: visava de modo amplo todo o plano de Deus e procurava bloquear sua realização. Essa segunda força era exercida pela mente de satanás, que sempre lutou contra os planos e propósitos de Deus.



Deus estava dirigindo a História: Ele estava criando o povo que receberia Sua Lei, que O cultuaria, conforme suas próprias instruções, e que seria colocado na terra prometida, na época da plenitude dos tempos – Gl 4.4 -, para implantar o reino de Deus, para divulgar a Sua Palavra, e ser o povo por meio do qual o Filho de Deus viria ao mundo para realizar a obra de redenção da humanidade. Era tudo isso que satanás queria impedir, quando usou seu instrumento humano adequado à maldade, que era o Faraó.



Porém, há engrenagens históricas e as metafísicas (aquelas que estão fora do âmbito da natureza do tempo e espaço, ou natureza terrena e física). São as engrenagens da eternidade, ou seja, aquelas que estão fora da História, fora da terra, fora dos interesses políticos e militares. São as engrenagens de natureza espiritual, onde entra em atuação o poder de Deus.



Há ocasiões quando as engrenagens humanas são impedidas pelas engrenagens divinas. E nós, na nossa limitação, só vemos os aspectos temporais e materiais, donde às vezes questionamos Deus e até reclamamos, quando estamos submetidos à determinadas circunstâncias.



Este foi o caso de Jó: Ele não podia saber que sua derrocada total era do conhecimento e permissão de Deus, e que havia nos lugares celestiais a luta de satanás desafiando o Senhor Deus. O apóstolo Paulo nos ensinou sobre essa luta – Ef 6.12.



Embora separados um do outro por um espaço de mil e trezentos anos, Faraó quis destruir o povo de Deus no Egito e o rei Herodes quis destruir o Messias de Deus, ainda menino. No entanto, ambos fracassaram porque estavam lutando contra o Deus que está no comando da História. Em ambos os casos o Senhor derrotou satanás; em ambos os casos o agente escolhido de Deus é protegido; nem Faraó, nem Herodes puderam se opor ao plano divino.




VI – CONSIDERAÇÕES FINAIS:



Apc 12.9 – Ao longo da História, satanás tem se incorporado em sistemas político-religioso-militares para interceptar o andamento do reino de Deus, em obstinada luta para impedir a vitória do Cordeiro de Deus, porém sem resultados – Mt 16.8.



Ainda haverá muitas arremetidas de satanás contra o povo de Deus, à semelhança da fúria de Faraó. No entanto, nenhum sofrimento, nenhuma perseguição, nada poderá deter o povo de Deus.



Seja qual for a provação que se abata sobre nós, permaneçamos confiantes na providência de Deus, porquanto a Palavra do Senhor nos assegura a vitória por Cristo Jesus – Rm 8.28, 31.

FONTE DE CONSULTA:

A Bíblia Livro por Livro – JUERP – Delcyr de Souza Lima

25 de dez de 2013

4º TRIMESTRE DE 2013 - LIÇÃO N° 13 - 29.12.2013 - "TEMA A DEUS EM TODO TEMPO"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 13- DATA: 29/12/2013
TÍTULO: “TEMA A DEUS EM TODO TEMPO”
TEXTO ÁUREO – Ec 12.13
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Ec 12.1-8

PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/





I – INTRODUÇÃO:



Dt 6.1-2 - Um mandamento frequente ao povo santo é “temer a Deus” ou “temer ao Senhor”. É importante que saibamos o que esse mandamento significa para nós como crentes. Somente à medida que verdadeiramente temermos ao Senhor é que seremos libertos da escravidão de todas as formas de temores anormais e satânicas.




II - O SIGNIFICADO DO TEMOR DE DEUS:



 
O mandamento geral de “temer ao Senhor” inclui uma variedade de aspectos do relacionamento entre o crente e Deus. Vejamos:



(1) - É fundamental, no temor a Deus, reconhecer a Sua santidade, justiça e retidão como complemento do Seu amor e misericórdia, isto é, conhecê-Lo e compreender plenamente quem Ele é (Pv 2.5). Esse temor baseia-se no reconhecimento que Deus é um Deus santo, cuja natureza inerente O leva a condenar o pecado.



(2) - Temer ao Senhor é considerá-Lo com santo temor e reverência, e honrá-Lo como Deus, por causa da Sua excelsa glória, santidade, majestade e poder (Fp 2.12).



Quando, por exemplo, os israelitas, no monte Sinai, viram Deus manifestar-se através de “trovões e relâmpagos sobre o monte, e uma espessa nuvem, e um sonido de buzina mui forte”, o povo inteiro “estremeceu” (Êx 19.16) e implorou a Moisés que este falasse, ao invés de Deus (Êx 20.18-19; Dt 5.22-27 cf
Sl 33.8-9).



(3) - O verdadeiro temor de Deus leva o crente a crer e confiar exclusivamente nEle para a salvação. Por exemplo: depois que os israelitas atravessaram o mar Vermelho como em terra seca e viram a extrema destruição do exército egípcio, “temeu o povo ao SENHOR e creu no SENHOR” (Êx 14.31 cf Sl 115.11). Noutras palavras, o temor ao Senhor produz no povo de Deus esperança e confiança nEle. Não é de admirar, pois, que tais pessoas se salvem (Sl 85.9) e desfrutem do amor perdoador de Deus, e da Sua misericórdia (Lc 1.50; cf. Sl 103.11; 130.4).



(4) - Finalmente, temer a Deus significa reconhecer que Ele é um Deus que se ira contra o pecado e que tem poder para castigar a quem transgride Suas justas leis, tanto no tempo como na eternidade (Sl 76.7-8).



Quando Adão e Eva pecaram no jardim do Éden, tiveram medo e procuraram esconder-se da presença de Deus (Gn 3.8 10).



Moisés experimentou esse aspecto do temor de Deus quando passou quarenta dias e quarenta noites em oração, intercedendo pelos israelitas transgressores (Dt 9.19).




III - RAZÕES PARA TERMOS TEMOR DE DEUS: 



As razões para temer o Senhor vêm do significado do temor do Senhor.



(1) - Devemos temê-Lo por causa do Seu grande poder como o Criador de todas as coisas e de todas as pessoas (Sl 33.6-9; 96.4-5; Jo 1.9).



(2) - Além disso, o poder inspirador de santo temor que Ele exerce sobre os elementos da criação e sobre nós é motivo de temê-Lo (Êx 20.18-20; Ec 3.14; Jn 1.11-16; Mc 4.39-41).



(3) - Quando nós nos apercebemos da santidade do nosso Deus, isto é, Sua separação do pecado e Sua aversão constante a ele, a resposta normal do espírito humano é temê-Lo (Ap 15.4).




(4) - Todos quantos contemplarem o esplendor da glória de Deus não podem deixar de experimentar reverente temor (Mt 17.1-8).



(5) - As bênçãos contínuas que recebemos da parte de Deus, especialmente o perdão dos nossos pecados (Sl 130.4), devem nos levar a temê-Lo e a amá-Lo (1 Sm 12.24; Sl 34.9; 67.7; Jr 5.24).



(6) - É indubitável que o fato de Deus ser um Deus de justiça, que julgará a totalidade da raça humana, gera o temor a Ele (Dt 17.12-13; Is 59.18-19; Ml 3.5; Hb 10.26-31).



É uma verdade solene e santa que Deus constantemente observa e avalia as nossas ações, tanto as boas quanto as más, e que seremos responsabilizados por essas ações, tanto agora como no dia do nosso julgamento individual.




IV - CONOTAÇÕES PESSOAIS LIGADAS AO TEMOR DE DEUS:



O temor de Deus é muito mais do que uma doutrina bíblica; ele é diretamente aplicável à nossa vida diária, de numerosas maneiras.



(1) - Primeiramente, se realmente tememos ao Senhor, temos uma vida de obediência aos Seus mandamentos e damos sempre um “não” estridente ao pecado.



Uma das razões por que Deus inspirou temor nos israelitas no monte Sinai foi para que aprendessem a desviar se do pecado e a obedecer à Sua lei (Êx 20.20).



Repetidas vezes no seu discurso final aos israelitas, Moisés mostrou o relacionamento entre o temor ao Senhor e o serviço e a obediência a Ele (Dt 5.29; 6.2, 24; 10.12; 13.4; 17.19; 31.12).



Segundo os salmistas, temer ao Senhor equivale a deleitar-se nos Seus mandamentos (Sl 112.1) e seguir os Seus preceitos (Sl 119.63).



Salomão ensinou que “pelo temor do SENHOR, os homens se desviam do mal” (Pv 16.6 cf Pv 8.13).



Em Eclesiastes, o dever inteiro da raça humana resume-se em dois breves imperativos: “Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos” (Ec 12.13).



Inversamente, aquele que se contenta em viver na iniquidade, assim faz porque “não há temor de Deus perante os seus olhos” (Sl 36.1-4).



(2) - Um corolário importante da conotação supra é que o crente deve ensinar seus filhos a temer ao Senhor, levando-os a abominar o pecado e a guardar os santos mandamentos de Deus (Dt 4.10; 6.1-2, 6-9).



A Bíblia declara frequentemente que “O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria” (Sl 111.10 cf. Jó 28.28; Pv 1.7; 9.10). Visto que um alvo básico na educação dos nossos filhos é que vivam segundo os princípios da sabedoria estabelecidos por Deus (Pv 1.1-6), ensinar esses filhos a temerem ao Senhor é um primeiro passo decisivo.



(3) - O temor de Deus tem um efeito santificante sobre Seu povo. Assim como há um efeito santificante na verdade da Palavra de Deus (Jo 17.17), assim também há um efeito santificante no temor a Deus. Esse temor inspira-nos a evitar o pecado e desviar-nos do mal (Pv 3.7; 8.13; 16.6). Ele nos leva a ser cuidadosos e comedidos no que falamos (Pv 10.19; Ec 5.2,6,7). Ele nos protege do colapso da nossa consciência, bem como a nossa firmeza moral. O temor do Senhor é puro e purificador (Sl 19.9); é santo e libertador no seu efeito.



(4) - O temor do Senhor motiva o povo de Deus a adorá-Lo de todo o seu ser. Se realmente tememos a Deus, nós o adoramos e o glorificamos como o Senhor de tudo (Sl 22.23).



Davi equipara a congregação dos que adoram a Deus com “os que o temem” (Sl 22.25).



Igualmente, no final da história, quando um anjo na esfera celestial proclama o evangelho eterno e conclama a todos na terra a temerem a Deus, acrescenta prontamente: “e dai lhe glória... E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap 14.6,7).



(5) - Deus promete que recompensará a todos que o temem (Pv 22.4).



Outras recompensas prometidas são a proteção da morte (Pv 14.26,27), provisões para nossas necessidades diárias (Sl 34.9; 111.5), e uma vida longa (Pv 10.27).



Aqueles que temem ao Senhor sabem que “bem sucede aos que temem a Deus”, não importando o que aconteça no mundo ao redor (Ec 8.12,13).



(6) - Finalmente, o temor ao Senhor confere segurança e consolo espiritual indizíveis para o povo de Deus.



O NT vincula diretamente o temor de Deus ao conforto do Espírito Santo (At 9.31).



Por um lado, quem não teme ao Senhor não tem qualquer consciência da sua presença, graça e proteção (Dt 1.26); por outro lado, os que temem a Deus e guardam os mandamentos dEle, têm experiência profunda de proteção espiritual na sua vida, e da unção do Espírito Santo. Têm certeza de que Deus vai “livrar a sua alma da morte” (Sl 33.18,19).




V – CONSIDERAÇÕES FINAIS:



O homem que não confia em Deus pensa que foi lançado a esmo no mundo. E é aqui que o crente em Jesus se distingue. Quando amamos a Deus e tememos ao Senhor de todo o nosso coração, compreendemos a vida como algo finito no mundo, mas na esperança de brevemente nos encontrarmos plenamente com um Deus “que tem, ele só, a imortalidade e habita na luz inacessível” – I Tm 6.16.


FONTE DE CONSULTA:
A Bíblia de Estudo Pentecostal - CPAD

20 de dez de 2013

4º TRIMESTRE DE 2013 - LIÇÃO Nº 12 - 22/12/2013 - "LANÇA O TEU PÃO SOBRE AS ÁGUAS"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 12- DATA: 22/12/2013
TÍTULO: “LANÇA O TEU PÃO SOBRE AS ÁGUAS”
TEXTO ÁUREO – Ec 11.1
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Ec 11.1-10

PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/





I – INTRODUÇÃO:



Não podemos e nem devemos fugir das derrotas; elas são parte da vida, mas não precisamos ser derrotados por ela. Tanto a derrota quanto a vitória nos habitam.




II - DERROTA E VITÓRIA FAZEM PARTE DE NOSSAS VIDAS:



Nm 13.25-33; 14.1-8 - Duas realidades são encontradas aqui:



(A) - Uma positiva - A TERRA É BOA (Nm 13:27);



(B) – Outra, negativa - O POVO QUE NELA HABITA (Nm 13:28-29).



Existe a sensação de vitória e logo a sensação de derrota.



A visão dos dez espias estava na derrota:



(1) - Confessaram incapacidade desanimadora (Nm 13:31); 



(2) - Ressaltaram os defeitos e os problemas (Nm 13:32); e



(3) - Aumentaram as dificuldades (Nm 13:33).



Com isso, trouxeram desânimo e incredulidade - Nm 14:1-2



Por outro lado, Josué e Calebe afirmaram o que era bom na terra: Nm 14:7



Josué e Calebe não minimizaram as dificuldades, mas colocaram a questão da vitória sob a vontade de Deus: Nm 14:8.




III - ELEMENTOS QUE NOS AJUDAM A VIVER VITORIOSOS:



(1) - Ter um coração esperançoso - Nm 13:30



(2) - Ter uma atitude perseverante - Nm 14:6-9



(3) - Ser reconhecido pelo Senhor como um vitorioso - Nm 14:23-24, 30



Podemos resumir no quadro abaixo a fé versus a incredulidade:



A FÉ DIZ: É POSSÍVEL

A INCREDULIDADE DIZ: É IMPOSSÍVEL

Nm 13:30-31, 14:8-9

A FÉ É FRUTÍFERA

A INCREDULIDADE É INFRUTÍFERA

Nm 13:26-27

A FÉ OLHA PARA O SENHOR, HONRANDO-O E OBTÉM VITÓRIA

A INCREDULIDADE OLHA PARA AS PESSOAS, PARA OS GIGANTES; DESONRA A DEUS E CONSEGUE SOMENTE DERROTA

Nm 13:28-33

A FÉ VENCE E LEVA À TERRA PROMETIDA

A INCREDULIDADE LEVA À DERROTA

Nm 14:26-38 cf Hb 3:12-19






IV – AS PROVAÇÕES NOS FAZEM SUBIR ou CRESCER:



II Rs 2:1, 11 - É estranho que Deus tenha usado um elemento natural tão violento para levar Elias ao céu. O redemoinho é uma composição de forças; são ventos contrários que se chocam. Um redemoinho é um ponto de conflito. Elias subiu ao céu, chegou-se para perto de Deus, através de forças contrárias.





V – O SENHOR FALA NO REDEMOINHO E NA TEMPESTADE: 



Jó 38:1; 40:6 - O Senhor falou a Jó do redemoinho. Jó estava passando por um período de grande luta, mas Deus usou aquele momento difícil na vida dele para lhe falar. Muitas vezes as lutas não nos permitem ouvir a voz de Deus e tentam nos impedir até mesmo de buscá-Lo em oração.



Jó 42:1-2, 5 – Jó diz que a provação (O REDEMOINHO; A TEMPESTADE) permitiu que seus olhos pudessem ver ao Senhor. Muitas vezes Deus quer falar conosco e mostrar-se a nós através dos redemoinhos da vida.




VI – O SENHOR DE MANIFESTA NO REDEMOINHO:



Zc 9:12-14 - O Senhor pode se manifestar como Rei e Libertador em direção ao redemoinho. Nas lutas, Deus glorifica o Seu nome, mostra Sua majestade, mostra-se presente. Ele está sempre pronto para defender os Seus amados. Só Deus transforma as lutas e os redemoinhos da vida em bênçãos.




VII – O SENHOR NOS QUEBRANTA NO REDEMOINHO:



Jó 42:6 - É na provação que descobrimos nossas fraquezas e incapacidade. Nos conflitos aprendemos a confiar em Deus e a saber que sem Ele nada podemos fazer.




VIII – CONSIDERAÇÕES FINAIS:



Nos redemoinhos e nas tempestades da vida, aprendemos que Deus pode falar conosco, se manifestar a nós, quebrantar-nos e ensinar-nos, a fim de amadurecermos e tornarmo-nos fortes. Só assim é que saberemos encarar com maturidade os momentos das dificuldades e das provas na nossa vida (Na 1:7).

FONTES DE CONSULTA:

Esboços de “A” a “Z” – Vinde Comunicações – Caio Fábio
O Pregador Eficaz – CPAD – Elienai Cabral
Estudo Bíblico: “A vida nas mãos de Deus” – De: Josivaldo de França Pereira
Estudo Bíblico: “Como encontrar o equilíbrio nos momentos extremos da vida” – De: Lisânias Moura
Estudo bíblico: “Quando Deus Diz: Espere!” – De: Ely X. de Barros