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5 de dez de 2013

4º TRIMESTRE DE 2013 - LIÇÃO Nº 10 - 08/12/2013 - "CUMPRINDO AS OBRIGAÇÕES DIANTE DE DEUS"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 10- DATA: 08/12/2013
TÍTULO: “CUMPRINDO AS OBRIGAÇÕES DIANTE DE DEUS”
TEXTO ÁUREO – Ec 5.4
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Ec 5.1-5

PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/





I - INTRODUÇÃO:



É preciso entender que a imanência de DEUS não exclui a sua transcendência. São verdades e atributos que se completam. Se por um lado, DEUS, na sua imanência, participa ativamente da história humana, conduzindo o seu glorioso plano através dos tempos, Ele também, na sua transcendência, como Criador e Todo-Poderoso, é infinitamente superior à criação e à criatura (Is 57.15). Ele é DEUS sobre todas as coisas; não há outro além dEle, e não há outra Rocha que Ele conheça (Is 44.8). 




II – A TRANSCENDÊNCIA DE DEUS:



TRANSCENDÊNCIA – O que ultrapassa o conhecimento comum, e vai além da experiência. A transcendência é um dos atributos naturais de Deus.



A verdade bíblica a respeito de Deus é de que Ele além de existir, é distinto da Sua criação.



Gn 1.1; Jó 1.1 – Por meio destas afirmações sobre a existência de Deus, é o que os estudiosos da Bíblia costumam chamar de “transcendência de Deus”, ou seja, Ele é distinto; é além da Sua criação. No final da história, passarão os céus e a terra, mas Ele não passará (Is.34:4; Mt.24:35; Ap.20:11 cf Ap 21:1-2). Portanto, é dever do homem adorar a Deus, buscá-lO e honrá-lO, posto ser Superior.




III – A IMANÊNCIA DE DEUS:



IMANÊNCIA – Qualidade do que está em si mesmo, e não transita a outrem. É o oposto de transcendência. Contudo, é o Senhor Deus tanto transcendente quanto imanente. Eis os atributos que caracterizam a imanência divina: Onipotência, Onisciência e Onipresença.



A Bíblia não diz apenas que Deus existe, que é distinto das criaturas; mostra também um Deus presente, que não abandonou a Sua criação, mas que Se relaciona com ela a cada instante, a cada momento.



Sl.8:5-8 - O homem não só tem consciência de que Deus existe e que é o Ser Superior; também nota que, apesar de ser tão pequeno ante a grandiosidade divina, Deus o fez pouco menor do que os anjos.



Percebe-se aqui o que os teólogos chamam de “imanência de Deus”, ou seja, Ele não abandonou a criação e que dela participa ativamente, sendo companheiro do homem a cada instante de sua existência.



Desta percepção da imanência de Deus, o homem pode compreender que Deus o ama e que tudo fez para resgatá-lo do pecado e do mal, chegando ao ponto de se humanizar e de morrer em nosso lugar na cruz do Calvário.



Quando o homem se percebe pecador, crê na obra de Cristo Jesus e O aceita como Senhor e Salvador da sua vida, arrependendo-se dos seus pecados, renuncia a si mesmo, ou seja, reconhece que não é “igual a Deus” e, assim, ocupa a sua posição de servo preferencial de Deus na dimensão terrena. Como resultado disto, quando se torna um ramo da videira verdadeira (Jo.15:5), passa a integrar o corpo de Cristo, não mais vive, mas Cristo vive nele e, por causa disto, alcança a verdadeira plenitude do ser humano, que é imagem e semelhança de Deus.




IV – O DEUS CRIADOR — SUA SOBERANIA INCONTESTÁVEL:



A intenção principal de Gênesis capítulos 1 e 2 não é informar que houve um Criador e uma criação.



Esses capítulos iniciais enfrentam outras questões universais sobre a condição humana: a negação da soberania de Deus. O incrédulo, segundo as Escrituras, é aquele que não duvida da existência de Deus, mas o considera inoperante: não age, não exerce soberania, nem julga - Sl 12:4; 64:5 e 94:7.



No entanto, Gênesis 1 e 2 destacam três aspectos da soberania de Deus, os quais a tornam incontestável.


DEUS É O...:



(1) – SENHOR DA VIDA - A vida é um dom de Deus; ela é possível porque Deus é o Deus vivo e o Deus da vida. Justamente porque Deus é vida e dá a vida, Ele não é um ser passivo, habitante de um céu distante. Por ser vivo, Deus é essencialmente ativo: cria o Universo e o homem, comunica-se com Suas criaturas, dirige, intervém na história.



(2) – SENHOR DO SER HUMANO - Como o céu, a terra, as plantas e os animais foram todos criados com base no homem e para o homem, as narrativas da criação atingem seu ponto culminante ao tratar a soberania de Deus sobre o ser humano. Vale-se de uma série de atos de soberania divina para expressar que o Deus criador é o único e legítimo Senhor do ser humano.



Começa estabelecendo um contraste entre a criação do ser humano e a criação do mundo. Este foi chamado à existência: "E disse Deus haja...”.



Mas o homem foi feito por Deus: "E disse Deus: façamos o homem..."; e "formou Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida".


Tais expressões sugerem um envolvimento mais íntimo de Deus na criação do ser humano, como se o criador o tivesse feito com suas próprias mãos, com toda dedicação e carinho (Sl 119:73). O processo teve duas etapas. Primeiro Deus planejou o ser humano, depois o tornou realidade. O ser humano não deve ter dúvidas quanto a ser uma criatura de Deus e quanto a dever obediência a Deus.



Como Senhor do homem, Deus determina também o padrão rítmico da ação humana: alternar trabalho em Deus com descanso em Deus (Gênesis 2:2-3).



E, ainda, num ato de soberania da mais alta expressão, Deus fixa os limites: o ser humano tem domínio sobre o animal e Deus tem domínio sobre o homem (Gn 1:28).



A proibição de tocar ou comer a fruta da árvore do conhecimento do bem e do mal, coloca a vontade divina como superior à vontade humana. Esta deve estar submetida àquela. O ser humano tem plena liberdade dentro do campo do bem. Mas está proibido de entrar no terreno do mal. O verdadeiro lugar do homem é dentro desses limites. Fora deles sua vida e sua ação não tem sentido (Gn 2:16-17).



(3) – SENHOR DA HISTÓRIA - Para o Gênesis não há dúvidas: é Deus e não o homem quem começa a história e a dirige. A criação é a primeira obra de Deus dentro do tempo. Ela inicia a história. Mas ela não está só, outras obras do Deus criador vão segui-la dentro do tempo e da história.



Deus não pode ser plenamente Senhor do homem sem ser também Senhor da história. Soberania de Deus sobre o homem e soberania de Deus na história andam juntas.




V - UMA PRESENÇA CONFORTADORA:



Leiamos Sl 139.7-12 e vamos à análise, visando a imanência de Deus:



(1) - A PRESENÇA DE DEUS INDEPENDE DA NOSSA VONTADE – Mesmo que queiramos estar fora do alcance dos olhos divinos, isto é totalmente impossível. Devemos ter um sentimento de gratidão a Deus porque Ele não nos abandona, mesmo quando nós queremos abandoná-lo.



(2) - A PRESENÇA DE DEUS TRANSCENDE TODAS AS BARREIRAS - Deus é Espírito e, portanto, não pode ser limitado pela nossa própria vontade, pelo espaço, pelo tempo. As trevas e a luz são a mesma cousa para Deus e não servem para impedir a presença dEle conosco.



(3) - A PRESENÇA DE DEUS OPERA EM NOSSO FAVOR - Sl 73:24; 139:24; Ne 9:12 - Quando as forças faltam e finalmente chega ao ponto da entrega total, a mão de Deus está estendida para ajudar. Somos propriedades de Deus - Sl 3:5.




VI – CONSIDERAÇÕES FINAIS:



Existe algo no homem que jamais pode ser satisfeito com o visível e o temporal. Trata-se de algo que clama pelo espiritual e pelo eterno. Onde quer que os homens tenham estado, através dos milênios, esse clamor tem ecoado. Todos os homens de todas as raças clamam por Deus. E ainda que os conceitos variem drasticamente, percebe-se a existência de uma vocação natural para o encontro do Deus Criador.



Antes de ser objeto de demonstração, Deus é objeto de intuição no coração do homem. A Bíblia é o registro da presença e da ação de Deus na história da humanidade. Alguns dos mais preciosos registros históricos durante séculos somente podem ser encontrados na Bíblia.



A Arqueologia tem demonstrado sobejamente que a Bíblia é a Palavra de Deus. Em conclusão, devemos recordar os princípios bíblicos: Deus existe. É real. É uma Pessoa. Está presente na natureza, na História, na consciência, está presente nas Escrituras, na experiência humana... Ele é Senhor de tudo e de todos.


FONTES DE CONSULTA:

Estudo Bíblico: “Uma Presença Confortadora” de Antonio Carlos Barro
Estudo Bíblico: “O testemunho dos adoradores” de Mathias Quintela de Souza
Estudo Bíblico: “O Deus Criador — Sua Soberania Incontestável” de Edegard Silva Pereira
Dicionário Teológico – CPAD – Claudionor de Andrade
O Deus Vivo e Verdadeiro – CPAD – Geziel Gomes