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20 de mar de 2011

1º TRIMESTRE DE 2011 - LIÇÃO Nº 13 - 27/03/2011 - "PAULO TESTIFICA DE CRISTO EM ROMA"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 27 - DATA: 27/02/2011
TÍTULO: “PAULO TESTIFICA DE CRISTO EM ROMA”
TEXTO ÁUREO – At 23:11
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: At 27:18-25
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/



I – INTRODUÇÃO:

- At 23:11 – “Na noite seguinte, apresentou-se-lhe o Senhor e disse: Tem bom ânimo: porque, como deste testemunho de mim em Jerusalém, assim importa que o dês também em Roma”.

- At 27:23-25 – “Porque esta noite me apareceu um anjo do Deus de quem eu sou e a quem sirvo, dizendo: Não temas, Paulo, importa que compareças perante César, e eis que Deus te deu todos os que navegam contigo. Portanto, senhores, tende bom ânimo; pois creio em Deus que há de suceder assim como me foi dito”.

- Deus dera ao apóstolo Paulo a certeza dele proclamar a mensagem em Roma, o maior centro do mundo de então. Essa certeza servia como grande farol nas horas do mais negro desespero para seus companheiros descrentes. Afinal, A TEMPESTADE, A ESCURIDÃO, O MAR BRAVIO, A FORÇA E O SOM DO VENTO NÃO PUDERAM ATRAPALHAR AS COMUNICAÇÕES DIRETAS DOS CÉUS COM PAULO, O PRISIONEIRO DE CRISTO.


II – PAULO EM MALTA:

- Não há razão para dizer que o fato de Paulo sofrer tão pavoroso naufrágio prova que não fazia toda a vontade do Senhor. Deus não nos promete uma vida isenta de sofrimentos. É quando andamos mais perto de Cristo que sofremos as maiores tormentas.

- At 28:1-6 - Paulo acabara de escapar de um “euro-aquilão”; estava molhado e com frio. Agora, enfrenta a mordedura de uma víbora.

- Aqueles que se esforçam em querer servir a Deus e ao próximo devem esperar que do calor do trabalho saia uma “víbora” dormente, para morder a mão daquele que está na seara do Senhor.

- At 28:4, 6 - “CERTAMENTE ESTE HOMEM É HOMICIDA...”; “... MUDANDO DE PARECER, DIZIAM QUE ERA UM DEUS” – A princípio, os moradores da Ilha de Malta julgaram que Paulo fosse um criminoso. Logo depois, diziam que era um deus.

- Fato quase que idêntico ocorreu em Listra – At 14:8-19 – A princípio, julgaram que Paulo fosse um deus e, depois, o apedrejaram como um malfeitor.

- É assim que acontece: Os que levam a mensagem de Cristo enfrentam a “víbora” da calúnia, da censura, da perseguição. Vemos que a multidão que é movida a ovacionar o pregador vitorioso, muda, em um só dia, para acreditar na venenosa “víbora”.

- Porém, tenhamos fogo no altar! A “víbora” fugirá do calor! Sacudamos a “víbora” no fogo e não padeceremos mal algum! – At 28:3-4.


III – DA ILHA DE MALTA PARA ROMA:

- At 28:15 – “OS IRMÃOS... NOS SAÍRAM AO ENCONTRO” – O apóstolo Paulo viu um grupo de pessoas aproximando-se dele. Eram os irmãos em Cristo que, com toda pureza da fé e do amor, saíram para receber o servo do Senhor.

- Sem dúvida, o apóstolo dos gentios já conhecia pessoalmente alguns daqueles irmãos que saíram da cidade para recebê-lo – Rm 16:5-16 – Isto porque três anos antes, Paulo escrevera a maravilhosa epístola àqueles crentes romanos – Rm 1:7.

- At 28:15 - “E PAULO, VENDO-OS, DEU GAÇAS A DEUS E TOMOU ÂNIMO” – Paulo levantou seu coração e a sua voz em ações de graças Àquele que respondera as suas súplicas – Rm 15:30-32.

- Mesmo os mais experimentados e mais desenvolvidos mensageiros de Deus precisam da inspiração e edificação que recebem da convivência entre seus irmãos.

- At 28:16-24 – Quantos grandes homens entraram em Roma coroados e triunfantes, mas que eram verdadeiras pragas para a sua geração?

- Paulo, porém, que era uma das maiores bênçãos para sua geração, entrou desprezado, pobre e cativo.

- Naquela época, Nero era o Imperador de Roma. Apesar de ele não ter mais de vinte e cinco anos de idade, as suas mãos haviam sido manchadas com sangue da sua própria mãe, Agripina, e, talvez, com o da sua esposa, Otávia.

- Paulo nunca se referiu a si mesmo como o prisioneiro de César ou de Nero, mas sempre de Cristo – Ef 3:1; Fp 1:12-14. Era embaixador em cadeias – Ef 6:20.

- Em Roma, Paulo era embaixador de Deus:

- (1) – Aos judeus – At 28:17-29;

- (2) – Aos soldados e à casa de César – Fp 1:12-14; 4:22

- (3) – Aos gentios – At 28:28-31

- (4) – Aos cristãos – Rm 1:9-15


- At 28:23 – “... DESDE A MANHÃ ATÉ À NOITE” – Para o apóstolo Paulo, o negócio do Rei era urgente! Como de costume, aquele apóstolo remia o tempo! Pregou o dia inteiro! – I Sm 21:8; Cl 4:5.

- A boca fala do que o coração está cheio: O comerciante não cansa de falar em comprar e vender; o jogador de falar sobre jogos; o literato de falar na literatura; o músico de falar na música; o crente salvo, de falar da salvação em Cristo Jesus.


IV - COMO PAULO ANUNCIOU O EVANGELHO:

- At 26:18:

- (1) - Abriu os olhos dos ouvintes

- (2) - Mostrou-lhes a libertação dos laços de Satanás

- (3) - Ofereceu-lhes o perdão dos pecados

- (4) - Indicou-os para a salvação pela fé; Para santificação pela fé; e para herança celestial


V - AS QUATRO DIMENSÕES DO EVANGELHO:

- Ef 3:18:

- A oração de Paulo é que nós possamos compreender as seguintes dimensões do Evangelho:

- (1) - A “LARGURA” DO EVANGELHO - (Apc 5:9, 13; 7:9-10; 14:6) - O Evangelho é tão largo que não se pode excluir nenhuma entidade, nenhuma comunidade humana.

- (2) - O “COMPRIMENTO” DO EVANGELHO - (I Cor 15:24) - No tempo, começando no Éden, logo após a queda do homem, até o fim, quando o Reino for entregue ao Pai, durante todo esse espaço de tempo (o comprimento), Deus estará operando para produzir o seu propósito. Desde Adão e Eva até o último cristão a se converter no instante em que Cristo voltar, este é o “comprimento”. Nunca houve, nem haverá, até Cristo voltar, um intervalo na operação poderosa e salvadora do evangelho!

(3) - A “ALTURA” DO EVANGELHO - (Fp 2:9-11) - Vem do mais alto céu e desce até ao mais baixo inferno. O Evangelho, ou seja, o propósito de Deus, influirá em todo o Universo, em toda existência.

- (4) - A “PROFUNDIDADE” DO EVANGELHO - (Ef 2:1-3) - Não há algum pecador ou rebelde que não possa ser incluído em tão grande salvação.


VI - COMO DEVEMOS ANUNCIAR O EVANGELHO:

- (1) - Conforme fez Jesus, anunciando a Escritura - Lc 4:16-21; Jo 3:14-18

- (2) - Conforme fez Paulo em Atenas, com seriedade - At 17:16 e ss

- (3) - Conforme João, glorificando o amor - I Jo 4:9-14

- (4) - Como Felipe, dando o exemplo de Cristo - At 8:35-40

- (5) - Como a mulher samaritana, com eficiência - Jo 4:28-30, 39-42

- (6) - Dando o exemplo e praticando - I Ts 1:7-10

- (7) - No Espírito Santo - I Pe 1:12


VII - COMO DEVEMOS PREGAR:

- (1) - Apresentando fielmente todos os desígnios de Deus – At 20:27

- (2) - Não a nós mesmos – II Cor 4:5

- (3) - Obedecendo e com grande alegria – At 4:20

- (4) - Em cada oportunidade – II Tm 4:2

- (5) - Através do próprio bom exemplo – I Pe 5:3

- (6) - A partir de nossa experiência – I Jo 1:1-3

- (7) - Anunciando a palavra sabiamente e ganhando almas – Pv 11:30


VIII - DIVERSOS LUGARES ONDE O EVANGELHO FOI ANUNCIADO:

- (1) - Nas ruas de Jerusalém - Mt 22:9; At 2:14

- (2) - Diante da porta do Templo - At 3:2, 1-12

- (3) - No Sinédrio - At 5:27...

- (4) - Na viagem - At 8:30...

- (5) - Nas sinagogas - At 9:20; 13:14-15; 19:9

- (6) - Em diversas moradias - At 10:24; 16:32; 28:30

- (7) - Ao ar livre - At 16:13

- (8) - Nas prisões - At 16:28, 31

- (9) - Na própria casa - At 28:30-31

- (10) - Em praça pública - At 17:22

- (11) - De casa em casa - At 20:20

- (12) - Diante de juízes e reis - At 24:24; 26:1


IX – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

- É evidente que o Espírito Santo não findou a história gloriosa de Atos. O livro de ação é sem epílogo; não tem fecho porque até hoje os servos de Deus, cheios do Espírito Santo, estão acrescentando outros capítulos preciosos e ainda não escritos.

- Aqui nas considerações finais, passamos a notar os grandes contrastes entre a experiência de Paulo e a de Jonas:


- (1) – Jonas fugia de Deus; Paulo seguia a direção divina.

- (2) – Jonas mostrou-se remisso, dormindo na tempestade; Paulo se esforçava animadamente, socorrendo os passageiros;

- (3) – Levantou-se um grande temporal para destruir o navio, por causa de Jonas; se o centurião e o mestre do navio seguissem o conselho de Paulo, não se teria perdido o navio – At 27:9-10

- (4) – Jonas foi obrigado a testificar de Deus; Paulo o fez de livre vontade.

- (5) – A presença de Jonas no navio era ameaça de vida dos gentios; a presença de Paulo era uma garantia para a vida de todos os gentios.

- (6) – Todos os passageiros do navio salvaram-se, jogando Jonas ao mar; todos os presentes no navio foram salvos porque Paulo permaneceu na embarcação.


- Paulo, andando segundo o querer de Deus e em comunhão com Ele, tornou-se bênção para todos quantos atravessavam perigo ao seu lado. Daí, grande é o contraste entre aqueles que sofrem grandes tribulações ao lado de Jesus e aqueles que passam grandes tribulações porque andam longe dEle.


FONTES DE CONSULTA:

1) Neves, Mário - Atos dos Apóstolos Comentário Prático - Casa Editora Presbiteriana

2) Boyer, Orlando – A Espada Cortante – Vol 2 - CPAD

5) Hurtado, Larry W, Novo Comentário Bíblico Contemporâneo (Marcos) - Editora Vida

6) Carta aos Romanos - Edições CPAD - Autor: Elienai Cabral

7) Tão Grande Salvação - ABU Editora - Autor: Russell Shedd

8) Brinke, Georg - Mil Esboços Bíblicos de Gênesis a Apocalipse - Editora Evangélica Esperança