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25 de dez de 2012

4º TRIMESTRE DE 2012 - LIÇÃO Nº 13 - 30.12.2012 - "MALAQUIAS - A SACRALIDADE DA FAMÍLIA"


ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 13 - DATA: 30/12/2012
TÍTULO: “MALAQUIAS – A SACRALIDADE DA FAMÍLIA”
TEXTO ÁUREO – Gn 2.24
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Ml 1.1; 2.10-16
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO

e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/


I – INTRODUÇÃO:

Malaquias testifica o triste fato do fracasso de Israel. Ele apresenta o quadro de um povo religioso externamente, mas interiormente indiferente e falso, um povo para o qual o culto a Jeová se transformou em formalismo vazio, desempenhado por um sacerdócio corrupto que não o respeitava. 


II – PEQUENO ESBOÇO DO LIVRO DE MALAQUIAS:

Capítulo 1:

Ingratidão de Israel – Ml 1.1-5.


A negligência de Israel para com as instituições de Deus – Ml 1.6-14.

Capítulo 2:

Os sacerdotes são repreendidos por rejeitar o pacto –Ml 2.1-9.


O povo é reprovado por seus maus costumes – Ml 2.10-17.

Capítulo 3:

A vinda de Cristo – Ml 3.1-6.


Os judeus são reprovados por suas corrupções – Ml 3.13-18.


O cuidado de Deus por Seu povo; a distinção entre o justo e o ímpio – Ml 3.13-18 

Capítulo 4:

O juízo dos ímpios e a felicidade dos justos – Ml 4.1-3.


Consideração devida à lei; João Batista é prometido como o precursor do Messias – Ml 4.4-6.


III - POR QUE LER ESSE LIVRO?:


Malaquias põe um espelho diante de nós, ajudando-nos a avaliar o nosso relacionamento com o Deus vivo. Acreditamos que Ele nos ama? Ele recebe de nós amor e obediência sinceros? Ou estamos apenas "cumprindo o nosso dever"? As perguntas que Deus formulou a Israel penetram furtivamente por trás das nossas defesas e nos forçam a sair da rotina, reacendendo em nós a afeição por Ele.



IV - QUEM ESCREVEU O LIVRO?:


O nome Malaquias significa “Meu mensageiro”. Não se sabe ao certo se esse era de fato o nome do autor, ou se ele o utilizava como título, pois os profetas em geral eram chamados mensageiros do Senhor. Seja como for, esse profeta tinha nítida consciência de que Deus estava falando por meio dele.



V - QUANDO FOI ESCRITO?:


Em alguma data após 460 a.C., depois de Israel ter voltado do cativeiro babilônico, depois da reconstrução do templo de Jerusalém (516 a.C.) e depois de o culto ali ter-se reduzido a mera rotina.



VI - POR QUE FOI ESCRITO?:


Para combater o espírito de comodismo e a indiferença que tão facilmente dominam o povo de Deus.


Sob o ministério de Ageu e Zacarias, o povo estava disposto a reconhecer suas faltas e a corrigi-las, mas agora, endureceram-se tanto que negam insolentemente as acusações de Jeová – Ml 1.1-2; 2.17; 3.7.


Pior ainda: Muitos professam ceticismo quanto à existência de um Deus de juízo e outros perguntam se valerá a pena servir ao Senhor – Ml 2.17; 3.14-15.


O profeta Malaquias denunciou os mesmos males que existiam no tempo de Neemias – (Ne 13.10-12 comparar com Ml 3.8-10); (Ne 13.29 comparar com Ml 2.4-8); (Ne 13.23-27 comparar com Ml 2.10-16).


Qual raio de luz nesta cena escura, brilha a promessa da vinda do Messias, que chegará para libertar o resto dos fiéis e julgar a nação. 



VII - O QUE SE DEVE BUSCAR EM MALAQUIAS:


Malaquias apresenta uma palavra da parte de Deus seguida por uma queixa do povo, a qual, por sua vez, é seguida por uma resposta de Deus. Observemos o fervor de Deus nessa troca de palavras. Deus nos ama com amor inexplicável e nos quer ver retribuindo esse amor mediante a fidelidade nos relacionamentos humanos, a integridade, a pureza e a justiça a favor dos debilitados da sociedade.



VIII – MENSAGENS NO LIVRO DE MALAQUIAS:


Na época de Malaquias, o povo estava vivendo um período de grande acomodação, pois já havia voltado do exílio na Babilônia há alguns anos e não havia, naquele momento, ameaça de outra invasão. Começou a surgir um declínio na vida espiritual da nação. A religião era apenas uma prática fria e formal. Os líderes religiosos não davam exemplo de santidade. A lei não estava sendo obedecida. Mas o Senhor Deus envia Seu mensageiro com uma mensagem extremamente apropriada para aquele povo e para nós também. 


(1) – MENSAGENS AOS REBELDES – Ml 1.1 – 3.15):


(1.1) – UMA MENSAGEM À NAÇÃO INTEIRA – Ml 1.1-5) – O povo pergunta de uma maneira insolente acerca do amor de Jeová para com eles, evidentemente pensando nas suas aflições anteriores, mas esquecendo-se de que os castigos do Todo-Poderoso visavam purificá-los.


Como prova de Seu amor para com a nação, o Senhor refere-se à eleição gratuita de seu pai, Jacó, e à rejeição de seu irmão, Esaú.


Edom foi rejeitado por Deus, e será desolado para sempre. Mas Israel, escolhido perpetuamente, viverá para ver a desolação de Edom e dar glória à graça e ao amor de Deus (Ml 1.4-5).



OBSERVAÇÃO:


Neste ponto, carecemos tomar muito cuidado para não cairmos nas ciladas da doutrina da predestinação. Esta doutrina, que a rigor é uma heresia muito fútil, tem causado enormes prejuízos ao reino de Deus.


No caso que ora estudamos, não podemos ser levados a pensar que o Senhor tenha predestinado Esaú ao ódio, e Jacó a uma vida de bem-aventuranças.


Pelo contrário, Deus não predestinara Esaú ao aborrecimento. Esaú, no entanto, por ser profano, foi aborrecido pelo Senhor – Hb 12.16.


Foi por causa do seu pecado que Esaú passou a ser aborrecido por Deus; e não em consequência de uma cega e cruel predestinação.


Podemos notar que a palavra “ABORRECER” não significa aborrecimento no sentido em que hoje a entendemos, mas se usa aqui no sentido de “REJEITAR”. Comparemos Lucas 14.26 e Mateus 10.37, onde a palavra “ABORRECER” significa “AMAR COM MENOR AFEIÇÃO”.


O mesmo podemos dizer acerca de Jacó. Não fora predestinado à bem-aventurança. Mas sua atitude diante das coisas de Deus, determinou-lhe a eleição.


Tomemos, pois, cuidado para não cairmos nas malhas desta heresia porque, universalmente, todos fomos predestinados à vida eterna. A eleição, entretanto, depende de aceitarmos ou não o plano de salvação estabelecido por Deus.


Para compreendermos devidamente esta verdade, basta-nos ler João 3.16. Nesta passagem bíblica, não está escrito que Deus amou apenas aos predestinados. Está registrado que Deus amou ao mundo e, de tal maneira o amou, que deu o Seu Filho Unigênito em nosso resgate.



(1.2) – MENSAGENS AOS SACERDOTES – Ml 1.6 – 2.9 – São os seguintes os pecados censurados:


(A) – FALTA DE REVERÊNCIA PARA COM O SENHOR – Ml 1.6 – Notemos o espírito de insensibilidade diante do pecado, revelado na resposta dos sacerdotes: - “EM QUE DESPREZAMOS NÓS O TEU NOME?”. A atitude manifesta-se em todas as respostas do povo e dos sacerdotes às repreensões de Jeová.


(B) – O OFERECIMENTO DE SACRIFÍCIOS DEFEITUOSOS – Ml 1.7-12 – Dario e os seus sucessores forneciam vítimas em abundância aos sacerdotes para os sacrifícios (Ed 6.8-10), mas ofereciam somente as piores. Ofereciam ao Senhor aquilo que não se atreviam a oferecer ao seu príncipe (Ml 1.8). Mas, embora sejam oferecidos sacrifícios imundos na Palestina, entre os pagãos há e haverá aqueles que foram à presença do Senhor com uma oferenda pura – Ml 1.11.


(C) – O DESEMPENHO DO CULTO A DEUS COM O ESPÍRITO DE INDIFERENÇA E DESCONTENTAMENTO – Ml 1.11-12 – Consideravam o culto a Deus enfadonho e o desonravam apresentando oferendas de menor valor.


(D) – A VIOLAÇÃO DO PACTO LEVÍTICO – Ml 2.1-9 – O Senhor menciona as qualidades que o pacto requeria do sacerdote, a saber, andar muito perto de Jeová, zelo para deixar a iniquidade, e habilidade para ensinar (Ml 2.5-7). De todas estas qualidades, o sacerdócio no tempo de Malaquias carecia muito – Ml 2.8.



(1.3) – MENSAGENS AO POVO – Ml 2.11 – 3.15 – São censurados os seguintes pecados:


(A) – PECADOS DE FAMÍLIA – Ml 2.10-16 – Muitos tinham se divorciado de suas esposas israelitas para casar-se com mulheres estrangeiras – comparemos Neemias 13.23-28.


O divórcio havia se tornado tão comum que até mesmo os sacerdotes deixavam suas esposas e apegavam-se às estrangeiras.


Depois, como se nenhuma iniquidade havia sido cometida, estes ministros apresentavam-se diante do altar para oferecer os sacrifícios prescritos no Levítico. 


Seguindo este péssimo exemplo dos sacerdotes, os israelitas passaram a despedir suas mulheres, causando um grande clamor em Israel.



Infelizmente, vivemos dias semelhantes. Quantos ministros do Senhor que estão a repudiar suas esposas, alegando os mais bobos motivos. E, depois, como se tudo estivesse bem, comparecem perante o altar para cobrir de exortações o rebanho do Senhor. Isto não pode continuar a acontecer!


O Senhor não deixou aqueles sacerdotes impunes – Ml 2.13-14.


Contrariando a hermenêutica e a jurisprudência em voga, o profeta Malaquias manifesta como o Senhor via o instituto do divórcio: - “PORQUE O SENHOR DEUS DE ISRAEL DIZ QUE ABORRECE O DIVÓRCIO” – Ml 2.16.

(B) – CETICISMO – Ml 2.17 – Este versículo forma a transição para Malaquias 3.1.


Os céticos do dia insinuavam que os malfeitores agradavam a Deus, visto que estes últimos pareciam prosperar. Então, se era assim, por que se devia servir a Deus? – Ml 3.14-15. Onde está o Deus do juízo?, perguntam.


A resposta está para chegar – Ml 3.1-6. O Senhor que buscam (ao qual desafiam que apareça), virá repentinamente, quando menos O esperam, ao Seu templo e julgará os sacerdotes e o povo. Não porque Jeová tivesse mudado, mas sim porque Ele não tinha mudado concernente às promessas de Seu pacto e por causa de Sua imutável misericórdia – Ml 1.6.


(C) – RETENÇÃO DOS DÍZIMOS – Ml 3.7-12 comparar com Neemias 13.10-14.


No tempo de Malaquias, vivia a sociedade judaica uma das maiores recessões de sua história. A lavoura não vingava, a pobreza aumentava sempre e a mendicância crescia de forma assustadora.


Tendo em vista estes graves desajustes econômico-sociais, os judeus foram compelidos pela falta de fé a negar o dízimo.


Era um momento de prova, mas eles não souberam vencê-la. Consequentemente, a classe sacerdotal estava ficando sem o seu sustento.


Como um abismo chama outro abismo, os sacerdotes foram levados a procurar outros meios de subsistência, desleixando-se completamente de seus misteres. E isto desagradou ao Senhor que, juntamente com uma reprimenda, deixou também a Israel esta promessa – Ml 3.10.


Vivemos situações semelhantes. Por causa das dificuldades econômicas, não são poucos os servos de Deus que, com medo de um futuro incerto, deixam de contribuir com a obra de Deus.


E os resultados são os mais lastimáveis: obreiros passando por necessidades, templos por reformar ou construir.


Porém, era chegada a hora de por Deus à prova. Afinal, Ele é o dono da prata e do ouro.


Contribuamos liberalmente e, por certo, não haverá necessidades e necessitados na Casa de Deus.



(2) – PREDIÇÕES DE PROMESSAS: MENSAGENS AOS FIÉIS – Ml 3.16 – 4.6


(2.1) – UMA MENSAGEM AOS JUSTOS – Ml 3.16 – 4.3 – Nos dias mais negros da apostasia de Israel, sempre havia um remanescente fiel a Deus.


Nos dias de Malaquias, quando a chama religiosa estava quase apagada, estes fiéis congregavam-se para conservar vivo o fogo santo. Assim como os reis da Pérsia conservavam um registro daqueles que lhes tinham rendido serviços, para poderem recompensá-los (Et 2.23; 6.1-2), assim também Deus guarda o Seu registro (Ml 3.16). Estes fiéis são Suas jóias, o seu tesouro peculiar, que Ele poupará no dia da tribulação.


Neste dia, tanto os justos como os ímpios serão recompensados, e então a zombaria dos céticos se calará (Ml 3.18 comparar com Ml 2.17; 3.14-15).


(2.2) – A VINDA DO SOL DA JUSTIÇA – Ml 4.1-3 – Para o Israel que fielmente servia ao Senhor, havia esta promessa singular.


Esta era de bênçãos teve início quando da vinda de João Batista, que é o Elias profetizado em Ml 4.5.


Teve sequência com o nascimento de Cristo. Contudo, a profetizada era de bênçãos chegará ao clímax com a volta de Cristo. E, graças ao sacrifício de Jesus, nós também teremos parte neste Reino.


(2.3) – A ÚLTIMA EXORTAÇÃO DO ANTIGO TESTAMENTO – Ml 4.4 – Até que viesse o Messias, a revelação ia cessar temporariamente. 

O povo devia lembrar-se da lei, porque, com a ausência dos profetas vivos, estariam propensos a esquecer-se dela. A lei deve ser a sua regra de vida e conduta durante quatrocentos anos de silencia que intervêm entre o último profeta do A.T. e a vinda do Profeta dos profetas.


(2.4) – A ÚLTIMA PROFECIA DO ANTIGO TESTAMENTO – Ml 4.5-6 – Antes da vinda do grande dia da ira, Deus enviará o precursor do Messias, Elias, que preparará o povo para a sua vinda. Esta profecia se cumpriu em João Batista (Lc 1.17; Mt 11.14; 17.11-12).



IX - CONSIDERAÇÕES FINAIS:


Na mensagem de Malaquias, pudemos visualizar algumas ações de Deus:


(1) - O SENHOR FEZ EXIGÊNCIA AO POVO:


(A) - Quanto ao culto (Ml 1:6-14);


(B) - Quanto aos sacerdotes (Ml 2:1-2);


(C) - Quanto à vida familiar (Ml 2:10-16);


(D) - Quanto à vida moral (Ml 3:5); e) Quanto aos dízimos (Ml 3:8).



(2) - O SENHOR FEZ AMEAÇAS AO POVO:


(A) - Ameaça aos sacerdotes (Ml 2:1-3);


(B) - Ameaça aos impuros (Ml 2:11-12).



(3) - O SENHOR FEZ PROMESSAS AO POVO:


(A) - Promessa do envio do precursor do Messias (Ml 3:1-4);


(B) - Promessa do envio de bênçãos aos fiéis (Ml 3:10-12);


(C) - Promessa do envio do sol da justiça (Ml 4:2-3).



FONTES DE CONSULTA:



Revista Educação Cristã – Volume III – SOCEP – Sociedade Cristã Evangélica de Publicações Ltda



Bíblia de Estudo Vida



Lições Bíblicas CPAD – 2º Trimestre de 1993 – Comentarista: Adilson Faria Soares



Através da Bíblia Livro por Livro – Editora Vida – Myer Pearlman

2 comentários:

Anônimo disse...

Pastor muito obrigada por postar todas as semanas estes valiosos ensinos. Eles me ajudam muito por ter uma linguagem clara e muitas referencias bíblicas. Louvo ao Senhor Deus pelo estabelecimento de sua saúde. Desejo as mais valiosas bençãos no nome de Jesus Cristo no ano de 2013.

GERALDO CARNEIRO FILHO disse...

Prezada irmã em Cristo.

Em nome de Jesus, muito agradecido pelas palavras incentivadoras, que muito nos ajudam a continuarmos na realização destes humildes subsídios, visando cooperar com aqueles que ministram a Palavra do Senhor na EBD.

Que as bênçãos do Senhor também continuem sendo derramadas sobre a vida da irmã.

Permaneçamos na paz do Senhor.

Pastor Geraldo Carneiro Filho