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21 de dez de 2011

4º TRIMESTRE DE 2011 - LIÇÃO Nº 13 - 25/12/2011 - "A INTEGRIDADE DE UM LÍDER"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 13 - DATA: 25/12/2011
TÍTULO: “A INTEGRIDADE DE UM LÍDER”
TEXTO ÁUREO – Rm 17:28
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Ne 1:5-11
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/





I – INTRODUÇÃO:




A integridade envolve a honestidade, a retidão, a higidez de caráter e uma espiritualidade da mais pura qualidade, que evita e foge da corrupção. No entanto, verdade e integridade não só se apresentam fictícias na maioria da liderança, como também alguns de nossos futuros líderes estão se escalonando na mentira.

Desta forma, o líder perseverante e íntegro não é aquele que faz a obra na força da carne e, mesmo quando tudo vai mal (por causa da falta de oração e de preparo), permanece insensível e guerreia contra o povo, até leva-lo à derrota total.

O líder perseverante e íntegro confia em Deus, sabe que foi chamado para tal e, no final de tudo, pode dizer: "O nosso Deus fez esta obra" – Ne 6.16b cf I Cor 15.58

II – ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DE NEEMIAS:



Neemias, um dos maiores líderes já visto nas escrituras. É exemplo para todo obreiro que deseja ser vitorioso. Destacaremos algumas características na liderança de Neemias:

(1) – NEEMIAS E A ORAÇÃO:

Ele armou-se da oração e fez dela o seu instrumento de todos os momentos – Ne 1:4.

Por meio da oração, este líder utilizou-se de alguns elementos:

a) Adoração (Ne 1.5)

b) Confissão (Ne 1.6,7)

c) Reivindicação (Ne 1.8-11)

Umas onze vezes, o registro descreve Neemias dirigindo-se a Deus em oração ou intercessão – Ne 1.4, 11; 2.4; 4.4, 9; 5.19; 6.9, 14; 13.14, 22, 29, 31

Neemias sabia que o líder deve depender de Deus - Jo 15.5

(2) – NEEMIAS E O SEU PREPARO:

(A) - No caráter - A atitude de Neemias mostra o seu forte caráter, pré-requisito para qualquer líder. Mostrou interesse pelos outros, quando perguntou pelos seus irmãos que restavam do cativeiro. A resposta em nada foi agradável, porém Neemias queria sinceramente saber o que ocorria com eles.

(B) - No domínio próprio - Ao ouvir a notícia, Neemias sentou-se, chorou, lamentou diante de Deus, jejuou e orou. Que bela reação diante dos problemas.

Do mês de "quisleu" (novembro - dezembro), até o mês de "nisã" (março- abril) do ano vigésimo do rei Artaxexes (o equivalente a quatro meses), Neemias passou na presença de Deus se preparando - Ne 1.4; 2.1-2.

(C) - Na diplomacia – Em momento algum, Neemias se precipitou; antes, aguardou que o Senhor lhe desse uma indicação de que a hora de começar havia chegado. Assim, Deus moveu o coração do rei que, notando o semblante abatido do seu copeiro, perguntou-lhe se estava doente; aí surgiu a oportunidade de Neemias: Fez pedidos ao rei que, de pronto, o atendeu, "segundo a boa mão de Deus" – Ne 2.8


(3) – NEEMIAS E A SUA PERSEVERANÇA:


É fundamental a perseverança, quando desejamos realizar a obra de Deus. O líder inconstante não receberá coisa alguma de Deus (Tg 1.7,8). É preciso ter em mente a forte convicção de estar fazendo "uma grande obra". (Ne 6.3) e, neste empreendimento, colocar seus esforços, sem vacilar, até ver concluída a tarefa proposta:

(3.1) - Diante da má recepção de Sambalate e Tobias, que demonstraram claramente não ter gostado da idéia de reconstruir Jerusalém, Neemias continuou perseverante na "procura do bem dos filhos de Israel" – Ne 2.10

(3.2) - Ao presenciar a situação caótica do lugar, Neemias poderia ter desistido e fugido de responsabilidade. No entanto, não quis demonstrar "pequena força no dia da calamidade" - Pv. 24.10.

Depois de inteirar-se de toda situação, procurou os magistrados e declarou-lhes o Plano de Deus – Ne 2.11-18

(3.3) - Sambalate, Tobias e Gesém tentam desanimar Neemias, zombando e dizendo que aquilo era rebelião. Neemias respondeu: "O Deus dos céus é o que nos fará prosperar, e nós seus servos, nos levantaremos; e o edificaremos" Ne 2.19,20

(3.4) - Sambalate e Tobias desprezam a obra que Neemias estava realizando. Diziam que aquilo era como trabalho feito por uma criança. Neemias não se bateu; antes, orou a Deus e pediu consolo para que todos perseverassem – Ne 4.1-6

(3.5) - Os inimigos ameaçaram guerrear contra Israel. Neemias leva o povo a oração e coloca guardas para vigiar dia e noite – Ne 4.7-23

(3.6) - Depois dos ataques externos, começaram os internos. Agora, o povo reclama dos ricos opressores. Neemias ficou muito abatido, mas não destruído. É verdade que as guerras internas sempre enfraquecem mais. Porém, Neemias enfrentou a situação de frente e de pé – Ne 5.1-19 cf II Cor 4.9b.

(3.7) - Os inimigos tentam retardar a obra e destruir Neemias. Mandam chamá-lo e fazem promessa de paz. Neemias responde com toda convicção: "Não posso descer, pois estou fazendo uma grande obra" – Ne 6.14

(3.8) - Uma carta é enviada a Neemias, ameaçando-o de estar promovendo rebelião contra o rei e de estar querendo seduzir o povo a faze-lo rei. Neemias responde categoricamente: "Você está inventando estas coisas" – Ne 6.5-8

(3.9) - Sambalate e Tobias tentam usar as próprias armas de Neemias para combatê-lo: "Contrataram" um falso profeta para intimidá-lo. Neemias era homem de Deus, conhecia a Sua voz e, por isso, reagiu – Ne 6:10-12 cf Jo 10:4.

Assim Neemias terminou a sua obra: Passou 120 dias preparando-se e, em 52 dias, fez a obra – Ne 6.15

(4) - NEEMIAS E O INCENTIVO AOS LIDERADOS:


O líder não deve ser egocêntrico. Neemias usava sempre a segunda pessoa ao invés da primeira:

- "O Deus dos céus é que nos fará prosperar; Nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos" – Ne 2.20

Isto dava ao povo segurança e também os envolvia na obra; viam-se na responsabilidade de fazer a tarefa.

Muitos líderes, por serem egocêntricos, acabam por transmitir ao povo a idéia de que é dele toda responsabilidade de fazer a obra, gerando inércia nos seus liderados.

(5) - O OTIMISMO DE NEEMIAS:


Notemos as palavras de Neemias: eram palavras de incentivo:

- "Não temais: Lembrai-vos do Senhor, grande e terrível, e pelejai pelos vossos irmãos, vossos velhos, vossas mulheres e vossas casas" – Ne 4.14

- "Grande e extensa é a obra" – Ne 4.19a

(6) - O BOM TESTEMUNHO DE NEEMIAS:


O exemplo é a melhor maneira de incentivar o povo a fazer a obra. Vejamos:

(6.1) – Aversão ao pecado - "Ouvindo eu, pois, o seu clamor e estas palavras, muito me enfadei" – Ne 5.6

(6.2) – Cuidado com o testemunho - "Não é bom o que fazes: Porventura não devíeis andar no temor do nosso Deus, por causa do opróbrio dos gentios, os nossos inimigos?" – Ne 5.9

(6.3) – Temor a Deus - "Porém eu assim não fiz, por causa do temor de Deus" – Ne 5.15b


III - A INTEGRIDADE NOS DIAS HODIERNOS:

A Igreja brasileira padece terrivelmente sob a influência nefasta da escassez de integridade, seja a nível moral, no abuso do poder pastoral (enquanto líder agindo inadequadamente), ou na vertiginosa e constante queda dos relacionamentos familiares entre a liderança.

Certamente, é impossível generalizar. Há muitos servos fiéis que não permitem ver sua crença religiosa e/ou ética arranhada, prejudicada ou abalada por tentações enganosas e transitórias.

Dito isto, examinemos algumas áreas de árdua luta de um líder em relação à integridade:

(1) – O HOMEM ÍNTEGRO NÃO ENGANA, NÃO DEFRAUDA, NÃO ROUBA – Pv 11:1, 20:10, 17 – Para muitos, procurar tirar proveito próprio, não prestar contas de seus compromissos, não pagar o que se deve, não é considerado desonestidade, mas, sim, esperteza.

(2) – O HOMEM ÍNTEGRO DEVE SER COERENTE COM SUAS CONVICÇÕES – Como pregadores da Palavra de Deus, não devemos procurar que concordem conosco, mas com a verdade. Essa verdade precisa ser vivenciada diariamente em nossa vida e ministério.

(3) – O HOMEM ÍNTEGRO CUMPRE A SUA PALAVRA – Pv 20:6; Sl 15:4 – Se, porventura, promete mas não consegue honrar, procura explicar-se e, ainda assim, luta para cumprir o prometido. Até quando descobre que, se fizer o que disse não obterá benefício próprio, mesmo assim, vai até o final e cumpre.

(4) – O HOMEM ÍNTEGRO GUARDA SEGREDO DAS CONFIDÊNCIAS DO ACONSELHAMENTO – O cérebro de um líder evangélico está povoado por confissões que não pode repartir com ninguém, nem mesmo com sua esposa.

Claro que há exceções!

Por exemplo: Em caso de testemunho em processos de abuso físico, crimes ou adultério. Quando há infidelidade, é difícil para o líder permanecer neutro, pois não pode compactuar com tal pecado, sendo cúmplice por omissão. Nestes casos, o líder deve esclarecer que irá interpelar o cônjuge que está pecado e não manterá sigilo restrito.

Apesar dessas exceções, é importante fazer jus à confiança do aconselhado e não abrir mão do segredo total.

(5) – O HOMEM ÍNTEGRO TOMA CUIDADO COM SUAS AMIZADES PESSOAIS – Não há dúvidas de que o líder necessita de amizades íntimas e profundas com as quais se identifique. Isso o auxilia a sobreviver no ministério.

Diante dessa declaração, podemos dizer sobre as amizades:

(A) – Mantenha amizade profunda, mas seja discreto.

(B) – Desenvolva algum tipo de relacionamento com todos os membros da Igreja. Mesmo que seja superficial, até um simples toque ou uma frase podem significar muito para alguém que, talvez, precise de conforto e encorajamento naquele momento.

(C) – É sempre bom o líder buscar amizades fora de sua congregação, com colegas da mesma ou de outras denominações. É extremamente perigoso para o líder isolar-se. Ele precisa conviver com pessoas e ter a quem prestar contas de suas atitudes.

(6) – O HOMEM ÍNTEGRO TEM CUIDADO COM OS PRESENTES QUE RECEBE – Eticamente falando, julgamos correto recebermos presentes dos membros da Igreja?


Talvez nunca tenhamos pensado nisso e já tenhamos recebido muitos presentes dos liderados.

Porém, analisemos duas situações, para nossa meditação:

(A) – O líder “Fulano de tal” tem em sua Igreja uma senhora que enviuvou e desesperou-se com a perda. Tentando ajudar sua ovelha, fez-lhe diversos aconselhamentos. Agradecida pelo conforto à sua dor, a viúva dá de presente ao líder uma caríssima e exclusiva caneta, que pertencera a seu marido. Dias depois, ela surge no gabinete pastoral com um “notebook”.

Então, pensa o líder:

- “Bem, que mal há em receber um presente de alguém grato?!”


Mas o que o líder deveria notar é que os presentes daquela viúva significam mais do que gratidão. Ela está criando um elo perigoso e prejudicial com o seu líder/conselheiro, um elo que cria dependência emocional e pode causar muitos problemas a ambos.

Realmente, não há nada errado em receber um presente de alguém, especialmente se a pessoa aprecia nosso trabalho. Porém, como líderes precisamos ser cautelosos e questionar se essas “lembranças” não exprimem algo mais que futuramente possam trazer terríveis transtornos.

O líder pode receber os presentes sem imaginar que podem deixa-lo em dívida para com o presenteador. Pastores, líderes, conselheiros podem ser explorados e manipulados por pessoas que presenteiam um dia e exigem favores no próximo. Além disso, há o perigo do envolvimento emocional, um relacionamento romântico que pode terminar em infelicidade.

(B) – Um agradecido membro de sua Igreja ofereceu ao líder “Beltrano de tal” e à sua esposa um passeio aos Estados Unidos, com passagens e estadia pagas. Radiantes, ambos partiram como que para um sonho. Mas, seis meses depois, o líder soube que o mesmo senhor comprometera-se com negócios escusos. Os outros membros pressionaram o líder para que aquele presenteador fosse afastado. Que impasse terrível! Como ser ingrato, a ponto de ir contra quem lhe dera um presente tão especial? Diante de uma dúvida como essa, o líder sempre terá dificuldade em ser fiel ao seu chamado e não agir com imparcialidade. É realmente difícil.

É claro que não estamos pedindo que deixemos de aceitar presentes dos membros da nossa Igreja. No entanto, o que devemos refletir é que usemos de cautela. Cada líder deve desenvolver seu próprio código de ética que não comprometa o testemunho de Jesus, o ministério da Igreja e nossa própria integridade.

Finalizamos com a formulação de cinco perguntas que (creio) nos auxiliarão no momento de tomarmos decisões:

(1ª) – Aquilo que vou fazer glorificará a Deus ou simplesmente contribuirá para minha auto-satisfação?

(2ª) – Aquilo que vou fazer é para o bem dos outros, sendo que sou servo deles? – Leia Ef 5.21; Gl 5.13

(3ª) – Minha decisão reflete um padrão ético e moral os mais elevados possíveis? Posso ser descrito como o profeta Daniel? – Dn 6.3-4

(4ª) – Minha decisão será aprovada e entendida pela avaliação do olhar penetrante e observador dos meus liderados?

(5ª) – A quem eu vejo quando olho para meu espelho? A um homem íntegro? – Tg 1:23-24

Lembremo-nos: A Bíblia nos relata o que fez de Jó uma pessoa tão grandiosa. Ele foi um “... homem íntegro, reto, temente a Deus e que se desviava do mal” – Jó 1.1



 
IV - CONSIDERAÇÕES FINAIS:



A integridade começa no lar, estende-se ao trabalho e abrange todos os lugares onde chegar a influência de um servo de Deus. Por isso, disse o apóstolo Paulo:


- “Pois o que nos preocupa é procedermos honestamente, não só perante o Senhor, como também diante dos homens.” – II Cor 8:21 (Versão Revista e Atualizada)


Assim, caso venham nos questionar:


- “... AINDA CONSERVAS A TUA INTEGRIDADE?...” – Jó 2:9 (Versão Revista e Atualizada)


Possamos responder:


- “... ATÉ QUE EU EXPIRE, NUNCA AFASTAREI DE MIM A MINHA INTEGRIDADE...” – Jó 27:5

Que assim seja, em nome de Jesus.

FONTES DE CONSULTA:


1) Números - O Exército de Israel e o Serviço dos Levitas - Editora Árvore da Vida - Dong Yu Lan

2) Revista OBREIRO - nº 38 - Ano X - janeiro a março de 1987

3) Enciclopedia de Bíblia, Teologia e Filosofia – Editora e Distribuidora Candeia – R. N. Champlin e J. M. Bentes

4) Estudo Bíblico: “Características da Liderança de Neemias” - Natanael Nogueira de Sousa e Kleber Paulo Santana

5) Pastores em Perigo – Editora Sepal – Jaime Kemp

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